Meninas meninas me desculpem mesmo pela demora... tava dificil pra postar essa fic aqui... mas eu consegui gente e espero que vcs gostem.

Ia Kariin e Tehru obrigada pelos comentários, sabem que eu adoro saber se vcs estão gostando neh.....

bjus

Capitulo 14

Quando a consciência quis devolver Harry para o mundo real, esse se negou. Era bom onde ele estava, tão escondido de todos. Era quente e confortável. Tinha até mesmo um cheiro bom. Parecia ovos e bacon misturados com um cheiro de ervas doces que impregnava seu corpo.

Ele arriscou abrir os olhos, se fosse mentira era só fechá-los novamente e se fosse verdade ele poderia viver aquele sonho.

Estava escuro naquele lugar. Harry estendeu a mão pegando o cobertor e o puxando para baixo. Suas bochechas quentes arderam com o vento gelado vindo de uma janela que não estava ali.

- Eu a coloque ai – Disse Snape respondendo a pergunta muda do menino – Ao contrário do que todos pensam eu não gosto de lugares abafados.

Harry se ergueu da cama ao se dar conta de onde estava, mas se arrependeu quando uma pontada forte em seu abdômen o atingiu espalhando-se pelo seu corpo o levando ao chão.

- Por que fez isso? Não deve se levantar – Ralhou Snape o colocando de volta na cama e o cobrindo

- Desculpe senhor.

O tom de voz do menino não era de arrependimento, era de medo, medo de ter feito algo errado, medo de vê-lo aborrecido.

- Diga-me, onde dói?

- Não está doendo professor, estou bem.

- Potter, você não está bem.

- Estou sim. Preciso saber o que combinou com meu tio. O que quer que eu faça? De que maneira devo satisfazê-lo?

" Então se trata disso o olhar dele" Pensou Snape entendendo finalmente o medo nos olhos dele, a vergonha e a humilhação. Ele era um submisso, só via as pessoas para satisfazê-los.

Percebeu quando ele se levantou mais devagar e se ajoelhou na sua frente passando a mão pelas suas coxas encontrando o feixe do cinto e o abrindo. As lágrimas enchiam seus olhos cor de esmeralda, mas não caiam, ele fazia força para não derrubá-las, não podia, provavelmente era espancado por cada lágrima.

As pequeninas mãos desceram o zíper devagar e ele já tocava em sua cueca quando as grandes mãos de Snape o impediram. Seguraram gentilmente as suas e a afastaram.

- O que está fazendo?

- Desculpe senhor. Eu....eu. – Atrapalhou-se – Pensei que queria, o senhor não disse nada. Desculpe, me desculpe por favor, só não me machuque, eu farei o que o senhor quiser, da maneira que quiser. Só não me machuque, por favor.

As lágrimas ainda não Caim de seus olhos.

- Potter – Chamou-o o mais docemente que conseguiu – Acalme-se. Eu não vou machucá-lo e não quero que faça nada.

- Não?

- Não, eu quero que você sente-se e repouse, você está muito machucado, precisa descansar.

Harry andou pé ante pé até a cama e se sentou. Seus ossos doíam e seu corpo latejava, mas as lágrimas ainda não caiam.

- Isso está errado – Disse tremendo olhando todas as câmeras de vigilância – Meus tios ficarão muito bravos. Eu tenho que satisfazê-lo, tenho que lhe dar prazer.

Em nenhum momento seus olhos olharam para os dele.

Snape sentou-se ao lado dele e respirou fundo. Ele era mais frágil do que poderia imaginar.

- Não é dessa forma que você me dará prazer.

- Então me diga como, me diga o que quer que eu faça.

- Não quero que faça nada.

Mais uma vez as mãos de Snape seguraram as dele o afastando.

- Eu disse ao meu tio. Desculpe, eu disse a ele que eu era feio, desculpe.

- Por que está me pedindo desculpas e por que se acha feio?

- Devo me desculpar por não ser adequado ao senhor e sou feio mesmo, meus tios me dizem isso o tempo todo e eu posso me ver no espelho, sou uma aberração.

- Potter – Tocou em seu rosto – Você não é uma aberração, não é feio.

- Harry não respondeu.

- Está com fome?

Ele hesitou e depois respondeu que não com a cabeça.

- Está sim. Precisa se alimentar.

- Eu vou comer na hora certa professor.

- E quando é a hora certa?

- Quando meus tios decidirem.

- Você está comigo no momento e vai comer agora.

- Professor, por favor, não faça isso – Novamente olhou para as câmeras – Eles não irão gostar. Por favor, apenas vamos fazer está bem.

- Eu não quero fazer sexo com você Potter.

Nenhuma palavra foi dita pelo restante do dia. Snape limitou-se a apenas olhá-lo encolhido na cama. Durante horas o menino apenas respirou. Não se mexeu, não falou, não comeu, apenas respirou até dormir.

Quando acordou na manhã seguinte não era Snape sentado na cadeira ao lado da cama. Apesar e conhecê-lo bem, demorou um pouco para entender quem era a grande massa que o olhava.

- Tio Valter?

Levantou-se pondo-se de pé ao lado do tio com a cabeça baixa.

- Parece que de alguma forma fez um bom trabalho garoto. O senhor Daimon gostou de você.

- Daimon?

- Sim, muleque estúpido, o seu cliente de ontem a noite. Por algum motivo estranho ele o que mais de uma vez, mas não gostou deste local.

Harry continuou com a cabeça baixa. Por que Snape mudou o nome? Por que quer continuar a vê-lo?

- Ele quer que esteja arrumado m uma hora, vai levá-lo para outro lugar, mas não se anime muito, irá voltar pra cá antes de suas aulas começarem. E trate de comer, o senhor Daimon disse que esta magro demais – Disse antes de sair.

Como se fossem palavras mágicas Harry se atirou nas comidas postas na mesa. Ovos mexidos com bacon e suco de abobora. Tudo já estava em seu estomago em menos de vinte minutos.

Não havia o que levar, não tinha nada. Colocou a roupa que seu tio mandou colocar e esperou na porta da frente da velha casa.

Seus pensamentos voaram para Snape. Ele estivera tão perto ontem, quase encostado em seu corpo. Lembrou-se de suas mãos nas coxas grossas dele e depois as dele tão gentilmente nas suas. Macias, grandes, geladas e confortáveis. Seu rosto queimando com seu toque gelado.

- Droga, pare com isso – Ralhou consigo – Ele é apenas um cliente, nada mais.

Não podia mentir para si mesmo. Snape era apenas seu cliente, nada mais, um cliente que sempre o odiou, que tinha nojo dele, que o achava feio, pequeno, magro. Não podia continuar com aqueles pensamentos.

Sua paixonite idiota e infantil só o ajudariam a se sentir pior depois. Depois que tudo acabasse, depois que Snape se sentisse satisfeito, depois de tudo ele o abandonaria, ele o negaria, o repeliria de sua vida como um inseto indesejável.

Tudo isso era a pura realidade, mas era difícil se concentrar nela quando o flagelo de sua existência aparecia na sua frente dirigindo uma bela BMW preta. Apesar de lindo, o carro não conseguiria jamais se igualar a pessoa que elegantemente saia dele.

Provavelmente poderia afirmar que era o único aluno a vê-lo daquela forma. Seus cabelos estavam molhados e penteados balançando contra o vento, soltos voando livres. Seus olhos estavam protegidos contra o forte sol com um belo óculos escuro no estilo esporte. Sua pele pálida contrastava com seu belo terno negro feito a noite.

Ele caminhava feito um deus flutuando em seu palácio. Harry fechou os olhos e sentiu o cheiro de ervas se aproximando. Era tão bom, doce, mas não enjoativo.

- E então senhor Potter, não pedi para estar pronto quando eu chegasse?

- Eu estou ponto senhor.

- E onde estão suas malas?

- Eu não preciso de malas, não tenho nada para levar.

A sobrancelha de Snape quase encostou em seu cabelo, era possível ouvir o barulho de seus dentes rangendo. Ele estava raivoso, Harry tentava entender por que. Deveria ter feito algo errado como sempre.

- Entre no carro.

Harry obedeceu como um cãozinho adestrado. Sentou-se encolhido no banco de trás. Nunca teve permissão para sentar no banco da frente, não iria se arriscar a PDI e atrás poderia sentir seu perfume lançado em seu rosto pelo vento da janela aberta.

Era mágico e aterrorizante ficar ao lado dele. Mágico por que jamais imaginou estar ao lado dele, vê-lo daquela forma, ser tocado por ele. Mas era aterrorizante imaginar que poderia fazer algo errado ou ser machucado por ele. O amava demais, mesmo não sabendo desde quando ou porque.

Ficaram em silêncio o tempo todo. Harry olhava somente para baixo e só levantou o olhar quando Snape abriu a sua porta pedindo para que ele saísse.

Estavam na frente de uma grande loja de roupa, sua entrada era bonita e parecia ser cara, um lugar que Harry jamais imaginou entrar.

Snape o conduziu para dentro da loja apoiando a mão em suas costas. A porta não fez barulho ao ser aberta, mas uma bonita mulher logo se aproximou sorrindo.

- Senhor Daimon, em que posso ajudá-lo? Um novo terno?

O sorriso era no mínimo irritante e Harry já estava quase batendo na mulher atrevida que não parava de olhar para o deus grego ao seu lado, mas sabia que Snape achava aquela mulher bem mais interessante que ele, não adiantaria sonhar com o contrário.

- Não quero nada para mim hoje senhorita Renys – Disse gentilmente – O senhor Potter aqui precisa de roupas novas. Mostre o que tem de melhor, mas não quero nada formal, ele é apenas um garoto.

- Tudo bem senhor Daimon. Se quiser pode esperar na sala. Eu vou buscar as roupas. Senhor Potter, pode me acompanhar?

Harry não se mexeu, permaneceu duro em seu lugar. A mão de Snape deu um pequeno empurrão no menino e o fez seguir a moça.

Alguns minutos se passaram e a bela moça loira apareceu chamando Snape.

- Senhor Daimon, o senhor Potter é muito tímido e acho que vamos precisar de ajuda.

- O que ele está fazendo?

- O problema é esse senhor, ele não está fazendo nada, mostramos a ele várias roupas, mas ele não falava nada, nem ao menos se mexe para experimentá-las.

Snape dirigiu-se devagar até o fundo da loja onde tinha muitas roupas espalhadas pelos sofás e no canto, agachado abraçando as pernas estava Harry.

- Deixe nos a sós – Disse Snape – Agora

- Sim senhor.

Logo o local estava deserto e era possível ouvir o pequeno corpo tremer. Os olhos mais uma vez encheram-se de água, mas não chorava.

Snape ajoelhou-se na sua frente e olhou em seus olhos, o menino desviou.

- Por que está assim?

Nenhuma resposta.

- O que houve Potter? Fale.

Harry escondeu o rosto nos braços e falou tão baixinho que mal se conseguia ouvir sua voz.

- Eles... eles queriam me ajudar a me trocar.

- Eles tocaram em você?

- No braço – Disse se encolhendo.

- Qual é o problema disso? Eu te toco o tempo inteiro.

- Mas o senhor é um cliente, pode fazer o que quiser comigo, não posso me negar a ser tocado pelo senhor, nem tocá-lo se me pedir.

Era tudo cruel demais, cada vez que ele falava era pra despedaçar mais ainda o coração de Snape. O professor se perguntava se algum ia conseguiria tratá-lo como antes.

Não

Era impossível.

Depois de tanta crueldade, como poderia ele fazer isso com o menino.

- Vamos Potter.

Snape o ajudou a se levantar devagar, sempre o segurando pelos ombros. Sentia que a qualquer momento ele cairia, cansado demais para continuar sofrendo, desistiria. Mas a submissão de Harry possuía sua mente com uma forma tão grande que o impedia de cair.

- Embrulhe aquelas roupas e os sapatos e mande para minha casa.

- Sim senhor Daimon.

- Obrigado.

O caminho até a mansão Snape não era tão demorado, mas foi igualmente silenciosa. O carro entrou em uma rua paralela a rua principal e seguiu pelas arvores até o final onde a grande mansão ficava. Era toda branca, contraditória ao próprio Snape.

- Por que me trouxe para cá senhor?

- Por que Potter, até o último dia de férias você é meu.

Eu queria que ele dissesse isso para mim