Aviso de autora... Esse dia vai ser beeeeeeeeeeeeeem longo xD Outro aviso? O passeio deles pelo parque no Japão e a conversa do Rapha com o Mika foi só durante a manhã...
Capítulo 14
Michael adentrou a própria casa pela porta, como uma pessoa normal. Abriu a porta e fechou, seu olhar se mostrava pensativo e ele abriu a boca para dizer algo, mas logo a fechou ao observar a sala. Para que abria a boca? A sala estava limpa, quase impecável pela limpeza do dia passado. Parecia tudo um sonho todos os meses que se sucederam e parecia uma grande mentira que pudesse ter amadurecido e, muito mais mentira... Estar amando... Amando...? Na verdade, o que era Amor?
Sua mão alcançou o corrimão da escada, sentia-se estranho. Ele tinha crescido? Ou as coisas a volta dele haviam se tornado mais simples?... Talvez os dois. Assim, a pequena e explosiva criança deu seus grandes passos para subir a escada. Subia pulando degraus. Era apenas uma teimosa criança brincando, ou seria um adolescente ansioso para descobrir o quão longe seus passos o levariam?
A mesma mão percorreu a maçaneta da porta do próprio quarto, assim como os olhos. Estava apreensivo... Hesitava? Não... Hesitar não era costume do dono daquela mão, então, abriu a porta. Seus olhos percorreram o interior do quarto e pousaram na cama. Havia um volume sobre ela. Ele sabia bem do que se tratava e, provavelmente, Raphael também saberia se estivesse ali, vendo o olhar que ele fez ao observar o quarto.
- Tadaima. (Estou de volta) – Ele disse em tom baixo e adentrou o aposento, fechando a porta assim que entrou.
Era difícil dizer algo assim dentro de sua própria casa. Nunca havia ninguém lá. Era um grande vazio e todas as coisas jogadas ao chão traziam um ar mais cheio ao local, apesar da aparência de "Mar da Podridão". Seu olhar pousou na varanda que tinha as portas fechadas e as cortinas quase cobrindo toda luz do dia quente que se fazia lá fora. A varanda que por várias vezes após ter conhecido "ela" passara horas de tédio olhando o nada, sem entender o porquê daquela estranha vontade.
Ele se aproximou da cama e nela havia uma menina bem coberta. A casa era fria por ser espaçosa e sempre vazia. Por isso a luz que vinha de fora não refletia ali dentro. Por isso e por outros motivos ele odiava aquele lugar. O olhar do anjo se estreitou aparentando nervosismo... Parecia ir muito além da varanda para qual direcionava o olhar.
- Okaerinasai... (Bem-vindo de volta) – Disse uma voz doce que vinha da cama.
O Anjo do Fogo levou um pequeno susto e olhou a cama, vendo uma menina sentada e sorrindo um sorriso apagado pelo sono, esfregando os olhos como uma criança, seus cabelos desarrumados e o modo como segurava o cobertor, tudo lembrava infantilidade e pureza. Haruka ainda estava com o vestido com qual fora passear. Michael baixou o olhar suavemente. Estava cansada pelo dia passado e o passeio? Ou o cansaço se devia a outra causa...?
- Cê dorme muito, dorminhoca. – Reclamou o ruivinho num tom de brincadeira.
- Ah, é? Se eu dormir por um milênio da próxima vez, não me espe... – A menina disse em tom de brincadeira, mas suas palavras refletiram no tabu de ambos.
- Vou esperar. – Respondeu o jovem, tirando as botas. – E... Vou te acordar como aqueles contos de fada melosos. – Ele mostrou a língua fazendo uma careta de desgosto e se jogou na cama, deitando sobre as pernas cobertas dela.
Ela riu e acariciou os cabelos do jovem, afastando a franja de seus olhos.
- Então vou dormir! – Ela disse por fim.
-... Nem pense... Nem brincando. – Michael fechou os olhos. – Se dormir por mil anos... Eu não vou esperar tudo isso pra te beijar. Seja dormindo ou não.
Haruka sentiu sua face corar suavemente. Como ele era capaz de dizer aquelas palavras sem demonstrar vergonha delas...? As palavras que nunca saem dos lábios como realmente esperamos que saiam. Palavras que foram deixadas de lado por milhares e milhares de vezes... Palavras que feriram e que desejávamos recolhê-las, mas, por vezes, nem cacos restaram. Será que aquele por quem havia se apaixonado não tinha medo de proferi-las?
- Palavras... E palavras... Você não tem medo delas, Mika-chan...? – A menina perguntou baixinho.
-... Palavras...? – Michael abriu os olhos novamente. – Palavras são só palavras. É um jogo de representar. Cê atua, pode ser verdade ou mentira, mas pode deixar alguém feliz, ou machucar alguém... Ou, sei lá. Só que elas não são lá grande coisa não. – Michael se acomodou melhor, tirando as meias.
-... Hm... Então, o que disse agora a pouco...? – Ela desviou o olhar.
- Verdade incontestável. – Ele se levantou um pouco, se apoiando em um braço e sua outra mão puxou o rosto da menina para encará-lo. – Eu não minto para você, Haruka.
A face da menina corou bruscamente. O olhar de Michael havia se transformado. Era um olhar apaixonado, o mesmo olhar de quando apartavam seus beijos. Um olhar carinhoso e acolhedor, ao mesmo tempo em que lembrava desejo e fogo. Era o Michael que amadurecia dentro daquele infantil e desbocado.
-... Se tudo acab... – Michael tomou os lábios da menina num beijo fogoso e apaixonado.
Ele estava apenas fugindo. Era o único momento onde não tinha opção, onde não podia revidar. Estava fugindo das palavras, de qualquer palavra que proferisse coisas com relação ao que poderia acontecer amanhã. Não desejava pensar, preferia imaginar que não existiria momento de angustia, que nunca pudesse perder ela, nem nada do gênero. Que a verdade incontestável é que ela seria somente sua e nada mais.
-... Se tudo... Tudo acabar... – A menina teve dificuldade de pronunciar as palavras porque ele buscava seus lábios o tempo todo em beijos suaves, mas ela sabia que ele estava evitando a conversa. – Amanhã...
- Pára de pensar nessas coisas, Haruka. – Ele colocou o dedo indicador sobre os lábios dela e se sentou, encostando-a na cabeceira da cama. – Nada vai aconte... – Desta vez foi a menina que tomou os lábios dele num selinho suave.
- Não vamos fingir um "jogo de representar", Mika-chan. É importante isso também. As palavras perderam seu valor porque estão sempre junto da mentira e desse tipo de coisa, não é? Mas se o que sentimos é uma verdade incontestável e que nunca mentiríamos um para o outro... Então vamos encarar a verdade por mais que ela machuque também, né...? Ela ainda é "verdade", apesar da dor... Até num "jogo de representar" existem certas coisas que não podem passar em branco, né? Afinal, o verdadeiro motivo de ser uma representação... É o encontro com a verdade e o justo fim que ela dita, não...? – Ela sorriu meigamente e acariciou o rosto de Michael.
-... Eu não quero pensar, Haruka... – O Anjo do Fogo encostou sua cabeça embaixo da cabeça da menina, buscava carinho e conforto, como uma criança pequena e assustada.
- Está dizendo isso por causa do tamanho da explicação ou é porque entendeu ela? – Ela perguntou, rindo carinhosa.
-... Os dois... – Ele brincou e depois seu olhar se tornou sério. – Haruka... Se tudo acabar amanhã... É bom cê tratar de arranjar um jeito de vir me ver, porque senão eu vou fazer cê se arrepender, porque quem vai te caçar sou eu.
A menina riu das palavras dele. Ela sabia que em parte era verdade... Era o seu dizer "Não me deixa"... Ela beijou a cabeça dele e suspirou compreensiva como uma mãe.
- Se tudo... amanhã... Você só vai ter que viver do jeito que sempre viveu antes que me conhecesse... – Ela disse em tom baixo e seu olhar vagou pelo quarto, aquilo doía em seu coração.
- Nem adianta pedir. Não tá vendo que não dá mais certo? Desde que te conheci, desde que tudo isso cresceu dentro de mim e, principalmente, desde o momento que descobri que cê também me ama e que esse "negócio" de amar funciona mesmo. Não dá mais certo, sacou...? – Ele disse emburrado se aconchegando melhor nela.
- Então... – A menina se surpreendeu pela resposta dele, mas só conseguiu rir daquele jeito mimado e emburrado de dizer as coisas. Mais infantil do que de costume. – O que você pretende fazer se tudo não sair bem amanhã...?
- Nada vai "acabar" amanhã. Se cê morrer aqui, eu vou aos Quintos do Inferno te buscar, entendeu? Não vou deixar cê, com essa cara de boba, dando sopa pra qualquer demônio reba que aparecer por aí, não. – Ele a abraçou, sorrindo largo. – Afinal, agora cê também concorda, né? Cê é só minha. E eu não tenho a mínima intenção de te dar nem te emprestar pra ninguém.
A face da menina corou e sentiu-se suavemente nervosa pelas palavras tão diretas dele. Apesar de aquilo encantá-la, também era um tanto constrangedor... "Só minha"?... Não tinha a intenção de pertencer a mais ninguém. A única pessoa com quem ela desejava passar todos os seus meses, dias, horas, minutos, segundos, toda a eternidade, era ele. Apesar de saber que estava fazendo-o sofrer... Apesar de tudo isso... Ela sabia que ele também não tinha a intenção de deixá-la ali. E isso a fortalecia. Queria que ele soubesse de tudo sobre sua vida, sobre tudo que passava por sua mente, queria que ele também a deixasse mergulhar em seus pensamentos e em seu coração... Queria mostrar a ele o quanto aquele sentimento valia para ela. Mesmo que fosse apenas egoísmo...
-... Mika-chan... – As lágrimas escorreram devagar por sua face. -... Me desculpa... Se eu estou sendo egoísta ao dividir tudo isso com... – O jovem colocou o dedo indicador sobre seus lábios e seus olhos se encontraram, o olhar dele era gentil e acolhedor... Apesar de melancólico.
- Quem desejou que cê dividisse tudo isso... Fui eu mesmo. E não me arrependo de nada. Não vou te desculpar, porque não tenho nada pelo que te desculpar, Haruka... – Michael se aproximou ao rosto dela vagaroso.
Aqueles olhos gentis faziam o coração da menina doer e ao mesmo tempo acalentava seu coração, fazendo com que a dor não se espalhasse. Desejava estar ao lado dele para sempre e queria que ele também a desejasse. Admirava-o com toda sua alma e também queria possuir qualidades que ele admirasse nela. Era esse o Amor que queria, um Amor muito além do carnal... Um Amor de entrega do fundo da alma e que atingisse seu coração completando-o por inteiro. Um Amor eterno...
- Eu te amo, Mika-chan... Muito, muito, muito, muito... – Ela o abraçou pela nuca com carinho e sorriu entre as lágrimas que escorriam por sua face.
-... Eu não te amo, Haruka. – Ele se afastou um pouco para encará-la nos olhos e viu uma expressão de medo e fragilidade que nunca vira nela. Ele apenas sorriu gentil, acariciando a face dela e levou os lábios para beber das lágrimas dela. – O que eu sinto por você... Vai muito além do que qualquer palavra pode expressar. – Ele sussurrou ao ouvido da menina.
O olhar desesperado da menina se mesclou a certa raiva e ela bateu nas costas do jovem que a abraçava com força, tomando seus lábios como prêmio da declaração digna de alguém que não tinha gosto pelas palavras, mas de certa forma, sabia articulá-las com uma facilidade incrível. As lágrimas desceram naturalmente, o susto e o medo se esvaíram e ela puxou a cabeça dele carinhosamente, não desejava que seus lábios se separassem nem que seus braços se soltassem, desejava ficar lá para sempre.
- Como cê é chorona, Haruka. – Ele colou sua testa à dela e acariciou a face dela, limpando as lágrimas e afastando a franja que caía sobre seus olhos.
- É culpa sua. - Ela bateu no tórax de Michael, fazendo-o rir. - Não é pra rir, não! É pra doer!! - Ela fez uma careta e bateu com mais força.
Michael sentiu que ela estava batendo com mais força, mas como não conseguia parar de rir, deixou que o batesse. Em certo momento a menina se jogou contra ele, empurrando-o e fazendo com que caíssem sobre a cama, a menina sobre o corpo dele.
- Ah, me desculpa, Mika-chan. Não era minha intenção. - A menina disse, sem jeito.
Michael não a deixou levantar, pelo contrário, puxou-a contra seu corpo com força.
-... Tô com fome... - Ele reclamou e a menina ouviu a barriga dele roncar, o que a fez rir e o que o fez corar.
A refeição fora novamente maravilhosa, Michael não se arrependeria de tê-la como esposa, se fossem humanos e pudessem se casar. Haruka era estudiosa, gentil, organizada, cuidadosa, carinhosa e singela... Chorava quando precisava, ria quando podia. Além dos dotes extras que todo homem gostaria que sua mulher tivesse como cozinhar bem, saber arrumar a casa, etc. Michael vagou por seus pensamentos... Se pudessem se casar... Se todo dia dividissem o mesmo teto... O mesmo aposento... A mesma cama... O jovem fechou seus olhos, sua feição era de irritação e constragimento, odiava quando seus pensamentos começavam a vagar por onde não deviam.
Haruka se dirigiu à sala assim que terminou de lavar a louça, o jovem estava deitado sobre o sofá, sua feição suave mostrava que dormia tranquilamente. Será que estivera esperando ela ali? A menina afagou os cabelos de Michael, deixando-os suavemente mais arrepiados. Depois olhou para si mesma, bateu no vestido de leve, tentando desamarrotá-lo, já que dormira com ele. Assim, deixou a casa, não sem antes direcionar um olhar para o garoto que dormia e sorrir serenamente.
- Logo eu volto, então me espera, tá? - Haruka sussurrou, mais para si mesma do que para ele, e fechou a porta.
Consultório do Raphael (Eee! Estamos matando a saudade que você fez, Rapha...)
Haruka bateu a porta e uma voz masculina perguntou de dentro da sala de quem se tratava, a menina disse seu nome e um certo alvoroço pôde ser ouvido. Raphael tirou o cigarro de sua boca, pediu para a mulher que se encontrava com ele para, basicamente, sair pela janela... Mas a mulher abriu a porta e passou pela menina e por uma belíssima mulher que estava acompanhando a pequena Haruka, essa mulher era Barbiel.
- Mestre Raphael... A menina Haruka veio visitá-lo. - Disse a mulher, rindo em seu tom habitual.
- Raphael. - A menina se limitou a dizer e a bela mulher deixou a sala, fechando a porta.
- Haru-chan! Não imaginei que fosse aparecer hoje... O que aconteceu com o Mika-chan? Achei que ele não te largaria nem um segundo. - Disse o anjo loiro, observando a roupa de passeio amarrotada da garota.
- Mika-chan está dormindo. - Ela sorriu meigamente ao se lembrar de como a feição dele se tornava serena quando dormia.
-... Haru-chan...? O que está acontecendo...? Primeiro você dormindo e ele veio me visitar... Agora ao contrário...? Por que vocês estã dormindo tanto? E por que sua roupa está toda amassada...? - Ele perguntou com uma cara maliciosa, ao mesmo tempo que não acreditando em seus próprios pensamentos.
- Hm...? Eu estava cansada de manhã... E Mika-chan dormiu depois do almoço... - A menina disse inocentemente, sem notar o tom malicioso das palavras do Anjo da Cura.
- Ah... Haru-chan... Não dá pra "brincar" de sacanagem com você. - Disse o anjo desapontado.
-... Não entendi. - Ela fez uma careta de criança confusa.
- Você e o Mika-chan se parecem demais em certos aspectos. - Ele disse, desviando do assunto. - O que veio fazer aqui? - Perguntou o anjo, por fim, se sentando em sua confortável poltrona.
- Ah, é que... Mais cedo o Mika-chan... Saiu de casa. Ele veio te ver, né? Sobre o que conversaram? - A menina se sentou numa cadeira e perguntou como se pedisse que fossem cúmplices e que Raphael nada contasse a Michael sobre essa conversa.
- Hm? Bom... Nós... Conversamos... Ahn... Sobre... – Raphael procurava alguma desculpa para evitar o assunto e tentava não olhar para o olhar infantil e curioso da menina a frente que o fazia ter vontade de rir, ao mesmo tempo em que não o deixava escapar da verdade.
- Sobre...? – A menina tornou, pedindo para que ele continuasse com as palavras.
- Ahn... Mika-chan não vai ficar feliz se você souber, Haru-chan. – Raphael disse, enquanto se afundava na poltrona tentando relaxar.
- Mas ele não está aqui, Rapha! Por favor, diga a verdade. Vocês conversaram sobre a minha doença, não é? – O olhar da menina se entristeceu enquanto as palavras saiam de seus lábios.
- Correção. Não estava. – Michael pulou janela adentro, caindo sobre uma cadeira e quebrando-a... Com certeza fora proposital.
- M-Mika-chan? Achei que estivesse dormindo... – Gotas apareceram na cabeça da menina, o jovem ao lado que quebrara a cadeira olhava-a com ar de desconfiado.
- Tá, tá... E sobre o que conversavam? – Perguntou o anjo ruivo, se levantando, sem tirar os olhos da menina.
- N-Nada de mais, Mika-chan. – A menina sorriu meio sem jeito.
- Cê não leva jeito pra mentir... – Michael continuou a encarando.
- E olha que quem está falando foi enganado por ela meia dúzia de vezes... – Disse Raphael em seu tom tranqüilo habitual, enquanto olhava a cadeira espatifada no chão se lamentando mentalmente.
- Cala a boca, Raphael! – Michael subiu sobre a mesa do médico e começou a encará-lo, nervoso.
- Mika-chan! Calma... Eh... Eu só vim perguntar uma coisinha ao Rapha... – A menina o puxava pela camisa, não desejava ver o consultório do Anjo da Cura destruído.
- Que coisa? Por que não perguntou pra mim?! – Michael perguntou para a menina, voltando o olhar para ela.
-... Como você é ciumento, Mika-chan... – A menina disse com gotas na cabeça e isso fez o ruivinho corar levemente.
- Porque ela sabe que você não vai saber responder, não é, Haru-chan? – Raphael praticamente afirmou, sorrindo para a menina.
- Já mandei cê calar a boca, seu pervertido! – Ele voltou a encará-lo, prestes a explodir.
- Ela veio perguntar... Sobre o que conversamos antes, Mika-chan. – Raphael encarou o amigo com tranqüilidade.
- Já chega!! É "Mika-chan" pra todo lado que eu vou! Daqui a pouco até meus subordinados tão me chamando assim! Que droga!! – O Guardião do Fogo pegou o amigo pela gola da camisa.
- Ah, Raphaaa... Não era pra ter contado! – A menina fez cara de emburrada e se virou de costas para os dois.
-... Perae... Ela veio perguntar... Sobre o que conversamos antes?! – O jovem direcionou um olhar nervoso ao médico.
Raphael fez um sinal afirmativo com a cabeça e o silêncio perdurou entre eles. Michael largou o amigo e se sentou na mesa, coçando a cabeça e direcionou o olhar a menina, sem jeito. Como eles explicariam sobre o que haviam conversado? Ah, não importava... Preferia que ela não soubesse.
- Não tem importância... O que a gente conversou. Só vim visitar o pervertido, nada mais. – Michael enlaçou a menina num abraço carinhoso pelas costas.
-... Verdade...? – A menina segurou os braços dele com suas mãos pequenas.
-... Sim.
Raphael ficou apenas presenciando a bela cena do casal em seu consultório e suspirou... Quem sabe ele não virasse tio? Tá... Nem pensar. Ao menos, ali no Mundo Celestial esse tolo pensamento jamais se realizaria... E nem ele queria. Ele também observou como Michael acabara com o assunto rapidamente... Realmente... Eles estavam crescendo... Seriam fortes, enfrentariam as barreiras, contornariam obstáculos e construiriam esse sentimento. Amanhã não seria fim. Seria o começo de um novo desafio que, ao terminar, sairiam todos juntos para passear e se esqueceriam dos problemas... Como todo bom amigo nos faz esquecer... Afinal, não existe chuva que não traga sol, nem noite que não tenha fim.
Continua...
Sim, eu amo deixar os outros curiosos! xD Tá, me perdoem... Mas quero dar o máximo ar de suspense. Ah, não se preocupem... Afinal, isto é um shoujo, não? Shoujo sempre tem finais felizes, não? xDD... Ou... Talvez eu faça uma exceção xP
Espero que continuem lendo... A reta final está realmente próxima. Talvez mais 1 ou 2 capítulos no máximo do máximo!
Só um último e pequeno aviso... Não é exatamente uma propaganda (Bom, talvez seja...), mas... Eu estarei iniciando outra fic de Angel Sanctuary após o fim desta. Trará outros personagens da série, mas a concentração é nos 4 anjos elementais... Michael, Raphael, Jiblille e Uriel num Universo Alternativo (UA)!... E pra quem gostou deste casalzinho... A Haruka também estará lá marcando presença! xDDD
Continuem acompanhando! Mais tarde informarei sobre o nome da nova fic e, se gostarem da idéia, gostaria que pudessem me acompanhar nesta nova aventura!
Até a próxima e muito obrigado para quem lê e para quem deixa review!
Bai Bai!
