Katsumi, Daisuke e Arisu se aproximavam cada vez mais da cidade de Cerulean, mas quando já estavam próximos o suficiente para avistar a entrada da cidade, eles viram que a entrada da cidade estava bloqueada por vários Policiais, como a entrada da Mt. Moon, só que dessa vez a quantidade de policias guardando a entrada da cidade era bem maior. Sem escolha, o grupo se aproximou para logo serem parados por uma policial idêntica a da entrada da Mt. Moon.

- Vocês ai! Identifiquem-se! – Disse a mulher com um tom sério.

- Uh? Nós somos treinadores Pokémon's. – Disse Katsumi para a mulher com um tom um pouco confuso pela ferocidade da mesma.

- Terei que ver seus Trainer Card's. – Disse a mulher, logo Katsumi, Daisuke e Arisu entregaram para mulher seus Trainer Card's, a mesma deu uma rápida olhada nos cartões e depois os devolveu e voltou a falar, dessa vez com um tom mais calmo. – Bem, eu sou a Oficial Jenny de Cerulean, me desculpem pelos meus modos rudes, é que ninguém pode entrar ou sair da cidade sem ser identificado. – Disse Jenny.

- Pra quê toda essa segurança? – Perguntou Daisuke.

- Todas as cidades de algum modo ligadas a Saffron estão adotando esses métodos para garantir a segurança de moradores e até mesmo treinadores que passam por elas. Depois da volta da Equipe Rocket, o lugar escolhido para ser a cidade onde se localizaria o quartel foi Saffron, a polícia ainda esta investigando em Saffron, mas são muitos Rockets, então as coisas andam meio perigosas. E para evitar que Rockets venham para outras cidades, a policia está supervisionando todos que entram e saem da cidade, e aqui ainda mais, já que o quartel de Pewter nos relatou da possível presença de Rockets na Mt. Moon. – Jenny fez uma pausa. – Fiquei surpresa que alguém veio de Pewter, supostamente era para a Mt. Moon estar completamente fechada... – Katsumi começou a ficar levemente nervosa, se eles descobrissem que descumpriram regras da Polícia de Pewter eles com certeza receberiam uma punição.

- Isso não vem ao caso, não é? – Disse Arisu, e deu uma risadinha forçada. – Somos treinadores comprovados e só estamos aqui para batalhar no Ginásio... Bom, na verdade eles estão. – Disse olhando para Katsumi e Daisuke – Eu já ganhei do Ginásio de Cerulean, mas isso também não vem ao caso... E também queremos resolver alguns assuntos pessoais. – Disse se referindo a quererem falar com Bill para talvez descobrir algumas respostas.

- Certo, podem passar, mas todos que estão entrando na cidade estão tendo que usar isso. – Disse Jenny mostrando um aparelho de pulso bem fino de metal com um pequeno tipo de sensor no seu próprio pulso. – Até mesmo nós policiais temos que usar isso, ele localiza a todos, é retirado ao sair da cidade, as outras cidades perto de Saffron também estão usando esse dispositivo. Não podemos abaixar nossa guarda, afinal, podem haver treinadores envolvidos com a Equipe Rocket ou até mesmo cidadãos... – Depois que Jenny terminou de falar, Katsumi deu um suspiro.

- Fazer o que né, se temos que usar isso... – Disse Katsumi.

...

Quando o grupo conseguiu finalmente entrar em Cerulean já estava começando a escurecer, eles andaram até o Centro Pokémon da cidade, e no caminho até o mesmo observaram as diversas lojas e casas do local, e até a Rota que teriam de pegar para ir até a casa de Bill. Já que a comida Pokémon deles e o 'remédio' de cura estavam quase acabando, pararam no caminho para comprar o que precisavam e agradeceram ao fato do dono da loja ser bondoso o suficiente e manter a loja aberta durante mais alguns minutos para que eles comprassem, e agradeceram também ao fato da loja ter tudo que precisavam.

Chegando ao Centro Pokémon e alugaram o quarto que passariam a noite. O quarto era razoável, não muito pequeno, mas mesmo assim não muito grande, o piso de lajotas brancas com as paredes da mesma cor, para dar um ar de calma ao lugar, três camas, cada uma com um criado-mudo de madeira, e uma mesa com algumas cadeiras, para aqueles que gostavam de tomar o café da manhã no próprio quarto e não no refeitório do Centro Pokémon, e também havia dois banheiros.

Todos tiraram seus Pokémon's das Pokébolas e colocaram a comida dos Pokémon's em tigelas, o primeiro a 'atacar' uma das tigelas foi Charmander, não era difícil de perceber que ele gostava de comer... Enquanto seus Pokémon's comiam, todos foram tomar banho, Katsumi teve que esperar até um dos banheiros ser desocupado, já que Arisu aproveitou da sua velocidade para chegar primeiro em um dos banheiros e Daisuke pegou o segundo banheiro. Depois que todos os Pokémon's haviam terminado de comer e Katsumi, Arisu e Daisuke já haviam terminado de tomar banho, alguns Pokémon's simplesmente adormeceram, seus respectivos treinadores os deixaram dormir lá mesmo, sem retorna-los para Pokébola, afinal, até os Pokémon's tem que se sentirem mais livres de vez em quando.

Katsumi usava como pijama uma blusa de manga comprida de um tom carmesim claro com uma calça comprida de mesma cor e prendia seu cabelo com um laço preto. Daisuke usava uma camiseta com gola 'v' azul clara por cima de uma camiseta de maga comprida branca e usava uma calça comprida preta com uma listra na cor azul marinho nas laterais. Arisu estava com uma blusa de manga comprida violeta com detalhes na cor púrpura e uma calça comprida púrpura.

Katsumi escovava o pelo de sua Vulpix, que não havia adormecido, mas já estava quase caindo no sono no colo de Katsumi, Daisuke afagou seu Growlithe, que estava dormindo na sua cama, e Arisu colocava um tipo de lacinho em sua Pikachu para logo depois coloca-la do seu lado e fazer um carinho na sua cabeça, a Pikachu que também já quase dormia se aconchegou mais perto de Arisu.

Todos se deitaram pra dormir, apesar de serem novos, o que os deveria dar mais energia, estavam exaustos por ter que passar por todo o caminho até Cerulean.

"Pelo cansaço que eu sinto pareço até uma velha..." Pensou Katsumi quando se deitou e finalmente sentiu sua coluna relaxando e diminuindo seu cansaço. Eles teriam que descansar muito, pois no próximo dia eles sabiam que poderiam ser bem árduo, ainda mais Katsumi, que tinha planos de treinar nesse mesmo dia, afinal ela estava se achando meio enferrujada na luta, e esperando resolver logo o que tivessem que resolver com o Bill.

...

Katsumi abria os olhos lentamente e ficou alguns segundos parada olhando a sua volta, por causa do sono, sem conseguir pensar o que estava acontecendo, mas quando ela finalmente se tocou da situação ela se lembrou que o lugar que ela estava era parecido com o de um de seus pesadelos, aquele local que ela viu o tumulto de pessoas e logo acordou, só que o local parecia mais destruído, e ela deduziu estar sonhando novamente. Ela não havia reparado muito bem a sua volta a outra vez que se encontrou nesse lugar no seu sonho, mas as construções pareciam de algum modo mais rústicas que as construções recentes, as paredes de algumas casas era de tijolos bem visíveis, ou seja, a parede não era pintada, por curiosidade Katsumi entrou em uma das casas, as telhas da casa eram suportadas por tábuas de madeira, com até mesmo alguns pequenos pilares de cimento nos cantos das paredes para ajudar a sustentar, as construções não eram realmente muito avançadas, mas não eram tão antigas, talvez construções usadas por volta de 20 anos atrás ou menos.

Katsumi andou com cuidado pela casa que ela estava, afinal parecia que tudo havia sido queimado, e o teto poderia desabar já que era sustentado por madeira. Katsumi andou pela casa vendo várias coisas queimadas, como uma mesa, ou o que ela deduziu ser uma mesa entre outras coisas queimadas, mas não havia nada de tecnologia queimado no local, como TV's, Rádios e etc. Katsumi chegou em uma porta, ela ia entrando na sala e primeiramente notou uma cama que estava de frente, e ao adentrar mais o local viu... Um corpo queimado bem na sua frente?!

"O quê!?" Katsumi ficou em choque, o corpo estava no chão, encostado na parede, completamente queimado e já estava em decomposição, e algumas partes dos ossos do que provavelmente já foi uma pessoas eram visíveis, era impossível identificar quem poderia ser a pessoa, já que ela estava completamente deformada. Katsumi sentiu vontade de vomitar vendo tudo aquilo, afinal ela apenas tinha 10 anos e essa provavelmente não era uma cena recomendada para alguém nessa idade. Mas Katsumi engoliu toda a ânsia que sentiu e observou de novo o corpo, na mão do corpo havia um pedaço de papel, ou o que quer que fosse. Katsumi fechou os olhos, engoliu sua saliva e prendeu a respiração para se agachar, chegar mais perto da mão do corpo e tirar o papel dela. Era uma foto, um pouco chamuscada.

"Pergunto-me porque não queimou completamente, será que a pessoa estava protegendo a foto das chamas para que não queimasse tanto?" A foto era de uma menininha, um garoto, uma mulher e um homem, a menininha no meio e a mulher de um lado e o homem do outro, mas a parte dos rostos estavam queimados na foto, e a foto não tinha muitas cores, parecia ser uma foto antiga. "Um... Estranho..." Ela olhou para o corpo novamente e notou embaixo da mão do corpo uma carta que não estava tão queimada ao lado dos restos de uma caneta, Katsumi começou a ler a carta que estava com uma letra que parecia ter sido escrita às presas.

"Minha filha, Chloe...

Eu não sei se você vai por alguma chance encontrar isso ou se será queimado pelas chamas, mas eu rezo por você, minha filha, que esteja viva, sobreviva a todo esse caos, você é forte e vai conseguir viver com certeza! Espero que não se entregue a morte por causa de motivos que eu sei que você sabe quais são, você tem que esquecê-lo, esqueça seu irmão, ele já se foi e você não pode mudar o passado e ele nunca voltará, esse é um dos seus defeitos, você tem que voltar a realidade, siga em frente, não importa o que fizer, não o trará de volta, por mais que você gostasse dele, peço-lhe que viva se encontrar essa carta. Mas quanto a mim... Já sou velha e já vivi o bastante, não posso dizer que não estou com medo de morrer, todos temem a morte, mas eu já sou feliz com a vida que tive... Eu pude ver você crescer, se casar, ter uma filha... É, meu tempo está acabando, as chamas se aproximam... Não se preocupe, quando eu encontrar seu irmão no outro mundo vou contar a ele tudo que aconteceu na sua vida, sobre seu marido e sua filha e ele ficara muito feliz por você.

E não esqueça, eu sempre te amarei Chloe, minha querida filha.

Da sua mãe, Clara."

Depois de ler a carta Katsumi apenas ficou em silêncio por alguns segundos, segurando a carta em sua mão. "Pergunto-me se essa mulher, Sophie, sobreviveu... A mãe parecia realmente fazer de qualquer coisa para que sua filha ficasse viva." Katsumi agachou-se e colocou a carta juntamente com a foto perto do corpo. "Também me pergunto se isso é apenas uma ilusão da minha mente ou a realidade... Eu não consigo diferenciar..." Enquanto pensava Katsumi não prestou atenção e não escutou quando uma da madeiras que dava suporte para as telhas da casa começou a se quebrar e apenas quando a madeira se quebrou totalmente Katsumi voltou sua atenção para o teto, apenas para ver as telhas caindo, se aproximando cada vez mais dela. O coração dela batia rápido, os olhos se arregalavam e ela não conseguia se mover, apenas tremia, é como se todo seu corpo tivesse congelado, e um pensamento passou pela cabeça de Katsumi. "Então é essa a sensação de desespero que se passa antes de morrer? E... Se eu morrer nesse pesadelo... O que acontecerá?"

...

Katsumi abriu os olhos rapidamente, ela havia acordado no exato momento que ela ia quase 'morrer' no sonho, a sensação foi tão real, ela realmente pensou que iria morrer. Katsumi respirava pesadamente e sua pulsação estava acelerada. Ela olhou pro lado e viu Daisuke de pé ao lado da cama dela, olhando pra ela confuso.

- Uh... Ainda falta mais ou menos meia hora pra hora que nós normalmente acordamos, mas você estava dormindo e do nada você começou a se remexer, então resolvi te acordar pra ver se estava tudo bem... – Disse Daisuke em um tom calmo.

- Ah... É só que... Eu tive outro pesadelo e... – Katsumi fez uma pausa e se virou para Daisuke com um sorriso gentil de gratidão. – De qualquer modo... Obrigado por me acordar, posso dizer que você realmente salvou minha vida. – Daisuke arregalou levemente os olhos e ficou envergonhado.

- Ah... Bem... Não foi nada... – Disse com um sorriso também. Repentinamente eles escutam um "Onwtt..." de Arisu que havia acordado e via a cena com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo apoiado na cama, com Pikachu também acordada do lado dela.

- E ainda depois negam se gostar... – Arisu fez uma cara de decepção falsa e Pikachu fez também uma 'cara' de decepção e balançou a cabeça da esquerda pra direita com os bracinhos cruzados de pé. Logo Arisu é acertada por um travesseiro lançado por Katsumi, Daisuke apenas encarava inexpressível.

...

Todos já haviam tomado banho, feito a higiene matinal se vestido e se equipado com suas armaduras leves, que por não serem completamente fechadas poderiam ser usadas por cima da roupa, afinal, já que a Equipe Rocket andava perigosa era melhor eles já andarem com suas armaduras.

Katsumi usava uma blusa de cor Castanho-Avermelhada, um jeans azul-escuro, suas botas marrons e seu casaco preto com capuz, e prendendo seu cabelo com um laço azul. Ela já levava sua mochila, cinto de Pokébolas e sua espada na bainha do cinto, e já usava sua armadura leve de ouro branco com detalhes em vermelho. Daisuke usava uma camisa com gola 'v' de cor azul-claro, calças jeans de um tom cinza, tênis preto com detalhes azuis e seu casaco marrom sem capuz. Ele também já carregava sua mochila, o cinto e suas adagas na bainha do cinto e usava sua armadura leve de platina de cor acinzentada com detalhes em azul cobalto. Arisu usava um casaco de couro vermelho com capuz, com uma regata branca por baixo, uma calça jeans preta, tênis baixo preto, sua luva de dedos cortados preta e seu bracelete. Já carregava sua mochila, seu cinto, seus dois sabres na bainha do cinto e usava sua armadura leve de titânio na cor negra e com detalhes prateados.

Eles já seguiam em direção da rota 24 para chegar à casa de Bill.

...

Depois de passar pela Rota 24 e 25 sem maiores problemas eles finalmente chegam à casa de Bill, localizada no final da Rota 25. Era uma casa grande, porém bem simples, com algumas árvores em volta e com uma cerca, a casa tinha as paredes brancas com uns detalhes de madeiras na parte da frente da casa e um tipo de sacada em um segundo andar, as janelas da casa eram de um vidro um pouco escurecido, o telhado tinha uma cor verde, e também uma chaminé.

- Ah, finalmente chegamos! Eu não aguentava andar mais! E eu estou com fome! Por que a gente saiu do Centro Pokémon sem comer? – Disse Arisu, reclamando sobre o fato de não terem tomado café da manhã e já partiram em direção da casa de Bill.

Katsumi simplesmente ignorou e se aproximou mais da porta da casa, dando duas batidas com o punho, já que não havia campainha. Logo se pode ser ouvido um "Já vai!" e em seguida o barulho de algo caindo no chão e de passos apressados até a porta, logo ela é aberta por um homem com a idade por volta de 25 anos de estatura mediana, com o cabelo em um tom cobre, olhos castanhos, ele vestia uma camisa social cor turquesa pálida com uma gravata azul-claro, um cinto preto, uma calça de cor verde-claro e sapatos verdes. Ele olhou para Katsumi sorrindo.

- Olá. – Disse o homem. – Acho que já devem saber mas eu sou o Bill. Por acaso tem algo que queiram falar comigo? – Perguntou ainda com o sorriso.

- Bill! Você não mudou, continua sendo legal com todos! – Disse Arisu, fazendo Bill finalmente perceber a garota e depois de alguns segundos ele faz uma expressão surpresa.

- Arisu? Não acredito que você está aqui. – Disse Bill, Arisu andou na direção dele. – Você mudou bastante! Há quanto tempo não te vejo! Eu não sabia que você escapou daquele incidente... Disseram-me que os Rockets haviam te levado junto com seu pai... – Disse Bill agora com uma expressão triste.

- É por causa do meu pai que nós viemos aqui. – Disse Arisu agora já séria. – Algumas coisas aconteceram e nós imaginamos que você poderia ter alguma informação para nós.

- Certo, direi o que eu souber, mas é melhor conversarmos dentro da casa, afinal ninguém sabe como descobriram as pesquisas do seu pai. – Disse Bill.

Katsumi, Daisuke e Arisu o seguiram. Logo ao entrar-se na casa já era possível ver algumas máquinas, mas era uma parte com uma menor quantidade de máquinas na casa, as paredes eram azul-claro e o piso branco, o local que eles estavam pareciam o Hall de entrada, Katsumi não deixou de notar uma sala com muito mais máquinas, folhas de projetos espalhadas por ai e outras coisas pela qual eles passaram, e logo eles entraram em uma sala que tinha uma mesa de vidro e dois sofás, um de cada lado da mesa, entre outras decorações e mais invenções de Bill. Katsumi notou uma das invenções e percebeu que era a mesma que o S.V.B.

- Espera ai... Você criou o dispositivo S.V.B.? – Perguntou Katsumi surpresa.

- E o sistema que envia Pokémon's do Centro Pokémon para um Laboratório Pokémon e outras coisas. – Disse Bill, logo em seguida se sentando em um dos sofás, Katsumi, Daisuke e Arisu se sentaram no sofá do outro lado.

- É, faz sentido já que o S.V.B. está ligado diretamente com o sistema de Storage, assim dizendo. – Disse Daisuke, com uma expressão calma.

- Uh? Nunca foi revelado ao público como o sistema do S.V.B. funciona, apenas a lideres de ginásio, pessoas extremamente importantes e algumas outras pessoas. Como você poderia saber? – Perguntou Bill, curioso.

- Ah, o Daisuke simplesmente falou e acertou como o sistema funciona, e o líder de ginásio, Brock, confirmou a teoria dele. – Explicou Katsumi.

- Hm... Interessante um garoto de 10 anos conseguir deduzir isso... – Bill fez uma pausa, pensativo. – Mas deixando isso de lado por enquanto, mas o que queriam me perguntar? – Disse Bill sorrindo novamente.

- É sobre a pesquisa do meu pai. – Começou Arisu.

...

Depois de explicarem para Bill os eventos ocorridos o mesmo pareceu hesitante por um momento, mas logo sorriu e disse.

- Claro, podem ver o livro, mas se não se importam eu gostaria de ver essa Vulpix com chamas azuis. – Disse Bill. Katsumi já estava com Vulpix fora da Pokebola e apenas deu a ordem para o Pokémon usar um pequeno Flamethrower, e logo a Vulpix lança uma quantidade de chamas azuis em um espaço vazio. Katsumi se abaixa e faz um carinho na cabeça do Pokémon. – Incrível, então era verdade... – Bill parou por um momento e depois virou-se para Katsumi, seu tom de voz sério. – A verdade é que a maioria de coisas nesse livro que o Brock citou a vocês são lendas, apenas algumas são pesquisas comprovadas. As lendas eu investiguei e achei em um livro antigo de lendas, apenas traduzi a língua antiga. Certo, vocês podem ver o livro.– Bill estrala os dedos e logo o livro aparece no ar em suas mãos.

-O quê?! – Disse Katsumi surpresa.

- Ah, é impossível alguém normal conseguir esse livro pois ele é guardado pelo meu amigo Mew. – Disse Bill sorrindo.

- Perai! Mew? Não é aquele Pokémon lendário que eu vi em um folheto da polícia que eu roub... – Arisu para de falar ao perceber o que estava falando, e então se corrige. – Aquele folheto que eu peguei emprestado por uma data indefinida? – Logo um Pokémon que parece um gatinho cor rosa aparece flutuando, ele se aproxima de Arisu e sua Pikachu para na frente delas e faz uma carinha feliz e rodopia no ar em volta de Arisu, depois Mew vai à frente de Daisuke, e faz uma carinha feliz que é retribuído por um sorriso de Daisuke e depois Mew vai á frente de Katsumi olha pra mesma e virá à cabeça para o lado, como se confuso por algo, mas logo depois faz sua expressão contente, depois ele rodopia em volta de Vulpix, com uma expressão feliz.

- Nem eu mesmo confio em carregar esse livro então o deixo com Mew, toda vez que quiserem ver esse livro apenas chamem o Mew, ele vai saber quando chamarem. – Bill entregou o livro nas mãos de Katsumi.

- Certo, mas tem outra coisa, você sabe algo sobre as pesquisas do pai da Arisu?

- Infelizmente eu não fiquei com a pesquisa, ele não havia completado, então ele não havia me entregado o relatório da pesquisa. – A notícia que Bill deu desanimou um pouco o grupo, mas Bill voltou a falar. – Mas eu lembro algumas coisas e seu pai me pediu para guardar umas coisas pra ele. Está no livro, ele meio que tem um 'bolso' que dá para guardar folhar e coisas do tipo. – Katsumi abriu o livro e pegou as folhas lá. – Não me lembro de muita coisa, só me lembro que o que o Roy pesquisava era sobre uma vila com uns costumes, cultura e lendas diferentes, mas a vila foi completamente dizimada, pela Equipe Rocket junto com outras Equipes de outros continentes... Roy até chegou a conseguir algo que era pertencente a uma pessoa dessa vila, uma carta, que foi escrita durante um desastre, é esse papel que você pegou Katsumi. E essa dizimação desse povo aconteceu há pouco tempo, apenas não lembro por volta de quanto tempo... Mas alguns anos atrás...

Katsumi abriu o papel, um pouco chamuscado e um pouco antigo para logo começar a ler as primeiras linhas.

"Minha filha, Chloe...

Eu não sei se você vai por alguma chance encontrar isso ou se será queimado pelas chamas, mas eu rezo por você, minha filha, que esteja viva, sobreviva a todo esse caos, você é forte e vai conseguir viver com certeza! [...]"

E logo Katsumi percebeu que essa era a mesma carta do seu sonho, ela arregalou os olhos.

"Espera... Essa carta... Como eu vi ela no meu sonho?... Meus sonhos são realidade? Não, isso não seria possível, não é?" Katsumi só foi tirada de seus devaneios assim que Daisuke chamou o nome dela bem alto.

- Katsumi! – Gritou Daisuke, depois que ele percebeu que a garota estava finalmente escutando ele perguntou. – O que foi?

- Essa carta... – Disse Katsumi fazendo pausas por ainda estar muito surpresa. – Eu vi ela no meu sonho... Eu vi o local que esse povo vivia... Eu estava lá... Meu sonho me mostrou... A realidade...

Continua...