Notas da Autora

A Red Ribbon prossegue com um de seus planos, ao reunir jovens guerreiros...

Um dos grupos responsável por isso encontra Kuririn e...

Enquanto isso, nas Terras do príncipe Christopher, os empregados sofrem, pois, Chichi é simplesmente infernal.

Capítulo 14 - Princesa demônio

- A Red Ribbon está contratando guerreiros, preferencialmente jovens, para fazerem parte do seu exército. Inclusive, quanto mais poderoso o guerreiro for, melhor patente ele pegará. Além disso, irá ganhar uma quantia de dinheiro considerável.

- Nossa! Isso é excelente! Com certeza terá missões para matar alguém.

- Sim! E inclusive, pode conseguir escravos, também, se desejar.

- Sério? Eu adoraria ter um harém de escravas... – ele comenta, enquanto imaginava o seu harém.

- Muitos de alta patente já possuem haréns. Acredite.

- Não sei se iriam me aceitar... Sou velho, apesar de ser um mestre.

- Eu acho que não... Ouvi dizer que estão contratando guerreiros jovens, até uma idade específica.

- Chaouz não vai conseguir... Mas, tem Tenshinhan. Acredito que ele vai adorar saber que pode ser um assassino, aprendendo técnicas de assassinato, acabando por se aprimorar, além de conseguir um alto posto, tendo muitas regalias.

- Seria um começo excelente, se ele deseja seguir os meus passos.

Então, eles passam a conversar outros assuntos, enquanto o jovem continuava lá fora, fazendo os exercícios ordenados pelo seu sishio, com Chaouz o incentivando, como sempre fazia, além de ser o seu único amigo naquele local.

Distante dali, na mansão do príncipe Christopher, Chichi havia acabado de sair da jacuzzi e usava um roupão de banho, sendo que Sayuri estava no quarto, de pé, segurando as roupas dela no braço, enquanto sentia os pés e braços doendo, por segurar, sendo que em segredo, se sentou na beirada da cama, por algum tempo, para descansar os braços e pés, aproveitando que ela estava no banho, pois sabia que ela não iria gostar de vê-la sentada na cama, pois, a havia mandado ficar de pé, enquanto ficava quase que duas horas na imensa jacuzzi ortogonal de detalhes dourados.

- Criada, me ajude a me trocar.

- Sim, Chichi-sama. – ela fala respeitosamente, pois, aprendera as regras no castelo.

Então, enquanto ajudava a garota a se vestir, se lembrava de quando foi informada pelo príncipe Christopher, que ela seria a criada pessoal de Chichi, por terem a mesma idade, do que uma criada mais velha, esperando ingenuamente, que assim, a princesa tivesse companhia da mesma idade para conversar.

Sayuri controla um riso amargo, pela ingenuidade do príncipe, assim como cegueira e surdez que ele se encontrava, em relação a princesa.

Além disso, a seu ver, o mais sensato e lógico, era contratar uma criada mais experiente e que fez curso para isso, pois, saberia atender melhor do que ela, os caprichos da princesa, assim como aturá-los, sendo que precisou aprender rapidamente, no dia a dia, enquanto ouvia reclamações diárias, várias vezes ao dia, da princesa Chichi sobre tudo, inclusive do tempo, como se a reclamação dela pudesse mudar algo.

Frente a todas as reclamações, muitas destas descabidas, o ouvido de Sayuri latejava, pois, tinha dias que ela estava especialmente irritada, ao ponto de criticar o fato que o prato estava no local errado, além de sempre tratar asperamente os criados, como se fossem lixo, sendo que os mesmos se dedicavam a esmerar seus serviços para ela, em nome do respeito e intenso carinho que tinham com Christopher, assim como medo, conforme o mesmo surgia em seus rostos e coração, perante a presença dela.

Havia várias reclamações, como o fato do sol estava quente demais, que o vestido estava longo demais, que o chá estava muito frio, sendo que estava quente, que os biscoitos estavam com uma aparência estranha, só porque estavam tortos na borda, sendo que a cozinheira tinha que aguentar a reclamação da jovem, para que o Chef de renome regional, não se irritasse com a princesa, como aconteceu com o anterior, assim como ela, Sayuri, era obrigada a ouvir, normalmente, quando alguma coisa que a princesa desejava, não fosse cumprido, assim como itens que não estivessem no local que ela queria e demais assuntos, já que a servia, pessoalmente.

Já, os demais empregados, também enfrentavam o descontentamento diário de Chichi, assim como ira, pois, o que eles faziam, nunca estava bom.

E uma vez, quando Sayuri tentou explicar, respeitosamente e em um tom humilde para ela que o vestido que a princesa criticava, pelo fato de ter babados, sendo que ele era feito para ser usada com os mesmos, ela levou um tapa na cara, silenciando-a, imediatamente, pois, Chichi já estava demasiadamente irritada desde que o dia amanheceu, como usualmente acontecia.

O motivo de não falar nada ao príncipe, foi porque ele parecia surdo, relevando tudo que Chichi fazia e a jovem percebeu que ele estava cego de amor e seria o típico capacho dela, uma vez que anunciaram um noivado de seis anos, até que tivessem idade para casar.

Portanto, a ordem era que ela fosse tratada como senhora do castelo, assim como ele, sendo que os empregados falavam entre si que ela era um demônio perverso e igualmente maligno, que enfeitiçou o príncipe, escravizando-o, fazendo-o perder qualquer crivo de razão ou discernimento e isso era lamentável para muitos, pois tornou a vida no castelo, outrora maravilhosa e igualmente harmoniosa, com respeito e amor mútuo, em um ambiente horrível, onde tinham que lidar com os caprichos injustos e absurdamente mimados daquela que era dona do coração do príncipe Christopher, que também era absurdamente geniosa.

Frente a tudo isso, Sayuri estava prevendo quando os empregados iriam começar a se demitir, pois, Chichi era simplesmente infernal.

Após o tapa na cara, não tentou mais explicar nada e aprendeu a ficar surda as reclamações da jovem, assim como muda, somente falando quando requisitado.

Inclusive, como se tivesse alguma consideração por ela, Christopher a surpreendeu, quando comprou fones de última geração que eram pequenos e quase imperceptíveis, assim como um aparelho de musica portátil de última geração e igualmente discreto, que ela podia levar no bolso.

Quando a princesa mimada e cruel começava a reclamar, sendo que as reclamações duravam vários minutos, ela ligava discretamente a musica e ouvia, sendo que os fones abafavam eficazmente a voz irritante, além de ficarem perfeitamente ocultos, com a princesa não percebendo que a sua criada pessoal não ouvia uma única palavra de sua língua cruel.

Graças a isso, seus ouvidos não latejavam mais, enquanto permitia-se ouvir uma música clássica para se acalmar, ao mesmo tempo em que a impedia de ouvir a voz irritante dela, assim como os chiliques que ela dava e graças ao fato de ter se sentado, discretamente, sem que Chichi percebesse, instantes antes, a impediu de sentir demasiada dor nos pés e nos braços.

Após ela terminar a reclamação do vestido, que a cor estava desbotada, sendo que havia sido comprado recentemente e que pertencia a uma grife exclusiva e que para agravar, foi comprado por ela mesma, assim como os sapatos encrustados de joias, além dela reclamar, que a maquiagem estava acabando, sendo que ainda havia muita maquiagem e que o sol deveria ter nascido mais tarde para não perturbar seu sono naquela manhã, sendo que as cortinas estavam fechadas, uma vez que Sayuri fechava quando ela ia dormir todas as noites e somente abria as mesmas, quando ela já estava de pé, para não perturbar o seu sono.

Para a jovem criada pessoal, Chichi reclamava de tudo e nada para ela estava bom. Era uma típica princesa mimada, geniosa, arrogante e cruel, que tratava todos como escravos e que tinham que enfrentar agressão verbal e até física, caso ousasse discordar dela. Ela não fora a única a levar um tapa e Sayuri previa quando alguém revidaria, pois, havia um limite inerte a todo o ser humano.

Ao ver que ela ia se trocar, desliga discretamente a música e vai até a jovem para ajuda-la.

- Anda, retardada! O que você é, uma lesma?

- Lamento, hime-sama.

Ela fala humildemente, enquanto se adiantava para troca-la, sendo que os empregados adoravam quando ela, a "princesa demônio", conforme a apelidaram entre si, saía para fazer compras o dia inteiro, já que tinha três cartões sem qualquer limite, sendo que nos shoppings de luxo aonde Chichi ia, com a limusine, era fornecido carregadores que a seguiam pelas lojas, carregando para ela as compras.

Ao pensar nisso, Sayuri imagina o terror que eles vivenciavam, pois, tinham que segui-la, já que eram pagos para isso, sendo que os lojistas e balconistas, também deviam sofrer e muito. Inclusive, sentia calafrios só de pensar nisso, enquanto sentia muita pena deles, pois, enquanto os empregados do castelo descansavam da presença dela, os empregados, assim como vendedores do shopping, enfrentavam o próprio demônio.

Então, após vesti-la, penteia o cabelo dela, suavemente, até que ela fala, com a sua costumeira voz irritada:

- Tome cuidado! Por acaso você é um gorila para ter mãos pesadas, sua lesada?

- Lamento, hime-sama. – ela fala, trincando os dentes, pois, estava sendo suave.

- Tudo isso é culpa do sistema desse castelo, onde vocês tem muita liberdade. Foram anos tratando-os como sendo da família e não empregados, que os levaram a serem desrespeitosos, além de não saberem tratar os seus superiores como se deve.

E assim seguem-se as costumeiras reclamações da princesa e rapidamente, Sayuri liga a música novamente, pois, ela sentia muita vontade de dar um tapa na cara dela, ao ponto das suas mãos tremerem de raiva e desejo.

De fato, tal vontade não lhe faltava.

Porém, por mais que ela batesse nela, a humilhasse e a agredisse verbalmente, suportando tudo com resignação, enquanto ficava aliviada ao ser dispensada a noite, era por causa de sua mãe, que já tinha uma idade considerável, sendo que a teve muito tarde, além de demonstrar uma doença crônica e degenerativa.

Portanto, se saísse daquele emprego, temia não ser capaz de arranjar outro emprego tão bom, sendo que a casa delas era confortável e gozavam de muita liberdade, assim como o salário era bem generoso, além disso, príncipe Christopher havia aumentado o salário de todos, consideravelmente, há alguns meses atrás e acreditava, piamente, que o motivo de tal aumento generoso, era por causa dos atos de Chichi, embora soubesse que quem sugeriu isso e incentivou o jovem príncipe a dar tal aumento, foi o mordomo dele, Douglas, que cuidava dele desde que ele era um bebê.

Por causa disso tudo, desejava manter a mãe o máximo possível na casa e embora o tratamento fosse todo custeado por Christopher, como era com todos os empregados que necessitavam de algum tratamento, fosse a curto prazo ou a longo prazo, ela preferiu se garantir, fazendo uma poupança, pois, se algo acontecesse ao príncipe, duvidava, piamente, que Chichi manteria tal programa, sendo este medo irradiado por todos que dependiam de tal programa que vinha desde o avô de Christopher, uma vez que conheciam a opinião dela sobre empregados terem demasiados "direitos", ao ver dela.

Portanto, juntar dinheiro em uma poupança era o mais seguro, caso tal benefício fosse cortado. Inclusive, por isso, fazia hora extra.

Ademais, conforme a doença avançasse, mesmo tomando medicamentos caros, era inevitável o fato de que, a sua genitora, teria que parar de trabalhar algum dia e por causa disso, Sayuri lutava para juntar o máximo de dinheiro possível, assim como a mãe dela.

Claro, tinha o sonho de ir para uma faculdade, mas, não podia sacrificar a saúde de sua mãe. Por isso, o sonho teria que ser adiado, quando o quadro de saúde dela se agravasse. Por isso, quanto mais dinheiro elas juntassem, melhor, para se precaverem.

Além disso, como estava de férias, a estava servindo diariamente.

Porém, quando começasse as suas aulas, sendo que transferiu para a noite, outra colega iria assumir a sua tarefa e havia mudado para a noite, pois, no final do dia, Chichi estava mais cansada e, portanto, era mais fácil de lidar.

Afinal, não queria que outro sofresse demasiadamente no lugar dela, como era desde que o dia amanhecia.

E como a princesa acordava tarde, ela teria tempo de estudar e fazer a lição na parte da manhã, bem cedo, sendo que se estudasse de manhã, teria que fazer a lição e trabalho no final da noite, um período em que estava cansada.

Portanto, a mudança de horário iria beneficiar tanto ela, quanto a sua outra colega, que assumisse o seu trabalho quando as aulas começassem.

Então, quando terminar de penteá-la, desliga a música e a segue, sendo que os empregados se curvavam para ela e ficam curvados até que ela passasse e conforme andava com seu vestido, simplesmente glamoroso, Chichi começa a criticar um vaso que estava torto e rapidamente, uma empregada que passava no local, pega e ajusta alguns centímetros, até que estivesse bom.

- Agora, saia daqui, sua imprestável! – ela exclama asperamente.

A pobre empregada sai correndo dali, desejando manter uma distância considerável entre ela e Chichi, como se tivesse o demônio atrás dela, o que não era um exagero, ao considerar a princesa como um, enquanto olhava com visível pena para Sayuri, por ter que atura-la o dia inteiro.

- Espero que pelos menos, o café da manhã esteja tragável. Não vou aceitar um lixo de comida, novamente.

Sayuri suspira, discretamente, pois, os pratos eram maravilhosos.

Afinal, era uma chef renomada que dirigia a cozinha do castelo, sendo expert em pratos belos e lindos, assim como gostosos, sendo que a mesa era sempre farta e havia empregados para servir Chichi e Christopher.

Para a sua sorte, a seu ver, ela era dispensada assim que chegava a mesa, pois, seu coração doía ao ver quem amava e a jovem princesa se beijando, apaixonadamente, assim como, quando andavam pelo salão de jantar com as mão dadas, com ele sendo cortês, ao puxar a cadeira para ela, que controlava suas reclamações na frente dele, somente reclamando após eles se separarem, sendo que aquele período era aguardado pelos empregados, que podiam ter alguns instantes de paz, sem ter Chichi ladrando ofensas indiscriminadamente.

Quando chegam à sala de jantar, a princesa a dispensa com um aceno e Sayuri sai.

Porém, não consegue sair a tempo e vê o príncipe dando a mão a Chichi, curvando-se e beijando o dorso da mão da princesa, assim como sorrindo, para depois ambos se beijarem, sendo que naquele instante, o coração da jovem desabava e derramando uma lágrima solitária se afasta da cena, que era um martírio diário para ela, que somente ficava lá, por amor a sua mãe e desejo de cuidar dela em virtude do ótimo trabalho que tinham e pelo fato, que o tratamento estava sendo custeado pelo príncipe e era melhor que assim fosse pelo maior tempo possível.

Por causa disso, ela aturava tais cenas, que somente despedaçavam seu coração, enquanto sabia que teria que superar o que sentia pelo príncipe, o quanto antes, para que seu coração doesse menos.

Por causa da doença, a sua mãe fazia pequenos trabalhos leves no jardim, ajudando os jardineiros, pois, além do salário, queria manter a mente ocupada, pois, se ficasse parada, sofreria e muito.

Portanto, trabalhar no jardim, além de ser uma higiene mental a distraía de sua doença, uma vez que amava jardins floridos e desde menina, desejava cuidar de várias flores, assim como adorava animais, sendo algo em comum que Sayuri tinha com a sua genitora. Ambas amavam a natureza, tanto nas flores, a mata, a água, assim como animais.

Inclusive, o sonho de ambas, sempre foi de morar em um local repleto de natureza e longe da cidade.

Sayuri se afasta dali, mas, não ficaria longe, pois, precisaria segui-la, já que era seu trabalho como criada pessoal, quando Christopher fosse ao escritório verificar documentos, sobre a tutela de seu mordomo e braço direito Douglas, que sempre que podia, protegia os empregados e buscava orientar o jovem, sendo que já havia percebido que o seu jovem patrão estava surdo e cego de amor.

Inclusive, no íntimo, questionava, assim como os demais empregados, se ela não era um demônio disfarçado de humano que lançou um feitiço em seu jovem mestre, frente ao fato de ficar impressionado com a cegueira e surdez dele, frente aos desatinos de Chichi para com os empregados e a mudança no ambiente do castelo, proporcionado por ela, que destruiu tal local, outrora aprazível e harmonioso.

Claro, achava uma ideia surreal.

Porém, em muitos momentos, duvidava que era tão surreal assim.

Há dezenas de quilômetros dali, um grupo de homens observava alguns papéis e um deles pergunta, descrente:

- Tem certeza que tem uma ilha há algumas milhas dessa praia? Voamos de helicóptero e não a encontramos.

- Tem sim. Mas, é bem longe. – o outro homem fala, enquanto ligava para alguém, buscando mais informações.

Então, eles vêem um jovem careca saindo do mar, usando dougi e sapatos, sendo que tinha munhequeiras nos pulsos e um deles olha para Kuririn e depois para a foto, identificando o jovem guerreiro.

- É ele! Que sorte!

Então, eles correm até o jovem careca que se preparava para sair dali.

- Kuririn-san?

Ele para e arqueia o cenho ao ver o grupo de terno e gravata, que se aproximava dele:

- Sim?