Olá gente, desculpem a demora, sei que estou sendo cruel com vcs e isso é muito ruim. Mas aqui estou eu com mais um capitulo e tenho que avisar que a partir daqui as coisas vão ficando de certa forma mais sombrias, excitantes e estranhas então se tiverem alguma duvida me mandem por review que eu respondo com prazer.

Vamos as respostas dos reviews enviados até o momento

Tehru - Nossa quer dizer que agora eu sou culpada por vc não dormir, nossa, tenho que dizer então que não me sinto culpada por isso, ao contrário to te dando mais motivos ainda para não dormir, está logo embaixo dos comentários. rsrsrsr. Ainnn eu tambem queria muito ter os dois abraçadinhos comigo para eu os proteger viu. Tadinhos, só sofrem os coitados. Não enlouqueça, a atualização esta bem aqui, espero que goste. Alias to indo ler a sua fic daqui a alguns minutos. Bjus

Dora Russel - kkkkk ensinar o Sev a nadar, até eu queria, hummm ele só de sunguinha hein. Que delicia. Ai ai ai. Bom obrigada pelo review, fiquei muito feliz. Bjus

Deh Isaacs - Pior que são lindos mesmo, mas são muito malvados, isso é verdade, se bem que o draquinho é meio medroso. gosto dele. Sev salva o Hatty ²

Hãã

Muito obrigada por lerem minha fic

Adoro todas vcs

Bjus

e vamos ao que interessa

Capítulo 14 – Mais uma confusão se formando em sua mente

Por mais que o sono já tenha lhe abandonado, Snape não teve forças para se levantar da cama na manhã seguinte. Seu peito subia e descia com a respiração lenta, apenas respirava, apenas vivia. Em seus olhos a única coisa que se lembrava era do sonho com Harry.

Um sonho que jamais imaginou ter.

No sonho ele era apenas um professor em uma sala de aula, nada mais corriqueiro em sua vida. Mas havia aquele aluno, aquele menino de nada mais que sete anos de idade. Seus cabelos negros estavam bagunçados e seus olhos verdes pediam ajuda enquanto se encolhia no canto da sala deixando as lágrimas correr pelo seu rosto pequeno e frágil. Havia risos vindos das outras crianças sentadas na sala, crianças que agora apontavam para o menino.

Era tudo tão confuso.

O sonho começava a ir embora e Snape só se lembrava agora dele mesmo com o menino no colo correndo para longe daquelas crianças, protegendo-o com seus braços até que a porta no final do grande corredor se abriu e ele acordou.

Um suspiro saiu por entre seus lábios quando se levantou tocando os pés no chão frio e áspero, tomando coragem e pedindo forças para prosseguir com seu dia. Mas nada seria normal e isso era perceptivo ao entrar na sala dos professores. Ninguém falava ou sequer erguia o olhar, talvez nem mesmo vivessem.

Snape não se apresentou na mesa dos professores na hora do café, ficou na sala dos professores tentando ler um livro que deixou ali no dia anterior, antes de...

- Droga. – Xingou jogando o livro novamente na mesa.

Todos os professores estavam no grande salão, por tanto ninguém percebeu que Snape se dirigia a passos rápidos em direção à Ala Hospitalar. Seu desejo naquele momento era encontrá-lo a sós, sem interrupções. Só queria estar ao lado dele, vê-lo, apenas uma curiosidade, uma preocupação que não conseguia negar a si mesmo.

Mas ao chegar perto da porta ouviu um choramingo baixo, um choro fino como se a pessoa estivesse com medo de acordar alguém. Devagar e sem fazer barulho abriu a porta esgueirando-se para dentro como um fantasma e se escondendo atrás da cortina de um dos leitos para que não fosse visto por Weasley e Granger que estavam sentados ao lado da cama de Potter.

- Como pôde acontecer isso com ele? – Perguntou Hermione em meio às lágrimas. – Ele é apenas um menino.

- Eu sei Mione. – Disse Rony abraçando-a. – Vai dar tudo certo, você vai ver, o professor Dumbledore disse que vai falar com o Snape para ver se ele ajuda o Harry. Espero que o professor tenha, se não carinho, pelo menos consideração com Harry e tente ajudá-lo.

- Lembra quando ele nos conheceu? Parecia tão deslocado, nós três parecíamos. Logo fizemos amizade e enfrentamos muitas coisas juntos, sempre juntos. Ele sempre dizia que queria ser auror, que queria lutar contra o mal.

Hermione deu uma risadinha ao se lembrar de uma coisa,

- O que foi? Por que você está rindo?

- É que eu lembrei de que quando estávamos tristes. Ele sempre vinha com uma piada, uma palhaçada, uma dança, ele sempre faz de tudo para nos deixar feliz. – A menina voltou a chorar. – Não sei se agüentarei ficar sem ele, se agüentarei saber que ele se foi.

- Calma Mione. Vai ficar tudo bem, Harry é forte e vai sobreviver.

Snape, que estivera o tempo todo escondido, abriu uma pequena fresta na cortina e olhou para o leito de Harry.

Parado como se estivesse morto.

Era até mesmo difícil acreditar que aquele menino estava vivo. Parecia tão morto que não era difícil de acreditar se alguém contasse. Mas era demais olhar para ele daquela forma, então, igualmente silencioso saiu da ala hospitalar.

Sua cabeça doía com as dúvidas que dançavam em seu cérebro e nada melhor para uma dor de cabeça do que o lago negro com sua brisa gelada.

Os jardins estavam molhados pela fina chuva que tinha caído, mas ele não se importava com isso e sentou-se embaixo de uma árvore para olhar o movimento da água. Muitos alunos estranharam tal comportamento, o professor quase nunca saia das masmorras e agora estava sentado ali no jardim. Mas mesmo atordoado Snape não deixou de ser severo e fez um aluno correr ao olhá-lo e perguntar se ele perdeu alguma coisa ali. Os alunos não eram idiotas e ficaram bem longe do professor, mas uma grifinória não tinha medo.

Hermione levantou-se e olhou pela janela da ala hospitalar enquanto Rony tomava a água que foi deixada ao lado de Harry. Ela vira quando a figura negra saiu do castelo e se dirigiu para a beira do lago negro. Ela olhou novamente para Harry e de volta para Snape.

- Já volto. – Avisou à Rony.

- Aonde você vai?

- Já disse que já volto, fique aqui com Harry.

- Está bem. – Respondeu o ruivo sem entender.

Hermione andava rápido e passava pelos quadros sem nem reparar de quem eram as pinturas. "Não corra" Disse uma mulher sentada em uma mesa com outras duas senhoras e uma criança. Mas Hermione estava tão determinada a chegar ao jardim antes que o morcego das masmorras resolvesse sair de lá, que não conseguiu entender as palavras ditas por nenhum dos outros quadros. Alguns alunos tentaram falar com ela no caminho, mas só tinha olhos para a porta principal.

O dia estava claro e o sol começava a romper as nuvens no céu. A brisa estava deliciosamente tentadora batendo em seu rosto. Ela o avistou, ainda sentado da mesma forma olhando para o lago, totalmente perdido em pensamentos. Era só chegar até ele e falar. Mas quanto mais perto, mais seus passos vacilavam e diminuíam a velocidade. Ela teve que respirar fundo três vezes antes de poder se anunciar.

- Professor?

Snape se virou para ver quem era. Parada ao lado da árvore estava Hermione com seus cabelos cheios e castanhos, seus olhos ainda estavam molhados e vermelhos enquanto olhava com receio para o professor.

- Perdeu alguma coisa aqui, senhorita Granger?

- Professor, eu preciso lhe perguntar uma coisa. – Hermione agachou-se ao lado do professor que levantou logo em seguida.

- Esse tipo de gesto não fica bem, senhorita Granger. Sou seu professor, não seu amigo de classe. – Disse vendo a menina levantar e fitar os próprios sapatos. – O que queria me perguntar?

- O senhor vai tentar salvar Harry, não vai? – Disse Hermione levantando o olhar e encarando os olhos negros e frios. – Harry depende do senhor.

- Não sei se a senhorita sabe o que está acontecendo com o senhor Potter...

- Ele está em um estranho tipo de coma, está preso em seus pesadelos. – Atravessou a menina. Hermione não deixava Snape abrir a boca e falava tudo de uma só vez assustando-o, impressionando-o. – Ele precisa que alguém que o conheça muito bem entre em sua mente e o ajude a sair de lá. O senhor é o único que poderá fazer isso. O senhor viu toda a vida dele por causa das aulas de Oclumência e pelo diário, a vida dele está em suas mãos, por fav...

- Granger! – Gritou Snape pegando a menina pelos ombros e a chacoalhando. - Pare de falar e escute-me. Como eu ia dizendo, vi que a senhorita sabe o que está acontecendo com Potter e também sabe que sou o único que pode salvá-lo, então como sou um verdadeiro Snape e Sonserino eu cumprirei o meu papel, farei o possível para salvar Potter.

As palavras mal terminaram de sair da boca de Snape quando Hermione jogou-se em seus braços apertando-o com os seus, chorando em seu ombro e rindo ao mesmo tempo. A cabeça de Hermione tombou de lado apoiando-se no peito de Snape e ela respirou com dificuldade enquanto ainda chorava. Snape não se mexeu e apenas sentiu os braços de Hermione o apertar mais forte, como se estivesse se agarrando ao último fiapo de esperança que tinha.

O que não era puramente mentira.

- Eu sabia que o senhor no fundo era uma pessoa boa. Que embaixo de todas essas vestes existe um homem diferente. Ainda bem que Harry resolveu perdoá-lo. Obrigada.

Snape sentia a respiração descompassada da menina em seu peito e seus braços em seu pescoço.

Era atrevimento demais para uma aluna.

Snape pegou a menina pelos ombros novamente e a soltou de seu corpo.

- Já disse que esses gestos não ficam bem, senhorita Granger. Respeite-me como seu professor.

- Desculpe professor. – Disse a menina endireitando-se. – Mas é que eu fiquei feliz em saber que posso ter meu amigo de volta. Obrigada.

- Já disse que estou cumprindo com minhas obrigações. – Ele ia saindo quando Hermione levantou a mão e o fez parar.

- Senhor, falando informalmente, quero que me responda com sinceridade.

Os olhos negros estreitaram-se em direção a menina. O vento que vinha do lago balançava seus cabelos castanhos, afastando-o de seu rosto fino. Os olhos âmbar estavam profundos e fixos aos seus. Havia algumas sardas em suas bochechas rosadas, pequenas e graciosas. Seus traços haviam perdido a infantilidade, mostrando a maturidade precoce.

Era a primeira vez que Snape olhava realmente para Hermione.

Ali ele não viu uma menina e sim uma mulher.

Era a primeira vez que via como a mão dela, que ainda estava levantada, era bonita, com dedos compridos e finos, unhas bem feitas. Ela vestia sua capa da grifinória e Snape percebeu somente agora que acentuava suas curvas revelando um corpo desenvolvido. A blusa branca que ela usava era apertada e estava com os dois botões de cima abertos deixando a mostra o colo de pele aveludada.

Por um momento Snape desejou que ela o abraçasse novamente.

- Diga logo senhorita. – Disse piscando os olhos e tentando afastar seus pensamentos estranhos e impuros.

- O senhor está fazendo isso a pedido de Dumbledore ou por vontade própria?

- O que isso lhe interessa?

- Eu só quero saber se o sentimento que o senhor escreveu em seu diário, todas aquelas palavras e pensamentos, eram mentiras. Pois não quero acreditar que Harry se sacrificou por uma pedra de gelo.

Um arrepio de raiva passou por seu corpo eriçando seus pelos. Snape a olhou com ódio. Aquela menina sabia de seu diário. Lera suas palavras sagradas, guardadas em páginas amarelas e velhas, reservadas ao esquecimento. A tinta de sua pena riscara aquelas linhas na tentativa, muitas vezes vã, de se libertar da dor corrosiva que lhe consumia em momentos sombrios. Os momentos em que sua mente se embebedava com dor e clamava por libertação.

Ela sabia de tudo.

Sem nem mesmo perceber, avançou em sua direção segurando firmemente em seus braços. Suas mãos fecharam-se com força e ira. Queriam machucá-la por se intrometer em sua privacidade, conhecer seu interior e pelas suas próprias palavras. As confissões sobre os sentimentos loucos e estranhos que Potter fizera surgir dentro de si. E como o fazia se lembrar de Lilian.

Ela sabia.

Hermione o olhou assustada, seus olhos transbordavam de medo.

Isso, medo.

Snape queria lhe causar medo, lhe dar a sensação de perigo. Fazê-la entender que estava pisando em um terreno inóspito e cruel. Mas seus negros olhos não conseguiram segurar sua fúria.

Ela recuou

Ele queria deixá-la com medo, mas o perfume floral que Hermione exalava o inebriou, era um perfume próprio de sua pele e ele desejou sentir esse perfume mais vezes.

- Além de ser uma irritante sabe tudo nas matérias quer ser também na vida que não lhe interessa? – Snape estava com o nariz praticamente grudado ao de Hermione que só não entrou na árvore porque era impossível. – Informarei imediatamente ao diretor que a senhorita anda invadindo a privacidade dos seus professores, isso sem contar as detenções que cumprirá o restante do ano.

Hermione não respirava. Por algum motivo o corpo do professor colado ao seu a arrepiava, sentia a garganta seca, as mãos suadas e não conseguia raciocinar direito. Resolveu dar um basta nisso, antes que fosse tarde demais para remediar uma burrada.

- Primeiro, foi o senhor mesmo que disse que esses gestos não ficam bem. – Disse colocando as duas mãos no peito de Snape e o empurrando. – Segundo, eu não li o seu diário, o Harry que leu e me contou. – Mentiu com medo de realmente ficar em detenção. – Posso ser uma sabe tudo, mas não sou intrometida senhor.

Snape pegou as mãos de Hermione e a menina pôde sentir o quão macias elas eram, mas logo não as sentia mais, pois Snape apenas encostou em sua mão para tirá-las de seu peito. O professor disse algo que não conseguiu entender e foi embora deixando a menina com seus pensamentos e confusões.

Ele dirigiu-se ao escritório do diretor decidido. A cada passo via Harry deitado no leito da enfermaria e sentia o perfume de Hermione enquanto lembrava-se dela chorando pelo amigo em seu peito. Por que tudo tinha que ficar confuso de uma única vez?

- Eu aceito, Alvo. – Disse ao abrir a porta.