O PIOR ENCONTRO, O MELHOR
Disclaimer: A história pertence a Mariale Sparkies que me deu a permissão de traduzir. Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
Sinopse: Edward Cullen é um mulherengo que se dedica a dar os piores encontro as mulheres. Um dia, seu melhor amigo o contrata. Mas o que vai acontecer quando ele começar a sentir algo por sua vítima.
Capítulo 14 – Mudanças, confissões e surpresas
Eu me rendo.
Definitivamente, me rendo.
Cheguei a conclusão de que, devo aproveitar ao máximo todo esse mês que tenho livre com Edward. Por isso me rendo. Já não existe Pro-Edward nem Anti-Edward. Porque agora me dou conta de que, ainda que Edward tenha seus aspectos negativos ou não, vou continuar sentindo coisas por ele. E nada o vai evitar.
Eu não quero analisar meus sentimentos. Eu sei que o que eu sinto por ele é algo forte, mas não me atrevo a pensar nessa palavra. Não. Iria doer muito.
Eu não sei quanto tempo fiquei ali, perdida em pensamentos, no exterior do iate. Mas eu decidi que tinha que ir com Edward. Devia passar o maior tempo possível com ele. E ia lidar com a minha dor depois.
Virei para caminhar para o pequeno caminho que eu usei para ir lá fora, e entrei pelas portas deslizantes, para encontrar Edward sentado em um dos sofás brancos, de olhos fechados e seu polegar e o dedo indicador, espremendo a ponte seu nariz. Ele parecia estressado. Eu fui imediatamente para lá e sentei ao lado dele, duvidosa.
— Hum... você esta bem? – perguntei tentativamente.
Ele abriu os olhos e se virou para mim, baixando a mão e colocando em seu colo.
Passaram alguns segundos, certamente buscando o que dizer, mas eu não esperei pelo o que fez depois.
Seus lábios macios pressionaram contra os meus em um instante, mas o que me surpreendeu foi o tipo de beijo que ele me deu.
Era um beijo delicado, um beijo carinhoso, lento, mas ao mesmo tempo, expressava tanto. Não foi necessário um beijo selvagem para que tivesse tanta paixão.
Eu estava atordoada. Meus lábios estavam congelados. Não sabia o que pensar.
Quem se importa? Aproveita!
E é isso que eu vou fazer. Aproveitar.
Comecei a devolver o beijo com fervor, talvez com a mesma paixão dele. Embora eu não estivesse segura. Talvez a dele fosse mais forte.
Minha mão inconscientemente, foi para o seu cabelo, entrelaçando os meus dedos entre eles, algo que acabava de perceber que eu queria fazer à bastante tempo. Edward colocou as mãos na minha cintura, e delicadamente me pressionou mais contra o seu corpo. Isso era o céu.
Eu não sei quanto tempo passou, mas chegou um momento em que comecei a me sentir um pouco tonta.
Ah, sim, certo… tenho que respirar.
Aparentemente, Edward também lembrou dessa condição, pelo o qual diminuiu o beijo até separar os seus lábios dos meus. Ele encostou a testa contra a minha, enquanto nós dois respirávamos superficialmente.
Eu tinha os olhos fechados. Ainda não querendo acordar, não queria voltar à realidade.
— Bella...
Abri os olhos, como se fosse uma ordem, para encontrar essas esferas de esmeralda. Ele era capaz de derreter-me só de olhar para mim do jeito que ele fazia nesses momentos.
Uma lágrima deslizou no meu rosto. Eu odiava isso. Eu odiava gostar dele.
Edward levantou sua mão e gentilmente limpou minha bochecha com seu polegar.
— Bella... eu... quero estar com você... – suspirou.
Com pesar, me afastei dele e encostei no sofá.
— Eu também... ainda que não queira, no fundo eu te desejo muito... mas eu não posso Edward... Você é Cu...- mas ele não me deixou dizer a palavra. Imediatamente pôs o dedo indicador nos meus lábios.
— Bella... me dei conta de muitas coisas... uma delas é que eu deixaria tudo por você – disse com determinação. Eu levantei o olhar para ele confusa e expectante.
— Se deixo meu trabalho... me deixaria ter uma oportunidade com você? – olhou-me com os olhos suplicantes. Eu congelei e abri os olhos como pratos.
— Você... você esta falando sério? Realmente esta disposto a mudar? Por mim? – perguntei, apontando-me com o dedo indicador, incrédula, mas também animada. Eu não podia evitar de estar.
Ele assentiu com a cabeça.
— Depois do que acabou de acontecer, me dei conta de que você vale muito mais do que meu trabalho como... Cullen... e estou disposto a mudar... por você – terminou com um pequeno sorriso.
Senti como se fogos de artifício estourassem dentro de mim. Diante o fato de que poderíamos estar juntos. Juntos...
Sorri incapaz de evitar.
— Com uma condição.
Ele levantou uma sobrancelha, sorridente.
— Vai me deixar ajudar a eliminar por completo essa sua faceta, o Cullen – respondi, e ele sorriu abertamente, mostrando os dentes brancos.
— Claro que sim.
Depois destas palavras, ao que parece pensamos na mesma coisa, desde que lançamos em direção um ao outro, ao mesmo tempo, batendo os nossos lábios para um beijo que me deixou sem ar por minutos.
~:~
— Abra a boca! – Eu gritei, enquanto virava para pegar um punhado de pipoca.
Edward imediatamente fez, com o rosto para cima.
As lancei para o seu rosto de forma nada gentil, e todas caíram contra seu rosto, nenhuma em sua boca. Eu comecei a rir até meu estômago doer.
Edward e eu tivemos um grande momento no iate. Almoçamos, e depois de me mostrar o resto dos cômodos do barco, voltamos para o Navy Pier, o cais de Chicago.
Passamos alguns minutos no parque de diversões que se encontrava perto da costa, lugar onde nós compramos os diferentes tipos de doces. Primeira vez que eu comia tanto na minha vida.
E agora estávamos em Grant Park em Chicago, apenas deitados na grama e apreciando o clima frio da cidade.
Comecei a observar ao meu redor. Era um dia como outro qualquer. Meninos e meninas em toda a parte, pessoas dando um passeio aos seus animais de estimação, e um par de idosos que igual a nós, aproveitavam o dia. Embora não seja da mesma forma, devo acrescentar.
Eu pude ver à minha direita, muito longe, o familiar restaurante onde fomos dias atrás.
Hard Rock Café.
Este lugar me trouxe muitas lembranças com eles minhas conclusões sobre o passado de Edward.
Hmm... Será esse... um bom tempo?
Eu virei para Edward em dúvida. Ele tinha os braços debaixo da cabeça, olhos fechados e um sorriso repousava em seus lábios. Eu me senti um pouco culpada já que falar, provavelmente, faria desaparecer essa fachada de calma e tranquilidade.
Respirei profundamente.
— Edward...
— Sim? – disse ainda sorridente, e ainda com olhos fechados.
— Eh... eu gostaria de conversar... sobre algo... – Balbuciei, sem saber como começar. Ele abriu os olhos e se apoiou sobre o cotovelo, olhando-me com uma sobrancelha levantada.
Estava fazendo o que não sabia. Estava certa.
Abri a boca para perguntar, mas ele me interrompeu.
— Esta bem... vou te contar. Sei o que esta tentando tirar de mim Bella, mas agora estou certo de que quero dizer. De qualquer forma, tenho que falar – disse rapidamente, surpreendendo-me. Vi como ficou nervoso. Coloquei minha mão sobre a sua, para tranqüilizar-lhe. Depois de uns segundos falou.
— Primeiro de tudo, eu tinha uma namorada. No ensino médio. – Ele começou, e eu assenti com a cabeça, tentando reprimir um sorriso. Eu tinha razão.
— Ela e eu ... estávamos apaixonados – no momento que ele disse isso, eu não podia evitar sentir uma pontada de ciúme. Mas reprimi esses sentimentos imediatamente. Ele usou a palavra no passado... eu não tenho nada com que me preocupar – ou isso eu achava. Eu não sei... mas esse não é o ponto. O ponto é que eu a pedi em casamento. Ela aceitou, e eu pensei que tudo seria perfeito. Íamos casar após o ensino médio, após a graduação.
Consentia a essa garota como nunca. E ela parecia feliz comigo... – suspirou – Finalmente, o dia do casamento chegou, e tudo estava indo conforme o planejado. Já tinha usado todas as minhas economias na nossa lua de mel. – eu podia ver em seu rosto que tinha ficado com raiva, então eu comecei a acariciar com meus dedos as costas da sua mão. – E quando estávamos no altar, como se fosse em uma novela barata, não disse que supunha que tinha que dizer. Disse que não – voltou a suspirar. Ainda que não parecesse magoado, mas sim irritado. Bastante – E na frente de todos os convidados, disse que era porque amava outro. Lembro que senti como se me partissem nesse momento – parou por alguns segundos. – Não fiz nada. Nem sequer me preocupei em perguntar quem era o outro bastardo... Eu estava completamente paralisado. Ela simplesmente se for correndo. Eu não falei com ela ou viu desde aquele dia. Lembro-me que depois do casamento, Jacob me levou para um bar para beber. Eu não lembro o que fiz, pelo menos por uma semana. Nem quero saber. - ele tentou sorrir, mas só saiu uma careta.
Lhe abracei, enquanto uma serie de sentimentos cruzavam através de mim. Dor e raiva, pelo o que essa garota causou a Edward. Ciúmes, ainda que fosse absurdo. E um pouco de felicidade, já que Edward finalmente se abriu comigo. E me encontrava feliz por isso.
Quando me separei dele, Edward voltou a abrir a boca para falar.
— A garota... ela... se chamava Ros-
— EDWARD? – uma voz, muito familiar, terrivelmente familiar, se fez escutar atrás de nós, interrompendo Edward. Mas isso era o de menos.
Edward olhou para mim com uma cara apavorada, como se ele tivesse visto, — ou neste caso escutado — um fantasma. Nós dois, devagar e com medo, viramos a cabeça, para se encontrar com um furioso Jacob atrás de nós.
Coitado do Edward, como sofreu esse bichinho, e agora o Jacob vai querer jogar água na farofa alheia. ERRR...
Obrigada pelas reviews, e espero que gostem do capítulo...
Acho que posto o próximo até domingo.
Beijos
