Pequeno blablabla de desculpas pela enrolação:
Sabe aquela coisa que dizem que algumas histórias se escrevem sozinhas? Pois é, é verdade!
Essa é uma história que esta se escrevendo sozinha, detalhe interessante é que por esses dias, ela resolveu não se escrever. Juro que não conseguia por nada no papel. Outro detalhe mais interessante ainda, pelo menos pra mim, a cada vez que eu me sentava pra escrevê-la, o que saia era o epílogo. Não tive como lutar contra isso, enquanto não deixei rolar não consegui parar de patinar nesse capítulo. Então, acabou que essa história já tem um fim, que mais do que se escrever sozinho, se impôs pra mim. Agora que eu fui quase que obrigada a parir o final estou conseguindo caminhar para unir as pontas até chegar lá. Vamos ver no que vai dar, mas se posso dizer algo a meu favor é que, bem, pelo menos o final acho que será surpreendente, por que surpreendeu até a mim.
Histórias que se escrevem sozinhas...! e eu que achei que isso fosse lenda!
Então, só para ser clara: desculpem pelo atraso, não é culpa minha, é culpa dessa história!
Lembranças? Não, obrigado.
Capítulo XIV
-W-
Bobby ainda não se sentia muito confortável com eles dois juntos, por isso quando o caçador os acompanhava tentavam evitar muita intimidade, apesar de não terem mudado muito o comportamento um com o outro no que se referia ao modo como se tratavam no dia a dia, não tinham mais aquela postura meio machista de não partilharem proximidade física, o que seria ridículo mesmo, dado o tipo de relacionamento que partilhavam.
Não evitavam mais o contato entre seus corpos ao sentarem-se juntos para conversar como era comum antes, quando eram apenas dois irmãos compartilhando o mesmo espaço diminuto por tempo demais. Não se afastavam mais rapidamente, concedendo espaço ao outro a um simples roçar de pernas ou braços.
Dean era mais arredio, Sam particularmente era mais propenso a se expressar através do toque, por isso ainda que raramente, buscava contato com Dean segurando sua mão, ou apoiando a mão no seu ombro ou coxa se estivessem próximos, chegando em momentos de maior descontração a se encostar nele e entrelaçar seus dedos quase sem nem perceber direito o que estava fazendo. As vezes ainda, Sam passava o braço sobre os ombros de Dean, buscando proximidade de modo espontâneo num toque que poderia ser considerado normal entre irmãos, mas Bobby sabia o que aquela proximidade toda significava, e isso bastava para tornar esses eventuais momentos em situações muito embaraçosas que culminavam numa recusa na forma de um enrijecer de corpo e um olhar embaraçado lançado na direção do caçador mais velho indicando sua presença constrangida.
Sam novamente era quem mais sofria por conta desses momentos de carinho negado, por ser quem mais buscava e precisava do toque como forma de expressão, era mais aberto e demonstrava mais seus sentimentos e tocar fazia parte do seu jeito de ser. Por isso se sentia rejeitado e as vezes ficava irritado e arredio, Dean tentava compensar, apesar de seu temperamento não o fazer realmente propício a grandes demonstrações físicas de afeto que não diretamente ligadas ao sexo, aos poucos se habituou e se permitiu desfrutar do prazer que era puxar Sam para se deitar no seu colo, aninhado no seu peito, correndo os dedos por seus cabelos e o beijando suavemente sem nenhuma conotação sexual, apenas derramando seu carinho sobre ele, deixando-o cochilar preguiçosamente nos seus braços enquanto se distraia fosse lendo uma revista qualquer sobre carros e motores ou vendo distraído algum programa de televisão.
Ainda por respeito a Bobby e para evitar constrangimentos maiores como quando receberam-no em seu quarto despreocupadamente, para darem-se conta da situação apenas depois de perceberem-no lançando olhares incrédulos para a cama de casal recém partilhada por eles, com suspeitas manchas espalhadas pelos lençóis amarrotados, que instituíram a norma de, quando o velho caçador os acompanhasse, pedirem quartos com camas de solteiro.
Tudo bem que Bobby tinha aceitado o relacionamento deles, mas não era por isso que iriam esfregar esse relacionamento na sua cara o tempo todo, até por que, sempre foram bastante reservados sobre seus sentimentos, Dean em particular era bastante fechado e depois daquela primeira conversa franca que tivera com Bobby no ferro velho a tantos meses atrás, nunca mais voltaram a tocar no assunto explicitamente.
Já Castiel se mostrou um capítulo à parte.
Embora não houvesse demonstrado um pingo de surpresa referente ao fato dos irmãos estarem "juntos", a inocência do anjo aparentemente não lhe permitiu interpretar de fato, o que "estar juntos" poderia implicar.
Isso ficou bastante claro para todos durante uma caçada em que precisaram do anjo para ajudá-los nas investigações. Castiel ficou de verificar um prédio abandonado que suspeitavam, estava servindo de covil para algo ou alguma coisa e voltar para dar informações, porém as horas passaram e nada de Castiel. Alta madrugada os caçadores desistiram de esperar seu retono para aquela noite e resolveram se recolher, Bobby de volta a seu quarto deixando Sam e Dean sozinhos com suas teatrais camas de solteiro.
Sam estava impossível, reclamando de tudo, da caçada que não acontecia, da longa espera por notícias, tenso e irritado. Por isso, para não acabar discutindo com ele, Dean acabou aceitando quando sugeriu que juntassem os colchões no chão, ainda reclamando que estava muito frio e não queria dormir sozinho, e seria impossível dormirem os dois juntos numa cama de solteiro mínima como aquela, dizendo que acabaria matando Dean sufocado naquela cama estreita, ou acabaria derrubando-o no chão porque rolava a noite inteira jogando pernas e braços pra cima dele. Dean ainda riu um pouco perguntando qual era o objetivo de manterem as aparências com as camas de solteiro se Bobby podia bater na porta a qualquer hora e ver os colchões esparramados pelo chão, Sam retrucou que com ou sem camas de solteiro, Bobby estava sujeito a ver muito mais do que inocentes colchões se ousasse bater na porta deles a qualquer hora.
Com Sam finalmente mais tranquilo, em meio a risos e puxar colchão, esticar lençol, afofar travesseiros acabaram agarrados em cima de um único colchão jogado de qualquer jeito no chão, sem cobertor, nem lençol, nem nada. Apenas os dois e as roupas de dormir deles espalhadas ao redor.
Sam meio sentado, nu com o tronco encostado a parede, os braços passados pelas costas de Dean, uma mão prendendo-o pela nuca, a outra espalmada nas suas costas, Dean sobre ele, uma perna de cada lado do seu corpo, cavalgando sobre seu quadril com as mãos apoiadas sobre seus ombros, a cabeça jogada para trás, os olhos fechados, a boca entreaberta e a língua lambendo os lábios lascivamente enquanto gemia com voz rouca, subindo e descendo rápido sobre o pênis ereto.
Foi essa a visão que Castiel teve ao aparecer no quarto silenciosamente como era seu costume.
Ficou parado observando a cena, sua inocência lhe concedendo alguns segundos de confusão antes de realmente entender o que era aquilo que ele via escorregando rápido para dentro e para fora, entrando completamente para depois quase sair do corpo do seu protegido. Pendeu a cabeça de lado e ficou ainda uns segundos curiosamente concentrado, desvendando o misterioso movimento dos corpos se batendo tão intensamente à sua frente.
Foi Sam que, quando puxou Dean para beijar-lhe o ombro vislumbrou sua presença parada em pé, logo a frente, com seu típico pender de cabeça quase cômico de tão inclinado e seus claríssimos olhos azuis grudados na bunda de Dean, mais precisamente no ponto de união de seus corpos.
_Cas!
Com reflexo de caçador, Sam esticou a mão e puxou o cobertor da cama à sua direita, enrolando-o na cintura de Dean que tentou se levantar mais foi impedido pelo braço forte de Sam que novamente correu a mão para sua nuca puxando o seu rosto contra seu ombro e o cobertor para suas costas, cobrindo-o todo, agindo por reflexo tentando proteger Dean, como se fosse preciso esconder a identidade de seu amante de Castiel.
Os momentos seguintes se passaram em um confusão de cobertores e lençóis enrolados e pedidos de desculpas gaguejados sob gritos raivosos.
Dean ainda enrolado no cobertor, finalmente conseguiu se libertar de Sam que, com um lençol na cintura insistia em manter com uma mão esticada para trás, Dean posicionado as suas costas, totalmente oculto e protegido pelo seu corpo enquanto com a outra ia empurrando um Castiel atônito em direção à porta.
_Porra Sam, me solta e para de gritar! Tá fazendo um escândalo, cara.
Dean exigiu empurrando o braço dele que ainda insistia em se prender a sua cintura.
_Dean, eu...me desculpe. Eu não devia entrar assim...eu...eu esqueci...eu não sabia que vocês...eu não sabia!
_O que? Não sabia que a gente transava? Que caralho, puta que o pariu, Cas! Me explica pelo amor de Deus, como não sabia? – Sam ainda estava assustado e isso o irritava, ser pego assim de surpresa, totalmente vulnerável o assustava muito, por isso a raiva. Tinham proteções contra tudo; bruxas, demônios, vampiros, mas contra entradas sorrateiras de anjos bisbilhoteiros? Definitivamente não.
_Não precisa blasfemar Sam. – Castiel pediu de cabeça baixa.
_Aputaqueopariu que não precisa!
_Sam, cala a boca, vai! Fica quieto e me deixa resolver isso.
_Mas que porra tá acontecendo aqui!
Bobby abriu a porta do seu quarto de arma na mão entrando na conversa.
_Pronto! Agora fudeu de vez! - Sam replicou jogando uma mão pro alto enquanto a outra agarrava o lençol que ameaçava despencar pela sua cintura.
_Posso saber que berreiro é esse? Porque vocês dois estão pelados?
Cas se inclinou para Bobby em tom de cumplicidade pronto para elucidar o caso para ele, em todos os detalhes, inclusive gesticulando para ajudar a complementar sua explicação.
_Eu cheguei e eles estavam fazendo sexo Bobby! Sam estava sentado no colchão no chão assim, encostado na parede e Dean estava sen...
_Cala a boca Cas! – Dean e Sam berraram juntos fazendo o anjo se retrair como fazia quando ficava embaraçado. Fixando um ponto na parede Cas se empertigou todo, assumiu sua velha postura ereta de soldado e falou num tom de voz sem emoção.
_Desculpem. Não sabia que não devo falar que vocês fazem sexo, não sabia que Bobby não podia saber. Sinto muito, não foi minha intenção revelar seu segredo!
Cas estava arrasado, além de ter se dado conta tardiamente do fato óbvio, que eles faziam sexo, não que não soubesse, apenas não tinha parado realmente para pensar nisso, estava confuso, sem conseguir entender se Bobby sabia ou não que eles faziam aquilo! Juntos! Daquele jeito!
Era segredo ou não afinal? Realmente não estava entendendo. Na sequência, Sam esclareceu s coisas ainda que sem muito tato.
_Que porra de segredo? Não é segredo nenhum, só não é pra ficar olhando Cas, pelo amor de Deus!
_Eu não tive intenção de ficar olhando, eu só...eu não entendi.
_Puta merda, meu Pai do Céu, ele diz que não entendeu! Essa é boa.
Sam estava mesmo uma fera, todo a irritação de antes de volta e com força triplicada.
_Você está blasfemando de novo Sam. – Cas retrucou ainda sem olhar para nenhum deles - Dean, quer que eu faça ele esquecer? – Cas perguntou já esticando o dedo indicador em direção à testa de Bobby.
_Hei, tira esse dedo da minha frente, senão eu arranco ele e enfio em você!
Cas recolheu o dedo rapidamente e voltou a sua posição de anjo ressentido, com as mãos firmemente posicionadas ao longo do corpo e o dedo bem longe da testa de Bobby que ainda rosnou alguma coisa sobre usar aquele mesmo dedo para ajudar a esclarecer certas coisas.
_Ah, puta que o pariu, isso só pode ser piada. – Sam ainda estava raivoso, entrou para dentro do quarto sendo seguido pelos outros, sentando à beira da cama que ainda estava com o colchão, continuou praguejando e resmungando.
Bobby relanceou os olhos experientes de caçador treinado pelo aposento, capturando numa fração de segundos os suspeitos vestígios espalhados por ali.
Um colchão no chão, roupas espalhadas ao redor, um frasco do que deduziu ser lubrificante íntimo vazando no assoalho ao lado do colchão. Não era difícil recriar o cenário com o qual Castiel se deparou ao aparecer ali repentinamente. Sentiu seu próprio rosto esquentar.
"Coitado!"
Foi seu pensamento cheio de solidariedade, ele mesmo se pegasse os dois no flagra assim, provavelmente ia passar uns dias meio gago, isso no mínimo.
_Sammy, não atrapalha vai. Bobby, pode levar o Cas pro seu quarto? – virando-se para Castiel, Dean perguntou – você veio contar alguma coisa sobre o covil?
Cas se animou minimamente.
_Sim , Dean eu fui...
_Depois Cas, vai com o Bobby que a gente já vai, tá?
Cas se empertigou todo de novo.
_Vem Cas, estamos precisando é de uma boa dose isso sim! Vem.
Bobby rumou para seu quarto com Castiel no seu encalço usando sua melhor pose de anjo do Senhor, embora seus olhos estivessem meio aflitos ainda.
Dean se dirigiu a Sam passando uma bronca nele.
_Porra Sam, pensei que você ia meter a porrada no Cas!
_É, ele bem que merecia. Puta susto, cara!
_Ah, Sammy, desamarra essa tromba! Fala sério, foi até engraçado! - Dean começou a rir, mas Sam ainda estava irritadíssimo. –vou tomar um banho, depois vamos lá ver o que o Cas descobriu.
_Eu vou também. – Sam se empolgou, já se levantando pra segui-lo.
_Vai nada. Fica aí, nem se atreva... – Dean falou já de dentro do banheiro.
_Ah Dean! Qual é?
Dean voltou para dentro do quarto jogando o cobertor sobre o colchão, enlaçou Sam pela cintura e enfiando o rosto por baixo do queixo dele, se encaixando ali, cobriu a linha do seu maxilar de mordidinhas e beijinhos.
_Você me deve uma completa, nem vem com rapidinha embaixo do chuveiro que eu não quero! Além do mais agora não tem clima, com o Cas e o Bobby logo ali esperando a gente. Depois que a gente resolver com o Cas aí sim, eu deixo você fazer tudo o que quiser.
Saiu lançando um olhar sexy por cima do ombro, erguendo as sobrancelhas sugestivamente e dando uma lambidinha nos lábios.
_Tudo, Dee?
_É Sammy. Tudo!
"Oh Meu Deus! Isso sim vai valer a espera"
Foi o pensamento acompanhando de muitas imagens mentais que cruzou a mente de Sam.
No quarto de Bobby, Castiel continuava todo empertigado com os olhos meio arregalados.
_Então, er...Cas, você chegou e viu os dois...que embaraçoso, hein rapaz!
Cas se inclinou para Bobby perguntando em tom de cumplicidade.
_Você sabia que eles faziam sexo Bobby?
Bobby ficou meio confuso sem saber bem como responder.
_É...sim, sabia, quer dizer...eu...acho... eu procuro não pensar...é! Procuro não pensar muito sobre isso, não!
Cas balançou a cabeça concordando cheio de respeito pela sabedoria do caçador.
_Sim, melhor não pensar sobre isso! É bem perturbador ver Sam fazer aquilo com Dean.
_Aquilo?
_É – Cas respondeu com expressão meio confusa, entornando o copo de whisky que Bobby serviu , entortou a cabeça para o lado de novo e perguntou inocentemente – Acho que ainda não entendi direito – virando para Bobby concluiu seu questionamento - Como cabe?
Bobby engasgou.
-W-
Ao final de toda aquela confusão o que descobriram com a ajuda de Castiel é que realmente o velho prédio abandonado havia servido de refugio para várias criaturas de diferentes tipos, ou espécies, se é que poderiam ser consideradas assim. Entretanto quando Castiel conseguiu finalmente invadir o local nada mais havia ali, a não vestígios, pedaços de pele, tufos de pelos soltos, lascas de cascos e o fedor dos corpos imundos que aparentemente se abrigaram por ali por alguns dias, levando-se em conta a quantidade de dejetos, restos de alimentos e imundície do lugar.
Era como se estivessem se movendo em massa, direcionadas a algum local, guiadas por um chamado secreto. Todas aquelas criaturas juntas; metamorfos, lobisomens, vampiros, dragões e mais uma infinidade de outras que Cas não sabia sequer como descrever, porque não havia palavras para elas em nenhuma língua falada pela humanidade. Era completamente estranho e totalmente inusitado. Até onde Bobby sabia, não havia registro na história da humanidade de tamanha movimentação.
As pistas que conseguiram acabaram por levá-los em direções diferentes e optaram por bem, separarem-se.
Obviamente Sam e Dean juntos seguindo em uma direção, Bobby de volta ao ferro velho, atuando como ponto de ligação e suporte para eles e Castiel investigando e buscando ajuda nas "Ostes Celestiais" fosse lá o que fosse o significado disso.
Por fim as andanças de Sam e Dean, mais as pesquisas de Bobby, acabaram por levá-los a um grupo de demônios que ao que tudo indicava, também estavam no encalço daquelas criaturas o que por si só, era um fato deveras curioso.
Sam e Dean se bateram com o grupo, sua perfeita sincronia elevado à quase simbiose, uma interação capaz de posicioná-los em campo com perfeição como se fossem capazes de ler a mente um do outro e saber exatamente como dar o próximo passo, numa tática de ataque perfeita.
Metódicos, determinados e mortíferos, os irmãos Winchesters exterminaram o grupo um a um, com exceção de um único demônio que foi capturado e levado ao ferro velho para interrogatório.
Depois de muita tortura, o demônio deixou escapar alguma coisa sobre preferir ser morto por eles à trair o Rei.
O Rei era Crowley, disso todos sabiam, mas Crowley estava morto. Isso era um fato incontestável, pois eles mesmos tinham visto Castiel queimar seus ossos no porão daquela casa. Entretanto o demônio insistiu em afirmar que o Rei vivia, e procurava por "Eve", a "Mãe' de todas as criaturas.
Perturbados, mais confusos do que antes e terrivelmente preocupados, ao caçadores dedicaram-se a descobrir quem era Eve.
Eles não tinham como saber, mas aí iria se iniciar um calvário que duraria por muito tempo e traria muitas perdas e sofrimento.
Continuaram perseguindo e exterminando criaturas por todo o país, tentando descobrir mais sobre Eve enquanto tocavam a vida do único jeito que sabiam., e as coisas andavam até bem para eles.
Não que a vida fosse boa, não.
A vida deles não poderia ser considerada boa nem na escala mais baixa do ser humano mais conformista da face da terra. Mas dentro dos padrões deles, de caçadores que eram, a vida andava sim, bem boa.
Caçavam como sempre fizeram, comiam qualquer coisa de beira de estrada, isso quando achavam algum lugar para parar e sentar, fazer uma refeição decente que incluísse talheres, copos e guardanapos. Na maioria das vezes era só um pedaço de porcaria comprado em algum fastfood e comido as pressas sobre o capô do Imapla.
Ainda dormiam muitas noites dentro do carro, apertados no banco do Impala. Às vezes, quando o tempo permitia, Dean jogava um cobertor velho no chão para deixar Sam se esticar no banco de trás do carro com um pouco mais de conforto, apesar das canelas penduradas pra fora, mas na maioria das vezes, o tempo permitindo ou não, Sam se jogava com ele no velho cobertor, deitado sobre ele ou puxando-o sobre seu corpo, falando um tanto de besteiras no seu ouvido que logo o botavam suando e gemendo. Se agarravam com desespero, se amando sob as estrelas ou sob as nuvens, para depois caírem no sono, Sam deitado na curva do seu braço ou puxando possessivamente seu corpo sobre o corpo dele, prendendo-o, dormindo profundamente como se ali, agarrado a ele, fosse o único espaço no mundo onde ele coubesse. Colados um no outro, no chão ou numa cama de hotel, todo o espaço que tinham era a circunferência dos braços um do outro, e esse era todo o espaço de que precisavam.
E era isso que fazia a vida deles bem boa afinal.
Dean estava feliz, e Sam que não sabia da tristeza e da solidão que o futuro lhe reservava, estava feliz também.
Porque ainda estava muito longe envolto em brumas o dia em que seu abraço e o calor do seu corpo não seriam o bastante para afastar a dor do coração do seu irmão.
E assim seguiam, caçando sempre, sempre em combate e sempre juntos, se completando.
-W-
Sam rolava na cama de um lado pro outro, não conseguia dormir. Dean sentado à pequena mesa, no canto do quarto tendo como iluminação apenas um velho abajur, não parava de folhear o velho diário de John Winchester.
Desde que chegaram que ele não parava de escavar aquele diário, lendo e relendo sem parar em busca de alguma coisa que tivessem deixado passar, uma pequena pista, uma palavra que fosse que lhes desse alguma indicação de como poderiam enfrentar Eve, que era de longe a criatura mais perigosa e temível de que já tinham ouvido falar.
Tinham uma vaga suspeita sobre seu propósito, encher o planeta com suas crias monstruosas, e Dean estava meio obcecado em destruí-la porque tinha um sentimento muito ruim com relação a esse trabalho, quase como uma premonição, um sentimento muito, mas muito ruim mesmo.
_Dean! – Sam chamou com voz rouca de sono.
_Hum? – Dean respondeu sem sequer levantar os olhos pra Sam deitado na cama de casal dando sinais de estar ficando aborrecido.
_Você não vem dormir?
_Já vou Sammy, já vou.
Sam bufou e se virou novamente na cama socando os travesseiros. Mais uns minutos de silêncio onde o único ruído no quarto era o suave farfalhar das folhas sendo viradas por Dean conforme progredia na releitura do velho caderno de anotações, e Sam se revirou na cama de novo, distribuindo socos afofando o travesseiro e bufando. Irritado levantou-se e foi ao banheiro, saiu em alguns minutos passando pelo frigobar, pegou uma garrafa de água e sorveu quase todo o conteúdo de um único gole, voltou pra cama e se deitou atacando os travesseiros novamente.
Passados mais uns poucos minutos, Sam perdeu a paciência de vez.
_Dean, pelo amor de Deus, larga essa merda e vem dormir!
Dean finalmente notou o tom aborrecido dele e se dignou a olhá-lo. Sam estava recostado nos travesseiros, com os braços cruzados na frente do peito, descabelado e com cara de sono, parecendo muito irritado.
_Pode dormir Sammy, eu já vou.
Sam bufou de novo.
_Não. Vem agora!
Dean ergueu as sobrancelhas para ele questionando, ele bufou de novo e amarrou mais o bico, escorregando pelo colchão e virando de costas num claro sinal de aborrecimento, Dean resolveu fazer o que ele queria.
_Tá bom! – fechou o diário, apagou o abajur e se esgueirou pra baixo das cobertas esticando um braço e puxando Sam para o seu peito, se ajeitando com ele na cama, Sam bufou de novo, e ainda resmungando, virou-se para ele se deixando aconchegar.
_Que foi Sam? – perguntou afastando seus cabelos e beijando sua testa – não consegue dormir?
Sam se aconchegou mais nele e resmungou de novo sem responder, estava irritado.
_Ei! Que foi, por que você tá bravo?
_Ah Dean, pô! Você é foda também, né!
Dean riu sem entender.
_Eu sou foda? Por que?
Sam não respondeu e Dean viu na penumbra do quarto que ele ainda estava bicudo, com as sobrancelhas cerradas e cara irritada.
Dean se virou na cama ficando de frente pra ele, acariciou seu rosto e perguntou de novo em tom paciente.
-Que foi Sam? O que que eu fiz que você ficou assim bravo?
_Nada...não fez nada...- respondeu cheio de marra
_Ah Sammy, que foi? Fala vai...
_Nada...é que...pô, eu tô aqui com sono te chamando e você não vem!
Dean não entendeu.
_Mas eu falei pra você ir dormir, pode dormir!
Sam respondeu baixinho quase num sussurro.
_Não consigo.
_Não consegue dormir? Por que? Tá sentindo alguma coisa?- Dean perguntou se fazendo de preocupado, agradando-o.
_Não... não tô sentindo nada...
_Então que foi, Sammy?
Sam estalou a língua e fez um muxoxo com a boca.
_Não consigo dormir – apertou os lábios e revirou os olhos, fez uma careta e depois completou sem graça – não consigo dormir sem você. Fico rolando na cama...não consigo dormir.
Dean ficou surpreso, chegou a arquear as sobrancelhas e a arregalar um pouco os olhos. Sabia que ele ficava irritadiço quando demorava pra ir pra cama, reclamando da luz, do barulho da TV ligada, mandando-o vir deitar logo, mas Dean achava que era só por que a luz ou o barulho não o deixavam dormir realmente, embora soubesse que ele acordava quase imediatamente se Dean levantasse da cama por qualquer motivo, nunca associou isso à sua presença exatamente. Achava que era só a sensibilidade de caçador que o fazia despertar com o movimento.
Pensando bem sobre isso, Dean chegou à conclusão óbvia de que o incômodo de Sam estava sim relacionado à sua presença, porque se Dean levantasse da cama no meio da noite Sam acordava procurando por ele. Sam dormia enroscado nele, o braço passado por seu peito, a perna jogada sobre suas pernas.
Quando Dean se mexia na cama ficando de costas pra ele, ele lançava o braço pela sua cintura puxando-o, se colando as suas costas, se fosse Sam quem rolasse e ficasse de costas puxava o braço de Dean junto com ele segurando firme sua mão na frente do peito.
Dean ranhetava às vezes com ele só para provocar, dizendo que podiam ter ficado com Teddy, o urso gigante e depressivo, para ele poder abraçar, se jogar em cima e amassar, mas no fundo gostava mesmo de ser puxado na cama, gostava que Sam jogasse a perna enorme e pesada sobre suas pernas, enlaçasse sua cintura com o braço e enfiasse o rosto na curva do seu pescoço, todo quentinho, suspirando satisfeito e confortável, mais deitado sobre seu corpo do que sobre o colchão realmente.
Dean tinha que fazer um verdadeiro malabarismo para se soltar dele no meio da noite se quisesse um copo de água ou qualquer coisa assim, nem fechava mais a porta do banheiro, deixava aberta pra poder responder quando ele o chamasse com voz de sono, porque invariavelmente era só Dean levantar da cama e alguns segundos depois ouvia a voz de Sam chamando por ele.
_Ah, Sammy, porque não falou! Eu vinha correndo deitar assim bem juntinho de você.
_Eu chamei um monte de vezes, você nem ouviu! – respondeu já todo cheio de dengo, se chegando mais a ele e se esfregando todo – agora perdi o sono de verdade –reclamou insinuante.
Dean enfiou a cabeça embaixo dos cobertores, rindo e aproveitando pra meter a mão por baixo da camiseta larga de dormir dele.
_Perdeu é? Deixa que eu procuro, deixa eu ver se tá aqui – falou empurrando a barra da camiseta pra cima e puxando o elástico do shorts pra baixo, pondo a boca no seu ventre começando a beijá-lo – hum... eu vou procurar pra você, tá Sammy?
Sam riu e se torceu todo na cama quando ele o mordiscou na lateral do corpo, raspando os dentes por suas costelas.
_É, pode procurar mesmo! – falou pra dentro dos cobertores trocando olhares risonhos com Dean que levantou a cabeça para lhe sorrir de volta, depois voltou a correr a boca pelo seu abdômen beijando seu estômago.
_Vamos ver, será que você perdeu por aqui, hum? Tá quente?
_Hu-hum...tá frio.
Sam respondeu entre risinhos e Dean desceu mais um pouco em direção ao umbigo e pelo caminho sedoso de pelos que começava ralo e se avolumava mais pra baixo.
_E agora, tá quente?
_Hum...morno...bem morninho ainda!
_É?
Beijou seu pênis e passou a língua pela glande.
_Tá quente Sammy?
Sam não conseguiu responder porque ele abocanhou-o todo, Sam só conseguiu gemer enquanto Dean o sugava com força colocando seu pênis o máximo possível dentro da boca.
Algum tempo e muitas chupadas depois Sam pediu para ele parar porque estava em ponto de bala, no limite.
_Dean...Dean...para...
Sam o puxou pelos cabelos, levantando o rosto do travesseiro, tocou seus ombros e o puxou para cima o aconchegando entre suas pernas, passando os baços pelas suas costas ainda vestidas.
_Eu quero...dentro...
Sam o beijou com força, segurando-o pela nuca, gemeu dentro do beijo e se contorceu em baixo dele, se esfregando
_Tira essa roupa que eu quero você ...quero agora!
Dean se ajoelhou rápido na cama puxando a camiseta de dormir, ainda de joelhos desceu as calças e a cueca se apoiando nos joelhos dele para se equilibrar e escorregar as peças pelas pernas, jogou-as no chão lançando olhares sôfregos para Sam que corria as mãos pelo próprio corpo gemendo e se acariciando nos mamilos arrepiados e enrijecidos, no ventre, no pênis completamente excitado.
Sam se esticou e abrindo a gaveta do criado mudo ofereceu o pequeno frasco de lubrificante para Dean, virando-se de costas, ficando de bruços na cama.
Abriu mais as pernas e olhando-o por cima do ombro pediu.
_Vem logo Dean, vem! E u quero você agora.
_Porra Sammy, você sabe me deixar doido, cara!
Sam esticou uma mão pra trás e agarrando uma nádega se abriu pra ele, rebolando na cama e gemendo cheio de desejo.
_Quer, Dean? Quer por em mim bem aqui?
Dean encheu as mãos com suas nádegas afastando a carne, expondo mais seu ânus, gemeu cheio de desejo.
_Delícia Sam...hum... que gostoso seu buraquinho! – se curvou e enfiou a língua nele arrancando suspiros de prazer - tão apertadinho!
_Ah Dean, não faz assim...não aguento...
_Delicia de rabo apertado, cara! Eu vou te chupar aqui até você gozar.
Sam estremeceu de prazer.
_Puta merda que gostoso isso! Chupa assim. Ai cara, eu adoro isso!
_Abre pra mim, deixa eu meter a língua, deixa!
Sam se requebrava rebolando na sua língua e roçando o pênis pelo colchão numa carícia gostosa que ia levá-lo ao orgasmo logo, logo, porque estava mesmo no limite. Aquilo era muito bom, sentir a língua quente e macia lambendo seu ânus daquele jeito era delicioso, nunca imaginou que pudesse ser tão gostoso ser acariciado ali, naquela parte tão intima e tão escondida do seu corpo. Adorava sentir os lábios macios colados nele enquanto chupava com força pondo pressão. A sensação era quase tão boa quanto ter a boca de Dean na frente, os lábios carnudos envolvendo-o e a língua trabalhando no seu pau.
Ergueu o tronco do colchão torcendo o pescoço para trás para olhar Dean com a cara afundada entre suas nádegas lambendo-o e chupando-o daquele jeito enlouquecedor, esticou a mão e forçou mais seu rosto contra seu corpo com a mão na sua nuca, pedindo para ele chupar mais forte, balançou os quadris rápido, fazendo as nádegas chacoalharem, choramingando e gemendo, esfregando o ânus na boca que o devorava.
_Dean, tão gostoso...lambe assim...hummm, porra é bom... isso, lambe mais.
Sam ergueu o quadril um pouco mais empinando mais a bunda, sem tirar o peito do colchão, a face apoiada no travesseiro se oferecendo para ele desavergonhadamente.
_Isso, chupa cara! Ai que delícia! Porra, isso é gostoso demais.
Dean continuou chupando e lambendo, afastando as nádegas com as mãos, abrindo a carne com os polegares e investindo contra ele, lambendo-o rápido e firme, para depois passar a língua pelo vão entre as nádegas subindo até a base da coluna e descendo até o escroto, esfregando a ponta da língua na pele entre as bolas, puxando seus testículos para trás delicadamente para ter mais acesso, deslizou mais a mão por baixo dele e puxou-lhe o pênis rígido, escorregou na cama e se torceu todo até conseguir meter a cabeça na boca e chupar, Sam gemeu mais alto, agarrando os lençóis com as mãos, precisando de alívio desesperadamente.
_ Dean, vem que eu não tô aguentando!
Com uma última chupada forte Dean se levantou, pegando o lubrificante caído na cama, derramou uma grande quantidade de líquido no próprio pênis e entre as nádegas abertas, na fenda que Sam oferecia tão descaradamente para ele arqueando o quadril, se arrebitando, gemendo e implorando daquele jeito desbocado dele que fazia a cabeça de Dean rodar de desejo.
Tocou-o com o dedo a fim de prepará-lo mas Sam reclamou.
_Não...vem logo!
_Sammy, vai doer...
_Não cara...seu pau, eu quero seu pau...agora...Poe logo, põe!
Dean se reclinou sobre ele encaixando a glande no orifício apertado, soltou o peso de leve penetrando devagar, Sam gemeu e agarrou os lençóis, Dean se segurou, se impedindo de deslizar de uma vez pra dentro dele. Beijou sua bochecha, seus cabelos, beijou sua orelha e mordiscou.
_Tudo bem Sam?
_Uhum...pode por tudo Dean...só... põe devagar, tá?
Dean soltou um pouco mais o peso do corpo concentrado naquele ponto que ia se abrindo lentamente para acolhê-lo, ia escorregando devagar facilitado pela posição, Sam gemia baixinho.
_Ai gostoso, Dee! Que puta delícia, cara!
_Sammy, você é tão quente dentro...sabia? Quente... macio...
Dean começou a fazer suaves movimentos de vai e vem dentro dele penetrando um pouquinho mais a cada vez que se soltava sobre o corpo musculoso preso embaixo do seu.
Voltou a beijar sua face, correndo a boca por seu pescoço, sua nuca, mordiscando de leve, fazendo ele se arrepiar e gemer no ritmo certo, cheio de prazer e desejo.
Sam se esticou enfiando a testa no travesseiro e arqueando o pescoço e as costas dando espaço para o que queria pedir.
_Me morde, me morde forte...assim, minha nuca morde! Ai que... bom..assim...hummm...morde...morde no pescoço...isso...forte, vai.
Dean segurava Sam pela cintura se enfiando dentro dele com força enquanto Sam tinha um braço enfiado por baixo do corpo se tocando. Distribuía mordidas fortes pela nuca bonita, lambia e beijava suas costas, seus ombros musculosos, para depois passar o nariz desesperadamente pelos seus cabelos aspirando o cheiro gostoso dele, seguindo com os olhos os músculos do braço dele se movendo enquanto ele subia e descia a mão com força se masturbando, o quadril empinado para cima para dar um pouco de espaço para a mão trabalhar.
_Isso Dean...com força...bem assim...é tão bom... morde vai, cara...morde...me fode e me morde! Ai...isso...mete gostoso, ai Dean!
_Assim Sammy...você quer assim é...com força? Você gosta, né! Tá gostoso assim? Sammy?Hum? Vou tirar pedaço, vou te comer bem gostoso!
Sam respirava com a boca aberta gemendo no ritmo das estocadas, adorando o barulho da pelve dele batendo com força contra sua carne,o peso do corpo dele meio largado sobre o seu, o peito quente e suado colado às suas costas. O queixo dele apoiado no seu ombro bem encaixado no músculo machucando, ia ficar dolorido ali, talvez até meio roxo. Dean ia adorar olhar seu corpo e ver as marcas que ele deixou pelos seus ombros, seu pescoço, sua nuca. Sam se arrepiava todo com a respiração quente no seu pescoço, a boca dele sussurrando sôfrego no seu ouvido.
_Nossa Sammy, Você é uma delícia, gostoso demais...
Arremeteu mais algumas vezes beijando suas costas e apertando sua cintura com força com uma mão enquanto a outra enlaçava seus dedos num aperto cheio de posse. Num movimento lento saiu de dentro dele se deitando de barriga para cima, segurou o próprio pênis pela base e balançou para ele, mordendo os lábios com desejo, pediu.
_Senta...eu quero assim...vem...senta em mim, senta.
Sam rolou pra cima dele se ajeitando, um joelho de cada lado do seu quadril, com uma mão puxou uma nádega e com a outra segurou-lhe o pênis, desceu o corpo lentamente até sentir que estava encaixado bem no meio, a cabeça do pênis roçando na sua entrada, Dean segurou-o pela cintura servindo de apoio enquanto ele descia o corpo engolindo-o lentamente, mordendo a boca e suspirando fundo de olhos fechados.
_Isso Sam...senta ...ai que tesão que você é, baby...
Sam soltou todo o corpo, sentindo a maciez dos pelos pubianos dele roçando-o por baixo, se curvou sobre seu corpo respirando fundo, sentindo-o entrar mais profundamente facilitado pela posição, envolveu seus ombros com os braços pedindo para ele esperar um pouco, se acostumando à profundidade da invasão, pôs a boca no seu ouvido e gemeu alto, pra ele saber o quanto era bom e o quanto ele gostava.
Depois falou baixo e sussurrante no ouvido dele, chamando-o como se fosse contar-lhe um segredo.
_Dean!
_Hum?
Dean respondeu no mesmo tom levando uma mão aos seus cabelos, acariciando sua nuca, virou o rosto para olhá-lo, ver seu rosto, ouvir tudo o que ele quisesse lhe dizer.
Sam o encarou com o rosto ainda muito próximo, os olhos brilhantes, as bochechas vermelhas, os cabelos bagunçados, a expressão meio desesperada, prendendo-o com seu olhar.
_Eu te amo!
Dean perdeu o ar. Era sempre assim, essas declarações de Sam o faziam ficar sem chão, não conseguia respirar, tinha vontade de chorar de tanta felicidade.
Dean soltou o ar num suspiro profundo e tremido, abriu um sorriso enorme pra ele, sentiu o coração quase explodindo de tanta felicidade, beijou-o com paixão, Sam se ergueu um pouco, Dean esticou a mão e afastou seus cabelos do rosto prendendo-os atrás da orelha num gesto terno.
_Também te amo, cara. Te amo pra caralho!
Sam prendeu os lábios com os dentes, depois sorriu, fazendo aquelas covinhas lindas aparecerem , Dean sorriu junto.
_Tão romântico, Dee!
_É que você me deixa doido! Você é lindo demais, Sammy!
_Você me acha lindo?
Sam perguntou sorrindo e se movimentando de leve sobre ele, fazendo Dean gemer.
_Acho, lindo demais!
_E gostoso? Eu sou gostoso, hein? Você me acha gostoso Dee?
Sam perguntou de novo sem deixar de se mexer, subindo e descendo suavemente ainda, se acariciando provocante, levando Dean à loucura dentro dele.
Dean esticou os braços e agarrou suas coxas com firmeza, correu as mãos subindo pelo seu quadril, puxando-o pra baixo, ajudando a intensificar o movimento, empurrando o quadril contra ele, entrando dentro dele, com os olhos pregados nele, esticou a mão e envolveu o pênis enorme, rijo, apontando pra cima. Esfregou a cabeça rosada, espalhando o líquido viscoso que vazava pela pequena fenda, masturbando-o com firmeza. Sam gostava de falar e gostava de ouvir Dean falar com ele quando transavam. Falava besteira e ficava doido quando Dean correspondia e falava besteiras pra ele também.
_Porra se é! Você é um tesão, Sammy, um tesão!
Dean respondeu acariciando-o inteiro.
_Delicioso, essas coxas, essa pernona sua, enorme, ah cara... que tesão que você é! Você é tão grande, tão grande e tão apertadinho! – Dean falava com ele enquanto corria suas mãos por todo seu corpo - Essa sua bunda...seu rabo é um tesão...delícia... assim ...rebola... isso Sam...rebola essa bunda! Ai caralho ...você é a coisa mais gostosa do mundo! Queria te comer e te chupar, tudo junto!
Sam jogou a cabeça pra trás se esticando subindo e descendo rápido no seu pênis, gemendo com a boca aberta.
Dean adorava a visão dele se empalando assim, o pau duro e gotejante, uma vara dura apontando pra cima. Era lindo, erótico, indecente, e ele tinha mesmo muita vontade de chupar quando ele subia com o corpo e o pau ficava mais próximo do seu rosto.
_Vem cá cara... põe na minha boca!
Puxou Sam pela bunda em direção a sua boca, saindo de dentro dele, subiu um pouco nos travesseiros se posicionando melhor, Sam se apoio na cabeceira e pôs o pênis entre seus lábios, Dean o sugou devagar puxando-o pra dentro da boca. Sam quase gozou com a visão do pau deslizando pelos lábios dele.
Começou a se mover, fodendo sua boca, vendo os lábios perfeitos fechados em volta do seu pênis, Dean ajudava ditando a profundidade da penetração na sua boca com a mão no seu quadril empurrando de leve e puxando quando não conseguia mais engolir porque já estava bem dentro, bem no fundo da garganta. Não dava pra engolir ele inteiro, por mais que tentasse, era muito grande.
Sam não conseguia mais, se puxou de dentro da sua boca e se sentou sobre seu pênis novamente de uma vez, gemendo alto e apertando sua cintura com os dedos, numa sensação doída, amassando sua carne, Dean levou a mão ao seu pênis masturbando-o no mesmo ritmo intenso da penetração.
_Ai Dean, ai! Mexe...mexe rápido...vai! ...porra que gostoso! mexe vai...nossa cara, você mete tão gostoso...isso...vai...mais Dean...mais... ai delícia, eu vou gozar...
Sam jogou o corpo para trás, descendo com força sobre seu pênis e depois ondulando pra trás e pra frente bem rápido e aflito, uma mão se enfiou entre os próprios cabelos puxando-os enquanto a outra buscava apoio na coxa erguida contra sua bunda, gemendo alto e descompassado, estremecendo todo, enquanto Dean o penetrava forte envolvendo seu pênis com a mão o masturbando sem diminuir o ritmo, sentindo a umidade quente do sêmen jorrando dele, melando sua mão e seu peito com grossas gotas peroladas.
_Ah..ah...ah...ahnnn...Deanahnnn...DeannnnDeannnnDeannnn...
Sam se curvou sobre ele, com o rosto encaixado no seu pescoço ainda estremecendo nos resquícios do próprio orgasmo, Dean continuou com os pés plantados no colchão erguendo o corpo contra ele, estocando com força mais algumas vezes, a mão melada de esperma firme no seu quadril, a outra enrolada nos seus cabelos, puxando-os, beijando sua boca, mordendo seus lábios, gemendo seu nome até gozar dentro dele o sufocando num abraço apertado.
_Sammy, Sammy...te amo... te amo... te amo, Sammy!
Ficaram abraçados ainda unidos, se beijando e acariciando, acalmando seus corpos suados.
Sam rolou para o lado e buscou a curva do braço de Dean onde se aninhou, Dean esfregou a mão suja na própria barriga limpando o sêmen de Sam ali, que esticou a mão e esfregou com as pontas dos dedos as gotas de esperma do seu próprio orgasmo espalhando por todo o abdômen do irmão, testando a viscosidade entre os dedos.
_Te melei todo.
Dean riu e estendeu a mão para seu corpo tocando suas nádegas e beijando seu queixo.
_Te melei todo também!
Riram juntos.
Sam se esticou por cima do corpo de Dean, e pegou um das peças de roupa do chão sem nem ver qual era. Passou pela barriga dele e na mão limpando-o, depois envolveu seu pênis e limpou-o delicadamente, dobrou a peça e passou nos pelos pubianos também melados numa mistura de sêmen e lubrificante.
Depois limpou-se tentando ser discreto, rolando os olhos pro sorriso safado de Dean fazendo questão de deixá-lo sem graça.
_Tá escorrendo?
_Cala a boca, idiota!
Dean pegou a camiseta de suas mãos rindo e jogou-a no chão, depois o puxou para seu peito, Sam reclamou que eles estavam suados e fedendo, cheirando a sexo e precisando de banho.
_A gente tá colando de suor, eu tô fedendo!
_A cara, para vai. Vamos ficar aqui assim, abraçados! Tá tão bom, não quero levantar, quero ficar assim grudado em você.
_Que bichisse Dean, trepar e depois ficar abraçadinho!
Sam respondeu, mas se aconchegou mais a ele se encolhendo contra seu corpo.
_Pensei que a bichisse fosse a gente trepar!
Sam caiu na risada, Dean não tinha jeito mesmo.
_Não, só é bichisse quando é você que tá dando, não sabia?
_Ah, tá, entendi! E se eu quiser ficar te beijando? E muita bichisse também, amor?
Dean perguntou ainda rindo.
_É, mas tudo bem, eu deixo!
_Que bom, então deixa eu aproveitar.
Dean virou Sam na cama se jogando em cima dele e cobrindo seu rosto de beijos estalados, na boca, nos olhos, nas sobrancelhas, na testa, no nariz e onde mais conseguisse alcançar com Sam rindo e se retorcendo embaixo dele fingindo tentar escapar.
Esses e muitos outros momentos como esses iriam acompanhá-los pelo resto de suas vidas como as melhores lembranças que poderiam ter daqueles dias felizes.
-W-
E por um tempo foram sim dias felizes, apesar de tudo.
Dean tinha parado o carro à beira da estrada, Sam tinha escolhido o lugar, já tinha passado por ali mais cedo e queria que ele visse o quanto a vista era bonita. Tinham comido suas refeições rápidas e bebido uma ou duas cervejas. Sam estava dentro do carro tentando sintonizar uma estação qualquer e Dean estava parado um pouco mais a frente, apoiado do guard rail, de costas para ele admirando a vista. O penhasco que se estendia até o fundo da ravina, onde se podia ver o rio de curvas sinuosas surgindo aqui e ali entre as arvores, iluminado pela lua clara. Sam conseguiu sintonizar finalmente deixando o rádio numa estação que tocava suaves baladas românticas, desceu do carro já se preparando para ouvir Dean reclamar da música de mulherzinha que ele tinha escolhido, mas quando se aproximou não foi isso que ele disse.
_Nossa, Sam. É lindo aqui!
Sam se encostou ao seu lado, também apoiado na mureta de proteção.
_É, eu queria que você visse. É mesmo muito lindo!
Dean sorriu sem tirar os olhos da paisagem que se descortinava a sua frente.
_Tá tentando me seduzir, Sammy?
Sam soltou uma gargalhada.
_Seduzir Dean? Não! Qual é?
Dean se virou de costas, apoiando os cotovelos no guard rail, mantendo uma perna dobrada.
_Sei Sam! Jantar romântico à luz da lua, essa paisagem...música romântica...tá tentando me seduzir, sim.
Sam se virou também ficando na mesma posição que ele, ainda sorrindo respondeu.
_Hambúrguer frio, acostamento empoeirado e a música... bom, só consegui sintonizar essa emissora, achei que você fosse achar brega.
Dean ergueu as sobrancelhas e se virou novamente, debruçando na mureta e contemplando o rio lá embaixo.
_E a paisagem? Essa lua, o rio, a floresta! Acidental também, é?
Sam se mexeu raspando a ponta do pé pela terra do acostamento, riu e se aproximou mais dele, o abraçou por trás enlaçando sua cintura, encostando o peito nas costas dele, apoiou o rosto no seu ombro, a face contra a face dele.
_Ok, me pegou. Eu confesso.
Beijou sua bochecha de leve e depois correu o nariz pelos seus cabelos, voltou a falar entre sussurros.
_Tô tentando criar um clima mesmo. A lua foi o mais difícil! Gostou?
_Tô impressionado! Pra que tudo isso? – Dean perguntou, apesar de estarem rindo e brincando o clima entre eles era mesmo de romance e Sam estava se sentindo bem protetor com relação a ele e era muito bom quando ele aceitava seu carinho e seus cuidados sem resistência, porque isso era raro, muito raro..
_É que eu gosto de estar assim com você, e eu sei que você também gosta! Eu sei que você fica feliz quando a gente pode ficar assim, sossegados, só...curtindo! Eu gosto disso, de te ver assim, tranquilo. A gente tem sempre tão pouco tempo pra gente.
Dean passou os braços sobre os braços de Sam entrelaçando suas mãos, se deixando apoiar nele, aceitando mais aquele momento maravilhoso e único que a vida lhe concedia.
_Ah gente não tem tido muito sossego né, Sammy? Eu sinto muito por isso.
_Não Dean, não tô reclamando. Esse ano, sei lá, acho que foi o melhor da minha vida, não tenho do que reclamar, amor.
Dean suspirou profundamente, um som lamentoso que sempre fazia o coração de Sam doer.
_O que foi Dean? Te chateei?
_Não, não. É que as vezes eu fico pensando nessa vida que a gente leva, fico pensando que podia ser diferente,sabe? A vida da gente sempre foi...porra sempre foi uma guerra, desde que você era bebê. Eu fico pensando, como seria se a gente fosse tipo...se a gente tivesse uma vida um pouco mais normal, sei lá!
Sam virou Dean delicadamente de frente para ele, apoiou a lateral do corpo e o olhou profundamente.
_Dean, você queria ter uma vida normal?
Dean pensou um pouco antes de responder.
_Não sei direito, cara, mas eu acho que por mim não! Eu penso isso mais por você, mas por mim acho que não mesmo! Se a gente fosse normal, nada disso tinha acontecido, você sabe! A gente nunca ia estar juntos assim, nunca! Não é uma escolha que eu possa fazer, sabe? Não ter você. Não é nem mesmo uma opção, Sammy!
Sam o puxou e o abraçou, falou no seu ouvido.
_Acho bom Dean, acho bom mesmo, porque pra mim também não é!
Dean se abraçou mais a ele.
_Mas eu queria sim, as vezes, ter um tempo. Faz tempo que a gente tá na correria, quem sabe a gente não tira uns dias depois que resolver essa merda toda, hein Sammy? O que você acha?
_Tipo umas férias?
_É!
_Seria bom, a gente podia ir pra Vegas, cair na farra! Você gosta de lá, podia tentar quebrar a banca esse ano, hein?
Dean fez uma expressão sonhadora, pôs a mão no peito sobre o coração, mirando o nada e suspirando teatralmente comentou.
_Coristas, todas aquelas dançarinas, shows de Cancan...aiai!
Sam rodou o corpo de Dean prensando-o contra a amurada, se encaixando entre suas pernas.
_Mudei de ideia, nada de férias pra gente e nada de Vegas pra você. Negativo, nem a pau que eu te levo pra aquele lugar, com aquele monte de mulher de peito de fora!.
Dean gargalhou antes de responder, passando os braços pelo ombro de Sam e lhe dando um beijo rápido.
_Não tava pensando em Vegas seu tonto, na verdade tava pensando no chalé.
Sam abriu o sorriso.
_Ai sim, dá pra negociar!
_Beleza, uma semana? Assim que a gente terminar esse trampo?
_Fechado! - Sam o beijou selando o acordo. Um ano havia se passado desde que estiveram no chalé pela primeira vez descobrindo e vivendo intensamente aquele amor, seria bom voltar lá de novo.
_Certo, Sam, nossa semana no paraíso. Assim que a gente se livrar dessa tal de Eve, essa maldita chocadeira de monstros.
Dean se virou novamente entre os braços de Sam focando a paisagem à frente, recostado suavemente contra seu peito. Ficaram assim aninhados apreciando a vista, desfrutando da beleza da noite, cada um perdido em pensamentos, sonhando num modo de construir um futuro mais tranquilo.
Sam imaginando se um dia conseguiria dar a segurança de um lar para Dean onde eles pudessem compartilhar de mais momentos assim, com Dean tranquilo, sem medo e sem toda aquela tensão, relaxado entre seus braços, e Dean sonhando com um mundo mais seguro pra Sam, onde ele não precisasse conviver o tempo todo com o medo aterrorizante de não conseguir protegê-lo.
Infelizmente aquela seria uma promessa que não poderiam cumprir. Muita coisa e muitos anos iriam se passar antes que pudessem se encontrar de novo naquele lugar de sonho, mas sempre que pensassem no significado da palavra lar, era do chalé à beira do lago que se lembrariam.
_Sammy, ainda tá a fim de me seduzir?
_Hu-hum! Tô sim, não tá vendo?O rio ainda tá lá, a lua, tudo. Contratei essa lua só pra você, vai ficar aí em cima a noite inteira...ainda tá funcionado?
_Tá, tá funcionando! Aliás eu já tô no ponto.
Sam riu pra ele, sem entender, beijou sua nuca e atrás da sua orelha naquele ponto sensível que vazia seus pelos se arrepiarem na hora.
_No ponto, Dean?
_No ponto, se você tentasse me levar pra cama agora ia ver como eu tô fácil.
_Wow! Isso é bom! Então acho que tá na hora da gente voltar pro quarto, né? Você tá gelado, acho que eu posso dar um jeito nisso rapidinho!
Sam ia falando e empurrando Dean em direção ao Impala, abraçando-o por trás e enchendo sua nuca e pescoço de beijinhos estalados fazendo-o sorrir e se arrepiar todo.
_Rapidinho, Sammy?
Dean resmungou fazendo cara de decepção, arrancando mais uma gargalhada de Sam.
_Não, não mesmo. Isso é só jeito de falar, neném!
_Hum...
-W-
Dean, Bobby e Sam ainda estavam investigando sobre Eve e tentando achar uma arma eficaz contra ela, por isso Sam precisou estender as suas pesquisas e tiveram de separar-se, Dean ficou no motel e Sam rumou para a cidade vizinha onde teria uma entrevista com um renomado professor de línguas mortas, porém por um contratempo a reunião teve que ser adiada para o dia seguinte.
Dean estava deitado confortavelmente assistindo a um jogo pelo canal fechado quando seu celular tocou, pelo visor reconheceu o número de Sam.
_Oi baby!
_Oi Dee!
_Aonde você tá?
Sam fez um muxoxo pelo telefone, estava irritado.
_Ainda tô aqui, o professor pediu pra transferir a nossa reunião para amanhã, então eu acho vou ter que passar a noite aqui, tá?
_Ah, Sam. Que droga.
_Eu sei, mas foi um imprevisto.
_Eu tinha planos pra hoje sabia?
Dean também tinha ficado irritado, aquele trabalho muito complicado e com Bobby na cola deles quase o tempo todo não tinham tido tempo para ficar juntos. Bobby tinha partido naquela tarde mesmo, depois de arrancar de Sam a promessa que ele iria entrevistar o tal professor pessoalmente e depois iriam todos para o ferro-velho confrontar suas descobertas. Daquela entrevista dependia a tradução que Bobby estava fazendo do texto que os levaria até uma arma capaz de eliminar de vez aquela criatura.
_Ah Dean, não fica bravo! Eu não tive culpa. – Sam retrucou manso, Dean era movido a sexo e Sam sabia que ele estava chateado já há dias, por conta da falta de intimidade forçada entre eles.
_Onde você tá?
_Aluguei um quarto pertinho da Universidade. Não fica chateado, vai!
Sam sussurrou pra ele pelo telefone, Dean resmungou um pouco mas cedeu.
_Não, tudo bem. Se não tem jeito...
_Dean?
_Hum?
_O que você tá fazendo?
_Eu? – Dean não entendeu a pergunta.
_É Dean! – o tom de voz de Sam mudou, ficou mais rouco, mais íntimo - o que você tá fazendo, amor?
Dean percebeu quando ele começou a usar sua "voz de cama", que era como Dean chamava quando ele vinha todo manso e cheio de intenção pro seu lado. Era seu jeito de mostrar que estava a fim de sexo.
Dean se ajeitou na cama rindo e se interessando na conversa.
_Eu tô deitado assistindo o jogo dos Lakers.
_Humm...tá vestindo o quê?
Sam também se deitou na cama recostado nos travesseiros, deslizou a mão pelo peito e se tocou sobre o jeans que usava.
_Eu tô...de cueca... – Dean entrou no clima percebendo onde a conversa ia dar - ...boxer...branca.
_Hummm...que delícia! Fecha os olhos Dee...imagina que eu tô aí com você. Se eu estivesse aí eu ia te beijar inteiro até você ficar sem ar...
_Sammy...
Sam abriu o zíper e desceu a calça até as coxas, puxou o sexo e as bolas pra fora da boxer e começou a se masturbar se acariciando inteiro.
Estava duro que doía.
_Eu tô me tocando pra você, eu tô tão duro... tô com tesão desgraçado! Tô com tanta saudade!
_Também tô Sammy!
_É? Tá com tesão ou tá com saudade? – perguntou todo sacana.
_Tô com tesão seu puto...você me deixou com tesão!
Sam fez um som de desapontamento pelo telefone, Dean riu, mas se condoeu e completou.
_Tô com saudade também, tô morrendo de saudade!
Dean se remexeu na cama e escorregou o corpo no colchão, enfiando a mão por dentro da peça intima, pescando o próprio sexo já começando a enrijecer, desceu rapidamente a cueca pra baixo da linha dos quadris.
_Dean?
_Hum?
_Eu tô aqui sozinho morrendo de tesão, Dee!
_Ah baby, não fala assim! Tá partindo meu coração!
_É?
_É, tô com dó de você sozinho aí, abandonado!
_Hu-hum...sabe o que eu queria agora, sabe?
_Não...o que baby?
_Eu queria chupar você! –Sam sussurrou rouco ao telefone, depois ficou quieto mordendo os lábios, deixando suas palavras surtirem efeito nos ouvidos e no corpo de Dean - eu queria colocar seu pau na minha boca e te chupar bem gostoso, daquele jeito que você adora, você quer?
_Ahn...Sammy...quero...
_Então pede Dean. Pede pra eu te chupar vai!
_Ai Sammy, tá judiando...ai cara, que vontade! Me chupa vai, me chupa! Me chupa bem gostoso...ahnnnn.
Sam se masturbava forte com os olhos fechados imaginando Dean deitado esparramado na cama se tocando do outro lado do telefone, as pernas de coxas grossas abertas, uma mão subindo e descendo pelo pênis duro, deliciosamente grosso e gotejando de tesão.
_Dean...fica de quatro pra mim?
Dean chegou a perder o ar com o tom da voz grossa de Sam cheia de luxuria, virou-se na cama, segurando o telefone com a mão apoiando o cotovelo na cama se pôs de quatro, uma mão ainda entre as pernas se masturbando.
_Você tá de quatro?
_Tô, Sammy...eu tô de quatro pra você.
_Enfia o dedo Dean, imagina que sou eu te preparando.
Dean trouxe a mão que se masturbava para a boca, lambeu dois dedos e se esticando todo introduziu-os no ânus, imaginando Sam ali colado nele, respirando contra sua nuca.
_É gostoso? Hum? Você gosta quando eu te preparo assim?
_Eu go-gosto, ah...eu adoro.
_Se prepara para mim, bem devagar...
Dean ergueu o corpo sobre os joelhos, empurrou a boxer pelas pernas livrando-se da peça que tolhia seus movimentos, apoiou o cotovelo na cabeceira da cama, segurando o telefone com a mesma mão, abriu bem os joelhos sobre a cama e arrebitou a bunda o máximo que pode, usando a cabeceira como apoio conseguiu se penetrar mais profundamente naquele posição.
_Ahnn...- Dean gemia sem nenhuma vergonha para Sam saber que ele estava curtindo e entrando na fantasia _ Ahn Samm... que delícia...
_Você tá enfiando os dedos bem fundo?
_Tô, bem fundo...
_Mexe os dedos...entra e sai devagar.
_Ahn Sammy...tão gostoso...
_Isso... rebola para mim, rebola. Mete os dedos bem fundo e rebola... mais depressa Dee...mete bem rápido!
_Ah! Porra que tesão...Sammy... é tão bom...tão bom...
Dean se penetrava e rebolava contra os próprios dedos, o pênis ereto, teso contra a barriga, parecendo ferro em brasa, apontando para cima nem se balançava de tão duro. Dean gemia o nome de Sam no bocal do telefone para ele ouvir.
_Eu vou meter Dee...vou meter bem gostoso em você, do jeito que você gosta.
Dean voltou a se masturbar imaginando Sam atracado nele, dentro dele metendo com força, mordendo seu ombro, falando besteira no seu ouvido, as mãos nos seus quadris apertando forte na ânsia de se enfiar inteiro dentro dele.
_Eu vou te enrabar com força, você quer? Diz que quer, diz!
_Eu quero, eu quero Sammy...
_Eu vou te enrabar daquele jeito que você adora! Vou meter até você gritar!
_Eu quero...eu quero...!...tão gostoso!
Sam já estava tão excitado que apenas por ouvir Dean gemendo e imaginá-lo de quatro dando pra ele sentiu o orgasmo violento crescer e tomar conta do seu corpo.
_De-Deeannn...eu tô gozando Dee...ahn... eu tô gozannnnahnn!
Dean se tocou com mais força ouvindo os gemidos de prazer de Sam do outro lado da linha, imaginando o rosto dele, os olhos fechados, a boca entreaberta, os músculos retesados pelo orgasmo. Simplesmente adorava ouvir ele dizer que estava gozando, adorava olhar seu rosto e ver a expressão de prazer que tomava conta dele. Achava que ele ficava ainda mais lindo quando gozava.
Dean arqueou o corpo se esticando inteiro, se esvaiu contra a própria mão respingando sêmen pela cabeceira da cama e pelo travesseiro.
Se jogou na cama respirando forte contra o bocal do telefone.
Pra Sam ouvir e saber que ele tinha gozado também.
_Sammy...você é doido! – falou rindo contra o telefone e limpando a mão suja na fronha do travesseiro. – eu gozei no seu travesseiro!
_Ah fala sério, no meu travesseiro Dean? – Sam resmungou se fingindo de bravo, para em seguida mudar o tom de voz – eu tô com saudade, neném.
_Eu também, baby.
Dean ficava todo molinho quando Sam o chamava assim, e ele sempre retribuía chamando Sam de baby. No começo, quando surgiram as primeiras conversas manhosas, conversas de cama, cheias de palavras de casal, Dean ficava envergonhado, só chamava Sam de "baby brother" em resposta aos apelidos carinhosos que ele usava, mas com o tempo, as manias e as intimidades de casal foram crescendo, e quando estavam sozinhos Dean não tinha mais nenhum problema em usar todos os apelidos carinhosos e nem em falar tudo que sentia para ele. Era uma reviravolta muito grande para alguém que passou a vida inteira escondendo os sentimentos e se fingindo de durão.
_Eu te amo, neném!
_Te amo também, baby!
Desligaram com Sam prometendo que tão logo terminasse a entrevista iria se mandar pra junto dele.
-W-
P.S: queridos, me desculpem, mas só vou conseguir responder às reviews na próxima semana e também prometo atualizar, ok.
Beijos pra quem aguentou a espera até aqui.
Espero que tenha compensado.
