Cap XIV

Ela ficou em silencio o caminho todo, até que ele finalmente estacionou na frente da casa de Lee.

- Pronto. – Ele murmurou.

- Sabe, um dia você vai conhecer uma mulher que realmente te mereça. – Ela falou sem graça, evitando olhar para ele.

-É. – Ele a olhou. – Só tenho que tomar cuidado pro meu melhor amigo não se apaixonar por ela ou que ela não seja a namorada do meu melhor amigo.

Tenten abaixou a cabeça, escondendo o rosto entre as mãos.

- Desculpa?

- É, eu vou fazer o que todo mundo espera. – Ele tinha um tom de brincadeira. – Ta perdoada.

- Ui… - Ela lhe atirou a lingua. – Eu realmente espero que você seja feliz.

- É. – Ele sorriu de canto, pena que o sorriso não chegou aos olhos. – Também espero que você seja.

Tenten se inclinou colocando um leve beijo na bochecha dele.

- Tchau. – Ela sussurrou saindo do carro.

Gaara estava sendo amparado por Sasuke e Naruto para poder entrar no carro do Uchiha.

- Seguinte. – O ruivo resmungou mal humorado. – Qual foi o bonito que passo a mão na minha bunda?

- Naruto.

- Sasuke.

Os dois se entreolharam.

- Ah que maravilha eu to sendo molestado por dois marmanjos barbados que decidiram pegar um ruivo gostoso? – Gaara suspirou.

A resposta foi Sasuke batendo com força a porta do carro.

- Isso que é amor com a minha pessoa. – O Sabaku resmungou enquanto os outros dois entravam ocupando os bancos da frente.

- Você ta afim de ir pra casa pulando que nem saci? – Sasuke o olhou friamente pelo retrovisor.

- Isso é falta hein. – Gaara arqueou as sobrancelhas. – Naruto, parou de agradar o emo cretino?

- Gaara. – Os dois rosnaram.

- Ta parei. – Gaara suspirou. – Enfim eu preciso da ajuda de vocês.

- Ele fala e ainda quer ajuda. – Naruto rolou os olhos.

- Mas já ta revirando os olhos? – Gaara sorriu. – Sasuke você ta ágil hein?

- Vai a merda Sabaku. – Sasuke sibilou.

- Teu problema se chama Haruno Sakura e o teu Naruto Hyuuga Hinata. – Gaara cutucou cada um na cabeça. – E o meu Uchiha Sayuri.

- Ela acabo com você né? – Naruto se contorceu pra olhar o ruivo.

- É. – Gaara se mexeu desconfortavel. – EI.

- Que é? – Os dois perguntaram.

- Naruto não podia ter passado a mão em mim. – Gaara fuzilou Sasuke. – Ele ta de muleta.

Os dois gargalharam.

- Eu sabia Uchiha que você não podia resistir ao ruivinho delicia aqui. – Gaara bateu no próprio peito e logo fez uma careta de dor.

- Da pra você falar logo o que você quer. – Sasuke ainda ria.

- Por que nós três não fazemos um piquenique essa noite. – Gaara falou com um sorriso.

- Que? – Naruto olhou para Sasuke.

- Um piquenique o surdo.

- Hn… Gaara não sei você, mas eu não to afim de um encontro com você e o Naruto. – Sasuke meneou com a cabeça.

- Isso passa a mão em mim e agora não quer compromisso né? – O ruivo fungou.

- A pancada foi mais forte que eu imaginei. – Naruto riu.

- Deixem de ser tapados, eu to falando pra gente armar um piquenique e levar as garotas. – Gaara deu um tapa na cabeça de Naruto.

- Ai. – O loiro coçou o pescoço.

- Então a tua idéia é preparar um piquenique no parque essa noite e levar as garotas? – Sasuke franziu o cenho.

- E ainda aproveitamos para pedir perdão, por qualquer coisa que elas queiram. – O ruivo tinha um sorriso conspirador nos lábios.

- Você sabe exatamente do por que você tem que pedir perdão. – Sasuke falou severamente.

- É, eu sei. – Gaara começou a assoviar olhando pela janela.

- Filha da mãe, cara de pau. – Naruto balançava a cabeça negativamente.

- Sabe, você não precisa me elogiar. – Gaara lhe deu outro tapa.

Neji andava pelo jardim, Hinata estava sentada na escadaria de entrada uma caneca de café entre as mãos.

- Hey. – Ela sorriu.

Ele se sentou um degrau abaixo da garota, um pequeno gemido lhe escapou.

- Que foi? – Ela inclinou a cabeça para o lado, o mirou interessada. – Noite boa?

- Ótima, a manhã que ta sendo péssima. – Ele olhou para os degraus abaixo dele. – Mas não posso dizer que não procurei por isso.

- O que aconteceu. – Hinata franziu o cenho.

- Passamos a noite juntos e essa manhã ela escolheu ele. – Neji ergueu a cabeça para prima. – Aparentemente eu sou perfeito de mais.

- O que? – Hinata arqueou as sobrancelhas. – Ela escolheu o Lee?

- É. – Ele jogou a cabeça para traz. – Ele e eu só posso aceitar.

- Neji. – Exclamou exasperada.

- Hinata, é a escolha dela. – Ele olhou para prima, a frieza havia retornado aos olhos perolados. – Não posso forçar uma coisa que ela não quer.

- Então você simplesmente desiste?

- Eu quero a felicidade dela. – Ele se levantou. – E se isso significa desistir, então sim eu desisto.

- Você ta sendo fraco. – Hinata também se levantou.

- E você ta sendo o que? – Ele a olhou nos olhos. – Fugindo dele. Pelo menos ele não escolheu a Hanabi, então por que raios você ta fugindo dele?

Hinata engoliu em seco.

- Faça um favor a si mesma… - ele continuou firme e frio. – Vá viver a sua vida, antes que ela passe.

Hiashi se aproximou dos dois.

- Ah que bom, achei os dois juntos. – Ele sorriu. – Marquei a data do casamento e já enviei os convites.

- Como? – Neji balbuciou.

- Eu sei. – Hiashi, sorriu mais abertamente. – Já mandei o alfaiate preparar o seu novo smoking, uma designer muito conceituada esta fazendo o seu vestido, o bufê já esta contratado e a recepção vai ser aqui mesmo.

- Pai… - Hinata começou a protestar.

- Eu sei. – Hiashi sorriu de novo para a filha. – Não precisa agradecer meu anjo.

Ele afagou o rosto da filha com o polegar, um lampejo passou nos olhos.

- Mal posso esperar para entregar você no altar. – De repente lágrimas começaram a querer sair dos glóbulos oculares.

Deu um leve beijo na testa da filha, se virou para Neji.

- Meu caro, acho bom você cuidar bem da minha pequena. – Deu um soquinho amigavel no ombro do sobrinho. – Vai se tornar meu filho.

Assim como veio Hiashi se foi. Neji trocou um olhar de espanto e incredulidade com Hinata.

- Ele ta ficando louco. – O moreno murmurou antes de passar pela prima.

- Eai. – Sayuri se sentou de frente para Sakura. – Ele pegou uma mulher lá?

- É. – Sakura segurava o riso.

- E você ta rindo? – A morena arqueou as sobrancelhas.

Sakura respirou fundo para poder se controlar.

- O que você quer que eu faça? – Ela tinha um ar desdenhoso em volta dos lábios. – Ir até o Rio de Janeiro matar a mulher?

- Sei lá. – Deu de ombros. – Talvez esboçar alguma reação fosse bom pra vocês.

- Eu fiquei com o Neji, lembra? – Sakura assumiu um tom sério repentimamente. – Eu não posso e nem devo cobrar nada dele.

- Nossa. – Sayuri sorriu. – O Hyuuga deve ter algum calmante na saliva.

Sakura não aguentou, acabou caindo na gargalhada junto com a Uchiha.

Lee estava olhando firmemente para Tenten.

- Tem certeza da decisão que você tomou? – Ele se manteve duro.

- Ele tem muita coisa na cabeça agora. – Tenten desviou o olhar. – Não sei por que, mas sinto isso.

- O filho é dele. – Lee deixou os olhos vagarem até o colo da morena.

- Eu sei. – Ela pousou as mãos sobre o útero. – Mas não acho que essa é a melhor hora dele saber.

- O que você disse pra ele, é verdade? – Inclinou a cabeça levemente para o lado.

- Em partes. – Sentiu as lágrimas começarem a lhe pinicar. – E em partes mentira.

- Quais?

- Na parte em que eu disse que ele nunca me deixaria tomar minhas próprias decições, que ele nunca erra – ela o olhou –, na verdade acho que menti em tudo.

- Você o ama?

- Sim.

- Você me ama?

- Sim.

Ele virou a cabeça, olhou para a parede.

- Não entendo. – Comentou em voz baixa. – Você o ama, nada impede vocês de ficarem juntos, mas mesmo assim você me escolhe e esconde dele o fato de estar grávida.

- Eu também não sei.

- Não sabe? – Ele a olhou. – Não sabe?

Ela encolheu ao som da voz dele.

- Eu fui o homem mais cafajeste que se possa imaginar, ele é o cara mais perfeito que se possa conhecer. Quem em sã conciencia escolheria a mim em vez dele?

- Por que você ta dizendo isso agora? Porque só agora você me disse toda a verdade? – As lágrimas caiam. – Por que só quando eu me apaixono por você, você decide que não me quer mais?

- Você se apaixonou por uma mentira, eu nunca fui verdadeiro com você. – Se inclinou na direção da garota, pousou a mão sobre o ventre. – Você o amou o suficiente para se entregar a ele, coisa que você nunca fez comigo.

- Então agora, você decidiu ser um cara descente? Agora que descobiu minha gravidez? Pra mim isso é medo.

- Chame do que você quiser, apenas sei que quem esta com medo, é você, de ficar com ele.

Ela parou, as palavras sumiram.

- É isso não é? – Ele se endireitou. – Medo? Por que?

Tenten hesitou antes de se aproximar dele e subir em seu colo. Encostou a cabeça no ombro dele voltando a cabeça para o pescoço.

- Eu sei que ele não é perfeito, tenho a sensação disso, mas…

- Tem a impressão que você não é perfeita para ele? – Lee a interompeu. – E eu sou a segunda opção.

- Não.

- Tenten…

- Eu disse não. – Se apertou mais firme contra ele. – Você não é o prêmio de consolação.

- É o que parece.

- Mas não é, eu me apaixonei por você. Mesmo mentindo, traindo e não sendo você mesmo. Eu me apaixonei pela sua imperfeição.

- E por ele pela perfeição?

Não houve resposta, o silencio perdurou por um tempo.

- E a princesa escolhe o sapo invez do principe de armadura dourada. – Ele sussurrou.

- Ela sabe que o sapo no fundo é um principe e o principe no fundo um sapo. – Fechou os olhos. – E a dúvida é cruel.

- Fala. – Sakura estava deitada no sofá, Sayuri largada no outro. – To com ela sim.

A Uchiha arqueou as sobrancelhas.

- Hn… ta eu aviso. – Ela fechou o celular e o jogou no chão.

- Quem era? – Perguntou pouco interessada.

- Sasuke avisando que mais tarde ele e o Gaara vão vir buscar agente.

- Avisando? – Sayuri a olhou. – Agora nem pedir, mas eles pedem.

- É né. – A Haruno deu de ombros.

- Eles não tomam jeito.

- Nunca vão aprender.

Naruto estava dirigindo até a mansão Hyuuga, mas isso não era estranho, estranho era o fato que Hinata estava parada a uns bons 20 metros do portão principal. Ele foi diminuindo até parar.

- Hina. – Ele a chamou.

Hinata nem precisou pensar muito para entrar no carro.

- Eu disse que ia te buscar. – Ele franziu a fronte.

- Melhor meu pai não te ver lá em casa. – Ela sussurrou.

O loiro suspirou e deu partida. A noite ele ao menos pedia para que fosse boa.

Tinham armado no parque da cidade uma toalha com todas as guloseimas que eles poderiam ter se lembrado, o parque seria ótimo para ver a chuva de meteóros que estava previsto.

Gaara e Sasuke estavam encostados no carro, esperando as garotas.

- Já sabe o que vai fazer? – Gaara o olhou de solaiso.

- Minima idéia. – Desviou o olhar para a outra esquina. – E você?

- Acho que vou ficar no bom e velho, implorar de joelhos. – Suspirou.

- Você sabe que não basta você implorar e prometer né? – Recebeu um olhar severo. – Você tem que criar juizo Gaara.

- Eu vo criar. – Deu um meio sorriso. – Ou vou beber, sabia que esse é nome de um uisque?

- Gaara.

- É brincadeira. – O ruivo ergueu os braços. – Cadê teu senso de humor?

- Cretino. – Falou sobre a respiração.

- Eu ouvi isso.

- Grandes merda.

- Já estão brigando? – A voz veio da portaria do prédio.

Os dois olharam, as duas mulheres estavam lá paradas.

- É que ele passo a mão em mim e agora não quer assumir. – Gaara comentou casualmente.

- Interessante. – Sayuri se aproximou. – Realmente priminho, o cabelo é parecido.

- Cabelo? – Sasuke evita olhar Sayuri.

- É, mas o da Sakura é um pouco mais desbotado.

Ela estava parada perto da janela, olhando a imensidão que se abria perante seus olhos. Ele parou no batente da porta, cruzou os braços e fitou a silhueta da mulher.

- O que você está vendo? – Perguntou em tom baixo.

- Esperando a chuva de meteóros começar. – Ela se virou sorrindo.

Ele se aproximou, seu rosto entrando em foco ele parecia preocupado.

- Talvez você faça um desejo. – Ele passou por ela, parando de frente para a janela.

- Qual?

- Que uma solução melhor apareça.

- Lee. – Ela suspirou. – Tomei a minha decisão.

- Mas eu não entendo. – Se virou para a mulher.

- Porque? Você não pode simplesmente ficar feliz? Eu escolhi você no final. – Irritada, era assim que ela se sentia, além de frustrada e tinha uma parte dela que sentia dor.

- Por que eu sou um canalha, miseravel que não vale o chão que pisa. – Um meio sorriso de escárnio.

- Eu sei.

Lee curvou a cabeça, apertou a ponte do nariz com o polegar e o indicador. Apenas respirou fundo.

- Eu vou perguntar de novo. – Abriu os olhos. – Você está com medo de ficar com ele?

- To.

- Porque?

Tenten mordeu o lábio inferior, torceu as mãos, mania essa que ela tinha adquirido de Hinata quando estava muito nervosa.

- Quando eu to com ele, parece que mais nada existe. – Começou com incerteza. – Parece que eu sou a única mulher pra ele, tudo acontece tão perfeitamente, tudo realmente se encaixa sabe?

Fez uma pausa, soltou a respiração pelos lábios antes de continuar.

- Eu percebo que ele é tudo, e me assusta saber que ele me quer. – Terminou em tom de súplica.

- Sério? – Lee estava descrente. – Você tem medo dele te querer?

- Não. – Ela levou uma das mãos a nuca. – Não é isso. Me assusta saber que ele me da segurança. Que qualquer coisa que eu faça não vai ser o suficiente. Que eu não possa ser boa o suficiente pra ele.

- Tenten. – Ele sussurrou completamente atônito. – Você está se ouvindo?

- Lee…

- Para. – Ele a segurou pelos pulsos. – Para, você está louca.

Sentiu os olhos se arregalarem.

- Você ta arranjando desculpas pra não ficar com ele. – Destacou cada palavra, para que ela entende-se bem. – Sabe o que eu to achando?

- O que? – Mexeu os lábios.

- Que você na verdade não ama nem a ele e nem a mim. – A soltou, deu um passo para traz.

- O que? – Ela se afastou, bateu a parte traseira dos joelhos na cama.

- Isso que você ouviu. – Cruzou os braços sobre o tórax. – Você cria motivos, idiotas diga-se de passagem pra não ficar com ele e passa por cima de tudo o que eu fiz pra ficar comigo.

Tenten se sentou, olhou para ele.

- Se você realmente ama-se ele agora, você estaria nos braços dele e já teria me chutado entre as pernas.

Cobriu os olhos com as mãos.

- Sabe o que você ama? Brincar com ele, com os sentimentos dele. – Continuou despejando tudo.

- Isso não é verdade. – Ergueu o rosto, falando em voz alta.

- Não? – Debochou. – Olha o que ele fez por você. Ele fez o que homem nenhum faria e o que você fez? Chuto ele.

- Não…

- Sério? Você deve amar ter um cara como ele atrás de você, se rastejando, se humilhando e você sempre pisando. – Veneno era o que escorria de cada palavra.

Sentiu as lágrimas lhe queimarem a face, e se ele estivesse certo?

- Me diz, como é a sensação pra você de humilhar ele?

Não soube dizer em que momento se pôs de pé, atravessou o espaço que os separava e atingiu o rosto dele com a maior força que conseguiu.

- Lave a sua boca pra falar qualquer coisa dele ou de mim. – Tremia de raiva. – Ele é muito mais homem que você.

Ele fechou os olhos, sentindo a ardencia no local um prazer selvagem corria pelas suas veias.

- Então por que você esta comigo? – A olhou com superioridade.

Ficou quieta, não tinha como responder a isso.

- Sabe… - levou os dedos até o local da bofetada. – Você e eu somos mais parecidos que você imagina, a diferença é que eu assumo que não presto.

- CALE A BOCA LEE. – Sentiu que podia bater nele novamente, fechou a mão em punho.

- POR QUE? – Também gritou, mas acrescentou em tom mais brando. – Por que to estragando toda a sua fantasia de conto de fadas com a verdade? Por que a princesinha é na verdade a bruxa? Por que você não é a heroína trágica dos romance épicos? Ou por que não aguenta a verdade?

Se encararam por longos minutos, as palavras pesando nas mentes, a adrenalina correndo na veia. O sangue quente circulando por todo o sistema.

- Você ta certo. – O sussurro quase inaudivel.

- E o que você vai fazer? – Perguntou no mesmo tom, a fala era quase amavel.

- Não sei.

- Aja com o seu coração. – Ele pousou a mão sobre o órgão que pulsava disparado. – Ele tem todas as respostas.

- Mas…

- Sem "mas" é ai que ta erro, no "mas". – Tocou com a ponta dos dedos a cabeça da mulher. – Isso aqui prega peças, que qualquer um pode cair, então esqueça esse aqui.

- E se ele estiver certo.

Balançou a cabeça negativamente.

- Esse aqui sempre está certo. – Tornou a pousar a mão sobre o coração da garota.

Deitados na toalha grande estendida sobre o gramado, os 6 estavam lado a lado. Gaara timidamente encostou seu braço no dela, Sayuri sorriu singelamente. Naruto mantinha um braço protetoramente em volta de Hinata , já Sasuke e Sakura mantinha uma distancia consideravel entre os corpos.

- Vai demorar muito? – O loiro reclamou.

- Só mais alguns minutos. – Hinata sussurrou na orelha dele.

Gaara entrelaçou seus dedos aos de Sayuri exercendo uma leve pressão.

- Ruivo. – Ela moveu o rosto na direção dele.

- Hn…

- Precisamos conversar. – Se mexeu, podendo abraça-lo de lado.

- Eu sei. – Comprimiu os lábios sobre os cabelos dela. – Você poderia me perdoar.

- Não é fácil assim, Gaara.

- Eu sei. – Com um dedo a fez erguer a cabeça para poder lhe olhar os olhos. – Isso nunca mais vai se repetir, eu te prometo.

- Você já me deu promessas, Gaara.

- É diferente, agora eu corro o risco de perder o meu bem mais precioso, você. – Escovou os dedos sobre a pele dela.

- Gaara…

- Faz assim, eu não chego mais perto de algo com rodas e um motor. – Suspirou. – Você dirige agora. Pra qualquer lado, se você quiser pode vender todos os meus carros e motos. Eu apenas não posso perder você.

- Isso é sério?

- Apenas me dá essa ultima chance. – Acariciou a maçã do rosto. – E se eu decepcionar você, eu vou embora e nunca mais te procuro.

- Ultima chance, ultima chance. – Afundou a cabeça sobre o peito dele.

- Senti sua falta. – Ele sussurrou.

- Também senti a sua.

Sasuke moveu a cabeça para olhar o perfil de Sakura.

- Pensando?

- No que fazer. – Um meio sorriso nos lábios carnudos. – Você já sabe?

- Não. – Suspirou, voltou a fitar o céu. – To tão cansado disso tudo.

Fechou os olhos ao ouvir as palavras dele.

- É injusto… - continuou, não tinha percebido a reação dela. – É injusto com nós três.

- Desculpa? – Mal sussurrou.

Sasuke moveu o rosto para ela.

- Desculpa? – Umedeceu os lábios. – Eu sei que você abriu mão de muita coisa e eu fui tão ingrata.

Permaneceu em silêncio, apenas ouvindo.

- No final, nós três saímos machucados. – O olhou, as lágrimas pinicando querendo a liberdade. – Mas isso não é o pior.

- E qual é?

- É saber que eu amo vocês dois, saber que eu perdi vocês dois e to assistindo impotente os dois irem embora. – Era um tom triste, vazio quase como se ela estivesse vazia.

- Você ainda o ama?

- Sim. – Observou o maxilar tenso. – Mas é totalmente diferente da maneira que eu te amo.

- Como você pode amar nós dois? – Rosnou.

Sorriu. – Você eu como homem e ele eu não sei definir.

- Não sabe? – Debochou.

- É pra ele que eu corro quando quero colo, um concelho, uma simples palavra. – Encolheu os ombros.

- É, você já o definiu. – Resmungou. – Você ama a ele e por mim você tem desejo.

- Não é isso.

- Então me diz o que é. – A olhou irritado. – Droga.

- Não sei. – Um frio de voz lhe escapou.

- Então descobre, porque os dois você não pode ter. – Frio era assim que ele estava antes de se levantar e sair.

O loiro se encolheu ao som da voz do amigo, aconchegou Hinata melhor. Acariciou o topo da cabeça da mulher.

- Desculpa? – Murmurou de olhos fechados.

- Esquece. – Comprimiu os lábios sobre a pele branca.

- Fiquei com medo. – Soltou as palavras sobre a respiração.

- É.

- Neji me deu um esporro por isso. – Comprimiu o rosto contra a camisa dele. – Meu pai marcou a data.

- Não se preocupa com isso. – Apertou o abraço. – Vai dar tudo certo.

- Tenho a impressão que não. – Era quase chorosa.

- Porque? – Naruto se contorceu para olhá-la.

- Tenten já sabe toda a verdade. – Abriu os olhos o encarando.

- E isso não é bom? – Franziu o cenho, confuso.

- Ela escolheu o Lee. – Sorriu triste.

No instante em que ela falou atraiu a atenção dos outros.

- Como? – Gaara se sentou deslocando Sayuri gentilmente.

- Ela escolheu o Lee? – Sakura repetiu a frase de Hinata descrente.

- Certeza que ela sabe de tudo? – Sayuri perguntou em seguida encostando a cabeça no ombro do ruivo.

- Aparentemente, sim. – Suspirou.

Tenten subiu os ultimos degraus, parou de frente para a versão mais nova de Hinata com mudanças sutis. O cabelo era negro e o olhar era arrogante.

- Posso ajudar? – Começou lentamente, como se estivesse falando com uma criança com retardamento mental.

- Vim falar com o Neji. – Tenten se manteve neutra.

- Ele não está. – Um sorriso afetado. – Saiu com a minha irmã.

- Sabe se ele vai demorar?

- Só devem voltar amanhã. – A fala era mansa. – Pelo que entendi, ele ia fazer um jantar e depois eles iam ver a chuva de meteóros.

- Ah.

- Também pelo dinheiro que ele ta ganhando, isso era o mínimo que poderia fazer.- Se tornou imediatamente interessada nas unhas da mão direita.

- Dinheiro?

- É, meu pai esta pagando para ele se casar com a Hinata. – Ergueu o rosto, a expressão de surpresa. – Não sabia? Achei que todo mundo já soubesse.

- Não. – Olhou para traz. – Com licença.

- Aviso que você veio? – Sorriu prestativa.

- Não, por favor, não.

Sasuke estava apoiado no capô do carro, Sakura se aproximou.

- Hey. – A voz cansada.

Sasuke a olhou, ela o encostou ao lado dele, ambos olhavam para o céu.

- Não sei o que te falar. – Sentiu a lágrima escorrer.

- Talvez, já tenhamos dito tudo.

- Eu realmente te amo. – Se postou na frente dele.

- Agente pode ter se precipitado. – Encolheu os ombros.

- Podemos tentar de novo. – Encostou a testa no peito dele.

- Não consigo. – Os lábios se encontraram com os fios rosa. – Deus, eu queria tanto ficar com você.

- Então?

- Eu, você e ele estamos sangrando. Por mais que agente tente, um sai sangrando.

Se afastou dele, o fluxo d'água salgada saindo pelos orbes verdes.

- É a sua ultima palavra?

- Nesse momento? – A olhou atentamente. – É.

Lee estava deitado no sofá, pensava em como a sua vida poderia ter mudado tanto e acima de tudo: Ele fizera mudar.

A porta se abriu com força, ele pulou do sofá e abraçou a morena que tremia.

- O que foi? – Perguntou alarmado.

- Ele se vendeu. – Ela gemeu.

- Quem se vendeu? – Balbuciou sem entender.

- Neji. – Soluçou, agarrou a camisa dele com força. – Ele vai se casar com a Hinata por dinheiro.

- Impossivel. – Lee a fez erguer a cabeça.

- Mas ele fez.

- Neji não precisa de dinheiro. – Balançou a cabeça. – Ele é rico.

- Quero sumir. – Se acalmou um pouco.

- E eu tenho uma novidade. – A fez sentar. – Vou me mudar.

- Que? – Tenten levantou a cabeça.

- Meu tio arranjou uma bolça de estudos pra mim na Alemanha e eu estou indo depois de amanhã. – Falou calmamente.

- Você vai embora. – O raciocinio lento chegou aos lábios.

- Você pode vir comigo, se você quiser. – Pegou as mãos pequenas. – Eu cuido de você e do pequeno.

Tenten assentiu com a cabeça.

- Mas você tem que contar pra ele. – Se tornou mais duro. – Você tem que contar da gravidez.

Duas semanas e seis dias depois.

Sakura estava jogada no sofá vendo tv quando Neji apareceu.

- Hey. – Se sentou ao lado dela. – Fazendo?

- Vendo novela mexicana. – Encolheu os ombros. – Essa é a mocinha mais idiota que eu já vi.

- Hn… e qual é a história? – Perguntou incerto.

- A história gira em torno da familia Herrera, que é rica. Nessa familia tem o pai que se chama José Maria ele é o pai da Virgem Maria e da Roberta Sandra. Ele é o tio do mocinho o Eduardo Alejandro. A mocinha é amiga da Virgem Maria ela se apaixona pelo mocinho e eles ficam juntos. A mocinha é essa ai a Silvana Vírginia. Ai apareceu o vilão o Carlos Federico e ficou com a mocinha, a mocinha se apaixona pelo vião que faz de tudo pra manter ela longe do Eduardo Alejandro. Quando chegam na cidade um homem que brigo com o Eduardo por causa de uma antiga namorada o Carlos Manoel é esse cara e ele ta noivo da mulher em questão é a Florentina de Jesus. Enquanto isso a Virgem Maria se apaixona pelo Francisco José, mas a irmã dela a Roberta Sandra quer se casar com ele. E agora é o final da novela. A Silavana Víriginia descobre todas as coisas que o vilão fez, ela descobre que ta grávida do Eduardo Alejandro, mas escolhe ficar com o Carlos Federico. O Carlos Manoel resolveu virar padre e o Eduardo Alejandro esta com a Florentina de Jesus. A Virgem Maria entra prum convento o Francisco José casa com a Roberta Sandra e tem um filho. O José Maria fica ainda mais rico e poderoso. Ótimo o final é ela indo embora grávida e ficando com o Carlos Federico. Decididamente ela é idiota.

Neji ficou em silencio olhando pra garota, estático.

- É, e você num noto nada né? – Arqueou uma sobrancelha.

- Sobre? – Desligo a tv.

- O enredo da história. – Se curvou descrente.

- Hn… não.

- Esquece. – Se levantou. – Quer dar uma volta?

- Hoje não deveria ser a sua despedida de solteiro? Você casa amanhã. – Acompanhou ele porta afora.

- Grandes merda. – Encolheu os ombros.

- Neji.

- Sakura, eu só quero esquecer que eu vou me casar amanhã.

Andaram pelas ruas até um café próximo, Neji pediu dois expressos.

- Então, tem falado com ele. – Assoprou o café quente.

- Não.

- Acha que tem volta? – Sairam para a rua.

- Não sei, ele disse que não. – Esquentou as mãos no copo.

- Mesmo?

- Neji, eu só quero esquecer.

- Por que?

- A culpa foi minha, não tem muita coisa que eu possa fazer. – Encolheu os ombros. – É só esperar.

Ficaram em silencio até chegarem no apartamento.

- Sente falta dele? – Finalmente falou enquanto se sentavam.

Suspirou. - Muita, as vezes os meus dias são dedicados a sentir falta dele.

- Então por que você não me esqueceu?

- Medo, insegurança eu acho.

- De que?

- De ter errado, de ter feito a escolha errada.

- Porque?

- Não sei, e se eu devesse ter ficado com você e se essa escolha fosse diferente e muda-se toda a história.

- É. Nossas decisões sempre mudam tudo, mas acima de tudo são as nossas escolhas.

- Errei?

- Só você pode dizer isso. Agora se nesse instante você pudesse escolher entre nós dois, qual seria a escolha?

- Ta vendo é isso que eu não aguento, vocês estão sempre me forçando a escolher um ou outro.

- As escolhas mudam tudo. Qual é a sua?

- Ele.

- Então não se perca com inseguranças e medo, acredite no amor, no seu e no dele.

- E se eu estiver com medo do amor dele. – O olhou confusa.

- Então você vai perder a sua alma, assim como eu perdi a minha.

- Você perdeu a sua?

- Eu deixei de acreditar no amor.

Abaixou a cabeça reprimindo o choro, seria uma parte dessa descrença dele, culpa dela?

- Talvez, você devesse agir. – Olhava para o copo. – E não ficar esperando por ele. Mostrar que vale a pena ir atras dele.

- É o que você acha?

- Acho que é o que ele espera.

Sorriu, levantou os dedos alizando o cabelo dele.

- Você vai ficar bem?

Ele a olhou, sorriu de leve balançando a cabeça.

- Se você for atrás do seu amor, eu vou ficar bem. – Ele se levantou e caminhou para a porta.

Sakura o chamou de volta.

- Não é errado ter medo. – Respirou fundo. – Você sabe disso?

- É, eu sei. – A olhou sem entender.

- Então, você sabe que você pode mergulhar nisso de novo não é?

- Eu sei. – Encolheu os ombros. – Só não tenho certeza se quero.

- Não quer, ou tem medo?

- Medo, eu acho.

Sakura soltou um risinho fraco. – Fazemos uma boa dupla.

- É, eu acho.

- Eu teria me perdido a muito tempo, se não fosse por você então obrigada.

- De nada. – Sorriu, tornou a se virar.

- Neji. – O chamou de novo, ele parou de frente para a porta, não se virou para olhá-la. – Essa dor um dia passa, então não se afunda de novo. A ferida cicatriza, então por favor não se perca de novo.

A olhou por cima do ombro, ela chorava.

- Obrigada por me deixar participar da sua vida. – Sorriu triste.

Neji acenou com a cabeça.

- Você é um grande homem, Hyuuga Neji, vai fazer grandes coisas e eu te amo, sabia?

- Também te amo. – Fechou os olhos e saiu porta afora.

XxXxXx

Saiu!!!!!!!!! Não fiquem afobados com o final da novela, doi só uma brincadeirinha, ou não. Bjs