Draco encarou a parede, tentando não piscar. Piscar trazia efeitos indesejados. Iria fazer sua visão embaçar e ele teria que piscar muito antes que sua visão voltasse ao normal. Sem mencionar que no momento em que ele fechasse os olhos, ele se sentiria sonolento. E ele não podia dormir, por que ele estava muito ocupado.

Em primeiro lugar, ele estava ocupado fulminando e planejando uma vingança contra Pirraça e Filch. As duas pestes conspiraram contra ele. Pirraça estava, na verdade, só sendo Pirraça, mas Filch ganhou toda a ira de Draco. Qualquer idiota perceberia que o poltergeist era culpado de demolir a classe, sem mencionar que fantasmas e poltergeists não podiam segurar uma varinha por lei. Pirraça tinha malditamente quebrado a lei por tirar a varinha de Draco. Mas claro, Filch não poderia punir Pirraça por nada. Ele estava provavelmente muito feliz que alguém tinha entregado á ele um estudante obviamente inocente que ele poderia algemar e forçar a ajudar com a manutenção do castelo. Foi um pequeno conforto que McGonagall não estava em seu escritório. Isso só significava que Draco teria que esperar até amanhã para ouvir sua sentença. E ele teria que esperar sem varinha.

Cosmicamente falando, isso era provavelmente uma punição justa por encantar Potter, mas Draco odiava justiça. Ele deveria estar na torre leste agora, fazendo Potter pagar pelo chupão horrível ( que, coincidentemente, Draco não conseguia se livrar agora que ele não tinha mais sua varinha; ele planejava fazer isso hoje a noite). Além disso, uma série de possíveis detenções cortariam seu tempo livre; tempo que Draco planejava gastar beijando Potter, não esfregando chão e quadros.

Puramente por despeito, por que o universo havia negado a ele a chance, Draco cuidadosamente imaginou o encontro violentamente roubado com Potter. Ele construiu a fantasia com cuidado, tentando imaginar como Potter iria reagir e o que ele iria dizer para as várias ações inovadoras de Draco. Irritantemente, Potter fantasioso foi rude e não muito disposto, mas ele falhou em resistir a Draco inteiramente, e cedo demais o calor surgiu abaixo do estomago de Draco, seu pênis sendo preenchido enquanto ele pressionava Potter contra a parede e tocava e beijava ele onde quer que ele desejasse. Era uma fantasia satisfatória, apesar do ruim gosto agridoce deixado na língua de Draco. Era tão vívido, que Draco pensou que podia sentir os dedos de Potter acariciando seu cabelo—Potter parecia ter uma quedo pelo seu cabelo. A vivacidade foi levada a outro nível quando Potter sussurrou o nome de Draco. Exceto, um segundo depois, a mente de Draco clareou de alguma forma e fantasia deu lugar ao pânico.

Potter nunca havia chamado ele de Draco, nem mesmo na mente de Draco, e sua voz vinha do lado errado considerando que Draco tinha ele, mentalmente pressionado contra a parede, seus lábios escorregando na pele do pescoço exposto de Potter. E assim que Draco começou a se perguntar se ele estava ficando louco e tinha imaginado Potter atrás dele, ele notou uma mão—a porra de uma mão, que definitivamente não era dele — Draco olhou para o lado em terror.

"Draco," a voz disse de novo, perigosamente perto do ouvido do loiro. Ele não podia mais fingir que era sua imaginação. alguém estava inclinado sobre sua cama, prendendo ele com seu braço e chamando seu nome. Alguém que soava como Potter, mas não podia ser Potter. E Draco estava sem varinha.

Fechar os olhos e esconder o rosto nos travesseiros era tentador, mas infantilidade, então Draco fechou sua mão em um punho, e se virou lentamente para encarar seu atacante. Uma parte de sua mente esperava isso, mas ele ainda estava chocado por ver o rosto de Potter pairando á centímetros do seu. Draco olhou para sua face pálida, bochechas coradas e olhos verdes impossíveis e abriu sua boca para acusar ele de escapar da sua fantasia sem permissão, mas o sorriso apaixonado de Potter roubou as palavras da sua boca e então a pressão dos lábios de Potter contra os dele roubou sua respiração.

Teria sido lógico empurrar Potter e exigir uma explicação, mas a lingua do moreno traçou os lábios de Draco, implorando por entrada, e Draco não podia negar o pedido. Ele abriu seus lábios e acolheu a língua de Potter com a sua. Sua cabeça caiu no travesseiro, seu beijo, sonolento e calmo beijo se tornando algo mais apaixonado.

Potter esfregou seu nariz contra o de Draco e se afastou. Draco forçou seus olhos a abrir, sua mente catalogando a frieza do rosto de Potter, seus pijamas feios, seus arredores, e a luz do fogo que dançava pela cama de Draco pelas cortinas entreabertas. Realização atingiu ele como um balaço—Potter esta mesmo aqui, no dormitório de Draco, onde estavam cercados pelos colegas de quarto sonserinos. Onde eles estavam cercados por perigo. Terrível perigo de serem descobertos, isso arruinaria tudo mais do que detenções poderiam.

O coração de Draco pulou junto com seu corpo quando ele se sentou. Ele pressionou uma mão contra a boca aberta de Potter e agarrou o quadril de Potter com a outra com a força que ele não sabia que tinha, ele colocou Potter em sua cama, e fazendo o sentar entre as pernas de Draco, sua bunda deslizando entre a parede e o corpo de Draco. Seus pés pendiam da cama e seus chinelos escorregaram enquanto ele tentantava se livrar da mão de Draco. Draco pressionou a cabeça de Potter contra a parede, sua mão pressionando ainda mais sobre sua boca.

"Shhh," Draco silenciou-o desesperadamente e Potter se acalmou, seus grandes olhos verdes encarando Draco com descrença. Potter tinha duas varinhas em sua mão e Draco reconhecia uma como a dele. Ele queria muito saber por que diabos Potter tinha sua varinha, mas não era o momento para perguntas. Draco pegou sua varinha da mão de Potter, espiou fora da cama, fechou as cortinas, e lançou alguns feitiços. Amarelo pálido e vermelho sangue iluminou o ar entorno deles e Draco fez uma careta. Alguém poderia notar isso. Aterrorizado, ele puxou suas pernas debaixo de Potter, libertou a boca dele e se arrastou até a beirada da cama para olhar lá fora. O dormitório estava calmo e silencioso; ele nem podia escutar os roncos de Blaise, o que não era um bom sinal, já que Blaise só não roncava quando acordado.

"Oh," Potter disse calmamente. Curiosamente, não soava como uma reclamação ou contrição; era uma especie de som de surpresa, agrado. Draco queria se virar e ver o que tinha causado essa reação mas a caricia do ar frio fez ele congelar em horror. Ele percebeu que em sua pressa para ter certeza de que ninguém havia visto eles, ele havia escapado da segurança de seus cobertores e se inclinado demais. Ele havia estado em um tão grande mau humor mais cedo que ele não podia esperar para deitar em sua cama ele havia colocado uma macia, quente camiseta mas ele pode ter esquecido de colocar a calça do pijama e a cueca.

Arrepios percorreram a pele das nadégas de Draco, menos por frio e mais pela horrível realização de que ele havia se exposto na frente de Potter.

Draco fechou as cortinas da cama de novo e se virou muito lentamente, tentando não reagir e deixar Potter notar seu embaraço. O olhar de Potter se voltou para o rosto de Draco imediatamente, suas bochechas completamente vermelhas.

Discretamente colando as cobertas sobre ele, Draco se sentou e se focou no rosto de Harry com dificuldade.

"O que você esta fazendo aqui?" ele sussurrou, tentando soar acusador, esperando que seu tom fizesse Potter ficar defensivo o bastante para esquecer qualquer outro assunto que ele poderia querer discutir. Como o fato de que Draco as vezes dormia sem as calças.

Potter parecia estar tendo problemas para formar as palavras. Suas costas estavam pressionadas contra a parede como se ele estivesse tentando desaparecer por ela.

"Hum," Potter disse. "Você não apareceu, então—"

"Shhh!" Draco sussurrou furiosamente. "Você tem que ser mais silencioso, eu coloquei alguns feitiços, mas esse não é um espaço confinado. Os outros ainda podem nos ouvir." Draco fez uma careta, temendo essa possibilidade.

"Oh," Potter sussurrou, piscando rapidamente. Ele sugou uma respiração afiada e palavras saíram de sua boca rapidamente. "Você não apareceu então eu vim aqui para te perguntar por que. Mas então eu vi Pirraça com sua varinha e achei que você tinha sido pego, então eu acho que sei por que. Mas eu vim até aqui então eu pensei… Você não está vestindo calças, você sabe disso?" Potter enguliu em seco "Eu só vim para te devolver sua varinha. Eu peguei do Pirraça. Obviamente." Potter olhou para suas mãos rapidamente e brincou com sua varinha.

Draco tentou engolir o nó na garganta mas falhou, sua mente buscou por assuntos seguros. "Hum. Como você conseguiu passar pelo porta retrato?"

"Não posso revelar minhas fontes," Potter disse.

Draco almadiçoou sobre sua respiração. Confie em Potter para se esgueirar onde ele não deve. Ele não podia estar aqui. Ele só não podia. Merlin, Potter estava irremediavelmente enfeitiçado. Muito mais do que Draco ousava imaginar.

"Você tem que ir," Draco sussurrou e estremeceu com suas palavras. Era verdade, porém—Potter realmente tinha que ir. Era muito arriscado. Ele não podia ficar aqui, na cama de Draco. O corpo inteiro de Draco tremeu com o pensamento. Potter estava em sua cam. sua cama.

Potter olhou para cima bruscamente. "Agora?" Ele estremeceu um pouco. "Estou com frio".

Draco cerrou os dentes e estendeu a mão para agarrar o braço Potter e puxá-lo para longe da parede. "Você não esta …" O braço de Potter estava congelando, mesmo com seus pijamas. "Porra," Draco resmungou, esquecendo o fato de que Potter deveria ir embora e encarando a possível pneumonia. O que ele estava pensando, correndo pelo castelo e pelas masmorras vestindo nada além de pijamas e chinelos? A simples visão dos pés descalços de Potter fez ele tremer. Pobre bobo apaixonado.

"Venha," Draco murmurou, sem olhar para Potter, apenas levantando a coberta um pouco—muito cuidadosamente. Potter ficou em silencio e Draco sofreu um ataque de panico momentâneo, pensando que Potter hesitou pelo fato de que Draco estava semi-nu debaixo do cobertor, mas depois Potter fez um pequeno som de surpresa, ou alívio, ou felicidade, ou tudo isso combinado, e, depois, com a graça de um troll, rapidamente se acomodou debaixo das cobertas, sentado ao lado de Draco. A cama era estreita e o ombro, braço,e perna de Potter acabou se pressionado firmemente ao corpo de Draco.

Draco sibilou; Potter estava frio como gelo.

"Idiota," Draco rosnou e depois agarrou Potter ao redor da cintura e puxou-o para deitar ao lado dele antes de ele cobrir os dois com o cobertor. Potter não resistiu nem minimamente apenas olhou para Draco com uma expressão boba e confusa. Draco bufou para ele, pegou a varinha de Potter de sua mão e os óculos do nariz e jogou-os juntamente com sua própria varinha na cama por trás das costas de Potter. Em seguida, ele passou os braços ao redor do corpo frio Potter, puxando-o para mais perto. Deitados debaixo das cobertas, de frente para o outro, seus narizes quase se tocando. Os olhos de Potter parecia maiores e mais verdes sem seus óculos, o que fez Draco querer beijá-los, o que era um pensamento estranho, então ele rapidamente deixou-o de lado.

"Se você pegar um resfriado e morrer não me culpe," Draco resmungou.

Potter respondeu-lhe, deslizando as mãos sobre as costas de Draco, mais e mais, pela pele nua.

"O que diabos você está fazendo?" Draco ofegou, surpreso.

"Minhas mãos estão frias, eu estou tentando aquecê-las", disse Potter, seu rosto a imagem da inocência, completa com um rubor.

"Na minha bunda?" Draco perguntou fracamente.

"É quente". Os lábios de Potter tremeram e ele apertou as nádegas de Draco um pouco.

Draco estremeceu novamente, mesmo que as mãos de Potter foram se aquecendo rapidamente. E seu choque diminuindo, Draco supos que Potter podia também aquecer as mãos onde ele gostasse, seu toque foi se tornando … tolerável.

"Você esta sendo muito rude novamente. Se esgueirando até a minha cama para me molestar," Draco acusou, mesmo enquanto ele esfregava seu nariz contra o de Potter. O nariz de Potter estava frio, também; precisava ser aquecido, ele racionalizou.

"Você foi rude mais cedo hoje. Rude assim." Potter sorriu enquanto suas mãos desciam mais, seus dedos acariciando a pele entre as nádegas de Draco.

Draco não pode se impedir de ofegar e Potter tirou vantagem do momento para distribuir pequenos, suaves beijos sobre os lábios de Draco.

Os olhos de Potter estavam fechados, mas Draco não ousou fechar os seus, com medo de que Potter desaparecesse quando ele abrisse-os de novo,

"Eu te devo uma, também," Draco disse, feliz por descobrir que ele podia conversar e responder os beijos de Potter ao mesmo tempo. "Pela sua mordida desagradável"

Os olhos de Potter se abriram. "Oh," ele disse e se afastou um pouco, seu olhar indo para o pescoço de Draco. Potter sorriu para ele, seu aperto na bunda de Draco aumentando, e de repente Draco estava muito feliz que ele tinha mantido o chupão, desde que a visão dele trouxe tanta alegria Potter. "Tudo bem", sussurrou Potter e sorriu. Em seguida, ele apertou a cabeça no travesseiro e estendeu seu pescoço, expondo um pouco de pele pálida entre a orelha e o tecido cinza de seu pijama. Ele olhou para Draco através de uma mecha de cabelo escuro que tinha caído sobre seu olho e esperou em expectativa.

O corpo de Draco foi para a frente, seu membro se contraindo com a visão de Potter oferecendo seu pescoço para ele marcar. Calor correu para suas bochechas quando Potter engasgou, sem dúvida, percebendo a excitação de Draco. Ele não se moveu, porém, apenas esperou, e Draco relaxou.

Lambendo os lábios, Draco afastou um fio escuro do ponto sensível perto do ouvido Potter e então apertou um pequeno beijo na pele. Ele lambeu, roçou-a com os dentes, enquanto Potter estremeceu e gemeu baixinho, Draco prendeu a pele entre os lábios e chupou levemente.

O aperto de Potter na bunda de Draco intensificou, suas mão colocando Draco perto o suficiente para ele poder sentir que o membro de Potter não era imune as ações. A respiração ofegante de Potter batia contra o pescoço de Draco e Draco aumentou a sucção fazendo Potter estremecer ainda mais.

Se afastando da pele deliciosa relutantemente, Draco olhou para o hematoma escurecendo na pele do grifinório.

"Perfeito," ele admitiu e depois subiu seu olhar para o rosto de Potter.

Os cílios de Potter abriram. Ele estava sorrindo. "Eu nunca tive um chupão antes." Potter parecia encantado.

Uma onda de possessividade surgiu em Draco tão veemente que sua visão turvou. Ele lutou contra isso e finalmente conseguiu falar, mas não sem veemência. "Você devia ter eles o tempo todo. Em todo lugar."

Potter levantou a cabeça rapidamente e puxou Draco para um beijo de tirar o fôlego. "Soa como um plano", resmungou Potter e o beijou novamente.

A garganta de Draco secou e ele estava prestes a sugerir que eles trabalhassem em cobrir todo o corpo de Potter com chupões agora mesmo, quando Potter deu a ele aquele enfraquecedor de joelhos, seduzente olhar, aquele que ele usou para distrai-lo mais cedo no banheiro. Draco tensionou, sem saber o que esperar.

"Desde que estamos reunindo favores e tudo…" as mãos de Potter apertaram a bunda de Draco, então ele as soltou. Draco quase não conseguiu se impedir de reclamar. "Eu te devo outra coisa," Potter disse, seu tom de voz rouco enviando um arrepio pela espinha de Draco.

"Você deve?" ele perguntou sem entender, então respirou rápido como mão de Potter se desviou para a frente de Draco.

"Definitivamente," Potter disse, sem fôlego e corado, enquanto seus dedos tocavam o estomago de Draco e depois deslizaram para acariciar o cabelo que descia para a virilha do loiro. O toque de Potter era hesitante e Draco mal podia sentir, mas combinado com a promessa de Potter, isso fez a cabeça do sonserino girar. Ele resolveu então que ele ficaria nessa mesma cama com Potter para sempre.


Nota : Então o que acharam? Agradecimentos ao nosso maravilhoso tradutor e para todos que estão deixando review! Deixem mais e eu empresto o Harry por uma noite.

Mas nunca emprestarei o Draco.. só pra constar.