AVISO: as partes entre ******* foram retiradas do Livro do Perry - Resident Evil - City of the Dead.
as partes entre ((((((((())))))) é dialogo do jogo Resident Evil 2.
"- Seja a minha mulher."
…
" - eu te amo..."
…
" - minha esposa."
…
" - tudo ao meu alcance, qualquer coisa para te fazer feliz."
…
" - Casa comigo, Ada Wong?"
RACCON CITY - 1998
*****Ada acordou assim que Leon a colocou numa barulhenta cama metálica, sentindo uma pulsante dor nas têmporas. Sua primeira idéia foi a de ter sido baleada - mas ao abrir os olhos e ver a pálida e preocupada face de Leon, ela lembrou. Ele ia me beijar, acho - e então...
" - O que aconteceu?".
Leon tirou o cabelo da testa dela, sorrindo um pouco. " - Aconteceu um monstro. O mesmo que pegou Bertolucci, acho. Ele atravessou a parede do teleférico com a mão e te nocauteou. Você bateu a cabeça depois que – te arranhou".
Vírus!
Ada fez força para levantar e ver o ferimento, mas a dor de cabeça a impedia. Ela tocou o galo bem acima da têmpora esquerda, e tremeu.
"Ei, fique parada". Leon disse. "O ferimento não é tão grave, mas você levou uma séria pancada..."
Ada fechou os olhos. Se ela foi infectada, não havia nada que podia fazer - e que ironia - se foi Birkin quem a feriu e ainda estava quente, Ada acabaria coletando a amostra do G-virus de uma forma bem pessoal. - Respire fundo. Você não está mais no teleférico, o que isso a diz?
" - Onde nós estamos?". Ela perguntou, abrindo os olhos.
Leon balançou a cabeça. " - Não tenho certeza. Como você tinha dito, é um laboratório ou fábrica subterrânea. O elevador está lá fora. Eu a trouxe para a sala mais próxima".
Ada virou a cabeça para ver a janela, para ver a área do elevador .Deve ser o nível quatro, onde a plataforma pára... O laboratório de síntese principal ficava no nível cinco.*****
((((" - Leon vá, salve-se. Eu só vou te atrasar."
" - Eu já disse, nós somos um time. Vamos fazer isso juntos. Agora apenas deite e descanse.'
" - Não. Escuta... Eu sei que eu mal te conheço, e eu sempre fui uma pessoa que nunca se importou com ninguém. Mas nesse pouco tempo juntos eu aprendi a apreciar a sua companhia. Então salve-se. Eu não quero te perder.")))))))
*****Leon olhava tão sinceramente, seu brilhante olhar azul tão sensível, que por alguns segundos fez Ada pensar em abortar a missão. Eles poderiam descer para o túnel de fuga juntos, entrar no trem e sair da cidade. Podiam fugir para bem, bem longe " - e depois o que? Ligar para Trent e dizer que vai reembolsar? Claro. Depois você pode conhecer os pais de Leon, ganhar um anel, comprar uma pequena casa branca com um cercado de madeira, ter alguns filhos... você pode aprender crochê e esfregar os pés dele depois de um duro dia prendendo bêbados e fazendo paradas no trânsito.
Felizes para sempre."
Ada fechou os olhos, incapaz de olhar para ele enquanto falava. - " - Minha cabeça dói muito, Leon, e o túnel que vi no mapa - eu não sei onde é exatamente...".
" - Eu vou achá-lo,". Ele disse. " - eu vou achá-lo e depois voltar para cá. Não se preocupe com nada, tá bom?".
" - Tome cuidado". Ela sussurrou, e sentiu os suaves lábios dele tocarem sua testa, o ouviu levantar e ir para a porta.
" - Fique aqui, eu volto logo". Ele disse, e a porta abriu e fechou.
Ela estava só. Ele ficará bem. Ele se perderá tentando achar o túnel, vai voltar, verá que fui embora e pegará o elevador de volta à superfície... eu poderei achar a amostra, escapar e tudo acabará.
Ada contou um minuto e sentou-se devagar. Foi uma bela pancada mas ainda conseguia funcionar.
Houve um barulho lá fora, e Ada se levantou, olhando pela janela. Ela conhecia o som mesmo antes de olhar, e sentiu seu coração afundar um pouco. O elevador estava subindo, provavelmente chamado do galpão por uma equipe da Umbrella... ... isso quer dizer que não tinha muito tempo. E se eles o acharem?
Não, Leon ficará bem. Ele era um combatente, sabia fugir do perigo, era forte e decente, e não precisava de alguém como ela em sua vida. Ela foi louca em considerar isso, mesmo por um momento. Era hora de arrumar as coisas, para fazer o que veio fazer, para lembrar quem ela era - uma agente freelancer, uma mulher sem dúvidas na hora de roubar ou matar para completar a missão, uma fria e eficiente ladra que leva o prêmio em uma carreira sem erros. Ada Wong nunca anda com os bons, e não será um policial de olhos azuis que a fará esquecer disso. Ada tirou as chaves e cartões do bolsar e abriu a porta, dizendo a si mesma que estava fazendo a coisa certa - esperando acreditar nisso. ***
As palavras de Leon ecoavam pela cabeça da espiã de maneira desgovernada. Quando foi que isso aconteceu? Quando foi que se permitiu ser pega de surpresa dessa maneira? Uma pergunta idiota, tudo começou a sair completamente de seu controle lá em Raccon, e ela sabia muito bem disso.
Seria a mulher dele, já o era. Ele era seu e de mais ninguém não haviam duvidas a respeito disso, e ela já pertencia somente a ele e só para o caso SE ela vir a esquecer, havia uma marca bem grande em seu próprio corpo só para lembrá-la. Saiu daquele maldito teleférico para finalizar sua missão, e tudo o que fez ao ver a cabeça do seu policial de olhos azuis prestes a ser esmagada por um Tyrant, foi chutar a razão para longe e se meter no meio da briga. A cicatriz estava bem alí, foi o seu premio por proteger o homem que aprendeu a amar. Perdeu um rim por causa da pancada, a hemorragia foi tão grande que fez seu pulso ficar impalpável, quando ela desmaiou, só restou a Leon constatar que ela estava morta.
E o amava, mais do que tudo. Foi esse amor que a fez sentir-se humana outra vez, que a fez descobrir não ser o monstro que achava ser. Que a apresentou um mundo completamente novo, que fez a jovem Ada Wong morrer e nascer uma outra, uma de que ela se orgulha muito mais.
Podia se imaginar esposa dele. Há muitos anos também o fez. E como se amaldiçoava por isso. Como foi burra de não o ter feito quando teve a primeira oportunidade. Teria sido tão mais fácil fugir com ele aquele dia, hoje o conhece o suficiente para saber que se tivesse contado toda a verdade e apenas fugido com o policial, ele a perdoaria... Seria tão... Leon. Teria sido tão fácil forjar sua morte, escolher um nome qualquer e se esconder em qualquer buraco desse mundo com aqueles bondosos olhos azuis. Aprender crochê não teria sido mais terrível que ver Simmons destruir a reputação de Leon num estalar de dedos, jogá-lo numa prisão onde meses depois ele aparentemente cometeria "suicídio". Não... eles não seriam tão bons... eles a torturariam das piores formas possíveis na frente dele, e depois que ele estivesse se sentindo suficientemente traído por aqueles que realmente controlam o seu país, ferido, humilhado, impotente, aí sim, eles o torturariam, e o matariam, e a obrigariam a assistir tudo, para que ela aprendesse a nunca mais "abandoná-los", principalmente Derek... por Deus, não é necessário que ela entre naquele país negociando anistia como uma Senhora Kennedy para que aquele maníaco do Derek faça com Leon uma vingança pessoal... Bastava agora mesmo ele descobrir que os dois eram amantes!
Abandonou seus negócios com a Família Simmons, encerrou seus serviços com qualquer organização norte-americana, caiu como mercenária pelo mundo a fora, justamente por Leon. Porque ele a mudou. Porque depois de tudo o que aconteceu em Raccon ela não podia mais trabalhar para aqueles que de fato provocaram toda aquela tragédia. Seria a pior traição que poderia fazer contra o seu policial. E foi assim que acabou trabalhando para Wesker - que na sua opinião não chagava a ser tão ruim assim comparado a outros - para a Organização, para a Inteligência Britânica, Máfia Russa, Italiana, para o governo japonês, chinês, qualquer coisa era melhor que voltar para os Estados Unidos.
Ele realmente acha que pode protegê-la, mas tudo o que ele pode fazer é atirá-la direto na boca do lobo, onde ela seria o prato principal, e, ele e o amigo presidente, seriam os petiscos de entrada. Leon não sabe, talvez nunca venha a saber, que de todos os lugares em que ele buscou poder para ficar mais protegido, foi justamente onde o deixou mais vulnerável. Ela queria tanto contar para ele a verdade, mas a essa altura do campeonato, ela o colocaria aonde? O arrastaria pelo mundo em suas missões como mercenária, trabalhariam juntos? Oh sim, Leon tem todo o perfil de quem aceitaria uma vida assim... Além do mais, já era trabalhoso o suficiente se manter escondida e viva quando está sozinha, protegendo o tipico herói incapaz de ter uma atitude egoísta nem que seja para salva a própria vida então... não durariam quinze dias. Era mais seguro deixá-lo onde estava, alheio a verdade sob seus pés, pertencente ao grupo de pessoas que não existe interesse em ser eliminado. Leon fazia parte de toda a "figuração" que precisava existir para que as pessoas tenham a falsa impressão de que estão a salvo, e de que o governo está lá para elas.
Essa era a triste verdade, sua real situação, mesmo assim, o que passava em sua mente agora era colocar aquele anel, fazer juras eternas de amor a ele... podia até imaginar se tudo aquilo fosse verdade. Se casariam somente no civil, talvez até por procuração, sairiam em lua de mel no México. Depois de ter sua anistia e asilo politico poderia abrir uma agencia de investigação empresarial, segurança de dados, planejamento antirroubo para bancos, cassinos... até que seus conhecimentos no mundo do crime lhe renderiam bons frutos. Esperariam o dia em que finalmente pudessem planejar uma criança... esse era outro arrependimento que ela guardava, do pensamento infeliz que teve anos atrás, é claro que seria a mãe dos filhos dele e de muito bom grado, de quantos ele quisesse ter, seria maravilhoso carregar um pedacinho do Leon crescendo dentro de sí, e isso a encheria de orgulho. O que não deixava de ser um pensamento egoísta já que não se achava capaz de ser uma boa mãe, que ensinaria tudo o que não se deve, mas tinha certeza absoluta que ele seria um pai maravilhoso, mesmo que fosse de uma menina fria, sádica, dona de um humor negro nojento e teimosa feito mãe... aliás, os avós paternos eram criminosos, a mãe era uma criminosa, carga genética para parir uma "cobrinha" era o que não faltava. E mesmo assim ele a amaria mais que tudo. Quanto a ela mesma, preferia uma ovelha negra da família, um menino idêntico a Leon em tudo, até na personalidade.
Leon tinha razão, em seu mundo, o mundo dos inocentes, o plano era perfeito. Mas não no mundo de Ada Wong, no mundo dela já era o suficiente saber que era capaz de amar, se importar e se preocupar com alguém, saber que era correspondida e ter a chance de estar ao lado dele de vez em quando. Esse era o trato, isso era o máximo que ela tinha a oferecer. Queria poder sentir raiva dele por ele querer ir além, mas não conseguia, talvez por conhecê-lo e por saber, lá no fundo que algo assim acabaria acontecendo. Sendo assim, a culpa era dela, só dela. Não importa o rumo que essa conversa tome, o final seria um Leon magoado. Sendo assim cabia a ela no minimo, consertar a besteira que fez.
Ele iria sofrer, mas pelo menos estaria a salvo e vivo. Não podia contar os seus reais motivos, se realmente o amava, era seu dever fazê-lo acreditar que devia continuar no exato lugar onde está agora, junto ao presidente, Hunnigan, seus amigos e parar por aí, não buscar nada além, não desconfiar de ninguém mais. E não existe jeito melhor de fazê-lo do que puxando a culpa de todas as mazelas para sí, seu passado a condena, e ele acreditaria facilmente. Com o tempo ele iria esquecer, e tudo o que viveram não passaria de uma lembrança, afinal, quem amaria aquela que no final, não passou de uma puta num vestido vermelho?
" - Ada... você esta chorando?"
Rapidamente enxugou os olhos e forçou um sorriso. " - Nada disso, eu só estava um pouco sonolenta e... bem, você me pegou de surpresa."
" - Então, qual é a sua resposta?" - Não teve resposta. A espiã estava emocionada mas não disse uma única palavra, apenas tomou-lhe os lábios num beijo e juntou seu corpo nu ao seu. Leon correspondeu ao beijo abraçando-a, então tomando a mão dela entre as suas, posicionando o anel de noivado - " - Sim?"
Ada respirou fundo, e quando olhou no fundo dos olhos do amante, disse: " - Seria bom demais para ser verdade." - E deixou que Leon empurrasse a joia, encaixando-a perfeitamente em seu dedo - " - É lindo, eu não nunca teria imaginado um mais perfeito."
" - Que alívio, serviu. Eu tinha certeza que era o seu numero."
E era lindo mesmo, perfeito em todos os sentidos. Fosse aquele diamante, ou fosse um brilhante pequeno dividido em várias parcelas para um policial recém-formado pagar. Era perfeito.
" - Eu preciso ligar para Hunnigan e pedir que ela prepare os papeis, as nossas passagens. O meu advogado, talvez devêssemos encontrá-lo antes de você pisar na América, ensaiar tudo, montar a sua defesa, essa parte é fácil, você ajudou um policial, você se arriscou para ajudar a retirar a Plaga de um agente do governo e da filha do presidente, depois você nos ajudou a matar o Saddler, e a escapar da Ilha... Você será interrogada, mas eu vou mexer os meus pauzinhos... eu estarei presente em todas as sessões, você não vai ficar sozinha um minuto, eu vou depor por você, Ashley também e..."
" - Psss." - Tocou os lábios de Leon gentilmente - " - Você não devia pensar nisso agora, Bonitão." - e beijou-o novamente.
Ela tinha razão, não era hora para pensar nisso. Ele tinha a sua noiva, vestida como veio ao mundo, deitada ao seu lado, cheia de amor para dar depois de dois anos longe e agora que ela aceitou sua proposta, eles tinham todo o tempo do mundo para cuidar dos detalhes. Era inacreditável, depois de tantos anos onde só ele estava sujeito a regras naquele relacionamento, finalmente, agora ele estava com a fera domada... Não que quisesse vê-la submissa a ele, nunca. Mas sim porque sempre a viu como uma borboleta, exatamente como aquelas bordadas em seu vestido vermelho na Espanha. Que voa livre, pousando de flor em flor, sem rumo, sem poder ser presa. Não podia imaginar que convencer Ada a sossegar suas asas em um único lugar no fim fosse tão fácil.
Se ela sente por ele metade do amor que ele tem por ela, seria bem fácil de explicar até... Amava aquela mulher mais do que tudo no mundo, seria capaz de fazer coisas inconfessáveis por ela, já mentiu no trabalho por causa dela, voltou de missão sem contar que foi ela quem levou a amostra da Plaga, não contou que ela trabalhava para uma segunda organização além de Wesker. Omitiu informações obtidas em missão, deu depoimentos falsos a seus superiores... por causa dela. Sendo assim,como chegaram até alí, finalmente, não importava mais. O importante é que chegaram. Encontraram uma solução, e tudo ficaria bem.
Deixou que Ada tirasse a toalha que tinha da cintura e deitou por cima dela, ela se agarrava aos seus cabelos ainda úmidos enquanto se beijavam, envolvendo-o entre as pernas se acomodando melhor sob seu corpo. Leon amava isso, como os corpos dos dois sem encaixavam tão perfeitamente. A mestiça moveu os quadris e gemeu por entre o beijo ávido quando sentiu a pressão do sexo rijo do agente contra a sua umidade, a medida que ele espremia mais o corpo dele contra o seu, os quadris, a barriga, peito com peito, como se quisessem ser um só.
Leon saiu do beijo para deixar escapar um gemido engasgado, então atacou o pescoço da morena, chupando-o com força, dessa vez sem medo de deixar alguma marca, suas mãos grandes, fortes e calejadas corriam desesperadas pelo corpo moreno, apertou um seio antes de tomá-lo quase inteiro na boca, era outra característica favorita nela. Ada era uma mestiça com fortes traços orientais, magra, esbelta, tinha um belo par de pernas, um quadril largo... mas não tinha seios grandes, e Leon gostava exatamente assim, grandes o suficiente para encher um decote, pequenos o suficiente para caber em sua mão, firmes, duros, e ela provavelmente não faz ideia do inferno que era e sempre foi para ele como norte-americano, desde adolescente, realmente gostar do corpo de uma garota quando se detesta as com "tetas grandes". O agente os amava, poderia ficar uma noite inteira alí brincando com eles se ela deixasse, e já estava até estranhando como ela estava alí, tão boazinha embaixo dele, sem tentar tomar as rédeas, sem assumir o controle. Agora não, agora ela estava completamente entregue a ele, carinhosa, apenas aceitando suas investidas, aproveitando suas caricias, deixando que ele fizesse tudo do jeito dele.
Ada queria aproveitar cada toque, cada oportunidade de beijá-lo, se sentir o cheirinho bom dele que nunca mudava. Ela ergueu mais a pernas envolta da cintura do loiro quando ele introduziu o primeiro dedo nela, a espiã o beijava os ombros, os pescoço, a orelha, incentivando-o a continuar, seus corpos ainda colados, a ereção de Leon pulsando contra seu ventre.
" - Olha pra mim." - Ele pediu e seu pedido foi aceito, encarou os olhos puxados, claros e exóticos que ele podia jurar que eram os mais belos que já viu, que agora estavam abertos - " - Não fecha, eu quero olhar para você."
Assim Ada também pode olhar no fundo daqueles olhos azuis, no momento em que ele a penetrou, de uma vez, numa só investida, como resposta ela o puxa pela nuca deixando o rosto do loiro apenas alguns milímetros do seu. Leon estava dentro dela, ainda a encarando no fundo dos olhos sem deixar que ela desviasse o olhar. Ele então começou a se mover dentro dela, Ada podia escutar os próprios suspiros se misturando aos dele, o envolveu com os braços e finalmente fechou os olhos para beijá-lo. Sentiu então as mãos fortes a segurarem pelas nádegas a medida que se arremetia mais rapido, a fina camada de suor que formava no corpo branco se misturar ao que se formava no seu.
Não era só pelo fato de sempre terem feito amor que ela gostava tanto. Era o sexo por sí só também. Ada era obrigada a reconhecer que Leon sabe o que faz, cada movimento dele enquanto entrava nela, a levavam a loucura, sempre. Tentou erguer ainda mais os joelhos, usando as pernas para empurrá-lo mais contra sí. Sentia o prazer imenso misturado ao remorso pelo que teria que fazer depois, o agente não percebeu as novas lagrimas se formarem em Ada quando ela atingiu o orgasmo. Pouco tempo depois ele a seguiu, inundando-a com seu gozo.
A temperatura elevada de seus corpos fez com que sentissem frio, ainda recuperavam o fôlego em baixo das cobertas quando Ada recebeu a ultima facada em seu peito antes de Leon finalmente dormir:
" - Obrigado. Ada. Hoje foi o dia mais feliz da minha vida."
Ela agradeceu o fato dele a abraçar de costas, assim não a veria chorar.
Leon abriu os olhos devagar. Estava muito tonto, como se tivesse sido atropelado por um ônibus. Depois de um tempo tentando entender o que estava acontecendo, percebeu que só podia estar drogado.
Alguém o botou para dormir, e a dose foi forte. Imediatamente procurou pela espiã ao seu lado. Será que alguém a levou? Provavelmente a pessoa-motivo que a obrigou a se esconder por dois anos. " - Ada!" - Chamou assustado, sem ouvir resposta. Imediatamente correu até a sua bagagem para pegar sua pistola. A visão ainda estava turva, sentia o corpo um pouco fraco. Chutou a porta do banheiro, e não havia ninguém lá... quando voltou para a cama, sentiu o coração falhar quando observou o criado mudo.
Um envelope, e em cima dele, o anel que deu a Ada.
Não acreditava que ela teria fugido assim, embora isso tenha lhe passado pela cabeça. Mas nesse momento, abriu o envelope porque acreditava se tratar de um pedido de resgate.
" - Leon,
Eu sei que não há pedido de desculpas que seja o suficiente para você me perdoar. Se te serve de consolo, foi maravilhoso ser a sua noiva, mesmo que só por um dia. Eu tentei. Eu queria muito ser a mulher certa para você, simplesmente ir embora e ficar ao seu lado. Mas daí eu realizei que essa não sou eu.
Também percebi que não é certo continuar fazendo isso com você. Você merece muito mais da vida do que eu posso te oferecer. Você merece alguém que saiba amar como você ama. Que saiba cuidar de você, como você cuida de quem gosta. Eu não sei. Eu achei que poderíamos ser amantes e conciliar os nossos estilos de vida e objetivos diferentes independente daquilo que sentimos um pelo outro. Mas me enganei.
Eu assumo toda a responsabilidade pelo rumo que as coisas tomaram. Você não fez nada errado, a culpa foi toda minha. E para garantir que eu nunca mais vou te atrapalhar eu decidi te deixar essa carta. Para te avisar que não espere mais noticias minhas, não programe a sua vida pensando que vamos nos encontrar de novo.
Eu sinto muito. O suficiente para não ter coragem de te dizer adeus cara a cara.
Nós não somos mais nada um do outro, apenas tivemos um passado, que para mim, acredite, significou muito.
Você terá uma vida maravilhosa, com alguém que te mereça. Eu não tenho a menor duvida disso.
Ada.
P.S. Desculpa ter te drogado, eu não podia correr o risco de você acordar a tempo de me alcançar. Não se preocupe com a diária do hotel nem a sua passagem de volta, está tudo acertado.
Leon não percebeu exatamente quando começou, em algum momento após ler aquela carta foi tomado por uma ira suficiente para deixar um rastro de vasos e lampadas e outros objetos quebrados pelo quarto, estava de frente para a janela, esmurrou um vidro sem pensar. Soltou algum palavrão quando viu seu sangue escorrer com um corte profundo.
Caminhou até o banheiro e pôs-se a lavar a ferida, não conseguia enxergar o corte direito, a principio achou que sua visão estava borrada por causa da droga, ou por causa da raiva. Só quando sentiu os ombros sacudirem e o ar faltar, percebeu que era por causa das lagrimas. Desistiu de lavar o corte e puxou um toalha de rosto para estancar o sangue.
Deixou-se cair, sentando no chão frio do banheiro, apertando o corte com a toalha manchada de vermelho, sem se importar em enxugar os olhos.
Continua...
