K-chan258 - sem comentários também para ti, fic muito contente, porque o teu review nunca falha, sei sempre que posso contar contigo. Muito obrigada mesmp... Espero que gostes deste capitulo, porque está bem grande e vai haver um encontro imediato!!! ah! e obrigada, masi uma vez. acredita estou cheia de ideias novas para esta história...
Pitty Souza - olá. eu tentei não demorar, mas como ando com muitos exames na faculdade, tem sido dificil, no entanto, aqui está. Quanto ao teu pedido, eu também gosto deles juntos, não te posso garantir que eles vão ficar juntos, mas se não for agora, será no futuro... é so continuares a ler... e vais ver... Desculpa não fiques triste. e muito obrigada pelo teu review.
Lecka-chan - Habaek? Não, nunca li, que género é? Mais uma vez, obrigada pelo review, e... foste tu que tinahs dito que gostavas do Aoshi, certo_? Acho que vais gostar dos próximos capitulos... lol. suspense...
Aretha Hiwatari - oi... desculpe a demora a publicar, obrigada pelo teu review, eu espero que tu gostes deste capitulo, não vai ter tanto romance, mas, vai começar a desenrolar a história a partir daqui...
:.
Capitulo 13 - Principio do Fim
Depois da noite de ontem o Kenshin não conseguia concentrar-se em mais nada. Por mais que tentasse ouvir o que os três lideres Okubo; Saigo e Katsura, não conseguia ficar mais de uns minutos sem pensar nela.
Eventos da noite anterior:
Após a abraçar ela deitou a cabeça no peito dele e ficaram assim durante bastante tempo, em silêncio. Não era preciso dizer mais nada, aquele silêncio confortável falava por eles.
Ele sentia-se diferente, como se, estivesse mais... leve e pela primeira vez em muito tempo, feliz.
Depois de ajudar a Kaoru a arrumar toda as coisas da cozinha, ambos se foram deitar.
Ele tinha estado um bom tempo na cama acordado a pensar se tudo o que tinha acontecido era real, embora o que o samurai desejava mesmo era ir ao quarto dela e poder adormecer ao seu lado.
Quando estava prestes a adormecer sentiu algo que o sobressaltou, e foi aí que abriu imediatamente os olhos.
Quando o fez descobriu que não havia razão para sobressaltos:
" - Kaoru?" - ela estava ajoelhada perto dele e pareceu ficar assustada quando o acordou
" - Eu não te queria acordar... Desculpa."
Ele sentou-se no futon e disse: " - Não tens que te desculpar. Passa-se alguma coisa?"
Mesmo no escuro o samurai conseguiu ver as bochechas dela corarem mal ele fez aquela pergunta.
Ela virou a cara para o lado, parecia que estava a querer esconder o que pensava, como se não quisesse dizer o porquê de estar ali no quarto dele.
" - Bem eu... não conseguia dormir e..." - ela começou a gesticular com as mãos.
Porquê que ela está a ficar tão nervosa? - Ele pensou - Enquanto a observava ele achou até uma certa piada ás tentativas da rapariga para se explicar. O que é que será que ela vai inventar agora?
Não seria mais simples dizer que não conseguia dormir por estar a pensar em tudo o que aconteceu hoje?
O Kenshin apoiou a cabeça na mão esquerda em sinal de espera.
A Kaoru parou de gesticular e suspirou.
Porquê que ele está a reagir assim?
Talvez porque apareci no quarto dele no meio da noite
Mas o que é que vou dizer? " - Kenshin não conseguia dormir porque não parava de pensar em ti... e por isso vim aqui para te observar enquanto dormias!"
Não, Não... Ele vai achar que sou uma maluca?!
Tenho que arranjar uma desculpa... Mas o que é que vou dizer?
Ela pensou por um pouco e então fez-se luz! Ou pelo menos ela achou que sim.
" - Acho que foi do sakÊ... Não estou habituada ao álcool, e por isso estou com dificuldades em adormecer..." - ela começou a fazer rosquinhas no cabelo ao mesmo tempo que falava.
O Kenshin conteve-se para não rir. " - Ai sim?" - ele fez-se de pensativo " - Mas não me recordo de beberes muito?"
Ela engoliu a seco. Na realidade só tinha mesmo dado um gole, mas como não gostou não bebeu mais. E é claro que nem uma minhoca ficava sem sono com tão pouco álcool, mas agora que tinha comprado esta desculpa não podia votar atrás. - " - Bem... pois, mas foi suficiente para eu ficar assim..." - ela acrescentou
O Kenshin não fez nenhuma pergunta, simplesmente fingiu acreditar na desculpa que ela deu.
" - Estou a ver..."
Ela suspirou mais uma vez á procura de inspiração para se puder safar desta embrulhada:
" - E então vim aqui para ver se estavas acordado, e se querias conversar... mas pelos vistos acordei-te..."
A Kaoru ficou á espera de uma resposta da parte dele, mas nada foi dito, e foi então que o silencio se começou a tornar desconfortável.
" - Desculpa deves ter sono, eu vou..." - a Kaoru já não sabia mais o que fazer ou dizer, e aquela situação estava a tornar-se constrangedora, ele simplesmente não ajudava nada, parecia que sabia o que ela queria dizer mas estava a brincar com ela, como gato e rato. E foi nessa altura quando estava prestes a ir embora que ele agarrou pela manga do yukata e a puxou suavemente para trás.
A Kaoru caiu sentada de costas para ele enquanto o samurai pousou o seu queixo no ombro dela, e disse:
" - Acho que o sakê teve o mesmo efeito em mim..."
A Kaoru deu uma pequena risada: " - A sério?"
O samurai envolveu os braços na cintura dela: " - Sim."
" - Mas é melhor descansares porque amanhã voltas á rotina, certo?" - ela perguntou inocentemente
A pergunta fez o Kenshin suspirar. Lembrar do trabalho não era o que eu tinha agora em mente.
" - Descansar, sim..." ele fez balanço e ambos caíram levemente de costas no futôn. " - Mas agora dei-me conta de que não posso descansar sem ti..."
A esta altura a Kaoru já tinha mudado várias vezes de cor.
" - Muito bem..." - ela voltou-se ficado deitada a frente dele. " - Eu Não quero ser culpada de não descansares... por isso fico aqui até adormeceres..."
Ele passou a mão no rosto dela. " - E se eu não adormecer?"
a jovem respondeu: " - Umm. Então terei que ficar a noite toda..."
" - Essa opção agrada-me mais..." - nunca se tinha sentido assim, naquele momento tinha vontade de tudo, de a beijar, abraçar, sentir o calor do corpo dela, tocar-lhe... mas... não ia fazer isso, uma coisa de cada vez...
Colocou o braço a volta dela e viu-a fechar os olhos.
" - Kaoru?" - ele chamou
A rapariga respondeu com voz de quem estava prestes a entrar no mundo dos sonhos: " - Uumm..sim?"
" - Sabes que provavelmente a quantidade de sakê que tu bebes-te não dava para tirar o sono nem a uma minhoca?"
Ela abriu os olhos: " - Provavelmente."
Ele sempre soube que aquilo era uma desculpa, o que ele queria mesmo era que ela dissesse que tinha necessidade de estar perto dele.
Se as coisas continuam assim vou ter mesmo que começar a beber sakê... - ela pensou.
Depois disso adormeceram e quando de manhã acordou ela continuou a dormir.
De volta ao presente
Os três líderes continuavam a trocar ideias alheios á distracção do Hitokiri, mas havia alguém que não parava de observá-lo.
Numa situação normal, o Kenshin teria notado e apenas com um olhar seu faria qualquer um ter medo de o examinar por tanto tempo. Mas o samurai nem reparou que todas as suas atitudes estavam a ser deslindadas.
Ele está alheio a tudo. Nem parece o mesmo. Afinal ele é apenas um rapaz, e está fascinado com ela. Tenho que cortar o mal pela raiz.
:
" - Himura!" - o Katsura aproximava-se juntamente com o Okubo e Saigo. - " - Okubo,quero apresentar-te um dos nossos melhores guerreiros, Kenshin Himura."
O Kenshin acenou respeitosamente com a cabeça, mas não fez muitas cerimónias.
Um dos homens, o chamado Saigo, tinha o cabelo curto, uma pele pálida e uns olhos bem rasgados, começou por dizer:
" - Quando o descobri ele era apenas um miúdo. Mas cada vez que lutava, fazia as pessoas á volta dele pararem para ver."
O Okubo olhou para o samurai.
Apesar de não ter aparência de guerreiro, O seu olhar é feroz. Ouvi relatos de que ele mata sem piedade e com um só golpe, nem dando tempo ás vitimas de pensar ou sentir alguma coisa.
É uma mais valia ter alguém como ele, nem quero imaginar o que seria tê-lo como inimigo.
" - Fico muito contente de o conhecer, Himura." - o homem acrescentou
O Kenshin agradeceu: " - É um prazer ."
O Okubo achava que havia algo errado com aquele homem, algo não batia certo, se ele era tão inteligente como todos diziam, porquê que ainda continuava como guerreiro? Porquê que não se juntava aos três líderes?
A proposta que o Okubo fez de seguida foi a primeira de muitas que o Kenshin lhe negou." - Eu pensei que talvez quisesses juntar-te a nós, Himura."
O Kenshin estranhou: " - Como assim, senhor?"
" - Não apenas em lutar pela revolução, mas em comandá-la. Em ter o teu nome escrito na história do Japão."
O Katsura já tinha feito essa proposta ao Kenshin antes, e tinha a certeza de que a resposta iria ser a mesma.
Enquanto todos esperavam a resposta do Kenshin este virou costas e começou a andar.
" - Mas como te atreves a virar as costas ao teu líder?"
O samurai parou de andar.
" - Eu não tenho líder." - ele voltou-se e olhou para Okubo - " - Este homem é apenas um hitokiri, e é assim que vai continuar até que os nossos objectivos sejam cumpridos."
Como é que ele recusa uma oferta destas? - Toshimichi Okubo estava perplexo
O Kenshin continuou: " - Eu não acho que o nome deva ficar escrito na história deste país só porque sou um assassino, não, não tenho orgulho nisso. Embora saiba que é necessário matar para prosseguir o nosso caminho."
" - Tu estás a matar por uma causa nobre! Himura, Não consegues ver isso?" - o Okubo Tentou raciocinar com ele, mas, não valia de nada.
Contrariamente ao que todos pudessem pensar o Kenshin sorriu ironicamente:
" - Do outro lado da guerra, a patrulha Shinsen diz que matar os Ishinshinshi, é algo nobre." - a pergunta que ele fez deixou ainda mais perplexo o homem á sua frente - " - Quem estará certo?"
Como nenhum dos líderes lhe respondeu ele virou costas e continuou novamente a andar para fora do quarto deixando-os sozinhos.
" - Uh!Uh! Eu já sabia que ele te ia responder assim, eu avisei-te, Okubo." - o Katsura disse
O Saigo começou a rir-se: " - Ninguém pode comprar a lealdade dele. O Himura luta por prazer. Mas não gosta de matar. Ele não é presunçoso ao ponto de querer ser líder, embora se o fosse, seria muito melhor do que qualquer um de nós."
" - Assusta-me ter alguém assim no nosso meio." - o Okubo estava apreensivo, e se agora depois de todo este trabalho alguém se lembrasse de os destruir?
O Katsura confiava no Kenshin ao contrário do Okubo: " - O Kenshin não faria isso, dou-te a minha vida como garantia."
::::
A Kaoru tinha acordado e não ficou surpreendida de o Kenshin já não estar lá.
Mas o cheiro dele ainda estava impregnado no yukata dela.
" - Ummm..." - ela espreguiçou-se e voltou novamente a cobrir-se com os lençóis.
" - Era tão bom se fosse sempre assim... Mas agora vou ter novamente de passar mais um dia sozinha..."
Subitamente ela ouviu o portão da frente a abrir. Por isso, levantou-se e abriu um pouco da porta do quarto.
Assim que viu de quem se tratava chamou:
" - Sakura!"
:
:
A Kaoru contou tudo o que se tinha passado á Sakura:
A mulher do Katsura expressou a sua alegria: " - Ai amiga, fico tão contente..."
A Kaoru sorriu, mas só por breves segundos até se lembrar novamente de que mais um longo dia já tinha chegado.
O Sakura notou isso: " - Estás triste?"
A jovem suspirou: " - Um pouco. Eu fico aqui sem fazer nada o dia todo, ao menos se eu tivesse um emprego... ou algo que me distraísse..."
" - Eu entendo-te...Mas espera aí, eu acho que tenho uma solução!" - os olhos da outra mulher brilharam.
A Kaoru não entendeu o súbito entusiasmo da amiga.
" - Como assim'?"
A Sakura não disse muito mais: " - Veste-te e vem comigo sem reclamar."
Apesar de estranhar, a Kaoru obedeceu, estava com um pouco de medo do que a amiga pudesse estar a tramar.
Após alguns minutos a Kaoru estava de volta já pronta para sair.
:
" - Trabalhar no restaurante com a Yumi?" - a Kaoru ficou sobressaltada " - Mas ela nem sequer me conhece?"
" - Ela conheceu-te ontem e além disso, ela tem muito trabalho, e não custa nada tentar..." - a Sakura respondeu
A Kaoru achava a ideia interessante, mas não podia deixar de sentir um certo medo. A Yumi parecia ser uma pessoa bastante exigente.
Depois de alguns minutos de caminhada elas chegaram ao restaurante da gueixa.
Mas algo não estava bem, as portas estavam fechadas, e apenas uma das empregadas estava cá fora a varrer.
A Sakura apressou-se em falar com ela:
" - Boa tarde, a Yumi, podes dizer-me onde está?"
A jovem tinha uma expressão triste no rosto e quando abriu a boca para falar os olhos encheram-se instantaneamente de lágrimas:
" -Myojin Shiori, uma das nossas empregadas morreu. A Yumi foi tratar do sepultamento
dela. "
A Sakura repensou o nome, mas aparentemente não era conhecido.
" - Mas, eu não conhecia."
" - É normal, ela ficou doente já há bastante tempo, por isso não servia ás mesas." - a empregada informou.
" - Bem, então eu vou esperar pela a Yumi." - a Sakura olhou para a Kaoru " - Não sei se ela virá com cabeça para falarmos disso, mas, a ver vamos." - voltou novamente o olhar para a empregada " - Será que podemos esperar lá dentro?"
A rapariga acenou e abriu a porta do restaurante.
:::
O Enishi seguiu escrupulosamente as indicações que o velho Chiro lhe tinha dado, e encontrou a casa do Hitokiri.
Sim, aquela era a casa do homem que a sua irmã tanto odiava, e ele tinha andado até aquele lugar para deixar uma carta.
Mas o que é que diria papel?
Por mais curiosidade que tivesse não era capaz sequer de espreitar. Tinah medo de estar a ser vigiado.
É melhor deixar o papel aqui e ir embora, antes que apareça alguém...
E antes que o vento pudesse sequer soprar o rapaz já tinha desaparecido.
:::
" - Bem, é uma situação muito desconfortável, e muito triste também." - apesar de não parecer a Yumi preocupava-se com as suas empregadas - " - o filho dela ainda é uma criança e eu não o posso deixar sozinho agora." - ela acrescentou
" - Mas e ele não tem mais ninguém?" - Por momentos a Kaoru lembrou-se da dor que era perder alguém a quem se ama muito, embora com toda esta confusão ela tivesse conseguido esquecer por um pouco a morte dos pais dela, algo na história deste miúdo a fazia em muito lembrar a sua.
" - Não. O pai, um samurai que trabalhava para o imperador, morreu o ano passado." - ela respondeu
Houve um silencio melancólico e só depois a voz viva da Yumi o interrompeu:
" - Bem, mas eu tenha a certeza de que vocês não vieram aqui por isso... Posso saber o que vos trouxe aqui?"
A Sakura arregalou as sobrancelhas com a mudança de atitude súbita da amiga: " - Bem, se calhar não é a melhor altura."
" - Não, não, a vida continua. Nós não podemos parar." - a gueixa aparentava ser uma mulher forte, tinha perdido a família cedo, sozinha construído o seu próprio negócio, era independente, o que era raro nas mulheres daquela altura, cultivava um circulo de amigos que reclinava entre bons e maus, imperialistas e democratas, samurais, gueixas, senhores da guerra, traficantes de drogas, armas... de tudo um pouco, no entanto, e embora não tivessem faltado propostas, nunca ninguém, nenhum homem conseguiu derreter o coração da aparentemente fria Kamagata Yumi.
" - Bem, nós viemos aqui para ver se podias arranjar trabalho para a Kaoru."
A Yumi arregalou os olhos carregados de verde:
" - Como gueixa?" - ela perguntou
" - Não, Não." - a Kaoru e a Sakura responderam em uníssono.
" - Umm, estou a ver. Como minha empregada?"
" - Com o que houver para fazer. Eu não aguento mais ficar em casa." - a Kaoru respondeu.
" - O trabalho aqui é duro, não é propriamente uma brincadeira, mas se estiveres disposta a aprender, podes começar já hoje." - Não contava que a Sakura fosse pedir para uma das amigas dela trabalhar aqui, no meu restaurante, esta Kaoru deve ser bem diferente de todas as outras...
Deixando de lado as divagações a Yumi olhou para a Kaoru á espera de uma resposta.
" - Sim, eu estou disposta a aprender." - a Kaoru respondeu assim que notou o olhar da gueixa em direcção a ela.
" - Muito bem. Vamos então começar..."
::
Aquele dia estava a ser um tédio, o Kenshin não tinha ainda permissão para voltar a casa, tinha que fazer tempo para escoltar o Katsura de vota ao dojo.
Não sabia o porquê de o Iizuka ter pedido ao Katsura para ir ali ter, mas era algo urgente, parece que um familiar do Iizuka estava em perigo.
O que é que será que a Kaoru anda a fazer?
Ele balançou a cabeça e direccionou o seu olhar para a terra seca da rua. Se continuasse a pensar nela iria baixar a guarda e seria perigoso isso acontecer nessa situação.
Era impressionante como ela tinha a capacidade de evadir os pensamentos dele e não deixar espaço para mais ninguém. Mas algo o preocupava, por mais que tentasse, ao lado da Kaoru ele desejava ser diferente de quem ele realmente era, a jovem sugava-lhe toda a energia, toda a vontade que ele tinha de lutar pelos ideais pelos quais foi chamado.
Mais uma vez a divagar... Isto não pode continuar assim...
Como que em resposta ás preces silenciosas do Hitokiri os dois homens saíram de dentro da sala e o Kenshin ficou admirado de ver que vinham acompanhados.
Ao lado do Iizuka vinha uma rapariga de cabelo escuro, cara pálida, mas muito bonita.
O Kenshin olhou-os incompreendido.
" - Iizuka, leva-me para a minha casa." - o Katsura falou para o homem de bigode
O Kenshin interveio:
" - Mas, eu estava destinado a fazer isso!"
A resposta do Katsura não esclareceu o samurai. Porquê esta súbita troca de planos?
" - Sim Himura, mas preciso que leves esta jovem ao restaurante Cherry Babe, sabes onde é?"
" - Mas porquê?" - o ruivo voltou a insistir, não se sentia á vontade a passear com uma mulher na rua. E não entendia o sentido daquela ordem.
O rosto dela é me familiar, mas... não me recordo de onde a conheço...
" - A Tomoe, é prima do Iizuka e está a ser ameaçada, é muito importante que a leves até lá, depois o Iizuka irá lá ter para a buscar, mas ela não podia de maneira nenhuma ficar em casa sozinha."
Apesar de nada satisfeito, o Kenshin partiu em direcção ao restaurante com a bela rapariga do seu lado. A única coisa que ele não imaginava era quem iria lá encontrar.
::
Depois de algum tempo a treinar com o restaurante de porta fechada a Yumi decidiu que era tempo de a Kaoru começar realmente a atender clientes.
Por isso a Sakura tinha ido embora, e ambas começaram a trabalhar.
Apesar de o restaurante ficar cheio de um momento para o outro, e os pedidos de comida serem imensos, os nomes serem estranhos, a Kaoru sentia que estava á altura daquele desafio.
Realmente naquele local encontravam-se todos os tipos de pessoas... era um mundo de gente que enchia aquelas mesas, e todos pareciam estar felizes.
" - Vai-te habituando, isto é assim todos os dias..."- uma moça de cabelo castanho, apanhado atrás, e com um olhar que parecia estar sempre fechado disse com um tom amigável. " - Olá, eu sou a Tae."
A Kaoru cumprimentou-a. " - Olá, eu sou a Kaoru."
" - Eu sei, a Yumi contou-me..." - de um momento para o outro o olhar dela abriu-se e ela começou a suspirar " - aiiii...."
A Kaoru ficou preocupada com a reacção da nova colega de trabalho: " - O que é que se passa? Estás bem Tae?"
A rapariga suspirou novamente e com o olhar fixou um bando de homens que tinham acabado de entrar.
Eram cinco. Um deles era magro e baixo e tinha uma atadura colada no nariz, outro deles era gordo e muito grande, com dois grandes dentes a sair de fora da boca, havia mais dois, um deles usava uma máscara e o outro devia ser incrivelmente forte a julgar pelos músculos que ostentava.
Por fim, o último deles, aquele que parecia ser o líder, tinha o cabelo preto comprido, preso, e era alto. Mas sem sombra de dúvida o que mais chama a atenção nele eram os olhos.
Azuis, azuis gelados, mas lindos, capaz de petrificar.
Pelos vistos era o que tinha acontecido á sua colega Tae.
A Kaoru deu-lhe uma cotovelada: " - Acorda, assim ele vai reparar."
" - Ah." - ela como que acordou " - Achas mesmo? Ai que vergonha!" - dito isto virou costas e desapareceu.
Boa, agora vou ter que ser eu a atendê-los...
A Kaoru seguiu em direcção aos homens e mais uma vez naquele dia, cumprimentou e perguntou o que desejavam.
Todos eles fizeram os seus pedidos, mas algo de estranho se passava, porque enquanto os seus homens escolhiam e a Kaoru escrevia o que eles pediam, o homem de olhos azuis não parava de a fitar, como que se a estivesse a desafiar.
Quando chegou a vez dele de pedir ele ficou calado a olhar para ela, o que fez a nova empregada ficar embaraçada:
" - Senhor?" - ela chamou após alguns segundos de silencio da parte do homem.
Ele olhou-a nos olhos, e a Kaoru gelou. Não bastava ser nova ali, tinha que encontrar logo clientes esquisitos no primeiro dia?
De repente a atitude dele mudou. Desviou o olhar dela para o menu, a Kaoru raciocinou que ele ainda estivesse a escolher, por isso manteve-se calada.
Mas a resposta não demorou muito. " - Simplesmente SakÊ."
A Kaoru estranhou o pedido, nada para comer, só para beber... todos os outros homens tinham pedido comida...
Mas, ela não quis protestar, simplesmente acenou e fez o pedido á cozinha.
" - Ai Kaoru ele é tão lindo!"
A Kaoru olhou a colega com um sorriso na cara. " - Porque não vais tu atendê-lo?"
" - Porque não tenho coragem... e além disso, eu nunca teria um homem daqueles..."
" - Não sejas tonta..." - a Kaoru repreendeu " - Todos merecem ser felizes."
A Tae fez um ar de quem queria saber mais: " - Ahhh, para não ficares encantada com o meu príncipe, é porque o tem coração já tem dono!!"
A Kaoru sorriu e ficou pensativa:
Dono... sim, pode dizer-se que sim... desde há muitos anos que o dono do meu coração é a minha assombração de criança.
" - Como é ele? É recíproco?"
" - Ele é... ruivo de um olhar tão intenso, tão protector, que...."
" - Ruivo? Eu nunca vi nenhum japonês ruivo!" - a Tae colocou a mão no queixo pensativa.
" - Ele é diferente... o Kenshin é... maravilhoso." - a Kaoru suspirou
Ei! Espera aí desde quando é que eu ando a suspirar pelos cantos como uma Maria Maluca!
Mas era tarde demais, a outra mulher já tinha ouvido tudo.
" - Eu gosto tanto de ver uma pessoa apaixonada, faz-me sentir tão feliz!!" - ela exclamou, olhou pela pequena portinha que permitia ver a sala de jantar. " - Bem, estiveste a trabalhar durante estas duas horas, por isso, agora vou atender eu por uns minutos, aproveita a descansar, deves ter os pés a latejar, Não?"
A Kaoru agradeceu a amabilidade, tinha mesmo as pernas e os pés a precisar de repouso.
Por infortúnio ou destino, chamem-lhe os entendidos o que quiserem, o descanso da Kaoru foi curto, pois passados dez minutos a Tae entrou na cozinha esbaforida:
" - Kaoru!" - a voz falhava intercalada com a respiração ofegante da empregada.
" - O que foi?" - a Kaoru perguntou
" - Há algo errado."
Não me acredito, troquei algum pedido, nem me acredito, eu sabia que isto não ia dar certo, Não podia dar!! A Yumi vai matar-me.
" - Tae, o que foi, explica-me?" - ela abanou a colega ao de leve.
E aos poucos e poucos a colega recuperou o folêgo.
" - Kaoru, o homem que tu...ufa.. amas... o teu, ufa,ufa... o teu ruivo..."
A Kaoru não estava a entender nada.
" - Tae, fala direito!"
" - Ele está a almoçar sozinho com outra mulher!!! Pronto já disse!"
A principio a Kaoru não quis acreditar, mas assim que olhou pela pequena janela, o seu coração caiu ao chão. O Kenshin estava mesmo a almoçar com outra mulher, e muito bonita por sinal.
A jovem de olhos azuis levou a mão ao peito. Kenshin... não pode ser...
