Oi, oi Povo!

Eis mais um capítulo.

Mile Mayfer: Valeu flor! O informante logo, logo vai aparecer... Já tem algum palpite?
Vou logo falando, o morcegão é meio cabeça dura e muito orgulhoso, ou seja, vai dar trabalho! ^^

Lembre-se, comentar nunca é demais!

Bjs e boa leitura!

Morgana Flamel


Hermione vestiu-se com um cuidado especial para ir até o quarto sobre a cocheira. O beijo de Ronald, apesar de possessivo e experiente, apenas reforçara sua convicção de que Snape era o único homem a quem ela amaria. Sentia ter magoado o amigo constante e alegre, concluindo que o iludira, embora involuntariamente, ao aceitá-lo com tanto entusiasmo como parceiro em todos os compromissos sociais. Entretanto, tinha certeza de que jamais o encorajara a acreditar que o amava.

Ela escolheu um vestido de musselina cor de esmeralda, no novo estilo que moldava mais as formas do corpo em vez de escondê-las sob a engomada crinolina¹. Sua criada de quarto, Luna, sugeriu que se umedecesse a anágua a fim de colar ainda mais o tecido às curvas suaves de Hermione.

— Tanto artifício para uma manhã casual e em minha própria casa? Acho que seria demais, Lu.

— Uma mulher deve usar todas as armas que dispõe. Além disso, não creio que esteja se vestindo com tantos cuidados só para ficar em casa.

A amizade que se criara entre a jovem lady e sua criada de quarto durante os tempos de guerra na Espanha praticamente eliminara as fronteiras entre patroa e empregada. Naquele dia porém, ela decidiu ignorar os comentários sempre acurados de Luna e correu para fora de casa, cruzando o jardim, agora deserto, pois era tarde e os jardineiros já haviam encerrado seu trabalho matinal.

Dumbledore abriu a porta e sentiu uma ligeira irritação ao deparar com Hermione. O duque insistira em levantar-se e vestir-se, apesar de estar ainda muito fraco, e ele presumia que essa decisão devia-se à possível visita de lady Granger. Vira a dor nos olhos e na expressão de seu patrão a cada movimento, mas conhecendo sua obstinação, não ousara dar sua opinião sobre o que considerava uma loucura.

Logo ao entrar, Hermione viu a cama vazia e, procurando por Snape, encontrou-o sentado a uma mesa, junto da janela.

— Por Deus! Você precisa de um guardião!_ exclamou ela, exasperada. — Perdeu o juízo?

— Descobri que prefiro receber vistas na vertical e não na horizontal — respondeu o duque, com uma frieza na voz que acentuava o olhar gélido.

— Que estranho! — Ela riu, ainda bem humorada. — Não é bem essa a sua reputação...

Ela calou-se, ao perceber que o velho valete ouvia atentamente cada palavra da conversa. Snape também não disse mais nada até que o senhor, dando-se conta da impropriedade de sua presença, se retirasse do quarto.

Entretanto, após a saída de Dumbledore, Snape continuou absorto nos papéis espalhados sobre a mesa à sua frente. Hermione logo concluiu que ele voltara a exercer o costumeiro controle férreo sobre as emoções, mas não pretendia aceitar essa mudança de atitude. Segurando-lhe delicadamente o queixo, voltou o rosto dele para a luz a fim de examinar os ferimentos.

Ele recuou bruscamente, escapando do contato com as mãos delicadas.

— Sei que estou parecido com uma gárgula. Sinto muito...

— Uma gárgula? — repetiu ela, rindo e demonstrando sua incredulidade. — Céus, Severus! Você jamais se pareceria com algo tão feio, nem mesmo se fizesse muito esforço.

Então, ela foi obrigada a admitir a frieza gélida dos olhos negros que a fitavam quase com ódio.

— O que fiz para deixá-lo tão bravo?

— Por que imagina que minhas emoções girem apenas em torno das suas ações, lady Granger?

— É difícil pensar de outro modo uma vez que você volta suas emoções contra mim. Prefere que eu vá embora e o deixe com esses papéis que parece julgar tão atraentes?

Diante do silêncio do duque, que continuava com a cabeça baixa, examinando os papéis sobre a mesa, Hermione desistiu de lutar.

— Então... passe um bom dia, milorde.

Ela dirigiu-se para a porta, mas antes de girar a maçaneta, ouviu a voz de Snape, agora refletindo raiva.

— Divertiu-se ontem à noite?

Controlando a raiva crescente, Hermione virou-se de frente para ele, surpresa com o novo rumo da conversa.

— Sim. Na verdade, diverti-me muito. Encontrei velhos amigos que ainda não havia visto desde meu retorno a Londres.

— E Weasley está incluído entre esses... velhos amigos, lady Granger? — perguntou ele, sem desviar os olhos dos papéis. — Conheceu-o na península ibérica, não?

Agora reconhecia a emoção que transtornara Snape. Era ciúme e essa reação inesperada dava-lhe um certo poder. Parecia irônico usar Ronald como arma, pois certamente não mais o veria. Na verdade, queimara todas as pontes na noite anterior e não havia um caminho de volta. Todavia, só importava ter descoberto que o homem a quem amava também sentia algo por ela.

— Ron é realmente um velho amigo a quem aprecio muito. Ele serviu sob as ordens de meu pai em Portugal e na Espanha. Não sabia que você o conhecia.

— Dançou com ele?

Mesmo sabendo que a resposta dela o desagradaria, ele não conseguira se conter. Depois que Dumbledore lhe descrevera o beijo dos dois, imaginava Hermione deslizando pelo salão, nos braços do jovem ruivo, belo como um deus grego, ao som de uma valsa. Dançar era algo além de suas possibilidades e as imagens perturbadoras de rodopios graciosos o impedia de se concentrar nos comunicados enviados por Harry.

— Perdoe-me — disse ele, demonstrando o quanto se arrependia de ter feito a pergunta. — Não é da minha conta com quem você dança ou não. Ou com quem volta para casa. Não existe nada entre nós... nem mesmo amizade.

Pela primeira vez desde que Hermione entrara no quarto, Snape ergueu os olhos e a encarou, deixando-a perceber mais do ele pretendia.

— Sim, dancei muitas vezes com meu "velho amigo"! Ron valsa divinamente bem, sabia? Era isso que você desejava ouvir? Ah! Ele também beijou-me, ao se despedir. Quer saber se gostei do beijo?

A jovem se calou por alguns instantes, a fim de avaliar o efeito de suas palavras e, ao ver a dor refletida nos olhos dele, sentiu-se satisfeita. Mas, porque o amava muito, prosseguiu mais suavemente.

— Para alguém que insiste em seu desejo de ser apenas meu amigo, você mostra um interesse exagerado por minhas aventuras românticas. Ontem, Ronald também pediu-me em casamento e, como ainda não recebi e nem tenho esperanças de algum dia receber uma proposta do homem que amo, terei de levar em conta essa possibilidade. Começam a me considerar uma espécie de solteirona, apesar de eu ser viúva.

A expressão chocada do duque demonstrou a Hermione que ele reconhecera o desafio.

— O homem que ama?

— Sendo um homem tão talentoso em interpretar códigos e informações secretas, está me parecendo bem lento esta manhã, Severus. Apaixonei-me por você naquela primeira noite, em que se insistia em se livrar de mim. Como vem continuando a fazer desde então. — Ela deu uma risada amarga. — Na verdade, a pessoa incapaz de compreender a realidade com rapidez sou eu, certo? E no entanto, persisto, agarrando-me a uma esperança que talvez me torne uma exceção, ao contrário das tantas outras mulheres da sua vida que já se encontraram na minha posição. Não desisto da esperança de algum dia poder partilhar mais do que seu corpo e sua cama.

A voz e a emoção de Hermione haviam se esgotado. Não restava nada a ser dito. Desde o primeiro encontro, fizera sempre papel de tola diante daquele homem! Snape talvez a desejasse fisicamente, mas nunca lhe dera qualquer indicação, por palavras ou ações, de que tinha qualquer intenção de se casar com ela. O silêncio reinou no quarto por um longo tempo, após a explosão emocional da jovem. A tensão crescia nitidamente, enquanto ela esperava pela rejeição final.

E ele desejava apenas tomá-la nos braços. Entretanto, tinha de permanecer distante e nunca odiara a si mesmo com tanta intensidade como naquele momento. O ato mais cruel de sua vida seria arrasar o orgulho dela e, mesmo certo de que nada aliviaria a dor da rejeição, ela merecia saber a verdade.

Errara ao não revelar a verdade a Charity e a pobre garota não resistira, tirando a própria vida. Ele vivia amargurado por esse crime involuntário e não permitiria que Hermione passasse por um sofrimento igual.

— Minha querida — disse ele, finalmente — venha sentar-se junto de mim.

Ela pensou em recusar, mas não teve forças e correu para junto de Snape, sentando-se aos pés dele, como costumava fazer quando conversava com Harry.

— Se demorei para perceber a magnífica dádiva de seu amor foi porque nunca acreditei que você pudesse sequer se interessar por um homem como eu. — Ele respirou fundo, criando coragem, antes de prosseguir. — Quando souber de toda a verdade, compreenderá por que não há nenhuma esperança.

Ela sentiu-se envolvida por uma onda de pânico. Que ato terrível tornaria um futuro a dois tão além de seu alcance?

— Quando eu nasci, meu pai se recusou a ter relações sexuais com minha mãe, pelo resto de sua vida, pois ela havia manchado a linha dos duques de Avon de uma forma imperdoável. Mas também não era possível esquecer ou apagar o horror porque minha presença em sua casa o obrigava a ver um filho deformado, que se movia de lado como um caranguejo, arrastando a perna atrofiada e sem qualquer utilidade atrás de si.

Subitamente, Hermione pressentiu que a verdade seria bem diferente do que ela imaginara.

— Meu pai evitava olhar para mim, virando a cabeça se eu entrasse na mesma sala. Teria me enviado para algum lugar distante se minha mãe, sempre muito dócil, não se rebelasse, afirmando que me acompanharia se ele me expulsasse de Sandemer e revelaria a todo o mundo que o duque de Avon rejeitara o próprio filho. A ameaça só surtiu efeito porque meu pai não suportaria o horror da nobreza ao ver o monstro gerado por ele.

A voz de Snape era totalmente desprovida de emoção, mas Hermione via os olhos agoniados do homem a quem amava e imaginava o sofrimento da criança que ele fora, um dia.

— Os médicos afirmaram a meu pai que o defeito era hereditário, tendo sido descoberto em alguém da família de minha mãe, muitas gerações atrás, mas os dois primeiros filhos haviam escapado ilesos dessa maldição genética.

Mais uma vez ele se interrompeu e, num gesto inconsciente, tocou os cabelos sedosos da jovem com o carinho que talvez jamais tivesse recebido a não ser da mãe.

— A morte de meus irmãos destruiu meu pai. De um momento para o outro, o monstro aleijado se tornara seu herdeiro e ele não suportava mais permanecer no mesmo aposento que eu. Enviou-me para o colégio interno após a missa de sétimo dia de minha mãe e eu nunca mais voltei a vê-lo.

Hermione esperava pelo final da explicação mas, diante do silêncio dele, foi obrigada a agir.

— Eu não entendo Severus. Sinto muito mas... o que tem isso a ver...

— Serei mais claro. Qualquer filho que eu venha a ter, será um aleijado como sempre fui.

Ele também não compreendia por que ela não enxergava a seriedade da barreira existente entre os dois.

— Dessa forma, a linha dos Snape terminará comigo. Não haverá mais nenhum monstro deformado.

Segurando a mão dela, o duque a colocou sobre sua perna atrofiada, como se esperasse uma reação de horror e repulsa. Mas Hermione estava tão aliviada que começou a rir, deixando-o ainda mais perplexo.

— Um monstro deformado? E assim que vê a si mesmo, Severus? — Ela continuava a rir, sabendo que um defeito físico como aquele jamais afetaria a intensidade de seu amor.

— Acha mesmo tão cômica a situação, madame? — perguntou ele, num tom de altiva arrogância, herdado de gerações de aristocratas poderosos.

— Tenho uma tia avó que é gagá e outra com sardas incríveis! Acha que eu não deveria ter filhas pois elas poderiam nascer com alguma mancha muito feia? Francamente, Severus. Você é inteligente demais para acreditar nesse absurdo. Se o idiota de seu pai aceitava essa lenda de deformidades hereditárias... pior para ele!

A raiva de Hermione dirigia-se agora ao homem que martirizara a vida do filho com sua crueldade e por causa de uma suposição sem provas concretas.

— Muitas crianças nascem com algum defeito por sofrerem problemas ainda no útero materno ou durante o parto. Ninguém pode saber com certeza sobre deformidades hereditárias, nem você nem os médicos. — Subitamente, ela teve uma visão muito clara sobre a situação. — E como me garante que foi isso que os doutores disseram? Seu pai me parece ser cruel o bastante, a ponto de inventar essa história a fim de torturar mãe e filho. Obviamente, ele continua a exercer sua vingança após tantos anos.

Segurando o rosto dele entre as mãos, ela o fitou bem nos olhos, a fim de que suas palavras ficassem bem claras.

— Eu te amo e pouco me importarei se nossos filhos mancarem. Embora não acredite que isso venha a acontecer, em hipótese alguma, percebo que você teme essa possibilidade. Precisa saber que não faz a menor diferença, para mim, se sua perna é mais fina por ser atrofiada, se não pode dançar, como Ronald Weasley. Entretanto... — ela fez uma pausa a fim de aumentar o efeito de sua declaração final — me importarei e muito se permitir que seu pai tenha sucesso em seu plano de destruí-lo e se me negar a felicidade de me dar um filho.

A imagem evocada por Hermione era sedutora, mas Snape não conseguia esquecer todo o sofrimento que o acompanhava desde os primeiros anos de vida. Tinha de tentar mais uma vez, a fim de convencê-la da impossibilidade de realizarem aquele sonho.

— A minha deformidade é bastante grave, pois força o osso dos quadris a exercer um esforço excessivo. — Ele jamais discutira aquele assunto com ninguém a não ser com seu médico. — Com o tempo, a matéria óssea se desintegrará e, de acordo com doutores de renome, eu não poderei mais andar, quando ficar mais velho.

— Então, eu o empurrarei em uma cadeira de rodas, ajudada por um bando de crianças com olhos negros como os seus. Como pode ser tão obtuso, Severus? Nada importa, a não ser o imenso amor que sentimos um pelo outro!

Ela emudeceu, subitamente insegura e precisando que Snape a apoiasse.

— Você me ama, não? Não me deseja, Severus?

Ele gostaria de poder mentir, mas jurara a si mesmo dizer toda a verdade a Hermione.

— Eu te amo mais do que minha própria vida, mas jamais me casarei com você e nunca lhe darei filhos. É melhor aceitar agora esse fato e assim poderemos encerrar esse assunto para sempre. Tudo deve terminar antes mesmo de começar, querida. Só saiba que continuarei a amá-la até o último de meus dias... juro diante de Deus...

— Mas... Severus... — ela o fitava, com os olhos marejados de lágrimas.

— Por favor, chega, Hermione. Descobri meus sentimentos já há algum tempo e essa decisão não foi tomada com facilidade ou impensadamente e não está aberta para discussões. Peço-lhe que compreenda minha posição. O fato de ter lhe contado a verdade é um pedido de ajuda para que possamos enfrentar a realidade a nossa frente. Se me ama de verdade, ofereça-me seu apoio e aceite.

Ainda assim a jovem balançava a cabeça, num gesto em que se mesclavam recusa e incredulidade.

— Nada do que possa me dizer mudará as minhas idéias. Fui eu quem teve de sofrer com esse problema e o carreguei por toda a minha vida. Além disso, a decisão pertence a mim.

Naquele momento, Snape soube que havia ferido Hermione até o fundo de sua alma, mas também não ignorava que tomara a decisão mais acertada.

— Por favor, deixe-me sozinho agora — disse ele, como se estivesse falando com uma desconhecida. — Encontre Albus e peça-lhe para retornar ao meu quarto. Sei que assim será melhor para nós dois.

Ela ainda hesitou, desejando uma recordação, talvez um breve beijo, mas reconheceu que a decisão dele era irrevogável. Incapaz de se conter, tocou-o levemente no rosto, e só depois saiu do quarto.

Naquela noite, quando o general Potter foi ao quarto sobre a cocheira, Snape não emitiu nenhuma opinião sobre os papéis enviados por Harry. Não havia informações novas e as possibilidades de descobrir quem os traía parecia se tornar mais remota, pois a guerra se aproximava do fim e o miserável acabaria por escapar sem qualquer punição por seu crime.

Sir James percebeu a perturbação do amigo e, acreditando tratar-se de uma depressão devido à imobilidade e reclusão no quarto, decidiu animá-lo demonstrando sua gratidão.

— Por algum tempo, pensei que fosse perder Harry. Temia por sua vida e sua sanidade mental, sua vontade de continuar vivendo. Você o devolveu para mim, Severus. Sempre lhe serei profundamente grato pela recuperação de meu filho.

— E eu lhe devo a minha vida — murmurou Snape, em voz muito baixa. — Reconheço meu débito e jamais o esquecerei, mas creio que a sua amizade por mim terminará ao ouvir o que tenho de lhe dizer.

O general permaneceu imóvel, encarando o homem à sua frente e já antecipando as palavras do duque.

— Sua filha acredita que está apaixonada por mim. Eu lhe disse é claro, que qualquer relacionamento entre nós estava fora de cogitação.

A respiração alterada revelava ao general o quanto lhe custava pronunciar aquelas palavras.

— Infelizmente, ela não compreendeu nem aceitou meus motivos e pedi a Albus que não a deixe mais entrar em meu quarto, enquanto eu estiver em sua casa. Prometo-lhe que irei embora tão logo seja possível. Peço-lhe desculpas, sir. Nunca tive intenção de magoar sua filha.

— Você dificilmente encontrará uma mulher com tantas qualidades quanto Hermione, Severus. Ela tem a mesma coragem dos irmãos. Sei que nossa família não é de origens tão nobres quanto as suas, mas esse não seria um bom motivo para impedir a união de vocês dois. Estarei enganado ou não sente nada por ela? — Consciente de que devia uma explicação, Snape forçou-se a continuar.

— A deficiência não é dela, sir James. — Como acontecera com a filha, o general teve de aceitar a explicação sumária, reconhecendo a expressão determinada no rosto do duque.

Após a saída do general, Dumbledore preparou seu patrão para dormir. Quando terminou todas as tarefas e apagou o lampião, criou coragem para falar com o homem a quem não podia mais ver por causa da escuridão do quarto.

— É mesmo um tolo, milorde. Acompanho-o bem de perto por mais de trinta anos, conheci o menino e o homem, mas nunca o vi agir com tanta falta de inteligência antes. Não pense que ela o esquecerá e se apaixonará por algum outro. Lady Granger não tem nada de parecido com a maioria das mulheres. Ela é do tipo que continuará ao seu lado na velhice, amando-o como o ama agora. Está jogando fora algo com que a maioria dos homens pode apenas sonhar em alcançar.

Como Dumbledore já esperava, Snape não respondeu nem defendeu a decisão que já havia tomado há muitos anos.


¹Segundo a Wikipédia, a Crinolina é uma espécie de armação que se usava embaixo das saias para dar volume, quem tiver curiosidade é só dar uma passadinha aqui: .org/wiki/Crinolina.