AVISO IMPORTANTE: Há um lime neste capítulo. Ele está em negrito e a classificação da fic foi mudada para M. Quem não quiser ler, PULE. Não me culpe depois se não gostar desse tipo de coisa e ler mesmo assim, porque foi avisado. Obrigada pela compreensão.
Piratas Não Amam
Cap.14 – Delírios
Olhos dourados se abriram para fitar o céu estrelado. InuYasha piscou várias vezes, confuso, até lembrar-se dos eventos prévios. Já era noite? Quanto tempo se passara? Onde estava Kagome?
Finalmente se deu conta do peso sobre si e do corpo colado ao seu. Kagome jazia ao lado dele, adormecida, a cabeça encostada em seu ombro esquerdo, os cabelos negros quase lhe tocando o nariz e o braço esquerdo passado ao redor de sua cintura.
Sorriu maliciosamente, pensando na cena que ela faria se estivesse acordada e visse a proximidade dos dois. Melhor aproveitar enquanto ela não acorda... Pensou, erguendo a mão esquerda para apoiá-la no quadril da moça. No entanto, não teve tempo de fazer mais nada, pois as pálpebras de Kagome se abriram, revelando um par de olhos azuis furiosos.
Kagome acordara ao sentir uma pressão em seu quadril. No início não identificara o motivo daquela sensação, mas ao perceber também o calor humano envolvendo-a, juntou dois com dois... E encontrou cinco.
Maldito pirata pervertido, está tentando se aproveitar de uma donzela adormecida? Ahh, ele vai ver só! Pensou, abrindo os olhos, mas antes que ela pudesse gritar com ele por tocá-la onde não devia, ouviram um grito na direção do mar.
InuYasha levantou os olhos para o oceano e viu três barcos que mais pareciam canoas se aproximando. Praguejou internamente ao perceber o plano de Naraku ao largá-los ali. Esse tipo de barco era mais usado por nativos... E os nativos caribenhos que habitavam as ilhas selvagens não eram exatamente os mais amigáveis.
Olhou para o céu novamente e viu que não havia lua naquela noite. Lua nova! Lua nova... Lua nova... Por que eu não consigo lembrar dos ensinamentos do Sesshoumaru quando preciso? "A tribo canibal mais perigosa do Caribe tem o hábito de ir de ilha em ilha, seguindo as fases lunares. Na lua nova eles visitam a Ilha das Cavernas, aquela que tem várias formações rochosas em toda sua extensão..." Droga! Será essa mesmo?
InuYasha olhou para trás e suspirou, desanimado. Era aquela mesmo, não tinha como confundir uma ilha que tem mais cavernas do que árvores.
Levantou-se em um pulo, assustando Kagome, que caiu sentada no chão. Quando ela virou-se para brigar com ele, o capitão puxou seu braço para colocá-la de pé e saiu correndo na direção da mata.
"Corra primeiro, depois eu respondo tudo o que você quiser. Mas se aquela tribo de canibais nos pegar, eles comem a sua língua antes que possa dizer 'Por que?'." InuYasha avisou apressadamente, deixando Kagome aterrorizada com a possibilidade de ter sua língua arrancada.
"Canibais?" Ela choramingou, correndo mais rápido para acompanhar o ritmo dele. "No que fomos nos meter?"
"Não importa. Temos que achar um esconderijo e RÁPIDO." Ele disse curtamente, olhando em volta á procura de abrigo dos olhos dos nativos.
Na pressa de manter o mesmo passo que InuYasha, Kagome tropeçou e caiu, segurando o braço do capitão desajeitadamente para se equilibrar. O rapaz agarrou-a pela cintura antes que pudesse desabar no chão.
"Droga, Kagome!" Ele praguejou, firmando-a com os braços.
"Não é minha culpa! Esses sapatos não me deixam correr!" InuYasha não perdeu tempo. Agarrou o pé dela e arrancou os sapatos desconfortáveis, deixando-a completamente descalça.
"Ande sem eles. Agora vamos rápido!" Ele continuou puxando-a, mas os nativos tinham ganhado certa vantagem com o atraso do casal. "Merda!" InuYasha exclamou quando se depararam com um pequeno rio. Apesar de seu tamanho, a corrente era forte.
"InuYasha?" Kagome chamou timidamente. Estava com medo de enfrentar o rio, perigoso para quem não sabia nadar. No entanto, não desistiria, pois atravessar era a única opção.
O capitão olhou para ela como se pedisse desculpas e Kagome sentiu o desespero crescer. Será que ele estava desistindo? Ia se entregar assim, tão facilmente? Mas quando ele a pegou no colo e começou a atravessar o rio, ela viu porque o pedido de desculpas silencioso. Eu não sou de açúcar! Será que ele acha que me molhar vai me irritar tanto assim? A moça pensou.
A água batia na cintura de InuYasha. Com Kagome nos braços, ele abria caminho entre a corrente, tentando chegar ao outro lado. A donzela agarrou o pescoço dele, sentindo a água passar e encharcar seu vestido. Pelo menos não estava tão gelada...
Assim que pôs os pés do outro lado, InuYasha sentiu algo perfurar seu ombro esquerdo. Respirou fundo e soltou o ar doloridamente, sentindo as pontadas de dor tomarem a parte superior de seu tronco, enchendo seu coração de agonia. Quase largou Kagome no chão, mas segurou-a com uma firmeza que nem sabia ter naquele momento.
Olhou para trás e viu, primeiro, uma flecha de ponta de pedra, com enfeites primitivos no cabo de madeira. O sangue já rodeava a arma e ele sabia que, no momento em que a arrancasse, o líquido avermelhado escorreria como um rio.
Levantou os olhos e viu, do outro lado do rio, no mínimo trinta homens armados com lanças, arcos e flechas. Um deles apontava uma flecha para os dois e InuYasha supôs que fosse o líder pela imponência com que se carregava.
Ouviu Kagome gritar seu nome ao ver a flecha fincada em seu ombro. Não tinha tempo para aquilo... Poderia ser uma flecha atravessando a cabeça de Kagome em seguida. Não permitiria.
Ignorando os soluços desesperados da moça, ele voltou a correr. Faria de tudo para despistar os nativos, mesmo que o ferimento em seu ombro o matasse. Em vez de colocar Kagome no chão, ele continuou carregando-a até que avistou uma pequena abertura parcialmente escondida pela mata. Seria uma caverna? Olhou para trás e viu que perdera os inimigos de vista. Era o momento certo para se esconder!
Entrou pela abertura, suficiente para apenas uma pessoa por vez passar, e deparou-se com uma caverna de tamanho médio. Era um pouco abafado, mas um ótimo esconderijo. Colocou Kagome no chão e caiu de joelhos, o ferimento aos poucos vencendo a batalha que travavam.
"InuYasha!" Ela choramingou, chegando perto dele. O capitão pôs a mão sobre a boca dela para silenciá-la e, segundos depois, ouviram passos apressados passarem por ali. Foram momentos de desespero os que se seguiram, momentos em que não sabiam se seriam encontrados ou não. Mas, por fim, os barulhos cessaram enquanto os canibais se afastavam, tirando um suspiro da moça.
InuYasha lentamente tirou a mão da boca de Kagome, caiu sentado e fez uma careta de dor.
"Kagome. Você vai ter que tirar a flecha do meu ombro." Ele falou, fazendo-a arregalar os olhos.
"Eu? Mas, InuYasha... Eu não sei como... E se eu fizer errado?" A donzela relatou sua insegurança, mas o capitão apenas balançou a cabeça.
"Não temos outra escolha. Não se preocupe comigo. Apenas tire a flecha lentamente. Depois te direi o que fazer." Ele garantiu, mordendo o próprio braço para abafar os gritos. Ela assentiu depois de um momento, agarrou a flecha e foi puxando vagarosamente. As pragas saíam da boca de InuYasha sem parar, mas eram abafadas pela manga da blusa.
Finalmente ela pôde tirar a flecha completamente. Ao som dos palavrões do pirata, o líquido rubro manchava a blusa branca.
"Desculpe, desculpe!" Kagome chorava. Podia parecer uma menina mimada naquele momento, mas a situação nunca ocorrera com ela e a possibilidade do capitão morrer era desesperadora.
"Pare de chorar! Apenas rasgue a minha blusa e segure o sangue." Ele instruiu, sentindo-se cada vez mais fraco. Kagome hesitou por um segundo, mas fez como ele mandava. Corou um pouco quando a pele bronzeada do capitão foi exposta, mas colocou aquele tipo de pensamentos de lado. Simplesmente não era hora.
Começou a estancar o sangue, mas ao ver uma substância esverdeada no ferimento, estranhou.
"InuYasha? Tem uma coisa verde aqui... Não parece normal, não." Ela avisou.
"Droga! Deve ser veneno! Kagome, você vai ter que chupar o sangue e cuspir. Mas NÃO engula. Deve ser um veneno fatal."
Ela assentiu, determinada, aproximando os lábios do ferimento. Quando a garota tocou sua pele, InuYasha estremeceu. Kagome sugava o sangue e cuspia, para depois repetir o processo. O capitão fechou os olhos com força. Aquilo ardia como nada que já sofrera em toda sua vida pirata. Por Poseidon, limpar o ferimento com vodka devia arder menos!
Finalmente conseguiram tirar pelo menos grande parte do veneno, mas InuYasha ainda sim se sentia meio leve. Kagome, ao ver o olhar vidrado dele, encostou a mão em sua testa. Arfou em surpresa ao perceber que ele estava ardendo em febre. Amarrou a blusa dele sobre o ferimento e deitou-o no canto da caverna, de barriga para baixo.
Talvez, se encontrasse algumas folhas grandes, pudesse forrar o chão para ele. E precisava fazer uma fogueira, apesar de não saber nada sobre a construção de uma. Pelo menos encontraria água naquele rio que haviam atravessado! Só precisava tomar cuidado com os nativos.
Kagome saiu com cuidado, cuidando de tampar bem a abertura da caverna. Passou algum tempo procurando, mas conseguiu apenas alguns tocos de lenha. Voltou e despejou tudo no chão, reclamando mentalmente do peso absurdo. Mas, quando se virou para o fundo da caverna, que ainda não tivera tempo de examinar, levou um susto.
Era como se alguém tivesse tentado montar abrigo ali. Em um canto, uma cama de palha podia ser vista. Pelo menos poderia colocar InuYasha em algum lugar que não fosse o chão! Arrastou o capitão até lá e o deitou, virando-se para analisar melhor o que havia ali.
Um entulho de coisas inúteis, ela logo percebeu. Encontrou alguns utensílios cavados feitos de madeira e casca de côco e os tirou. Aquilo sim, poderia usar! Quando mexeu nos itens, um pedaço de papel amarelado caiu.
Pegou-o e logo viu que era uma foto mostrando uma família sorridente: O pai, a esposa e um bebê de não mais que um ano de idade. Aquilo a fazia se perguntar o que acontecera com as pessoas que largaram aquelas coisas ali. Teriam sido náufragos? Ido embora? Sido... Capturados? Com aquele pensamento, engoliu em seco. O que quer que fosse, esperava não ter a mesma sina que eles. Dera sorte em achar aquelas coisas, mas não era bom brincar com o destino.
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Em uma tarde quente no Caribe, sob um sol radiante e um céu azulzinho, dois navios estavam perfeitamente emparelhados na borda de uma ilha deserta e suas tripulações preparavam a partida.
No convés da embarcação denominada Tessaiga, um moreno apontava uma direção precisa no alto-mar enquanto um homem de cabelos prateados e uma moça de madeixas castanhas observavam com atenção.
"Eu tenho certeza, Sesshoumaru. Eles tomaram aquela rota." Ele afirmou e o capitão ao seu lado tirou uma bússola, vendo que aquele lado era o norte. Em seguida tirou um mapa, ajoelhando-se para apoiar o papel no chão.
"Naquela direção só há ilhas desertas. Por que o Naraku levaria meu irmão e a sacerdotisa para aquele lado?" Ele perguntou mais para si mesmo do que para o outro, que se abaixou para analisar o mapa.
"Talvez ele quisesse abandoná-los em uma ilha. Você sabe, essa não é uma prática muito incomum." Lembrou.
"Miroku, você mais do que ninguém conhece a habilidade de InuYasha para escapar de situações apertadas. Naraku com certeza saberia que largá-lo em uma ilha deserta não o mataria." Sesshoumaru retrucou, fazendo Miroku parar para pensar.
"Então deve haver algo mais. Algo que ele soubesse que não podia falhar." Miroku respondeu, esfregando o queixo. Rin apenas observava com preocupação nos olhos. Mesmo que soubesse o que dizer naquele momento, não sabia se sua voz funcionaria.
Sesshoumaru começou a refletir, ainda analisando o mapa. Naquela área cheia de ilhas desertas, havia os dizeres: Rotas usadas por tribos caribenhas. Nativos... Se forem nativos realmente, InuYasha não está em uma situação muito boa agora. Ele pensou. E sabia que, em uma certa fase da lua, a tribo mais perigosa da região visitava uma Ilha daquelas. "A ilha com dezenas de cavernas" era conhecida pelos piratas que freqüentavam o Caribe.
"Miroku, qual fase da lua estamos?" Perguntou, praguejando quando o outro respondeu que estavam na lua nova. "Droga. Temos que agir rápido. Naraku deve tê-los largado à mercê de uma tribo de nativos." Olhou novamente para o mapa e apontou uma ilha. "Sendo lua nova, eles devem estar na Ilha das Cavernas."
"E o que há de tão errado com essa tribo, Sesshoumaru?" Perguntou Rin, que até agora ficara calada.
"Essa é uma tribo de canibais." Rin colocou a mão na boca, aterrorizada. Sua irmãzinha estava nas mãos de canibais? Naquele momento, foi como se não houvesse mais ar para respirar.
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Depois de incontáveis tentativas, Kagome finalmente conseguiu montar uma fogueira decente. Chegou na abertura da caverna e olhou para o céu, notando que já escurecia. Era bom buscar água enquanto ainda havia claridade. Assim, pegou o maior côco que encontrou e seguiu na direção daquele mesmo rio que haviam atravessado.
Tomando o cuidado de não ficar muito exposta, Kagome coletou a água e voltou para a caverna rapidamente. Para a sua sorte, não encontrara nenhum nativo no caminho.
Ao chegar, sentou-se ao lado do capitão. Ele suava frio e parecia estar tendo um pesadelo, pois não parava de se debater. Quem diria... O poderoso capitão InuYasha, tão frágil. Ela não pôde deixar de pensar enquanto rasgava a barra da saia e molhava o trapo, passando no rosto dele.
Sussurrou palavras reconfortantes para o rapaz febril, acariciando sua testa com o pano molhado. Não demorou muito para o capitão se acalmar, passando a dormir como uma criança, apesar de ainda estar suando muito.
E se ele morrer? Kagome pensou, começando a se desesperar. Não, isso não vai acontecer! Eu vou cuidar dele... Ele vai ficar bem! Concluiu por fim, determinada. InuYasha a protegia sempre e era a sua chance de retribuir o favor.
E assim o resto da noite passou, a jovem donzela cuidando do vulnerável capitão, até que ela não agüentou mais e adormeceu sobre o peito dele, ainda segurando o pano molhado.
E foi assim que InuYasha a encontrou no dia seguinte, quando acordou. A febre já passara, com a exceção de alguns resquícios de delírio. O próprio capitão achou que estava sonhando quando viu a moça deitada sobre si, mas ao correr um dedo pelo rosto dela e acariciar seus cabelos, viu que aquilo era real. Nenhum sonho poderia copiar com perfeição a maciez da pele de Kagome ou seus fios negros sedosos.
Um pano úmido estava fortemente preso na mão dela, fazendo InuYasha se perguntar se ela cuidara dele a noite inteira. Mas se fosse para dormir em cima dele, quem disse que o capitão se importava?
A carícia acordou a ninfa adormecida. Confusos olhos azuis abriram-se lentamente e ela piscou duas vezes, a vista embaçada. Quando viu um par de olhos dourados fitando-a, lembrou-se da noite anterior. Levantou-se em um pulo com um sorriso aliviado.
"InuYasha!" Exclamou, abraçando-o pelo pescoço. "Você está bem! Fiquei com medo que morresse." Ele riu, mas não foi uma risada sarcástica ou debochada. Na verdade, fora uma das poucas risadas genuínas que ela escutara dele.
"Se você continuar me abraçando assim, acho que vou morrer por falta de ar. Mas vai ser uma morte muito feliz, então não tem problema." Agora o sorriso dele era malicioso.
Ela o soltou, com as bochechas coradas, censurando-se mentalmente por ter se empolgado demais.
"Pelo menos você está melhor agora." Ela comentou, ajoelhada ao lado da cama de palha e torcendo o pano no colo, o olhar baixo.
"Acho que o crédito disso é todo seu." A voz suave dele a fez levantar os olhos, surpresa. Seria aquilo um agradecimento ao estilo InuYasha? "Cuidou de mim a noite inteira, não foi? Pelo menos não é completamente inútil."
Indignada, já ia brigar com o capitão, mas deteve-se ao ver o brilho divertido nos olhos dele. Estava gozando dela!
"Eu posso ser uma donzela mimada, capitão, mas isso não significa que sou imprestável. Se eu fosse tão ruim quanto você acredita que sou, já estaria morto, não acha?" Ela falou, mas isso só o fez rir mais ainda. Ahhh, o nervo desse homem! Pensou, furiosa.
"Não estou zombando de você, mulher. Não precisa ficar na defensiva." Ele garantiu, mas não foi muito convincente na opinião dela. Ia responder quando, em um movimento ágil, o homem puxou seu braço, praticamente jogando-a por cima dele.
Boquiaberta, não pôde fazer nada enquanto ele se sentava, levando-a junto. Agora ela estava sentada no colo do capitão, de frente para ele. Não uma posição muito boa para uma moça solteira e um homem sem camisa com péssimas intenções.
Arregalou os orbes azuis quando ele acariciou sua face e então os fechou, movendo o rosto para mais perto da mão dele. Inconscientemente, aproximou o corpo do dele, deixando-o capturar seus lábios em um beijo.
Kagome não sabia o que a fizera permitir o contato íntimo. Talvez fosse o desespero de quase perdê-lo na noite anterior. Talvez fosse a perspectiva de nem saírem daquela ilha vivos. Talvez fosse simples e pura atração. Só sabia que, depois que se entregara ao beijo, não compreendia mais nada.
InuYasha obviamente colocaria a culpa de suas atitudes bruscas em seu estado febril e delirante. Mas, naquele momento, não queria realmente pensar nas conseqüências. Só queria pensar em aproveitar a sua chance com a linda donzela sentada em seu colo e beijando-o espontaneamente, muito disposta a aceitar suas carícias.
Era impossível saber quem beijava com mais ferocidade. InuYasha corria as mãos pelas costas da garota, enquanto ela acariciava seu peito forte nu. Kagome não queria se derreter assim, mas não estava pensando direito e, mesmo que estivesse, não sabia se conseguiria resistir aos charmes do capitão.
A mão de InuYasha invadiu a parte de baixo do vestido e passeou pela coxa de Kagome, deixando a garota arrepiada. Separou seus lábios brevemente para suspirar ao contato da mão quente, beijando-o novamente em seguida.
Na opinião de InuYasha, Kagome era boa demais para uma garota inexperiente. O jeito que ela o beijava e o tocava incendiava seu corpo, fazendo-o querer mais e mais.
O capitão deixou os lábios dela para descer os seus próprios pelo pescoço macio, beijando até chegar ao ombro desnudo. Kagome gemeu baixinho, satisfeita com a atenção.
Logo ele começou a desfazer os laços do vestido tipo corpete sem tirar os lábios do ombro da moça. Com mãos hábeis, não demorou muito para conseguir seu objetivo. A agilidade com que soltara o vestido fez Kagome pensar, com ciúmes, a extensão da experiência do capitão. Mas logo esses pensamentos deixaram sua mente quando ele desceu o vestido para revelar mais da pele sedosa dela.
A pele dela tinha gosto de morangos, InuYasha logo percebeu. Essa nova descoberta apenas aumentou seu desejo e sua determinação de tirar o resto do vestido.
Kagome segurou o vestido com força, como se acordasse de um sonho. A partir daquele ponto, tudo era um mundo novo para ela. Sentia-se assustada, tímida e desconfiada. Estava cometendo o pior dos pecados, não estava? Mas como podia algo tão bom ser pecado?
InuYasha estranhou quando ela parou e fechou a roupa com as mãos. Mas, ao ver o medo nos olhos dela, entendeu o que acontecera.
"InuYasha..." Ela começou com a voz trêmula, mas foi interrompida.
"Shhh... Eu sei que está insegura, mas saiba que eu serei gentil com você. Você gosta do meu toque, não gosta?" Ele acariciou o ombro dela e desceu a mão pelos braços, delicadamente fazendo-a soltar o vestido. Ela suspirou tremulamente. "Então não resista."
Aquelas palavras a acalmaram. Soltou o vestido por completo, deixando-o descê-lo até a sua cintura. Quando ele parou para apreciar o que acabara de descobrir, ela corou levemente. InuYasha, ao perceber isso, riu um pouco.
"Você fica uma graça corada." Ele brincou, passando o dedo levemente no colo dela. "Tenho a impressão de que, ao final, você vai parecer um pimentão."
Com um gemido, ela logo esqueceu a zombaria. InuYasha começara a beijar-lhe o colo, fazendo-a se mexer sobre ele. InuYasha gemeu quando a perna dela esbarrou na prova de seu desejo já enrijecido, mas não deixou os seios dela. Kagome corou mais ainda, sem saber exatamente o que fizera.
Logo não sobraram mais roupas entre os corpos. E, quando em um movimento InuYasha os uniu, as mãos segurando firmemente a cintura fina, Kagome sabia que não havia mais volta. Tinha cedido à tentação, cometido o pior dos pecados. Tinha se entregado a um homem que não dera garantias. Tinha se entregado a um pirata. Depois que a dor passou nada mais fazia sentido. E naquele momento, sentindo o maior prazer que já experimentara em toda a sua existência, não se importava nem um pouco com nada.
Adormecida nos braços de um pirata Kagome esqueceu do resto do mundo.
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A escuridão em volta não lhe era estranha. O mórbido silêncio não era incomum. A expectativa sim, era nova, a esperança de quem já experimentou e reconhece os detalhes em comum. Era só esperar e veria a parte importante, a parte inédita...
Sentia seu corpo ser empurrado na escuridão por uma força que não pôde identificar. Mas deixou-se levar, sabendo o que apareceria logo. Era só esperar...
Deparou-se com um espelho enorme, perdido na escuridão, flutuando no vazio. Olhou para seu reflexo. Seu corpo brilhava, um brilho estranho. Atrás dela, apenas escuridão. Escuridão...
Fora a escuridão que a empurrara, ela diria. Empurrou-a para dentro do espelho, para ser sugada. E sugada ela foi, girando como em um redemoinho. Não era aquilo que devia acontecer, era? Não deveria encontrar a luz? Onde estava a luz?
Parou de girar bruscamente, abrindo os olhos que nem notara ter fechado. Olhando em volta, viu que estava parada em uma praia deserta. As ondas batiam com força na areia e o sol brilhava imponente no céu. Mas não teve tempo para apreciar a vista, pois uma forma caminhava em sua direção. Parecia uma criança de pele escura e, quando chegou mais perto, ela pôde ver os olhos negros brilhando inocentemente.
Sua vestimenta era simplesmente composta de uma túnica alaranjada presa em um ombro. Com pés descalços, aproximou-se da jovem e segurou a sua mão, puxando-a por um caminho que ela desconhecia. Talvez fosse agora. Seria essa sua pista?
A criança parou não muito longe e virou-se com um sorriso. Olhando em volta para o óbvio cemitério, um calafrio percorreu a espinha dela. Em um túmulo pôde ver o tradicional símbolo dos piratas, um crânio e duas tíbias cruzadas atrás dele. Palavras em uma língua que não conhecia adornavam o bloco de pedra, mas ela sabia exatamente o que estava escrito ali.
Virou-se para a criança que continuava sorrindo. O pequeno chegou perto dela e sussurrou em um idioma desconhecido, mas em sua ilusão as palavras eram claras como água. "Sem fronteiras." Sem fronteiras... Sem fronteiras... O que significaria?
A criança apontou para trás dela, que se virou. Ali estava ele novamente. O homem das barbas prateadas, do sorriso misterioso. O homem da postura imponente, da força divina. Lendo-lhe os olhos, ela entendeu o que o ele quis dizer: "Acabou."
Virou de volta para a criança, mas esta havia sumido. Levantou o olhar para o homem, mas ele também não estava mais ali. E, de repente, tudo ficou escuro. Sentia a água tomá-la mais uma vez... Cobri-la, dominá-la, sufocá-la. Ia mergulhando, penetrando as profundezas, se afogando... Sem ar, sem ar...
A última coisa que viu foi uma luz distante que a chamava e reconfortava, antes de cair no vazio completo pela segunda vez.
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Para a pessoa que deixou um comentário ridículo e não teve nem a coragem de se identificar (você sabe que estou falando de você):
Vamos começar com o comentário sobre PNA ser "Piratas DO Caribe incrementado". Bom, que eu saiba Piratas do Caribe não é a primeira história de piratas a ser criada. Na verdade ela é baseada em muitas outras histórias diferentes. Nada nesse mundo é original, porque alguém que cria algo, seja escrito, desenhado, esculpido... Essa pessoa foi inspirada por alguma outra coisa. O que diferencia é a forma que eu conto não ser a mesma forma que o diretor de Piratas do Caribe conta, por exemplo. E que eu saiba, não há uma jóia que concede um desejo, foi dividida ao meio por um poderoso deus grego e espalhada pelos sete mares no filme. Não há duas sacerdotisas que foram gêmeas em uma vida passada e compartilham visões. Deve ser porque EU criei essa lenda. Então pare e reflita antes de dizer que alguma coisa é a outra incrementada. Você não tem base para afirmar isso.
Segundo... Eu não tenho consideração com os leitores? Se eu não tivesse consideração, postaria uma vez por ano. É por causa dos leitores que eu me esforço para CONSEGUIR postar, ao menos. Você acha que eu sou o quê? Desocupada? Escritora profissional? Robô? Deixa eu te dizer, eu não sou não. Minha vida vai além do que eu escrevo. Eu estudo, eu tenho atividades extras, eu sou de carne e osso e mereço um descanso... Eu escrevo quando posso. E quando tenho inspiração, claro. As tais pessoas que você conhece que escrevem melhor e se dedicam mais do que eu devem saber disso, porque só entende a dificuldade de criar alguma coisa quem já tentou. Logo vejo que você NÃO escreve. (Inclusive pelos erros de ortografia... Vê se arruma umas aulinhas de português, criatura!) Pense nisso antes de me chamar de preguiçosa. Eu tenho mais o que fazer do que ficar 24h por dia escrevendo e escrevendo... (pra receber uns comentários assim depois, ainda por cima...) Se você é uma desocupada que só sabe reclamar da vida e dos outros, eu tenho PENA de você. Patético. Eu não sou assim, obrigada.
Se você não achou a fic boa, NÃO leia. Mas não venha me chamar de arrogante. Você nem me conhece para me julgar assim. (Ou talvez conheça e ache que é melhor me criticar anonimamente... Patético.). Eu sou orgulhosa SIM. Se você não tem orgulho das coisas que faz, sinto muito por você. Já deve estar no fundo do poço se precisa deixar comentários grosseiros para os outros para se sentir melhor. Eu não acredito que te pediram pra ler simplesmente pra escrever uma review me "criticando" (a palavra certa seria "esculachando".), acho que a intenção de me atacar foi puramente sua. Não jogue a culpa em cima dos outros.
Você tentou me "descrever" e falhou, devo dizer... Eu tenho algumas palavrinhas super simpáticas para te descrever também (inclusive uma bem verdinha), mas por respeito aos leitores que estão vendo isso e a mim mesma, eu vou deixá-la apenas imaginando esses apelidos carinhosos.
Lendo seu comentário, eu tenho uma última conclusão: Eu desprezo pessoas como você. Sua ignorância me faz rir.
Para os demais, espero que tenham gostado capítulo! Como viram, eu postei mais rápido desta vez. Me apaixonei pelo anime Naruto, é verdade (e até escrevi one-shot desse anime), mas isso não significa que vou abandonar InuYasha ou PNA. Como podem ver, isso só descansou a minha cabeça e me deu mais inspiração. Então devemos todos agradecer ao lindo, gostoso, maravilhoso Sasuke-kun por isso. XDD (meu quarto marido, tirem os olhos! XD) E espero que tenham gostado do lime, eu tentei ao máximo não ser vulgar. - E como está em negrito, não tem desculpa! Quem não quer, não lê. u.u
Agradecendo às reviews: Lou Lou (primeira de novo. XDD E sim, elas são sortudas apesar de tudo. u.u), Sra. Kouga (esse é o máximo de hentai que vai ter... XD E acho que vai ter mais ou menos uns 20 capítulos, ponha ou tire alguns... Vai depender do meu poder de enrolação. XD), Jaqueline, Dessa-chan, mk-chan160 (sim, essa parte eu me baseei no filme), Meg Turner (Olá! Respondendo as suas perguntas: Acredito que não vai ter Kouga e Ayame não. XD Sorry. Se o Houjo ou as amigas da Kagome aparecerem, vai ser bem discreto, porque eles não têm muita utilidade aqui. P E eu não assisti esse filme, mas com certeza vou alugar se você diz que é tão bom! Obrigada pela dica e pela review. ), Nila-chan, Jenny-Ci (cunhada, my dear. - E deve ser porque a primeira parte eu escrevi depois e coloquei aí. XDDD Mas eu tenho uma surpresinha pra Kagome... Você já sabe né? Esse não vai ser o final feliz ainda... XD Beijos pra você e pro cunhado. P), Framboesa (Mais ação que isso? XDDD Hehe. Te adoro. XD), Lanah (o InuYasha é super possessivo e superprotetor... Eu que o diga. ), Tami-hime (fico feliz que tenha mudado de idéia. ---- Espero que esteja gostando. Beijos.), Mah (eu vi Piratas do Caribe, sim. XD Adorei o filme. - E a Kikyou pode ser um bloco de gelo, mas saco de pancadas ela não é. XDD Vamos dar a ela um pouco de... qual a palavra mesmo? Oh sim! PERSONALIDADE! XDD Beijos), Anny (obrigada pelo apoio. -), Cla-chan, Tici-chan (presente \o/ XD), Athena The Fighter, Sango-Web (obrigada. Eu me senti tocada quando vi que algumas pessoas estavam do meu lado e isso me fez querer responder à altura o comentário grosseiro daquela criatura. Obrigada pelo apoio.),Krolzinha, Coala (fofa. aperta adorei te conhecer, viu? XD) Artis (se eu sou um pequeno prodígio, você é um grande prodígio. XDD Eu me sinto honrada por você ouvir meu blah blah blah, viu? Te amo \o/ E amo os seus dragões também. XD Mesmo se eles tiverem vontade de fazer churrasquinho de mim quando eu abraçá-los, apertá-los e deixá-los em pedacinhos. XD), Hyuri Higurashi Black (seu comentário me deixou extremamente lisonjeada. XD Se você levou puxão de orelha porque dormiu na aula naquele dia, pode pôr a culpa em mim. XDDD Fico feliz que tenha gostado e te achei muito simpática! Se tiver MSN, me adiciona: bellabechara hotmail . com ), Marin de Noir (que bom que a vontade de me matar passou. XDD Os pais da Kagome são adoráveis, né? XD), Lua (quando eu dominar melhor as técnicas de clonagem e construção de seres humanos eu faço um pra você, viu? xDDD), Lika-chan (\o/ \o/ \o/ \o/ Cuidado com a Naru, cuidado \o/ Até parece que você não sabia o que tinha na ilha. u.u XD), Palas Lis (u.ú FFNet rebelde. XDD Mas obrigada pela intenção. XD), Dm Tayashi (XDDD Fofa. XDDD u.u Se eu não falasse, né? XD), Wendy Kitsune ( XD Desculpa Wendy, mas provavelmente não vai ter SangoMiroku aqui. Ia ser enrolação da grossa e completo desvio da história. XD E a Ayame, ainda não sei. Pelo que planejei até agora, não acho que ela entre. - Beijos.). ARIGATOU a todas.
Agradecimentos especiais:
Mama CaHh, Lika, Mila, Coala, Artis e Anna por terem me ajudado a organizar as idéias e escrever esse capítulo. Devo tudo a vocês. XDD entrega biscoitos
Coala e Tici-chan pela revisão! XD Não seria nada sem a ajuda de vocês duas. XD mais biscoitos XD Coala recebeu duas vezes o.o Não pode roubar dos outros Ò.ó
Beijos a todos,
Bella
