Personagens de Stephenie Meyer. História de Tessa Dare.
CAPÍTULO QUATORZE
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"Esta noite vamos comer, beber, festejar e fazer amor com nossas mulheres, com entusiasmo."
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- Ai!
Bella soltou o botão de rosa e fitou a gotícula de sangue que cresceu em seu dedo. Ato reflexo, ela enfiou o dedo na boca para amenizar a ferida.
- Rose? - ela chamou, do outro lado do jardim. - Você termina com as rosas para mim? Esqueci as luvas esta manhã.
Incrível. Ela nunca esquecia as luvas.
Ela deixou as rosas e foi para o canteiro de ervas, onde apanhou grandes punhados de lavanda sem espinhos, que cortou com a tesoura de jardinagem. Rapidamente, sua cesta estava transbordando de plantas aromáticas. Ainda assim, ela continuou a colher mais. Suas mãos começavam a tremer sempre que Isabella tentava firmá-las, talvez porque ainda estivessem pesadas com a sensação da pele e do cabelo dele.
Naquele exato momento, Edward continuava dormindo no andar de cima de Summerfield. Enquanto isso, no jardim, Isabella era forçada a manter a programação das quartas-feiras e receber as moças de Spindle Cove. Jardinagem primeiro, chá depois. Normalmente ela gostava da companhia e da ajuda delas; mas, naquele dia, ela preferiria estar sozinha com seus pensamentos. Porque ela só estava pensando nele... Isso a fez corar. Seus pensamentos a faziam se sentir exposta, sem espartilho. E a faziam suspirar – alto, pelo amor de Deus. As moças trabalhavam à sua volta, tirando ervas daninhas, cortando flores, desenhando abelhas e botões. Mas quando Isabella ajoelhou ao lado da camomila e permitiu que seu olhar perdesse o foco, seus pensamentos subiram a escada.
Ela o viu. Bronzeado, braços vigorosos cobertos de pelos escuros, todo enrolado nos lençóis brancos. Seu corpo pesado sobre o dela era uma bênção, nunca um fardo ou uma ameaça.
Linda Isabella, disse ele. Você foi o lugar perfeito para eu aterrissar.
- Srta. Swan. Srta Swan!
Ela se sacudiu, voltando ao presente.
- Sim, Sra. Lange? - Quanto tempo a mulher estaria tentando chamar sua atenção?
- Quer que eu separe estes lírios hoje? Ou devemos deixá-los para outra semana?
- Oh! O que você achar melhor.
Por baixo de seu chapéu de palha, a outra mulher olhou com impaciência para Isabella.
- É o seu jardim, Srta. Swan. E você sempre tem uma opinião.
- Está tudo bem, querida? - perguntou a Sra. Brandon. - Não é do seu feitio estar tão distraída.
- Eu sei. Não é mesmo. Desculpem-me.
- Está um lindo dia. - disse Rosalie. - Não consigo imaginar o que a está afetando.
- Não é um 'o quê'. - disse Alice, tirando os olhos de seu caderno de desenhos. - É um 'quem'.
Isabella olhou preocupada para ela.
- Alice, tenho certeza de que você não precisa...
- Ah, mas eu tenho certeza de que preciso. E você não precisa ter vergonha de falar sobre isso, Bella. Não precisa sofrer em silêncio, e as outras precisam saber. Elas podem precisar se proteger. - Alice fechou o caderno e se voltou para as mulheres reunidas. - É Lorde Rycliff, aquele vilão. Ele não bateu a cabeça ao mergulhar, ontem. Ele sobreviveu à queda sem se machucar, e então atacou a Srta. Swan na enseada.
- Alice... - Bella levou a mão à testa. - Ele não me atacou.
- Atacou sim! - Ela se virou para as outras. - Quando me aproximei deles, estavam encharcados, os dois. A pobre Srta. Swan tremia como uma folha, e ele estava com as mãos... Bem, vamos apenas dizer que ele estava com as mãos em lugares onde não deveriam estar. Ela tentou afastá-lo, mas ele não permitiu.
Eu gosto quando você me ataca. Uma palpitação percorreu-a com a lembrança.
- Felizmente eu apareci na hora certa. Felizmente, também, eu havia encontrado amostras boas e pesadas naquela manhã.
Felizmente? Talvez sim. Somente Deus sabia que liberdades Isabella teria permitido que Edward tomasse sem a interrupção de Alice. E se aqueles remédios não o tivessem feito dormir na noite anterior...
Ela ficou uma hora em seus braços, incapaz de ir embora. Acariciando suas costas e seus ombros fortes, ouvindo seu ronco suave e constante. Quando ela sentiu que também iria adormecer, saiu da cama e voltou para seu próprio quarto. Cuidar de um homem ferido enquanto este dormia... era o dever de uma curadora. Dormir com ele... isso era privilégio de uma esposa. E Isabella não era esposa dele, ela procurou se lembrar. Não tinha que dividir uma cama – ou enseada, ou sala de armas – com aquele homem. Não importava o quanto ele havia se mostrado apaixonado, nem como tinham sido excitantes para ela os carinhos dele, ou como havia beijado docemente seus punhos machucados. Caso ela se entregasse a um prazer passageiro com ele, perderia tudo pelo que trabalhava tão duro para construir.
Ela poderia perder tudo naquele momento, se o "prestativo" relatório de Alice não fosse contido.
- Allie, você está enganada. - disse ela, firmemente. - Você não estava com seus óculos e não sabe o que viu. - Para as outras ela declarou: - Eu nadei até lá para verificar se Lorde Rycliff estava bem. Estávamos conversando a respeito, quando Alice apareceu.
- Aquilo não era conversa, mas agarração. E eu não sou cega. Eu sei muito bem o que vi. Ele beijou você!
A Sra. Mallory soltou um guincho indignado.
- Eu sabia. Homens são uns abusados nojentos, como aquele crápula do meu marido. Eu vou escrever um poema!
- Ele beijou você? - Rose arregalou os olhos. - Lorde Rycliff beijou você? Ontem?
- Sim, ele beijou. - Alice respondeu por ela. - E não foi a primeira vez, pelo jeito da coisa. Ficou claro que ele a está molestando desde que chegou à região.
Isabella sentou-se no banco mais próximo. Ela sentiu que sua vida estava se desfazendo.
- Oh, isso é maravilhoso! - disse a Sra. Brandon, aproximando-se para sentar ao lado de Bella. - Eu percebi que você chamou a atenção dele, querida. E Lorde Hale mostrou grande preferência pela minha Tanya. Pense só, vocês duas podem virar primas através do casamento!
- Eu não vou me casar com Lorde Cullen. - afirmou Isabella. - Não sei o que poderia fazer a senhora dizer tal coisa. - E ela gostaria que a mulher parasse de falar aquilo em voz alta. Edward continuava em Summerfield, e não havia como saber quando ele acordaria. Ele podia estar acordado naquele momento.
Talvez Edward estivesse se alongando, ou flexionando aqueles membros poderosos além dos limites do colchão e bocejando como um leão entediado.
- Lorde Hale não demonstrou nenhum interesse especial em mim. - disse Tanya, incomodada. - Sinceramente, gostaria mesmo que não o fizesse.
- Bobagem. O homem pediu para você cortar o cabelo dele! Ele tem título, é lindo como o diabo e rico, além de tudo. Bonita como você é, sem dúvida ele logo irá pedir sua mão. Veja se você também não consegue ficar presa em algum canto com ele. Um beijo fecharia o negócio, posso garantir.
- Mamãe! - falaram Tanya e Alice em uníssono.
- O que há de errado com todas vocês? - perguntou a Sra. Brandon, olhando de uma para outra. - Esses homens são lordes. São poderosos, ricos. Vocês devem encorajá-los.
- Creia em mim, encorajamento é a coisa menos necessária. - Ao falar as palavras, Isabella ficou instantaneamente preocupada. Será que Edward tomaria o encontro deles, na noite anterior, como encorajamento? Ela queria que ele pensasse assim? Eles se entendiam agora, em um nível muito mais profundo. Desde que ele conseguisse se lembrar de, pelo menos, parte da conversa, quando acordasse. - Lorde Cullen não está procurando uma esposa. - disse ela, com firmeza. - Tampouco seu primo. Se fôssemos tolas o bastante para 'encorajá-los', estaríamos arriscando não apenas nossa reputação, mas também a de Spindle Cove. - Ela encarou cada mulher do grupo. - Vocês estão todas me entendendo? Nada está acontecendo aqui. Nada.
- Mas, Bella... - Alice quis contrapor, quando aquela garota colocava algo na cabeça, era quase impossível demovê-la de tal ideia.
- Alice. - Isabella virou-se para ela, esperando que sua nova amiga, algum dia, compreendesse e desculpasse a dureza de suas palavras seguintes. - Sinto dizer, mas você está enganada quanto ao que viu, e sua insistência está se tornando aborrecida. Lorde Rycliff não me atacou ontem, nem em qualquer outro dia. Nada impróprio transpirou entre nós. Na verdade, ele só saltou do penhasco ontem porque pensou que você tivesse se afogado e quis salvar sua vida. Atacar o caráter dele após tal atitude corajosa, embora equivocada, parece-me por demais indelicado. Minha parte nesta conversa está concluída.
Alice piscou os olhos, visivelmente magoada. Bella sentiu-se horrível, mas o futuro de sua comunidade estava em jogo. Onde a pequena fada iria para caçar seus fósseis se chegassem a Londres notícias de solteironas enlouquecidas, e a Queen's Ruby fosse forçada a fechar suas portas?
- Logo seremos chamadas para o chá. - Ela pegou sua cesta e se dirigiu para casa. - Até lá estarei na despensa espremendo as ervas. Meu unguento está acabando.
Rosalie a seguiu.
- Vou ajudar você. - Conforme se aproximavam da casa, ela sussurrou: - Como foi? O beijo.
Isabella reprimiu uma exclamação de frustração.
- Você pode me contar. - disse Rose, abrindo a porta da despensa. Depois que as duas entraram, ela rapidamente a fechou e trancou. - Bella, você sabe que não vou contar para ninguém. Não tenho outro lugar para morar que não aqui. O destino de Spindle Cove também é meu destino.
Isabella encostou-se na porta e fechou os olhos.
- Foi maravilhoso?
Maravilhoso não era a palavra. Não havia palavras para descrever a torrente de sensações loucas, de tirar o fôlego, que sentiu. E também não havia como ela pudesse manter aquilo em segredo por mais tempo. A morena anuiu com a cabeça.
- Foi... - sussurrou.
- Eu sabia. - Rose agarrou seu braço. - Você tem que me contar tudo.
- Oh, Kate, não posso. Eu nem devia ter admitido. - Ela começou a descer garrafas das prateleiras e cortou a fita que prendia um maço de erva-de-são-joão. - E nunca mais vai acontecer de novo.
- Você não acha que ele quer casar com você?
- De jeito nenhum. E eu não tenho intenção de casar com ele.
- Não quero me intrometer. Sério, não quero mesmo. Essa é minha única oportunidade de saber. Quero dizer... nunca vai acontecer comigo, ser beijada por um lorde em um canto escondido.
Isabella deixou o pilão cair no almofariz.
- Por que nunca vai acontecer com você? Você é linda e muito talentosa.
- Sou uma órfã de família desconhecida. Uma ninguém. E mais, uma ninguém com isto. - Ela tocou a marca de nascença em sua têmpora.
Bella pôs seu trabalho totalmente de lado e colocou as duas mãos nos ombros da amiga, olhando-a no fundo dos olhos.
- Rose, se essa marquinha é sua maior imperfeição, então você com certeza é a mulher mais linda e encantadora que eu conheço.
- Parece que os homens não concordam.
- Talvez você tenha conhecido os homens errados.
A lembrança das palavras de Edward fez Isabella reprimir um sorriso pesaroso. Não importava o que acontecesse, a vida seria sempre diferente a partir de então. Porque, afinal, ela sabia como era se sentir desejada, com seus defeitos e tudo. Ela sentiu o calor inesperado que isso produzia dentro dela e queria que Rose também tivesse essa experiência.
- Seu admirador vai aparecer um dia. Tenho certeza. Mas enquanto isso... - Ela pegou um dos cachos louros da amiga. - Aqui é Spindle Cove, Rose. Baseamos nossa autoestima em nossas qualidades e realizações, não na opinião dos cavalheiros.
- É, eu sei, eu sei. - Uma expressão constrangida tomou os olhos de Rosalie. - Mas de qualquer modo, é impossível parar de pensar neles.
Sim, concordou Bella em silêncio. Era mesmo. E com o líder deles indisposto no andar de cima, ela repentinamente se preocupou com os problemas que o resto dos homens estava tendo naquele dia.
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À sombra do castelo Rycliff, Jasper Hale observou suas tropas.
Eram as tropas dele naquele dia, ele imaginou, já que seu primo tonto continuava inconsciente. Jasper o advertiu para não dar aquele mergulho ridículo do penhasco, mas alguma vez Edward o escutava? Ah, não. Claro que não. Ele, de certa forma, esperava que toda aquela história de milícia acabasse depois daquela exibição absurda. Mas, aparentemente, o brilho de oito xelins e a promessa de muita diversão trouxeram os recrutas de volta para outro dia.
Ele bateu as palmas das mãos.
- Muito bem, pessoal. Reúnam-se, rapazes. Aqui.
Nada aconteceu.
Emmett olhou para ele com sarcasmo.
- Companhia, em formação! - gritou ele.
Os homens entraram em formação.
- Obrigado, cabo McCarty. - Jasper pigarreou e se dirigiu aos homens: - Como vocês todos sabem, nosso bravo comandante está momentaneamente de cama, cuidando de um ferimento na cabeça. Um ferimento, devo acrescentar, infligido por uma garotinha insignificante. Então hoje, como seu primeiro tenente, eu estou no comando. E vamos fazer um treinamento um pouco diferente.
Riley, o vigário, ergueu a mão.
- Nós vamos aprender uma nova formação?
- Não. - respondeu Jasper. - Vamos encenar uma invasão. Aquelas mocinhas lá em Spindle Cove ocuparam o que deveria ser nossa vila. Nossa vila. Nós vamos olhar para o outro lado e aceitar isso?
Os homens se entreolharam.
- Não! - respondeu Jasper, exasperado. - Não, nós não vamos mais aceitar isso, nem mais um dia.
Edward teve a ideia certa, afinal. Aqueles homens realmente precisavam de ajuda para recuperar suas bolas e reafirmar seu domínio naquela vila. Mas seu primo havia empregado a tática errada ao apelar para uma noção vaga de honra e dever. Havia uma fonte muito melhor de motivação – aquele impulso primitivo, inegável, que empurrava todos os homens.
Sexo.
- Esta noite... - anunciou ele. - É a noite em que iremos retomar aquela vila. E não vamos fazer isso marchando em fila ou cometendo atos de idiotice valente. Nós vamos fazer isso sendo homens. Homens másculos. O tipo de homem que uma mulher quer que assuma o controle.
Testas foram franzidas, confusas.
- Mas... - O ferreiro Sam Uley olhou para os outros. - Nós somos homens. Pelo menos, da última vez que eu verifiquei.
- Não é apenas questão de se ter o equipamento correto, mas sim de usar o equipamento corretamente. - Subindo em uma caixa, Jasper abriu os braços. = Olhem para mim. Agora olhem para si mesmos. Agora olhem novamente para mim. Eu sou o homem que vocês querem ser.
Dawes cruzou os braços.
- E por que, exatamente?
- Vocês sabem quantas mulheres eu já levei para a cama? - Quando Mike e Finn mostraram interesse, ele acenou para os dois. - Adivinhem, garotos.
- Dezessete. - arriscou Finn.
- Mais.
- Dezoito.
- Mais que isso.
- Ahn... dezenove.
- Ah, pelo amor de Deus. - murmurou ele. - Vamos ficar aqui o dia inteiro. Vamos dizer apenas que o número é 'maior do que vocês podem imaginar'. Porque, evidentemente, esse é o caso. - Bufando, ele acrescentou: - Talvez maior do que vocês saibam contar! - Ele ergueu um braço acima da cabeça. - Esta noite nós marcharemos até aquela vila e vamos nos divertir na taverna.
- Você está falando da casa de chá? - perguntou Harry Clearwater. - Mas esta é a noite de carteado das moças.
- 'Mas esta é a noite de carteado das moças'. - Jasper imitou o outro com uma voz esganiçada. - Aí está o problema. Vocês todos se deixaram subjugar. Castrados por essas intelectualoides. Esta noite as moças não vão jogar cartas. Elas vão dançar.
Harry coçou a nuca.
- Bem, isso é o que elas às vezes fazem às sextas-feiras. Dançar. Mas apenas umas com as outras. Elas nunca nos pedem para participar.
Suspirando alto, Jasper massageou o nariz.
- Nós não vamos esperar que elas nos peçam, Clearwater. - Ele baixou a mão e gesticulou para Uley. - Você aí. Sabe como tirar uma mulher para dançar?
- Eu não. - O ferreiro deu de ombros. - Eu não sei dançar.
Finn levantou a mão.
- Eu sei! Ouvi Sally dizendo para o espelho: 'Pode me dar o prazer desta dança?'. - Ele fez um floreio afetado e uma reverência.
- Errado! - disse Jasper. - Tudo errado! - ele ergueu a voz. - Todos vocês, repitam depois de mim: 'Eu acredito que esta dança é minha'.
Os homens murmuraram as palavras depois dele.
Patético.
Jasper sacou sua pistola de cano duplo, engatilhou-a com cuidado, levantou-a à altura de seu ombro e a disparou para o ar. O estalo estrondoso chamou a atenção do grupo.
- Digam com convicção: 'Acredito que esta dança é minha'.
Os homens pigarrearam, remexeram-se e repetiram:
"Acredito que esta dança é minha."
- Melhor assim. Tentem isto: 'Seu cabelo é um rio de seda'. - Quando tudo que ele conseguiu foram olhares confusos, Jasper explicou: - A primeira frase a coloca em seus braços. Para convencer uma mulher a ir para sua cama, você precisa de mais algumas palavras bonitas. Agora repitam comigo, droga: 'Seu cabelo é um rio de seda'.
"Seu cabelo é um rio de seda", eles ecoaram.
- Agora estamos chegando a algum lugar. - Ele fez uma pausa, refletindo. - Agora esta: 'Seus olhos brilham como diamantes'.
Eles repetiram, dessa vez com mais entusiasmo.
- "Seus seios são esferas de alabastro."
- O quê? - contestou Mike. - Isso é bobagem. Não vou dizer isso.
- Você quer sugerir algo melhor?
- Por que eu não posso simplesmente dizer que ela tem belas tetas?
Jasper olhou para Keane.
- Vigário, cubra as orelhas.
E o homem cobriu mesmo.
Jasper gemeu. Pulando da caixa, ele se aproximou de Mike Newton.
- Escute aqui, garoto. Você não pode ficar falando em tetas. É rude. As damas não gostam. A não ser que vocês já estejam no calor das coisas. Então, dependendo da mulher, ela pode gostar. Mas quando seu objetivo é a sedução, esferas de alabastro não têm erro.
- Está tudo errado, isso sim. - Emmett cruzou os braços. - Alabastro é frio e duro. Não sei que tipo de tetas você tem chupado, mas eu gosto de mulheres de carne e osso. Você não tem nada melhor do que isso?
- É claro que tenho, mas não vou gastar minhas cantadas com vocês. - Ele ergueu a pistola e disparou o segundo tiro no ar. - Cabeça para cima, peito para frente, e digam em alto e bom som: 'Seus seios são esferas de alabastro'.
Foram necessárias mais meia dúzia de tentativas, mas Jasper finalmente conseguiu ouvir a frase com o entusiasmo que ele queria.
- Muito bem. - disse, andando de um lado para o outro diante deles. - Agora, a recompensa. Cerveja! - Ele bateu com a mão em um barril. Com o pé, empurrou uma caixa. - Vinho! - Fazendo uma pausa para efeito dramático, ele ergueu um tonel que havia pegado no estoque pessoal de Edward. - Uísque!
- O que nós vamos fazer com tudo isso? - perguntou Mike.
- Vamos engraxar os sapatos, moleque. - respondeu Jasper, com sarcasmo. - Nós vamos beber, é claro. Esta noite vamos comer, beber, festejar e fazer amor com nossas mulheres, com entusiasmo. Mas esperem. Tem mais.
Ele havia deixado a placa por último. Tinha passado a noite toda trabalhando naquilo, à luz de tochas. Não porque se divertisse com carpintaria, mas porque a alternativa era outra noite insone naquele estrado frio e desconfortável. Após quase uma semana fora de Londres, ele estava faminto por um corpo quente e uma boa noite de sono. Mais do que princípios estavam em jogo naquela noite. Ele precisava encontrar uma mulher, e logo.
- E com isto, homens... - ele desvelou a placa puxando rapidamente o tecido que a cobria. - Eu lhes devolvo sua taverna!
Tardei, mas não falhei. 23:45 ainda é sábado kkkkk Criançada dormiu, agora vou eu também.
Beijinhos, até o próximo!
