CAPÍTULO XIV
"A Última Vez"
- Ele é lindo!
Foram as palavras pronunciadas por Okita quando Battousai lhe mostrou o seu filho, cinco dias depois. O jovem capitão estava encantado com o recém-nascido. Pediu licença á rapariga para pegar em Soujiro ao colo e ela acenou positivamente, completamente deleitada com a expressão de felicidade no rosto do amado.
Okita sorriu para a rapariga, com uma expressão de felicidade tremenda. Dando um beijinho na testa do filho, deitou-o no pequeno futon destinado a ele. Tirou o seu haori de Shinsengumi, um pouco ensanguentado da patrulha que tinha feito esta noite e aproximou-se da bela jovem que estava deitada na cama, a sorrir.
Deitando-se ao lado da bela jovem, sorriu olhando-a. Deu um delicioso beijo nos lábios da amada, fazendo-a suspirar de paixão. Apoiando o seu peso sob o seu corpo no seu braço direito, deitou-se sob o corpo de Battousai, beijou-lhe os lábios por segundos e começou a trilhar beijos pelo pescoço nu da jovem.
- Souji … pára com isso! – pediu Battousai – O bebé está a dormir!
- Esta pode ser a última vez que nos vimos, por isso vamos torna-la inesquecível!
- Última vez? O que queres dizer com isso? – perguntou Battousai.
- Schiiu!
Um dedo de Okita posou suavemente sob os lábios de Battousai, fazendo-a sorrir. Toda a mão de Okita deslizou para o pescoço dela e os lábios dos amantes juntaram-se num beijo interminável.
O corpo de Okita tombou sob o de Battousai, descendo a mão que se encontrava no pescoço para os ombros dela, empurrando o tecido da yukata para baixo, revelando a macia pele branca, beijando-a de seguida. A sua mão encontrou o nó da yukata e puxou-o, despindo por completo a sua amada. A jovem mulher ajudou o jovem capitão a despir o fardamento, peça por peça, beijando-lhe os lábios com fervor.
Quando dois corpos nus amantes no silêncio daquele quarto sentiram que não dava para esperar mais, uniram-se. Um suspiro pairou no ar. Mistura de beijos e suspiros ofegantes. E Okita amou Battousai mais uma vez, com mais paixão que alguma das outras vezes. Como se fosse a despedida final para sempre.
Sons ofegantes tornavam-se mais nítidos e pesados, anunciando o final da noite de amor. Nesse momento as carícias aumentaram ao passo da respiração que se tinha tornado pesada. Quando não aguentou mais, Okita libertou-se dentro dela, mais uma vez; Tombando para o lado, ofegante e com o peito nu a descer e a subir. Os braços de Battousai entrelaçaram-se em torno do tórax do amando, num abraço quente.
- Amo-te. – foi a palavra de Okita que ficou a pairar no ar.
O sol já brilhava no céu. Acordado pelas frechas na janela a bater-lhe nos olhos, Okita levantou-se pesadamente da cama e vestiu-se. Enquanto se vestia olhava para ela, com olhar doce. Contudo, ela não acordou e estava a dormir profundamente.
Como despedida, deu um suave beijo na testa de Soujiro e apenas olhou para a sua amante, sem fazer algum tipo de carinho com medo de acorda-la. Sorriu. Ela era a mulher mais bonita que ele jamais vira e era a sua mulher. Para sempre. Com uma lágrima a escorrer-lhe pelo rosto, dirigiu-se á porta e olhou para ela, deitada nua na cama, apenas coberta por lençóis.
- Adeus …
Continua ... no ÚLTIMO capítulo!
