Capítulo 14
-... O... Senhor? – Haruka questionou e notou que os olhos do homem de longos cabelos e vestes negras não se abriam.
- Ah, você não deve se lembrar... Era muito pequena quando deixei o nosso vilarejo. Eu sou Zafkiel. Um dos sete Grandes Sacerdotes. E Rasiel é meu disípulo e acompanhante. – Seu rosto se virou para o jovem loiro que vestia um hakama na parte de cima branco e a parte de baixo azul-médio, este fez uma pequena reverência.
- É um prazer então, voltar a conhecê-lo, Zafkiel-sama. – Haruka sorriu, soltando as vestes da irmã e fazendo uma bela reverência.
- Haha. Esse tom entusiasmado de voz, cheio de energia e bem meigo... É típico seu desde pequena, Haruka-chan. – Zafkiel sorriu.
Haruka corou suavemente e sorriu novamente, sem jeito. Mamoru, Yuuka e Michael chegaram sem pressa alguma, Michael fez uma careta ao ver Zafkiel e se aproximou mais rápido.
- Você?! Você aqui?! – Michael apontou o dedo contra o peito de Zafkiel que ficou com gotas na cabeça.
- Michael, não perdeu o jeito de sempre... – Zafkiel sorriu meio torto pelas pontadas que Michael lhe dava com o dedo indicador.
- Que droga! O que esse cego tá fazendo aqui?! Pra que cês trouxeram um cara desses? – Michael foi à direção de Raphael dessa vez, segurando-o pela gola das vestes. – E por que não me levaram junto?
- Como por quê? Você mesmo não concordou em ficar aqui? – Raphael encarava o mau-humor do amigo com um sorriso falso.
- Ahn?! Pra que eu ia querer ficar com esses inúteis aqui? – Michael apontou para Haruka e as duas crianças que haviam grudado em seu kimono.
- Ora, ora... Vejo que você e a Haru-chan... – Haruka correu e tapou a boca de Raphael antes dele terminar a frase, separando Michael e ele.
- Vocês devem estar cansados, vamos entrar, tomar um chá e conversamos mais lá dentro. – Haruka sorriu meigamente e foi empurrando Raphael primeiro.
-... Tomar chá? Tô fora. – Michael se apressou em direção às árvores e sumiu.
- Haruka... Pode me explicar o que aconteceu? O que se passou enquanto estivemos fora? – Jibrille questionou a irmã tranqüilamente.
-... O Mestre Michael... – Haruka começou, mas não teve coragem de continuar.
- Mestre Michael? Antes você não o chamava de "Mika-chan"? – Zafkiel perguntou e tomou um gole de chá. Ele podia sentir a triste sensação que emanava da menina.
Haruka sentiu uma dor aguda em seu peito e apertou as mãos contra ele, baixando a cabeça. As lágrimas vieram, naturalmente, sem esforço algum... Não queria ter perdido... Não queria ter deixado se perder... Todos os anos, todas as lembranças...
- Haru-chan? O que houve? – Uriel que estava sentado ao lado da jovem de cabelos roxos curtos amparou-a.
-... O Mika-chan... Nunca mais... N-Nunca mais... – Haruka se esforçava para explicar, mas sua voz tremia e seus soluços eram intermináveis.
- Haruka? O que houve? Por favor, não chore... – Jibrille se levantou e se apressou a socorrer a irmã.
- Nee-sama... O Mika-chan nunca mais... Vai se lembrar... – A menina afundou o rosto nas vestes da irmã, sentia-se sufocada.
- Haru-chan, o Mika-chan não se lembra de muitas coisas. – Raphael sorriu maroto, estranhando o que se passava. Na verdade, tentava brincar para facilitar as palavras da menina.
- De mim... Ele nunca mais... – A voz falhou e as lágrimas correram por sua face amargamente.
O silêncio se fez presente no aposento. Nunca mais... Lembraria-se dela...? Jibrille sentiu uma energia suave emanar de sua irmã e observou um colar em seu pescoço, logo, reconhecendo-o.
- Vocês...? Esse colar? – Jibrille puxou o pingente para observá-lo.
-... Eu acho que foi um feitiço... – Haruka continuou. – Michael quem me deu... Eu... Estava tão feliz... – Ela abriu um sorriso frágil, tão frágil como se apenas uma palavra pudesse levá-lo de sua face. – Quando ele colocou no meu pescoço... Quando... Eu descobri que ele também estava usando um igual para não me prejudicar...
-... Perdoe-me, querida... – Jibrille a abraçou com força. – Se estivéssemos aqui...
A noite sombria de inverno assustaria qualquer um naquele dia. Michael tinha um sonho inquieto. "Mika-chan..." Uma voz o chamava. Podia ver alguém correr longe. Era tudo negro, apenas essa pessoa iluminava a escuridão.
- Ei! Quem é você? – Michael gritou e se pôs a correr atrás da pessoa. Não conseguia enxergar suas próprias mãos, apenas a pessoa que se afastava e que perseguia.
"... Você se esqueceu..." A pessoa parou de correr. A voz ecoava de todos os lados, mas ele mantinha a certeza de que a voz pertencia a jovem que perseguia.
- Me esqueci? Do que? Do que cê tá falando? – Michael se aproximou devagar, algo dizia que ela não fugiria mais, porém ela se agachou e começou a soluçar, em tom baixo, como se não quisesse que percebessem. Uma sensação estranha percorreu o corpo do jovem. Uma vontade de ampará-la, aquele choro tão baixo, mas que o incomodava tanto. – Por que... Cê tá chorando?
Quando Michael ia tocá-la, ela se afastou, como se sentisse repulsa e o jovem teve a impressão de que tinha ferido-a. Foi só então que o jovem percebeu, talvez tivesse demorado a notar porque seu corpo estava envolto de luz e sua pele era alva, quase um fantasma, ela estava nua... Suas mãos cobriam o corpo delicado, curvas suaves... O jovem sentiu tontura e fechou os olhos, seu corpo estava quente, sentia-se estranho.
O momento de êxtase passou quando ouviu a jovem gritar, o chão agora parecia água, porém como se tivesse vida, a escuridão parecia desejar engoli-la. Ele segurou a menina pelo pulso para que não fosse levada, e percebeu que lágrimas percorriam sua face, como se doesse... Seu toque...? Ou a água que tentava levá-la?
Michael se sentou repentinamente em sua cama, estava suado e sua respiração estava ofegante... Quem era aquela jovem? Tão envolta de luz que não pôde ver seu rosto direito. Passou a mão pelos cabelos, a sensação de conhecê-la não lhe era estranha. O que estava acontecendo? Michael voltou a se jogar em sua cama... Fosse o que fosse, era apenas um sonho tolo. Não tinha nada a ver, pensou o jovem consigo mesmo.
- Então, o que acha daquele pingente? – Uma voz masculina perguntou a jovem de longos cabelos azuis que olhava o nada na varanda.
- Por que o interesse? – Jibrille questionou e se virou para encarar o jovem loiro.
- Porque... A Haru-chan está triste... E o Michael sem um pingo de consciência... É muito pior que antes, né? – Raphael sorriu sarcástico.
-... Eu não acho que foi um feitiço... – Jibrille voltou a olhar o céu negro da noite de inverno.
-... Quer dizer que... – Raphael se acomodou ao lado da Sacerdotisa da Água.
- É uma prova bem concreta, se o Michael não entendia o que sentia pela minha irmãzinha. – Jibrille sorriu meio desdenhosa, mas logo o sorriso deixou sua face e um olhar preocupado tomou seu lugar. – Mas... Do que isso adiantaria agora...? Em toda essa neve... Entre todas essas árvores... Perceptível para tantos animais selvagens e quase imperceptível aos olhos humanos... Só um milagre para salvá-los agora... Ou, somente o tempo para fazê-lo entender novamente... – Jibrille fechou os olhos e, para Raphael, sua face serena lhe pareceu tão triste e bela que se o tempo parasse, aquela seria uma imagem perfeita na Terra.
-... Eu acredito... Não importa se for o tempo ou se for um milagre... Se o amor for verdadeiro sobreviverá a qualquer desafio. – Raphael sorriu decidido, convicto de suas palavras.
-... Você diz coisas bonitas é por isso que tantas jovens derretem aos seus pés. – Jibrille desviou o olhar para o nada.
-... Jibrille. Já pensou que todas essas palavras, na verdade, eu quisesse dizer apenas a uma mulher? – Raphael disse em tom sério.
- Pois tenho pena dela... Porque você não guarda as palavras para ela somente... Nem seus beijos, nem seu carinho. Procura satisfação em outras, tenho pena dessa mulher, se ela o ama. Porque você, desse jeito, se torna alguém que uma mulher que o ame de verdade, tenha medo de lhe revelar o que sente. Pois tem medo que seu amor não cuide... Assim como as outras mulheres, ela seja apenas mais uma. Se o seu "amor verdadeiro" transpõe barreiras, então deveria transpor tempo e desejo também, Senhor Raphael. – Jibrille procurou não exaltar seu tom revoltoso e dizer apenas como um aviso, mas ao terminar, sua respiração ofegante, seu coração queimando em dor e em raiva, o olhar num misto de tristeza e repulsa apenas deixou escapar uma lágrima e ela se direcionou ao próprio aposento. – Tenha uma boa noite.
A jovem loira deitada na cama de Haruka fora retirada e agora se encontrava num outro aposento. Mamoru e Yuuka dormiam tranqüilamente, mas Haruka permanecia acordada, acariciando os cabelos da menina que dormia acomodada aos seus braços.
Início do Flashback
- Então vocês estão casados agora. – Uriel disse meio incerto de suas palavras.
Jibrille sorria e seus olhos brilhavam de emoção, Raphael tinha um olhar de tédio e estava sentado no gramado. Uriel havia acabado de "casar" Haruka e Michael, quase como que obrigado por Jibrille. Naquela época, não havia problemas, só a diversão.
- E agora, nee-sama? – Haruka perguntou a irmã, olhando de modo curioso.
- Hm... Que tal você dar um beijo no seu "marido"? – Jibrille abafou risadas.
Michael sentiu seu rosto corar bruscamente e Haruka o encarou com seus olhos inocentes, o silêncio se fez presente por um instante e Michael desviou o olhar, ela não faria aquilo. Quando virou seu rosto para esquecer os fatos e tomar um ar, sentiu os lábios dela tocarem sua bochecha num beijinho suave, quando ela afastou, ele a olhou com olhos arregalados, surpresos, não acreditava que ela realmente tinha...
- Ah... – A voz saiu falha e ele levou a mão ao rosto, seu coração batia rápido demais e sentiu um calor invadir seu corpo, quando seus olhos encontraram os dela, ele saiu correndo, não suportava aquela sensação, parecia que ia explodir, seu coração doía de tão rápido e a respiração logo se tornou ofegante demais, ele se escondeu atrás de uma árvore e se sentou, olhando as próprias mãos que estremeciam.
Ela só tinha 6 anos! Como Jibrille pôde fazer aquilo com a própria irmãzinha?... Mas pelo rosto surpreso, ele acreditava que nem ela imaginava que sua irmãzinha faria aquilo. Haruka crescera junto com ele. Desde que tinha memória, ele a conhecia. Conhecia seu jeito, seus gostos, sua voz, seu cheiro, se fosse colocada duas dela idênticas, ainda assim ele seria capaz de descobrir quem era a Haruka verdadeira. Apenas não tinha consciência total disso.
- Achei você, Michael. – Haruka olhava de modo curioso o menino que respirava ofegante, este quase deu um pulo ao ouvir sua voz.
- Ahn? Por que "Michael"? – Não que ele gostasse daquele apelido, mas ela o chamava de Mika-chan desde que se lembrava também.
- Nee-sama disse que eu não deveria te chamar de "Mika-chan" se quisesse ser sua "esposa". – Ela disse em tom inocente vendo o menino corar novamente.
- E-Esquece o que a Jibrille falou! Se for assim, pode continuar me chamando de "Mika-chan", eu não ligo! Mas não diga de novo que eu e você... que... a gente casou! – Michael se levantou bruscamente.
-... Mika-chan não quer ser meu "marido"? – Haruka olhava o menino ficar sem jeito cada vez que ela dizia coisas daquele tipo.
-... Eh... É que... N-Não que eu queira, mas...!! – As palavras não saiam de sua boca, ela não tinha consciência do que dizia, só poderia ser. Michael fechou os olhos com força e ia fugir novamente quando ela segurou sua mão.
- Tudo bem, eu não me importo. Desde que o Mika-chan seja sempre meu amigo. – Ela sorriu singelamente e Michael sentiu seu coração se acalmar. Não podia gostar dela. Deveria apagar qualquer sensação que o ligasse ao "gostar" dela...
-... O velho sábio me disse, Haruka... Que quando uma pessoa se torna "guardião" de outra... Elas não podem se gostar. Porque se não essa pessoa não é capaz de proteger a outra direito. – Michael baixou o olhar. -... Eu... Eu quero... Me tornar seu "guardião", Haruka... – A menina se surpreendeu por um instante, mas logo sorriu singelamente.
Fim do Flashback
Haruka se levantou de sua cama e caminhou até a sacada, retirou o colar do pescoço e o observou por um longo tempo. Lágrimas pingaram sobre ele. Se ela também esquecesse, voltariam a ser amigos? Agora seria diferente, provavelmente, não eram mais crianças, não viviam todos os dias no mesmo pacato local. Se viessem a esquecer, provavelmente seu sentimento jamais seria recuperado. Mas não era isso que havia desejado? Conseguir mudar seu sentimento?... Mas não havia desejado esquecê-lo. Não havia desejado perder todos os momentos tão importantes de sua amizade.
- Ei, o que cê tá fazendo acordada? – Uma voz conhecida perguntou, vindo em direção a ela que limpou as lágrimas rapidamente e direcionou olhar a pessoa que fez a pergunta.
- Michael? O que está fazendo aqui? – Ela perguntou ao jovem também.
- Eu perdi o sono. Duvido que sua irmã queira que você fique andando por aí essa hora. – Michael observou o colar que ela segurava nas mãos ao ficar frente a frente com ela.
-... Eu também só perdi o sono. – Ela sorriu levemente e tentou colocar o colar de volta no pescoço.
-... Cê vai demorar um século assim. – Michael levou as mãos à nuca da menina.
- Não pode deixar que eu... – Haruka tentou se desvencilhar, mas ele tomou a corrente das mãos dela.
Haruka sentiu as lágrimas virem aos olhos de novo. Não era capaz nem de suportar essa aproximação? Era óbvio... Não seria capaz de esquecer jamais o que sentia... Porque não era simplesmente paixão... Amava-o... Amava-o como jamais imaginara... Precisava de sua presença, precisava do Michael que diante dela ainda podia se tornar suavemente gentil e preocupado.
- Você é mau... Eu te odeio, Mika-chan. – Ela disse em tom baixo, sua voz saía trêmula, seu corpo tremia.
- Ahn? O que cê tem? –Michael questionou quando terminou de colocar o colar.
- Você é um baka! Por que foi esquecer tudo de novo?! E agora? – Ela dizia agoniada, evitava gritar para não acordar ninguém. - Agora ninguém pode trazer de volta... O que você perdeu... – Ela levou as mãos aos lábios, seu olhar tornou-se desesperado.
- Do que cê tá falando? – Ele perguntou, confuso, e quando ela levantou olhar para encará-lo, ele sentiu como se tivesse ferido-a, como se tivesse matado alguém importante diante de seus olhos. Ela ia fugir, mas ele a segurou. – Ei! Explique-se!
- Me deixa em paz! – Ela levou as mãos aos ouvidos, ainda não gritava, sua voz saía quase morrendo, não possuía energias para lutar contra algo como aquilo. – Eu perdi... Por favor, pare de me torturar assim... Por favor... Traga o Mika-chan de volta...
-... O que...? O que eu te fiz...? Por que cê tá chorando desse jeito? – Algo doía na alma do jovem ruivo, em outro momento, diante de outra pessoa, talvez, ele ignorasse as lágrimas e o desespero e apenas a deixasse ser torturada pelo sentimento que a esmagava, mas ela... O desespero dela o afetava, o fazia ter medo, ele não sabia medo do que, mas não pretendia descobrir depois de ter perdido para esse medo.
- Eu não posso mais... Eu não agüento mais... Não precisa me proteger... Não precisa gostar de mim... Eu só preciso que se lembre... – Haruka dizia agoniada, implorava em desespero. Sentia-se ridícula, não era forte o suficiente para transpor aquilo, o que poderia fazer? Ele jamais se lembraria...
- Haruka, me desculpe! – Ele não sabia mais o que fazer, seria capaz de qualquer coisa, só para parar aquele choro silencioso. Tão silencioso que ninguém o perceberia, mas tão desesperador para aqueles que o viam.
- Eu te odeio! Eu te odeio! Eu te odeio! – Ela repetia batendo as mãos fechadas contra o tórax do jovem que tentava pará-la. Na verdade, ela repetia para si mesma para que pudesse esquecer toda a dor.
Michael não suportava mais aquela cena desesperadora, o sentimento humano era o que tornava a guerra algo horrível, mas algo dizia que o sofrimento dela era mais desesperador do que tudo, do que todo o sofrimento que pudesse haver no mundo. Ele segurou seus pulsos e puxou-a contra seu corpo, queria apenas abraçá-la e confortá-la, e numa louca tentativa, selou seus lábios aos dela, esperando que não ouvir a voz dela tornasse aquilo menos agonizante.
Ele beijou-a como se tentasse confortar, mas quando afastou seu rosto e a viu corada, seus olhos tão claros e belos, tão tristes... Ele levou as mãos à face dela, acariciando-a, limpou suas lágrimas que ainda não haviam cessado, levou seus lábios aos olhos dela, apagando o vestígio de seu choro, depois a encarou novamente e a beijou, carinhoso, aprofundando cada vez mais seu beijo, tornando-o ardente, louco. Por que não podia parar? Sentiu as mãos dela abraçando-o pela nuca. Não havia nada de errado naquilo? Por que desejava tanto aqueles lábios? Ele desceu os beijos vagarosamente por seu pescoço, seu perfume o embriagava. Não desejava se separar dela nunca. Era como se há muito tempo desejasse cada milímetro de sua pele, como se estivesse provando o proibido que por tempos apenas observara. Suas mãos percorreram o corpo dela. O que havia com ele?
- Mika-chan...? – A voz dela soou tão familiar, tão carinhosa.
-... Por que...? Por que eu não sei de onde conheço isso...? Esse perfume... Essa voz... O que aconteceu comigo...?! – Ele questionou em tom baixo, mais para si mesmo do que para ela que ao ouvir suas palavras, percebeu o erro que estavam cometendo.
-... Está... Tudo errado... Tudo... – Ela tentou se soltar dos braços dele, mas não tinha forças.
-... Tudo... Distorcido... – Ele a encarou nos olhos novamente. Seu olhar era frágil, aquela beleza, aquele mistério... Era carregado de fragilidade, o medo de tocá-lo e estilhaçar o momento. Ele fechou os olhos dela e a beijou novamente de modo suave. – Eu preciso descobrir... O que aconteceu comigo...
-... Não pode... Não posso... É muito distorcido... – Ela se separou de seus braços e levou a mão aos lábios evitando encará-lo nos olhos.
- Haruka... – Ele sussurrou e o colar da menina começou a brilhar, quando Michael tentou se aproximar seus olhos se tornaram vazios como se entrassem em transe e ele desmaiou caindo nos braços de Haruka que sentou sobre as próprias pernas para acomodar a cabeça de Michael.
-... Não podemos... Não é...? – Ela levou as mãos ao rosto de Michael, acariciando-o, e deixou que as lágrimas pingassem, molhando a face do jovem, e olhou o colar. – Você não vai deixar, não é mesmo?
Continua...
Fim do 14º capítulo... Ainda tem muito rolo pela frente, o Michael vai demorar pra se safar dessa (isso SE ele realmente conseguir) e ainda vai ter muita dor de cabeça para descobrir o que sente mesmo SE, talvez, ele saia inteiro dessa xD
Muito bem, muito bem... Estamos longe do fim e eu ainda continuo na luta... Não mais com as prova pelo menos... Mas contra o sono e a imaginação para conectar fatos! xD Graças a Deus que não mais com provas, não agüentava mais... Ah, mas isso não tem importância! O importante é que espero escrever bem mais agora durante as férias! Hahaha!! Podem me aguardar, Magami Yuuri está totalmente de volta! (eu espero, né...)
Reviews, críticas, perguntas, correções, brigas, ameaças de morte, tudo que vocês quiserem me dizer xD
Muito obrigada e até a próxima!
