Discleimer: Inuyasha e Cia. Não me pertencem, mas a história sim.

Comer dá sono e dormir da fome.

Projeção astral.

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Sigam a menina branca.

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Inuyasha caminhava de um lado para o outro em seu quarto, resmungando "Quarenta dias" sem parar, igualzinho a uma baratinha tonta.

_Será que pode parar de andar sem parar pelo quarto? – reclamei com Inuyasha – Esta me deixando maluca!

_Mas já se passaram três dias e nós ainda não temos a mínima ideia do que possa ser sua divida, então acho que é uma boa hora para se entrar em pânico! – ele levantou o olhar para me ver – Aliais é a sua vida que esta em jogo, porque esta assim tão calma?

_Sabe quando você esta fazendo uma prova muito importante e de repente te dá um branco? – perguntei.

_Sei, mas o que isso tem haver? – perguntou-me inquieto.

_É que não adianta você ficar nervoso porque aí só vai te dar mais branco ainda, o melhor é ficar calmo. – desci lentamente até pousar no chão a frente dele – Se você ficar calmo tem mais chances de lembrar o que se esqueceu. Entendeu?

_Não, por isso vou entrar em pânico por nós dois!

Ele me atravessou e voltou a andar pelo quarto num estado de completo pânico, eu suspirei e saltei para o ar de novo e fiquei olhando-o, e enquanto ele fica todo nervoso eu penso com mais calma, e tento desfazer esse branco que me deu na cabeça, logo depois que entrei em coma, espere um pouco, eu disse branco?... É claro!

Por isso o mundo branco, porque quando eu entrei em coma eu me esqueci de tudo, exceto de Inuyasha, minha mente ficou em branco, agora sim isso faz sentido, como eu não percebi isso antes? O mundo branco na verdade era a minha mente, porque minha própria mente estava em branco!

De repente Inuyasha parou de andar.

_A promessa! – exclamou me olhando – Kagome promessa é divida!

_O que? – perguntei confusa.

_Talvez a sua divida seja cumprir a promessa que me fez!

Pisquei, ei ele tem razão!

Afinal Kanna me disse que Inuyasha talvez pudesse me ajudar, estão talvez seja por isso, porque o que me prende ao plano astral seja a promessa que fiz a ele, lentamente eu fui descendo até voltar a pousar a sua frente.

_E qual foi?

_Qual foi o que?

_A promessa que te fiz.

_Não me diga que ainda não consegue se lembrar. – Ele cerrou os olhos.

_Tá eu não digo. – desviei o olhar – Mas é verdade, eu não lembro mesmo.

_Kagome! – ralhou-me.

_Ei eu também não lembro o nome da minha mãe! – tentei defender-me. – Mas você vai dizer ou não o que foi que eu te prometi?

Ele bufou totalmente contrariado e cruzou os braços.

_Você me prometeu que não morreria.

Eu pisquei.

_E como você espera que eu cumpra isso?

_Eu sei lá! – ele jogou os braços para o alto. – Só estou dizendo o que você me prometeu!

_É ajudou muito! – girei os olhos – Agora eu vou até o meu corpo e dizer: ei eu não posso morrer, porque eu prometi, ao Inuyasha que não vou morrer!

_É uma boa ideia. – ele concordou.

_Tanto estresse deve ter te deixado maluquinho. – Suspirei. – Inuyasha eu não posso falar com meu corpo e dizer para ele não morrer, porque eu não estou lá! Seria como se você dissesse ao seu reflexo para não te imitar.

_Vamos Kagome. – chamou-me saindo do quarto – Não custa nada tentar.

_Mas...!

_E anda logo que senão o horário de visitas acaba.

Resmunguei um protesto indignado, mas fui voando atrás dele e acabai alcançando-o no elevador. Enquanto estávamos a caminho do hospital eu percebi que Tókio é uma cidade com muitos fantasmas, como eu não percebi isso antes eu não sei.

_Inuyasha eu não se isso vai dar certo. – falei quando nos aproximávamos do hospital – Porque eu realmente não me lembro de ter feito essa promessa a você.

_Então você saber que fez a promessa já vai ter que bastar. – me respondeu.

Nós devemos ter levado cerca de uma hora para chegar ao nosso destino, um pouco mais, um pouco menos, sei lá eu não tenho exatamente a melhor noção de tempo do mundo.

Na recepção agiram como se já conhecessem Inuyasha, o que é provável considerando o número de vezes que ele vem aqui.

_Fazia algum tempo que ele não aparecia por aqui, achei que tivesse desistido. – ouvi uma das recepcionistas falar para a outra.

_Desistido? – a outra perguntou – Esta na cara que ele a ama, é claro que nunca vai desistir.

Meu corpo deve estar bem vermelho há esta hora. Estas recepcionistas fizeram um mau juízo de Inuyasha, ele vem aqui tantas vezes que elas acham que ele me ama, mas não é nada disso, ele só vem me visitar por... Culpa.

Sem coragem para encarar Inuyasha, que não havia ouvido nada, eu desviei o olhar, e acabei me deparando com um fantasma. Um senhor com aparentemente a mesma idade que meu avô estava parado no corredor do hospital usando um antiquado terno marrom com o olhar fixo em seu relógio de bolso, sua pele era branca feito giz e seus olhos vazios e opacos, os cabelos dele estavam tão brancos quanto algodão. E quando ele nos viu passar, levantou o olhar e me disse:

_Eu não posso partir, não sem dizer a minha filha que a perdoei, eu não posso partir.

E enquanto nós andávamos eu via mais e mais espíritos, engoli em seco, pensando que se eu não conseguisse acordar logo, eu iria acabar me tornando uma deles.

_Tókio é uma cidade deserta em relação a espíritos se a compararmos com Hiroshima. – dei um pulo de susto ao ouvir a voz de Kanna e deparei-me com ela assim que virei-me – Você já foi a Hiroshima Kagome?

_Não eu... Nunca fui a Hiroshima. – respondi.

_Eu já, nas férias do ano passado com Kagura, e a cidade de Hiroshima é uma cidade povoada de espíritos atormentados, muitos deles nem sequer sabem que morreram.

_A bomba de Hiroshima. – eu concluí.

Kanna virou-se e começou a se afastar.

_Venha comigo Kagome, quero te mostrar algo. – e me olhou por cima dos ombros – Traga Inuyasha também, eu prometo que é importante.

Então ela dobrou o corredor e desapareceu. Virei-me para dizer a Inuyasha que precisávamos seguir a menina branca, mas ele também havia desaparecido, suspirei, mas que legal agora eu estou perdida, só pra variar.

Decidi seguir o caminho pelo qual Inuyasha e eu íamos antes, se ao menos eu tivesse gravado o número do meu quarto... A pior parte é que eu nem sequer posso pedir ajuda a alguém. Dobrei em um corredor à esquerda, depois de novo à esquerda e então à direita, subi uma escada e... Encontrei-me completamente perdida, todos os corredores parecem iguais.

De repente, me veio uma ideia à cabeça. Olhei para a parede a minha frente e corri, atravessei-a como já era esperado, e entrei em um quarto totalmente aleatório, mas não parei, continuei correndo e correndo, entrando e saindo de quartos, até que finalmente consegui sair do hospital. Dei um suspiro de alivio e comecei a rodear o hospital a procura de meu quarto, pelo menos o andar eu sei qual é.

_Aqui esta!

Comemorei quando finalmente achei meu quarto no exato momento em que Inuyasha entrava, fechando a porta ao passar.

_Você não estava logo atrás de mim? – perguntou quando me viu entrar pela janela.

_É que eu me perdi um pouquinho. – respondi atravessando minha cama e passando por ele – Agora vem comigo, temos que achar Kanna.

_O que? Por quê? – perguntou sem entender – Nós viemos aqui para você acordar, e não para seguir fantasmas de garotinhas!

Virei-me indignada para ele.

_Inuyasha você já esperou por dois anos para que eu acorde, será que não pode esperar mais alguns minutos? – disparei – Não vão desligar meus aparelhos hoje, e a Kanna é uma garotinha amável que não merecia morrer como morreu. Desde o inicio ela só fez me ajudar. – comecei a contar nos dedos. – Foi ela quem me ensinou a voar. Ela tentou me impedir de entrar na escola e te ver com aquela nojenta da Kikyou. E ela me disse como acordar. Então se a Kanna me pediu que a seguisse, porque é importante, eu vou segui-la! Agora o que eu quero saber é: Você vem comigo ou não?

Logo além de nós meu o painel de um dos aparelhos demonstrou que meu ritmo cardíaco havia acelerado levemente.

_Como ela morreu? – Inuyasha sussurrou franzindo o cenho.

_Isso não importa! – balancei a cabeça e voltei a perguntar: – Você vem comigo ou não?

Inuyasha olhou para trás, parecendo hesitar.

_Inuyasha? – Voltei a chamar.

_Tudo bem, nós vamos. – ele decidiu, e apontou para o relógio na parede – Mas vamos rápido, o horário de visita acaba em vinte minutos. Fui claro?

Acenei afirmativamente com a cabeça e saí do quarto, Inuyasha veio logo atrás de mim.

_E então, onde ela esta? – perguntou-me.

_Hã... – olhei de um lado para o outro a procura de Kanna, mas não a avistei. – Vamos fazer o caminho de volta, e talvez a encontremos.

_Talvez?

Ele ressaltou, mas eu fiz de conta que não escutei e comecei a andar, com ele logo atrás de mim, nós dobramos um corredor aqui e outro ali, nós já íamos dobrar a esquerda, quando ouvi um "psiu" vindo da direita, e lá estava Kanna segurando o espelho com uma mão, e fazendo sinal para que eu a seguisse com a outra.

_Ali esta ela! – apontei.

_Não vejo ninguém. – ele retrucou.

_É porque ela é um espirito Inuyasha, e você não é sensitivo, então não pode ver essas coisas, eu por outro lado sou quase um espirito, então posso vê-la. – expliquei indo em direção a Kanna.

_Mas eu posso ver você.

_Só que comigo é diferente. – retruquei lembrando-me da linha invisível que Kanna disse me ligar a Inuyasha.

Nós seguimos Kanna pelos corredores, embora Inuyasha ainda não estivesse muito certo sobre seguir alguém que ele não podia ver, de qualquer forma ela parecia conhecer muito bem o local, às vezes eu até a perdia de vista, ai ela voltava para me indicar à direção, mas francamente aquele lugar era um labirinto, então ela entrou no elevador.

Como nem eu nem ela podíamos tocar os botões, Kanna pediu a mim que dissesse a Inuyasha o andar que ele deveria apertar.

_É por aqui. – ela indicou o caminho. – Diga a Inuyasha que não faça barulho.

_Ela quer que você fique quieto. – transmiti o recado.

Inuyasha fez cara feia, mas mesmo assim nos seguia, passávamos por salas que não pareciam ser quartos de pacientes, então paramos em frente a uma porta de madeira maciça, onde havia uma plaquinha na qual se podia ler "DR. Onigumo.".

_Nós duas vamos entrar. – me disse – Inuyasha fica aqui fora e coloca o ouvido na porta.

_Encoste o ouvido na porta, nós vamos entrar. – me sinto um pombo correio.

_Eu não sou nem um bisbilhoteiro! – ele sussurrou. – Não vou ficar ouvindo atrás da porta!

_Então olhe pelo buraco da fechadura. – girei os olhos.

Kanna segurou a minha mão, e juntas nós atravessamos a porta. Do outro lado havia um escritório bem grande, com uma mesa redonda para reuniões, com no mínimo quatorze lugares, uma televisão de plasma na parede, janelas que ocupavam toda a parede oposta e uma mesa logo na frente das janelas.

Um homem de jaleco branco estava sentado na mesa em frente às janelas, e havia duas garotas de cabelos escuros de frente para ele e de costas para nós, ele franziu o cenho quando a televisão começou a chiar, e as luzes piscaram.

_Nós seres extra corporais geramos campos magnéticos. – disse-me Kanna olhando para a televisão que chiava – E isso acaba causando certa interferência nos aparelhos terrestres.

_Droga de sinal. – resmungou o homem mudando de canais, algumas estavam melhores que as outras embora todas estivessem cheias de chuviscos – Nunca se tem um bom sinal neste hospital.

_Tio Naraku, se concentre! – disse uma das garotas, cuja voz estridente me fez sentir um arrepio na espinha, como se alguém lentamente descesse um cubo de gelo por ela. – Você disse que iria conseguir convencer a família daquela... Insuportável, a desligarem seus aparelhos.

_Sim. – o homem deixou de prestar atenção à televisão para fitar as meninas – Foi exatamente isso o que eu disse.

_Então porque ela ainda esta viva? – enfureceu-se.

_Por pouco tempo. – ele respondeu-lhe – A família quer lhe dar mais algum tempo, antes de desligarem seus aparelhos.

_Você me prometeu que Kagome morreria tio Naraku, me prometeu!

Algo repuxou em minhas estranhas, e eu tive vontade de vomitar, caí de joelhos, tremendo, pois havia reconhecido a dona da voz que exigia a minha morte: Kikyou.

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Este cap. Está pronto desde o dia 24/03, legal né? Finalmente estou começando a me organizar com as Fanfic's! ^^

Aposto que por essa ninguém esperava!

Desculpe o cap. Curto, mas eu queria parar bem nessa parte!

Respostas as review's:

Priy Taisho: É definitivamente ela não pode se afastar do Inuyasha.

Gabyh: Eu era muito novinha e não me lembro de muita coisa do desenho, mas vez ou outra eu vejo um episódio pela internet.

Ah sim, quanto a isso bem que eu tento, mas quanto mais rápido eu tento portar mais eu acabo demorando.