Pois é né gente, ai esta o capitulo, sei que a parte da Luna e do Neville não ficou tão boa assim, mas fiz o meu possível, se não me engano postarei o capitulo do Plano B hoje mesmo ou se não amanhã.
Era quase hora do jantar quando Sirius foi falar com Marlene dizendo que teriam que ir ao Brasil, a morena não dissera nada quanto a não querer, mas sua preocupação estava em Helena, há alguns dias ela estava falando que não queria ir mais para lá e agora teria que ir de qualquer jeito, e por isso Marlene assumira a missão de falar com a filha adolescente, naquele mesmo momento, não querendo deixar para depois do jantar, a amada de Sirius foi para o salão comunal da Grifinória e ao chegar ao dormitório da filha e encontrou todas as meninas em uma rodinha que no centro estava Lysa um pouco envergonhada e não conseguia falar, um pouco de relance, Marlene viu a loira abrir a boca varias e varias vezes enquanto as outras meninas faziam perguntas tudo de uma vez.
— Pra que toda essa bagunça? — Perguntou Marlene entrando no cômodo e no mesmo instante as meninas ficaram em silencio se olhando, esperando que alguma explicasse o que estava acontecendo.
— Estão me enchendo de perguntas para saber como eu acabei namorando com o James. — Respondeu Lysa ainda um pouco envergonhada e um pouco desconfortada por estar naquela situação.
— Há ta, eu nunca sofri com isso. — Falou Marlene sorrindo.
— Talvez seja porque você e papai ficavam escondidos, vai dizer que a Sra. Potter não te perguntou alguma coisa quando você contou? — Perguntou Helena para a mãe que pensou naquela época, sua amiga naquele dia quase esquecera que James estava no quarto ao lado e que ele não podia saber e a ruiva começou a gritar aos quatro ventos pelo quarto.
— Nunca chame a Lily de Sra. Potter. Vai dizer que vocês nunca tiveram algo escondido? — Perguntou Marlene olhando para cada uma das meninas procurando algo que as denunciasse, mas a única pessoa que parecia esconder algo ali era Lily — Lily?
— A Lily? Eu duvido que ela tenha algo com alguém. — Falou Rose rindo.
— Porque acha isso? — Perguntou Marlene.
— Porque ela é muito quietinha pra ter algo com alguém, ainda mais escondido. — Explicou Rose para a morena que suspirou e negou com a cabeça.
— Isso não quer dizer que ela não tenha algo com ninguém, apenas quer dizer que ela gosta de ter sua própria privacidade e por isso faz as coisas por baixo dos panos. — Falou Marlene sorrindo e se sentando ao lada da menina mais nova ali que ainda olhava para o nada, como se assim tentasse fugir de seu olhar inquiridor.
— Eu não tenho nada, mas mudando de assunto o que você veio fazer aqui? — Perguntou Lily mudando de assunto e fazendo Marlene se lembrar do que a tinha levado aquele lugar, no mesmo instante olhou para a filha que no mesmo instante entendeu que a mãe queria conversar com ela.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Helena preocupada.
— Nada preocupante. — Respondeu Marlene.
— Bom, vamos ir descer porque deve estar quase na hora do jantar. — Falou Dominique se levantando ao ver que Marlene queria conversar a sós com a filha, no mesmo instante as meninas se levantaram e a seguiram para fora do cômodo, Lysa foi na frente tentando fugir das amigas, sabia que não seria fácil, mas não iria matar tentar né.
— Vou perguntar de novo, aconteceu alguma coisa? — Perguntou Helena sorrindo enquanto observava a mãe se sentar a sua frente na cama.
— Na exatamente, mas é que vamos precisar ir ao Brasil e eu vim conversar com você sobre isso. — Falou Marlene para a filha que ficou em silencio.
— Não será tão ruim assim, ao menos poderei me despedir do Diego e da minha família, mas porque exatamente teremos que ir e quando vamos? — Perguntou Helena para a mãe que suspirou e pensou um pouco.
— Temos que passar sua guarda para o meu nome e o do seu pai, pegar a sua transferência da escola e isso não dá pra fazer estando na Inglaterra ou na Escócia. — Falou Marlene para a filha que no mesmo instante ficou confusa.
— Escócia? — Perguntou Helena.
— Hogwarts é localizada na Escócia, não sabia? — Perguntou Marlene para a filha que negou com a cabeça — Pois bem, seu pai nos disse que ficaríamos por lá mais ou menos uma semana, o que acha? Não se sente confortável em ter que ir?
— Não é isso, ao menos posso levar alguém? E vou conseguir chegar para a festa? — Perguntou Helena.
— Sim, você vai conseguir chegar aqui antes da festa e quem quer levar? Alguma amiga? — Perguntou Marlene esperando a filha responder.
— O Fred.
— Fred Weasley? Porque ele? — Perguntou Marlene confusa.
— Ele é muito engraçado e eu disse a ele que um dia tentaria levá-lo ao Brasil, para poder apresentá-lo o lugar em que eu fui criada, sem contar que eu gostaria que ele conhecesse o Diego e o Diego o conhecesse. — Respondeu Helena.
— O certo não deveria eu e o seu pai conhecer esse tal Diego? — Perguntou Marlene.
— Você nunca o viu? Achei que o conhecesse já que ficava me olhando quando estava...
— Sim, eu conheço ele e sei o quanto a companhia dele faz bem para você. — Falou Marlene para a filha que sorriu — Vai sentir falta dele não é? Então se sente bem por estar indo pra lá? Vou conversar com a Molly ainda hoje, amanhã de manhã eu respondo a você o que ela disse e então você chama ele para ir com a gente, não esquece de avisar que tem que levar roupas de calor.
— Como sabe que lá é calor? Pessoas mortas também sentem o clima? — Perguntou Helena só depois percebendo que fora insensível demais, mas a mãe não ligou e ela pode perceber isso pela risada gostosa da mais velha.
— Na verdade não, mas acho que só de ver as vestes dos brasileiros, sempre com roupas mais leves, curtas e frescas é bem capaz de entender que lá é bastante calor. — Respondeu Marlene passando a mão levemente no rosto da morena que sorriu levemente ao sentir a breve carência.
— Bom, eu vou indo porque devem estar sentindo a minha falta e sabe como é né, eu sou uma pessoa muito querida. — Falou Helena sorrindo e antes de dar as costas beijou levemente a cabeça da mãe que sorriu como agradecimento.
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Naquela noite o diretor não esperou que todos os alunos estivessem já dentro do grande salão para assim iniciar o jantar, muitas pessoas ainda entravam no lugar e se sentavam enquanto outros já apreciavam a gostosa comida produzida pelos elfos.
— Eu só não sei se o parabenizo ou lhe desejo boa sorte. — Falou Harry (adulto) para o filho mais velho que no mesmo instante o olhou confuso diante de suas palavras, mas logo o patriarca da família Potter explicou indicando na entrada do salão Lysa conversando com os pais e o irmão que ao ouvir alguma coisa arregalou os olhos e olhou para James que no mesmo instante tratou de olhar para Lily fingindo que conversava com a irmã — Se eu não me engano, quem deveria estar conversando com o pai dela era você.
— Ela disse que não precisava. — Falou James dando de ombros.
— Se você fizer tudo o que ela quer, esse namoro nunca dará certo, James o pai dela não espera que ela namore com um moleque que tem medo do sogro e sim um quase homem que passa vergonha pela namorada. — Falou Harry (adulto) para o filho que suspirou e passou a mão na nuca como se pensasse nas palavras do pai.
— Mas é que... Tudo é tão novo. — Falou James.
— Achei que fosse isso que você queria e...
— Eu continuo querendo, mas é que acho que esqueci que ela tem família e só me lembrei dela. — Falou James sorrindo levemente.
— Já eu não consegui esquecer. — Falou Harry (adulto) fazendo com que um riso mais alegre fosse produzido pelo moreno mais novo — Mas esse medo some com o tempo, a questão é que começamos a pensar que o único cara que não irá magoar a nossa filha é aquele que nos enfrenta, não o tipo que tem coragem de nos agredir, mas aquele que chega na nossa frente e diz que não vai magoar nossa filha.
— A verdade é que eu sei que isso pode acontecer a qualquer momento, ainda mais por causa da vida que eu tinha antes. — Falou James gesticulando com as mãos, o pai suspirou diante de sua afirmação.
— Sim, tudo fica pior quando se é um antigo galinha, a desconfiança acontece e o ciúme é enorme, das duas partes, mas tem que existir resistência de um dos lados, ao menos um tem que ser resistente a esse namoro. — Falou Harry (adulto) para o filho que mais uma vez ficou confuso.
— Como assim? — Perguntou James.
— É como eu disse, a desconfiança vai existir sempre e se um de vocês chegarem ao limite vai fazer com que o amor acabe, quer dizer, o amor vai continuar, mas não o relacionamento, às vezes o homem no caso precisa colocar a mulher contra a parede e fazê-la entender de qualquer forma que você a ame. — Falou Harry (adulto) para o filho que assentiu como um recado de que havia entendido.
— Você já teve que fazer isso? — Perguntou James para o pai que suspirou e olhou para a esposa que conversava animadamente com o segundo filho que estava acompanhado da namorada, os três gargalhavam diante das palavras da ruiva e muitas vezes podia se ver Alvo um pouco vermelho e Elliz fazendo cara de fofa para o namorado que ria enquanto tentava fazê-la olhar para o lado contrario dos seus olhos verdes.
— Varias vezes, sua mãe é muito insistente quando coloca alguma coisa na cabeça, são poucas as situações em que ela sentiu ciúmes, a raiva dela é que eu não sou do tipo que chega a ser ignorante com alguém que esta dando em cima de mim, eu finjo que não esta acontecendo e ela fica implicando comigo...
— E o que você fez? — Perguntou James.
— Tive que usar um pouco mais de força. — Respondeu Harry (adulto) fazendo com que o filho arregalasse os olhos, o moreno logo teve que se explicar quando entendeu o que o menino estava pensando — Eu não bati na sua mãe, só tive que forçá-la a olhar nos meus olhos para poder ver que eu estava falando a verdade e que não precisávamos do chilique dela porque aquilo era perca de tempo, a pior coisa do mundo é quando brigamos com a pessoa que amamos, ficamos semanas ou até meses sem falar com ela e quando fazemos as pazes vemos que tudo aquilo foi uma perca de tempo.
— Mas a briga serve para uma coisa? Não serve? — Perguntou James.
— É claro que serve, a única função da briga e da separação é para que a pessoa que esta errada possa pensar e tentar concertar seu erro, a sua mãe é tão orgulhosa que ficamos quase um mês longe um do outro, mas ela não foi atrás de mim, eu sempre deixei meu orgulho de lado quanto a sua mãe, muitas vezes me via em situações em que sabia que alguma coisa poderia acontecer a sua mãe, mas a forma como ela falava comigo, fazia com que meu medo ficasse para depois, mas é sempre assim, um dos dois terá que dar o braço a torcer, a verdade é que tudo depende da situação. — Falou Harry (adulto).
— E o que isso tem a ver comigo e com a Lysa? — Perguntou James confuso.
— Você é do tipo relaxado James, do tipo que não cai em qualquer armação que tramam contra você, mas a Lysa já não é assim, a muito tempo ela vê você com varias meninas e se você não a deixar confiante quanto a esse namoro ele vai se acabar muito rápido, porque saiba de uma coisa, a primeira coisa que vai acontecer quando vocês voltarem a Hogwarts é tentarem separar vocês dois e essa quantidade de desconfiança dela vai acabar fazendo com que você chegue ao limite e para que esse namoro não acabe, você terá que dar o braço a torcer, você será a segurança desse namoro, a continuidade dele dependerá de você e você terá que passar sua confiança a ela, mostrando todo o seu amor. — Falou Harry (adulto) para o filho.
— Quer que eu decore tudo isso? — Perguntou James.
— Não, só decore uma coisa, duas pessoas que estão namorando e que tem o orgulho lá em cima, nunca ficarão juntos. — Falou Harry (adulto) para o filho que assentiu depois de sorrir um pouquinho — Pense assim, você terá duas escolhas, o seu amor que você lutou para ter e o orgulho e a resposta pra isso será o primeiro argumento pra fazer Lysa acreditar em você.
— Que argumento? — Perguntou James fazendo com que o pai suspirasse frustrado.
— Qual é a sua resposta quanto às duas opções? — Perguntou Harry (adulto).
— A primeira é claro. — Respondeu James.
— Exatamente, o seu primeiro argumento para se explicar será esse, que você lutou para ter esse amor e não teria sofrido tanto para acabar tão rapidamente. — Falou Harry (adulto) para o filho que sorriu para ele confiante.
— De onde tirou tudo isso? — Perguntou James curioso.
— Dos relacionamentos dos seus tios, o orgulho e colocar a mulher contra a parede vem tudo do Rony e da Hermione, eles sempre usam essa tática. — Respondeu Harry (adulto) indicando o cunhado que conversava com a esposa.
— Os dois? E quem deixa o orgulho de lado? — Perguntou James não acreditando.
— Vou falar com você de uma forma adulta, não leve isso pro lado nojento, mas seus tios depois de um tempo começaram a brigar de propósito para assim no fim poderem aproveitar a melhor parte.
— Que é? — Perguntou James confuso.
— Sexo James, é sexo, quando a Hermione esta errada o Rony a tortura de uma forma que a faça deixar de lado a briga e a faça digamos que o querer, é esse o ponto fraco da Hermione. — Explicou Harry (adulto) rindo.
— O sexo? — Perguntou James ainda confuso.
— Não, o ponto fraco dela é o Rony, o que ele a proporciona entende? É porque você é um garoto, mas entenda uma coisa, depois que você tiver sua primeira vez, seja com a Lysa ou com outra, vamos usar ela como exemplo, ela será seu ponto fraco, mulheres são assim sempre cutucando a ferida do homem que é o lado sensual da mulher, se imagine já mais velho e casado com a Lysa, se vocês brigarem e ela querer fazer as pazes, mas sem ter que usar palavras, ela vai te seduzir e o plano dela vai funcionar muito bem, vai funcionar até melhor que os meus planos.
— Não preciso saber os seus planos com minha mãe. — Falou James irritado.
— Não estou falando da sua mãe o garoto idiota, estou falando dos meus planos no trabalho, se bem que eles nunca dão certo, sempre acontece uma coisa que acaba com eles. — Falou Harry (adulto) fazendo o mais novo rir.
— Eu poderia saber sobre o que estão conversando? — Perguntou Gina (adulta) chegando de fininho ao lado do marido que no mesmo instante ficou em silencio e olhou para o filho esperando que o mesmo respondesse.
— Sexo. — Respondeu James.
— Falamos três frases de sexo, mas o assunto principal era outro. — Se justificou Harry (adulto) ao ver o olhar indignado da esposa.
— Pois é, papai estava dando conselhos quanto ao meu namoro, ele diz já saber que não será fácil no começo e tenho que ser firme. — Falou James para a mãe que olhou impressionada para o marido.
— Nossa, de onde arrumou esses conselhos? — Perguntou Gina (adulta).
— Nosso filho tem o problema de ser galinha e eu tive o problema de ser Harry Potter, ou melhor, ainda tenho esse problema, mas a maturidade vai resolvendo problemas da vida. — Falou Harry (adulto) que na opinião da esposa era um tanto quanto filosófica.
— Já eu penso que você esta passando muito tempo com Dumbledore. — Falou James para o pai que riu no mesmo instante.
— Eu concordo. — Falou Gina (adulta).
— Como vai a vida James? — Perguntou Luna (adulta) chegando com a família que se sentou a mesa, a sua frente estava Rolf que olhava para James como se esperasse alguma coisa.
— Vai muito bem tia Luna, eu ainda posso chamar você de Rolf ou agora terá que ser Sr. Scamander? — Perguntou James para Rolf que ficou em silencio por poucos instantes, mas logo que viu o olhar da filha, como se o incentivasse a responder James.
— Pode ser apenas Rolf mesmo, me chamar pelo sobrenome é formalidade demais, vai parecer que nunca nos conhecíamos na vida. — Falou Rolf sorrindo levemente para James que ao ver o sogro conversar distraidamente com a esposa suspirou de alivio.
— E então, vai comigo no baile? — Perguntou Lysa com um lindo sorriso no rosto.
— Esta me convidando? Não devia ser o contrario? — Perguntou James rindo enquanto se divertia com a situação, Lysa era uma menina desconfiada e isso é verdade, mas ultimamente o que não faltava era iniciativa da loira.
— Não é preciso par para poder ir, os professores avisaram isso, não ouviu James? — Perguntou Lorcan um pouco cínico por saber que James não prestara muita atenção na aula por ficar observando a namorada estudar, Lysa até que ficava bonita estudando, concentrada no que estava lendo e até mesmo quando mordia sem querer a caneta enquanto pensava, sem contar quando a mesma fazia uma careta ao perceber que estava mordendo a caneta e no mesmo instante limpava olhando em volta para ter certeza que ninguém a olhava.
— Ótimo, além do sogro tem o cunhado. — Sussurrou James para si mesmo enquanto via a namorada rir de sua cara.
— Você tem sorte que é apenas um. — Falou Lysa sorrindo.
— Eu não tinha escutado mesmo, foi sem querer, mas eu aceito o convite. — Falou James sorrindo para a namorada que assentiu em concordância — Mas vamos conversar Lorcan, não ta mesmo namorando ultimamente?
— É claro que estou, com o vento não esta vendo? Ela sempre me acompanha. — Falou Lorcan irônico.
— Como eu já disse antes, Lorcan é muito... Reservado. — Falou Lysa sorrindo.
— Eu sempre achei que você fosse o do tipo que pensa nos mínimos detalhes para depois agir. — Falou James para Lorcan que assentiu sorrindo enquanto pensava em uma resposta para dar ao cunhado, mas apenas uma coisa passou por sua cabeça.
— Você pensou certo, James. — Falou Lorcan sorrindo enquanto deixava James de lado e dava toda sua atenção a própria comida no prato, mas logo sua atenção foi para uma outra pessoa que mexia na comida como se esperasse que algo acontecesse de repente, como algumas pessoas que esperam que as coisas caíssem do céu para colocar alguma alegria no mundo — Você esta bem?
— Sim, só um pouco entediada. — Respondeu Roxanne sorrindo levemente.
— E quanto ao baile? Animada? — Perguntou Lorcan tentando puxar assunto, mas não seria fácil.
— Não, talvez porque a minha única companhia será meu pai, minha mãe e meu irmão e isso não me anima muito. — Respondeu Roxanne ainda mais animada.
— O que você quer Roxanne? — Perguntou Lorcan indo ao ponto.
— Gostaria de ser mais mulher. — Respondeu a garota de pele morena, mas o loiro não entendeu exatamente o que ela queria dizer.
— E você não é? — Perguntou Lorcan fazendo-a rir.
— De acordo com o meu sexo eu sou, mas eu gostaria de ter uma vida mais feminina, sempre vejo as minhas amigas ficando escondidos e gostaria de saber o que é ter isso, sabe, fazer algo que seus pais nunca fiquem sabendo, ter alguém para poder estar junto, mas rir depois por pensarem que você é santa e que não esta com ninguém, rir da burrice do irmão mais velho que pensa que não deixara que nenhum menino chegue perto da irmãzinha, eu gostaria de ser assim ou ter algo parecido, mas é difícil fazer isso quando ninguém se interessa por você e muito menos por que você tem um pai e um irmão super protetor. — Respondeu Roxanne rindo do próprio desejo e se odiando por dentro ao mesmo tempo por estar falando aquilo para Lorcan, não que ele fosse fofoqueiro, mas nunca fora de ter uma conversa assim com ele.
— Me responde uma coisa Roxanne, o que espera em um garoto? — Perguntou Lorcan.
— Depende, um garoto que irei namorar ou um garoto que estarei apenas me divertindo? — Perguntou Roxanne.
— Isso não tem nada a ver, porque primeiramente você vai se divertir com o garoto e depois namorar, então na verdade você procura as mesmas características em uma única pessoa. — Falou Lorcan — Mas me responde.
— Porque a pergunta? — Perguntou Roxanne confusa.
— Responderei o que você quiser se me responder isso. — Falou Lorcan sorrindo, era chantagem.
— Por favor, não conte a ninguém, mas acho que gosto do tipo ousado, mas que ao mesmo tempo respeite o meu limite. — Respondeu Roxanne para o loiro e no mesmo instante a mente dele brilhou com um plano que nunca iria falhar e o colocaria em pratica.
— Você tem um limite? — Perguntou Lorcan.
— Esta brincando comigo não é? Você não esta pensando que...
— Há ta é esse limite, desculpa estava pensando em algo um pouco antes disso. — Falou Lorcan sorrindo um pouco sem graça — Certeza que gostaria de ter algo assim com um garoto?
— Posso simplesmente me divertir na primeira tentativa de experimentar algo diferente e se não gostar, deixarei claro que acabou. — Falou Roxanne sorrindo e dando de ombros — O que vai fazer? Arrumar-me alguém?
— Quem sabe, nunca imaginei que uma garota como você, com simples 14 anos fosse querer ter experiências novas. — Falou Lorcan rindo consigo mesmo.
— Mas pelo que eu me lembre você me deve e eu quero saber mais sobre você, Lorcan. Diga-me a forma que você é como uma garota. — Falou Roxanne para o loiro que franziu as sobrancelhas claras em sua direção.
— Porque a curiosidade? — Perguntou Lorcan.
— Você é alguém misterioso e pra toda garota é um prazer poder saber a forma como você é, eu só tenho curiosidade é claro, alguém que a privacidade é tudo, você é do tipo de menino impenetrável. — Falou Roxanne.
— Um desafio. — Falou Lorcan simplesmente, ela assentiu diante de sua afirmação.
— Mas você ainda não me respondeu Lorcan. — Falou Roxanne.
— Não vou responder você hoje, até o dia do baile você vai descobrir esse meu lado que todos querem saber. — Falou Lorcan rindo ao ver o olhar pidonho da morena.
Logo depois das palavras do loiro, uma conversa animada foi iniciada entre os dois e Lysa ao ver a cena de seu irmão conversando com alguém tão animadamente não pode deixar de ficar confusa e ao mesmo tempo feliz pelo garoto, nunca o vira daquela forma com outra pessoa se não ela, mas logo a loira voltou a dar sua atenção a James que contava que já havia engasgado da mesma forma que acontecia em filmes e tiveram que fazer o mesmo processo para ajuda-lo, ou seja, tiveram que abraçado por trás e fazer pressão em sua barriga, o filho mais velho dos Potter também disse que até hoje tinha pânico em ver alguém atrás de si já que apenas por ajudarem ele a desengasgar já se sentia violado e isso fazia a loira rir, o drama do moreno a divertia.
Por todas as partes do grande salão podia ser ouvido risadas altas e divertidas, era como se aquele lugar tivesse a única utilidade que fazer pessoas felizes com seus amigos e familiares, Fred e Jorge era um dos que mais riam na companhia de Gideon, Fabian e Molly, a matriarca da família dizia que quando pequena pregava peças contra os irmãos e quando seus pais queriam descobrir quem fizera a ruiva jogava a culpa nos irmãos gêmeos e enquanto os dois tinham que cumprir castigo ela podia ficar brincando de pega-pega com as amigas.
Já Dorcas disse que naquele jantar queria ficar um pouco mais afastado dos outros e por isso Regulo a levou para a mesa da Sonserina, para a loira foi um pouco diferente, imaginava que as pessoas olhariam para ela com o olhar torto, mas isso não aconteceu e ela imaginou que era porque os alunos que normalmente faziam aquilo eram os que foram presos com Umbridge. Mas logo se juntou ao casal Draco e Astória (adolescentes) e mais uma conversa animada foi iniciada, a morena mais nova estava sempre perguntando sobre a época de adolescência de Dorcas e a mesma respondia sem pudor algum, já Draco perguntava sobre como era ter morrido e isso fazia com que Astória o beliscasse por sua insensibilidade e isso fazia com que o outro casal risse.
Após o jantar as meninas se juntaram no dormitório feminino, estavam prontas para ir dormir quando viram uma coruja entrar por uma janela e deixar cair duas cartas para logo em seguida sumir escuridão a fora do céu escuro, no mesmo instante Gina foi até onde as cartas tinham caído e as pegou e logo um sorriso se abriu no rosto da ruiva ao ver que era de Luna e Neville.
— Eu mandei uma carta para a Luna e o Neville pedindo para eles nos contar como foi o retorno deles para casa com os pais, vou começar a ler. — Anunciou Gina, mas antes de fazer isso ela abriu os dois envelopes e viu os quatro pedaços de pergaminho, dois de cada carta, pela letra de Luna a ruiva pode perceber que a amiga ficara ansiosa para contar, já que a caligrafia estava um pouco puxada e aparentava que a loira estava com pressa ao escrever e ao mesmo tempo feliz, já a de Neville era um pouco mais caprichosa já que estava mais calma, mesmo assim era evidente que ele estava feliz pelo acontecimento.
LUNA
Luna e Clarissa seguiram direto para os portões de Hogwarts após sair da sala precisa, por todo o caminho as duas loiras conversavam sobre varias coisas, Luna estava sempre falando de seus amigos e de como gostava de estudar em Hogwarts, muitas vezes fazia perguntas a mãe que ria a beça de sua pressa e dizia para acalmá-la:
— Filha se acalma, vamos ter bastante tempo para conversarmos daqui pra frente. — Falou Clarissa entrelaçando seu braço ao da menina e fazendo o mesmo com suas mãos como se desse um sinal de que elas ficariam juntas para sempre e isso fazia Luna ficar muito feliz e seus olhos azuis brilharam por todo o caminho.
— Mãe o que aconteceu naquele dia em que você...
— Aconteceu o que você sabe que aconteceu, eu vi você falando para o seu amigo Potter o que aconteceu comigo, eu costumava cuidar um pouquinho dos testrálios depois que você ia embora, era como poder compartilhar algum momento com você. — Falou Clarissa sorrindo para a filha e segurando as lagrimas que logo estariam brotando em seus olhos — Eu perdi a minha vida e quando Lúcifer contou o que aconteceu eu quase entrei em pânico, passei a minha vida toda com aquelas experiências para no final perder meu tempo com minha filha, foi horrível ouvir ele dizer que eu nunca mais poderia conversar com você e pior ainda ver você chorar durante varias noites por minha culpa.
— Como vamos chegar em casa? — Perguntou Luna mudando de assunto, não queria que sua mãe achasse que aquilo foi culpa dela, como a loira mais velha poderia prever que aquilo fosse acontecer, é claro que não era culpa dela e Luna sabia disso.
— Vamos de uma forma um pouco mais divertida. — Falou Clarissa pegando sua própria varinha por baixo da manga do vestido simples que usava, a adolescente sabia que fora com aquela roupa que sua mãe tinha sido enterrada e se lembrava que a varinha da mesma tinha sido posta por baixo da manga do vestido que ia até o pulso já que sua mãe costumava guardar a varinha dela quando a adolescente era pequena, Xenofilio dizia que Clarissa era uma mulher cuidadosa que não gostava de deixar a varinha longe para que Luna não acabasse se machucando. A loira mais velha esticou o braço que segurava a varinha e logo em seguida o Nôitibus Andante apareceu já com o condutor na porta dizendo as palavras que dizia a todos que os chamavam.
— Para onde vão? — Perguntou o condutor daquele dia, era um homem magro e de aparência cansada, seus cabelos castanhos um pouco bagunçados e o mesmo tinha uma cicatriz pequena no queixo.
— Sabe onde fica a casa dos Lovegood? —Perguntou Clarissa ao moço que riu.
— Ir a casa do louco Lovegood? Você deveria ter perguntado quem não sabe chegar lá. — Falou o homem batendo com os noz das mãos em um vidro e logo em seguida o automóvel mágico arrancou estrada a fora.
— Pelo menos ele é educado a ponto de não ficar julgando uma pessoa apenas por ela ser diferente. — Falou Clarissa um pouco arrogante e isso fez com que Luna risse, era difícil ouvir pessoas xingando seu pai sem motivo algum.
— Deixa que eu pago. — Falou Luna pegando alguns galeões do bolso e dando ao condutor do ônibus que ficou em silencio depois das palavras da mulher que após ver o homem ser pago levou a filha para os lugares dos fundos.
— Então, eu não podia ficar olhando você 24 horas por isso vou perguntar, você já conheceu esse tal de Rolf Scamander? — Perguntou Clarissa se sentando em uma das camas com a menina de frente para si, a mais velha tinha um lindo sorriso no rosto que era uma mistura de felicidade e curiosidade.
— Não, ainda não o conheci e também não sei como vou conhecer. — Falou Luna.
— Mas isso é resolvido com o tempo e quanto aos gemes do futuro, você conversa bastante com eles? A menina tem seus olhos e cabelos. — Falou Clarissa para Luna que sorriu envergonhada, a mais jovem nunca pensara em namorado e aos 15 anos descobrira com quem vai casar e quantos filhos terá.
— Eles são legais, só o menino que é um pouco quieto e ele não falou muito comigo, já a menina fomos a um passeio para Hogsmeade juntos. — Falou Luna sorrindo enquanto sorria para a mãe.
Luna não se agüentou e começou a falar para a mãe como sua futura filha era determinada em alguns pontos e estava sempre brigando com James Potter, sua mãe ao ouvir aquilo acabou por rir porque quando adolescente também costumava brigar com os meninos por eles não aceitarem o fato dela querer fazer experiências, a mais velha disse que provavelmente a menina herdara esse lado briguento. Em alguns minutos após varias trombadas para o lado por causa das bruscas curvas que o ônibus fazia as duas chegaram a casa um pouco diferenciada dos Lovegood.
Clarissa estava um pouco incerta com o que estava pronta para fazer, como seria a reação de Xenofilio, ele é claro acharia que estaria sonhando ou tendo alucinações, do jeito que seu marido era seria capaz dele pensar que era apenas uma brincadeira de mau gosto.
— Então, vamos? — Perguntou Luna já nos primeiros degraus ao ver a mãe paralisar ao olhar a casa de cima a baixo.
— Vamos. — Falou Clarissa sorrindo e segurando a mão da filha e juntas subiram os poucos degraus, ao estarem de frente para a porta se olharam e a mais velha tomando iniciativa bateu na porta, não soube por que já que havia morado lá por um bom tempo.
O coração das suas batiam em sincronia e pareciam que iriam explodir a qualquer momento se Xenofilio não abrisse a porta logo, mas seu coração pareceu parar no momento em que o viu com os cabelos bagunçados e com a respiração rápida o que significava que ele havia descido as escadas com pressa. No momento em que ele olhou para sua filha ficou confuso, mas logo em seguido a surpresa no rosto dele era nítida quando o mesmo olhou para a mulher mais velha.
— Issa, não pode ser. — Falou Xenofilio ao ver a mulher sorrir e seus olhos se encherem de lagrimas, o sorriso dela parecia ser permanente em seu rosto e que mais tarde poderia sentir dores de tão lindo que era esse sorriso largo que fazia o coração dele palpitar.
Clarissa o viu mexer a mão e como instinto direcionou seus olhos a região e viu que ele não estava acreditando no que estava vendo e que acharia ser uma brincadeira já que o mesmo estava com a varinha em punho, por impulso Clarissa se aproximou dele e o empurrou para dentro da casa, seria difícil para ele tentar fazer alguma coisa vendo sua aparência, ele não teria coragem, assim que o fez entrar na casa o jogou em um canto quando e conseguiu pegar a varinha do mesmo, ele sempre ficava um pouco desconcertado quando estava com ela e não conseguia usar magia contra a mesma.
— Ficou louco fazer isso na frente da nossa filha? — Perguntou Clarissa para o homem enquanto o mesmo ainda olhava para ela surpreso, mas logo ele olhou para a filha como se perguntasse o que estava acontecendo.
— Pai, fica calmo é ela mesmo. — Afirmou Luna para o pai que negou com a cabeça.
— Não pode ser Luna, não pode ser. — Falou Xenofilio continuamente negando com a cabeça a toda hora.
— Pai, olha pra mim, presta atenção em mim, você não confia em mim? — Perguntou Luna.
— Meu amor, eu confio em você, mas é que isso não pode...
— Pai, você tem visto o jornal ultimamente não é? Tem visto que coisas estão mudando, então, a volta da mamãe tem a ver com isso, ela voltou pai, acredita em mim. — Falou Luna quase que implorando, as mãos da menina estavam no rosto dele quase o obrigando a olhar em seus olhos, para assim ver que estava falando a verdade.
Clarissa sentiu um aperto no coração, a forma que seu marido olhara para sua filha deixou bem claro que ela estava conseguindo convencê-lo, há muito tempo atrás ela tinha esse mesmo talento e saber que ela não conseguia mais fazer isso fez com que um precipício aparecesse sobre seus pés, viu que existia a chance de sua vida não ser mais a mesma como era quando era viva, que seu marido seria capaz de não amá-la mais daquela forma e não seria a mesma coisa estar viva, mas não ter os dois ao seu lado, poder acordar e fazer o café para os dois.
Mas ao vê-lo olhar para ela, como se não estivesse acreditando fez com que uma batida mais forte fosse produzida por seu coração, é claro que ele não estaria morrendo de amores por ela depois de tanto tempo estarem longe, as esperanças voltaram a ganhar vida ao ver os olhos azuis brilharem mais uma vez, como quando ela foi até ele e não sabia como conversar com o mesmo e por isso começou a perguntar sobre as criaturas que ele estudava e viu aquele brilho nos olhos dele ao ver que alguém se importava com seu trabalho.
Foi uma satisfação espetacular ver a alegria nos olhos dele sido proporcionado por uma simples pergunta dela, na época ela confessara a ele que não escutara nada do que ele dissera apenas fora hipnotizada pelo brilho dos seus olhos e naquele dia, quando era uma simples adolescente encantada por aquele menino diferente, ela pode vê-lo ficar feliz e envergonhado quando ela confessara aquilo e deixara claro que ele tinha um certo poder sobre seus sentimentos, sem nem mesmo saber.
— Filha, isso não é possível. — Constatou Xenofilio apenas tentando proteger seu coração.
— As pessoas também acham que o que estudamos não seja possível, esqueça o que as pessoas pensam que é possível ou não, pensa na felicidade pai. — Falou Luna acariciando o pai e o fazendo olhar novamente para si, ela sorriu para ele em uma tentativa de mostrá-lo alegria — Há mais ou menos um mês eu mandei uma carta dizendo que precisava dizer algumas mudanças que estavam acontecendo, quando eu mandei a carta não estava querendo dizer da mamãe, mas a volta dela tem a ver com isso, pode ficar tranqüilo. — Falou Luna com a voz serena e tirando uma mão do rosto do pai e levando a mão dele que tremia um pouco, com gentileza ele a puxou fazendo-o com que se aproximasse de Clarissa, mas o homem parou no momento em que faltava apenas um paço para ter seu corpo perto de Clarissa.
Com o auxilio da mão de Luna, as mãos de seus pais se aproximaram e logo estavam entrelaçadas, os dois se olhavam como se mais uma vez – como quando Clarissa estava viva – eles tivessem falando juras de amor um para o outro, fazendo promessa de que se amariam para sempre e que nunca se separariam. Os três formavam um circulo, Luna tinha as duas mãos seguradas, cada um dos dois faziam isso e para fechar o circulo os dois tinham as mãos entrelaçadas como se no meio dos três estivessem a felicidade e eles fossem a proteção contra a tristeza.
Luna deixou de ser essa proteção quando se tornou parte da felicidade no momento em que sua mãe a puxou e segurou a outra mão do pai que soltou a sua quando a mesma foi puxada, instantes depois os dois mais velhos a abraçavam com carinho e amor, mas ela não estava feliz por estar sendo abraçada pelos dois, é claro que era bom ter os dois a abraçando novamente, como quando era pequena, mas bom mesmo era saber que eles também se abraçavam.
— Então, você já comeu alguma coisa? — Perguntou Clarissa para Xenofilio.
Ele ficou envergonhado por ver que a casa estava uma bagunça e que Clarissa havia percebido isso, quando ela era viva, a casa não ficava daquele jeito.
— Não. — Respondeu Xenofilio envergonhado.
— Tudo bem, o que você acha de me ajudar a fazer alguma coisa enquanto seu pai arruma um pouquinho essa baguncinha? — Perguntou Clarissa para a filha e como antes colocando ordem na casa, Luna não pode deixar de rir ao ver o pai olhar um pouco entediado para a bagunça no lugar — Vocês esqueceram o que é limpar a casa, não é?
— Pois é. — Falou Luna rindo.
Enquanto Xenofilio tentava dar um jeito na bagunça as duas mulheres de sua vida cuidavam da comida, ele não pode deixar de sorrir ao ver Luna rir com a mãe em meio a cortes de legumes e carnes.
NEVILLE
A família Longbottom andavam tranquilamente pelo caminho rodeado de arvores de Hogwarts que os levariam para fora dos terrenos da escola, o menino achava estranho que não estivessem conversando, talvez seus pais pensavam em algum assunto que pudessem puxar e que não o incomodaria.
Neville se sentia estranho por estar na companhia dos pais, ele não era como Luna que perdera os pais quando tinha nove anos, pelo contrario, Neville nunca teve os pais ao seu lado, pelo menos não quando já tinha consciência para lembrar, o menino se sentia uma criança por estar sendo segurado pelas mãos como se estivesse fazendo um passeio no parque e seus pais não quisessem o perder.
— Então, quinze anos em, a escola muda completamente quando se esta com essa idade. — Falou Frank tentando puxar assunto com o filho, mas não deu muito certo.
— Não muito, continua a mesma loucura desde quando o Harry entrou na escola. — Falou Neville rindo consigo mesmo.
— Seu pai que sabe a diferença que é entre ter um Potter na escola e não, ele estudava aqui antes do James entrar, passaram alguns anos como amigos. — Falou Alice sorrindo para o marido que fez uma leve careta.
— Não éramos amigos na época, apenas colegas, ele me respeitava e eu fazia o mesmo com ele, digamos que tínhamos um trato, mas eu sei a diferença entre ter um Potter na escola, quando se tem um bagunça, confusão e aventuras é o que não falta, como se ele fosse um ima para essas coisas. — Explicou Frank.
— Vocês conheceram aquele cara que os traiu? — Perguntou Neville e no mesmo instante viu o sorriso dos pais sumir por completo e os dois se olharem como se tivessem pensado na mesma coisa.
— Sim, Pedro era alguém que conseguia fazer qualquer um sentir dó dele, sempre quando pedia algo para nós tentava nos influenciar dizendo que era um pobre garoto que precisava de ajuda e não tinha essa tal ajuda dos amigos, estava sempre dizendo que era alguém feio e que por isso as pessoas não chegavam perto dele, dizia que era burro e tudo. — Explicou Frank ao ver que sua esposa não conseguiria falar.
— Mas ele pedia ajuda a vocês em que? — Perguntou Neville.
— Eu sou mais velho que sua mãe e você deve saber disso, era alguém certinho e sempre guardava os trabalho do ano passado e Pedro estava sempre querendo se aproveitar disso, Hogwarts de antes não era como hoje e isso é obvio, os professores eram sempre os mesmo e se mudavam existia uma norma e eles estavam sempre passando os mesmos trabalhos, por exemplo, os mesmos trabalhos que eu tive que fazer sua mãe fez as mesmas coisas, eu sempre guardei os trabalhos prontos, achei que um dia fosse precisar e Pedro sabendo que eu tinha tudo guardado vinha com aquele charminho para cima de mim e queria que eu o entregasse os meus trabalhos para ele e assim a nota dele estaria feita, já que ele sempre tinha dificuldade nas provas precisava se "esforçar" nos trabalhos, eu tentava ao máximo não dar moleza a ele e o ajudava a fazer os trabalhos e sua mãe me ajudava com isso, eu explicava a matéria pra ele e o fazia escrever o trabalho com suas próprias palavras. — Explicou Frank.
— Ele foi o motivo da nossa primeira briga. — Falou Alice rindo.
Neville não soube o porque de sua mãe estar rindo, achava que ela deveria estar com raiva por Pedro ter feito ela brigar com o cara que amava.
— E qual a graça nisso? — Perguntou Neville e no mesmo instante sua mãe parou de sorrir.
— Éramos apenas amigos naquela época e brigamos porque Pedro pedia que eu o ajudasse a fazer os trabalhos pelas costas do seu pai, eu não era como ele que conseguia explicar a matéria e por isso passava as paginas do livro que ele deveria copiar e quando seu pai soube que eu fazia isso ele brigou comigo dizendo que eu era muito mole e eu não gostei disso. — Respondeu Alice dando de ombros.
— E como fizeram as pazes? Primeiramente se você é mais velho como poderia ser tão próximo assim dela? — Perguntou Neville olhando para cima já que o pai era mais alto que ele enquanto sua mãe era do seu tamanho. O menino pode ver a vergonha estampada no rosto do pai que mais uma vez olhou para a esposa, mas ela apenas riu da enrascada que o marido se metera.
— Eu estava... Interessado na sua mãe ué. — Respondeu Frank dando de ombros.
— E você não se importou por ele ser mais velho? — Perguntou Neville a mulher.
— Não, seu pai era muito certinho para ser do tipo que faz uma mulher ficar triste e eu queria alguém mais maduro, olhe o exemplo da Lily e da Lene, a Lily só se aproximou do James quando ele já era mais maduro e a Lene só teve algo com o Sirius quando ele já era um homem e não um moleque, toda mulher espera por um homem, Neville e não um moleque, eu apenas tive sorte com isso. — Falou Alice.
— Ela só esta falando assim com medo de você a julgar, na verdade sua mãe queria alguém mais velho mesmo, era esse o gosto dela. — Falou Frank olhando brevemente para a esposa que abriu a boca para protestar.
— Até parece que eu saia com todos os meninos mais velhos da escola. — Falou Alice.
— Eu não disse isso, apenas deixei claro para o Neville que você gostava de pessoas mais velhas ué. — Falou Frank em sua própria proteção.
— E quando você saiu da escola? Como foi? — Perguntou Neville ao pai que logo respondeu.
— Tudo muda quando se é mais velho e esta namorando com uma menina mais nova que passa quase que o ano inteiro na escola, o ciúme da sua mãe aumentou drasticamente e eu tinha que continuar firme enquanto ela desconfiava de mim, mesmo estando todos os dias cansado por causa do serviço ia ver sua mãe em Hogsmeade. — Falou Frank para o filho que ouvia atentamente.
— E porque vocês decidiram entrar na Ordem? — Perguntou Neville e pode ver seus pais ficarem desconfortáveis com a pergunta.
— A família Longbottom sempre foi puro sangue, mas não tão conhecida como a dos Weasley e também não gostavam tanto assim da gente e eu percebi que em algum momento viriam atrás de mim e se vierem pegariam sua mãe também, na época sua mãe não estava grávida e assim propus a idéia de entrarmos na ordem, ela concordou ao constatar os fatos e não precisamos fazer muita coisa para conseguir entrar já que Dumbledore tinha me perguntando se eu queria entrar. — Falou Frank.
— E quando souberam que eu estava para vir? — Perguntou Neville.
— Então ao invés de pensarmos que ajudaríamos a Ordem eu comecei a pensar que ela se tornaria uma proteção para você e pra sua mãe, eu sabia muito bem que algo poderia acontecer comigo, mas nunca achei que fosse acontecer com sua mãe, nos meus planos Voldemort cairia antes que você nascesse, mas não deu certo. — Falou Frank.
— Vamos por pó de Flu? Será bem melhor, sua mãe deve estar louca em casa. — Falou Alice para o marido que riu.
— Vocês não avisaram a vovó que estavam de volta? Ela deve estar tendo um ataque, teremos sorte se a casa ainda estiver em pé quando chegarmos lá. — Falou Neville enquanto atravessavam os portões de Hogwarts e seguia direto para Hogsmeade procurar uma lareira que o deixariam usar.
— Tomara que não dêem um show quando ver a gente. — Falou Alice ao entrar em uma loja qualquer, ela pediu para que Neville pedisse a dona da loja que os deixassem usar a lareira e quando a moça concordou em deixar aproveitaram que as poucas pessoas estavam ocupadas lendo o jornal e discutindo sobre algum assunto que estava no mesmo e seguiram direto para onde a moça havia dito estar a lareira.
A dona da loja os apressou dizendo que não podia deixar de olhar as pessoas que estavam perto das mercadoria dizendo que mesmo que a vila fosse pequena e que ela conhecesse todo mundo algo poderia acontecer e ela ser culpada por isso e em poucos minutos os três já haviam usado a lareira e apareceram na lareira da costumeira casa dos Longbottom.
Alice ao olhar a casa viu que os moveis eram os mesmos, a única diferença é que as estampas foram trocadas e provavelmente pela Sra. Longbottom, era obvio isso apenas pelo fato das estampas serem chamativas e estranhas, no momento em que ouviram uma voz muito conhecida falando com sigo mesmo foram para o cômodo ao lado que era a cozinha e encontraram a mãe de Frank andando de um lado para o outro perto da pia, a senhora estava sem o chapéu estranho e seus cabelos estavam bagunçados por toda hora ser mexido.
— Mãe/Vó? — Perguntaram Neville e Frank e ao fazerem isso ao mesmo tempo não puderam deixar de se olhar enquanto a senhora ao ver o casal arregalou os olhos e levou a mão ao coração.
— Você esta bem Sra. Longbottom? — Perguntou Alice ao ver a mulher ficar pálida — Frank, acho que você deveria... SEGURA ELA. — Gritou Alice para o marido quando viu os olhos da sogra se revirarem e logo em seguida ela cair no chão desacordada, é claro que não deu tempo do marido segurar a própria mãe por ela estar longe de onde estavam.
Frank ao chegar onde a mãe estava se ajoelhou no chão e colocou a mulher já idosa sob suas pernas e começou a dar leves tapinhas no rosto dela esperando que a mesma acordasse,mas estava um pouquinho difícil.
— Pega um pouco de água. — Pediu Alice para o filho que correu para um dos armários e ao pegar um copo o encheu com água e deu para a mãe que derramou um pouco de água na mão e começou a molhar a lateral do rosto da sogra, funcionou já que vagarosamente a matriarca da família Longbottom começou a mexer os olhos.
— Eu morri e levei meu neto junto? — Perguntou a Sra. Longbottom ao ver a família de seu filho reunida.
— Não mãe, você não morreu e muito menos levou o Neville junto. — Falou Frank bufando pelo drama da mãe.
— Ainda mais porque se você fizesse isso você saberia o que é morrer duas vezes porque eu te mataria antes que tivesse sua conversa com Lúcifer, agora beba um pouco de água. — Falou Alice entregando o copo a mulher que ainda estava surpresa com a aparição dos dois que deviam estar no hospital.
— Vocês chegaram a conversar com aquele Lúcifer? Mas apenas estavam sem consciência. — Falou Neville para a mãe.
— Lúcifer não é alguém ruim, muito pelo contrario, ele assumiu aquele cargo porque morreu quando era um simples garoto e queria fazer pessoas felizes mesmo depois de estarem mortos, mesmo sendo proibido, ele foi falar com a gente quando ficamos em coma, conseguiu arrumar um jeito de fazer nossas almas sair do corpo e deixou que andássemos pelo mundo dos mortos para ficar observando você. — Explicou Alice.
— Ele é um garoto? Não pareceu. — Falou Neville.
— Ele morreu quando era um simples garoto, tem sangue de deus e por isso podia cuidar dos mortos e recebe esse cargo, ele amadureceu quando já estava morto. — Falou Alice.
— De quem estão falando? — Perguntou a Sra. Longbottom.
— Mãe se levanta vai. — Falou Frank para a mulher que se levantou e se sentou em uma cadeira enquanto depositava o copo na mesa.
— Eu ainda não entendi, vocês em coma? — Perguntou Neville confuso.
— Sabemos que sua avó não contou, mas você já tinha três anos quando acordamos sem consciência, ficamos em coma por algum tempo, quando nossas almas estavam de volta ao corpo ainda não conseguíamos lembrar-se de você e por isso Lúcifer perguntou se iríamos querer ficar rondando pelo mundo e respondemos que sim, queríamos muito dizer que nos lembrávamos de você, mas era como se existissem duas pessoas dentro de um só corpo, nós mesmos e alguém que não se lembrava de você, era como se ficássemos no fundo e alguém tomasse o nosso lugar. — Explicou Frank.
— Alguém pode me explicar o que esta acontecendo? — Perguntou a Sra. Longbottom.
— Apenas voltamos ué. — Respondeu Alice dando de ombros.
— Como? Há anos não ocorreu nenhum desenvolvimento, ultimamente os médicos dizem que esta a mesma coisa e de uma hora vocês estão bons e vão embora do St. Mungus aparatando como se nada tivesse acontecido. — Falou a Sra. Longbottom — Isso por acaso tem a ver com as coisas estranhas que estão acontecendo no Ministério? A suposta morte de Voldemort, o fato de Fudge estar saindo do Ministério e também o fato da sua professora de defesa ter ido presa por maus tratos contra alunos?
— Sim, uma coisa se liga com a outra e não somos as únicas pessoas que estão de volta. — Respondeu Alice.
— Como assim de volta? Vocês sempre estiveram aqui, apenas não tinham consciência. — Falou a Sra. Longbottom fazendo com que os três se olhassem.
— Isso não importa vó, é algo que todos vão saber e por enquanto a única coisa que importa é que eles estão melhor e que Voldemort morreu sim, ele não sumiu e sim foi morto, o Ministério esta com o corpo e tudo. — Falou Neville.
— Você falando o nome dele? Não costumava falar isso, o que aconteceu exatamente para você estar desse jeito, mudou completamente de uma hora para a outra, parece estar mais confiante como seu pai quando se tornou maior de idade e já queria pagar as próprias contas e se sustentar, quando ele assumiu o papel de homem na casa. — Falou Sra. Longbottom fazendo com que o filho logo protestasse.
— Eu sempre fui o homem da casa desde quando papai morreu. — Falou Frank.
— Eu não concordo com isso. — Falou Sra. Longbottom.
— Mas concordava quando vinham brigar com você por atormentar os vizinhos e você se escondia atrás de mim com medo. — Falou Frank para a mãe que arregalou os olhos e logo os estreitou como se o ameaçasse.
— Me respeite garoto. — Falou Sra. Longbottom fazendo a nora rir.
— Eles vivem brigando, vai ter que se acostumar. — Falou Alice para o filho que ria da forma como o pai era tratado como uma simples criança ao lado da matriarca da família Longbottom, agora sim entendia porque as pessoas falavam que sua avó parecia estar falando com o próprio filho e não com o neto.
— Eu quero todos sentados a mesa e vão me explicar essa história, ainda mando nessa casa. — Falou Sra. Longbottom e ao ver a ameaça em pessoa os três se sentaram e começaram a explicar o que tinha acontecido, Neville é claro contou cada detalhe da história do livro e Frank e Alice riram da parte em que ele contou que até mesmo sua avó entrara na guerra.
O dia da família Longbottom foi apenas risada, em poucos minutos a Sra. Longbottom esquecera que queria saber sobre a volta do filho e da nora e logo estavam falando sobre banalidades qualquer, não demorou muito e já tomavam café com bolachas com a matriarca da família.
Já era quase 11h00min quando Gina terminou de ler as cartas escritas pelos dois amigos, ao olhar para as meninas perceberam que todos estavam feliz pelos dois tanto quanto ela e Helena quase chorava de emoção já que sabia o que era ter os pais juntos mais uma vez como Luna e como era saber ter os dois pais ao seu lado como Neville porque mesmo que Sirius sempre tivera vivo, ela não havia o conhecido e não sabia o quão maravilhoso era seu pai e só pode saber disso muito tempo depois.
— Eu os entendo, sei como é estranho e ao mesmo tempo bom ter os pais ao seu lado, mas não saber conversar direito com eles, eu fiquei envergonhada quando estivesse a sós com ele e não sabia sobre o que conversar. — Confessou Helena.
— Você nunca recebeu noticias dos seus pais quando estava no Brasil? — Perguntou Lysa.
— Não é que eu não tenha recebido noticias, mas é que meu pai estava preso e nem mesmo sabia da minha existência, a única coisa que sabia da minha mãe era que ela era uma grande amiga da minha mãe adotiva, ela dizia que a Lene era uma ótima mulher e que só me deixou no Brasil porque queria o meu bem e que eu vivesse em um mundo que estivesse livre de Voldemort, bem, acho que cheguei ao meu máximo por essa noite, vou ir dormir. — Falou Helena arrumando a própria cama e se aconchegando enquanto passava o cobertor por cima dos ombros.
— Helena, o que você acha do meu irmão? — Perguntou Gina não podendo deixar de sorrir.
— Qual deles? O Rony? Acho que perguntou pra pessoa errada. — Respondeu Helena rindo enquanto a ruiva revirava os olhos para Hermione que entendera a sua pergunta perfeitamente e sabia que ela não estava falando de Rony.
— Estou falando do Carlinhos, se interessaria por ele? — Perguntou Gina.
Helena se sentou e olhou diretamente para Gina tentando entender o que ela estava querendo saber e pensou um pouco um pouco em uma resposta, Carlinhos era lindo e tudo, parecia ser o tipo que fazia qualquer mulher feliz mesmo que por alguns instantes e era alguém simpático até.
— Penso que seu irmão precisa de uma mulher e não de uma garota como eu, ele precisa de alguém... Madura. — Respondeu Helena dando de ombros — Porque a pergunta? E não me venha dizer que seu irmão disse alguma coisa porque sei que ele não seria idiota de deixar transparecer que esta interessado em uma menina de 15 anos, coisa que todos tem certeza que ele não esta.
— Mas e se estivesse? O que você acha da hipótese de ter algo com ele? — Perguntou Gina.
— Gina, me diga o que exatamente esta passando por sua cabeça. — Pediu Helena.
— Eu só quero a felicidade do meu irmão. — Respondeu Gina à morena que respondeu.
— Se um dia isso for depender de mim vai demorar a acontecer. — Respondeu Helena colocando um fim na conversa enquanto voltava a se deitar e fechava as cortinas em volta de sua cama.
Ao ver que não adiantaria falar com Helena, Gina suspirou e olhou para as outras meninas que presenciavam a conversa e como se tivesse passado um recado apenas com o olhar todas as meninas se aconchegaram em suas camas e logo, com um aceno de varinha Hermione fez com que as velas que estavam no quarto se apagassem e assim o quarto ficou inteiramente escuro para que todas dormissem serenamente.
Antes que eu me esqueça meu professor de português cismou que os alunos fizessem mais produção de texto e por isso ficou um trimestre inteiro falando para escrevermos histórias valendo nota, para o meu azar eu não consegui escrever uma pequena história de duas folhas e só fiquei satisfeita comigo mesma quando fiz dez paginas de história contando um dia especial de Cath e Felipe, sim, são os nossos queridos personagens do futuro e é por isso que pergunto se vocês querem que eu poste a história aqui, espero a opinião de vocês.
