Fanfic: Amor Sublime Amor.
Autora: Viola Psique Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M
13º Capítulo: Feitiço das Ninfas
A semana correu normalmente, já era quarta-feira; eu estava no banheiro feminino do quarto andar. Estava para sair de dentro de um Box quando ouvi uma conversa entre Grifinórias do 6º ano.
-Aqui está a "Bruxa Esperta" que eu prometi!
-E tem mesmo o tal feitiço pra apaixonar garotos?
-Têm! Tá na página 34... Parece ser meio difícil, mas o esforço deve valer pena.
-Você já o fez?
-Não, na verdade as garotas estão se reunindo, vão marcar uma data para tentar o feitiço. Talvez sábado ou domingo à noite.
-Ok, Me confirma o horário e o dia depois?
-Tá! Vamos que a aula do Flitwick vai começar...
Fiquei assustada, é claro que essa revista tinha fama e gosto duvidoso. Mas daí a desenterrar um feitiço que foi proibido e esquecido há três séculos... Isso era demais! Eu tinha que tomar uma providencia.
O fim da tarde correu rápido, na hora da ceia me sentei perto de Severo como de costume e comecei a comer mecanicamente. Estava calada e dispersa, o que eu faria? Não sabia quantas alunas haviam lido aquele lixo de matéria e nem sabia como resolver o problema, porque tomar as revistas e proibi-las de fazer o encantamento seria o mesmo que incitá-las a tentar.
Larguei o prato pela metade e fui para a sala dos professores. Precisava pensar sem o barulho que o salão principal oferecia.
-Qual o problema? –Estava tão entretida em achar uma solução que não percebi Severo se aproximar.
-Ãn, o que? –O que ele havia perguntado mesmo?
-O que está acontecendo? Você passou a ceia toda calada, largou o prato pela metade e nem experimentou a sobremesa; então qual o problema?
-Ouvi algumas meninas do 6º ano conversando sobre uma matéria de uma revista de 3ª categoria... –Suspirei cansada.
-Sim, são fúteis. Mas onde há problema nisso?
-Aqui está; esse é o problema. –Falei tirando a revista de um bolso e deixando-o ler a matéria em questão.
Eu comprei um exemplar da revista. E a cada linha que lia o rosto de Severo se tornava mais duro.
-Que absurdo! Quem é o acéfalo que publica isso?
-Pior; quem são as acéfalas que tentarão fazer o feitiço? –Repliquei.
-Você não está falando sério! Acha que elas seriam idiotas ao ponto de tentar?! -Severo se mostrou tão preocupado quanto eu.
-Seriam não, são... Vão marcar uma reunião para testar o feitiço.
-Quando? –Perguntou sério.
-Sábado ou domingo a noite... É isso! –Levantei-me de supetão.
-O que? –Me perguntou surpreso.
-Elas querem ver o que acontece quando se faz tal feitiço... Então mostraremos a elas! –Falei rápido. O plano era perfeito.
-Mostraremos? Um estante; você não está querendo dizer...? –A frase morreu em sua garganta, sim ele já entendia o plano.
-Sim! Eu farei o feitiço e você mostrará a elas porque não se deve fazê-lo, além de mostrar os riscos que se corre ao executar tal magia.
-Não acho uma boa ideia!
-Se tomarmos as revistas e proibirmos o uso do feitiço elas vão fazer. –Concluí séria. E pelo modo resignado com que Severo me olhava percebi que ele concordava.
-Tudo bem. Quando?
-Depois do CD, elas ainda não terão se reunido...
Ele concordou com a cabeça e nós voltamos para a mesa dos professores no salão principal. Agora que o problema tinha solução meu estomago reclamava de minha falta de atenção para com ele.
Sábado chegou, e eu me arrumei e tomei café da manhã sentindo ansiedade; também sentia curiosidade. Afinal meus genes de Veela me concediam a beleza naturalmente, além de meus genes Black que me davam uma elegância também natural. Mas se, além disso, fosse acrescentado o feitiço? Havia um motivo para o feitiço ser das Ninfas...
Severo ao meu lado estava tenso, era quase imperceptível; quase... Eu sabia que ele não seria tão condescendente com as alunas como eu era, esperava que isso fosse o suficiente para colocar juízo na cabeça das alunas.
A aula correu normalmente, e quando terminou eu pedi para que todas as meninas nos acompanhassem até uma sala vazia do primeiro andar.
Quando chegamos lá eu comecei dizendo:
-Eu sei que assim como eu todas aqui leram a matéria desta revista. –Falei mostrando a revista e vendo a maioria das garotas corarem surpresas. Continuei:
-Sei também que todas estão curiosas e tendenciosas a conjurar o feitiço. Não preciso ressaltar que este feitiço foi proibido e abolido a três séculos atrás; por isso eu mesma com a ajuda do prof. Severo mostraremos como faze-lo e porque não faze-lo. –Concluí deixando a todas surpresas.
-Mas isso é ilegal, prof. Black. –Hermione tinha a mão levantada e me olhava chateada, chocada e crítica.
-Sim, é. Por isso eu irei fazê-lo, pois além de ser ilegal as chances de engravidar quando se tem relações sob a forma do feitiço é de 94%.
Todas estavam muito chocadas agora.
-Professora, se fizer o feitiço com o professor Snape aqui ele vai se apaixonar por você! –Luna falou em sinal de alerta.
Eu corei enquanto Severo levantava uma sobrancelha, incrédulo.
-Onde ouviu isso Luna? É apenas um mito. O sentido do feitiço é seduzir a pessoa que você está apaixonada ou ama... Então quando se faz o feitiço ele te toma muita energia, e se por acaso vocês se enganarem e fizerem o feitiço na frente da pessoa errada as chances de um estupro seguido de gravidez acontecer são de quase 100%.
Todas exclamaram em desgosto e Lilá Brown falou:
-Mas eu soube que quando se faz o feitiço se criam asas nas costas e só poderia haver o estupro se o bruxo ganhasse num duelo, além de que se poderia fugir voando a qualquer momento.
-Correto Srta. Brown, mas assim como existe um feitiço para seduzir existe também um pra prender. E voar exige muita energia mágica, ou você luta ou foge, e nos dois casos está vulnerável.
Puxei a varinha e disse em voz alta:
-Incantamentum Nimphae. –Meu corpo começou a brilhar onde a varinha tocava, e em instantes eu estava toda brilhosa. Asas de borboleta surgiam nas minhas costas e rasgaram meu vestido azul. Meus cabelos que já eram grandes ficaram maiores, bem mais brilhantes e cacheados. Eu me sentia mais leve e indiscutivelmente mais bela. Olhei-me num espelho próximo e a palavra que me vinha a mente era "maravilhosa".
Lembrando que ainda tinha uma lição para ensinar eu voei calmamente e fiquei sobre a cabeça de todos, limpei a garganta e cantei:
"Brilha linda flor...
Teu poder venceu...
Traz de volta já...
O que uma vez foi meu...
Cura o que se feriu...
Salva o que se perdeu...
Traz de volta já...
O que uma vez foi meu...
Uma vez foi meu..."*
Olhei para baixo e as alunas observavam-me encantadas, Hermione olhava de mim para Severo irritada; com ciúmes percebi.
Severo me olhava fixamente, meio abobalhado, porém intenso. Meu coração bateu rápido quando nossos olhos se encontraram. Sabia que estava corada e me peguei querendo que ele continuasse a me olhar daquele modo.
Pisquei recobrando o juízo, mas sem conseguir acalmar o coração. Voei em sua direção e rodeando-o falei baixo e de costas para as alunas:
-A lição.
Ele pareceu acordar de um encantamento e concordou com a cabeça, recomecei a voar e quando virei-me para observar todos, Severo lançou um feitiço. Defendi-me com a varinha enquanto as meninas davam gritinhos de susto.
Ele atacou de novo e mais uma vez eu o repeli com um contra-ataque. Já começava a me sentir cansada.
-Expelliarmus! –Ele bradou e não tive força para me defender. Minha varinha voou e com um feitiço mudo ele a pegou e guardou.
-Encarcerum Nimphae! –E uma corrente longa e brilhante me caçou enquanto eu voava tentando fugir. Quando ela finalmente me prendeu eu tentei me libertar, mas era impossível. As garotas pediam a Severo que me soltasse, mas ele não o fazia.
Eu estava exausta e cada vez mais próxima dele, estava ofegante e corada. E a perspectiva de ter Severo mais próximo a mim fazia borboletas invisíveis voarem em meu estomago, de modo surpreendente inesperado.
Ele deu um ultimo puxão com a varinha e eu terminei pousando no chão, estava tão cansada que meu corpo pendeu para frente e desfaleci nos braços de Severo, que me pegou no momento exato. E murmurou audivelmente:
-Finite Incantatem. –E conjurou uma cadeira me repousando gentilmente nela e se postando ao meu lado de modo protetor enquanto falava:
-Espero que aprendam com essa lição. Muitos casamentos arranjados foram feitos quando esse feitiço ainda era permitido. Agora sabem o porque; e a menos que queiram se casar novas e obrigadas porque estão grávidas de um qualquer, eu advirto a não usarem esse feitiço. Estão dispensadas.
As garotas ainda olhavam assustadas de Severo para mim. Até claro perceberem o olhar mortífero de Severo as mandando sair. Hermione ainda nos lançou um olhar de desagrado que Severo não percebeu e em seguida saiu.
Ele se aproximou de mim e perguntou:
-Você está bem?
-Somente muito cansada. –Sorri e declarei.
Ele passou-me a poção revigorante com cuidado e eu a bebi, sentindo meu corpo menos cansado instantaneamente.
-Bem melhor agora... Você realmente é muito forte. Deixou-me exausta... –Sorri, mas o sorriso morreu em seguida quando notei o duplo sentido do que havia dito; agora eu estava corada.
Severo levantou a sobrancelha enquanto um rápido e ínfimo rubor percorriam suas bochechas, mas do mesmo modo como veio rápido, o rubor também sumiu rápido.
Sem responder nada ele me devolveu a varinha e me ofereceu a mão para levantar, eu a aceitei. Mas ele puxou-me com muita força, fazendo nossos corpos roçarem-se levemente. Eu agarrei rapidamente o espaldar da cadeira e virei o rosto tentando me controlar e concentrar; meu coração parecia o ribombar de um tambor ante uma guerra. O que estava acontecendo comigo?!
-Está se sentindo tonta? Quer sentar novamente? –Ele interpretou meu descontrole como fraqueza pelo feitiço que me exigira muito.
-Não! Estou... Estou bem. –Garanti, eu já sentira o cheiro de Severo; uma mistura de almíscar e canela. Seu cheiro de almíscar predominava, mas ainda sentia-se ao fundo a canela. O que me pegou desprevenida foi o súbito desejo de aproximar meu nariz de seu pescoço.
Era isso! Aquele feitiço maluco e proibido estava me deixando assim com os pensamentos desvairados!
-Acho que preciso descansar, vou me recolher. Obrigada pela ajuda Severo. –Eu me despedi e agradeci emendando:
-Judy? Leve-me para o quarto, por favor. –A elfo desaparatou e me dando a mão aparatou de novo, dessa vez para meus aposentos. Peguei no sono assim que encostei a cabeça no travesseiro.
Continua...
N.A 1: Então alguém esperava isso? Eu não... xD Desejo a todos meu Feliz Ano Novo, e muito Sev pra vocês meninas! Um super beijo a todas que deixaram reviews; e até o próximo cápitulo! (que eu juro que será em breve!)
N.A*: Há principio a música escolhida foi a de Piratas do Caribe, onde a sereia canta para o marinheiro, mas optei por colocar a que Rapunzel canta para os cabelos curarem e darem juventude a madrasta; achei que caberia melhor na situação... Eis aqui a versão de Piratas do Caribe:
"Meu nome é Maria, sou filha de um mercador;
Eu deixei os meus pais e três mil por ano, sim senhor...
Tenho a flecha do cupido, a riqueza é ilusão;
E só pode consolar-me meu marujo alegre e bom...
Venham todas belas damas, aqui desse lugar,
Quem quer que vocês sejam, que amam um marinheiro que ara o mar..."
