Para vocês verem como eu estou certa. Quando eu faço chantagem eu consigo doze comentários em sete dias. Quando eu não faço, consigo em dez comentários em quinze... dsiuhsaaidsuhadsiudhidas. E tem bastante gente fã da Nicolle aqui! Legal isso. Mais para frente tem mais sobre ela. E eu também sou bem fã dela, se querem saber.

Esse capítulo é mais comprido que o anterior, espero que gostem. Embora também seja mais "corrido". Sobre a fic, ela tem o rascunho totalquase pronto. Faltam os últimos acertos e as revisões, mas eu parei totalmente de escrever para me dedicar inteiramente ao Challenge JL do A3V (cara, me deu uma inspiração, acho que é minha fic preferida! Sério mesmo).

E sobre "Sinfonia de Outono", mesmo realmente decepcionada com a falta de reviews, eu decidi postar a fic domingo. É linda, bem diferente do que eu costumo escrever, tem outro ritmo e outro estilo (fiquei orgulhosa, sério mesmo). Espero que depois de postada ela ganhe mais reviews (sim, isso é uma sugestão. Então não esqueçam: domingo, Sinfonia de Outono, submitreview, GO!).

Bom, lá entre os dias cinco e dez de Setembro chega o novo capítulo de The It Girl, denominado "Gota de Sangue". Isso é, se tiver recebido no mínimo dez reviewshehehe

Muitíssimo obrigada e um beijão enorme a todo mundo que vem lendo e comentando na fic, principalmente paraMimsyPorpington(eu me perco, mas aí vou no Google procurar. Tu viu que eles tão fazendo um novo site, agora?)Raíssa(haha, vale siiim!)Cah, Mrs.Na PotterNayara(é o Mr. Romlav, esqueceu que eles estão de caso?)Eaglesoul (sorvete é cura de TUDO, pode crer)Tathi(cria sim e depois me conta!)Raíssa(ela falou que possivelmente escreva uma Enciclopédia, e eu realmente quero, mas não quero livro dos Marotos, nem pensar. Vai praticamente terminar com as fics e especulações! Uhiusdhdsiuhsdiuads... mas quando eu acabei DH fiquei MUITO mal, tipo "minha vida perdeu o sentido". Mas é que eu sou muito dramática, iusdhdsaiusdhdsai)Monique, Gabriela.Black (óbvio que não. Sou fã deles! E, sim, eu também fiquei super deprê... mas graças a Merlim ainda existem as fics!)

É isso! E bom capítulo, espero sinceramente que gostem

Gween Black.

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- Capítulo Doze -

Procura Incessante

"And you love me but you don't know who I am

E você me ama, mas você não sabe quem eu sou

So let me go, let me go

Então me deixe ir, me deixe ir"

(Let Me Go – 3 Doors Down)

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- Bom dia, garotas. – o coreógrafo sorriu um sorriso falso, enquanto falava para as vinte e poucas modelos que estavam ali. – Eu estou com a ordem do desfile e as roupas que vocês irão usar em cada entrada; depois de conferir, vocês podem ir para o coquetel.

Depois de tudo pronto, todas elas foram para o coquetel, e Gween suspirou, ligeiramente entediada. Adorava o glamour de tudo aquilo, mas detestava lidar com aquelas pessoas. Agradeceria se as outras modelos tivessem um pouco mais de cinco neurônios.

Um grupo de modelos particularmente irritante estava conversando, muito perto dela. Gween conseguia ouvir os gritinhos e risadinhas falsas, e aquilo estava começando a lhe dar nos nervos. De repente ela se levantou.

- Ei, meninas, o que está acontecendo? – podia não ser a mais alta de todas ali, mas literalmente olhou para todas elas de cima.

- As investigações sobre o assassinato de Narcissa estão prosseguindo. – disse uma modelo ali perto. Gween não pôde deixar de ficar surpresa com o assunto da conversa.

- Hmm, não sabiam que vocês liam a sessão policial. – ela comentou, irônica.

- Há, é claro que não lemos. – exclamou outra modelo, absurdamente magra. Assim que Gween pôs os olhos nela, pensou que aquela magreza exagerada chegava a ficar ridícula, e com os ossos dos maxilares salientes, ela lembrava muito um buldogue. – Não temos tempo para essas bobagens. É que saiu uma pequena matéria na sessão de fofocas.

- Mas, Pansy – falou uma outra, ao lado dela. –, ela não era prostituta?

- Não, idiota, ela era atriz pornô. – respondeu a cara de buldogue.

- Nós estávamos até pensando em quem seria o culpado... – murmurou a primeira modelo que falara, com longos cabelos castanho-claros. Gween achou que, de todas elas, aquela era a mais inteligente. Ou única inteligente, tanto fazia. – Alice Haliwell, prazer.

- Gween Bauer. – Gween sorriu e apertou a mão da nova conhecida. – E então, chegaram a uma conclusão?

- É óbvio! – uma morena ligeiramente arrogante se pronunciou. – LV, Louis Vuitton!

- Cale a boca, Marlene! – murmurou Alice, revirando os olhos.

Gween parou para observar a morena. Então aquela era Marlene McKinnon, ex-namorada de Sirius e sua colega até a quinta série? Nossa, ela mudara muito. Os cabelos negros de Marlene seguiam até metade das costas, muito lisos. Os olhos eram amendoados, de um tom castanho que às vezes aproximava-se do verde, e a boca era carnuda e muito vermelha. O corpo mostrava que um dia tivera curvas generosas, mas hoje estava magro demais. Ela tinha quase 1,85m de altura, e Gween especulou que ela deveria pesar menos de 50kg. Suspirou, irritada com a ditadura que as próprias modelos se impunham. Ela mesma passara por algo semelhante, mas isso fora no início da carreira, quando ainda tinha quatorze ou quinze anos. Agora amadurecera e tinha claro que a beleza mais bonita era a saúde. Com seus cinqüenta e poucos quilos muito bem distribuídos em 1,70m de altura, ela conseguia equilibrar bem as duas coisas – vida de modelo e saúde.

Foi desperta de seus devaneios pelo coreógrafo, que queria falar com ela e Marlene em particular.

- Então, minhas meninas. – ele falou, com mais um de seus sorrisos desagradáveis. – Eu falei com o estilista e ele escolheu vocês duas. Uma de vocês vai abrir e fechar o desfile, o que, vocês sabem, é uma grande oportunidade. E como toda grande oportunidade, acarreta responsabilidade. – ele parou para observar o efeito de suas palavras. – Ele já escolheu qual de vocês será, e em caso de problema, a outra deverá substituir. Foi comentado que a srta. Bauer seria a perfeita para o papel, se tivesse dez centímetros a mais. Portanto, srta. McKinnon, em prol de sua maravilhosa altura, você ficará com a abertura e o fechamento. Parabéns. Mas eu preciso ter certeza da disponibilidade das duas, para o caso da srta. McKinnon não poder comparecer.

- Sim, estou disponível. – Gween respondeu, automaticamente.

- Ahhh, claaaaro que eu estou disponível! – Marlene respondeu também, mal cabendo em si de excitação.

Gween parabenizou a colega e voltou para o coquetel, onde encontrou Alice Haliwell sentada sozinha. Sentou-se ao lado dela e começou uma longa conversa sobre artigos policiais.

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- Ei, Gween! – a garota virou-se, para deparar-se com Tiago.

- Heeeeei! – ela sorriu. – O que está fazendo aqui? – perguntou, surpresa por encontrá-lo, àquela hora, na recepção do edifício.

- Estou tentando me livrar um pouco dos garotos. – ele deu uma risada irônica. – Sirius está pirando.

Gween não respondeu. Desviou o olhar, mirando qualquer coisa à sua frente. Por isso, Tiago decidiu continuar.

- Ele é louco por você. É difícil não se perder em você... Se eu não fosse seu melhor amigo, e não estivesse apaixonado por outra pessoa, quem sabe eu fosse uma vítima da sua magia. – completou.

- Eu não sou tão má assim, Tiago. – ela sorriu, voltando a olhar para ele. – Quer dizer, se eles se apaixonam, a culpa não é minha.

- Sim, eu entendo. Passo pelo mesmo problema. Não temos culpa de sermos tão... apaixonantes.

- Exatamente. – ela sorriu. – E além do mais, você sabe que eu sou Parnasiana e tal.

- Ainda com essa mania? – Tiago riu, lembrando-se dos tempos em que Gween teimava em classificar as pessoas de acordo com os movimentos literários.

- É, algum problema?

- E eu, o que eu sou? – ele perguntou, insinuante.

- Lily é Romântica, e da primeira geração. Nicolle é... Árcade. Nunca tinha pensado nisso, mas Nicolle é completamente do Arcadismo. – ela parou para pensar nos amigos. – Remo... bom... acho que ele seria ou Árcade ou Romântico da terceira geração. Você, bom, acho que você é um Realista de mão cheia. E Sirius... ficaria entre o Realismo e o Parnasianismo, mesmo que sejam duas correntes próximas.

- Meu Merlim. – Tiago riu, olhando para amiga como se ela fosse louca. – Ok, fique você com suas filosofias de maluca. Eu prefiro a simplicidade da vida, objetivos e...

- Viu, Realista. Acertei em cheio. – ela respondeu, rindo, enquanto Tiago fazia uma expressão estranha.

- Gween?... – ela ouviu uma voz atrás dela e virou-se, deparando com Amos Diggory.

- Ah, olá, Amos. – Gween sorriu para ele, voltando-se para Tiago. – Bom, minha companhia chegou. A gente se vê depois, senhor Realista. – ela completou, virando-se para Amos e começando a caminhar.

- Que história de realista é essa? – ele perguntou, confuso. – O que você quer dizer com isso?

- Nem queira saber, nem queira saber... – ela respondeu, com um sorriso misterioso.

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Já eram quase duas horas da madrugada quando Sirius resolveu que a única maneira de parar de sentir toda aquela pressão era sair para a rua. Saiu do 'hotel colegial', como costumava chamar, e foi caminhando pela rua até a delicatessem mais próxima. Sabia que seria morto se os amigos descobrissem, mas ele estava precisando fumar um cigarro.

Ele nunca fora muito entregue a vícios – sem contar mulheres, é claro –, mas sempre que se via em meio ao desespero sentia uma vontade desgraçada de fumar um cigarro. A última vez que fumara algum... ele não lembrava direito. Fora quando Gween partira? Ou na última grande briga com a família? Também não importava.

Entrou na delicatessem, comprou um cigarro e um isqueiro – sempre acabava jogando os seus fora – e voltou para a rua. Acendeu o cigarro com um pouco de dificuldade, afinal estava correndo uma brisa não muito fraca. Tragou pela primeira vez, sentindo aquilo inflar os pulmões. Não era exatamente gostoso, mas era reconfortante – tudo o que precisava no momento.

É verdade, Gween continuava a mesma. A mesma garota que quebrava o coração dos garotos na adolescência; a mesma que pouco ligava para o sentimento das pessoas. É, era ela, sim. E era tudo culpa dela; era culpa dela ele ser um canalha que também acabava não se importando com o sentimento das outras pessoas. Merlim sabia – e sabia bem – que se ela não fosse aquela mulher, ele não se importaria de viver com ela. E, por ela ser justamente aquela mulher, ele acabava buscando aquilo em outras pessoas. E se quebrava o coração dessas outras, não era culpa dele. Era tudo culpa dela, e era sempre ela.

- Tentando esquecer o inesquecível, priminho? – ele ouviu uma voz falsamente sensual cochichar isso em seu ouvido, e sentiu o hálito quente em seu pescoço. Não precisava se virar para ver quem era – só o modo que ela passou as unhas pelo seu pescoço seria suficiente para ele dizer que aquela era sua prima, Bellatrix Black.

- É a vida. – ele respondeu, virando-se para ela. Bellatrix era muito parecida com Gween, nesse sentido. Ela também possuía uma beleza perigosa e um charme envolvente, quase cruel, da mesma maneira que a loira. E, da mesma maneira que a loira, ela também quebrava o coração de um número incontável de homens.

- Não sei por que ficar assim. – ela respondeu. – Estou com o apartamento livre aqui perto, se estiver interessado.

Mas, muito diferente de Gween, Bellatrix tinha os olhos mais cruéis que ele já vira. Eram azuis, azuis intensos, assim como os seus. Mas o brilho dos olhos de Bellatrix era algo inexplicável. Era uma mistura de crueldade e prazer, talvez até mesmo um sadismo. A boca era cheia, convidativa, carregada de uma sensualidade obscena que virava a cabeça de qualquer homem. Os cabelos negros caíam como uma nuvem em suas costas, ondulando nas pontas, quase ultrapassando a cintura. Ela tinha curvas exageradas, com seios fartos e empinados, cintura fina e quadril largo. Era linda, exalava sexualidade.

Sirius lembrou-se dos tempos em que ele mesmo tivera sua paixão por Bellatrix. A reciprocidade era real, e ele aproveitara ao máximo o fogo dessa paixão. Como era de se imaginar, o sexo era incrível – mas nunca fora além disso. E, naquele momento, sentia-se tentado por descarregar suas frustrações naquele poço de sexualidade.

- Você está casada, Bellatrix. – ele respondeu, quase se divertindo com tudo.

- Eu tenho apenas vinte e nove anos e tudo em cima, Sirius. Estar casada não quer dizer nada, se quer saber. – ela sorriu. – Deixe Rodolphus com suas crendices sobre sentimentos e deixe-me viver com minhas crendices sobre prazer.

- Você tem razão. – Sirius desviou o olhar, dando mais uma tragada no cigarro. – Você continua naquela... sociedade? – há mais ou menos dez anos Bellatrix começara a participar de encontros secretos de uma religião que adorava o poder, em sua forma mais pura.

- Sempre. E não é uma sociedade, é uma legião. – ela sorriu. – Você sabe que sempre terá lugar para você.

- Não, obrigado. – ele voltou-se para ela. – Fique com suas crendices sobre prazer. As minhas são sobre sentimentos. – ele voltou a tragar, e esperou mais um instante antes de acrescentar – E tome cuidado.

- O que você quer dizer com isso? – a promessa de sexo já tinha ido embora, mas Bellatrix ainda assim ficou curiosa.

- Narcissa. Você seria o próximo alvo, não acha? – ele perguntou.

- Não, querido. Porque talvez eu possa saber quem é o próximo alvo. – ela deu um sorriso maldoso. Sirius sempre achara que aquele sorriso quase sádico deformava as feições de Bellatrix, tirando toda a beleza que ela tinha. - Eu avisei para ela não se misturar com aquele tipo de gente. Recebeu o que mereceu.

Ele não respondeu, apenas ficou observando-a se virar e ir embora. Não, Narcissa não merecera aquilo – ele tinha certeza. E iria até o fim para descobrir quem fizera aquilo com a prima.

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Depois da janta, Gween se viu no carro de Diggory, indo para o apartamento dele no edifício. O relógio marcava uma e meia quando eles chegaram.

- Chang saiu. – ele sorriu. – Temos o apartamento inteiro só para nós.

Ela também sorriu, disposta a aproveitar tudo o que o apartamento vazio podia oferecer. Depois que Diggory fechou a porta, à chave, só para garantir, ele aproximou-se dela e abraçou-a, começando a beijar seu pescoço. Gween fechou os olhos. Aquilo sempre a enlouquecia... oh, céus, era maravilhoso sentir aqueles lábios úmidos passando pelo seu pescoço.

A boca dele alcançou a dela, e ela jogou a bolsa no sofá antes de deixar os braços repousarem no pescoço dele. Deixou um braço cair, as unhas aventurando-se pelas costas dele. Ah, ela sabia deixar um homem em fogo – e sabia muito bem. Não demorou muito para sentir a mão dele abrindo os botões frontais da sua blusa e envolvendo seus seios com as mãos.

Ela suspirou. Sirius sempre fora tão delicioso... Forçou-se a abrir os olhos, no exato momento em que percebeu seu pensamento. Diggory era lindo, de uma beleza de comercial de loção pós-barba. Os cabelos eram castanho-claros, com reflexos loiros do sol. A pele era bronzeada, evidenciando os músculos trabalhados. Os olhos dele eram azuis, mas não azuis-noite como os de Sirius. Eram de um azul aguado, puxando para o verde, quase inocente. E a boca era fina, mas podia ser enlouquecedora.

Oh, céus, ela desejava Diggory. Sabia disso, tinha certeza absoluta. Por que raios a raiva que estava sentindo por Sirius conseguia sobrepor-se ao desejo?

Determinou-se a não pensar nem mais um segundo no moreno, e sorriu quando Diggory voltou-se para olhá-la.

- O que está fazendo? – ele tinha um sorriso brincando nos lábios, admirando a mulher que tinha nos braços.

- Estou... olhando para você. – ela sorriu. – Algum problema com isso?

- Nenhum... – ele também sorriu. – Deixe-me olha para você também, então.

Ele ficou mirando-a nos olhos enquanto abria o fecho frontal do sutiã e desabotoava o jeans dela. Também mirava os olhos dela quando ergueu as pernas dela e as colocou em volta de seu corpo, prensando-a contra a parede. Só desviou mesmo o olhar quando decidiu substituir as mãos pela boca, e novamente pelas mãos, e depois novamente pela boca...

E Gween não pensou mais em Sirius, nenhuma vez sequer.

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Já eram quatro horas quando Sirius resolveu subir para o apartamento. Pensara muito e decidira que, se tivesse que falar com Gween, falaria. Estava quase no corredor de seu apartamento quando ouviu um barulho. Não deu importância, no começo, até reconhecer as vozes. Então decidiu esperar.

- É sério, eu preciso ir... – ela falou, entre risos.

- Ah, fica mais um pouco... só mais um pouco... – ele pediu. – Chang só chega amanhã de manhã, ainda temos horas para aproveitar.

- Psssssiu! Eu não posso, de verdade... – ela respondeu. – Se eu chegar de manhã no apartamento, as garotas me trucidam...

Sirius reparou que as duas vozes estavam meio molengas e risonhas por causa do álcool, e então ouviu o barulho inconfundível de um beijo atrapalhado. E depois, mais risadas.

- Tá, tá, agora eu vou. – ele ouviu a voz feminina dizer.

Esperou um momento, tentando se recuperar. Não podia ser ela. Não, não era. E, com essa certeza, continuou caminhando. Até que se deparou com Gween, no meio do corredor, procurando alguma coisa em sua bolsa. Esperança inútil; era ela, claro que era. Sua voz era única, inconfundível.

- Gween?! – ele perguntou.

- Ah, Sirius, oi. – ela deu um típico sorriso de bêbada. O brilho dos olhos dela já estava apagado, mas dava para ver que ela ainda estava consciente.

- O que você estava fazendo? – ele perguntou.

- Eu? – ela perguntou, tentando pensar em alguma resposta. O que era bem difícil, já que todos os seus pensamentos estavam confundidos pelo álcool. – Eu? Nada.

- Eu ouvi você conversando com alguém. Quem era? – ele inquiriu.

- Ninguém... não estava falando com ninguém. – ela conseguiu pegar a chave de dentro da bolsa. – Finalmente! – murmurou, virando-se para a fechadura.

- Você dormiu com Diggory, não é? – Sirius perguntou, sem mexer um músculo.

- Não dormi não, bobo, são quatro da manhã! Se eu tivesse dormido não ia acordar no meio da noite para vir para casa, não é?... – ela respondeu, acertando a fechadura com a chave. Agora só precisava girar para o lado certo.

- Você entendeu minha pergunta. – ele falou, ainda parado.

- É, pode ser. – Gween virou-se para ele, contrariada. – Mas isso não lhe diz respeito.

- É, você dormiu. – ele cuspiu as palavras, com nojo. – Parece que você não é quem eu pensei.

- Não sou mesmo! Então me deixa ir embora, para sempre! – ela bradou, furiosa. Depois de um tempo, porém, continuou. – O que você quer saber, também? Você jogou fora! Agora que viu que tem outro interessado se arrependeu? Se você não quer, tem quem queira! – ela quase gritou.

- Eu não acredito nisso. – ele suspirou, virando o rosto. Então se voltou para ela. – Você não é um produto, Gween. É óbvio que tem quem queira, quem não iria querer? Olha para você, por um momento! Você é linda! Você já parou para pensar que é só você passar na frente de alguém que já vão te querer? Acontece que você não é só isso. – ele esperou resposta por um instante, mas ela não veio. – Também não deveria me surpreender. Você sabe que é mais que isso, mas não quer ser. Porque, se for, vai precisar ter responsabilidade com que é, com o que tem. E, desse jeito, pode fazer o que quiser, sem se importar. Parabéns, Gween. Você conseguiu confirmar tudo o que eu não queria acreditar! – ele bufou, entrando em casa.

Gween conseguiu girar a chave, os olhos cheios de lágrima. Quando entrou em casa, encostou-se na porta e deixou-se escorregar até o chão. Oh, céus, o que estava fazendo? Devia ser o álcool que estava fazendo isso com ela. Há quanto tempo ela não chorava por uma bobagem dessas? Cinco, seis anos? Não ia ser agora que ia se deixar abalar. Limpou as lágrimas, com raiva, borrando o rímel. O que ele tinha a ver com a sua vida sexual, aliás? Ele que não se metesse mais! Mas ele tinha que olhar daquele jeito, como se...

Oh, céus. Acabara pensando nele, e muito mais do que pretendia.

No outro apartamento, Sirius queria quebrar a casa. Podia chamá-la de vadia, de vagabunda, do que fosse. Sabia que ela não era; e, pior ainda... sabia que, mesmo que fosse, ele continuaria sendo completamente louco por ela.