Notas da Autora
Kireihoshi fica feliz quando a sua filha...
Os seireis ficam estarrecidos, quando descobrem a ligação entre...
Lucy se surpreende, quando...
Capítulo 14 - A quebra da máscara
- Ouvi com a minha audição, sem querer, o que aqueles homens falavam.
A dragoa estava irada ao saber que eles seduziam mulheres para depois vendê-las como escravas sexuais.
Claro que isso é algo antigo, pois, no passado era assim e ainda persistia no presente, só que em uma escala bem menor, com a dragoa ficando, um pouco, aliviada, já que a escravidão era proibida em Earth Land.
- O que eles falavam?
- Parece que eles são de um grupo de criminosos que fazem maldade com as mulheres e irão partir essa noite.
- Que horror! - Yukino fica horrorizada, para depois arquear o cenho - Que maldades?
A dragoa olha para a sua cria, pensando em uma forma de explicar sem retirar a inocência dela, sendo que faria uma tortura lacerante naquele que ousasse tirar a inocência de sua amada filha:
- Coisas ruins e que machucam. São pessoas malvadas.
- Entendi.
- Pelo visto, terei prazer em dar uma lição neles. – Kireihoshi fala dentre um rosnado.
- Eu vou junto.
Ela olha para a filha e consente, com a jovem sorrindo gentilmente, falando:
- Muito obrigada, kaa-chan.
- Por nada, filha. – Kireihoshi sorri.
No mundo dos seireis, Taurus é puxado por Libra e Pisces, na forma humanoide de mãe e filho, sendo que não compreende, até que Libra fala:
- Como você sabe, a sua chave foi para Yukino-chan.
- Sim. Ela tem um corpo sexy? – o touro fala ansioso para ver a sua nova mestra.
- Ela é uma hoshiryuu dragon slayer, além de maga celestial. – o seirei filho Pisces fala.
- Hoshiryuu dragon slayer? – ele pergunta surpreso.
- Sim. E Kireihoshi, mãe dela, é uma Hoshiryuu, que com certeza, não vai gostar de um pervertido como você, dando em cima de sua cria ou tirando a inocência dela com palavras pervertidas. Yukino-chan é muito inocente.
Taurus imagina uma dragoa estrelar irada de presas pronunciadas e garras afiadas, fazendo ele suar frio, apavorado.
- Se ousar bancar o pervertido com a fofa da Yukino-chan, terá que se entender com a dragoa estrelar e mesmo que tente fugir para esse mundo, a dragoa vai abrir por si mesma um portal, sendo que tem capacidade para abri-lo e irá caçá-lo, pessoalmente. Acredite. – Libra fala.
Taurus começa a suar, enquanto estava apavorado com a visão de uma dragoa irada o caçando por todo o Mundo celestial.
- Com certeza, fará questão de castrá-lo, lentamente. – a mãe Pisces fala – No lugar dela, se tivesse uma filha inocente e aparecesse um pervertido como você, faria a mesma coisa.
- Não! Muuu! - ele exclama desesperado, pondo a mão em cima de sua virilha.
- Acho que você vai se comportar, né? Quando ela invoca-lo.
- Sim. Eu tenho amor a minha vida e ao meu amiguinho.
- Excelente. – Libra fala.
Meia hora depois, ela invoca os seireis para fazer os contratos e Taurus se controla, apenas comentando que ela era linda, para depois voltar ao mundo dos seireis, após finalizar o contrato.
- Ela tem um nice body maravilhoso, muuu! – ele exclama, com um sorriso bobo, até que desfaz a face e fala para si mesmo – Preciso ser forte. Preciso ser forte. Preciso ser forte por mim e pelo meu amiguinho.
Ele fala, repetindo várias vezes como se fosse um mantra, sendo que Aquarius comenta com um sorriso, ao olhar tal cena:
- Quem diria que Taurus tomaria jeito. Só um dragão para fazer isso.
- Vejo que vai obedecê-la. – Câncer comenta casualmente para Aquarius.
- Claro. Ela é poderosa, assim como Layra foi! - ela exclama sorrindo - Ao contrário de certa ladra loira que era fraca e patética. Até parece que uma fraca podia mandar em alguém poderosa como eu. Eu tenho o direito a servir aos poderosos e eu uso esse lema. Se os outros seireis querem seguir magos fracos, o problema não é meu. E se quer saber, tenho um apelido para essa ladra ordinária e mentirosa. Vou chama-la de Valucy. Vaca mais Lucy. Fica perfeito para aquela loira.
- Concordo. Foi vergonhoso o que ela fez. Seirei Ô fez bem em nos dar para Yukino. Ela sim é digna, ao contrário da Valucy. – Lyra fala.
- Com certeza. Confesso que quero saber o motivo da ligação de sangue delas. – Hollogiurum fala, seriamente – Layra tinha um coração cristalino, tamanha bondade, gentileza e amabilidade que habitava tal coração. Um coração que Valucy não herdou. Mas, Yukino sim. Valucy herdou apenas a aparência. Yukino herdou a aparência de sua avó materna e o coração de Layra.
Era incrível o fato para Aquarius e os demais, que Yukino também era filha de Layra e duvidavam, piamente, que a sua antiga mestra soubesse disso. Ela nunca abandonaria uma filha. Algo aconteceu e a seirei acreditava que tinha o dedo do bastardo do Jude, conforme se referia a ele. Ela nunca havia gostado do marido de Layla, pois, sentiu, assim como os outros, uma sombra de maldade nele.
Confessava que ela e Câncer queriam saber o motivo de Yukino ter sido criada por outra família, sendo que era irmã gêmea de Lucy, com Câncer concordando que Jude estava envolvido nisso. Eles podiam sentir isso, assim como sentiam que Layla nunca soube que teve gêmeas.
Eles e os demais seireis decidiram não contar para Yukino, até que soubessem mais detalhes do que ocorreu, sendo que tinham esperança que certo seirei, conseguisse obter tal informação, devido a um vínculo especial que ele tinha com Layra. O nome dele era Capricorn.
O problema era saber onde ele estava, pois, há vários anos, não o viam no mundo celestial e por isso, temiam que ele tivesse sido destruído.
No mundo humano, quando a noite caiu, várias jovens entraram em um navio que partiu do porto e durante a viagem, todas foram dopadas e depois, colocadas em celas por bandidos asquerosos e desprezíveis, sendo que já haviam colado coleiras mágicas que suprimiam a magia das suas vítimas e que somente os donos podiam tirar, sendo que a coleira punia ao comando da voz, variando desde choque, sensação de ser queimada viva e de estrangulamento. Inclusive, haviam tirado as roupas delas, para mostrar o "material", como se referiam a elas, aos futuros compradores.
Os bandidos perversos e cruéis comemoravam o crime que cometiam, quando ouvem o som de algo pousando no navio e quando saem, percebem uma jovem de cabelos alvos curtos, junto de uma gata com asas, sendo que ao lado dela havia uma mulher de cabelos negros, cujos olhos azuis pareciam faiscar de raiva.
- Veja o que temos aqui... Podemos nocauteá-las e vende-las como escravas sexuais. A gata estranha pode ser vendida como mascote.
Nisso, eles avançam nelas, sendo que Kireihoshi dá um passo para trás, para que a sua cria lutasse contra eles, já que eles não eram magos, com exceção de um.
Rapidamente, ela nocauteia todos, bloqueando os ataques, alternando com socos, chutes, joelhadas e cotoveladas, deixando a sua mãe orgulhosa, enquanto que Bora se afastava, ao ver os seus capangas caídos, começando a concentrar a sua magia, lançando um ataque de fogo roxo claro contra a jovem, exclamando:
- Prominence Typhoon!
Yukino desvia, facilmente, sendo que enquanto avançava, desviava habilmente dos demais ataques consecutivos de chamas, deixando Bora irado.
O mago cria outro circulo mágico vermelho, lançando outro ataque roxo claro, quase que liras:
- Red Shower!
Para desespero do mesmo, Yukino desviava, agilmente, enquanto inchava as suas bochechas, para depois exclamar:
- Hoshiryuu no Houkou (rugido do dragão estrelar)!
Um rugido negro com várias estrelas brilhando sai da boca dela, entrando em um circulo negro com estrelas, tendo a face de um dragão no centro, para depois sair na forma de uma rajada imensa, como se fosse um céu estrelado, suprimindo o ataque de chamas dele, ao engolfá-las, anulando-as, para depois atingir Bosco, que fica ferido, pois, as pequenas estrelas cortavam a pele da pessoa, provocando vários cortes, assim como hematomas, quando as pequenas estrelas se chocavam, sendo que ele não morreu, assim como, o seu corpo não foi desintegrado, pois, a jovem controlou ao máximo o poder destrutivo da técnica.
Yukino não usou os seireis, a pedido da mãe dela, para que pudesse avaliar as suas habilidades, assim como treinar a capacidade de controlar o dano de suas magias, sendo que a jovem fica preocupada que tivesse sido bruta demais, para depois suspirar aliviada ao ver que ele estava vivo e que não havia sido um ataque mortal, embora ele estivesse coberto de sangue.
De fato, ela conseguiu controlar exemplarmente o seu poder.
A jovem dragon slayer volta para junto de sua mãe que sorri e fala:
- Meus parabéns! Conseguiu acertá-los, sem feri-los muito. Controlou muito bem a sua força, assim como o poder destrutivo de suas técnicas. Inclusive, o seu rugido não foi mortal. Apenas o feriu.
- Muito obrigada, kaa-chan, mas, eu prefiro usar o poder de um dragão em último recurso. Ele é muito poderoso. Claro que se eu tiver que enfrentar um inimigo poderoso, irei usar o poder de um dragão.
- Tudo bem. Eu sei o quanto é gentil, mesmo com os seus oponentes, evitando ferir eles gravemente, o máximo possível.
Kireihoshi sorri, gentilmente, sendo abraçada por Yukino, correspondendo ao abraço, para depois a jovem dragon slayer se afastar.
Então, Yukino de concentra, usando a dragon force para criar asas e voa, até ficar perto da superfície do mar, atrás do navio, pegando em seguida uma chave dourada, exclamando, enquanto a colocava na água.
- Portão do guardião da água, abra-te! Aquarius!
Nisso, a seirei surge, sorrindo e pergunta:
- O que deseja, Yukino-chan?
Ela agia diferente em relação a Yukino, pois ela era poderosa. Seres poderosos como ela, Aquarius, somente obedeciam a seres poderosos. Um fraco não podia mandar em um ser poderoso e Lucy era fraca, para mandar nela.
Aquarius tinha o direito de seguir essa regra e ao contrário da anterior, a maga celestial a sua frente era poderosa e apesar de ser poderosa, tinha um coração puro e cristalino, de uma forma que Lucy não possuía, pois, Aquarius havia sentido, também, a pequena sombra do mal no coração da loira, desde criança, que somente havia herdado a aparência de Layra e não o coração, ao contrário de Yukino, que herdou o coração de Layra e a aparência da avó materna.
Além disso, apesar dela ser poderosa e ter um coração cristalino e gentil, Yukino amava os seireis e havia falado que eram a sua família.
Ela e os outros agradeciam e muito o fato de Valucy, como Aquarius chamava a sua ex-mestra, ter perdido os contratos e do seirei Ô dar eles a uma mestra digna de tê-los e que de quebra, era uma das filhas de Layla, que herdou o coração dela, enquanto que aquela parecia com Layla, somente herdou a aparência e nada mais.
- Aquarius, poderia invocar uma onda e levar o barco até o atracadouro, por favor?
Yukino poderia usar a dragon force, tranquilamente, para levar o navio até o atracadouro. Mas, temia que a estrutura do barco não lidasse com uma pressão, demasiada, concentrada em uma parte do casco. No caso, de suas mãos e se tentasse usar o mastro, ele poderia se romper, provocando sérios danos, assim como havia o perigo de ferir ou matar alguém. Caso tentasse usar apenas um sopro, poderia haver o perigo do barco, virar, caso não houvesse uma perfeita distribuição do ar nas velas.
Portanto, o mais seguro era fazer surgir uma onda moderada, capaz de agir em uma área imensa no navio, sendo distribuída, assim, a pressão em toda uma área, em igualdade, para leva-lo em segurança ao atracadouro, graças ao fluxo da água.
- Claro, Yukino-chan.
Nisso, ela concentra a sua magia na jarra e faz surgir uma onda moderada que empurra o navio até a margem, parando antes de se chocar ao atracadouro.
Yukino sobe no navio e desfaz a dragon force, enquanto sorria docemente e agradecia a seirei:
- Muito obrigada, Aquarius.
- Por nada, Yukino-chan.
Nisso, ela volta ao mundo dela, enquanto que Yukino se prepara para se juntar a sua mãe.
Durante todo o tempo, que Yukino esteve com Aquárius na parte de trás do navio, os bandidos despertaram, embora não conseguissem se levantar, inclusive Bora e ao olharem para Kireihoshi, ela emite sua áurea dragão intensa neles, com intenção assassina, fazendo eles verem um dragão imenso e feroz que rosnava para eles e tal intenção, assassina, fez eles defecarem e urinarem nas calças.
Kireihoshi cessa a emanação de sua áurea, dragão, sendo que eles gritam de dor, ao sentirem uma fisgada lacerante em seus testículos, para depois gritarem ainda mais, enquanto sentiam se propagar ao pênis deles.
Eles não sabiam que foi a dragoa, que usou uma magia para castrá-los, de modo que não pudessem ter filhos, além de cortar a irrigação nos pênis deles, sendo que nunca mais ficariam eretos, além de encolher os pênis deles, ao ponto de serem do tamanho de um dedo mindinho de um bebê, sendo que acreditava que com algo tão diminuto, eles se tornariam prostitutos dos presos e frente a esse pensamento, ela sorri satisfeita.
Yukino não ouviu e nem viu nada, pois, a dragoa criou um campo para que os gritos deles de agonia não se propagassem, até que desmaiam pela dor lacerante, com ela desfazendo a espécie de cúpula, quando a sua filha saiu detrás do navio.
Então, a polícia chega e eles são presos.
Enquanto andavam, era possível ver que urinaram e defecaram, fazendo as pessoas rirem no entorno, sendo que os policiais controlavam a risada, enquanto eles eram envergonhados em público, sendo que os jornalistas haviam tirado foto deles sujos e úmidos, com as fezes escorrendo pelas pernas.
Os policiais magos encontraram as jovens em jaulas, sendo que algumas haviam acordado, com os policiais fornecendo lençóis e cobertas, para elas esconderem a sua nudez, assim como encontraram papeis de venda e o destino do navio, sendo que houve um esforço conjunto com outras delegacias e inclusive com a ajuda dos Rune Knights, pois, muitos eram magos, formando um esforço conjunto, conseguindo assim acabar com o tráfico de pessoas naquela região, prendendo quase todos os culpados, assim como começaram a resgatar inúmeras jovens da escravidão, sendo que não sabiam que vários conselheiros haviam comprado escravas e se desfizeram delas, inclusive crianças escravas, filhas delas, já que alguns estavam fazendo criação de escravas e escravos, assim como conseguiriam destruir as provas, enquanto ocorria a investigação, sendo que todos eram corruptos e bandidos com exceção de Yajima.
Os Rune Knights usaram magia avançada para retirar as coleiras delas, pois, caso alguém tentasse remover, elas seriam punidas.
O povo agradecia Yukino, Tsuki, Aquarius e Kireihoshi que coravam, sendo que a jovem dragon slayer invocou Aquarius para receber os aplausos, fazendo a mesma corar pelo fato de que Yukino era justa e que desejava que ela, uma seirei, também recebesse os aplausos, assim como o crédito por ter salvado as jovens, sendo que a última vez que aconteceu isso, foi Layra que fez ela receber os créditos, também.
Sempre que ela fazia uma missão e usava alguma chave, ela invocava o seirei para receber os agradecimentos.
Layra também sabia lutar por si mesma com os punhos, assim como executava magias diversificadas sem uso de chaves, para ser independente, como uma esplêndida maga celestial, devia ser.
Eles se despedem, fugindo do frenesi dos fotógrafos e repórteres, enquanto partiam rumo a Magnólia.
Jason e outros jornalistas conseguiram uma foto delas e estavam ansiosos para estamparem a notícia na capa de jornais e no caso de Jason, na Sorcerer Magazine, juntamente com as fotos dos bandidos sujos de fezes e urina, com uma reportagem especial sobre as heroínas que acabaram com uma rede imensa de tráfico de mulheres, sem eles saberem que o Conselho esteve envolvido nessa rede de tráfico, com muitos conselheiros comprando escravas, sendo que outros as vendiam.
Só não foram pegos, pois, usariam magia avançada para apagar qualquer prova, assim como haviam matado todas as escravas, inclusive crianças escravas, nascidas delas e que estavam direcionadas para as vendas, para apagarem os seus rastros.
Alguns dias depois, Lucy é liberada, sendo que teve que ligar para o seu pai, para o mesmo pagar a fiança, enquanto que havia ordenado que ela voltasse, fazendo ela ficar irada.
Na rua, após sair da delegacia, Acnologia se aproxima dela, pois, sentiu a semente das trevas nela, que ainda era pequena e que podia se desenvolver ainda mais, sendo que descobriu que ela era de uma das famílias mais ricas de Fiore, decidindo usar ela como distração, pois, tinha certeza que ela perceberia a maldade no próprio coração e se uniria a essa maldade, que estava selada por ela mesma, enquanto que a usaria para conseguir o que desejava.
Enquanto Lucy pensava no que ia fazer, sendo que odiaria voltar para casa, se sujeitando as ordens de Jude, Acnolgia se aproxima e fala:
- Eu posso ajuda-la.
- Como assim? E quem é você? – ela arqueia o cenho, sendo que o homem estranho era bonito e elegante no terno vistoso que usava.
- Me chamo Acnologia e tenho poderes mágicos incríveis, Também sinto os anseios de seu coração. Anseios profundos que foram enterrados há muito tempo, em nome de uma mulher, chamada Layla, né?
- Como assim?
Nisso, ele fala algumas palavras incompreensivas a ela, até que toca a sua testa, sendo que um brilho havia surgido na ponta do dedo dele, que fala:
- Venit ad lucem, memoria signatus! Memoriam diu forgotten! Memoria signatus! Liberatus! (Venham a tona, memórias lacradas! Memórias há muito esquecidas! Memórias seladas! Se libertem!)
Ela fica estarrecida ao estar na propriedade de seus pais, sendo que percebe que era no passado e que parecia um fantasma, assistindo a tudo.
Ela viu, ela criança, chorando por causa do doce que caiu e imediatamente, um empregado trouxe um novo doce. Em outro momento, ela destruiu uma boneca em um ataque de raiva e prontamente, seu pai deu uma ordem e um empregado trouxe uma boneca, sendo visível o seu cansaço. Ela queria comer algo e bastava falar, que os empregados forneciam a comida para ela, não importando o que queria. Eles realizavam, prontamente, qualquer desejo dela, sempre tentando agradá-la ao máximo, assim como se curvavam por onde ela passava.
Tais cenas despertavam uma sensação, que ela não sentia há muito tempo. Uma sensação de prazer por todos se curvarem perante ela e a tratarem como uma rainha, em que as suas ordens e caprichos deviam ser atendidos, prontamente, assim como deviam mostrar sua inferioridade perante ela.
Em uma cena, após comer, apenas um pouco do farto banquete que ela mandou preparar, lotando a mesa, dando um ultimato sobre o tempo que podiam demorar, Layra aparece e olhava a filha com censura, enquanto falava, vendo que os cozinheiros pareciam cansados, por terem que correr contra o tempo:
- Lucy, os empregados não são seus escravos. Eles são pessoas como nós. Não são algo que você possa exercer tamanha maldade. Nem mesmo um animal merece tal tratamento. Aliais, nenhum ser vivo merece um tratamento cruel.
- Mas, eles são empregados. Ou seja, subalternos e tem que obedecer as minhas ordens. Todas elas. Eles são pagos e muito bem para isso.
Lucy criança fala, irritada pela interrupção de sua genitora e pelas besteiras que ela falava a seu ver, ao considerar que os empregados estavam no mesmo nível que eles.
Inclusive, achava tal pensamento ofensivo, pois, eles eram meramente serviçais, ao ver da criança.
- Lucy!
- Layla, deixe-a. Ela está certa. – Jude surge, fazendo os olhos da Lucy, brilharem – Eles são pagos para isso e muito bem, acredite. Portanto, eles devem obedecer as nossas ordens e se sujeitar a nos. O valor que pago para eles é o suficiente para se humilharem perante nos. Além disso, eles não pertencem ao mesmo nível que nós.
- Jude! Não podemos estimular esse comportamento nela. Eles são como nós. Como pôde considera-los inferiores? – ela pergunta indignada, sendo que se revoltava com tamanha injustiça e visão, enquanto se amargurava por não ter podido ensinar adequadamente a sua filha.
Ela ficou doente por algum tempo e precisou ficar na cama, sendo monitorada por enfermeiros e uma médica dedicada, acabando por não ver o que a sua filha fazia com os empregados, só conseguindo ver, após se recuperar, sendo que as ordens médicas eram que ela não fizesse muito esforço e não usasse magia, a menos que quisesse ficar mais alguns anos na cama, usando uma cadeira para se movimentar.
- Se controle querida. Apesar de ser uma criança, ela sabe a sua importância e que eles são apenas serviçais. – ele fala sedutoramente, a abraçando, sendo que ela continuava séria – O seu coração foi o que mais me atraiu em você, meu amor.
Lucy assistia a tudo isso, enquanto sentia um ciúme imenso pela sua mãe crescer nela, pois, queria a atenção que seu pai dava para Layra, para ela, sendo que procurava disfarçar.
Layla surpreende todos, quando se afasta de Jude, abruptamente e fala, virando as costas:
- Saiba que acho imperdoável tal atitude! Para mim, é repugnante! Ou você muda a sua atitude, pois, estou cansada de perdoá-lo, ou vou pedir o divórcio e levarei Lucy comigo para mudar a atitude dela! Quem sabe, eu consiga mudar a natureza dela.
- Não pode estar falando sério.
- Eu estou falando sério, Jude Heartfilia! Já basta tal comportamento, sendo que você apoia os atos de nossa filha!
Lucy se lembra de que ela havia morrido algumas semanas depois, sendo que havia chegado a dar entrada no divórcio e pretendia levar a filha consigo, sendo algo que revoltou a pequena, pois, odiava Layra e queria ficar com o seu pai.
No dia seguinte a morte de sua mãe, viu seu pai debruçado, se entregando a bebida, enquanto chorava sobre o retrato de Layla, com a criança compreendendo que ele de fato, amava Layla por causa do coração dela e que por ela não ser como a sua mãe, nunca despertaria a atenção dele, decidindo que seria como Layla, para ter Jude para si.
A Lucy adulta olhava tais cenas e começava a se recordar de pensamentos e sensações a muito seladas.
As cenas dela sendo obedecida e tendo tudo o que queria em um estalar de dedos, para o funeral de sua mãe e as recordações. Inclusive tal cena e pensamentos, que há muito tinham esquecido, vieram a tona.
Portanto, antigamente, a seu ver, precisava ser como Layra, na esperança que Jude olhasse para ela e a notasse, sendo que na época não compreendia o que ela sentia pelo pai, sendo que sabia que era diferente do que qualquer criança sentiria pelo seu genitor.
Então, ela começou a cercear a sua verdadeira natureza, enquanto buscava ser uma versão de Layla, passando a acomodar sua verdadeira índole, de tal modo, que mesmo quando não obteve os olhares do seu pai, continuou exercendo o papel de Layra, pois, a sua mente foi se condicionando de tal forma, que a sua máscara, acabou se tornando, com o tempo, o seu rosto, enquanto que tais sentimentos, recordações e lembranças estavam apenas seladas, inconscientemente, no fundo de seu ser e que graças a magia do estranho homem, ela conseguiu se lembrar de tudo.
Agora, ela tinha a oportunidade de ver e de relembrar muitas cenas, com Acnologia falando:
- Apenas mostrei o seu passado e a sua verdadeira natureza, que foi suprimida por essa máscara que oscilou frente ao décimo terceiro portão. Não adicionei nada. Essa magia apenas revela as memórias há muito esquecidas ou seladas.
Nisso, ela sai das lembranças e pergunta, arqueando o cenho:
- Como assim pode me ajudar?
- Mágica de atração e subjugação, armazenados nesse lacrima. Se você fundir ele ao seu corpo, fará qualquer homem lamber o chão por onde pisa, sendo que pode influenciar mulheres, também, sendo que a única regra é que devem ter alguma sombra de maldade, para a magia ter efeito. Eles irão se tornar os seus escravos e farão tudo o que ordenar. A magia só não afeta criaturas, assim como dragões e inclusive, dragon slayers não são afetados. Somente influência humanos, desde que tenham em seu coração alguma maldade.
- Tal magia não existe.
- Faça um teste. Use esse lacrima e mantenha próximo de seu corpo. Volte a delegacia e subjugue alguns. Eu sinto que alguns podem ser subjugados.
- E as lacrimas de vigilância?
- A magia desse lacrima, quando usado, desativa as câmeras por onde você passar e irão voltar ao normal após sair do recinto. Provavelmente, o que irão ver, é que todos ficaram loucos.
Lucy pega a lacrima e a observa, sendo que decide testar na delegacia e caminha até a entrada.
Quando ela entra, uma mulher da recepção se aproxima e Lucy nota que os olhos ficam fora de foco, por um minuto, para depois ela perguntar, humildemente:
- O que posso fazer, mestra?
Ela sorri e começa a andar entre eles, juntando um grupo, com a maioria dos policiais estranhando a atitude dos colegas, sendo que um deles desconfia e se aproxima dela, perguntando em tom de confirmação, indignado:
- Está usando magia de subjugação, né? Fique parada e levante as mãos!
Enquanto isso, os outros policiais preparam as suas magias, que aprenderam na academia de policiais mágicos.
- Escravos! Os ataquem!
Nisso, os outros atacam e conseguem subjuga-los, sendo que os prendem, os amarrando, para depois ela ir até as celas dos bandidos, vendo que os olhos deles ficaram de foco, para depois se curvarem, perguntando:
- O que podemos fazer, mestra?
Ela sorri malignamente ao se lembrar das obscenidades que ouviu deles e dos olhares enquanto esteve presa em uma cela reservada e eles na outra.
- Fiquem nus e tenham relações entre si.
- Sim mestra.
Então, eles fazem conforme mandado, com ela se divertindo, sendo que fala para aquele que ficou falando muitas obscenidades:
- Você! – ele olha para ela, largando o outro homem – Se enforque.
- Sim, mestra.
Ele consegue uma corda, quando ela entrega para ele, que amarra em uma das barras e depois de colocar no pescoço o laço, salta da cama e se enforca, sendo que a loira fica chocada, por ver uma morte pela primeira vez de sua vida, para depois sorrir, ao descobri que não ficou afetada e sim, apenas surpresa, momentaneamente, para depois se afastar, gargalhando gostosamente e malignamente, sendo que havia notado que, de fato, as lacrimas de visão que estavam filmando, quando ela estava em um ambiente, paravam de funcionar e só voltavam a funcionar quando ela saía, acabando por fazer, futuramente, quem visse as câmeras, pensarem que todos enlouqueceram.
Então, ela fala para os seus escravos:
- Despertem e vejam o que estão fazendo.
Nisso, o encanto termina e eles ficam desesperados, assim como confusos, para depois começarem a brigar entre si, com a loira gargalhando, malignamente.
Nisso, ela sai da área das celas e ao chega na recepção da delegacia, olha para os seus outros escravos, falando:
- Explodam essa delegacia, após eu sair, escravos. E alguns segundos antes de ocorrer a explosão, despertem, para que se desesperem.
- Sim, mestra. – eles falam em usino.
Os outros policiais, a maioria que não foi influenciada, pois, eram bons, viam horrorizados os colegas preparando as bombas mágicas, sendo que pensavam em suas famílias e após a última ser armada, sendo que iriam explodir em alguns segundos.
Os que colocaram as bombas despertam, conforme ordenado e ficam confusos, para depois verem a bomba, se desesperando, sendo que tentam fugir e não conseguem.
Após alguns minutos, Lucy observa a delegacia explodindo, sendo que gargalhava gostosamente, não se importando se várias pessoas na rua foram pegas pela explosão e que edifícios ao lado do mesmo desabaram, matando mais pessoas.
Além disso, ao ver dela, eram meros vermes perante ela, que era uma Heartfilia. O povo não passava de miseráveis que deviam obedecer aos abastados como ela.
Portanto, os viu como brinquedos e se divertiu.
Ela não notou que Acnologia havia murmurado algo e que brilhou, por alguns segundos, um pouco antes da explosão, para depois, com ela de costas, murmurar novamente outras palavras, em um murmúrio inaudível aos humanos, apontando para a mente dela, sendo que tal magia faria ela não ver e ouvir, o que ele não desejava que ela visse e ouvisse, ainda mais, após a sua magia anterior a aquela.
Longe dali, todos os guardas e pessoas no raio da explosão estão incólumes, assim como estavam confusos.
Os policiais tiveram suas memórias alteradas, durante o período que Lucy esteve na delegacia. Os que detonaram as bombas e os bandidos morreram na explosão.
Eles perceberam que tinha uma lacuna de tempo em sua mente e não se recordavam do que ocorreu, enquanto que ele e os demais não compreenderam o motivo de estarem na parte mais afastada do parque e não sabiam que haviam sido salvos da morte.
De volta ao local próximo da delegacia, Lucy comenta, não sabendo que as suas vitimas estavam vivas, desde que não tivessem maldade em seus corações:
- Você foi a melhor coisa que me aconteceu... – ela fala, olhando para ele – Imagino que tenha um preço.
- Sim. Tenho subordinados e precisamos encontrar algumas joias especiais. A faremos ser a mulher mais poderosa desse continente... Não... do mundo, em troca de ajuda, quando você mandar uma multidão de pessoas atrás dos itens que precisamos.
- Serei poderosa... – ela comenta, imaginando vários escravos – Eu aceito.
- Ótimo. É só se concentrar e essa lacrima vai entrar em você, dando esse poder.
Ele fala, sendo que ocultava os efeitos colaterais dela usar tal magia, após algum tempo e sorri malignamente ao pensar nisso.
Afinal, eram efeitos colaterais terríveis, que fariam ela se arrepender, amargamente, assim como se desesperar, para o resto de sua vida, quando tais efeitos colaterais se manifestarem.
Acnologia concordava que seria divertido ver a ruína dela, pois, quanto mais alto alguém estava, pior era a queda e adoraria ver a queda descomunal dela.
Não sabendo os efeitos colaterais, ela faz como ele mandou e o seu corpo brilha por alguns minutos, para depois se sentir poderosa, falando:
- Vou voltar a minha mansão. Agora, terei o Jude para mim e o melhor de tudo, ele vai me obedecer.
- Com certeza.
- Buscar esses itens é o mínimo que posso fazer. Achei que a minha vida acabou sem as chaves, mas, quem precisa delas, se tenho esse poder? Além disso, eu me enganava. Por querer ser uma cópia da minha mãe, suprimi a minha real personalidade e natureza, para ser como Layla e escolhi ser maga celestial por ela. Inclusive, fui uma idiota ao pensar em me juntar a uma guilda, como a minha mãe, pertenceu. Agora, que despertei e me recordei do passado, sinto-me muito idiota por ter suprimido a minha verdadeira natureza. Vou rasgar todas as estúpidas cartas que fiz para ela, pois, se Layra estivesse em meu lugar, faria algo assim. Está na hora de eu viver como eu sou e não mais, a sombra de uma defunta miserável.
- Isso é bem comum, acredite.
Ele sorri ao perceber que conseguiu um excelente chamariz, para manter todos ocupados, permitindo assim que continuasse com os planos, que tanto ansiava.
