Gente, antes de iniciar o capítulo, dois avisos importantes!

Aviso 1: A fic está acabando, este é o penúltimo capítulo...

Aviso 2: A Sheila e o Camus ainda tem a música do Jota Quest como tema, mas ela não vai aparecer nesta fic. Aguardem que logo teremos surpresas por aqui...

E, devidamente avisados, vamos ao capítulo!

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Capítulo XIV - E todos os meninos vão desembestar?

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Parte I - E todos os destinos irão se encontrar?

Ali estava o homem, todo imponente em seu terno bem cortado e usando uma espécie de capa, brilhante e dourada. Os cavaleiros se colocaram em posição de alerta, sabiam muito bem o que era aquela vestimenta. Mas, as garotas...

-Eu vou encher a tua fuça de porrada, seu velho desgraçado! – gritou Sheila, soltando Jéssica e partindo para cima de Kríacos. Estava furiosa.

-Sheila, não faça... – Tentou advertir Camus, mas fora tarde demais - ... Isso.

A jornalista foi com tudo, de punho fechado, mas o grego, calmamente, espalmou a mão no ar e a jovem foi lançada para longe, caindo sobre as escadas de acesso ao primeiro andar.

-Idiota... Acaso não percebe o que estou usando?

-Uma capa dourada ridícula... – disse Silvana, prontinha para fazer o que Sheila tentara.

-Correção, mocinha... Este aqui é o velocino de ouro... E, com ele em mãos, eu posso ter o mundo aos meus pés...

-O quê?

Kríacos riu diante da surpresa das garotas, que olhavam para ele incrédulas. Furiosa, Sheila levantou-se cambaleante e quis partir para cima dele novamente, nunca alguém batia em uma galáctica e saía impune!

O homem espalmou novamente sua mão no ar, pronto para lançar não somente a jornalista como as demais meninas para trás, mas não teve sucesso. Quando ia lançar algum golpe, fora a tingido em cheio por um soco potente, envolto em uma luz dourada. Furiosos, Aiolia estava a poucos metros de distância, de punho fechado.

-Subam para o primeiro andar e fiquem por lá, meninas... Essa luta não é para vocês! – ele disse, sem tirar os olhos do homem à sua frente, que esfregava o queixo com uma das mãos.

-Como ele fez aquilo? – perguntaram Sheila e Jéssica ao mesmo tempo, não acreditando no que haviam acabado de presenciar.

-Sabe aquelas histórias sobre os cavaleiros de Atena que nos contou? Pois então, são todas verdadeiras.

O queixo das duas foi ao chão com o que Samara dissera, quase que empacam na escada. E, no salão, Kríacos desdenhava do cavaleiro de Leão.

-Foi uma bela tentativa, meu rapaz e confesso que chegou a me desestabilizar... Mas não poderá fazer muito além disso.

Ergueu o braço na direção do cavaleiro e, com uma velocidade impressionante, partiu para cima de Aiolia. E tudo o que o rapaz viu foi um vulto passar por si e uma dor muito forte no abdômen, fazendo com que caísse no chão.

-Aiolia! – gritou Shura, ao ver o amigo cuspir sangue no chão.

Fora tão rápido que sequer vira o momento em que o grego lhe acertara um soco, bem em cheio. O capricorniano, furiosos, partiu para cima dele, mas, de repente parou, com o braço direito erguido. Sequer se mexia, sob o olhar atento de Kríacos.

-Agora, está sob a minha vontade, cavaleiro...

-Ah, então foi assim que aquele desgraçado conseguiu dominar a aminha vontade? Foi por causa do velocino? – questionou Sheila, vermelha de raiva. Agora entendi como Vincent a dominara horas atrás.

-Agora... Vire-se, Shura de Capricórnio... – ele disse e o cavaleiro, totalmente a contra gosto, obedeceu – E corte a cabeça do cavaleiro de Leão para mim...

-Não, Olia! – Sha gritou, quase se atirando no salão de baixo, Silvana a segurou no pulo.

Aiolia também não se movia, viu Shura se aproximar e tudo o que conseguiu fazer foi baixar ainda mais a cabeça. E, bem na hora que o cavaleiro ia desferir seu golpe...

Uma rajada de ar frio o jogou para trás, seguida por uma série de socos na direção de Kríacos. Por pouco, o homem não consegue se desviar.

-Esqueceu-se que somos quatro, idiota!

-Obviamente que não, Saga de Gêmeos... E tanto por isso, que acabarei com tudo da maneira mais rápida...

O grego levantou os braços e pronunciou algumas palavras, o velocino brilhou intensamente e tudo á sua volta começou a se mexer e desmoronar, quase atingindo os cavaleiros.

No andar de cima, as meninas tentavam se proteger dos pedaços de gesso e concreto que caíam do teto sobre suas cabeças.

-Nós vamos morrer aqui!

-Não, não vamos! Pelo menos não sem lutar!

-E você tem alguma idéia de como faremos isso, Jéssy?

A jovem abriu a boca, mas quem respondeu foi Sheila, observando Kríacos de costas para elas. Olhou para o teto e viu o lustre de cristal do salão, balançando, preso por grossas cordas ao longo dos corredores que compunham o primeiro andar.

-Ela talvez não, mas eu tenho... Precisamos de uma distração para ajudá-los!

-E como faremos isso?

-Cortando aquelas cordas... – ela apontou as quatro cordas que prendiam o lustre e também as paredes, decoradas com diversas espadas e adagas.

-Isso é loucura... De onde tirou essa idéia absurda?

-Ora, você nunca assistiu Indiana Jones quando criança, Sil?

Uma loucura. Que logo elas trataram de colocar em prática, indo cada uma para um corredor. Furiosa, Sheila pegou uma espada e com dois golpes, cortou a sua corda, mas a segurou bem firme entre as mãos. Tinha uma outra idéia para ajudar os rapazes. Sah teve um pouco mais de dificuldade, mas ainda sim conseguiu, assim como Silvana e uma adaga afiadíssima. Sheila se postou de pé na mureta do primeiro andar, pouco antes de Jéssica conseguir cortar a última corda.

-Droga, isso nós não vamos conseguir – Gritou Aiolia, quase sendo atingido por um imenso bloco de concreto.

-Nós precisamos tirar o velocino dele!

-Este será os eu fim, cavaleiros de Atena!

Kríacos levantou os braços e, começou a proferir novas palavras em uma língua estranha. Porém, quando a luz dourada do velocino brilhava mais intensamente, o lustre de cristal da mansão caiu bem á sua frente, ele se jogou para trás e por pouco não foi atingido. O susto quebrou sua concentração e tudo parou de tremer e desmoronar. Mas havia algo mais naquela cena.

-Sheila! – gritaram as três no andar de cima, ao ver a amiga caída próxima ao homem, segurando algo entre as mãos.

Era o velocino. Ou metade dele, pelo menos. A doida tinha se lançado ao chão junto com o lustre, caindo sobre o grego e rasgando velocino. Agora, ele já não tinha mais nenhum poder.

-Sua... Maldita!

Kríacos bem que tentou esganar a jovem, mas alguém foi mais rápido e...

-Execução Aurora!

Atingido pelo ar na temperatura do zero absoluto, o grego foi lançado contra uma coluna e caiu aos pés dela, completamente congelado.

Estava tudo acabado.

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Parte II - E mesmo o Padre Eterno

Exaustos, cansados, voltaram todos para a casa das garotas. Shura e Silvana, abraçados, trocando olhares e carinhos. Aiolia era amparado pelo corpo pequeno de Samara, que vira e mexe lhe dava ou roubava beijos. Saga e Jéssica conversavam entre si, andando de mãos dadas. E Camus e Sheila...

Bem, a jornalista ia à frente do grupo, caminhando de cabeça baixa e pensativa, sequer olhava para trás. O francês, em silêncio, a observava. Tinha sido louca a sua atitude na mansão. E corajosa também. Mas por que diabos ela tinha que ser tão teimosa e ranheta?

-Ele gosta dela... – disse Saga para Jéssy, em um tom que apenas ela pudesse ouvir.

-Como sabe?

-Porque nunca vi Camus observar tanto alguém como está fazendo com a sua amiga.

Chegaram á casa, Sheila subiu direto para seu quarto, os demais se instalaram pelos sofás e cozinha. Samara se propôs a fazer um café novo e forte para todos, Aiolia foi ajudar. Shura conversava com Saga, Jéssica e Silvana e Camus, de olhos fechados, meditava em silêncio. Até que...

-Quem foi o idiota que mexeu no meu quarto??? – berrou Sheila, descendo a escada correndo. Estava furiosa – Quem bagunçou tudo lá em cima?

-Calma, Sheila!

-Calma, nada! O desgraçado mexeu em coisas pessoais, vai me pagar caro por isso! Quem foi, respondam!

-Fui eu.

Camus disse com uma expressão séria e inabalável, como se aquilo fosse a coisa mais banal do mundo. Sheila, fula da vida, terminou de descer as escadas e foi para cima do cavaleiro, o dedo em riste.

-Como ousou fazer isso, Camus de Aquário? Eram minhas coisa! Minhas, entendeu?

-Procurava por pistas de onde poderia encontrá-la, senhorita.

-E para isso precisava mexer em objetos pessoais? Ai, que ódio! Enxerido! Francês metido a besta! Encosto!

Muito nervosa, Sheila xingava Camus de todo os nomes em grego que conhecia. Os demais assistiam a cena sem piscar, até que os cavaleiros perceberam que o francês estava começando a se irritar e querer reagir.

-Sheila, cuida...

Mas Saga não pôde terminar a frase. No mesmo instante e na velocidade da luz, Camus segurou a jornalista pelos pulsos e a prensou contra a parede do outro lado da sala. E calou sua boca com um beijo que, de frio, não tinha nada.

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Ah, acabei! Penúltimo capítulo, como se dará o desfecho desta fic? Bom, como já tenho os dois capítulos escritos, já poderão saber hoje mesmo...

Beijos!