CAP 14 – Uma descoberta e uma escolha
O corredor de entrada do apartamento de Sirius foi bem-vindo depois do intenso calor da rua. Sirius desapareceu na sala de visitas, mas Harry esperou, olhando pelas janelas mágicas que mostravam diversos cenários. Ele vagamente imaginou como o resto da casa de Sirius teria ficado com as mudanças.
-Sirius – ele chamou. – Posso usar seu banheiro?
-Claro – veio a resposta.
Harry pulou as escadas, mas ao invés de parar na porta do banheiro, ele desceu o corredor, não realmente sabendo onde ele estava indo ou por quê. Logo ele estava diante da sala que ele e seus amigos haviam limpado ou "batalhado contra a sujeira" dois verões atrás. Ela também estava muito diferente. Agora as paredes estavam limpas e brilhantemente pintadas da cor azul. Uma coisa não havia mudado, entretanto. A velha tapeçaria da família Black permanecia na parede de trás. Harry se aproximou dela, lembrando da conversa que ele e Sirius tiveram ali. Para sua surpresa, em um exame mais de perto, Harry encontrou o nome de Sirius ainda ali, inteiro. O nome de Tonks estava lá também.
-Harry?
Harry pulou. Sirius estava parado na porta, olhando para ele estranhamente.
-Oh, desculpe. – Harry murmurou. – Eu vi a porta aberta e pensei em dar outra olhada na tapeçaria da sua família.
-Essa coisa velha – disse Sirius com desdém. – Eu teria tirado essa porcaria há anos se minha querida e velha mamãe não tivesse posto um feitiço colante permanente nas costas da tapeçaria.
-Eu pensei que você tinha dito que sua mãe tinha tirado seu nome da tapeçaria? – Harry disse, apontando para o nome de Sirius.
-Sua mãe, de novo – Sirius disse, sorrindo. – Ela disse que era uma vergonha ter uma história de bruxos das trevas sem alguns bons bruxos ali para melhorar a visão. Então ela descobriu um feitiço para pôr a mim e à Tonks e a várias outras pessoas de volta à árvore.
Harry olhou mais de perto e viu que onde os buracos que lembravam queimaduras de cigarro haviam estado, havia agora nomes. Muitos nomes, com últimos nomes que ele reconhecia. Longbottom, McGonagall, Weasley, e...
-Sirius, nós somos parentes? – Harry perguntou incredulamente, apontando o "Potter" no alto da árvore de família.
Sirius olhou mais de perto.
-Eu suponho que sejamos. Muito distantes, mas nós somos parentes. Como eu disse, Harry, todas as famílias puro-sangue são relacionadas de alguma maneira ou de outra.
Harry estava prestes a perguntar se ele estava diretamente ligado a Draco Malfoy, mas então ele olhou mais abaixo para o nome ao lado do de Sirius, e congelou.
Régulo Black.
Régulo Artemis Black.
-Sirius – Harry disse hesitante. – Posso perguntar algo?
-Fala.
-O que aconteceu para o seu irmão, Régulo?
Sirius endureceu.
-Por que você perguntaria? – ele perguntou agradavelmente, mas Harry percebeu que o humor era apenas superficial.
-Apenas curiosidade. – Harry mentiu.
-Ele morreu. – Sirius disse rapidamente. Um pouco rápido demais, Harry percebeu. – Bem, nós já desperdiçamos tempo demais. Vamos Harry, nós temos montes de coisas a fazer.
Sirius rumou para a porta, mas Hery esperou. Tinha algo que ele queria checar. Ele rapidamente examinou a tapeçaria e encontrou o nome de Tonks. Abaixo dele, as datas de nascimento e morte estavam anotadas. Tonks havia morrido no último verão, Harry notou tristemente. Então ele olhou novamente para o nome de Régulo Black. Embaixo do nome estava a data de nascimento... mas não a data de morte.
As aulas de animagia passaram rapidamente. Quando a uma hora se aproximou, Sirius sorriu e disse:
-Harry, você fez isso soberbamente. Eu nunca vi alguém aprender tão rápido. Você fez em duas semanas o que eu e Tiago levamos dois anos para aprender. Eu não entendo... Quero dizer, por que essa amostra de poder agora? Não leve isso como sendo pessoal, mas eu sei que você nunca foi muito bom na escola no geral, e você me escreveu várias vezes no último ano dizendo que estava tendo dificuldades em lançar feitiços. Mas isso... isso é incrível! Eu não sei o que aconteceu.
Harry sorriu com remorso. Ele sabia exatamente o que havia acontecido.
-Mas tão bem quanto você estiver indo – Sirius continuou. – Nós não poderemos ir adiante até que você tenha escolhido uma forma animaga. O que você pensou sobre isso?
Na realidade, a forma animaga era a última coisa na cabeça de Harry. Ele sacudiu sua cabeça.
Sirius suspirou.
-Eu não quero apressar você, mas você precisa escolher uma forma até amanhã ou o próximo dia. Até você escolher uma, tudo que nós poderemos fazer é rever o que você já aprendeu.
-Você tem alguma boa idéia? – Harry disse, se sentindo desesperado. Ele sentou no sofá, seus ossos ainda ardendo um pouco do constante cresce e diminui de altura que ele estivera praticando.
Sirius pareceu pensativo.
-Bem, minha escolha pessoal seria um cachorro. – ele disse seriamente.
Harry riu, então ficou sério.
-Um cachorro seria legal – ele disse, pensando em como Sirius havia deslizado por entre a porta de sua cela em Azkaban em sua forma canina. Fosse lá qual fosse o animal que ele escolhesse, deveria ser pequeno o suficiente para escapar de Azkaban, de algum modo. Ele ainda não estava certo em como exatamente ele resgataria Gina, mas ele tinha certeza que o plano envolveria uma mistura de ambos os planos de fuga de Sirius e de Bartô Crouch Jr.
-Bem, você poderia ser um cervo, como o seu pai. – Sirius disse, trazendo Harry de volta à realidade.
Harry sacudiu a cabeça.
-Um cervo é o meu patrono, mas eu não acho que fosse gostar disso para minha forma animaga.
-Você provavelmente está certo nisso – disse Sirius. – Serviu para o seu pai, mas você é uma pessoa muito diferente.
Harry assentiu, pensando em memórias de seu pai e os marotos que ele uma vez vira na penseira de Snape.
-Vamos ver – Sirius meditou. – Em que você é bom?
-Quadribol – disse Harry imediatamente. – Voar. E eu estou melhor em Defesa agora do que estive no último ano. – ele acrescentou pensativamente. – Eu iria gostar de ser um auror.
-Sério? Estou impressionado. É um trabalho difícil, especialmente nesses tempos. – Sirius admitiu. – Hummm. Voar. Já pensou em ser um pássaro?
-Um pássaro? – Harry disse em dúvida. – Que tipo de pássaro?
Sirius riu da expressão em seu rosto.
-Não, não um passarinho ou um pombo. Eu estou falando de um pássaro de caça, algo mais macho. Uma águia. Um gavião. Talvez um falcão.
-Posso pensar sobre isso e dizer a você amanhã?
-Sem problema, colega.
Oi galerinha. Estou tentando manter um tempo razoável entre os capítulos. Espero que vocês tenham tido um bom Natal, e principalmente, que tenham um ótimo Ano-Novo!
