N/A: Óia! Ela voltou a postar notas no início o.o rsrs Caso especial.
Dedico o último cap a Jhu u.u N esqueci tah mocinha, foi graças a vc q eo comecei a escrever esta fic e axu q faiz jus (a Jhu xP) dedicar a vc, pq o primeiro eh seu e o último tb ueh. S contar q vc eh mt gentil acompanhando a fic, thnkz n.n/
Chapter XIV
- Meleca grudenta – pronunciei a senha para o escritório de Dumbledore com água na boca e a expectativa de que nunca experimentara tal delícia em toda a minha curta vida.
Me refiro a vingança, não a meleca grudenta.
Aquele negócio de pedra com asas que encabeça a escada, aparentava brilhar e possuir cores vivazes prestes a alçar vôo, convidando-me a subir-lhe nas costas e desbravar o desconhecido.
Só falta um pra Evans, afinal esse é o nosso transporte de lua de mel.
- Hey Potter, comporte-se – minha noiva acotovelou-me nas costelas, já refeita de minhas lisonjas (ameças).
Sorri indiferente e juntando todo o meu charme e carisma para os meus sogrinhos.
Nessas horas você deve se fazer de sonso ignorando a cara amedrontadora e assassina do seu sogro, manter uma distância segura e promissora suficiente para uma fuga de urgência, cobrir de galanteios e elogios e dizer "entendo..." com feições de filósofo psicólogo de gerações passadas para tudo que sua sogra tagarelar (não importa se ela é doentemente insana e fala hebraico em fofoquês, o que importa é a sensação de confiança e proximidade que você tem que passar), ressaltar constantemente o quanto sua noiva o tornou um cara melhor e que não é nada sem ela e, que você só tem uma coisa a reclamar:
- Por que não a conheci antes?! - expus minha frustração nas linhas de minha testa e Lily me encarava espavorida.
- Bem que sua mãe me disse que você era um tesouro – a senhora Evans apertou minha bochecha e a carranca de seu marido se agravou – Não sei se você se lembra querido... A mãe de Jimmie nos visitou – ela segurou no braço do senhor Evans, que disfarçou pessimamente o contragosto.
- E que eu me lembre Lily a adorou, não foi mocinha? - ela fitou a filha com amor e orgulho.
Evans encarou a mãe como se esta fosse um monstro. Uma tarântula com pernas em vez de patas, vestida de abóbora com pintas amarelas e varíola de dragão, a fumar um charuto com um duende montado sobre si berrando "ip, ip, hurra!".
- E se bem me recordo, você nos assegurou que seria um sonho se casar com o filho dela – piscou maliciosamente a mulher para a pimentinha da Lily.
- Mamãe! - ela conseguiu articular isto.
- Ah Lily!, vocês já estão noivos, por que não dizer a verdade? - e se virou para o diretor com um sorriso do tamanho do mundo – Claro que aprovamos o casamento, podemos casá-los ainda hoje?
Lily desmaiou.
Se você pensa que as aparências enganam, a minha vivência pode provar que essa famosa frase só mostra um pedaço da verdade. As aparências contam mentiras de grandeza equivalente ao comprimento dos tentáculos da lula gigante. As palavras da Evans nunca foram tão sinceras e simbólicas como eu poderia pensar algum dia...
Acreditando que se devia à iminência dos N.O.M's, minha noivinha sumira. Todavia, não era algo alarmante, sabendo-se que as matriarcas da família têm total autoridade sobre as opções matrimoniais de suas proles. E eu nem completara quarenta oito horas de jejum lilinesco.
- Jay! - Cat me abraçou vendando-me os olhos – Tenho uma surpresa pra você... - acrescentou provocante em meu ouvido, quando eu estava saindo do banheiro após me livrar de certas declarações femininas comprometedoras.
Parece que estar comprometido aumentou meu appeal com as garotas.
Não, minto.
Joguei poção do amor no suco de abóbora diet delas.
- Como você sabe que sou eu? - perguntei serenamente enquanto ela tentava me mover com força.
Até da varinha ela esqueceu... Poção de amor poderosa.
- Porque você é você Jay, que coisas absurdas você tá falando.
- Na verdade a probabilidade de eu não ser eu é de sessenta e oito vírgula trinta e nove porcento. Assumindo-se que por todo o castelo a minha popularidade cresceu logo, tal qual admite-se que a quantidade de indivíduos avolumou-se com a esperança de viver na minha pele.
Ela retirou suas mãos de cima de mim num silêncio altamente reflexivo.
Uhh... Palavras difíceis e construção semântica complexa.
- Pare de brincar comigo Jay! - ela me deu um tabefe nas costas.
Retirei o tecido que cobria meus olhos assim como meus óculos, passei saliva na mão e em seguida no cabelo para assentá-lo (o objetivo era parecer nojento e não realmente amansar meus fios espetados), cerrei as pálpebras possibilitando uma parca visualização dos meus olhos, empinei o nariz e juntei os ombros angulosamente me assemelhando com uma aranha.
- Não espero que você realmente entenda a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a luzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos...
- Ahhhhhhhhhhhhhhhh!
E ela gritou por todo o resto de sua vida estudantil, mais especificamente quando emparedava com o ranhoso.
- E vocês vão se casar? - indagou Pads durante a aula de DCAT.
- Não, só quero meter medo... – sorri marotamente – A mãe dela me adora.
- Aêêê garotão! - meu amigo me sacudiu pelos ombros – Falta você dobrar o sogrinho.
- Aquele parece a versão masculina e mais velha da Evans – comentei coagido.
- Ao menos sabemos de onde ela puxou esse gênio – ele contemporizou – Me disseram que ela está impossível desde o dia que vocês tiveram a reunião – abafou uma risada.
- Talvez já esteja na hora de fazer uma visitinha à minha noiva, que acha Moony? - o cutuquei esperando que ele opinasse.
- Sabe o que acho Prongs, você somente está se metendo em enrascadas. Não é assim que conquistará a Lily – ele respondeu pedindo para Peter não lançar um feitiço.
- E quem disse que quero conquistá-la? - o olhei desconfiado e descrente.
Ninguém se manifestou.
Quebrei o silêncio constrangedor, meneando a varinha sem propósito:
- Posso fazer suas tarefas de monitor hoje, já que cê vai pra ala hospitalar? - Moony fitou o piso e agitou vagarosamente a cabeça em negativa.
- Não lhe peço mais nada – levantei as mãos em juramento.
- Ele disse isso no baile do ano passado – declarou Wormtail.
- Obrigado amigo – ajuntei magoado e ele percebeu o que fizera, me fitando com cara de culpado e pedindo desculpas mudamente.
- E no dever de poções em dupla – retificou Padfoot sem uma gota de arrependimento.
- Agora é pra valer Moony! - me exasperei.
- Que nem na pegadinha do ranhoso? - Pads se intometeu.
- Que foi idéia sua...! - retorqui mordaz e ele deu de ombros.
- Okay Prongs, mas diga a ela que foi o professor Dumbledore que sugeriu, me deixe fora dessa. Não quero ter uma Lily possessa gritando nos meus ouvidos – ele sinalizou para voltarmos a praticar o exercício que o professor mandara.
- Pronto, não terei uma prática decente de defesa. Agradecido, Moony – reclamou Pads e não entendi do que ele estava falando...
Depois de um estafante treino de quadribol, sentia apenas vontade de me jogar no chão do salão principal e dormir ali mesmo, usando o uniforme como agasalho e cama.
Mas é claro, Moony não me permitiu, disse que ninguém merecia tropeçar em mim e trombar com o nariz no chão.
Quando ele me impediu, tive a ilusão que era para o meu bem e não para evitar ser um obstáculo no caminho dos outros.
- E o seu namoro? - interroguei notando que o local possuía semelhanças gritantes com um altar de igreja.
Pouco açúcar no sangue.
- Terminei – ele disse entre colocando a janta no seu prato e observando Pads de esguelha.
- Ela te chifrou? - iniciei minhas hipóteses sobre o término do relacionamento inesperado do meu amigo – Você descobriu que é... você sabe!
Por mais que o estereotipe como homo, colocar em palavras como algo extremamente plausível é um tanto doloroso. Ele é meu amigo, e eu não quero um amigo gay. Ele vai ficar mais fresco do que já é e eu não mereço isso.
Imagine um lobisomem gay.
Apaguem a imagem de vossas memórias agora. Não quero ninguém com trauma aqui.
- Cê não tá atrasado pra ronda com seu lírio? - inquiriu Pads fazendo seu segundo prato.
- Ainda não... - apontei um garfo para ele e me volvi para Moony – Tenho tempo né?
Este me encarou inexpressivo e languidamente mirou seu próprio garfo em mim.
- Não.
- Sei porque tá estressado – murmurei enquanto Pads estava entretido em discutir o resultado do amistoso da Irlanda contra Bulgária com Rab – Pensava que Padfoot ainda tava afim dela.
Remus não modificou uma linha de sua postura e feições, o que me desapontou e persisti.
- Quem cala consente...
- Você vê as coisas de forma tão simples, que me assusta no primeiro instante. Mas com o tempo, elas se tornam preciosas e me confortam – ele pousou suas talheres na mesa e me encarou, esboçando os beiços em meia lua e selados.
Odeio quando ele fala por sinais...
Pelo menos a minha lata de trasgo perdido no meio de tiroteio fez o feitiço surtir efeito na cabeça dele, ou seja, ele explicou:
- Não Prongs. A lua cheia é amanhã e eu não conseguiria mentir para minha namorada – ele levantou os olhos em direção as mesas aquém da nossa, e nesse ínterim retornou sua atenção sobre os ocupantes da grifinória.
- Ou dizer a verdade – assomou ao receber um gelo de Marlene que abraçava e beijava uma amiga no rosto, como se estivesse pulando de felicidade.
Não sou expert em personalidade feminina. Mas posso dizer que essa alegria é demais para ser real. E não acho que meu amigo possa ser tão ruim que quando as garotas se livram dele, passam a gritar de alegria.
- Pra ser sincero eu sempre achei o gosto de vocês dois duvidoso... - analisei a garota e direcionei uma olhada maldosa a Moony e Pads.
Aquele modelou um ponto de interrogação no rosto e Wormtail sinalizou para este, Pads, prestar atenção na nossa conversa, demonstrando estar de antenas ligadas em coisas que não lhe diziam respeito.
- Moony, tem relacionamentos de menos – acenei para ele não me interromper e desenhando um lobinho que estava mais para ovelha no guardanapo – Pads, demais – juntei vários traços tortos para representar um cachorro abanando o rabo.
- O que os levaria a ter interesse na mesma menina? - fui mais enfático em pedir que me permitissem continuar, com uma magricela de maria chiquinhas delineada entre os dois rabiscos, quero dizer: animais.
Os protestos atrapalhavam meu raciocínio e meus dotes desenhísticos.
- Bom gosto? – sugeriu Rab.
- A Lene não usa esse penteado – Moony aproveitou a interferência.
- E não é tão magra assim, ela faz mais o tipo... - e Sirius gesticulou as formas arredondas femininas.
- E eu sou mais amedrontador, isto aqui tá mais pra amontoado de lã do que um lobisomem feroz – ele retirou a planilha de ilustração explicativa de minha posse e começou a fazer reparos.
- E o meu focinho é mais alongado, minha cauda é altiva e meu porte é maior – corrigiu Padfoot se sentando ao lado de Moony para fazer suas reformas também.
- E não podemos esquecer da tatuagem de Lene – observou Remus para um Sirius muito compenetrado em sua tarefa.
- A da barriga?
- Não a da... - me abstenho de narrar e comentar sobre a localização da tatuagem da Lene.
Me focarei em assuntos mais saudáveis e interessantes como...
O fato de estar atrasado para a ronda.
Depois de um banho e prometer nunca mais fazer desenhos que envolvam Pads, Moony e Marlene, transpus meu rumo pela sala dos monitores até a Evans, o mais discreto possível.
- Estou lhe vendo Potter – ela disse sem despregar os olhos dos livros e pergaminhos sobre a mesa.
Visão de águia, percepção de víbora, habilidade falatória de gralha, humor negro de corvo, temperamento instável de hipopótamo e intimidação palpável de dragão.
Essa é a minha noiva.
- Vim fazer uma visitinha, coração – me sentei a sua frente apoiando os cotovelos sobre algumas de suas anotações e a fitando, apaixonadamente sonhador com direito a suspiros entrecortantes de brinde.
- Remus me paga... - ela murmurou ainda sem se preocupar em olhar para seu interlocutor – O que quer?
- O diretor lhe paga – retifiquei não mudando a minha posição contemplativa – Mas ele já tá velho, dê um desconto.
- Você tá mentindo. O que quer Potter? - havia mais inflexão na voz do que antes.
Ela está ficando irritadinha, irritadinha, irritadinha...!
- Não, não estou. Vim ver minha noivinha – formei um coração no ar com a varinha e soprei para ela.
Às vezes, eu me sinto a mulher na relação.
- Estava pensando... Vestido branco não ficará bom pra você. Aí cheguei a conclusão de que um vermelho sangue ficaria perfeito – puxei um de seus pergaminhos e materializei uma pena em minha mãos.
Ela me olhava como se quisesse tingir o vestido de vermelho sangue com o meu sangue e planejasse ficar viúva antes do casamento. Coisa impossível, não se pode ser viúva antes de casar, pode?
- Ainda tem o chapéu de urubu preto da minha tia, é tradição a noiva usar na minha família. Cabe invejavelmente na sua cabeça sem precisar usar magia, paixão – prossegui medindo a circunferência de seu crânio com as mãos em uma análise crítica e apurada à distância.
Uma garota nunca ansiou tanto para se casar...
Eu sei que sou o marido do sonho de todas.
- É Evans, Potter! E largue meus pergaminhos! O que você tá escrevendo neles? - tomou o material de minhas mãos e me fuzilou com as orbes tempestuosas.
- Entendo a pressa da nossa mãe – enunciei colocando os pés sobre a escrivaninha e a tolhendo de continuar a escrever – Não queremos ver seu vestido vermelho despontado pela sua barriga de gravidez, não é meu docinho de abóbora?
Ela largou prontamente suas anotações e cerrou as pálpebras, onde o brilho feroz de sua íris verde era a única característica distinguível de seus globos oculares.
- O tamanco cor de jumento-que-foge combina maravilhosamente com o tom da sua pele, querida. Ó! Que surpresa agradável, vovó ficará tão contente em lhe emprestar. Sei que você não recusará, pompomzinho – recostei meu pescoço em minhas mãos e examinava o teto devaneando.
Não ousei uma espiada nas feições de minha adorável noiva, tinha conhecimento que ela não mais me respondia e se mantinha imóvel em sua cadeira. Era me o suficiente por hora.
- É bom fechar esses detalhes logo... - arranquei um pedaço de pergaminho aleatório e fingi redigir uma carta para meus parentes.
- Claro, para a barriga não aparecer – ela arrematou escarninha.
- Isso, meu bem – acenei-lhe com a pena falseando minha concentração na "carta".
- Um filho seu – ela persistiu ferinamente, como se não tivessem acontecido pausas ou interrupções.
- Nosso – emendei dramatizando ofensa.
- Nosso – ela concordou sem abandonar a ironia, flexionando o pescoço rapidamente para o lado, que inclusive um "creck" eu pude ouvir.
- Não me diga que quer fazer mais filhos aqui e agora, vida minha? - soltei minha mentirosa correspondência, encarando Evans entre surpreso e cobiçoso.
- Vá se ferrar Potter!! - ela se ergueu instantaneamente.
Enfim liberou a raiva.
- Então fale a verdade, assuma a mentira que disse a todos que eu te alisei! - gritei também alterado.
- Você não ouviu o "Vá se ferrar!!"? - retorquiu cética e destilando seu típico deboche reservado somente a mim.
- Ainda estou assimilando o "Potter passou a mão em mim!" - a arremedei também usando desdém.
- Você é um trasgo idiota mesmo – ela cruzou os braços e passou a olhar para a porta em vez de mim.
- E você uma mentirosa dissimulada – guardei minha varinha no bolso de trás do jeans e bati a porta do escritório rigidamente.
Aquela garota me tirava do sério.
E eu fazia justiça, a tirando também.
Dividido entre estudos, azarar o ranhoso, quadribol, azarar o ranhoso, marotagens (azarar o ranhoso está contido aqui, mas aqui não está contido no azarar o ranhoso, entende?), azarar o ranhoso, ir pra casa dos gritos e azarar o ranhoso (azaro o ranhoso, porque a proximidade dele com a minha noiva me deixa muito feliz...) me afastaram de minha noiva mentirosa (é um ciclo vicioso, não sei onde começa, onde termina... Começa onde eu azaro o ranhoso, ou onde a minha noiva mentirosa está próxima do ranhoso? E ah!, eu repito a palavra ranhoso para não esquecer que ranhoso me inspira asco, que me inspira ódio, que me inspira a azarar, este ciclo eu sei).
- ... cubra a Marlene, fique de olho nele – ordenava Brendon a Sirius.
Estávamos na final, griff contra sonsos. Joguinho difícil mas muito esperado por todos: jogadores, torcida e outras casas.
- Tudo bem Jay? - Mel puxou a barra da minha manga.
- Uhum... E você? - aguardávamos o sinal de madame Hooch para adentrarmos o campo.
O barulho dos alunos provocava uma onda gostosa de tremor em mim, além do famigerado frio na barriga e a vontade de entrar logo no jogo.
- Nunca estive melhor – ela sorriu como se antecipasse a vitória – Enfim vou poder quebrar os dentes daquele sonserino fedorento!
Os outros colegas do time olharam estupefatos para a pequenina e ela não se perturbou.
- Ele bateu no Dennis - e seu esgar diabólico se alargou.
Contrariamente a todos, a atitude dela só me fez sorrir.
Não seria o único a vencer meus medos e frustrações através do esporte. Posso tentar a posição de batedor da próxima e colar ao balaço a foto do ranhoso.
Muito útil.
...
- Passa! Passa! PASSA!! - se esgoelava Melanie para McKinnon.
Estranhei a histeria da baixinha e culpei o vento e a distância pelo que ouvi. Voltei a procurar o pomo sob a marcação acirrada do apanhador sonso.
Pads me salvou de um balaço potente e aproveitei para perguntar:
- O que tava acontecendo com a Mel e a McKinnon?
- Egoísmo, McKinnon não passou a goles – ele informou e virou para o nosso goleiro com um ar professoral – O pomo está debaixo do gol deles Prongs...
- Quando eu disser já, você segue pro sentido oposto – estipulei.
- Boa, pode deixar – ele sinalizou com o polegar contíguo ao bastão e manteve a postura descontraída.
- Já!
Num borrão de cores e zunido de gritos e barulhos, alcancei o pomo sem dar chance ao pomba lesa do adversário de reagir. Quando ele se moveu era tarde demais.
Seguimos para o castelo vitoriosos e inabaláveis perante nossos feitos, Mel usou a conquista para pregar uma peça no "sonserino fedorento". Marlene levou um esporro carinhoso do Brendon, sempre achei que ele pegava mais leve com as garotas. Pads conseguiu convencer Moony a se juntar a ele na bebedeira e antes disso, a trazer a bebida, enquanto Wormtail não precisou ser convidado. E ah!, a minha noiva...
- Discurso! Discurso! Discurso! - a galera pedia e cada um dos jogadores tinha sua vez.
Eu fui o primeiro, lógico e justo.
- Queria propor um brinde a minha noiva: Lily! - gritei a plenos pulmões ainda não embebidos em álcool, a admirando com os fios cor de cobre amarrados por uma fita dourada como o pôr-de-sol do fim de jogo.
E tão logo meu berro ecoou, tão logo ele morreu na quietação infortunada a que todos se impuseram.
Evans se postou a minha frente, olhou de mim para a multidão incomodada e vice-versa, com um meio sorriso penoso e sem graça, elucidou:
- Todos sabem que não sou sua noiva. E que menti, não existe casamento – cada palavra era mais do que uma facada, era mais do que ter o ranhoso sapateando e esfregando aquele sebo no meu imaculado coração.
Procurei meus amigos com os olhos, procurando confirmação daquilo, procurando não sei bem direito.
Remus me encarava com dor no olhar, Peter fitava cabisbaixo o carpete vermelho e Sirius mantinha o maxilar enrijecido e uma expressão determinada a me passar força, talvez.
Aquilo não deveria estar me afetando, era o que eu queria merda! Ela assumiu a verdade, assumiu que era uma mentirosa!
Contudo, por que a sensação de vazio e perda me acompanha? Talvez porque eu tenha sido o último a saber e esteja cumprindo meu papel de panaca no meio do salão comunal como regularmente faço, oferecendo um brinde apaixonado a garota que eu amo. Talvez seja por isso...
- Brindemos ao brilhantismo do nosso capitão! - vociferou Pads e todos esqueceram do babaca do James aqui.
Cheguei a triste e real conclusão que essa dor sempre vai me acompanhar enquanto gostar da Evans.
E que não importa quanta justiça eu queira fazer com as minhas próprias mãos. Eu sempre serei o perdedor...
- Prongs, cê sabe que pode contar comigo pro que precisar né amigão? - Pads me abraçou pelo pescoço enquanto relaxávamos após uma virada de estudos sufocante.
Sufocante pode nos levar sem hesitação ao Moony, ainda mais quando isto envolve livros e revisões.
Não sei como ainda dei ouvidos a ele...
Dei um pedala nos dois e por fim, em Wormtail que estava mais distante, descontando o tédio que deveria ser do cachorrão, mas hoje estava comigo.
- James! - gesticulou Marlene correndo em nossa direção, Moony segurou mais fortemente seu livro e Pads o olhou estranhamente.
- Você nem sabe! - ela exclamou com as faces afogueadas e eu, Pads, Moony (atrás de sua enciclopédia) e Rab (atrás de seu big lanche feliz) levantamos uma das sobrancelhas.
- O ladrão de calcinhas voltou a atacar – ela revelou solenemente e Pads engasgou numa tossida, por camuflar uma gargalhada espalhafatosa.
- Ainda nessa... - bufei procurando algo para olhar além da face dela que tentava inspirar mistério.
E admito, fiquei muito tentado a repetir a distribuição de pedalas, incluindo uma série quadrupla na McKinnon.
- Me dê tempo para fazer um levantamento da situação com os meus conselheiros okay? - retifiquei quando ela soltou um muxoxo e meus amigos me olharam ofendidos.
- Okay, mas não demore – ela se levantou e Pads soltou um assobio curto e baixo diante ahn... dos dotes posteriores dela.
- Conselheiros, huh? - Moony me deu uma livrada na nuca.
- No violence, no drugs, okay? - massageei o local.
Eles me fitavam não muito contentes e saltitantes, diferente de como eu esperava...
- E sem contar que vocês me devem por não terem me contado que a Evans havia assumido sua mentira – evitei encará-los, assim como evitava desde a comemoração da vitória do nosso time, o assunto.
- Prongs... - iniciou Moony e pedi que ele se calasse.
- Na boa, cara. Bora só fazer isso e esquecemos tudo, fechado? - indaguei os três e Rab foi o mais empolgado em concordar.
- Tava cansado de estudar coisas que sei mesmo – admiti acompanhado de uma risada breve de Pads e mais uma livrada do Moony.
- Como conselheiro, digo que Prongs está incontestavelmente correto – Padfoot cruzou os braços, flexionou as pernas e vidrou os olhos bizarramente.
- Também sou conselheiro Prongs? - interrogou Rab mal conseguindo dar conta de seu sanduíche enorme e Moony projetou uma careta.
- Ele pode ser cozinheiro. Como seu conselheiro aconselho isso Prongs, e reafirmo você está certo, sempre esteve e sempre estará! - asseverou Padfoot e Moony se revoltou, repetindo o ato violento rindo.
A gente sempre acha engraçado ver os outros se dando mal...
- Sabia que a parte do meu cérebro responsável pela visão é aí trás?! Não quero ficar cego! - argumentei e Pads se juntou a Rab na comilança.
- Cego você já é, caro Prongs – afirmou o lobinho comprimindo um sorriso de troça.
- Cego não, míope! E uso óculos! - exclamei o censurando e tentando me apoderar do objeto destruidor de lobos (lobos cerebrais, não lobos lobisomens) funcionantes e saudáveis da vista.
- Tá, senhor Prongs-não-cego-e-sim-míope-de-óculos. O que devemos, seus conselheiros, fazer para solucionar o mistério das calcinhas desaparecidas?
- Esqueceu de James Potter – lembrou Wormtail que olhava magoado para Pads, que havia se apossado do sanduíche.
- Esse nome é tosco, Moony – considerou o cão de boca cheia, a mágoa nas feições de Rab se acentuou - Conselheiro número dois tá lento... Encarregue o seu conselheiro número um, Prongs!
- Demorou... Mente, diz aí qual o melhor nome e plano – falei em jocosa.
- Tenho uma idéia superior a da sua mente – interpelou o lobinho – Levemos o caso ao diretor.
Moony recebeu vaias.
Idéia sensata, mas sem diversão.
Além do que, não somos conhecidos como os sensatos, os certinhos ou em suma, como os panacas.
Somos os marotos.
- Base para vinte e quatro, base para vinte e quatro, câmbio – sussurrei no aparelhinho.
- Tô aqui Prongs – respondeu enfastiadamente Moony, com o número vinte e quatro pintado de rosa pink e purpurinado na bochecha, ao meu lado.
- Mas por que vinte e quatro não está em posição? - minha voz estava rouca de indignação e por estar falando muito baixo.
- Porque você não deu a posição – retorquiu o vinte e quatro com os braços pensos ao lado do uniforme pareando com sua hum... personalidade vinte e quatresca.
- E o número treze? - estava perdendo a minha voz, tudo em nome da honra e da palavra.
- O vinte e quatro era pra ter ficado com o veado do Prongs! - resmungava o Pads e eu ouvi, ouvi!
Punição para esse insubordinado.
- Quer trocar com o vinte e quatro? - o parei autoritário.
- Não sei a razão para eu ter ficado com o treze... - ele reclamou mudando de assunto e puxando sua roupa colada e preta, afim de esticá-la.
- Pra ter nascido com essa cara, só sendo muito azarado mesmo, número treze – argui sem pestanejar e rindo internamente da aparência bem emo dele.
- E o Wormtail? - questionou vinte e (ui!) quatro.
- O zero a esquerda? - devolveu o número infeliz-e-quero-morrer-treze.
- O zero-zero – corrigi e senti alguém me cutucando no ombro.
- Chefe, chefe – era o zero-zero – Essa roupa não me ajuda...
Padfoot gargalhou e Moony engoliu heroicamente sua risada, os olhei censurador e tranquilizei zero-zero.
- É bem sua personalidade, nos será muito favorável, não se preocupe – acrescentei apaziguador dando um tapinha em zero-zero que passou a pular devido seu outfit redondamente de bola.
- Por que só ele está maneiro? - cochichou zero-zero para vinte e quatro, enquanto nos esgueirávamos pelos corredores afim de alcançar o salão comunal e enfim, o dormitório feminino.
- Porque ele é o número um...
- Silêncio números! - decretei – Número não identificado a frente, mapa! - de mão em mão o pergaminho chegou até mim.
- Prongs... - arriscou Moony incerto e resmunguei, indicando que não responderia, pois eu não era mais Prongs eu era...
- Digo, número um... Aquilo não me parece alguém...
- Está correto número vinte e quatro – admitiu Pads se fazendo de cego perante o olhar de revolta de Moony, digo: vinte e quatro (vinte e quatro está tendo um ataque, porque está sendo chamado de vinte e quatro, é isso) – Aquilo é... Uma calcinha!
- Onde? Não vejo nada – número zero-zero (vulgo Wormtail) fez uma viseira com as mãos, enquanto respirava apressadamente para recuperar o fôlego perdido ao andar com a roupa cheia de bolas preenchidas com água.
- Porque tem uma bola na sua frente, anta! - número treze sempre depressivo, mostrava sua verdadeira personalidade zangada e num safanão abaixou o obstáculo que impossibilitava o número zero-zero de ver.
- Agora sim!
- Façamos uma abordagem eficaz e cautelosa, câmbio – estabeleci.
- A gente tá aqui do seu lado – repreendeu número vinte e quatro e aparentei não escutá-lo.
Com cuidado fomos nos aproximando do O.T.N.I. (objeto terrestre não identificável) e a um metro de distância, algo inesperado aconteceu.
- Tem algo estranho vindo na nossa direção... - comentou número treze preocupado – Merda, tá tudo preto agora.
- Claro, seu lápis borrou e caiu no olho – expliquei – Por que tá suando tanto número treze? - percebi a testa ensopada e o cabelo capacete se tornando cabelo cuia, de tanto suor.
- Prongs.
- Número um! - retorqui o condenando.
- Que seja. Você coloca a gente nessa situação louca e idiota, olha pro Remus!
- Tô vendo purpurina... - o número vinte e (ui!) quatro estava zanzando a esmo pelo corredor, cego pelo brilho que estava (previamente) em suas pálpebras e (agora) escorrera para seus olhos, escapando de dar de contra com o número zero-zero por um triz.
- E o Peter! - zero-zero rolava pelo piso, enfim compreendendo que esta era a única maneira pela qual conseguiria se locomover.
- Okay! Eu pego a calcinha e a gente sai daqui, satisfeito? - levantei os braços para o alto e caminhei abertamente para a clareira iluminada, onde jazia a calcinha.
Pads assoprou a franja impaciente e me segurou pelo ombro.
- Peraí! O que é isso preto na sua cara?
- Disfarce – dei de ombros.
- A gente não vai pra uma guerra, ou um lamaçal, ou uma floresta, sabe Prongs – alfinetou irônico.
- Ou pra uma queimada, sei. Posso pegar a calcinha agora? - rebati irritado.
- Acho que não é uma boa idéia... Tem uma garota ali! – Padfoot apontou temeroso para onde jazia a calcinha e acompanhei seu movimento.
- Mais que merda! É a Evans!
- E tá vindo pra cá, caralho! Ela nos viu – exasperou-se Pads – Ela nos viu, ela nos viu, ela nos viu, ...
Ele realmente incorporou seu uniforme emo...
- Pads, calma. Vou enrolá-la, você tira o Moony e o Wormtail daqui, confio em ti cara – o empurrei em direção aos dois e me encostei à parede arquitetando uma saída.
Planejando achar uma... Porque não havia uma!
Se a Evans fosse um número, ela seria o sete. Perfeição? Provavelmente.
Sem devaneios Prongs, ou melhor, número um. Pense, pense, pense...
1. Imitar um lobo?
2. Um fantasma?
3. Um cachorro?
Confesso, meu repertório imitativo não é muito vasto ou uma das coisas das quais mais me orgulho. Então, apelei para algo que sei fazer de melhor, improvisar.
- Então você é a ladra de peças íntimas! - saltei diante dela a forçando a dar dois passos para trás.
Mesmo a acusando, uso de pudores em relação a palavra calcinhas, é inevitável.
Após concluir que eu não era um sei lá o quê, Evans voltou a respirar regularmente e tirou a mão de cima do colo, suspirando aliviada.
- Você tem cara de traficante, não eu. E tá na hora de todos saberem da verdade! - ela agitou a calcinha de forma tresloucada.
- Não é isso que está pensando Evans... Eu posso explicar – tentei manter um diálogo mas ela me deu as costas, então de novo só me restou improvisar.
E foi aí que a fiz desfalecer, para o bem de todos...
- Pela autoridade que nos foi concedida, declaramos os marotos os bruxos beneméritos do dormitório feminino – saudou McKinnon após honrar-nos com medalhas.
Se nós desvendamos o mistério do tarado por roupas íntimas? Não. Mas achamos alguém para pagar por seus pecados e colocamos o diretor no cargo de desvendar o mistério.
Primeiro, antes de elucidar o caso. Quero esclarecer outros tópicos: não sinto culpa ou remorso pelo que a Evans me fez passar, porque aqui se faz, aqui se paga (sim, eu a fiz pagar por ter avisado a todos o fim de nosso noivado, menos a mim, o noivo). Se eu a amo? Provavelmente sim, todo o colégio tem conhecimento disto e ela? Provavelmente não liga. Se pretendo mudar para agradá-la? Hum... Eu tentei, tentativas futuras? Provavelmente sim também. Se irão funcionar? Vocês me digam se irão funcionar, espero ardentemente que sim, porém eu não sou uma fonte segura a opinar.
A acusada foi Lilían Evans e sim, ela descobriu que eu havia feito isso. Reação? Aquela do lago depois dos N.O.M's que ficou mundialmente célebre (N/A: e foi representada minimamente no filme da Warner ¬¬).
Como fizemos? Simples: conjuração, aparecer e desaparecer. Em linhas poucas, transferimos a prova do crime para a cama dela. Acredito que ela deve ter ficado muito atordoada ao acordar mergulhada em calcinhas e todas suas colegas a encararem embravecidas... Gostaria de ter uma foto, entretanto a cena ficará só na imaginação mesmo.
O resultado? Cheguei a acreditar que estávamos quites, porque apesar de Evans ter assumido sua mentira ela não me avisou, e por isso coloquei a culpa nela pelo furto. E então, logo após as provas enquanto descansávamos a beira do lago, tentei uma reaproximação.
Contudo, vocês já sabem o resultado...
E ah!, ia me esquecendo...
Cego?!
Cego não, míope! E uso óculos...
N/A: As férias tão acabando ahhhhhhhhhhhhh! N sei qnt a v6, mas eo n qro voltar p aulas, eo gosto de ócio u.u ócio é produtivo, olha no q deu o meu, concluí uma fic! xP
Obg a tds as reviews, essa eh a primeira fic q eu recebi tantas shuishuish xD eh sério, emociona u.u
E vc q n mandou ¬¬ Obg tb n.n/ quem sabe um dia a gnt n se encontra por aih n.n/ e eo cobro as minhas reviews ¬¬ shuishuish x3
Se esta fic conseguiu arrancar um sorrisinho ínfimo q seja, lah no seu interior, fico contente pq eo sou uma desgraça pessoalmente em fazer as pessoas rirem u.u Enton, se a fic conseguiu, eh algo q poderei contar ao meos gatinhus de estimação qnd estiver velhinha neh xP
Eh soh, axu eo... A gnt fla mais alguma coisa qnd termina algo? o.o' Eo digo teh q enfim... enton, teh q enfim! hihihihi \o/
bjin' e xau o/
Edited: 14 de janeiro de 2009
Eh... A fic tem continuation! \o/ Ou seja, meu "até q enfim" precisará ser pendurado, depois eu o utilizarei xP E... Minhas notas eram tão felizes... Ultimamente eo n tenho sido eo... ºwº
Então, se vc chegou até aqui, vc ainda irá sofrer mt mais u.u
Continuação em http://www. fanfiction. net/s/4792277/1/ Ele_nao_e_cego_e_miope_e_ahm_usa_oculos (cuidado com os espaços)
Aguardo vc lah ;D
