Naruto não é meu, agradeçam por ser assim o/

Itálico - pensamentos

AVISO - Me desculpem se aparecer alguma Mariana ou Marina ao invés de Ino, a história original que fiz tinha esses nomes.


Ela ainda estava contemplando as estrelas e pensando na vida quando sentiu um vento mais forte em seu rosto.

Ele era mais gelado, mais frio, mais...só.

"Bah...que não seja um sinal do meu futuro Kami Sama, por favor." Pensou.

-Veja. – ela ouviu. Ela ouviu uma voz atrás de si.

Poderia negar a quantas pessoas fossem preciso que não queria ouvir aquela voz.

Poderia conversar até com uma pedra pra afirmar isso.

Ela queria afirmar isso. Queria afirmar que não queria vê-lo, ouvi-lo, senti-lo.

Mas algo dentro de si clamava pelo calor do corpo de Gaara.

Ino não se virou o fez algo parecido, somente permaneceu na beirada do parapeito do terraço.

-O momento mais escuro da noite é antes do amanhecer.- ele concluiu com as mãos no bolso.

Os dois, por mais que não quisessem se encontrar, pareciam já terem marcado um encontro antes de nascerem. Todos os dias.

Todos os dias se viam, todos os dias brigavam, se olhavam.

Ino talvez já se acostumara a tudo isso, e talvez seria mais difícil ainda não ter a presença dele, diariamente.

-Não vai falar nada? – ele permanecia na frente da porta fechada, que ia para o terraço.

Eram os dois e a noite. Os dois e o vento. Os dois, a lua e suas estrelas. Somente os dois e o resto do mundo.

Ino estava de braços cruzados, sua calça larga balançava fortemente contra o vento.

Ela se virou e pôs a ir embora.

Gaara olhou aquele gesto totalmente assustado.

Não pensou nada, somente não entendia?

Ino estava dando as costas para Gaara como se ele simplesmente não estivesse lá.

-Ino? – ele falou com ela, que passava por ele sem dar o mínimo de atenção.

Ela passou por ele e tentou abrir a porta.

-Não! – ele gritou com ela.

Gaara arrancou em sua frente e fechou a porta num soco de mão aberta.

Ino estalou seus olhos, eles não tinham mais o mesmo brilho.

Ela fitava o chão como se não conseguisse olhar Gaara, o que de fato acontecia.

-Por favor – ela suplicou coma voz chorosa.

-Não! Eu... Eu pensei que estava tudo bem Ino! – ele disse, afrouxando um pouco a força que depositava na porta.

Ela se começou a andar na direção oposta, de volta ao parapeito do terraço, parando um pouco antes.

-Por favor, Gaara, eu tenho meus motivos, me deixa ir. – ela segurava o choro.

-Não! – ele começou a andar atrás dela, parando a poucos passos. – A gente se deu tão bem hoje, pensei que te valesse algo. – sua voz era de... dúvida com acidez

-E vale, mas eu preciso ir – ela se virou, finalmente olhando nos olhos verdes de Gaara– Eu juro que te explico depois, eu – ela parou para respirar mais forte – preciso de... – ela caminhou sua mão até o encontro da mão de Gaara. – Tempo.

Gaara retirou a mão bruscamente.

Seu olhar parecia frio, quieto, querendo achar um ponto mais alto que não fosse Ino em sua frente.

Aquele ato realmente doeu para Ino, como se ele lhe desse um tapa no rosto

Mas nem aquilo doeria mais.

Aquilo enfezou Ino.

-Olha. – ela o fez olhar para seu olhar altivo – Se você tem certeza do que sente ou do que deixa de sentir, é problema seu. Mas o que eu sinto por voce Gaara, eu não sei o que é. Mas infelizmente isso interfere na sua vida.

Ele desviou o olhar dela, o perdendo em outros lugares quaisquer .

-OLHA BEM PRA MIM – ela gritou do nada fazendo com que ele olhasse pra ela. Mas não tanto que a velhinha estranha que dormia na sacada pudesse ouvir. – Consegue entender isso? Isso interfere na minha vida – e apontou pra si – e interfere na sua! – e o empurrou com o indicador.

Ino queria gritar para que ele ouvisse, queria estourar os tímpanos de Done.

Queria que seus ouvidos sangrassem e metade da cartilagem derrete-se, se fosse possível.

-Idiota. – ela se virou, passando por ele.

-Você – ele a puxou pelo braço, ficando rosto a rosto. Disputa de grandes. – é uma tola.

Algumas lágrimas teimavam em sair. Ino sempre chorava em broncas.

-Tola? – ela disse baixinho, com desprezo.

-Sim, uma tola. – ele pisoteou as palavras. – Você é uma tremenda loira idiota! UMA LOIRA DESGRAÇADA. – ele gritou com ela, sem a olhar, lado a lado, impedindo que ela se desvencilhasse de seus braços

O olhar de Ino, pela primeira vez lhe deu medo, mesmo que não o fitasse.

Ino nunca fora de levar desaforo pra casa. Muito menos sermão de homem.

Ela dizia que se algum homem tocasse com violência em seu corpo, veria até sofá voando pra cima de suas cabeças.

Mas algo, além do olhar de Gaara, dizia pra ela ficar ali, e esperar mais um pouco.

-Uma loira desgraçada – ele repetiu – que não entende, que eu não vou deixar você se afastar. - sua voz era calma.

Ela se sentiu uma tola. Como Gaara disse.

Ela estava amando aquele "me pega de jeito" que Gaara fizera nela, agarrando-lhe o braço.

E estava ainda mais amando aquele contado visual e carnal. Ou quase carnal.

Os instintos de Ino não negavam, faltava uma parede ali pra ela tacar Gaara nela.

Uma parede era tudo que precisava, mas tinha uma porta. Só que estava longe demais.

Mas tinha um chão ali..

"Ino, se aquiete... Se faça de difícil, você prometeu não ser mais assim".

Ele soltou mais um pouco os braços de Ino, mudando as mãos que seguravam punhos, para enlaçarem sua cintura, fazendo a ficar frente a frente.

Ele a trouxe mais pra perto, ainda a fitando.

-Boba. – ele encostou a testa na de Ino, percebeu que estava gelada. Devia ser o frio, porque morta ela ainda não estava. – Você não é tola, mas age como tal. -

Ela não podia com aquilo.

Não podia com os braços de Gaara lhe prendendo a cintura, tez com tez.

Ela podia sentir o cheiro da pele de Gaara, subindo por suas narinas.

Podia sentir o olhar firme e não menos sombrio que carregava.

Podia sentir arrepios com a respiração, a aproximação.

Podia sentir tudo e o que mais quisesse.

Gaara, digamos, era um tremendo idiota. Pelo menos na concepção de Ino.

Afinal, quem ele pensava que era pra despertar esses sentimentos mais carnais e intocados em seu corpo, mente e coração?

Ino fitou os lábios finos de Gaara, fitou seus olhos verdes. Ficou nesse ziguezague uns instantes.

Não sabia se o fitava olho a olho, ou se...

Ou se?

Não existe "se" para Ino.

Ela se apoiou nos ombros de Gaara, como se quisesse levantar. Seu um impulso mais fraco.

Os lábios de Gaara eram quentes e tinham gosto de vodka, como imaginava.

Ela somente selou os seus, aos dele.

Quando Gaara estava abrindo os lábios, pensando em subir as mãos pelas costas... Aprofundar o beijo... Ino deu um impulso para trás e estapeou a face de Gaara.

Saiu rapidamente de perto dele, com um sorriso sarcástico no rosto.

E como a mais simpática das atendentes de telefone, disse:

-Gaara, esse selinho foi de agradecimento, você realmente desperta os melhores, maiores e piores instintos em mim. Eu falo sério, desde a vontade de te tacar na parede, até querer te tacar dessa sacada. E esse tapa foi pelo Desgraçada e pelo fato de eu querer muito, que você aprendesse a voar. Aí meu trabalho de te tacar do terraço seria mais fácil e eu teria ficha limpa na polícia.

Gaara passava a mão pelas marcas dos dedos de Ino.

Ela tinha uma mão delicada e pesada, ele pensou

"Que... temperamento", ele pensava, ainda estático.

Ela já estava abrindo a porta, praticamente saindo.

-Hey, - ela sorriu – vai ter tipo uma reunião de amigos depois de amanhã, convida aquele seu amigo psicótico e paranóico da Hinata e mais alguém pra Tenten, passo na tua casa pra confirmar. – e piscou.

Gaara ficou lá, absorvendo todas as palavras e tentando achar vida em seu maxilar.

Ino fechou a porta, e se escorou nela.

-Me desculpe Gaara, mas eu precisava saber se eu posso te amar na mesma proporção que posso te odiar.

A noite foi longa, ponto pra ela.


[continua]

Are are, como estão? desculpe o atraso de 4 dias -.-

Mas tá ai povo do meu coração.

o/