Capítulo 14

AS SEMANAS SEGUINTES não podiam ser mais insuportáveis.

Ginny e Draco levantavam-se em silêncio, tomavam o pequeno-almoço sem quase trocar uma palavra. Viviam como dois desconhecidos, tentando serem civilizados um com o outro. Ás vezes Ginny apanhava-o olhando fixamente para ela, como se estivesse decidindo se devia dizer algo importante mas ele logo desviava o olhar e voltava ao que estava fazendo. Depois passava o dia no escritório a trabalhar e ela ficava andando pela casa como um fantasma.

No entanto, a relação dela com Rosa estava cada vez melhor. Haviam se tornada muito amigas e eram esses momentos com a mulher mais velha que faziam o seu dia valer a pena. Narcisa também aparecia frequentemente. Tomavam chá juntas, algumas vezes saíam para fazer compras e a ruiva até gostava da sogra. Mas a distância que se havia criado entre ela e Draco, o muro que havia crescido na relação dos dois criava um vazio dentro dela que nada podia preencher. Ela sabia que ela mesma tinha criado aquela barreira, ela tinha colocado cada tijolo daquela muralha que a afastava dele depois daquele maldito dia em que o vira com Pansy. Tinha o feito para se proteger, para tornar as coisas mais fáceis para quando tivesse que partir, mas então porque lhe custava tanto, porque magoava tanto não o poder abraçar ou o tocar, ou o beijar?

Naquele momento estava sentada na sala, passando os canais na TV para a frente sem sequer reparar no que estava a dar. Draco tinha saído logo depois do jantar, não lhe dissera onde ia, apenas dissera que precisava ir tratar de uns papéis. Sem vontade de continuar naquela tarefa sem rumo, desligou o aparelho e caminhou até á cozinha. Ao ouvir as vozes de Marco e Rosa foi percorrida por uma sensação de dejá vu. Falavam em italiano e ela sabia que só o faziam quando não queriam que ela percebesse o que diziam. Encostou-se á parede e espreitou pela porta entreaberta. Sentia-se uma espia dentro da sua própria casa. Nunca fora de escutar atrás das portas mas sentia que estavam todos conspirando contra ela. Sabia que era tudo na sua cabeça mas a sensação de traição que Draco havia despertado nela tornava-se cada vez maior.

- Pensate che sia con lei? – Marco perguntou.

- Smettereste di parlare della vita delle vostre sporgenze? Non so se è con lei e realmente non voglio scoprire. – Rosa respondeu num tom impaciente.

- È passato da me nel villaggio. Capo alla proprietà dello Snape.

- Bene, ci è molte case là, non solo Pansy in modo da arresto che pensa circa che Signor Malfoy sta facendo e lo aiuta a rimettere questo dove appartiene.

(Tradução:

-Achas que ele está com ela?

-Podes parar de comentar sobre a vida do teu patrão? Eu não sei ele está com ela nem quero descobrir.

-Ele passou por mim na vila. Estava se dirigindo para a propriadade dos Snape.

-Bem, existem muitas casas lá, não só a da Pansy por isso para de especular sobre o que o Signor Malfoy esta fazendo e ajuda-me a por isto no lugar.)

Podia ser? Será que Draco tinha realmente ido ver Pansy?

Ginny foi percorrida por uma determinação indomável. Correu até a quarto, agarrou a chaves do Alfa Romeo preto de Draco de encaminhou-se para a garagem. A viagem até lá foi a mais longa de sempre. Ginny rezava para que estivesse enganada, para que Draco não estivesse lá, para que Marco estivesse errado. Cada minuto que passava era uma tortura na sua cabeça. Mas e se ele lá estivesse? E se todas as suas dúvidas fossem confirmadas naquela noite?

Com o coração aos saltos, reduziu a velocidade ao aproximar-se do portão da Propriedade Snape. Mas o seu coração parou quando reconheceu o Porsche cinzento do seu marido parado á porta da mansão.

Era o fim. Todas as dúvidas que tinham desmoronaram-se sobre a sua cabeça. Estava ali a resposta. Draco traíra-a e continuava a fazê-lo. O despedimento de Pansy tinha sido apenas uma fachada e por isso mesmo já nem podia alegar que estava ali em negócios. Ele e ela já não tinham nada a tratar.

Ficou ali sentada por vários minutos sem saber o que fazer, sem sequer saber se era capaz de se mexer. Mas não conseguia ficar ali a ver a evidência da traição de Draco. Sem sequer pensar, arrancou com toda a velocidade possível e não tirou o pé do acelerador até chegar ao portão de casa, quando travou bruscamente e quase bateu com a cabeça no volante. Saiu a correr e subiu até o quarto. Não queria ver ninguém, não queria saber de ninguém, só queria fugir dali e precisava fazê-lo naquele momento.

Tirou a mala de dentro do armário e começou a atirar com a sua roupa para cima da cama, desarrumou os sapatos da sapateira e tudo o resto e depois foi agarrando e atirando para dentro da mala. Logo percebeu que precisaria de mais uma mala.

"Pois levarei a do Draco. Depois devolvo!" pensou ela, agarrando na mala dele e atirando aberta para o chão.

-O que estás a fazer? – a voz de Draco era tanto surpreendida como autoritária.

-Estou a fazer as malas. Vou para Londres já hoje! Nem que tenha que andar até o meio da floresta e me desmaterializar lá!

-Tu não vais a lado nenhum. – ele disse seguramente.

-Vou sim e tu não me podes impedir. Não sou tua escrava e estou farta desta casa, da tua companhia e das tuas traições. Estou farta de sofrer por um homem que não me tem o menor respeito. Não quero chorar mais por ti… - a voz dela fraquejou e as lágrimas que queria evitar começaram a cair. Respirou fundo e quase gritava quando voltou a falar. – Não quero te amar, não quero me preocupar contigo. Não quero mais nada de ti e estou farta deste casamento falso. Vamos ter um filho e ponto final, é tudo o que teremos em comum a partir de agora.

-Porque raio vens com isto agora?

-E ele ainda tem a lata de perguntar porquê… - ela gritou lançando as mãos ao ar num gesto incrédulo e sarcástico como se estivesse falando para outra pessoa que não ele. – Eu vi-te na casa da Pansy hoje. Eu ainda pensei que o que aconteceu no hotel pudesse ter sido um engano, eu talvez tivesse visto mal e depois despediste-a e fiquei ainda com mais dúvidas. Quis falar contigo mas andamos tão… distantes. Só que hoje, eu vi-te! Estavas lá, com ela! E eu quase acreditei em ti!

-Ginny…

-CALA-TE! Não quero ouvir as tuas desculpas, só me farão ter mais raiva de ti e de mim mesma!

-Eu fui lá tratar de negócios!

-Não mintas, Draco! Estou farta de ver tudo com estes dois olhos que a terra há-de comer e mesmo assim ainda quase acreditar nas tuas desculpas. Pois acabou. Não quero viver constantemente com estas dúvidas.

-Como queiras. – ele disse e encolheu os ombros mas estava tudo menos calmo ou conformado. – Eu também estou farto de acreditares em tudo menos em mim. Ás vezes penso que tens medo de confiar em alguém, tens medo de ser feliz. Eu também me cansei de me explicar e tentar chegar a ti. Queres ir embora, força! Eu não te vou impedir, não vou correr mais atrás de ti, Ginny! Por muito que te ame, também tenho o meu limite.

E sem dizer mais nada, virou as costas e saiu do quarto. Ginny agarrou num sapato e atirou-o contra ele mesmo quando a porta se fechou atrás dele.

Todo o auto-controlo de Ginny perdeu-se. As lágrimas e os soluços tomaram conta dela e a raiva e a frustração eram demasiado intensas para serem acalmadas. Começou a atirar tudo o que via á frente até que a exaustão tomou conta de si. Correu até á casa de banho a tempo de vomitar.

De repente uma dor aguda atravessou-lhe o ventre. Todas as preocupações anteriores esfumaram-se em segundos. Tinha perdido a calma e tinha posto a vida do seu filho em risco. A dor começou a aumentar e tudo ficou desfocado á sua volta. Sentiu-se perder a força nas pernas enquanto a dor aumentava a cada minuto que passava. Tentou gritar mas a voz parecia não querer sair, como se tivesse algodão na boca. Começou a ver uma mancha vermelha enquanto continuava desesperadamente a tentar chamar Draco.

Quando estava a perder as esperanças, sentiu-se cercada de um calor e um odor familiar e tranquilizante e rendeu-se. Tudo se apagou.

oOo

Era demasiado brilhante, doía demasiado na vista, por isso Ginny fechou de novo os olhos. Sentia-se demasiado relaxada, demasiado leve, sem dúvida devido aos calmantes que lhe tinham administrado. Após alguns segundos atreveu-se a abrir de novo os olhos. A luz já não era tão incómoda.

Olhou em volta e por momentos pensou que estava sozinha até encontrar uma mancha de cabelo negro a olhar para a rua.

-Que diabo fazes aqui? – Ginny queria ter uma voz forte e determinada mas estava demasiado fraca para isso, então as suas palavras saíram apenas um murmúrio.

Pansy voltou-se para ela e tentou esboçar um sorriso mas fracassou.

-Eu não estou aqui para discutir contigo…

A ruiva respirou fundo e as ultimas memórias vieram todas á sua cabeça. O seu bebé? Será que desta vez tinha o perdido mesmo?

-Vieste aqui para ver a minha desgraça? Para rir da minha dor? Para teres prazer na minha perda?

-Nem eu sou assim tão cruel. – Pansy disse com uma expressão tão cansada que Ginny quase acreditou.

-Não vale a pena. Eu já não acredito nessa tua máscara de boazinha.

-Tens toda a razão mas eu sei admitir quando perdi. E eu já perdi esta guerra. Ontem á noite, antes de vires para o centro de saúde da vila, o Draco esteve na minha casa para eu assinar os papeis que me afastam dele definitivamente. Eram os últimos documentos do despedimento. Eu e ele discutimos… - Pansy fez uma pausa e virou-se para a janela de novo, virando as costas á ruiva mas Ginny conseguiu ainda ver uma lágrima na face da morena. – Ele pediu-me para desaparecer da vida dele, para nunca mais o procurar, disse que qualquer resto de amizade que tínhamos tinha desaparecido no dia do funeral do Snape. Disse que me queria fora da vida dele e da tua, que os meus joguinhos tinham acabado e que infelizmente tinham lhe custado a felicidade. Eu julguei que conseguia fazer o Draco feliz, que se te conseguisse afastar eu conseguiria fazê-lo esquecer-te mas… Ele prefere viver o resto da vida sozinho a estar com outra pessoa senão tu. – Pansy voltou-se novamente e Ginny viu a amargura na face perfeita de Pansy, toda a dor e todo o remorso. – Isto é a última coisa que posso fazer por ele antes de me ir embora. Dizer-te que foram tudo armadilhas e mentiras. Eu convenci o Snape que eu e o Draco éramos amantes, disse á Narcisa, espalhei boatos pela vila e aquele dia no hotel, foi planeado, eu vi-te entrares no hotel e sabia que vocês estavam mal e aproveitei-me da tua desconfiança. O Draco foi apanhado completamente desprevenido quando o beijei. Eu ouvi o elevador a subir e calculei o momento em que entrarias no quarto. Ele é completamente inocente neste história toda e eu aproveitei-me do facto de teres problemas de confiança, vi através de ti, apesar dessa tua máscara de segurança tens uma péssima confiança em ti mesma e por isso também tens dificuldade em confiar nos outros. Eu usei a tua insegurança em relação a ele contra ti.

-Porque me estás a dizer isto?

-Porque o amo e quero-o feliz e finalmente vi que ele só pode ser feliz contigo. – os soluços contidos de Pansy quase comoveram Ginny. – Percebi que prefiro ver o sorriso dele nos teus braços do que ter as lágrimas dele nos meus ombros. Não sejas estúpida Ginny, não o deixes, ele ama-te como nunca o vi amar ninguém e ele daria o mundo por ti.

-Pansy… - naquele momento, Ginny não odiava tanto aquela mulher, de algum modo percebia tudo o que ela tinha feito. Pansy tinha apenas seguido a frase "No amor e na guerra vale tudo" demasiado á risca.

-O que fazes aqui? – a voz fria de Draco assustou-as ás duas. – Julguei que já tinha deixado claro que te queria fora da minha vida e da vida da minha mulher.

-Draco… - Pansy tentou falar entre os soluços.

-Sai! De uma vez por todas desaparece. Já causaste demasiadas tristezas, Pansy. Já destruíste muita coisa na minha vida.

-Estou de saída. – Pansy disse recompondo-se tão rapidamente que nem parecia a mesma mulher. Ginny invejou-a por tamanha força de vontade. Queria a ruiva ser capaz de engolir as dores e puxar daquela maneira do seu orgulho para erguer o queixo e sair com dignidade. – Pensa no que te disse, Ginny. – Ela ainda disse quando já atravessava a porta mas nem olhou para trás. Foi a última vez que Ginny soube de Pansy Parkinson Snape.

-Como estás? – Draco perguntou, com um tom de voz completamente diferente, carregado de ternura e preocupação.

-Como se o meu mundo tivesse desabado… - Ginny disse com lágrimas nos olhos.

-Quando te encontrei, pensei que meu coração ia rebentar de tão preocupado que fiquei, senti-me impotente e demasiadamente humano, incapaz de fazer nada para te ajudar. – os olhos dele revelavam a veracidade das suas palavras.

-Ela veio pedir desculpa. – Ginny comentou, tentando não entrar por aquele caminho. Não queria falar do que acontecera ainda, ainda não tinha assimilado a realidade. – Disse que tinha ciúmes meus, que…

-Deveria odiar a Pansy, mas não o faço - admitiu Draco - Dá-me pena mas entendo os seus motivos. Entendo como os ciúmes podem te fazer cometer coisas estranhas. Como podem te fazer deixar de lado a razão para agir por impulsos. Até que te conheci nunca tinha estado ciumento em toda a minha vida. Era um sentimento que nunca tinha tido até que apareceste. Quando pensava em ti e no Marcus sentia uma raiva interior que nem sequer reconhecia. Aquele primeiro dia, quando estavas no meu quarto exigindo que trouxessem o teu vestido da lavandaria, a única coisa que sabia era que não podia te deixar partir. Faria algo para te deter, qualquer coisa para não te deixar fugir.

-Como pedir a alguém que sempre odiaste para casar contigo? -perguntou ela.

-Na minha mente já me imaginava casado contigo, conseguia imaginar-me dizer a todos que eras minha e minha apenas, e até sonhei que um dia me amasses. Foi tão estranho. Nunca tinha sequer sonhado em me casar, muito menos amar e no entanto, naquele dia passou-me tantas vezes pela cabeça. E a verdade é que apaixonei-me realmente por ti depois de casarmos.

-Prometemos não fazer nenhuma falsa declaração de amor -disse ela afastando a sua mão quando ele tentava segurá-la.

-Como pode ser uma declaração falsa se estou a falar de coração? Nunca fui tão sincero na minha vida, acho que nunca fui sincero com ninguém na minha vida sem ser tu. Talvez a minha mãe e Snape mas é diferente. Tinhas razão. Sabotei os teus planos de estudo, atrasei os do advogado, mas só porque não suportava a ideia de te perder. Não podia suportar ver-te partir antes de ter começado.

Ela ficou ali, alucinada pelas suas palavras. Aquele homem lhe estava dizendo o que ela precisava ouvir.

Draco Malfoy amava-a.

E deveria ter a ajudado a se sentir melhor, mas não o fez. A omissão de qualquer declaração de amor durante sua relação havia custado a vida do seu filho.

A esperança que tinha invadido momentaneamente o seu corpo se dispersou. Fechou os olhos e afastou a sua mão da dele.

O amor parecia uma compensação mínima em comparação com a perda que tinha sofrido. O momento que tinha andado a evitar chegara. Ela perdera o bebé, e no entanto o seu coração queria tanto aquela criança que quase ainda o podia sentir dentro de si.

Ele secou-lhe as lágrimas com o polegar e deu-lhe um beijo.

-Agora nos compreendemos um ao outro, isso é o que importa.

-Não, Draco -disse ela com voz rouca.

-Aprenderemos com isto, e avançaremos juntos. Pode ser que agora não o pareça, mas com o tempo verás que será melhor.

-Melhor! -disse ela abrindo os olhos de repente - Como podes dizer que será melhor? Como podes ignorar esta perda?

-A Pansy causou muitos danos, disse muitas mentiras. Se há algo que devemos fazer pelo bem dos três é esquecer tudo o que aconteceu. Devemos...

-O bem dos dois -corrigiu-o ela. Corrigir Draco estava na sua natureza, mas aquele comentário tão insensível fez com que lhe brotassem as lágrimas de novo.

-O bem dos três -repetiu Draco olhando-a nos olhos enquanto pousava uma mão pelo estômago dela, sobre a manta branca. Ao sentir a sua calidez e a sua força não notou a dor que tinha antecipado. Mas sim sentiu tranquilidade e segurança, relaxando os seus músculos imediatamente.

-É muito cedo, Draco -sussurrou ela - Muito cedo para fazer promessas que não podemos cumprir. Muito cedo para falar de bebés quando o que eu quero é este.

-E eu também.

Ainda tinha a mão sobre seu estômago e, ao vê-lo sorrir, o ritmo de seu coração acelerou-se no monitor. No seu interior a esperança renasceu abrindo as suas asas enquanto Draco falava.

-O que julgas que se passou, Gin?

-Eu perdi o bebé?!

-Tiveste apenas mais uma complicação, e vais para o hospital em Roma amanhã para seres internada, ficarás sobre observação algumas semanas mas conseguiram salvar o bebé. Estão é preocupados contigo, perdeste muito sangue e estás fraca. Estão com medo que não aguentes o parto… - a voz dele tremeu perante tal possibilidade

-Eu aguento tudo por ele e por ti - disse Ginny enquanto olhava para o homem que a amava. Ela morreria se tivesse que ser por aquela criança.

N/A: Bem, finalmente tudo esclarecido. Temo que este seja o penúltimo capítulo, não estava a planear terminar a fic tão cedo mas a verdade é que já não tenho por onde me encaminhar. Eu costumava responder ás reviews mas foi um hábito que perdi por falta de tempo, embora leia todas elas. Peço desculpa por esta minha falha , eu até gostaria de responder até ás mais pequenas, enfim… Mas quero deixar um grande OBRIGADA á minha beta Jane Alves(desculpa ter postado este sem o betares mas não sei quando voltarei á net) e a todos os que acompanharam a fic , pois foram o combustível que precisei para escrevê-la, foram a força que precisei e a inspiração que me faltou, por isso ela é mais vossa que minha. Bem estou a ficar sentimental, mas é que gosto muito de todos vocês :), beijo e não esqueçam de me dizer que acharam do capítulo.