Capitulo XIV
O ataque final
Fazia oito meses que Harry viajava para França, a situação no país francês estava pior do que pensava, acontecia vários ataques a todo momento, o moreno mal tinha tempo de descansar no hotel, vivia a maior parte do tempo em missões perigosas em capturas de comensais que na sua opinião estavam se multiplicando cada vez mais. Teve uma vez que Harry quase foi morto por uma maldição da morte que passo zunindo perto de sua orelha esquerda. E a única coisa que fazia voltar para o hotel depois de uma batalha mortal e cansativa era a esperança de voltar para Londres e ter e ter o perdão de sua ruiva, aquilo que Hermione lhe falará antes de partir não saia de sua cabeça, fazendo com que ficasse acordado maior parte da noite.
Era de madrugada quando Harry finalmente voltou para o hotel em que estava, acabará de duelar com cinco comensais, capturou três, mas os outros dois haviam fugido no ultimo momento.
Harry tomou um banho quente, vestiu seu pijama e deitou na cama de dossel, pegou uma foto de baixo do travesseiro e ficou a admira – lá, a imagem que se movia mostrava Gina e ele, nos tempos de Hogwarts, mais precisamente no seu sexto ano, o moreno a abraçava por trás e dava vários beijinhos na bochecha da garota fazendo-a corar, mas mesmo assim sorria.
"Eu sinto tanto a sua falta, minha ruiva" pensou Harry.
O garoto deu um leve beijo na foto e voltou à guarda – lá novamente de baixo do travesseiro, se virou para o lado e adormeceu cansado.
Enquanto isso em Londres, Gina Weasley estava deitada em sua cama contemplando o teto escuro de seu quarto. Não conseguia dormir muito bem desde que Harry viajou para a França, passava noites em claro pensando em como estaria seu amado. Hermione fez com que entendesse que Cho Chang havia armado tudo aquilo para que se separassem, e que ela cairá como um patinho, a amiga falará que Harry estava sofrendo muito com isso tudo, relatará todas as conversas de desabafo do amigo. Ela então resolveu deixar seu orgulho de lado e conversar com Harry quando ele voltasse.
Gina se levantou da cama e abriu a janela deixando uma leve brisa de primavera passa-lhe pelos cabelos. A garota ficou olhando as estrelas e a lua que brilhavam no alto.
A ruiva se virou lentamente, foi até a sua cômoda e abriu uma gaveta e tirou de lá uma foto, a imagem se movia como toda foto bruxa, ela e Harry ainda estavam em Hogwarts o garoto a abraçava por trás e lhe distribuía vários beijos pela bochecha deixando-a corada, mas ainda sim ela sorria. Gina abraçou a foto com todas as suas forças, como se pudesse sentir Harry a abraçando por trás como na foto, queria sentir o hálito de hortelã, queria sentir os lábios dele nos seus.
"Como eu sinto a sua falta, Harry. Eu sou uma idiota, ele nunca iria me trair" pensou Gina deixando uma teimosa lágrima cair.
A garota enxugou a lagrima em sua bochecha, guardou a foto de baixo do travesseiro e se deitou. Adormeceu logo depois, absolta em pensamentos.
Harry acordou cedo no outro dia, tomou um banho rápido, se vestiu, bebeu seu suco de abóbora matinal e aparatou para o ministério francês.
Assim que chegou ao departamento de aurores foi logo chamado a sala chefe dos aurores, o senhor Jones.
- Entre me rapaz, e se sente.
Harry entrou, sentou e o encarou com o costumeiro sorriso cordial.
- Então qual é a minha missão de hoje? – perguntou com o entusiasmo de sempre.
- Antes que te fale a sua missão, eu tenho que alertá-lo que está operação é extremamente perigosa, se me permite dizer, deve ser mais perigosa do que qualquer outra que já tenha enfrentado nesses anos de auror. – falou Jones com certa repreensão na voz.
- Senhor eu não tenho outra opção, é o meu trabalho, não posso fugir dele. – falou Harry sério.
- Tem toda razão meu jovem, a sua missão consiste no ataque final. – falou completamente misterioso.
- No ataque final, mas já? Então encontraram? – perguntou Harry surpreso.
- Nós encontramos a sede dos comensais, então você vai ter que entrar no local e apanhar o líder que se chama Lord Sutch. O seu batalhão já foi organizado. – falou Jones lhe entregando um pergaminho com vários nomes de aurores escalados para essa operação.
- Então já posso fazer a operação hoje? – perguntou Harry fazendo menção de se levantar.
- Sim o mais rápido possível. – falou Jones com um breve sorriso.
Harry saiu da sala e se encaminhou para a sala dos aurores.
- BOM DIA PESSOAL! – gritou Harry sobrepondo sua voz aos dos burburinhos.
Todos se calaram imediatamente.
- Bom dia Harry então qual vai ser a missão de hoje? – perguntou um rapaz loiro no fundo da sala ampla e lotada.
- Então Joe, eu acabei de vir da sala do senhor Jones e me disse que chegou a hora do ataque final.
- Já? Eu pensei que demoraria mais uns três meses até atacarmos. Então vai ser hoje? – perguntou Joe.
- Vai ser hoje sim, ao anoitecer, nós vamos atacaremos o Lord Sutch. Aqui está a lista de aurores classificados para essa operação. – falou Harry com um pergaminho nas mãos.
Harry chamou os nomes dos aurores que se juntaram a ele.
- Eu quero que vocês treinem feitiços de desarmamento, impedimentos e estuporantes. Escudos também servirão muito. Às seis horas de hoje, quero que se apresentem no saguão do ministério. – falou Harry.
Em Londres...
Gina acordará cedo, não estava se sentindo muito bem, mal pregará o olho na noite anterior, sentia seu coração apertar como se algo estivesse acontecido ou estava para acontecer. Ficou trancada no quarto esperando que aquela dor que a incomodava parasse, tinha que parar, tinha um jogo importante ás seis horas e não podia faltar.
França...
Já era cinco e meia da tarde, Harry andava de um lado para o outro preocupado, havia passado a tarde toda elaborando e revendo esquemas de invasão, não queria colocar nenhuma vida em perigo mortal, já bastam todos que morreram na guerra contra Voldmort. Quando pode avistar i por do sol, os recrutas começaram a chegar. Harry esperou alguns minutos, quando viu que todos haviam chegado, falou:
- Espero que todos aqui tenham treinado. E também tenho que alertar que essa missão é extremamente perigosamente, então vocês tem o direito de desistir.
O moreno esperou um instante olhou todos os rapazes a sua frente, nenhuma desistência.
- Ótimo. Fico surpreso que não tenham medo de enfrentar o perigo. O plano é o seguinte... Como eu sou o que matou Voldmort, eles vão vir pra cima de mim, eu sou o principal alvo deles. Então peço que saiam da frente quando quiserem me pegar, eles não vão ter dó alguma de matá-los.
- Mas senhor Potter... – falou um ruivo.
- Sem mais, eu sou o comandante dessa operação e se eu estou falando pra saírem da frente vocês vão obedecer. E se já estão todos prontos peço que aparatem junto comigo.
Todos aparataram de frente a uma grande construção, nuvens negras pairavam sobre o local dando a ele um aspecto não muito agradável. Três aurores ficaram de guarda nos arredores da área e os outros entraram cautelosamente, imobilizaram dois comensais que estavam de guarda nas portas principais.
- Quero grupos de dois, e vasculhem a área, se encontrarem alguma coisa me comunique rapidamente. Joe venha comigo. – falou Harry num tom perto de um sussurro.
O loiro se encaminhou até Harry.
- Fique com a varinha em posição de ataque, fique atento a qualquer movimento. – falou Harry a Joe.
O garoto empunhou com força a varinha a sua frente. Os dois rapazes entraram por um corredor escuro, enquanto os outros se dispersavam em direções opostas.
- Lumus. – murmuraram os dois e as pontas de suas varinhas se acederam imediatamente.
Depois de andarem por um longo tempo pelo corredor silencioso e escuro, eles escutaram um grito vindo ao longe, e depois duas explosões de feitiços fazendo com que as paredes tremessem.
- Eu acho que fomos descobertos. Corre Joe! – gritou Harry.
Os garotos começaram a correr pelo corredor que parecia não acabar, de repente eles puderam sentir vários feitiços passarem zunindo perto de suas cabeças.
- ESTUPEFAÇA! – gritou Harry apontando a varinha para trás.
Ele pode ouvir alguém gritar de dor, acertará um.
- IMPEDIMENTA! – gritou Joe acertando um comensal em cheio na barriga.
Eles entraram em um grande saguão escuro e Harry murmurou "lumus máxima" e a ponta de sua varinha refletiu uma luz imensamente forte. Eles de viraram para ver onde estavam e a única coisa que Harry viu antes de sentir uma dor excruciante e cair de joelhos foi um par de olhos flamejantes na escuridão.
- Harry o que foi? – perguntou Joe se agachando para aparar a queda do amigo.
Ele ajudou Harry a se levantar, mas escutou uma voz fria e cortante.
- AVADA KEDAVRA!
O garoto loiro cai duro no chão de pedra escura, o corpo pálido totalmente sem vida.
Harry levou algum tempo para perceber o que se passará. No segundo anterior estava sendo levantado do chão pelo amigo, no outro o rapaz estava caído no chão morto.
- NÃO! - gritou Harry se ajoelhando ao lado de Joe. – POR QUÊ?... Apareça, eu sei que você quer me pegar, porque matei o seu chefinho cara de cobre, então pare de matar os outros, me enfrente seu covarde!
Um vulto negro saiu da escuridão, o homem tirou o capuz preto que cobria-lhe o rosto, seus cabelos eram de um castanho bem claro, olhos flamejante, quase iguais aos de Voldmort, que brilhavam de ódio, o olhava fixamente, seus lábios finos formavam uma espécie de sorriso sarcástico. O Lord Sutch ainda mantinha a varinha apontada para o corpo inerte de Joe caído no chão.
- É um prazer conhecê-lo Potter, há tempos ansiava a sua presença vejo que trouxera companhia, sabe de uma coisa, eu odeio companhia. Levante-se Potter para eu poder vê-lo, Voldmort me falou muito sobre você. Eu disse LEVANTE-SE! – gritou Sutch apontando a varinha para o garoto fazendo-o se levantar a força.
- Você tem mesmo os olhos de sua mãe Harry, mas também se parece muito com seu pai Tiago, sabe eu tive o prazer de torturar a sua querida mãe sangue-ruim, Lilian Potter, mas quando ela estava perto de suplicar a morte, seu pai apareceu num ato heróico e a salvou. – falou Sutch.
- Como se atreveu. ESTUPE...
- Crucio! – gritou Sutch apontando a varinha para Harry.
O garoto caiu no chão e se contorceu de dor todos os seus músculos e ossos queimavam. E de repente a dor parou, ele sentiu algo quente escorre-lhe pelo rosto, levou à mão a testa e viu que sua cicatriz estava sangrando como da outra vez. Harry se levantou com dificuldade, apontando a varinha para Sutch.
- IMPEDIMENTA! – gritou Harry.
Sutch foi arremessado contra a escuridão do amplo saguão, o garoto pode ouvir ele se chocando com a parede de pedras da sala.
- Você vai se arrepender de ter feito isso, Potter! AVADA KE... - falou saindo da escuridão.
- EXPELLIARMUS! – gritou Harry.
Mais uma vez Sutch foi lançado do outro lado do saguão.
- O Lord das trevas tinha razão, Potter, O seu expelliarmus é muito bom. Mas chega de brincar. CRUCIO!
Harry caiu no chão novamente de contorcendo de dor, sua cabeça iria explodir a qualquer instante. O garoto não soube quanto tempo ficou ali no chão com aquela dor horrível que fazia com que seus ossos pegassem fogo, mas teve uma hora em que parou e ele pode respirar novamente.
- CRUCIO!
A dor voltou mais uma vez e isso se repetiu por mais cinco vezes. Harry estava da beira da loucura, preste a implorar que o matasse, mas não podia morrer assim, não depois de tudo, não podia morrer antes de declarar o seu amor a Gina.
Quando a dor parou novamente, ele reuniu forças e rolou para a escuridão do saguão.
- Apareça Potter, apareça para que eu possa matá-lo. AVADA KEDAVRA! – gritou Sutch apontando sua varinha para onde Harry havia sumido.
Harry correrá para longe do lugar onde havia rolado. Tinha que pensar rápido. Como Hermione fazia falta numa hora com essa. Harry pensou mais um pouco, era isso, Hermione, a amiga havia ensinado um feitiço muito poderoso, que derrubaria até um gigante, mas era muito perigoso, poderia ocorrer um esgotamento mágico e físico, levando o usuário em coma temporário. Mas tinha que tentar, tinha que se sacrificar mais uma vez.
Harry saiu da escuridão, sua expressão era séria e determinada, ele apertou com força a varinha entre os dedos.
- Estava me procurando Sutch? – perguntou Harry aparecendo por trás do homem que se virou um pouco assustado.
- Hum, que bom que apareceu meu caro Potter, apareceu para morrer. AVADA...
Harry agiu rapidamente, o garoto ergueu a varinha para o alto, fechou os olhos e se concentrou, mandou toda a sua energia espiritual e mágica para a ponta de sua varinha que agora brilhava intensamente. Uma aura prateada o envolveu, por um momento, todo o seu poder mágico sendo sugado pela varinha, saindo de seu corpo. Por um momento pensou que ia desmaiar e morrer ali mesmo, mas não podia, tinha que lutar.
- AVADA DESTRUTION! Gritou Harry com toda a sua força, apontando a varinha.
O feitiço atingiu em cheio Sutch que explodiu. Harry ficou admirando o espaço onde o Lord havia desaparecido no ar. De repente sentiu seu corpo tremer completamente, deixou a varinha escorrega-lhe pelos dedos, sentiu a sua cabeça girar e uma dor horrível tomou todo o seu corpo. Harry despencou, batendo o joelho com força no chão escuro e cheio de sangue, sentiu seu joelho quebrar.
Harry estava ofegante, sua respiração falhava, a dor que sentia era terrível, uma dor continua e terrível. O garoto não agüentou mais e desmaiou. Mas antes viu um flash de luz e uma garota ruiva caindo de uma vassoura.
Nota da autora: Oi pessoal, e ai o que estão achando da fic? Não deixem de mandar Review
J.R.A.: Obrigado mesmo pela review, importa muito pra mim que você tenha gostado, e importa mais ainda que tenha se emocionado, é realmente muito gratificante saber que tenha pessoas que gostam do que escrevo. Também sou super fan de Harry e Gina, acho que o casal mais lindo de HP, e de todos. E fico mais feliz ainda que você seja de Goiânia, é muito difícil encontrar alguém da sua cidade que goste de Harry Potter como eu.
E claro que podemos nos encontrar, mas eu queria te conhecer melhor, e se você tiver MSN ou Orkut, me mande, e ai podemos conversar.
Eu te apoio completamente em escrever uma fic, se você escreve bem, não vale à pena tentar, se quiser eu posso que ajudar a ter idéias e tudo o mais.
Um abração e mais um vez obrigado.
