Capítulo 14: Um novo começo, uma nova chance.

Por Kami-chan

– Ele correu pelo leste – dDsse o ruivo de olhos verdes claros após pensar um pouco.

Shikamaru ficou apenas o olhando por breves instantes, decifrando naquele lago de águas frias que eram os olhos do Kazekage, se o que ele dizia era verdade. Podia sentir na ira muda do homem á sua frente que as coisas iriam somente piorar para ele e Ino.

Será que havia mesmo um Akatsuki? Seria tanta coincidência, ou ele usaria mesmo justo o loiro que tinha lhe tirado a vida m momento passado apenas para disfarçar. Temia por sua amiga, grávida, fragilizada e com a personalidade que seu ex amante vinha expressando. Temia também por conta de Temari, não sabia ao certo o que a loira de temperamento explosivo era capaz de fazer, mas não era apenas o demônio dos irmãos Sabaku que estava o assustando naquele momento.

– Vamos logo, antes que perca a paciência com esta tua carinha de boneca. – Disse dando as costas na direção que o ruivo havia indicado.

Não queria que Gaara fosse consigo, sabia que Ino estava fraca devido á gravidez, mas algo em sua cabeça achava estranho demais ela simplesmente ter sido levada. Balançou a cabeça espantando pensamentos indevidos, Akatsuki, eles eram fortes de verdade. Era completamente aceitável que qualquer um deles em plena forma levasse um baile deles.

Um calafrio passou por seu corpo ao imaginar Ino enfraquecida. E então apressou o pé para encontrá-la o quanto antes.

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Ino abriu os olhos preguiçosamente, piscou algumas vezes ainda com sono. Sabia que sentia mais cansaço do que de costume por conta da gravidez, mas não sabia que esses sonos fora de horário podiam ser tão reconfortantes e prazerosos. Estava prestes a ronronar quando sentiu a parte mais confortável da cama se mexer.

Olhou assustada para a parte da cama que se movia, e um calor aconchegante logo tomou conta de seu corpo ao ver o loiro deitado ao seu lado. Deidara se mexeu, resmungou algo incompreensível dentro de seu sono e como consequência puxou o corpo entre seus braços mais para si.

A loira se virou dentro do abraço, ficando de frente para o loiro, não conseguia tirar os olhos daquele cara que parecia ter um sono agitado. Nem dormindo ele era calmo. Sorriu com a ideia. Depois sorriu mais ao constatar que era a primeira vez que isso acontecia. Era a primeira vez que acordava com Deidara. E era lindo, não conseguia tirar os olhos da face tão amada.

Seu corpo era tão quentinho, seu cheiro era de um aroma natural completamente único. Absolutamente viciante. Seus braços pareciam um refúgio do qual não queria se libertar jamais. Seus problemas eram coisas distantes, inócuas demais para penetrar sua cabeça compenetrada na beleza da face que ressonava profundamente ao seu lado.

Tentando não fazer muito movimento na cama, ela se sentou e ficou o admirando. Precisava levantar e ir ao banheiro, mas se pudesse aguentar só mais um minutinho ou dois, apenas para ficar ali o observando.

Sentia raiva de Deidara ainda, é verdade, mas também sentia muita saudade. Não podia ir contra o que sentia pelo loiro. Pensando nisso, apenas passou os dedos pelas pontas do cabelo longo e se levantou, o Iwa apenas se mexeu mais uma vez no colchão, reclamando de alguma coisa em seu sonho.

Ele estava tão compenetrado no que acontecia em sua cabeça que havia uma grande ruga em sua testa, que fez a loira sorrir. Nem no sono ele se acalma mesmo.

Ino resolveu se levantar de vez, não sentia mais a fraqueza, mas seu corpo inteiro doía. Ah como queria encontrar o Kazekage novamente, daria para o ruivo exatamente o que ele merecia, pensou com os punhos serrados. Na sequência, passou um pequeno espelho de rosto simples pendurado em uma das poucas paredes da cabana, e pode ver pelo reflexo algumas manchas roxas por sua pele, com certa dificuldade de vido ao tamanho do vidro.

– A minha vontade, de verdade, era ter podido ficar lá e ter acabado com mais uma vez com a vida daquele merda. Desta vez iria me certificar de esquartejá-lo e incinerá-lo também, para ter certeza de que não iria voltar novamente de forma alguma. – Ino ouviu a voz rouca de sono vir do ponto atrás de si onde estava a cama e olhou para trás com um sorriso, não era como se não estivesse pensando em algo semelhante.

– Ohayo! – Disse junto com o sorriso direcionado ao loiro.

– Ah Kami-sama como eu queria poder ver esse teu sorriso todas as manhãs. – Ele respondeu, logo saindo da cama.

– Poderia já ter visto alguns se não tivesse o péssimo hábito de me deixar acordar sozinha depois de todas as noites que passou comigo. – Alfinetou, pegando uma escova de cabelos que estava ao alcance de sua mão, começando a passar pelas mechas de maneira delicada.

– E ela ainda está brava comigo, un. – Ele disse de forma aérea, como se houvesse mais alguém naquela cabana além dos dois. – Mas eu continuo amando você.

Ele disse agora olhando diretamente nos olhos da loira através do pequeno espelho, enquanto cercava a pequena cintura entre seus braços e depositava um leve selinho em um dos lados de seu pescoção. Logo não se contentando com tão pouco e tomando o queixo da loira entre seus dedos para fazê-la virar a cabeça e receber seu beijo de um jeito quase desengonçado.

– Sabe, eu fiquei pensando nas coisas que você me disse ontem, e o que você acha de nós dois explodirmos essa cabana e fugir para uma vila distante, onde ninguém nos conheça, un? – Perguntou ainda sem soltar abraço firme pelas costas da loira.

– Eu acho que nada me faria mais feliz. – Ela concordou. – Mas neste momento eu não posso deixar Konoha. – Disse dispensando a oferta.

– Então para me xingar tudo bem, mas pra assumir a bronca aí você lembra que ama Konoha. – ele disse levemente chateado, afinal tinha pensado que deixaria a loira feliz.

– Não é isso meu amor, ir com você para um lugar onde ninguém saiba quem somos, o que fazemos e porque fomos para lá, é tudo o que eu mais quero. Mas eu não posso sair de perto dos cuidados médicos da Sakura-chan neste momento.

– Mas é tão grave assim que só a geniosinha pode te ajudar? – Perguntou com ar afoito, mas pela preocupação e mais nada.

– Mais ou menos.. – Ino disse incerta, se aceitasse fugir com ele, teria que contar o que estava acontecendo, mas tinha medo ainda.

– Essa diabetes é tão séria assim? – Perguntou, realmente não entendia nada sobre aquelas coisas, e a forma como Ino o olhava o fazia acreditar que realmente pudesse não estar pronto para fazer ela viajar consigo.

E se ela passasse mal?

– Bom, eu não tenho diabetes Deidara, eu estou com nesta situação temporariamente, mas se eu não seguir a risca o tratamento da Sakura, pode ser que eu fique sim, com esta disfunção permanente. Entre outras coisas, que também tem que ser a Sakura pra cuidar.

– Juro que não entendo, você só fala da sua doença pelas beiradas, eu fico preocupado. E já percebi que você não tem a menor intenção de me dizer o que é que você tem un.

– Mais tarde conversamos sobre isso. – Desconversou. – Você não precisa se preocupar, é uma situação momentânea. – Ela tentou sorrir.

E ele, ao perceber que Ino não queria falar sobre aquilo, resolveu fazer o café da manhã da Konoha, pois se ela tinha que seguir a risca o que Sakura tinha pedido, já estava na hora do café da manhã reforçado. Não queria pressioná-la, afinal tinham recém voltado a se falar e estar juntos. Tudo o que não qeria era deixá-la chateada novamente consigo.

– Você prefere salada de frutas ou mingau de aveia? – Ele perguntou se dirigindo a parte onde havia uma pia.

– Onde você arrumou tudo isso? – Ela perguntou surpresa olhando na direção da "cozinha".

– Eu nunca fui realmente embora, un, então tinha muita comida aqui. Mas confesso que grande parte das frutas busquei após ler as recomendações da Sakura que estavam na sua mochila. Então, o que vai ser?

– O que você fizer está bom. – Ela disse sorrindo. – Estou feliz por estar aqui.

– Vou fazer os dois, e você escolhe o que estiver melhor. Estou me sentindo culpado, acho que você ficou sem se alimentar direito por causa daquele bilete, por isso que se viu tão fraca.

– É bom que se sinta mesmo. – Disse ela fazendo um bico de birra.

Deidara sorriu da careta que ela fez, e falaria mais alguma coisa, mas todo um bando de pássaros deixou uma única árvore, fazendo barulho suficiente para que a atenção dos ninjas fosse atingida. Ambos sabiam que aquilo não era um bom sinal, afinal ele tinha a sequestrado.

– Eu devia ir logo, evitar que eles me encontrem aqui. – Disse a loira olhando par o que podia ver da rua.

– Deixa aquele ruivo vir "resgatar" você do Akatsuki sequestrador, pode deixar ele vir que eu estou muito ansioso para colocar minhas mãos nele. – O Iwa respondeu com raiva.

– Também estou louca pra acabar com o Gaara, Deidara, mas não é somente ele. O Shikamaru é um excelente estrategista, tenho certeza que assim que encontrar essa cabana vai deixar você encurralado, eu não quero que ele mate você, e nem que você machuque ele.

– Não quero deixar você ir. Como posso deixar você no caminho daquele demônio? E se você sair daqui e encontrar ele antes do seu amigo?

– Continua sendo menos perigoso você sair e me dar cobertura de longe do que ficar aqui a mercê deles.

– Tudo bem. Mas antes você vai comer, vou picar umas frutas pra você comer agora e deixar outras lavadas na sua mochila. Não vai se esquecer de comer, e quando você voltar de Suna para Konoha eu vou com você para sua casa para cuidar de você. Ahh e você vai me explicar bem direitiinho o que exatamente que você tem, pra eu saber como agir. – Ele disse firme, nem querendo saber mais se a loira queria ou não contar o que tinha.

Ela era sua Ino, e precisava cuidar dela. Depois, quando a loira estivesse bem, iria pesquisar uma boa vila para viverem juntos, longe de tudo e de todos. De preferência uma em que a palavra shinobi fosse desconhecida. Com isso em mente, pegou uma manga que estava ao alcance de sua mão e começou a descascar.

O aroma doce e forte da fruta invadiu completamente a pequena cabana, fazendo até mesmo o jovem loiro salivar por um pedaço da fruta. Mas foi no exato momento em que o cheiro gostoso invadiu as narinas de Ino que seu estomago revirou, e o gosto margo da bile invadiu sua boca, forçando a loira a fechar a cara em uma careta enquanto corria na direção da única porta de argila dentro da cabana branca, o banheiro.

A pressa com que Ino correu fez o loiro largar a fruta e a face de qualquer jeito, passando a mão em um pano qualquer. Veloz, chegou no local no exato momento que a menina começou a vomitar. Sem saber o que fazer exatamente, apenas segurou seus cabelos para que não sujassem e ficou ao seu lado esperando passar.

Antes do que seria a quarta vomitada, Ino conseguiu se desvencilhar da mão dele que segurava seu cabelo. Deidara buscou uma justificativa nos olhos da loira que se apoiava na cerâmica da privada, mas parecia não dar mais sinais de que vomitaria uma quarta ou quinta vez.

– Sua mão está com o cheiro da manga, estou enjoada. – Reclamou, apoiando a cabeça em um dos braços que abraçava a privada, logo sentindo o gosto amargo da bile novamente.

Deidara se afastou momentaneamente para alcançar algo que pudesse usar para prender o cobelo dela e não precisar mais segurar, em silêncio, ele estranhou muito aquela situação. Ino nem tinha comido nada além da banana na noite anterior, e aí vomitar só por causa do cheiro da manga, sabia que ela gostava daquela fruta, já tinham comido dela juntos.

Foi nesse momento que um pensamento lhe invadiu a cabeça:

– Ino... por acaso você está gráv...

Porém não pode terminar, pois a porta de argila da entrada, e todas as duas janelas da cabana explodiram ao mesmo tempo, fazendo uma grande quantidade de areia fina e branca do deserto invadir o local, assustando ao casal.

– Ino, preciso que você levante e saia daqui. – Disse Deidara oferecendo uma mão para ajudar a amada a se levantar, enquanto a outra já cuspia pequenas bombas que ele lançaria pelos fundos do lugar, para Ino fugir.

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Shikamaru ficou possesso com a atitude do ruivo de Suna, tinha perdido cinquenta minutos para explicar todo o plano para o Kazekage e mesmo assim, o ruivo agiu por conta própria e de forma avessa ao plano. O Nara suspirou antes de começar a correr para a cabana, graças ao ruivo tinham perdido o elemento surpresa. Ele queria se parar na porta, pois a localização da mesma geraria sombra com seu corpo.

O ataque tinha sido aéreo, e por isso o Konoha conseguiu entrar no local antes do Suna. Com uma kunai na boca e as mãos quase prontas em selos, sabia que aquele loiro fazia esculturas com vida própria, seu kagemane não seria de nenhuma utilidade se não conseguisse impedir o Akatsuki de abrir as mãos. Porém o que viu no interior do local não era nada do que esperava.

O loiro estava dando uma de suas mãos para Ino levantar, ela estava claramente tendo uma crise de vômitos causada por enjoos, e ambos pareciam congelados em seus movimentos ao verem Shikamaru na porta do local. O Nara podia estar muito confuso, mas aquele Akatsuki parecia estar ajudando sua amiga de infância.

Por que ele faria isso?

Temeroso de esperar por uma confirmação e estar errado, o Konoha se aproveitou da incomum distração de um assassino rank-S e o prendeu com a sombra de seu jutsu. Era evidente que ele já tinha bombas em uma das mãos, e por isso tratou de manter esta fechada. Com a outra mão ele permitiu que ele ajudasse Ino a se levantar como já fazia.

– Venha logo Ino. – Disse o moreno sem tirar os olhos do loiro.

– Shikamaru.. – balbuciou a loira em alívio, que infelizmente por falta de tempo foi mau interpretada pelo amigo de infância, pois Gaara também tinha acabado de invadir o local naquele momento.

O ruivo chegou já atacando o Akatsuki que estava preso no jutsu de Shikamaru. Ino fraca, ficou tonta quando percebeu o que estava acontecendo, eram golpes e mais golpes sendo desferidos em seu amado Deidara. Tudo em sua frente e ela não podia fazer nada.

O pânico tomou conta de sua mente, o ar lhe faltou nos pulmões e sua garganta fechou para as palavras. O gosto do vomito ainda repugnava em sua boca e tudo o que conseguiu fazer com um fiapo de consciência foi bater no braço do moreno para desfazer o jutsu das sombras.

Novamente Shikamaru foi incapaz de interpretar as ações da loira, e como ela evidentemente estava passando mal, acreditou que Ino tivesse perdido o equilíbrio e caíra em seu braço. Percebendo que ela estava prestes a desmaiar, Shikamaru a pegou entre seus braços e se virou para sair da cabana, Gaara podia dar conta do Akatsuki sozinho, sua prioridade era Ino e sua gravidez complicada.

Antes de ir embora de verdade, o Nara olhou uma última vez para dentro da cabana. Em seus braços Ino viu que a luta estava séria e acirrada. Era impossível dizer ao certo quem estava se saindo melhor, e isso a deixou em maior pânico ainda, tentava falar, mas não conseguia.

Tentou de todas as formas pedir para o amigo ajudar o loiro. Informar que não tinha sido sequestrada pelo mesmo, mas sim salva das mãos do Kazekage doente. E quanto mais força fazia para se expressar, mais delirante se via. Quase inconsciente.

Sabia que era apenas fruto do medo, do nervosismo por deixar seu amado Deidara com Gaara, em desvantagem pelos golpes que havia sofrido de graça enquanto estava incapaz de se mover. Tentou se acalmar, tentou respirar...mas tudo foi em vão. Com tanto esforço tudo o que conseguiu foi desmaiar de vez.

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– Foi sério Shikamaru. – Ino pode ouvir a voz amiga ecoar, ainda sem força para abrir os olhos. – É a segunda vez que Ino demonstra que o estresse afeta a gravidez dela, e desta vez chegou a ter sangramento.

– Eu disse que não era para ela ir nesta missão, Sakura. Mas o Naruto escuta alguém? – Ouviu agora a voz de seu amado amigo, ele tinha um tom preocupado no timbre.

– Vai ter que ouvir depois desta, eu estou proibindo Ino de sair em missões, de trabalhar e de sofrer com fortes emoções. É este o meu parecer médico, ou este bebe dela pode não nascer. Vou no laboratório ver se o exame de sangue dela já está pronto.

– Espera Sakura-chan, tem algo que eu quero te contar. – ele disse, e depois do que pareceu o tempo certo para ela parar e olhar para ele, continuou. – Quando Gaara veio me dizer que ela tinha sido levada, eu não acreditei em um primeiro momento..sei lá achei que ele poderia ter colocado ela dentro do garrafão de areia dele e ele mesmo estivesse a sequestrando, e no meio de uma discussão eu disse para o Suna que o filho de Ino era meu. Isso pode se tornar algo sério, porque ele não vai desistir da Ino fácil, mas o que eu preciso que você saiba é que...

– Eu confio em você, Shikamaru. Não importa o que aqueles irmãos malucos digam ou façam, eu sei que você e Ino são como irmãos. Sei que não é seu, e admiro a amplitude de toda essa amizade. Eu vou no laboratório e já volto. – disse, e após o barulho estralado de um beijo rápido, Ino ouviu passos cada vez mais distantes.

– Pode para de fingir que ainda está dormindo agora. – Ino ouviu a voz do Nara.

– Só não queria interromper. Eu tinha dito para você não ser louco e assumir este filho. – Rebateu, sobre o que tinha escutado.

– Você e seu ex complicado não me deixaram com muita opção. – Respondeu.

– Desculpe. Minha glicose estava baixa demais e Gaara quis se aproveitar disso. – Ela disse. – Espero que Deidara o mate mais uma vez, e que esta seja definitiva.

– Ele tentou... – Fez um sinal com as mãos para evitar a palavra estupro – Mais uma vez? – Perguntou e Ino respondeu com um aceno positivo com a cabeça. – E o Akatsuki estava ali de bobeira e resolveu fazer uma boa ação? – Perguntou com toda ironia.

Ino ruborizou e mordeu os lábios antes de apenas confirmar com a cabeça. Queria pedir para Shikamaru voltar lá e garantir que Deidara ficasse vivo, mas não podia.

– Gaara conseguiu descer mais baixo do que o assassino rank-s da Akatsuki que o matou uma vez.

– Vocês pareciam bem íntimos naquela cabana. Como você disse que era o nome dele? – Perguntou o Nara, assumindo um tom mais sério, Ino percebeu que ele estava tentando chegar em algum lugar e sentiu seus olhos esquentarem de choro ao perceber exatamente aonde ele queria chegar.

– Shikamaru... – Choramingou sem ter vergonha de chorar na frente do amigo, mas ele era inteligente demais para perder a linha de raciocínio.

– Você sabia que a ANBU está em alerta nestes últimos dias, por sinais e avistamentos do Akatsuki de Iwa pelas redondezas da nossa vila, Ino? Você não saberia me dizer por acaso de qual vila o Akatsuki anormalmente bonzinho que te salvou pertencia?

– Shikamaru, por favor pare...

– Do que? Da forma como você está chorando parece até que eu estou te acusando de traição, por ter contato com um inimigo direto de Konoha. Ino no que você estava pensando? Me diz?

– Não se manda no coração Shika.. – Ela disse num quase sussurro, entrando em uma onda de pranto profundo. – Eu sei que é traição, nós...

– Hey! – Ino foi interrompida por Sakura que havia retornado com os exames de Ino. – O que eu disse sobre emoção estresse Shikamaru-kun?

– Me desculpe, Sakura-chan. Eu estou de saída, vou em casa tomar um banho... – Disse no automático, saindo do quarto, Ino tinha lhe dado informação demais para pensar.

– Shikamaru! – Ino disse em um quase grito, tentando se levantar da cama de hospital em que estava, mas fora prontamente impedida por Sakura. – Shkamaru, por favor não permita que o pai do meu filho morra. Onegai. – Gritou por fim, deixando-se levar pelo desespero do sono.

– Ino, vou ter que te fazer dormir. Depois que você acordar mais calma vamos conversar sobre o seu bebê. – Disse a rosada se adiantando em sua direção com as mãos brilhantes de chakra.