The 39 Clues, A História Real.

Capítulo 14: Sonhos, Do Mal.

Pov. Mari

Quando cheguei ao topo do muro, pulei, dando uma cambalhota para amortecer a queda. Me escondi atras de um arbusto e observei os guardas:

-7 guardas na frente, 3 nas laterais, 7 atras, no total: 20 guardas. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,...8 Armadilhas. De laser identificador nas 2 portas. Objetivo: Entrar sem ser percebida a TODO custo. Resumindo: Guardas, complicado; Armadilhas, Sussi; Objetivo, razoavelmente moleza. Traduzindo: Mamão com a açucar.- Sussurei para mim mesma.

Fui andando furtivamente, coloquei os óculos de visão noturna e ampliada, e calmamente passei pelos primeiros 3 guardas da frente.

-Faltam mais 14. Ótimo.- Colei na fissura entre duas colunas da entrada da mansão. Ouvi passos vindos dos dois lados, não havia pra onde correr. Ativei as ventosas nos dedos e subi pelas colunas. Dois guardas passaram embaixo dos meus pés. E nem pensaram em olhar para cima.

Resolvi continuar andando onde ninguém pensa em olhar. Fui rastejando pelas paredes. Passei os sete da frente e mais dois da lateral. Mas quando estava bem em cima do terceiro as ventosas pararam de funcionar. Eu senti que ia cair e me agarrei na calha do telhado. Mas isso fez barulho. O guarda olhou para os lados, e ia olhar para cima quando um outro chegou e começou a conversar. Eles papearam um pouco, em altas voses, e assim não me ouviram balançar o corpo e pular para cima do telhado. Continuei me esgueirando por la. Peguei uma pedra que achei ali e a taquei na cabeça de um guarda. Corri para o outro lado, o guarda chamou os colegas. E a parede ficou levemente vazia. Havia 4 janelas, duas delas davam para a cozinha que estava lotada, e outras 2 davam numa dispensa. Que era usada para outra coisa, como eu bem sei.

Abri a janela com um aparelho simples de ladrões comuns, e logo adentrei a apertada dispensa no momento em que um guarda parava em frente à janela. La dentro tirei a gelatina com a digital de Natalie Kabra. E coloquei em cima de um saquinho de arroz. O saquinho começou a brilhar, e a prateleira se mexeu para o lado, revelando um corredor que descia até uma porta de cimento revestida com ferro e um monte de trancas. Fechei a prateleira atrás de mim. E andei novamente até o final do corredor. Abri a porta com a digital da Kabra novamente, mas achei que iria precisar de identificador de voz ou outra coisa assim. Mas alessandro tinha razão, elas não se deram ao trabalho de fechar a porta.

Entrei e vi loyse deitada, encolhida em um colchão jogado no chão. Me sentei no colchão perto dela e esperei. E esperei.


Pov. Narrador observador!

"Loyse acordou, estava deitada, mas não na cama. Estava deitada em grama, grama amarela. Se levantou rápido e se pos em posição de guarda. Mas não era preciso. Estava em um campo de trigo em plena colheita, mas tudo deserto. Baixou os braços e se pôs a andar tentando se lembrar de como chegara ali, lembrou-se de Amy e Dan. Da missão dela e da prima. Da ligação no aeroporto, e então...da captura. Lebrou-se de matar o Raphael, namorado da A-lexis, e depois dela lhe aplicando um veneno. E então... e então acordar ali, naquele lugar tão esquisito. "Devo estar morta, e este é o céu, ou talvez o inferno..."pensou. Não estava morta, mas aquele lugar com certeza é o que se pode chamar de "o inferno na terra".

Começou a andar, pensando o que faria agora. Ao longe, no horizonte, avistou um vulto, como um... um fantasma. Ou um espirito visitando a terra dos mortos. Tentou reconhecer o sujeito, mas estava muito longe. Chegando mais perto, notou que ele ou ela estava com uma prancheta na mão e um celular na orelha. Logo estava a um metro mais ou menos da pessoa e ela se virou e foi possível ver quem era: Era Mari.

No reino dos mortos!

Mas veja: Mari é um ano mais nova do que loyse, mas naquele momento aparentava ter uns vinte anos, não 14!

-Mari?- perguntou loyse.

-Não, é a Monike! É claro q sou eu. Até depois da morte você nao muda!-

-Calma, não precisa falar com tanta rispidez!- Mas, normalmente as implicancias de Mari possuem um sorrisos nos olhos e nos lábios. E tudo que estava visível agora eram olhos com desdém e lábios contraídos.-O que veio fazer aqui?-

-Amanhã, no mundo dos VIVOS, será seu aniversário de morte. Mas ninguém vai se importar, porque hoje alguém vai se casar. Vim lembrar-lhe do sofrimento que causou com sua morte.- Ela falava sibilante, com a intenção de ofender e machucar.

-Como assim?-Perguntou Loyse, confusa com tudo aquilo.

-Naquela noite, quando as Kabra decidiram se vingar, elas ingetaram em você D5, e nós achamos que conseguiria resistir, estávamos esperando elas irem embora e tiraríamos você de lá. Mas você morreu.

'Os Lucian ficaram muito confiantes com a sua morte, e atacaram as bases madrigal em um dia em que estávamos despreparados e os Madrigal em todo o mundo foram extintos. Os poucos que sobreviveram: Eu o Alessandro, a Monike, a Vivi, a Le Gusso, Amy e Dan, não querem continuar a busca pois seremos exterminados. Entende? Você é uma pária em nosso clã. Ah, e você lembra do casamento? É do Alessandro, quando você morreu ele entrou em uma depressão de dar dó. Não saia dessa. Até que eu apresentei ele a Monike e eles estão juntos até hoje quando vão se casar. Sou madrinha de casamento. Estou pirando com os preparativos!'

Loyse ficou aturdida, arrasada e furiosa!

-Tá, venha esfregar na minha cara. Eu não me importo!-Mari riu e disse:

-Foi bom ve-la novamente. Boa sorte por aqui. Adeus.- E ela desapareceu.

'Idiota' Lo sussurou.

Ela continuou andando até avistar uma cidade, e continuou andando.

Após algumas quadras, reconheci a exótica cidade: Rio de Janeiro. A casa permanente do Alessandro, talvez ela devesse parabenizá-lo pelo casamento. Em algumas horas chegou ao bairro nobre do rio onde se encontrava a casa do Ale, o sol ja estava se pondo e ela bateu na porta de mogno.

-Ja, vou.- A voz de Ale bem mais velha, soa alto de dentro da casa. Alguns segundos depois ele abriu a porta com um sorriso no rosto.

-Ale!- Gritou Lo se atirando nos braços dele. Mas ele não retribuiu, em vez disso começou a se desvencilhar como se a "amiga" fosse contagiosa!

-Me largue, se afaste de mim, e nunca mais chege perto!- Ele resmungava.- Ja sofri demais por você! Amanhã é meu CASAMENTO Loyse, achei que iriame casar com você, mas você me deixou como se nada por aqui valesse! Depois que você morreu...

-Mas.. Ale, eu não tive culpa. Os culpados deveriam ser a Mari que não conseguiu chegar a tempo e o...-

-Você desistiu, você quebrou duas das cinco regras lembra? conspirar 2. Nunca desunir julgar precipitadamente 4. Nunca revelar os segredos DESISTIR, NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA!

"Você sabe que poderia ter sobrevivido mais um pouco car$%#! Mari, me apresentou à Nick, e agora eu estou finalmente me recuperando! Mari ainda fala com você por causa do sentimento que nutre. Todos tem raiva de você, mas ela tem desapontamento, apesar de fingir nao ter. E ela pode falar com você sempre que quiser,por ser filha de Hades, eu tenho que esperar você vir perturbar meu sono!"

-ÓTIMO, mais um que me odeia. Eu não preciso nem me importo com vocês! Se não quer falar comigo, então vou-me embora!- Disse Lo, com muita raiva e saiu bufando daquela casa! Atras dela Ale ainda resmungou: "Essa ja foi tarde!"

Enquanto andava pelo Rio, Lo ia remoendo a raiva pela prima e pelo ex-namorado! Mas passou em frente a uma pequena casa que lhe chamou a atenção, Mari adorava o Brasil, assim como Luci a mãe de Loyse, e fez questão de ter uma casa de praia no Rio.

Quando olhou embaixo do vaso achou a velha chave reserva que sempre estava ali. Abriu a porta esperando encontrar sua mãe, quando na verdade encontra McIntyre observando o tapete da sala de estar!

Ele se assusta e olha quem havia entrado quando percebe quem é sua expressão se fecha em uma carranca:

-Sinda tem a coragem de vir aqui? Depois de Tudo que fez à sua mãe, à mim, à sua família?-

-Não, McIntyre, eu ja ouvi muitos jogando minha culpa sobre mim, eu ja entendi que errei. E ja entendi que muitos nunca mais querem me ver, mas tenho o direito de entrar na minha própria casa, na casa da minha própria família!- Loyse revida.

-Sim, você tem esse direito. Mas não creio que por muito tempo.- Ele pega uma carta de cima do balcão e à estende para lo. – Sabe, você foi uma ótima Madrigal, eu ja tive muito orgulho de você. Mas agora, eu só sinto vergonha. Adeus, Loyse.- E ele saiu pela porta aberta, deixando Lo sozinha com uma carta na mão.

Lo estava intrigada, o que havia dentro da carta? Com muito cuidado, como se o papel fosse explodir, Loyse abriu a curta carta direcionada a ela.

'Loyse Cahill, se você encontrou essa carta é porque voltou à nossa casa no Brasil. Ja deve ter percebido que eu ja não estou mais lá e ha muito tempo me mudei para algum lugar bem longe de você.

Imagino que deveria bancar a mãe, com a mor incondicional. E isso é verdade, eu ainda te amo, mas te odeio muito mais. E não quero sofrer com meu amor, por isso me afastei ao maximo. Isso quer dizer que tirei você da minha vida, incluindo o fato de você ser minha filha.

Sim, eu estou te renegando como portadora do meu sangue!

Adeus, Loyse.'

Lo, releu e releu mais de 20 vezes a carta. Nao podia acreditar, isso era ABSURDO, sua prórpia mãe!

Estava se remoendo e chorando quando recomeçou a andar e voltou à compina onde achou Mari. No meio da planicie havia um espelho, Lo parou em frente a ele. Esta va como sempre: cabelos compridos e grossos presos em um rabo de cavalo, estatura imponente mas de ombros curvados e semblante descontraido mas marcado pelas lágrimas e pelo sofrimento.

Mas então ela piscou os olhos, e a imagem mudou.

Agora seus cabelos estavam soltos e controlados, sem parecer uma vassoura, o semblante era desafiador e superior, sua estatura estava maior do que o normal, mas os ombros exibiam toda sua imponencia!O olhar que é sempre aberto, convidativo e brincalhão, estava fechado e cruel. Aquela não era Lo, era uma criatura muito melhor do que ela, mas ao mesmo tempo muito mais maléfica.

-Veja só, Loyse minha amiga! –diz a imagem.

Lo ja estava achando que estava pirando mas não se importa.

-Quem é você?-

-Ora, eu sou você, quer dizer, sua consciência melhorada.-

-Ah, ta. Olha não é hora pra sermão, falo? Eu to meio cansada e gostaria de ir pra casa, se tivesse uma, e deitar na minha cama, se também tivesse uma, e dormir um sono sem sonhos.

-oh, tadinha. Não adianta disfarçar, eu sei o que te aconteceu. Pobrezinha, a própria mãe a renegou! Na verdade não só a mãe como a prima, o namorado, o chefe colega de trabalho. As pessoas com que você mais se importa, te deixaram. Uma a Uma.

"Você é uma desgraça mesmo, Nunca conseguiu sair da sombra da prima, o namorado é realmente retardado, e só poderia ser para ficar com você, o chefe que a achava tão incrível agora reconhece que você é um fiasco. Sinto pena da sua mãe! Deve ter sido uma decepção para ela, ela tem um coração bom, eu nunca continuaria amando alguém que houvesse matado minha família inteira." Nesse momento O rosto de pessoas começa a aparecer ao redor da suposta Loyse enquanto ela fala:

"Mesmo quando alcançou a chefia do clã teve que dividir com a Mari, e cá entre nós todo mundo sabia quem era a verdadeira líder do clã."A verdadeira loyse caiu sobre os próprios joelhos enquanto chorava e implorava para a imgem parar. E então o rosto de Mari aparece dizendo: "é o relógio que o nosso técnico de técnologia me deu para testar. Só isso."

"Você não acha que ela estava um pouco reservada demais?lembra do que ela disse depois quando você perguntou por que só ela ganhou um relógio?" O rosto de mari reaparece dizendo:

"-Ele só tinha um."

"Você per guntou por que ela não te contou, e ela respondeu:"

"-Eu tava meio ocupada se você não lembra!"

"Ela foi instruida de não te contar, pois acreditavam que você pudesse fazer um correto uso do relógio! Ah, e você lembra do ale? Olha o que ele disse para a Nick depois que você morreu:" O rosto do alessandro aparece flutuando:

"Ela ja foi tarde, eu nunca me arrependerei de ter esquecido de vigia-la enquanto estava na mansão."

"Todos aqueles que te importam, e deveriam se importar com você te abandonaram, e eu tenho que admitir minha vontade é de te deixar também, mas sei que você vai precisar de mim. Ah, se fosse eu naquela mansão, nada disso teria acontecido. Mas é realmente uma pena, coitadinha cada um deles. Cada um..."E la ficou repetindo isso enquanto imagens da mae da lo, do ale, e do McIntyre flutuavam repetindo suas frases: "Eu te renego como portadora do meu sangue", "Eu ja tive muito orgulho de você", "Você me fez sofrer de mais e sempre me fez de menor importancia, nick sempre se importa comigo e se mostra no mesmo nível.", "Mari, porque eu tenho que ficar no computador e a Lexis da uma de espiã em ação?" Ah, am, porque ela precisa praticar pra ser uma de nós."Porque mari sempre parece rebaixa-la?Adora zoar com ela, e adora coloca-la em algun lugar inútil sobre um pretexto incontestável!

", Pare, eu não aguento mais. Calem-se vocês, deixem-me em paz!"Lo gritou, e caiu no chão se enrroscando em posição fetal, caindo no tão desejado sono sem sonhos!

E aí galerinhaaa! Eu sei que ja fazem ANOOSS que eu não escrevo mas eu estou perto do final agora então não desistam!

Gotaram? ...REVIEW!

Não gostaram?...REVIEW!

Nem leram? ...REVIEW!