N/A: Mais um capítulo, principalmente porque o último foi triste...
Espero que vocês gostem.
Capítulo 14
As meninas perceberam assim que eu cheguei que algo não estava certo. Lydia me encheu para contar o que tinha acontecido, mas eu decidi esperar até Jane chegar para contar a coisa toda. Ela chegava em dois dias e eu não estava a fim de repetir essa história.
As meninas ficaram me olhando como se eu fosse louca, então ficaram preocupadas. Eu garanti que estava tudo mais ou menos bem e que queria esperar a Jane.
Jane chegou radiante da França. O projeto tinha sido um sucesso e a chefe dela queria leva-la para mais um do tipo no norte da Inglaterra até outubro.
Eu dei uma olhada para a alegria de Jane e comecei a chorar. Mary perguntou se eu estava usando drogas.
Eu não queria desanima-la, mas senti que precisava explicar tudo, contar o que acontecera, principalmente porque eu ia explodir e precisava compartilhar com alguem.
Então eu sentei as meninas e contei tudo o que aconteceu no casamento. A única coisa que ficou de fora foi tudo referente ao George. As meninas não chegaram a conhece-lo (só a Jane, e bem brevemente) e essa parte era muito pessoal para o Darcy, então eu não queria espalhar.
Mas eu falei tudo. Desde o dia que cheguei, as pistas do Fitz (que agora eu me toco estava tentando me empurrar para Darcy), até o beijo, a confissão e a carta.
Foi péssimo.
-Meu deus. –Lydia falou levando as mãos a boca –A culpa é minha.
-Não. –eu falei na hora –A culpa não é de ninguem. Darcy não tinha o direito de julgar o que estava acontecendo. Ele não nos conhecia direito. Charles levou na brincadeira e a Jane também.
-Isso é verdade. –Mary ofereceu –Se os dois principais interessados não estavam incomodados, ele não tinha que meter o bedelho.
-Aliás, isso resume o problema inteiro. –Kitty palpitou –Ele e Caroline meteram o nariz no assunto dos outros. E Charles é um bundão que...
Mary deu uma cotovelada em Kitty e todas ficamos em silêncio. Jane ainda não tinha dito nada. Eu ia deixa-la ler minha carta mais tarde, porque eu confiava na discrição dela.
-Jane? –eu chamei com cuidado.
Ela suspirou e virou-se para todas nós.
-Eu agradeço todo o apoio que vocês me ofereceram todo esse tempo. –ela começou –E obrigada por me contar o que aconteceu, Lizzie.
-E agora? –Kitty perguntou com cuidado.
-Agora... –ela suspirou –Acabou. Eu não vou negar que adoraria falar umas verdades para Darcy e Caroline, mas além de tudo... Charles foi o que mais me decepcionou. Ele escolheu ouvir os outros, ele escolheu não falar comigo, ele escolheu sumir. Por mais que tenha sido por influência dos outros, a decisão foi dele.
Nós todas ficamos em silêncio.
-Chega de Darcy, Caroline e Charles nessa casa. –Jane declarou resolvida –Acabou.
-Super positivo e coisa e tal... –Lydia começou com cuidado –Mas agora que essa parte da conversa acabou... –ela virou-se para mim –Explica direito essa coisa com o Darcy!
Todas se viraram para mim na hora, curiosidade em seus olhos.
-Eu achei que nós não íamos falar mais deles. –tentei.
-Nós não vamos. –Jane garantiu –Assim que você explicar direitinho essa história com o Darcy.
Eu bufei levemente frustrada.
-Eu não acredito até agora. –eu falei por fim –Eu nunca achei que ele tinha interesse em mim.
As quatro trocaram olhares.
-O que? –eu perguntei confusa.
-Era meio óbvio. –Lydia falou por fim.
-Óbvio? –eu perguntei chocada.
-Ele ficava te secando o tempo todo. –ela me informou.
-E ele sempre tentava estar perto de você. –Kitty indicou.
-Ele perguntava muito de você. –Jane falou por fim –Eu o vi muito no tempo que passei na casa do Charlie e ele sempre perguntava de você.
-Por que você nunca disse nada? –eu perguntei confusa.
-Porque você não ia com a cara dele de jeito nenhum. –ela deu de ombros –E depois que o Charlie foi embora eu não achei que ele ia brotar das trevas e dizer que te amava.
-Ele não disse que me amava! –falei sentindo meu rosto queimar.
-Tanto faz. –Mary revirou os olhos –Era meio óbvio.
-Bom, obrigada por terem me avisado. –eu falei seca –Eu podia ter me preparado psicologicamente, sabia?
-Colega, você agarrou o cara. –Lydia indicou.
-Eu não tenho certeza de quem agarrou quem. –eu cruzei os braços.
-Que seja. –Mary revirou os olhos –Você não estava gritando e exigindo ser largada.
Ponto para ela.
-Olha, não faz diferença. –eu falei por fim –Ja era. Sem chance de mais nada.
Eu nunca mais ia ve-lo mesmo.
N/A: Bom, esse foi bem curtinho mesmo, só pra terminar numa nota mais positiva, de meninas unidas se dando apoio.
Próximo capítulo: teremos a participação especial da turma de um outro livro da Madame Austen. Alguem adivinha quem?
B-jão
