Olá pessoal, me desculpem a demora, estou com novos projetos no trabalho e acabei ficando sem tempo, mas aqui estou eu com um novo capítulo... espero que gostem... bjusss
Capítulo 14 – Era para ser um dia comum.
O outono se arrastou lentamente e trouxe finalmente o inverno. Puxou-o pela mão até que se adentrasse ao terreno da escola dominando a pequena quantidade de grama que lutava para sobreviver naquele local, sabendo que logo a neve cairia e a sufocaria com sua branca frieza.
Sim, ela viria.
Cairia do céu como a benção de um deus cobrindo todos os lugares que olhasse. Seus flocos bateriam com calma no topo das árvores da Floresta Proibida e escorregariam suavemente até o chão onde repousariam tranqüilas em sua relva confortável. Já no jardim tudo seria mais natural. Apenas uma queda livre até ocupar seu lugar no gramado, cada um em seu canto já predeterminado.
O lago negro, por sua vez, sentiria sua superfície congelar. Seria apenas mais um espetáculo que sempre acontecia naquela época. O manto espesso que deitava sobre a negra água, por vezes quebrado pela lula gigante, se formaria novamente.
Mas somente nas paredes do castelo que a neve mostrava sua raiva, sua parte sombria e fria. Caia impiedosamente contra as janelas de vitrais dos dormitórios, salas e grande salão fazendo atravessar a sensação de engolfamento.
Perdera a conta de quantos corações já vira endurecer junto consigo, quantos já trouxera à tona em suas noites violentas.
Muitos.
Sim, ela era bela e magnífica, assim como era cruel e mordaz.
Essa era a neve do inverno. Uma pequena parcela dessa estação complexa e vil.
A maioria dos alunos detestava o inverno. Era nessa época que queriam apenas ficar embaixo de suas cobertas e dormir até não querer mais, porém as obrigações com os estudos os obrigavam a levantar de suas quentes e confortáveis camas.
Muitos alunos estavam acordando de mau humor naquela manhã de sexta feira, enquanto outros praticamente saltavam de suas camas ansiosos por já ser quase final de semana. No dia seguinte muitos poderiam descansar suas mentes dos trabalhos rigorosos que precisavam fazer durante a semana, ficariam sem se preocupar com aulas e lições complicadas.
Harry, por sua vez, abria os olhos e apenas sentia que seria um bom dia. Tentava não pensar nos dias seguintes, era sempre melhor pensar somente no agora. A vida era muito instável e tudo podia mudar de uma hora para outra.
Na verdade Snape é que era instável demais.
Por isso apenas se concentrou nessa sexta feira sem pensar no dia seguinte. Primeiro o café da manhã, depois dois tempos de transfiguração, um tempo livre antes do almoço, um tempo de DCAT e o restante do dia livre para treinar quadribol e se arrumar para passar a noite com Snape o adentrando e consumindo seu corpo com seus lábios.
Harry piscou pensando o quanto precisava ser paciente e segurar sua língua para que pudesse ficar em paz com o homem do quarto ao lado.
Por mais que as coisas estivessem de certo modo "bem" entre os dois. Snape ainda era Snape.
Na cama era pleno fogo queimando, ardendo em brasa. Suas mãos apertavam o quadril de Harry como se fosse o único lugar onde pudesse se segurar antes do fim. Seus gemidos ao sentir as unhas do menino em suas costas, eram surreais, faziam-no gozar por si só.
A língua, aquela maldita língua esfomeada, que passeava pelo seu pescoço traçando caminhos diversos que levavam para seus pontos mais sensíveis.
Não podia se esquecer da boca maravilhosamente quente que devorava seus lábios enquanto o membro rijo o invadia com força.
Tudo era sempre intenso. Snape se entregava por completo, esquecia de seu próprio nome e implorava pelos gemidos de Harry. Era como seu último gole de água antes de se aventurar em um deserto sem fim.
Mas depois era tudo frio.
Após o abraçar e sentir seu corpo tremer em cima do seu, após acariciar os cabelos negros que caiam em seu rosto fazendo cócegas, após dizer pequenas e irracionais juras de amor no ouvido dele, o homem se erguia sobre os braços, olhava para seus olhos verdes e demonstrava uma dor tamanha que era impossível sentir, pois levaria direto à morte.
E então ele se vestia e seguia para seu quarto trancando-se em seu sombrio interior, deixando Harry ainda com as sensações gostosas do orgasmo, mas com o coração partido.
Antes do café, Snape sempre se sentava em sua poltrona favorita em frente à lareira e lia um trecho de um livro. Algumas vezes era o mesmo livro, outras, era um diferente.
Harry sempre quisera se sentar no sofá ao lado e apenas conversar com o homem, como se fossem um casal normal. Afinal, os casais fazem isso, não é? Mas Snape odiava ter sua concentração interrompida. Harry aprendeu isso após o terceiro olhar homicida.
Após partirem cada um para suas tarefas, Harry estudar e Snape dar aulas, não se falavam até a noite quando Harry voltava da sala comunal da Grifinória, onde estivera com seus amigos. Quase sempre encontrava Snape sentado na frente da lareira. Às vezes ele estava lendo, outras bebendo, algumas vezes apenas olhava a dança das labaredas laranja e azul. Apenas duas vezes olhou para Harry na porta e estendeu a mão esperando pelo menino.
Harry jamais o negava.
Nessas duas vezes Harry tivera o sexo mais maravilhoso de toda sua pequena existencia. Snape nem ao menos retirou sua roupa, apenas abriu o zíper da calça e retirou seu membro semi ereto esperando pelo menino.
Harry poderia dizer que aquela cena seria repulsiva e horrível, mas quando estava diante dos olhos negros repletos de luxuria e desejo, queimando de tesão, esquecia tudo e simplesmente se ajoelhava diante do pênis vermelho e o tocava com carinho.
Era deliciosamente orgástico ver Snape fechar os olhos e esticar o braço tocando em suas mãos enquanto a subia e descia pela extensão grossa, chagava a morder o lábio vendo o homem abrir a boca e respirar com dificuldade. Era maravilhoso saber que sua mão dava o prazer que o homem tanto precisava naquele momento. Após deliciar-se com a visão daquele músculo rígido, quando Snape estava prestes a explodir, sentia as mãos do professor o agarrar com força e arrancar suas calças com pressa.
Os dedos longos rapidamente o preparavam e o posicionavam no local certo. Nas duas vezes Snape parou e olhou para Harry, ele suplicava.
E Harry cedia.
Devagar o menino baixava o quadril sentindo o pênis começar a invadi-lo.
Como era delicioso.
Somente quando seu corpo estava acostumado com a invasão é que começava a se mexer, devagar, subindo e descendo o quadril branco sentindo as mãos cravarem-se em sua pele. Algumas vezes acabava ficando com pequenas marcas, mas não ligava, eram as marcas deixadas por ele e lhe pertenciam.
Mas depois de sentir a explosão em seu corpo, deixar-se ser confortado pelo liquido quente que lhe preenchia e lhe arrancava um sorriso bobo, Harry enterrava a mão nos cabelos negros e ensopados de suor esperando que o homem voltasse a respirar calmamente.
Somente após alguns minutos em que estivera com o rosto escondido no pescoço de Harry é que o homem se afastava devagar. Sua cabeça muitas vezes estivera baixa ou virada. Ele não olhava para Harry naqueles momentos, depois do ápice. O grifinório nada dizia, apenas puxava o rosto pálido para cima e o fazia olhar dentro de seus olhos.
Ali estava a dor.
Era uma dor tão cruel e mordaz, espreitava pelas íris negras como um felino preparando-se para atacar sua presa indefesa. A vulnerabilidade de Snape naqueles raros e curtos momentos eram tocantes e Harry queria poder fazer algo para afastar aquela dor do homem que ainda o olhava como se jamais o tivesse visto.
Snape ameaçou virar o rosto, mas Harry o impediu. Era naquele pequenino momento em que ainda o tinha dentro de si, completando-o, que Snape se mostrava sem máscaras e mentiras. Ali suas paredes de concreto ruim e abriam espaço para poder acessar sua alma. Era enquanto admirava seus olhos sinceros que Harry via seu mundo por completo. Ali se sentia seguro, com aquele homem a lhe olhar.
Devagar ele levantava a mão e tocava a pele macilenta, desenhando as linhas de seus olhos, bochechas, mandíbulas até chegar aos lábios finos. Nesse momento os olhos se fechavam devagar e os lábios cerravam. Um vínculo se formava no meio de sua testa demonstrando a força e concentração que ele estava tendo. Delicadamente, antes dos olhos se abrirem e tudo acabar, Harry se curvava e beijava as rugas formadas no rosto adulto. Seus lábios saboreavam o sabor de ervas e deslizavam até chegar à boca. Ali depositava apenas um casto beijo antes de se afastar e vê-lo abrir os olhos.
Agora tudo havia sumido.
Não havia mais dor ou angustia. Snape mais uma vez voltara e trouxera suas paredes para o lugar delas, cobriu sua alma com um manto impedindo que Harry tivesse acesso. Ali estava apenas Snape, o seu Severus já havia partido.
Sim, Snape era completamente instável e estranho. Mas Harry gostava disso, pois não sabia o que podia esperar dele.
Havia momentos em que imaginou que iria levar um olhar raivoso ou um sermão maldoso e cheio de humilhações, mas apenas recebeu um túnel vazio e incompreensível. Era melhor nem citar as horas em que fora surpreendido pela violência de suas palavras e atos por coisas sem importância.
Mas naquela sexta, Harry não queria pensar em nada disso. Naquele dia ele iria apenas fazer tudo que tinha que fazer e se entregar ao mestre de poções. Deixá-lo se derreter em seu corpo e se livrar do peso que carregava.
- Harry? – Chamou Hermione ao seu lado na aula de transfiguração. – Depois podemos conversar?
- Sobre o que? – Perguntou o menino franzindo a testa.
- Sobre sua condição. – Disse Hermione olhando para os lados para verificar se algum aluno estava ouvindo, mas estavam todos preocupados em transformar seus bichinhos de estimação em um jogo completo de jantar, só Rony ouvia. – Queria saber algumas coisas e como você só está no salão comunal quando tem gente lá, quero falar com você em um lugar reservado.
- Podemos ir depois do jantar, mas ter que ser rápido. – Concordou Harry.
- Falando em se encontrar, teremos que treinar pesado dessa vez, Harry. – Disse Rony se curvando para o amigo. – Precisamos garantir você no time enquanto podemos.
- Como assim enquanto podemos? – Perguntou Harry confuso.
- Ora, Harry, não acha mesmo que poderá montar em uma vassoura com um barrigão de grávido, não é?
- Rony! Cale a boca. – Ralhou Hermione mais uma vez olhando ao redor.
- Desculpe, me esqueci.
- Tudo bem. – Disse Harry balançando a cabeça e largando a varinha em cima da mesa. – Não tinha pensado que teria que parar de jogar.
- Mas vai acontecer e por isso teremos que aproveitar você. Temos que ganhar da lufa lufa no primeiro jogo antes do Natal. Se ganharmos poderemos jogar com Sonserina no segundo jogo.
- É, eu sei. – Concordou Harry um pouco desanimado.
Após muitas lições e um almoço que o deixou enjoado, Harry se adiantou até a aula de DCAT. Normalmente Snape passava muitos textos para os alunos, dissera uma vez que primeiro era necessário saber a teoria e depois a prática, pois sem o conhecimento da execução e os princípios básicos dos feitiços ninguém conseguiria executá-los com destreza.
Claro que não deixava de acrescentar que mesmo sabendo a teoria de cor, os grifinórios não conseguiriam executar os feitiços com precisão, pois eram por natureza uns idiotas.
Ninguém reclamava, estavam acostumados com as injúrias cuspidas em seus rostos pelo bastardo professor Snape.
Com o passar do tempo, Harry foi designado a treinar com os grifinórios que não apresentavam perigo para si enquanto estivesse naquele estado. Neville era seu companheiro de treino. Naquela sexta o professor estava completamente intragável.
Estranho.
Harry não sabia de nada que pudesse causar aquele comportamento ao professor.
A não ser...
Voldemort.
Deveria ser isso. Voldemort deve tê-lo chamado e exigido algo dele. Como odiava isso, como sentia uma vontade enorme de destruir aquele monstro. Odiava quando Snape saia à noite e ia de encontro ao Lord das Trevas. Sempre ficava pensando o que ele fazia ao comando do bruxo. Muitas vezes descobria no dia seguinte quando o Profeta Diário chegava à mesa do café da manhã e lhe mostrava a notícia da família trouxa que fora torturada até a morte, uma vila inteira queimada.
Odiava saber os detalhes, então simplesmente afastava o jornal de sua vista e se levantava deixando a comida intacta, voltava para seus aposentos e encontrava-o novamente jogado na poltrona afogando-se em whisky. Queimava em sua mente a verdade de que aquele homem participara daqueles massacres e que possivelmente fora a sua varinha que atingira aqueles inocentes. Quem sabe seus olhos negros injetados de ódio fora a última coisa que viram antes de se entregarem nas mãos da morte misericordiosa.
Era sempre melhor não pensar nisso.
Por esse motivo preferiu ficar calado e apenas seguir as ordens dadas pelo professor que não estava de bom humor. Precisava fazer tudo certo em sua aula para não haver irritações por parte do professor. Depois, à noite, poderia deixá-lo descarregar sua ira e frustração em seu corpo enquanto o invadia, mas naquele momento toda a concentração era pouca.
Após uma explicação sobre o feitiço Impedimenta Máxima, uma variação mais poderosa do impedimenta que aprenderam nos anos anteriores, a turma se separou em duplas para treinarem. Harry se afastou com Neville para que pudesse treinar. O amigo pedia para que Harry fosse com calma, era difícil se proteger-se desse feitiço e Harry era muito forte. Mas antes que pudesse responder que era mais fácil Neville tentar executar o feitiço e ele proteger, viu Malfoy discutindo com Crabbe no canto da sala.
Rapidamente agarrou o braço de Neville e o puxou para próximo de Malfoy fazendo sinal para que o menino não fizesse barulho.
- Você vai fazer de novo sim. – Ouviu o loiro dizer assim que parou um pouco atrás dele. – Vai continuar fazendo o que eu mandar.
- Está bem. – Respondeu Crabbe desanimado.
- Não se esqueça quem manda em nós.
- Ora, ora, Draco Malfoy obedecendo a ordens. – Zombou Harry atrás de Draco fazendo o sonserino olhá-lo com repulsa e ódio. – Quem diria não é mesmo. Mas se bem que os comensais devem mesmo obedecer a Voldemort. – Crabbe e Neville se encolheram ao ouvir o nome, Draco mexeu o braço esquerdo inconscientemente. – Caso não sigam as regras corretamente serão muito castigados. Não é assim, Malfoy?
- Se sabe tanto dos comensais, deve saber que são muito bem treinados para matar uma pessoa sem que ela saiba o que a atingiu.
A voz de Malfoy passou por seu rosto como a brisa cortante de uma manhã de gelo. Era baixa para que somente Harry ouvisse, mas seus olhos cinza eram tão frios que a sala inteira se encolheu.
- Cuidado Malfoy, sei que está fazendo algo para seu mestre, se errar pode acabar como seu paizinho querido ou pior. Não acredito que Voldemort o deixe livre se falhar.
- Não se atreva a falar de meu pai. – Sibilou Malfoy erguendo a varinha diante dos olhos verdes de Harry. – Vai se arrepender disso seu mestiço imundo.
Harry nem mesmo viu quando o feitiço não verbal estalou da varinha do sonserino, só soube que não fora atingido, pois viu o escudo que saiu da varinha de Neville.
- Muito bom, Neville. Mas deixe ele comigo.
Em instantes, o que deveria ser uma aula prática se tornou um duelo fervoroso. Os alunos aos pouco pararam de praticar e olharam para os dois no canto da sala. Os feitiços não verbais eram lançados com raiva e ódio. De um lado o sombrio e frio Malfoy com seus feitiços cruéis que beiravam a magia negra, do outro Harry com sua intensidade emotiva impulsionada pela raiva.
Snape que estivera do outro lado da sala ajudando Parkinson a executar seu feitiço virou-se quando a menina apontou para um aglomerado no canto. Ele viu, com apreensão, o duelo intenso, mas silencioso.
- Idiotas! – Rosnou entre os dentes dirigindo-se ao canto onde estavam.
Porém, antes que chegasse perto, viu Malfoy, que fora derrubado por um feitiço hostil de Potter, levantar-se e apontar a varinha para o grifinório com um sorriso de quem estava com o jogo ganho.
Malfoy não era poderoso como Potter, mas o seu conhecimento de Magia Negra era suficiente para derrubar o garoto. E ele faria isso.
Naquele momento.
Lançaria o cruciatus em Harry Potter.
A luz vermelha apareceu na ponta de sua varinha longa e negra, esgueirou-se violenta para fora em direção a seu oponente, iria acertá-lo no meio do peito, atingiria seu coração com intensidade e o faria sentir-se como se todos os ossos de seu corpo estivessem quebrando aos poucos, osso por osso.
Sim, iria fazê-lo sofrer, gritar e chorar.
Mas seu destino fora bloqueado. Uma parede invisível apareceu diante de si e parou sua trajetória. O feitiço gritou com fúria por não poder avançar, deu um silvo alto e agonizante, depois sumiu no ar.
- Chega.
Todos os alunos olharam em direção à voz afiada e se depararam com Snape e seus olhos frios e estreitos. Seus lábios estavam finos e apertados. Ele olhava para os dois alunos como se fossem os únicos naquela sala.
Devagar abaixou a varinha e se aproximou. Os alunos, ainda aglomerados e em silêncio, abriram caminho para que Snape pudesse passar. O professor parou em frente a Malfoy e não ligou para a ira que ele lhe lançava. A raiva que aflorava dentro de si era bem maior do que qualquer sentimento que aquele loiro insignificante, que só atrapalhava sua vida, pudesse lhe lançar.
- Senhor Malfoy, que demonstração deplorável. Não sabe que deve deixar de lado os duelos com pessoas inferiores ao seu poder? – Perguntou sentindo as ondas de ódio emanar do menino atrás de si enquanto via um fraco sorriso de escárnio nascer nos lábios de Draco.
Os grifinórios chiaram de indignação ao ouvir o xingamento gratuito do professor.
- Não sou inferior a Malfoy. – Disse Harry com raiva olhando intensamente para as costas de Snape. – A meu ver, essa raça nojenta de Comensais é que são inferiores desgraçados e malditos.
Assim que acabou de lançar suas palavras ao ar, quis trazê-las novamente para dentro. O ar gelou ao seu redor, mas era mais quente do que o olhar de Snape ao virar-se.
- Quero dizer...eu...
- Eloquente como sempre, senhor Potter. – O professor se aproximou devagar e apertou os lábios com força. – Acabou de ganhar zero no exercício e uma semana de detenção. Pode se sentar no outro canto e esperar enquanto seus amigos tentam conseguir uma nota.
Harry abriu boca para retrucar, precisava de boa pontuação para passar nos NIENs e ser auror, Snape sabia disso.
- E se o resto não quiser ter a mesma nota que o senhor Potter, sugiro que voltem ao trabalho.
O professor se afastou e começou a andar pela sala proferindo injurias aos grifinórios, sempre citando como faziam as coisas erradas e não sabiam nem mesmo segurar uma varinha decentemente. Harry se afastou e puxou uma cadeira sentando-se em um canto afastado onde conseguia ver os amigos duelando.
Hermione era maravilhosa em seus movimentos. Rony muitas vezes só percebia que fora atingido quando seu corpo atingia o chão com força. Mas o amigo não estava tão ruim, após algumas tentativas conseguiu lançar o feitiço em Hermione, mas a menina o bloqueou rapidamente. Ainda assim sorriu pelo progresso de Rony.
Ao final da aula Snape passou um trabalho de casa e os dispensou.
- Você fica, Potter.
A sala foi embora, Rony e Hermione o esperariam do lado de fora. Finalmente, após a bagunça que os alunos faziam ao sair das aulas, ficaram sozinhos. Snape apontou a varinha para a porta e Harry viu o brilho vermelho do feitiço silenciador junto com o barulho da porta trancando. Seus olhos negros direcionaram-se diretamente para os verdes encontrando-os amedrontados.
- Me desculpe, eu não queria dizer aquilo. Quer dizer, eu queria, mas não sobre você.
- Cale a boca.
Harry engoliu em seco ao vê-lo se aproximar devagar, em seus olhos havia aquele brilho antigo de ódio que detestava ver dançar nas íris negras.
- Seu comportamento hoje foi deplorável. Coloco-o com o tapado do Longbotton para que não se arrisque e a primeira coisa que faz é se meter onde não deve.
- Você sabe. – Disse Harry baixinho com os olhos longe em seus pensamentos. – Você sabe que Malfoy está fazendo algo a pedido de Voldemort. É claro que sabe, você é um comensal, como sou idiota.
- Já lhe avisei, Potter. Não se meta onde não é da sua conta. Não me tire a rara paciência que tenho com você. Pare de se meter com Malfoy.
- Não. – Desafiou Harry fechando as mãos em punho. – Eu vou continuar procurando saber o que ele está fazendo e não vou baixar minha cabeça para ele.
- Vai sim. – Snape avançou sobre Harry prendendo-o na parede e olhando em seus olhos com raiva de sua teimosia. – Malfoy é muito mais habilidoso que você.
- Sei me defender.
De repente Snape baixou a cabeça escorando as mãos dos lados de Harry na parede e uma risada soou fria de seus lábios, escapou de sua boca e viajou pelo ar com graça até atingir os ouvidos de Harry com força.
Snape zombava de sua coragem.
- Acha que não sou capaz?
Snape parou de rir e levantou a cabeça devagar. Seus lábios ainda estavam esticados em um sorriso sombrio. Seus cabelos caídos ao lado do rosto só lhe faziam ficar mais e mais tenebroso. Harry odiava esse Snape. Detestava os olhos intensos que o olhavam com escárnio.
Ele se aproximou mais e Harry sentiu-se tonto com o forte cheiro de ervas que emanava da pele do professor. Seu coração disparou quando sentiu o hálito gelado em seu rosto. O homem estava a centímetros de distância, seria delicioso apenas se adiantar e atacar aquela boca fina. Morder os lábios frios e sentir seu corpo arder de desejo como estava naquele momento.
Sabia que Snape estava com raiva e querendo distância, mas não havia como evitar o calor em seu abdômen, aumentando cada vez mais até que finalmente não conseguiria segurar e liberaria o gemido que se formava aos poucos.
- Quer saber se acho que você não é capaz?
Harry abriu os olhos tentando voltar sua atenção para as palavras do homem.
- Quero.
- Não. Eu não acho você capaz. Você é um moleque imaturo, insolente e prepotente que acha que pode consertar o mundo bruxo porque alguém disse que é "O Escolhido". Você não é o escolhido, não tem mentalidade nem mesmo para aprender as aulas dadas na escola com professores muito mais poderosos e competentes, quanto mais saber magias poderosas o suficientes para que possa pensar em enfrentar um oponente a altura.
- Eu não sou isso que está dizendo.
- É sim e sabe disso. Sabe que não tem competência para enfrentar nem mesmo Malfoy. Se eu deixasse aquele duelo continuar, Malfoy teria lançado um cruciatus em você e então tudo que planejamos para combater a guerreira das trevas iria ruir. O meu sacrifício seria em vão.
Snape estava pronto para soltar mais insultos em cima do menino, lançar toda a raiva que sentia por ter se desesperado ao vê-lo prestes a receber uma maldição imperdoável por algo que ele mesmo provocou. Odiava sentir esse tipo de coisas, era mais fácil culpá-lo do que admitir o que estava gritando em seus olhos.
Mas assim que viu a primeira lágrima surgir nos olhos verdes diante de si, engoliu as palavras ferinas. Estava esperando a raiva e a teimosia. Talvez alguma explosão infantil, mas ao contrário disso teve apenas uma mágoa profunda capaz de lhe atingir com uma surpresa tamanha que chegou a se afastar.
- Plano? Sacrifício? – Ouviu a voz baixinha perguntar. – É isso que significa para você?
A gota salgada que saíra de seus olhos caminhava lentamente pelo rosto quebrado, os lábios se abriram ligeiramente deixando-a escapulir para dentro e se adentrar a língua rosada.
- É isso? Tudo é apenas parte do plano? Apenas um jogo onde você é o grande cara que se sacrifica para ganhá-lo no final?
- Potter...
- Não significa nada? – Perguntou o menino sem deixá-lo dizer algo. – Isso não é nada?
Snape deu um passo atrás quando viu Harry tirando sua capa e camisa, ficando com o peito a mostra. Mas de repente fez todo o sentido quando delicadamente o menino postou sua mão em cima de seu abdômen liso e o olhou com uma tristeza palpável.
- Eu sei que você não gosta de mim. – Disse Harry olhando em seus olhos. Snape franziu a testa levemente, mas não demonstrou reação maior. – Sei que sou um fardo para você e que detesta isso, eu sei.
Devagar o menino se aproximou mais e pegou a mão de Snape.
- Mas ela não tem culpa do que eu ou meu pai fizemos para você. – A mão gelada e comprida foi postada em seu abdômen. Snape olhou rapidamente para o local e desviou os olhos prendendo-os nas esmeraldas de Potter. – Não a tome como um sacrifício. É sua filha e tem seu sangue. Pode me detestar, mas não desconte nela.
Snape respirou fundo e sentiu sua mão tremer levemente. Aquela situação estava completamente errada, ele deveria humilhá-lo e destratá-lo, mantê-lo longe. Mas só queria continuar da mesma forma como estava, olhando para ele.
- Sei que não sou tão competente quanto Malfoy. Não tenho o treinamento que ele teve e não me saio bem nas aulas como deveria. Mas a teimosia é a minha forma de me manter em pé esperançoso de que quando chegar a hora eu vou conseguir fazer o que deve ser feito. Não preciso que você me diga o quão idiota eu sou por pensar assim, eu já sei disso. Mas enquanto eu tento permanecer em pé você só me derruba.
- Eu te falo a verdade, você...
- Não sou o escolhido, não tenho competência para enfrentar Voldemort e bla bla bla. Eu sei de tudo isso. Mas as coisas foram jogadas em minhas mãos quando eu nem ao menos sabia falar. Não me perguntaram, só me avisaram o que eu deveria fazer. – Harry silenciou por um momento e colocou a mão em cima da de Snape acariciando sua barriga por entre os dedos cumpridos. – Agora ela é minha única fonte de esperança. Pode ser que ela seja sim um sacrifício. Mas será um que valera apena cometer.
Um pequeno soluço saiu da garganta de Harry enquanto as lágrimas vertiam com força derretendo-se em seu rosto esmagado. Snape olhava para o rosto infantil agora franzido com força para tentar conter o choro. Após alguns segundos Harry levou a mão até o rosto do mais velho e o acariciou.
- Sei que sou apenas um infame, infantil, irritante e prepotente. Tenho plena ciência o quão difícil é para você estar comigo, mas não posso mais fugir de você. Sempre estarei aqui para você, quando precisar. Isso não é sacrifício para mim.
Harry deu dois passos para trás e sentiu a mão de Snape escorregar por sua barriga e sumir. Sem erguer os olhos o menino se vestiu novamente e pegou a mochila no chão. A dor das palavras era aflitiva.
Sacrifício.
Plano.
Tudo uma farsa. Nada verdadeiro.
Apenas uma coisa era real.
A criança em seu ventre.
Ao chegar perto da porta viu o brilho vermelho se desfazer e a tranca abrir. Ele saiu e fechou os olhos quando a porta bateu com um baque seco em suas costas.
- Harry, o que aconteceu? – Perguntou Hermione chocada por vê-lo chorando.
- O que aquele seboso falou para você? – Perguntou Rony.
- Ele disse a verdade que eu tentei não ver. Mas não importa mais. – Disse Harry segurando a mochila com mais força e seguindo pelo corredor. – O que queria falar comigo Hermione?
- Só queria saber como estava sua gravidez.
- Ah! Está bem.
Rony revirou os olhos quando Hermione puxou Harry para uma sala vazia e o fez mostrar o abdômen procurando algum volume, mas ainda era muito cedo. A menina o encheu de perguntas e até Rony ficou curioso com algumas coisas. Por um momento Harry se esqueceu de Snape e até mesmo seguiu rindo para o treino de quadribol.
Durante o restante do dia só queria esquecer-se de tudo e principalmente de Snape. O treino de quadribol foi intenso, jogaram embaixo de frio e chuvisco, mas conseguiram bons resultados. O pomo foi agarrado com rapidez nas quatro partidas que jogaram. Rony conseguiu defender a maioria das bolas e Gina era a melhor artilheira que a Grifinória conhecia junto com Cátia Bell.
Enquanto estava em cima da vassoura Harry tentava esquecer tudo que estava fervilhando em sua cabeça. Queria apenas se concentrar na sensação maravilhosa do vento passando por seus cabelos e das gotas de chuva batendo em seu rosto com suavidade. Mas era impossível esquecer-se do homem de gelo quando seu próprio corpo estava quase congelado. Snape aparecia em sua mente a todo o momento e quase o fez perder o pomo de vista, mas no fim apenas sacudiu a cabeça e agarrou a bolinha dourada.
No fim do treino todos estavam muito contentes por saírem das vassouras e rumarem para os vestiários. Harry desceu por último e aterrissou ao lado de Gina que estava arrumando as bolas na caixa para poder guardá-la, os outros já estavam entrando no vestiário.
Assim que tocou o pé no chão e saiu da vassoura o mundo girou. Automaticamente escorou-se no braço de Gina para não cair. Tudo rodava e o chão parecia distante. Fechou os olhos para tentar se manter em pé, mas a vertigem foi mais forte.
- Harry? O que houve? – Perguntou Gina segurando o menino pelos braços.
- Fiquei tonto. – Respondeu Harry com dificuldade.
- Vamos para dentro.
Gina atravessou o braço por suas costas e o empurrou em direção ao vestiário, mas antes que chegasse ao meio do caminho Harry se dobrou e vomitou seu almoço. A amiga afastou a capa de sua roupa e o olhou com preocupação.
- Harry, temos que ir para a ala hospitalar.
O menino limpou a boca com a manga da capa e balançou a cabeça devagar. Gina colocou um dos braços de Harry em seu ombro e segurou em sua cintura levando-o quase desmaiado até a entrada do castelo. Devagar eles subiram até o primeiro andar. Ao chegar cada vez mais perto o corpo de Harry ficava mais e mais pesado.
- Vamos Harry, estamos chegando. – Dizia Gina enquanto sentia o peso em seus ombros.
Ao abrir a porta da ala encontrou Madame Pomfrey dando um poção a um primeiranista em uma maca afastada.
- Madame Pomfrey, por favor, o Harry está passando mal.
Assim que Pomfrey viu quem estava entrando, largou a poção na mão do menino e correu em direção a Harry. Imediatamente o colocou em uma maca mais próxima e começou a examiná-lo.
- O que aconteceu, senhorita Weasley?
- Eu não sei, estávamos treinando e estava tudo bem, mas quando ele desceu da vassoura ficou com tontura e vomitou também.
- Só isso?
- Só, eu o trouxe para cá depois.
- Vou precisar que me dê licença para examiná-lo.
- Tudo bem. – Disse Gina afastando-se enquanto a enfermeira fechava o biombo.
Harry estava meio atordoado e não conseguia entender onde estava. Tudo ainda girava.
- Senhor Potter, pode me ouvir? – Perguntou Pomfrey vendo as pupilas do menino que balançou afirmativamente a cabeça. – Ótimo, vou precisar tirar essas vestes para te examinar.
Harry tremeu quando seu corpo foi desnudado deixando-o a mercê do vento frio da ala hospitalar. Pomfrey não ligou, apenas postou sua mão delicada em seu abdômen e passeou seus dedos pela extensão da pele enquanto lançava alguns feitiços para saber o que o menino tinha.
- Bom, pelo que vejo, foi só o cansaço mesmo, senhor Potter. O feto está de seis semanas e está se desenvolvendo bem. Então é só questão de se alimentar bem e aguentar os enjôos e tonturas que são normais nessa época. Mas não pode se estressar muito. Vou deixá-lo dormir aqui hoje e amanhã poderá ir para seus aposentos.
Pomfrey ajudou o menino, ainda mole pela tontura, a colocar vestes limpas e secas. Deu uma poção para parar a tontura e ajudá-lo a dormir. Antes de abrir o biombo Harry já dormia tranquilamente. Gina ainda estava parada no meio da ala hospitalar e se aproximou quando a enfermeira apareceu.
- Como ele está Madame Pomfrey?
- Está bem, vai precisar passar a noite aqui, mas está bem. Teve apenas um mal estar. Melhor ir para sua casa, senhorita Weasley.
- Posso ficar um pouco com ele?
- No entanto que não faça barulho.
Gina deu um leve sorriso e se aproximou devagar vendo o menino dormir tranquilamente. Sentou-se em uma cadeira ao lado e puxou um pouco o lençol cobrindo o ombro do amigo. Alguns minutos se passaram quando a porta se abriu e por ela passou Dumbledore seguido de Snape.
- Que bom que recebeu meu chamado diretor. – Disse Madame Pomfrey.
- Vim ver como está o menino.
Dumbledore sorria para a enfermeira que se aproximava, mas Snape apenas olhava intensamente para o local onde Harry estava, mas precisamente para os olhos castanhos de Gina. Seu olhar era afiado como navalha e poderia furar a menina se a mesma não estivesse olhando diretamente para o garoto desacordado. Olhando com veneração e amor.
Um monstro rugiu dentro de Snape.
Ao se aproximarem da cama, Gina levantou-se e cumprimentou o diretor e o professor. Dumbledore foi extremamente gentil como sempre, mas Snape demonstrava claramente sua antipatia quanto a presença da menina naquele local.
- O que está fazendo aqui, senhorita Weasley?
- Ela trouxe Potter para cá, o menino estava quase desmaiando. Agora pode ir, senhorita, amanhã Potter já estará bem e poderão se ver.
- Com licença. – Disse a menina olhando uma última vez para o menino e saindo da sala com o olhar afiado em sua nuca arrepiando-a.
- E como ele está? – Perguntou Dumbledore lançando um feitiço silenciador ao redor do leito de Harry.
- Agora está bem, eu lhe dei uma poção para curar a vertigem e para que pudesse dormir tranquilamente. A gestação está normal, o feto está se desenvolvendo bem. Deve ter sido só uma tontura momentânea, isso acontece muito nos primeiros meses de gestação. Ele só precisa tomar cuidado com estresse e nervoso. Isso pode ser muito prejudicial ao bebe.
- Sabe se Harry tem algum motivo para ter estado nervoso esses dias, Severus?
- Potter é uma bomba relógio ambulante, qualquer coisa o deixa nervoso.
- Sei. – Respondeu Dumbledore olhando-o intensamente.
- Agora é só deixá-lo dormir. – Disse Pomfrey.
- Então voltaremos para nossos afazeres, qualquer coisa pode nos chamar. Vamos Severus, precisamos conversar.
Snape olhou uma última vez para os cabelos revoltos que apareciam entre os lençóis brancos e se afastou seguindo Dumbledore. Aquela parecia que seria uma longa conversa. Só esperava que não tivesse balinhas de goma para serem oferecidas. Estava de péssimo humor.
N/A
Vamos aos agradecimentos:
Mazzola Jackson Lupin: Pois é, foi meio nojento o que Belatriz fez, totalmente asqueroso, mas vai ser importante para capítulos futuros...Realmente é uma questão de tempo e paciencia até que Snape perceba seus sentimentos por Harry.. não perceba, mas aceita esses sentimentos... bom, vamos ver os próximos capitulos neh...
Tonks Fenix: Sim, Snape é louco e corajoso... mas é o papel dele, ele tem uma concentração enorme para poder enganar tanta gente. Mas esta tão acostumado a isso que faz sem nem mesmo perceber. Harry realmente está ocupando cada vez mais um cantinho no coração do nosso amado, mas ainda vai demorar um pouyquinho para que Snape aceite o que sente, ele tem alguns deslizes em certos momentos, mas no todo ele tenta se enganar quanto à isso. Que bom que está gostando cada vez mais, pois está cada vez mais escrever...rsrsrsrs... é que quero deixar tudo perfeitinho... bjusss
Dyennifer: Harry realmente tem a cura para todas as dores de Snape, basta o professor entender e se entregar ao anjinho... bom essa é a parte dificil, fazê-lo entender isso e simplesmente se entregar... mas vamos ver o que acontece neh.
mulamxd: Que bom que está gostando da fic, fico muito feliz. Eu tento fazer um Snape mais tenso pq eu penso que quando a pessoa não tem contato com amor da forma que Snape não teve, mas sente falta de ter, ele se assutada e fica arisco quando em contato, porque é desconhecido. Por isso não quero um Snape caindo de amores por Harry, não agora pelo menos... mas sim um Snape como ele é de verdade. Frio e calculista. Com certeza eu vou sempre postar, não tenho como postar sempre, mas pelo menos toda semana ou a cada duas semanas eu passo aqui... bjusss
Renata: Harry é um menino carente e que precisa de proteção. Por isso se ligou tão rápido à Snape, pois o professor é tudo o que ele precisa. Ele não lhe dá carinho, mas entrega sua alma quando não percebe. O trata como a qualquer outro aluno e não como um ser especial e principalmente o faz sentir-se seguro. Realmente a pedra e gelo aos poucos vai derreter, não tem como permitir que uma pessoa entre dessa forma em sua vida e esperar que nada aconteça. Vamos ver os proximos capítulos...bjussss
Renata: Que bom que está gostando, tá dificil de sair toda semana, mas não deixo vcs na mão., então pode ficar tranquila que vou sempre continuar. Se quiser dar sua opinião, fique a vontade. Bjus
