A TORRE DA DERROTA
Capítulo 13 – A Torre da Derrota
Severus levantou os olhos observando atentamente a turma. A maioria ainda parecia perdida com suas explicações como qualquer pateta do primeiro ano. Suspirou olhando mais uma vez para os papeis que tinha em mãos, os papeis da herança Malfoy. Há anos não sentia um peso tão grande no peito, desde a morte de Lily Evans Potter se fosse sincero, e Severus achou que nunca mais se sentiria responsável pela morte de alguém próximo, mas ele se sentia por Lucius Malfoy.
Ele sabia que aconteceria. Todos sabiam e ninguém fez nada. Absolutamente nada. Deixaram o homem lá a espera da morte certa e agora era uma obrigação dele achar o verdadeiro herdeiro, porque Lucius e Narcisa fizeram questão de nomeá-lo tutor de Draco caso algo acontecesse e como Narcisa e Draco estavam desaparecidos cabia a Severus preencher a papelada.
Aquele ano estava sendo desgastante.
Dumbledore parecia um enlouquecido procurando pelos garotos sem encontrar nenhuma pista ou quando encontrava descobria que estava muito atrasado. Severus desconfiava que eles estavam utilizando caminhos trouxas e nenhuma rota definida e isso facilitava para confundir uma mente brilhante e pratica como a do diretor.
Não havia mais nenhuma dúvida para Severus que Draco estava com os grifinórios. Se o garoto tivesse tentado sair do país em busca de Narcisa teria sido detectado. Draco ainda era muito novo para camuflar sua magia e como fazia pouco tempo que havia completado a maioridade possivelmente deveria continuar a ser rastreado por alguns meses ainda.
Se nem Dumbledore ou o Lorde das Trevas possuíam conhecimento sobre o paradeiro do herdeiro Malfoy só sobrava Potter. Ele não fazia idéia do que havia levado um sonserino a se misturar com aquele bando de grifinórios estúpidos, mas desconfiava que talvez Draco tivesse tomado as rédeas de sua própria vida. Suas reais escolhas, e esse pensamento o enchia de orgulho, apesar de ter feito o rapaz se misturar justamente com aquele bando.
Eles estavam crescendo.
Voltou a fechar os olhos e assinar os papeis. Tanta coisa acontecendo além daqueles muros e ele ali trancafiado sem poder realmente ajudar e sem nem ao menos ter certeza de nada. Era irritante. Um forte barulho na sala indicava que mais um estudante descuidado havia explodido um caldeirão.
- Menos dez pontos Sr. Johnson.
Quase sorriu. Era sempre gratificante tirar pontos dos grifinórios, principalmente quando estava com raiva.
OoOoOoO
O lugar era escuro e frio. O pé direito era alto medindo mais de três metros de altura. O lustre ricamente ornamentado estava apagado naquele momento. As paredes outrora brilhantes em tons pastel estavam com aspecto sujo e desgastado. A mesa de jantar de madeira nobre ainda ocupava grande parte do salão, mas estava suja de gosma, vomito e sangue. As cadeiras que compunham o conjunto estavam quebradas pelos cantos do salão. Os vitrais largos estavam cheios de pó mal deixando a fraca luz do luar entrar e aquela era a única iluminação do ambiente.
No canto mais afastado rodeada de corpos caídos ao chão e poças de sangue estava a antiga poltrona do patriarca Malfoy. Era naquela poltrona que Lucius costumava receber seu filho para conversarem ou até mesmo o Ministro da Magia e foi naquela poltrona que seu pai, Abraxas tinha lhe passado todas as histórias sobre os antepassados Malfoy. Era naquele lugar que ele se sentava para planejar o futuro da sua família, porém Lucius Malfoy não estava mais entre os vivos. Ele nem ao menos estava entre os fantasmas que cismavam em continuar ali prolongando sua agonia. Lucius Malfoy estava morto e seu corpo jazia apodrecido em meio aquele salão junto com tantos outros, restos mortais que nem mesmo Nagini tinha se prontificado a devorar devido a fartura que possuía.
A grande cobra estava enroscada nos pés da poltrona negra de encosto alto, forrada com penas de avestruz e enfeitiçada para ser o mais confortável dos assentos. Sentado a essa mesma poltrona estava o homem, que não poderia mais ser considerado assim, já que seu rosto mais parecia uma aberração com suas pupilas vermelhas, sua pele fria e o nariz achatado. Aquele que um dia fora um jovem belo e inteligente não existia mais, no seu lugar existia apenas Voldemort, que se intitulava lorde.
Voldemort possuía dedos longos com unhas afiadas como garras, seus dentes eram podres e alguns de seus servos sussurravam que ele se alimentava dos corpos em decomposição. O cheiro do salão deixava qualquer um enjoado, mas não parecia afeta-lo. Ele tamborilava com suas afiadas unhas a cabeça larga de sua única companheira, Nagini, que descansava em seu colo.
Já fazia quase um ano que tinha perdido o rastro daquele insuportável garoto, Harry Potter. Conseguia senti-lo em sua mente algumas vezes, mas não conseguia pega-lo. Odiava esse jogo irritante de gato e rato. A única coisa que o deixava minimamente despreocupado era o fato que Dumbledore também o estava procurando, o que significava dizer que o menino estava sozinho.
Não tão sozinho.
A imagem do herdeiro Malfoy aparecia na sua mente e Voldemort sabia que o garoto deveria estar junto a Harry Potter e de alguma maneira ganhava importância para o este, mesmo que o ignorante garoto não parecesse perceber. Voldemort não entendia o que aquilo significava, mas considerava uma afronta que o filho de um dos seus Comensais da Morte estivesse por aí junto com seu inimigo declarado.
Lucis Malfoy tinha pago com a vida.
Primeiro Narcisa Malfoy desaparece sem deixar vestígios e depois o filho. O que aquela família pensava? Que ele, Lord Voldemort, iria deixar barato? Que não se vingaria? Que apenas usar a Mansão Malfoy a sua vontade seria suficiente? Eles sentiriam na pele o que era se voltar contra seu lorde. Lucius já tinha sofrido, mesmo com toda aquela pose. Odiava aquela pose Malfoy, como se eles fossem importantes. Ninguém era mais importante do que ele. Iria mostrar a todos eles.
- Belatrix... – chamou com sua voz que mais parecia um chiado.
Um vulto negro se materializou a sua frente, não era possível ver seu rosto por trás da mascara negra, mas Voldemort sabia que era Bellatrix Lestrange, sua mais fiel serva. Ela se curvou em meio ao chão imundo numa profunda reverencia.
- Milorde...
- Eu tenho uma tarefa para você minha cara. – sussurrou chamando-a para se aproximar mais.
Os olhos vermelhos brilharam junto aos negros no salão escuro.
OoOoOoO
O céu estava limpo e escuro, e uma brisa suave agitava o ar. Uma nuvem prateada pairava sobre as montanhas que cercavam ao longe, cujos cumes resplandeciam com a luz prateada da lua, aninhada entre os picos. Riachos corriam montanha abaixo, brotando das frias geleiras e das brilhantes camadas de neve. Uma névoa pesada arrastava-se acima do solo da floresta, quase espessa o bastante para ocultar os seus pés.
Eles estavam sendo levados. Ainda não tinham conseguido identificar seus raptores, mas tinham ordem de seguir em frente. Suas varinhas tinham sido rapidamente retiradas por mãos invisíveis. Harry podia sentir a tensão vinda de todos menos Luna, que ia saltitante a frente do grupo, como se não houvesse ninguém a sua volta.
A medida que entravam no coração do lugar, as árvores eram ainda mais grossas e altas, e também pareciam mais separadas para dar capacidade ao tamanho de seus ramos. Os troncos nus de cor marrom que se elevavam para o teto entrecruzado, difuso e escurecido pelas sombras mediam mais de sessenta metros, mais que qualquer árvore que eles conheciam. Neville arfou maravilhado olhando em volta e até mesmo os olhos de Draco pareciam brilhar com aquilo. Luna saltitou em torno da circunferência de um deles e sorriu dizendo que deveriam medir mais de vinte metros de largura.
- Estas árvores estão entre as mais antigas criaturas viventes no Mundo. – disse uma voz suave que parecia vir de todos os lados – Nós, os elfos, as amamos desde que as vimos pela primeira vez na Floresta das Lamentações, e temos feito o possível para contribuir para seu crescimento. Bem vindos, crianças, as nossas terras.
Elfos?
Harry e Hermione se entreolharam. Draco estancou, assim como Neville, Ron e Ginny. Claro que Harry conhecia os elfos dos contos de fadas trouxas, mas nunca tinha ouvido falar deles no Mundo Mágico. Tentou lembrar-se de alguma aula que os tivesse mencionado, porém não conseguia e pelo olhar de Hermione a garota também estava tentando se lembrar e foi justamente ela que quebrou o frágil silencio:
- Elfos? – disse insegura – Achei que eles tinham partido há séculos atrás.
Uma risada suave foi ouvida a direita fazendo com que eles se virassem.
- A maioria do nosso povo realmente partiu. – uma voz suave continuou agora da esquerda, fazendo-os se virarem mais uma vez – Vamos seguir andando, crianças.
A floresta deveria ser escura, constatou Harry, quanto mais andava mais fechada era o emaranhado de ramos no alto e pelos fungos que se formavam no chão, ele poderia dizer que os raios de sol não chegavam aquele lugar e mesmo assim não era escuro. Não era luminoso como um dia de sol, mas havia luz suficiente para iluminar seus passos. Ele não conseguia entender.
- Fadas luminantes. – sussurrou Hermione ao seu lado e ele levantou o rosto para encará-la.
- São fadas de luz, são elas que estão iluminando o caminho. – concluiu Draco do seu outro lado.
Observou Draco por alguns segundos, o sonserino parecia incomodado e ao mesmo tempo fascinado por tudo. Uma parte de si queria abraçar o rapaz e fazê-lo se sentir bem e desvendar todos os mistérios daqueles olhos tão brilhantes, mas aquele pensamento era ridículo. Ele não deveria pensar em ter o outro em seus braços ou querer confortá-lo e nem nada disso. Sentiu o coração acelerar e olhou para frente se deparando com uma clareira.
Harry se deteve, sobressaltado pela beleza do local. Tudo transmitia a sensação de uma invernal, como se nada tivesse mudado sob as agulhas do teto durante mil anos, nem seria alterada no futuro, o tempo mesmo parecia se rendido a um sonho de que nunca despertaria.
O solo estava repleto de densos grupos de flores. O tesouro fugaz da primavera se amontoava em rosas, jacintos e lírios, como se fossem pilhas de rubis, safiras e opalas. Seus aromas intoxicantes atraiam hordas de borboletas coloridas. A direita, um regato borbulhava depois de uma fileira de roseiras, enquanto um par de esquilos se perseguiam em torno de uma rocha. Era cheio de vida e ao mesmo tempo trazia uma paz absoluta.
A princípio pareceu a Harry como um lugar onde os cervos pudessem deitar para passar a noite, mas ao seguir olhando-o, começou a descobrir atalhos escondidos entre a vegetação e as árvores, uma luz suave e cálida onde normalmente deveria haver sombras castanhas, um estranho padrão na forma dos ramos, ramos grandes e flores, tão sutil que era quase impossível de detectar: indícios de que o que estava vendo não era de todo natural. Pestanejou e a visão mudou de repente, como se lhe tivessem colocado ante os olhos uma lente e todas as formas se tornassem reconhecíveis. Eram caminhos, sim. E flores também. Mas o que havia tomado por bosques de árvores grumosas e retorcidas eram na realidade edifícios que cresciam diretamente nos pinheiros.
Uma árvore tinha a base tão larga que antes de afundar suas raízes no chão, formava uma casa de dois pisos. Os dois pisos eram hexagonais, embora o superior tivesse a metade da largura do inferior, o qual dava a casa um aspecto escalonado. Os tetos e as paredes eram feitos de laminas de madeiras envoltas em torno de seis grossos cavaletes. Os musgos e o líquen amarelo balizavam os beirais e pendiam emoldurando as janelas que davam em ambos os lados. A porta dianteira era uma misteriosa silhueta negra sob um arco cheio de símbolos cinzelados na madeira.
Era uma cidade ou vilarejo, sem nenhuma dúvida eram habitações. Pareciam vazias, mas se eles prestassem atenção poderiam ouvir pequenas risadas infantis, o som suave de uma canção, madeira batendo na madeira, o riacho, sons que indicavam vida.
Todos pareciam assombrados olhando para tudo quando perceberam um movimento.
Havia alguém próximo a eles os observando.
O homem era incrivelmente branco e suave, como se tivesse sido esculpido em osso descorado. Seu rosto parecia eterno, nem velho nem jovem e tão inanimado quanto uma estatua, exceto pelos dois olhos azuis safira brilhantes que examinavam os recém chegados atentamente, como se fossem chamas saindo do crânio.
Ele tinha pouco mais de 1,80m. Cabelos castanhos escuros bem espessos repicados com uma franja fina caindo sobre os olhos, Harry não tinha certeza, mas o tom castanho parecia se alterar e se mesclar e ele se assustou quando atingiu o mesmo tom vermelho de Ron e depois o loiro de Draco. As mechas eram cheias em cima, encurtando até ficarem bem ralas na nuca. Dando um visual rebelde. Seus lábios eram adoráveis, esculpidos com perfeição num tom rosa pálido que se sobressaia na brancura de sua pele, e ele tinha sobrancelhas escuras e arqueadas. Seu nariz era pequeno e harmônico no seu rosto, assim como seu queixo quadrado. Um pequeno piercing adornava sua orelha direita.
- Boa noite! – ele fez uma reverencia e sua voz se confundia com a brisa noturna – Erik a seu dispor. – e sorriu mostrando seus caninos afiados.
Hermione arfou ao seu lado e sussurrou:
- Vampiros?
Erik sorriu e ao seu lado apareceu outro rapaz. Tão branco, belo e alto quanto ele, mas seu cabelo era longo, cor de ferrugem, caindo pelos ombros até o meio das costas. Seus olhos eram como buracos negros. Ambos vestiam túnicas azuladas que cobriam todo o corpo.
- Realmente somos aqueles que originaram a lenda do seu povo, mas não se preocupem, não tomamos sangue. – disse o rapaz num tom suave e cativante.
- Pelo menos não qualquer sangue. – completou Erick e o outro o tocou na mão delicado como um aviso.
- Meu nome é Simmon. – voltou a dizer – E vocês são nossos convidados essa noite.
Era perturbador vê-los tão próximos, eram como gigantes feitos do mesmo marfim, raro e fino, mas esculpidos por mãos diferentes. Ambos estavam com os cabelos voando, levados pelo vento.
Harry não sabia o que fazer, mas como tinham chego até ali deveriam continuar. Seguiram os dois elfos ou vampiros, ele ainda estava confuso em como denominá-los, por uma trilha de flores se deparando numa grande árvore, o tronco parecia retorcido formando uma escada que levava para cima, onde mais troncos formavam o que parecia uma sacada. Ele não teve duvidas ao constatar que aquilo era uma casa.
- Sentem-se. – disse Erick se sentando no chão coberto de flores e folhas ao chegar ao andar de cima.
Era como uma grande sala, não havia moveis, ou algo que eles identificassem como isso, ramos de trepadeiras pareciam criar cortinas separando alguns ambientes, mas o maior era onde eles estavam, o centro de onde podiam ver toda a Floresta das Lamentações.
Luna foi a primeira a se sentar com uma expressão sonhadora, Ginny e Neville pareciam não querer contrariá-los, Hermione ainda olhava para os lados um pouco desconfiada e Draco tinha um brilho estranho nos olhos, mas Harry não o repeliu quando o mesmo sentou ao seu lado e segurou sua mão firme entre eles.
Simmon surgiu com uma travessa de prata, com entalhes de runas que Hermione e Draco tentavam sem sucesso traduzir, contendo frutas dos mais variados tipos e uma jarra de água cristalina.
- São runas élficas. – disse Luna observando Hermione – Não aprendemos isso na escola.
- Não... – concordou Draco apertando ainda mais a mão de Harry – É uma língua considerada perdida.
- Ela está tão viva quanto eu ou você meu rapaz. – disse Erick pegando uma maça da travessa posta no meio deles.
- Como você conhece essas runas? – perguntou Simmon para Luna com uma expressão curiosa.
Luna sorriu, mas apenas balançou os ombros pegando também uma das frutas da travessa.
- Que lugar é esse? – perguntou Hermione que estava sentada dura como uma pedra.
- Acho que vocês sabem... – riu Erick.
- A Floresta das Lamentações. – concluiu Simmon – Não é um lugar freqüentado por bruxos.
- Onde estão nossas varinhas? – perguntou Ginny sendo abraçada por Neville.
- Aqueles pedaços de madeira? – indagou Simmon – Estão aqui. – disse colocando-os ao lado da travessa e cada um deles correu para pegar sua varinha.
Erick os olhava curioso.
- No meu tempo bruxos não usavam esses gravetos. – comentou.
- Realmente. – concordou Simmon acariciando a mão do outro.
- O que vocês querem? – perguntou Hermione segurando firmemente a varinha em seu colo.
Erick riu, um som gostoso que passava por eles.
Sommin piscou os olhos parecendo atordoado.
- Acho que essa é a nossa frase criança.
Erick tocou o ombro do outro e se virou para Hermione.
- Vocês invadem nossas terras e perguntam o que nós queremos?
Havia um brilho entre perigo e divertimento faiscando nos olhos azuis.
Hermione corou e abaixou a cabeça.
- Estamos procurando um lugar. – disse Harry e sentiu Draco se encolher atrás de si quando os dois elfos se viraram para lhe encarar.
- Que lugar? – perguntou Simmon calmamente, mas Harry percebeu que Erick parecia analisar Draco atentamente e de uma maneira inconsciente se ergueu tirando o sonserino completamente da visão do outro. Erick piscou, mas sorriu sussurrando algo no ouvido de Simmon.
Simmon concordou acariciando os cabelos agora esverdeados de Erick.
Harry parecia ter perdido o raciocínio ao sentir a respiração quente de Draco nas suas costas, o calor do corpo do outro garoto tão próximo, poderia jurar que ele tremia levemente e mais uma vez teve que segurar sua vontade de segurar o rapaz em seus braços e dizer que tudo ficaria bem. Engoliu em seco e se manteve firme. A mão do outro ainda seguramente na sua, apertou-a passando confiança.
- Estamos procurando a Torre da Derrota. – disse sério.
Um grande sorriso apareceu no rosto pálido de Simmon enquanto seus olhos se erguiam para fora através das colinas.
- Então vieram ao lugar certo.
Quando seguiram o olhar dele arfaram. Bela como um dia ensolarado e brilhante como a lua. Uma torre se erguia majestosa em meio aquele lugar. Parecia uma visão que estremecia diante seus olhos como se estivesse ali e ao mesmo tempo não estivesse. Não havia nenhuma dúvida, aquela era a Torre da Derrota.
OoOoOoO
Nota da Autora:
Olá! Esse capítulo deveria ter saído semana passada, mas fiquei com preguiça de revisar, não foi bem preguiça na verdade, foi mais porque seria corrido e eu queria colocar mais coisa nesse capítulo, mas vocês acham que a história atende aos meus pedidos? NÃO! Nada disso! Resultado: A fic ganhou mais um capítulo que não estava previsto: Portais da Alma! ¬¬
Beijinhos...
