Chapter 13: Quase a Primeira Vez

12 – QUASE A PRIMEIRA VEZ

A rotina dentro da Ordem se manteve da melhor maneira possível apesar de muitos terem ficado preocupados com o desaparecimento do trio, porém todos sabiam que eles tinham assuntos a resolverem do mistério que envolvia Dumbledore.

- O que houve? Porque a correria? – Draco perguntou assustado ao chegar na sala vendo os integrantes da Ordem partir em missão conjunta.

- Atacaram uma escola! – Gina correu chorando e se agarrou na cintura dele soluçando – Ninguém sabe quantos feridos! Uma escola! Merlin!

- Calma Gina! – Draco viu o desespero dela e sem saber o que fazer já que todos tinham partido decidiu tentar acalmá-la levando-a para se sentar no sofá.

- Essa guerra não acaba e eles não voltam. – a garota se acomodou no peito dele deixando subir um cheiro adocicado de cereja que embrulhou o estomago dele.

- Logo eles vão voltar... – murmurou ele sem muita certeza e abraçou a garota tentando fazê-la parar de tremer.

- Já faz tanto tempo que partiram e até agora nenhuma notícia. – ela dizia entre soluços e tentativas fracas de respirar.

- Sinal que estão bem, quando alguma coisa ruim acontece a notícia voa. – tranqüilizou o garoto não acreditando nas próprias palavras, também sentia saudade.

- Me promete uma coisa? – perguntou ela encarando os olhos cinza e distantes dele.

- Depende. – respondeu desconfiado fitando os olhos castanhos e inchados do choro.

Ela sorriu antes de continuar.

- Promete que não vai me abandonar? – ela se agarrou a ele com tanta força que Draco teve medo dela parti-lo em dois.

- Vou tentar. – disse rindo e brincando com o cabelo dela que grudava nas lagrimas.

- Promete que vai me defender? – ela disse séria fazendo bico.

- Ninguém vai te machucar Gina! – prometeu ele beijando a testa dela e embalando seu sono.

Gina sonhou que era uma princesa de um grande reino e que iria conhecer seu príncipe, mas ela já conhecia seu príncipe, porém dessa vez se assustou ao perceber que ele tinha os cabelos loiro claro escorridos e os olhos verdes profundos. Ela não se lembrou do sonho quando acordou, mas sentia que algo estava diferente.

A partir daquele dia para completo desespero de Draco, Gina virou sua sombra dentro da Ordem o seguindo a todos os lugares e muitas vezes dormindo numa das camas do seu dormitório. Ele sabia que ela estava transferindo seus sentimentos, mas não havia muito o que fazer. Se brigasse com a garota muito provavelmente ela quebraria em plena guerra e manter a sanidade era mais importante.

Era uma noite escura, nem a lua ou as estrelas deram suas caras no céu e Gina observava atentamente do sótão da sede da Ordem aquele céu tão triste e sem vida. Não demorou nem dois minutos e escutou sons vindos dos andares inferiores.

Encolheu-se involuntariamente ao ouvir um estrondo particularmente alto. Um som de faíscas que só poderia ter sido produzido por um forte feitiço. Ela podia ouvir milhões deles voando de um lado para o outro, atingindo bruxos, destruindo o lugar.

Correu para a escada para poder entender o que estava acontecendo, mas foi interrompida por Draco que vinha correndo procurando por alguma coisa, mal ele colocou os olhos nela a segurou contra o corpo e seguiu para longe dos sons de combate.

- Covarde! Estamos sendo atacados, temos que ajudar! – Gina tentava se soltar, mas Draco era muito mais forte.

- Quieta! Eles são muitos não podemos ajudar, precisamos sair daqui e sobreviver.

- Eu quero lutar! – ela encarou decidida aqueles olhos cinza e havia uma expressão estranha no rosto dele, parecia carinho.

- Nós precisamos sobreviver, nem que seja por eles. – Draco tinha sua típica voz arrastada murmurando no ouvido dela na tentativa de não chamar atenção.

- Estup...

- Protego!

- Vamos! Temos que sair daqui agora!

- O traidor!

- Matem o miserável!

- Ava...

- Expelliarmus!

- bom-BAR-da – o som de explosão fez a estrutura da casa tremer.

Draco corria com Gina sempre jogando feitiços contra aqueles que os perseguiam, ainda estavam num lugar que proibia aparatação e precisavam correr. Felizmente sentiu que já poderia aparatar e agarrou firme a garota contra o seu corpo e saiu dali.

Aparataram dali e ficaram mais de duas semanas sem notícias dos outros. Draco foi o mais atencioso que ele poderia ser com Gina que ficava a cada minuto mais desesperada por notícias da sua família. Draco teve que encontrar uma calma que nem imagina de onde arranjou para consolar a garota e evitar que ela cometesse alguma besteira.

Quando reencontraram os outros sobreviventes, Gina estava completamente encantada pelo loiro que tinha cuidado dela de maneira tão especial.

### Você não pode me amar ###

- O que foi aquilo? – uma voz grossa e irritada soou baixa nas suas costas.

- O que foi o que? – Melanne se virou para encarar John que tinha um olhar de puro ódio.

- Aquela sua entrada ridícula com o comensal! – ele rosnou baixo, era claro que não pretendia um escândalo.

Melanne bufou irritada.

- Primeiro que não é da sua conta, segundo que não foi premeditado se é isso que a sua mente insana está pensando – John tentou falar, mas ela o cortou com um olhar – e terceiro que ele não é um comensal.

- Para quem se dizia tão intocável você anda se misturando muito com o lixo. – John observava Draco de longe e percebeu que o mesmo lançava alguns olhares em direção a Melanne. – Nunca pensei que você se prestaria a isso.

- Felizmente temos conceitos diferentes quanto o assunto é lixo. – Melanne lançou um olhar de puro desdém antes de se retirar.

- O que você quis dizer com aquilo? – Frank que tinha ouvido a conversa perguntou ao ver John acompanhar Melanne pelo salão.

- Ela pareceu uma meretriz do Malfoy! – respondeu seco e irritado tomando um gole de firewisk.

- Acredita mesmo nisso? – perguntou surpreso a John.

- Não – ele respondeu num sussurro – Mas eu espero que aquele comensal nunca mais encoste nela.

- O que é isso McBlood? Ciúmes por ela nunca ter deixado você tocá-la? – Meg se aproximou sorridente trazendo dois copos e entregando um a Frank que ria discretamente da cara contrariada de John.

John fechou a cara ainda mais e saiu sem responder.

- Não devia provocá-lo! – disse Frank sorrindo.

- Não consigo evitar – a garota sorriu arteira – Não vai falar com a Parkinson?

- Preocupada? – Frank ergueu uma sobrancelha interrogativo.

- Curiosa! – Meg falou displicente observando o salão enquanto tomava um gole do drink.

- Não... – Frank por fim respondeu cansado – Vou esperar voltarmos para Hogwarts, aqui tem muita gente.

- Medroso! – Meg riu – Só porque ela veio acompanhada do Zabini! – e continuou rindo indo em direção a algumas meninas da Sonserina.

Frank olhou discretamente pelo salão e viu Pansy conversando animada com Zabini, Crabbe e Goyle totalmente fascinados pelo requinte da festa e alheios a expressão séria que Draco possuía perto deles fitando agora descaradamente Melanne que conversava com um rapaz a alguns metros dele.

Suspirou entediado e foi procurar John pelo salão pelo olhar de Draco era melhor manter os dois bem longes um do outro antes que uma briga gigantesca acontecesse bem no meio do salão de festas dos Morritis.

Draco olhou Melanne ao longe enquanto tomava um gole de firewisk. Ela conversava animada com um rapaz que ele não conhecia provavelmente trouxa. Sentiu uma vontade descontrolada de ir até lá implicar. – "Você só quer pertuba-la" – garantiu para si mesmo.

Melanne sorriu da melhor maneira que conseguia para o rapaz a sua frente. Ele era trouxa, filho de algum diplomata amigo dos seus pais, convencido e totalmente irritante. Agradeceu internamente quando alguém chamou o rapaz fazendo-o se despedir dela, mas não teve tempo para se sentir aliviada, pois logo uma voz arrastada e fria sussurrou no seu ouvido fazendo-a se arrepiar.

- Para trouxas até que a festa está aceitável!

Melanne bufou, não queria ser vista novamente com Draco.

- Não me irrite Malfoy! – e se foi deixando-o falando sozinho.

Ele olhou a garota partir e não gostou de ter sido deixado de lado e foi atrás dela para tirar satisfação, enquanto a garota corria para fora do salão com o coração aos pulos. Draco conseguia deixá-la desconcertada.

Alexandra não acreditou quando viu os dois saindo do salão, felizmente McBlood não parecia ter notado e continuava contando vantagens para o pai de Melanne, Philip e a garota agradeceu aos céus quando Frank e Meg também apareceram para dar mais assunto a roda e entreter John. Não gostaria de imaginar o humor deste se visse sua pedra preciosa com o Malfoy novamente.

Draco saiu do salão irado com aquela garota que o deixava confuso puxando-a pelos braços e fazendo o que estava louco de vontade para fazer desde a primeira vez que a viu naquela noite sem nem se dar conta das suas próprias ações envolvido num impulso absurdo de vê-la indo para longe dele.

Segurou a nuca dela com força, olhando no fundo dos seus olhos negros e a beijou.

Os lábios de Draco de encontro aos de Melanne. Havia choque. Expectativa. Não era um beijo romântico. Não era delicado, manso, tão pouco carinhoso. Ele não era carinhoso. O beijo era ofegante, forte e desesperador. Chegava a machucar os lábios de Melanne, a maneira como ele imprensava os dele nos dela. Não havia palavras. Era desnecessário. Havia a percepção de que tudo aquilo era tão errado para ela. Alguém podia ver, pior seus pais podiam ver ou pior ainda John McBlood podia tentar matá-lo. Mas também havia os braços de Draco na cintura dela, apertando. E as mãos de Melanne entre os cabelos finos, os cabelos angelicais dele. E fazia calor. Muito calor. E nada mais parecia ter importância alguma naquele instante.

- Malfoy, se afasta, eu... – a voz da garota era fraca.

- Morritis, faz um favor? – ele sussurrou – Cala a boca! – Draco abriu uma porta e empurrou Melanne para dentro. Ele não estava interessado em quem era ela ou aonde estavam. Ele queria Morritis. Ele desejava intensamente aquela garota e nada mais importava naquele momento.

As mãos dele deslizaram pelas costas dela, apertando o seu corpo contra o dele. E a sua língua estava na boca dela agora. E a dela na dele. Calor. E Melanne pensou que Draco ardia e esquentava tudo dentro dela. E a luz do luar que vinha da grande janela iluminava as feições dele. Era quase manhã já. E Draco Malfoy tinha um delicioso gosto de menta e hortelã.

Melanne alisou os ombros dele. A estrutura do seu corpo esguio. Os ombros eram largos. E de repente ela gostava da perspectiva de beijar Draco Malfoy e mapear o seu corpo com as suas mãos. Por isso continuou, descendo as suas mãos até o seu cotovelo e subindo novamente, devagar, no mesmo ritmo dos movimentos dos lábios.

Ele deslizou os dedos finos sob as costas acompanhando o tecido macio e delicado do vestido. E o contato da sua pele com a dela a deixava arrepiada. E a fazia apertar os olhos com força na tentativa de gravar aquela sensação na mente. E nada na vida de Melanne parecera tão bom quanto os dedos de Draco na sua pele.

O corpo de Draco fazia pressão contra o dela e ela não tinha pra onde ir, havia apenas uma mesa atrás deles. E não havia um mísero espaço entre eles, mas a pressão do tronco dele contra o dela fazia com que esta arqueasse as costas. E aquilo parecia afastá-los. E uma das pernas dele estava entre as dela, mas ela o queria perto, bem mais perto. Melanne soltou o seu braço e apoiando as suas mãos contra o tampo da mesa atrás dela, fazendo pressão contra a mesma até que conseguisse se sentar sobre ela.

Agora Melanne estava lá, sentada sobre a mesa da biblioteca do seu pai. E de alguma forma no meio do seu esforço para subir no tampo, Draco se acomodou entre as suas pernas. Fazendo com que Melanne sentisse tanto calor como nunca lembrava de ter sentido em sua vida. E ela afundou os dedos nos cabelos platinados quando os lábios dele se desprenderam dos seus e passou a beijar o seu pescoço. E aquilo deixava-a arrepiada. E tudo aquilo era novo e inesperado. E de repente Melanne o trazia para ainda mais perto dela ao cruzar as suas pernas contra as costas dele.

Seus olhos cinzas sobre ela, fios loiros caindo sobre seu rosto e tudo que ela conseguia pensar era em como ele parecia perfeito naquele momento e se odiava por isso.

Os beijos que ele voltou a dar no pescoço dela deixariam marcas. E tudo o que Melanne conseguia pensar era em como tudo aquilo era bom. E havia o som dos suspiros de ambos no ar fazendo-a se arrepiar ainda mais. As mãos dele não estavam mais na cintura dela, puxando-a para mais perto. Suas mãos estavam nas suas costas buscando o fecho do vestido e acariciando a sua pele exposta deixando marcas de fogo por onde passava.

- "Por Merlin, eu nem ao menos considerara essa questão, mas que porra, eu não quero que ele pare também."

O coração de Melanne pareceu bater ainda mais forte ao se dar conta do que aquilo significava e a mente assimilava que ela tinha Draco Malfoy entre as suas pernas tentando lhe tirar o vestido entre os beijos quentes e por algum motivo ela não queria que ele parasse, ela não queria que aquele calor parasse. Mas era aquilo errado,deveria ser errado.

- "Ele é um puro sangue, você é uma porra de uma sangue ruim nojenta, acorde Melanne! Ele não pode te querer! Ele não deve! Você não deve..."

Então ele parou e ela se surpreendeu ao sentir apreensão e não alivio. Melanne não tinha idéia do que ele faria, do que ele poderia fazer. Draco podia simplesmente ir embora, ele deveria ir embora, mas ele não se afastou.

Draco tomou o rosto de Melanne em suas mãos fazendo-a abri os olhos temendo o que quer que ele tivesse em mente e de repente os olhos dele também se abriram: Cinza chumbo, quase negros como os dela.

- Se você quiser parar, tem que ser agora. – E a voz rouca do garoto não era mais que um sussurro – Eu não vou conseguir parar depois.

Melanne olhou para o rapaz a sua frente com os cabelos loiros desalinhados caindo sobre o seu rosto, a respiração acelerada, os lábios inchados e havia aquele olhar intenso de desejo. Malfoy não tinha amor, pois tinha o desejo, a luxúria, a mágoa, o desespero e todos aqueles sentimentos que se entrelaçavam e se perdiam em algum lugar obscuro da mente, fazendo com que analisá-los fosse impossível. Ele era uma incógnita. Ela era uma incógnita. Porque com não havia a certeza de um amanhã, não deveria haver um amanhã. Ela não deveria pensar no amanhã. Não num amanhã com Malfoy.

- "Melanne você não pode se apaixonar para de pensar em amor ou amanhã garota, isso é físico você não pode deixar isso evoluir, sua idiota, não pode" – a mente da garota gritou em desespero.

Então Melanne levou seus dedos até o nó da gravata dele, afrouxando-a apenas o suficiente para alcançar o botão da camisa que se escondia por trás desta, se inclinando para beijar a bochecha, o maxilar, o pescoço e os seus dedos avançavam pelos botões da camisa de Draco tremendo, Melanne já estava na metade agora. E de repente Draco tomou as suas mãos nas dele e respirou fundo.

- Morritis, pára, você não está me entendendo! Se você não parar, eu vou...

- Eu sei. – Melanne disse sem fazer qualquer esforço para desvencilhar as suas mãos das dele. – Eu quero.

Então Draco sorriu, aquele meio sorriso, o sorriso quase maldoso e vitorioso se aproximando do rosto dela, vagarosamente e ele a beijou, e continuava não havendo os movimentos suaves, os lábios deles e suas línguas se tocavam de uma forma apressada, quase dolorida. Os dedos dele desciam e subiam pelos fecho aberto do vestido e a proximidade daqueles dedos com a pele dela faziam Melanne queimar.

Draco alisou os ombros nus e escorregou as mãos pelos braços delicados dela. Os dedos dele frios e finos, apertando aquela pele alva e trazendo-a para ainda mais perto dele. As mãos de Melanne continuavam trêmulas alisando o peitoral perfeito dele por baixo da camisa semi-aberta. Draco era macio e quente. Tudo em Draco Malfoy era quente. Menos as suas mãos. E esse contraste deixava-a ainda mais ofegante.

Melanne julgou que sentiria vergonha ao encará-lo enquanto terminava de desabotoar a camisa dele, mas tudo o que sentiu foi desejo puxando-o para mais um beijo no final fazendo-o apertar ainda mais o corpo dela contra o dele.

Os lábios finos dele beijando o pescoço de Melanne, descendo até um ponto sensível próximo as suas omoplatas. E um sussurro deixou os lábios dela e ela podia jurar que ele estava sorrindo com a boca próxima a sua pele. E a sua mão alisava o torço dela, queimando. E quando os dedos dele tocaram os seus seios, Melanne achou que fosse morrer deixando outro suspiro escapar pelos seus lábios.

Melanne tomou o rosto dele com suas mãos e o beijou, seus dedos agarrando os cabelos da nuca dele com força enquanto os dedos dele ainda estavam sobre o seio dela. Draco empurrou-a pelos ombros fazendo-a se apoiei no tampo da mesa indo mais para trás. Quando ela deu por si o corpo dele pesava sobre o dela, mas pesava de uma forma exata, exercia a pressão exata e os dedos dela arranhavam as costas dele por baixo da camisa enquanto os lábios dele deixavam os dela e desciam pelo pescoço e pela escápula da garota que gemia.

Draco beijou os seios dela fazendo as costas dela arquearem num movimento que independia da sua vontade. E os dentes, a língua, explorando os seios fartos faziam com que a respiração de ambos ficasse ainda mais ofegante. E suspirar e gemer pareciam ser as únicas coisas que Melanne conseguiria fazer para continuar puxando e expelindo o ar dos seus pulmões.

Sem deixar de morder e sugar o seio de Melanne, Draco puxou o vestido dela pra cima com violência e sem se preocupar em não destruir o tecido apertando a coxa dela com tanta força que ela teve certeza que ficaria marcada no dia seguinte, mas Melanne não estava preocupada com esse detalhe no momento.

Os dedos de Draco subiram pela parte interna da coxa dela fazendo-a tremer de antecipação. E Draco a tocou por cima da sua calcinha e ela achou que poderia morrer naquele minuto. Os dedos frios dele acariciando-a por cima da calcinha rendada e úmida, a boca dele no seio dela e as mãos dela puxando aquele cabelo liso e loiro de uma forma que poderia doer, mas no momento ele não estava reclamando.

Melanne não sabia como os seus dedos tinham chegado até o cinto da calça dele, mas quando eu se deu conta, estava tentando soltar o cinto e descer a braguilha e ela tremia tanto que aquilo se tornava impossível.

Os olhos de Malfoy encaravam os de Melanne com um leve sorriso em seus lábios e ele a beijou mais uma vez com os lábios quentes, os movimentos ferinos e ela não os queria de qualquer outra forma até sentia-lo contra a sua perna e estremecer.

- Espera, espera. – ele falou naquela voz rouca – Você... Você é...

Melanne soltou um longo suspiro antes de falar.

- Sim, eu sou virgem, Malfoy.

E Melanne se sentiu estranha ao me dar conta que ele se importava a ponto de perguntar. E de repente ela viu que aquilo seria o errado mais certo que ela gostaria de fazer em toda a minha vida.

Melanne o puxou contra os seus lábios e ele não se moveu recuando e fazendo-a desprender as pernas dele, fazendo-a sentir as coxas contra o tampo gelado da mesa. O corpo dele quente contra o dela se erguendo.

Quando se deu conta o olhar de Malfoy estava transtornado de raiva e desejo, ele estava furioso e só não acertou o seu rosto com um tapa que a desmontaria na certa porque Melanne correu para o canto do escritório tentando fechar seu vestido de qualquer jeito. Ele estava descontrolado ao pegar um taco de golfe do pai dela.

Melanne olhava incrédula ele quebrar metade do escritório de seu pai com os olhos marejados de água, não entendia de onde tinha surgido tanto ódio, era crime ser virgem? Draco a agarrou pelo pulso e a jogou no sofá preto próximo a janela, a encarando com fúria. Melanne caiu de qualquer jeito no sofá e Draco ficou ao lado dele, a segurando pelo pescoço com uma pequena força, mas o olhar assassino que ela via, a deixava amedrontada.

- Para Malfoy, você ta me machucando – ela gemeu sentindo o pescoço ser fechado cada vez mais na mão fria do loiro.

- Eu não quero te machucar – ele sibilou feito uma cobra – EU QUERO MATAR VOCÊ!

- O que eu fiz de errado? – ela tentou se soltar – Vai me bater por eu ser virgem?

- Por você ser virgem, ser uma sangue-ruim, ser cheirosa, ser macia... Eu quero te matar por tudo que você é! – ele confirmou.

- Porque? – seus olhos estavam turvos das lagrimas – Me solta! – ela gritou assustada vendo o pegar novamente o taco de beisebol.

- Não – Draco grunhiu ignorando a interrogativa da garota.

Com estratégia ela encolheu as pernas no corpo e depois as levantou, indo direto com os pés no rosto do loiro. Ele caiu pra trás e Melanne pegou o taco de beisebol da mão dele.

- Eu sou culpada por nunca ter deixado nenhum homem ter me tocado? – ela falou com um fogo dentro de si – Me desculpe por não seu uma puta que você não tenha pudor para abusar. – Melanne sorriu sarcástica jogando o taco longe e quebrando mais alguns vasos da sala.

- Eu não quero nada de você – Draco grunhiu irritado pela situação, nunca tinha lhe passado pela cabeça tirar a virgindade de alguém, ainda mais naquelas condições – Eu só quero sair daqui e nunca mais te ver.

- Vá embora Malfoy! – Melanne falou firme se afastando dele – Eu prefiro te aturar atrás de mim me chamando de sangue-ruim do que isso.

- Cala a boca! – Draco se jogou no sofá passando as mãos pelos cabelos ambos estavam gritando.

- Não! – ela afirmou dolorosamente – Porque Malfoy?

- Isso não é nada! – Draco gritou transtornado de raiva – Não significa nada, não passa de uma aposta. Um maldito orgulho de ter sempre tudo o que se quer.

- Para – ela gritou ainda mais alto – É tão grave assim ninguém nunca ter me tocado?

- Não faz diferença – ele gritou se levantando – Não estou nem ai, você não é única nesse mundo e eu não vou ficar marcado como o primeiro homem de uma sangue ruim nojenta.

- Vai pro inferno Malfoy – Melanne gritou se apoiando na parede oposta do escritório – Sai daqui seu idiota – Melanne gritou jogando um abajur nele.

- E não é verdade? – o loiro parou de frente a ela a encarando com os olhos frios e mais escuros do que nunca – Você quer apenas contar para as suas amiguinhas que conseguiu pegar um puro sangue, um Malfoy.

- Cala a sua boca – ela gritou tão fria quanto ele – Que orgulho eu teria em assumir para alguém que quase transei com um Comensal da Morte? Que eu me guardei tanto para me entregar para um mesquinho e mimado adorador das trevas?

Essa foi à gota da água pra Draco, enfurecido o loiro deu um tapa da cara da garota que caiu no chão aos seus pés. Sem dar tempo de ela pensar em revidar ou se levantar Draco puxou-a pelos cabelos pra que o rosto fique perto do dele.

- Escuta aqui uma coisa sua sangue ruim – ele sibilou entre os dentes, doido pra dar uma surra nela, mas se controlando ao máximo, o tapa já tinha doído nele – Você não sabe do que você tá me acusando e, além disso, eu pelo menos lutei naquela porra de guerra em vez de me esconder com o rabinho entre as pernas!

- Vai à merda – ela berrou entre as lagrimas.

- Calada! – ele ordenou aos gritos – Eu ainda não acabei e vamos deixar algo bem claro aqui. Entre nós sua sangue podre nunca vai haver nada.

- Demorou até demais pra você se dar conta disso! – ela afirmou com a cabeça, seus olhos vermelhos.

A porta do escritório foi aberta com violência e a única pessoa que Melanne reconheceu de imediato era Héstia Jones que vinha frente. Não queria nem imaginar o tipo de comentário que aquela cena traria. O escritório trancado e totalmente quebrado, seu vestido rasgado, mal colocado e extremamente amarrotado, a camisa de Malfoy aberta, o cinto dele aberto.

Melanne se deixou escorregar pela parede, teria muito o que explicar.

- O que você pensa que está fazendo Malfoy? – Héstia falou firme sem entender nada do que estava acontecendo, tentou buscar o olhar de Melanne, mas está apenas escorregava pela parede olhando para o chão parecendo um trapo de gente.

Malfoy pareceu voltar a realidade ao se deparar com as pessoas lhe olhando acusadoramente e se irritou ao constatar que Melanne estava certa, ele sempre seria um Comensal da Morte para todos, era a primeira coisa que viam.

- Malfoy você quer uma passagem só de ida para Azkaban? Por Merlin, eu vou fazer você apodrecer lá seu moleque insolente. – Héstia estava possessa agora, primeiro devido ao silencio de ambos e depois por ter visualizado a marca do tapa de Malfoy na pele clara de Melanne.

- Não... – a voz baixa e sem vida de Melanne fez todos se virarem para ela que agora se levantava com o ultimo vestígio de orgulho que ainda possuía. – Vai embora daqui Malfoy.

- Você vai deixar esse cretino sair impune? Olhe pra você! – Héstia estava chocada e apontava para a figura abatida da amiga que fazia poucos minutos estava desfilando pelo salão de baile.

- Por favor, Héstia... – Melanne não tinha coragem de encarar a mulher a sua frente – Malfoy, eu estou lhe dando permissão para aparatar daqui, vá embora a-go-ra... – a garota olhou fundo naqueles olhos cinzas que tanto haviam machucado-a

- Desculpe Morritis... – Draco sussurrou antes de sumir num clack.

- Saiam daqui agora! – Melanne falou firme para as pessoas que tinham presenciado a cena atrás de Héstia – Você também Jones – disse secamente o sobrenome da amiga – Quero ficar sozinha!

- Se insisti. – Héstia lhe lançou um olhar magoado e se retirou fechando a porta do escritório enquanto Melanne se jogava no sofá, não tinha condições de ir até o seu quarto nem aparatando.

Draco aparatou meio metro do portão principal da propriedade que se abriu para deixá-lo passar assim que ele esticou a mão esquerda na direção dos portões pesados de metal frio, permitindo sua entrada na grande, monstruosa e espetacular Mansão Malfoy.

Ali, onde a sebe parava de acompanhar o caminho e continuava por muitos metros à direita, havia uma coluna alta e branca com uma gárgula no topo, uma coluna que poderia esconder uma pessoa sem o menor problema. Ali, naquele esconderijo, em um silêncio cheio de angustia se deixou encostar até se acalmar o suficiente para andar até a entrada principal.

Draco parecia desorientado ao abaixar a cabeça, mas devia ser apenas impressão, pois não havia nem um vestígio de medo em sua postura quando o loiro respirou fundo e endireitou o corpo, iniciando o caminho até a casa principal.

Os jardins eram belos, com suas flores multicoloridas e perfumadas. As belas estátuas espalhadas pelo grandioso jardim encaravam Draco com olhares de profunda interrogação, pois conheciam o menino desde sempre e sabiam que alguma coisa tinha acontecido só a aparência desleixada de Draco já dizia que algo estava muito errado.

As estátuas de uma fonte próxima murmuravam alto, tentando entender o que se passava com o Malfoy mais novo.

- O que aconteceu, Draco! – disse a escultura de um homem alto, de cavanhaque bem feito e expressão maníaca, vestido com roupas do século XVI. – Olhe suas roupas, seu cabelo, por Merlin menino, nem parece um Malfoy!

- Controle-se, Duque! – rosnou Draco, irritado. – Eu sou um Malfoy, apenas tive uma noite péssima.

O Duque fez uma careta terrível de desgosto e decepção.

- Eu sei que é um Malfoy meu jovem, mas nunca vi um Malfoy chegar nesse estado em casa e posso me adiantar que nem alcoolizado o jovem está – disse ele. – Sabe Slytherin quantas vezes seus antepassados chegaram bêbados por esses caminhos.

-Realmente não estou, Boa noite, Duque. – Draco tornou a andar ainda sorrindo imaginando se algum dia seu pai chegara assim na residência, com certeza não, seu pai era impecável demais para essas coisas.

Logo Draco viu a mansão que mais parecia um grande palácio, seus vários andares poderiam ser avistados a quilômetros de distância, e ele sabia a bela vista que se poderia ter ao olhar por alguma daquelas sacadas. Milhares de janelas e nenhuma luz acessa, Draco respirou fundo pelo menos seus pais não estavam acordados ou teria que dar muitas explicações.

- Draquinho! Draquinho! – guinchou a estátua de uma pequena garotinha com asas de anjo, que saltitava ao redor de uma fonte majestosamente grande. As outras duas crianças com asas que a acompanhavam não saltitavam, mas estavam sentadas lindamente, com sorrisos gigantes em seus rostos de pedra, como pequeninos anjos comportados.

- Estava com saudade, quando você vai vir brincar comigo? – continuava a garotinha, rodopiando. Draco revirou os olhos ao ouvi-la começar a cantarolar. – You're pushing and pulling me down to you… But I don't know what I want… No I don't know what I want... – Margaret,por favor... – Draco estacou no lugar, encarando a garotinha com um olhar muito cansado. Ela parou de cantar no mesmo instante, cessando os rodopios e abaixando a cabeça como quem pede desculpas. Draco sorriu. – Assim está melhor. Não cante de novo a essa hora, está bem?

Ela afirmou com um aceno de cabeça, e Draco voltou a percorrer o longo caminho até a mansão. Draco conhecia cada estátua de seus imensos jardins, pois muitas vezes passeava neles conversando com elas.

A casa estava escura e silenciosa. Não havia uma única alma viva naqueles corredores, nada de pinturas em quadros, elfos domésticos, fantasmas, nem mesmo uma aranha perdida tecendo teias nos cantos. Nada. Apenas as sombras nas paredes, geradas pela luz da varinha nas mãos de Draco.

Ele cruzou vários corredores, subiu dois lances de escada e chegou a um novo corredor, mais largo e bem iluminado que todos os outros; grandes janelas se abriam para os jardins na parede direita, deixando a luz da lua iluminar as grandes portas de madeira nobre, escura e pesada dispostas na parede oposta.

Draco foi direto até a última porta do corredor, onde só então parou, encostando o ouvido à madeira, tentando ouvir barulhos dentro do aposento. Com a respiração ofegante, Draco, mais silencioso que uma mortalha-viva, empurrou lentamente a porta e entrou.

Aquele era um quarto de dormir amplo e muito bem iluminado, com móveis escuros e antigos, e uma cama de casal grande de dossel bem no centro. Havia certo predomínio de tons de verde na decoração: colchas verdes, paredes esverdeadas, tapete em tons de verde, cortinas de veludo verde-escuro. Todo o cômodo estava adornado com detalhes prateados: os puxadores das gavetas, o tapete, as cortinas, os adornos no teto, tudo muito delicado e minuciosamente trabalhado, como se aranhas espertas tivessem tecido cada fino fio de prata e pequenas fadinhas os tivessem colocado no lugar correto.

Mas na parede em que estava a porta havia dezenas, centenas de pôsteres, todos eles trazendo a mesma coisa: garotas. E não garotas quaisquer; eram garotas usando uniformes de quadribol verde-escuros, cujos cortes variavam de acordo com a idade da foto, garotas bonitas e sorridentes que carregavam bastões de batedor ou grandes goles vermelhas, garotas de várias idades, tamanhos, cores de pele, cabelos e olhos, de vários e diferentes traços, de vários e diferentes sorrisos. Mas a grande maioria das fotos trazia apenas uma garota, uma moça de cabelos longos e negros que caíam em ondas preguiçosas por seus ombros e busto, com olhos azuis bonitos e arrogantes, e freqüentemente com um pomo de ouro nas mãos, ao redor da cabeça ou como plano de fundo; ela parecia ser muito mais jovem do que todas as outras, e mesmo assim não perdia a superior pose de líder que mantinha em absolutamente todas as fotos em que aparecia. Não havia dúvida, que aquela era a apanhadora e capitã do time.

-Merlin! - exclamações estranhas e exaltadas encheram o cômodo, exclamações nas muitas vozes que conversavam antes, vozes femininas que vinham de um quadro grande, de quase um metro de largura, óleo sobre tela, retratando a mesma porção de garotas que enfeitavam o restante da parede, todo um time de quadribol. Atrás do time, havia um campo gramado com marcas brancas de cal sobre a grama e os aros dos gols de quadribol nas laterais; ao fundo, em segundo plano, havia arquibancadas lotadas e parcialmente cobertas por uma enorme faixa branca, onde estava escrito, em verde-escuro brilhante: "Holyhead Harpies, campeãs de 1993".

- Nem comecem! – Draco disse seco indo em direção ao banheiro precisava de um bom banho relaxante.

- Não começar? Menino Draco, já viu seu estado? Não vai nos contar o que aconteceu? – resmungou a voz vinda da garota morena que ocupava a maioria dos pôsteres. No quadro, ela estava com os cabelos soltos, sentada em posição de lótus na frente de todo o grupo, com um pomo de ouro firmemente seguro entre seus dedos.

Draco não respondeu e ficou feliz por não ter nenhum quadro no banheiro, mas podia ouvi-las murmurando sobre os motivos dele estar naquele estado e de mau humor.

- Menino Draco... – outra moça, com cabelos castanhos e lisos e olhos verdes bonitos, sentada na grama com a goles no colo, coçou o queixo com uma das mãos, enquanto pousava o outro braço na bola. – E aquela garota não é?

- Argh! A sangue ruim? Mas será possível? – resmungou uma outra jogadora, de cabelos curtos e loiros e nariz pontudo e bem arrebitado, que cobriu as orelhas com as mãos e sacudiu a cabeça em um gesto estrondosamente teatral que fez a primeira garota, a de cabelos pretos, menear a cabeça em descrença.

- Afinal de contas, Meg, qual é o seu problema com ela?

-Nenhum problema com ela, mas olhe o estado dele. – todas as quatorze garotas concordaram acenando a cabeça.

Draco apenas se jogou na sua cama e pediu aos céus que elas calassem a boca, quando mesmo na sua vida tinha tido a brilhante idéia de colocar todos aqueles quadros e pôsteres em seu quarto?

- Pela camisola rendada de Morgana! Menino Draco! Fale algo! - Nesta posição, Draco encarava diretamente um outro pôster, colado no teto sobre a cama, retratando a apanhadora das Harpies. Na foto, ela estava sentada displicentemente em uma cadeira que se parecia com um trono, com uma das pernas sobre o braço da cadeira, segurando um pomo de ouro em uma mão e mexendo nos cabelos com a outra. Ela vestia um moletom verde-escuro bastante folgado e cuja gola escorregava por um dos ombros; seus cabelos negros caíam soltos, emoldurando seu rosto fino e seus olhos azuis, e uma enorme garra dourada brilhava em seu peito, refletindo a luz que vinha das velas no quarto e da luz nos jardins. Completando a foto, havia um nome escrito em letras rebuscadas, douradas e brilhantes, em uma das laterais do pôster: Katherine Holt.

Draco suspirou, não iria conseguir fugir delas.

- Nos discutimos!

- Ahhhh! –exclamaram as catorze garotas, se inclinando para frente como se fossem uma coisa só.

- Mas o que aconteceu exatamente para você chegar em casa todo bagunçado? – uma garota de cabelos castanhos presos numa trança que lhe alcançava o meio das costas, brincava com uma mecha solta de seus cabelos, ignorando o olhar reprovador das companheiras de time.

- Nós quase... – Draco colocou as mãos na cara – Nós quase dormimos juntos...

- Por Merlin! – gritaram as catorze garotas pulando empolgadas.

- Eí, se forem acordar a casa inteira vou dormir. – e dizendo isso Draco se virou de bruços escondendo o rosto a travesseiro.

- Menino Draco, não consigo entender o seu mau humor! – a Katherine Holt do pôster em cima da sua cama continuava a olhá-lo interrogativa.

- É. – concordou uma moça com duas tranças curtas, de um castanho-claro da mesma cor de seus olhos. – Isso não é motivo para isso, você devia estar feliz!

- Não aconteceu nada – e Draco ouviu a desolação das garotas – Ela é virgem!

- E isso é motivo para drama? – quis saber uma garota loira e com cara de sapeca brincando com um bastão de batedora.

- Eu não... Eu não queria... – ele simplesmente não conseguia terminar a frase, no fundo se sentia culpado por sua reação explosiva.

- Você não rejeitou ela né? – Meg parecia assustada ao dizer aquilo e todas as outras acompanharam seu pânico.

- Na verdade sim... – todas começaram a falar ao mesmo tempo indignadas com ele – E nos brigamos e eu acabei batendo nela, satisfeitas? – Draco disse seco a ultima parte fazendo-as se calarem no mesmo instante.

Ele sentiu uma dor de cabeça absurda com tudo aquilo, tinha sido tão estúpido e não sabia como consertar, sentiu uma lagrima solitária no seu rosto.

- Não se preocupe, tenho certeza que ela vai perdoar você – Katherine olhava de maneira compreensiva para ele. – Agora descanse.

- Espero que você tenha razão, Kathy – Draco murmurou deixando se levar pelo sono.

- Eu sempre tenho menino Draco... eu sempre tenho... – mas ele não ouviu as palavras dela, já estava no mundo dos sonhos onde ele não tinha rejeitado Melanne Morritis.