Capítulo XII: Novos amigos.

Acho que eu é que tenho que perguntar o que você está fazendo aqui, pequena. –Malfoy sorriu maliciosamente.

Gina perdeu o ar. Queria gritar com o garoto, provavelmente ele estava gozando com sua cara, ou coisa parecida, mas sua voz recusava-se terminantemente a sair de sua garganta com tanta intensidade. A garota abriu e fechou a boca várias vezes, ficando com vergonha do seu total fracasso em dizer alguma coisa.

Reuniu toda a força e coragem que tinha para dizer algo que não fosse apenas pequenos barulhos estranhos de indignação, mas foi inútil, alguma coisa dentro dela estava dando cambalhotas, pulando para cima e para baixo, fazendo-a ter uma sensação horrível de desconforto.

O gato comeu sua língua, pequena? –Draco deu uma gargalhada cínica. Parecia estar adorando a cara que Gina fazia.

Nã-não… -Gina tentou controlar-se, afinal, o problema não era ela estar ali, e sim ele. Se alguém devia explicações ali era somente o Malfoy. Pena que essa conclusão não tenha sortido efeito em seu corpo.

Então… -Malfoy gesticulou com as mãos, debochadamente, dizendo para a menina prosseguir com a explicação.

Eu… -Gina respirou. –O que você está fazendo nessa árvore?

Você não sabe que é falta de educação responder uma pergunta com outra?

Gina controlou-se e não lhe faltou mais coragem para responder, quando o garoto começava a provoca-la, seus nervos ferviam de ódio e nada mais podia deter sua língua afiada.

Então você não tem um pingo de educação, Malfoy, porque eu é que fiz uma pergunta primeiro. Agora, ande, responda, o que faz aqui?

Se eu lhe disser, pequena, que isso não é da sua conta, isso vai soar como uma boa resposta para você?

Não, não soa como uma boa resposta.

Então, não posso fazer nada, vai precisar contentar-se com ela. –Draco arqueou uma sobrancelha, desafiadoramente galanteador.

Ahh, Malfoy, pare com isso. – Gina reclamou, querendo desvendar aquele mistério o mais rápido possível.

Parar com o quê? Não estou fazendo nada. É só que eu não devo satisfações do que faço ou deixo de fazer para você.

Eu preciso de explicações, você não entende?

Não, não entendo. Agora se você me explicasse o que está fazendo aqui, talvez eu pudesse ajudar.

Ok. Eu conto, mas se você debochar da minha cara eu juro que te mato dessa vez, ouviu Malfoy?

Claro. –Malfoy levantou as mãos, fazendo cara de assustado. –Acho melhor não duvidar da sua loucura.

Engraçadinho...

Obrigado.

Gina sentou no chão, mantendo uma boa distância de Malfoy. A grama, meio falhada em alguns lugares, estava seca, pois não chovia há muito tempo, deixando tudo muito seco, principalmente o ar.

Eu tenho um admirador secreto e…

Gina foi interrompido por uma grande gargalhada. A mesma que ela ouvira algumas vezes enquanto cuidava do garoto na ala hospitalar. A mesma risada despretensiosa, apenas uma gargalhada de quem achava uma coisa realmente muito engraçada e não consegue conter o riso.

Malfoy! –Gina gritou, meio risonha, não tinha conseguido soar tão severa e brava quanto pretendia.

Desculpe, é que foi realmente muito engraçado.

Não é engraçado para mim. –Gina tentou novamente ser brava, mas acabou cedendo e caiu na risada também.

Não é o que parece.

Certo Malfoy, você venceu novamente. É engraçado, eu admito, muito engraçado, por sinal.

Claro, eu sempre venço. Mas, afinal, o que tem à ver o admirador com você estar aqui?

Se você não me interromper de novo eu posso contar.

Não interrompo.

Então, como eu ia dizendo antes de você começar a dar risada da minha cara, eu tenho um admirador secreto. Bom, ele vem me mandando cartas há algum tempo, acordando todas as meninas do meu quarto muito cedo e me deixando em muitas enrascadas. Acabei de receber uma carta dele e pediu para que eu viesse encontra-lo aqui, nessa árvore. Eu estou aqui, já ele…

Você não acha que eu sou seu admirador secreto, acha?

Claro que não, seu tonto. Nunca.

Vai saber, pequena, do jeito que você é estranha.

Eu já disse para parar de me chamar de pequena, que coisa. –Gina fez um pouco de birra, estava cansada daquele apelido.

Algum dia eu parei de te chamar de pequena? –Draco perguntou, sério.

Não…

Então desista, porque não vou parar.

Gina deu-se por vencida. Depois pensou numa coisa que não pensava fazia algum tempo. Ela reclamava tanto daquele apelido, que ao mesmo tempo era tão irritante, mas que, ela não sabia como, mexia com ela, a agradava, mesmo ela sempre insistindo que a irritava. Só que preferiria passar o resto da vida tendo que ouvir aquele apelido, do que não ter o resto da vida para escuta-lo.

Talvez eu não o escute por muito mais tempo. –ela disse baixinho, involuntariamente, estava apenas conversando com seus pensamentos, mas acabou por dizer a frase. Torcia para que Draco não tivesse escutado.

O que disse? –Draco arregalou levemente os olhos, mas logo voltou ao normal, com sua cara de arrogância.

Nada. –Gina gelou.

Como nada? Eu ouvi você dizendo alguma coisa.

Não, estava falando comigo mesma.

Não, Gina. –a garota o olhou na hora, sentiu um frio percorrer seu corpo ao ouvi-lo chamá-la pelo apelido. –Eu ouvi você falando que não vai me ouvir te chamando de pequena por muito tempo.

Não ouviu, não. –Gina fez uma cara de dor, denunciando-se na mesma hora.

Ouvi, ouvi, ouvi, ouvi. Pare de negar e explique-se.

Gina mordeu os lábios, mostrando para o rapaz que estava muito angustiada e que não podia explicar o que ele queria.

Do mesmo jeito que é assunto seu você estar sentado na árvore em que meu admirador secreto marcou para me encontrar, é assunto meu o fato de que não vou ouvir muito você me chamando de pequena.

Eu já conheço sua língua afiada, pequena, não precisa usa-la à toa, gostaria mais que a usasse para contar esse segredinho.

Não, Malfoy, por favor…

Então você quer saber por que estou aqui?

Não quero mais… -Gina fechou os olhos e abriu-os demoradamente, depois apoiou uma das mãos no chão e levantou-se. Draco fez o mesmo e mais rápido. Segurou a menina pelo braço, sem força, olhou-a nos olhos castanhos e grandes.

Ninguém sabe, mas aqui é o lugar aonde eu venho pensar e ficar sozinho, quase ninguém conhece esse lugar, por isso o escolhi. Eu sou muito curioso, por isso já explorei quase todos os lugares da escola, tirando a floresta proibida.

Draco, não… me solta.

Eu não estou te prendendo, se você quiser ir, pode ir, mas eu sei que você não quer… -Draco a olhou, inquisidor.

Eu não quero falar. –Gina disse, chorosa.

Eu sei que você anda sozinha, seus amigos não te dão mais atenção. Eu sei também que você deve estar louca para contar o que quer que esteja acontecendo com você, então, eu estou aqui, não quer contar?

Você nunca foi meu amigo, não sei o que está acontecendo com você. –Malfoy largou o braço de Gina.

Eu sei o que é não ter com quem conversar, mas já que é assim, pode ir. –o garoto virou de costas para Gina.

A respiração da moça se acelerou, e ela não conseguiu sair do lugar onde estava, delicadamente se aproximou e colocou a mão no ombro do rapaz:

Draco…

Eu não preciso da piedade de ninguém, eu só gostaria que algum dia alguém confiasse em mim, e que eu achasse alguém em quem confiar, entende? Achei que depois do tempo que passamos na enfermaria, tínhamos acertado nossas diferenças, ou talvez que você não me odiasse tanto.

Ah, eu não sei o que dizer. Eu não consigo entender, você é popular na Sonserina, como você não tem amigos?

Na sonserina, ninguém é amigo de ninguém. Você não entende… -Draco virou-se, ficando muito perto da menina. -… por mais que seus amigos tenham se afastado de você, eles sempre estarão disponíveis para te ajudar quando você precisar. Agora me responda, que moral eu teria se fosse pedir acalanto para outro sonserino? Que tipo de pessoa eu seria considerado lá?

Mas você não precisa se incomodar com o que eles pensam, faça o que você quiser fazer. Viva a sua vida, não a vida que querem que você tenha.

É fácil para você. A pequenina não tem preocupações, vive em harmonia com todos, é amada, querida, e não precisa fazer nada do que os outros queiram que você faça, é fácil viver assim.

Não é tão fácil assim viver minha vida…

Não diga bobagens, pequena, você não sabe o que é sofrer, não sa…

EU NÃO SEI O QUE? ME DIZ! VÔCE ACHA QUE SOFRE, DEBOCHANDO DA POBREZA, DA INFELICIDADE, OU DE QUALQUER OUTRA FRAQUEZA QUE OS OUTROS TENHAM PARA SER MAIS FELIZ, MAS VOCÊ NÃO MERECE SER FELIZ PORQUE AINDA NÃO APRENDEU A FÓRMULA, ENQUANTO VOCÊ NÃO SOUBER O QUE FAZER PARA SER FELIZ, NÃO ADIANTA MALTRATAR OS OUTROS, NEM FAZER O ESCANBAL PARA SE SENTIR MELHOR, VOCÊ VAI SER SEMPRE UM MAL-AMADO. PARE COM ISSO, MALFOY, ACORDA PRA VIDA, OLHE PARA OS OUTROS EM VEZ DE PASSAR A VIDA SE PREOCUPANDO COM VOCÊ MESMO. –Gina disse, exaltada, estava cansada dos outros acharem que sua vida era perfeita, como a vida de uma princesa, ou uma donzela, estava cansada dos outros pré-julgarem o que ela devia estar sentindo ou o que ela deveria pensar. Estava cansada de viver, e ao mesmo tempo, era a única coisa que realmente importava, sua vida, seu futuro.

Você tem razão. –Draco abaixou a cabeça, cabisbaixo. –Talvez eu esteja no caminho errado.

Pode ter certeza que está. –Gina disse, mais tranqüila.

Draco a olhou extremamente melancólico. Eles estavam a poucos centímetros um do outro. Gina sentiu novamente aquela sensação de borboletas voando em seu estômago, ao mesmo tempo em que olhava para os olhos amendoados de Malfoy, com sua cor enigmática, assim como quem os possuía.

Draco aproximou-se devagar, usando toda a gentileza que foi obrigado a aprender enquanto ainda era criança. Ele não sabia o que acontecia com ele por causa daquela garota, mas ela provocava nele sensações que nenhuma outra garota conseguiu provocar em todos os seus anos de vida, e possivelmente, mais ninguém despertaria a pessoa boa que existia dentro dele. Quando ele a olhava, com seus olhos grandes e curiosos, seus cabelos vermelhos e suas poucas sardas pontilhando suas bochechas e nariz, sentia uma vontade se ser alguém melhor, alguém mais feliz, mas receptivo, ele a queria pra ele, para sempre. Mas como iria dizer isso para uma pessoa tão inimiga como ela, como poderia dizer para uma menina tão encantadora e amável, que ele gostaria de ser, pelo menos, seu amigo? Como?

Gina tentou controlar o impulso de aproximar-se de Draco, mas era magnético, não podia negar que sentia alguma coisa diferente por ele, alguma coisa que nunca sentira por ninguém, era mais do que o carinho que sentia por Harry, ou a paixão que já sentira, há muito tempo, por ele. Era algo mais explosivo, mas intenso. Parecia ódio, raiva, mas não era só isso, só não consiga ainda dizer o que era. Enquanto isso, precisava, pelo menos, parar com aquela situação, não podia deixar-se levar por Malfoy.

Eles já estavam muitíssimo perto um do outro, quase tocando seus lábios, quando Gina conseguiu se controlar e virou o rosto para o lado, acabando com qualquer possibilidade de beijo.

É a maldição.

O que? –Draco perguntou, sem entender nada.

Você lembra da maldição?

Lembro, claro. –Draco apertou a mão que ainda tinha uma cicatriz horrível.

Mas tem uma coisa que você não sabe. –foi a vez de Gina virar de costas. –Você não sabe sobre o que é a maldição.

Não sei. Deve ser ruim, é magia muito negra.

Acho que é pior do que você pensa.

Como assim? Fala logo o que é.

Eu vou morrer, Draco, vou morrer.

Draco deixou de respirar por alguns instantes. Então era isso, ele dizendo que a vida dela era muito fácil, enquanto ela enfrentava a perspectiva de que iria morrer.

É lógico que você vai, todos iremos morrer um dia.

Ah, Draco, você sabe que não é isso. Vou morrer no dia do meu aniversário, em setembro.

Como assim, vai morrer? Tem que ter uma maneira de evitar isso. Todas as maldições têm uma solução.

Claro que tem… Eu só não sei como vou conseguir.

O que você tem que fazer?

Encontrar meu verdadeiro amor, que pelo que parecesse, não vai gostar de mim. Faz parte da maldição, meu verdadeiro amor não vai ter sentimentos, pelo que deu para perceber, ele deve ser muito mal.

Não tinha uma coisa mais difícil para fazer? Existem bilhões de pessoas no mundo, não tem como você encontrar uma pessoa assim, com esses atributos tão facilmente. Pode ser, mas não vou desistir.

Tomara que você encontre essa pessoa. –Draco disse, meio sem graça.

Um silêncio instalou-se entre os dois. Gina olhou para os lados e depois respirou fundo várias vezes.

Tá vendo, não foi tão difícil falar. –Draco disse, querendo animar um pouco a conversa, mesmo estando muito abalado com as novas notícias.

Não, não foi. Draco, eu… você… Você sempre pode contar comigo quando precisar de alguém pra conversar, pode ter certeza que nunca vou te recriminar nem te cobrar nada, estou livre de interesses como qualquer outro amigo que você tenha tido. Pode contar comigo sempre que se sentir sozinho, ok?

Certo. Minha primeira amiga, você deveria se orgulhar disso, sabia? –Draco deu uma risadinha tímida.

Você não tem jeito, definitivamente.

Eu sou um caso perdido e você uma louca.

Louca, eu?

Você, claro. Que nome eu daria para uma pessoa que deixa um pobre garoto indefeso em coma?

Ah, nem vem, Draco, eu ainda não acertei minhas contas com você, afinal, sei muito bem que você só conseguiu pegar aquele pomo por causa de um feitiço, trapaça, Draco, trapaça. Você mereceu.

Nada justifica o seu ato, pequena, não adianta tentar se justificar.

É, talvez nada justifique meu ato, mas você também… mereceu. –Gina insistiu.

E ainda insiste na idéia. Ok, então me diga, se eu por acaso trapaceasse novamente, você me bateria? –Malfoy fez uma cara de vitorioso.

É… não. –Gina riu.

Por quê?

Porque eu me arrependi do que fiz, oras.

Então eu não merecia tanto assim... –Draco deu um sorriso grande, mostrando todos os dentes.

Talvez. –Gina tentou ficar séria.

Eu te perdôo. Afinal, não foi tão ruim assim...

Foi pior, péssimo, horrível... Você sabe o que é não poder dormir por sei lá quantos dias seguidos pra cuidar de um garoto arrogante como você?

Não. Mas garanto que deve ter sido ótimo, ficar trocando minhas roupas...

Malfoy! –Gina gritou, ruborizando na mesma hora.

Eu só estou falando a verdade.

Eu sei… mas… mas…

O que?

Não foi porque eu quis, ok? Pare de tocar nesse assunto, eu fico muito sem graça… Mesmo!

Certo, vou tentar, mas não prometo nada.

Ai, moleque chato!

Obrigado pela parte que me toca, pequena. –Draco agradeceu, fazendo sua costumeira cara de deboche.

Quer saber? Eu vou embora, não vou mais perder meu tempo com você. –Gina virou, meio irritada, para ir embora, quando ouviu Malfoy dizer:

Fico feliz por você ter vindo aqui hoje, mesmo eu precisando me fingir de admirador secreto para te atrair.

Gina sentiu seu sangue ferver. Então era isso? Ele era seu admirador secreto? Como ela não percebeu isso antes, que burra que ela foi. Era muita coincidência encontrar o garoto ali, na mesma hora marcada pelo admirador.

A ruiva virou-se, seu rosto mais vermelho que seus cabelos, uma raiva terrível percorrendo seu corpo. Estava pronta para bater no rapaz á frente, não podia se controlar. Como não tinha recursos de objetos para bater nele, usou suas delicadas e pequenas mãos.

Explique-se. –Gina gritou, enquanto dava tapas fortes nos braços, peito, e costa do rapaz, que se encolhia e dava muita risada, tentando se livrar dos golpes da garota furiosa.

Eu queria ver sua cara quando te encontrasse e te contasse isso. –Draco respondeu, entre risos.

Resposta errada, conte a verdade. –Gina continuou dando seus tapinhas doloridos e fortes.

Foi o único jeito de te encontrar sem levantar suspeitas. –Draco estava caminhando para trás, de costas.

Melhorou, mas ainda não convenceu.

Eu queria te encontrar.

Era só mandar uma carta, resposta errada.

Eu te mandei várias cartas. –Draco riu da cara que a amiga fez na hora em que disse essas palavras.

Tecnicamente não eram suas.

Certo, você venceu, eu queria te ver, mas estava com vergonha de te mandar uma carta dizendo isso, pensei que me passando por seu admirador, e fazendo com que nosso encontro fosse "por acaso", entende?

Entendo, Malfoy. Que raiva. –Gina deu mais tapas no garoto, que ainda dava muita risada.

Então para de me bater, pequena.

Não, não vou parar.

Por que? Eu já disse porque te mandei as cartas.

Você sabe a encrenca em que me meteu? As meninas quase me bateram por causa das corujas que você mandava de madrugada. E além do mais, me fez de boba, eu realmente achei que tinha um admirador…

Então é por isso que você está brava, acho que alguém realmente tinha uma paixão secreta por você.

Por isso e também porque você falou das minhas pernas, seu pervertido, tarado, conquistador barato, mentiro… -Gina foi interrompida quando, rapidamente, foi jogada ao chão.

Draco, ao andar para trás, fugindo dos tapas da menina, tinha se aproximado muito da árvore que dava flores azuis, e tropeçou em uma raiz muito grossa no meio do caminho. Antes de cair definitivamente, segurou o braço de Gina, tentando se apoiar, mas a única coisa que conseguiu foi derrubar a garota também, que caiu em cima dele.

Ai, miserável, você me derrubou... –Gina disse, enquanto sentia sua perna doer fortemente.

Me desculpe, pequena, não foi de propósito, eu tropecei na raiz.

Gina sentiu-se acuada novamente, estava em cima de Malfoy, olhando mais uma vez para seus olhos misterioso. Não queria que nada acontecesse, ainda como não quis da primeira vez, então levantou-se rapidamente.

Estou indo embora, mas você ainda me paga por isso, Malfoy. –Gina saiu correndo em direção do castelo.

Draco apenas sorriu e colocou um dos braços sob a cabeça, olhando em seguida para o crepúsculo.

Até mais, pequena…

Gina, por Merlim, aonde você se meteu? –quem perguntou foi Hermione, indo em direção da amiga que tinha acabado de entrar pelo retrato da mulher gorda.

Estava passeando no jardim, como disse que ia fazer. – respondeu, meio aérea, sua mente parecia que estava em outra dimensão.

Mas nós te procuramos por todo o jardim e você não estava lá. –retrucou Harry, juntando-se á Mione.

Então vocês não procuraram direito, porque eu estava no jardim.

Lógico que procuramos. –disseram Harry e Mione em uníssono.

Gente, eu não quero discutir isso, eu estava no jardim, deve ter sido apenas um desencontro. –Gina respondeu, serena.

Mas…

É sério, acho melhor não discutirmos, mas agradeço por terem me procurado, pelo menos.

Claro que te procuramos, você é nossa amiga. –Mel intrometeu-se na conversa, ficando ao lado do seu namorado.

E minha irmã.

Eu sei disso... –a garota fez menção de seguir seu rumo até seu dormitório, mas Rony a segurou pelo braço.

Em que lugar do jardim você estava?

Eu estava passeando por ele, Rony, não fiquei plantada que nem uma árvore em um lugar específico, estava andando por TODO o jardim, entende? –a menina mentiu, mas não se exaltou, não queria brigar com ninguém.

Nós só ficamos preocupados com você, Gi... –Mione disse, querendo amenizar a situação que parecia querer ficar mais quente.

Eu sei…

Eu não quero insistir nesse interrogatório, mas eu queria saber quando você se separou da gente... –Harry perguntou, meio sem graça.

Me separei quando ainda estávamos nas escadas, mas tenho certeza que só notaram que não estava com vocês depois de muito tempo. Eu não queria atrapalhar, queria conversar com alguém, mas como não tinha ninguém para conversar fui andar um pouco sozinha…

Ah, Gina, desculpa, nós fizemos isso de novo, não tinha percebido que você queria ir só comigo até o jardim, me perdoa, Gina… -Mione começou a falar tão rápido que não dava para entender tudo que dizia.

Não tem problema, Mi, sério, não estou brava. Mas, se vocês me dão licença, eu quero ir tomar um banho e dormir. –Gina saiu do aposento, dessa vez sem ser interrompida por ninguém.

Acho que ela ficou triste. –Mione constatou.

É lógico que ficou, ela tem toda a razão, ela se separou e nem nos demos conta disso… -Harry concordou, fatídico.

Eu vou falar com ela... –Mel avisou, subindo logo em seguida para o dormitório do quinto ano.

Gina?

O que houve, Mel?

Eu só queria saber se você não ficou realmente brava com a gente?

Não fiquei, pare de se preocupar.

Você está estranha.

Não estou…

Está sim… -Mel abriu um sorriso enorme. –Me conta o que aconteceu no seu passeio pelos jardins...

Não foi nada, Mel, eu só estou cansada.

Para de mentir pra mim, ok? Seus olhos estão brilhando como nunca tinha visto brilhar.

Eles não estão brilhando Mel… -Gina tentou negar, entre risos.

Você não me engana, mocinha...

Eu não estou te enganando…

Para com isso, Gi... Me conta, por favor, senão eu vou morrer de curiosidade… -Mel fez a costumeira cara de cachorro sem dono.

Mel…

Gina…

Não houve nada. –a ruiva ainda tentou negar, mesmo sabendo que seria inútil, conhecendo Mel.

Ah, por favor, Gina, eu vou morrer.

Ok, você venceu.

Ebaaaaa! –Mel jogou-se na cama junto com Gina. –Por isso que eu te adoro muito, Gi.

Você não presta…

Eu não me importo, desde que você me conte o que aconteceu.

Olha, Mel, eu não posso contar tudo, pelo menos por enquanto, mas posso te contar o porquê de ter sumido.

Ah, Gin, não…

Sim, Mel, eu só posso te contar uma parte, é uma história complicada, não posso ainda, queria que entendesse, ou então não vou contar nada.

Ok. Então me conta pelo menos uma parte.

Sabe meu admirador secreto?

Lógico. –Mel disse, obviamente.

Ele me mandou uma carta enquanto eu descia as escadas com vocês. –Gina fez um pouco de suspense.

E…

E ele pediu para que eu o encontrasse em um determinado lugar do jardim, que também não posso dizer aonde é.

E você foi? –Mel arregalou os olhos, adorando as novidades.

Fui… -Gina sentiu seu estômago dar uma cambalhota, lembrando-se que seu "admirador" era Malfoy.

E aí, o que aconteceu? –Mel perguntou, sugestiva. –Ele é bonito?

Ele é muito bonito, mas não aconteceu NADA.

Ahhh, duvido… -Mel fez gracinha.

É sério Mel, nós conversamos, só.

Então por que você está tão feliz? Está sentindo alguma coisa por ele, sei lá, gostou dele? Amor a primeira vista? –Mel levantou-se da cama e começou a andar de um lado para o outro, muito animada.

Eu não sei Mel, não sei mesmo, acho que senti alguma coisa por ele, mas não sei o que exatamente.

Seus olhos te denunciam… -Mel falou, com um sorriso grande nos lábios rosados.

É que não consigo me controlar. –Gina fechou os olhos e respirou fundo várias vezes seguidas.

Mel parou de andar e sentou na cama de Gina, pegou as mãos da amiga e apertou-as entre as suas.

Gi, eu sei que você está feliz, eu posso perceber isso, todos podem. Eu só queria que você soubesse que eu estou aqui, mesmo que você me conte só a metade, um terço, ou qualquer parte de uma história, quando você precisar desabafar ou quiser entender seus sentimentos, eu estou aqui, sempre. –Mel sorriu para a amiga, que retribuiu o sorriso no mesmo momento.

Eu sei Mel... É que agora eu preciso me entender, antes de contar alguma coisa para alguém, mas muito obrigada, eu te adoro muito, Mel…

Também te adoro, linda.

Bom, mas vamos parar com esse momento comovente, que eu estou louca para tomar um banho.

Então vai tomar seu banho, amiga, que você merece.

E você vai ficar com seu namorado. –Gina deu um beijo na bochecha de Mel, e recebeu um em troca.

Depois de respirar fundo mais algumas vezes, Gina foi para o banheiro e tomou seu banho, sem parar de pensar na tarde.

Gina estava sentada no peitoril da janela, nenhuma das meninas tinham entrado ainda, pois ficavam acordadas até tarde no sábado. Mas Gina queria apenas ficar vendo o céu, olhando as estrelas, pensando. Novamente seus pensamentos foram interrompidos por uma coruja azulada, muito bonita e grande, que obviamente não pertencia ao corujal. A coruja pousou elegantemente no peitoril e deixou cair uma carta que trazia no bico, depois voou imponente pelo céu.

Gina olhou a carta, seu coração batia tão rápido que ela podia até sentir ele pulsando. Gina virou o envelope, trazia apenas um "Gina" elegantemente escrito. A menina abriu o envelope, passando a mão por dentro, tirou um pedaço de pergaminho:

Obrigado pela tarde maravilhosa de hoje.

Gina sorriu, depois colocou a mão novamente no envelope e tirou de entro dele uma das flores azuis da árvore do encontro entre eles.

A ruiva olhou para a lua brilhante e sorriu.

N/A: Olá, galerinha! Amores da minha vida, este cap saiu mais rápido, portanto, quero muuuuuuitos comentários, aliás, obrigada a todas as fofas que comentaram nesse cap, que pelo que eu percebi foi o mais comentado, adorei, amei. Desse cap vocês vão ter que gostar, porque eu gostei dele e ta lindo, fofo, tudo de bom, amei demais, ai gente, acho que estava faltando esse cap, totalmente D/G, mas sem o beijo, porque vocês já sabem, só no último cap… Por falar em último cap, deixe-me comunicar à vocês que a fic ta acabando... Ohhh... sim, eu tinha dito no último cap que teriam mais 6 caps, mas diminui esse número para 4 e mais o epílogo, ou seja, já foi um cap, e agora tem mais 3, o epílogo é só um detalhe, o fim mesmo é daqui 3 caps, então aproveitem para comentar bastante e fazer a autora feliz. Bom, vou fazer o possível para postar um cap no máximo daqui 2 semanas, mas isso depende de vocês. Como vcs já devem ter percebido, tou mega animada hj, adorei mesmo esse cap, espero que vcs gostem, bom, mas vamos aos agradecimentos porque vocês merecem:

Agradecimentos:

estrelhinha W.M: Acho que já respondi as suas perguntas, não? Agora dizer o que vai acontecer em 3 caps eu não posso, mas vocês podem imaginar o que ainda está faltando acontecer... Okay, vou dar uma dica… Beijo, Férias, e algo relacionado com Baile de Inverno! Certo, temos 3 caps, e epílogo: carta! Hauhau... está bem agora? Só respondendo à outra pergunta, o Harry ainda sente algo pela Gina, todos sabemos que nós não paramos de gostar de uma pessoa assim, do nada. Mas não se preocupe, H/G JAMAIS. Beijosssss

Fini Felton: Por que eu acabei logo ali? Porque eu quero segurar minhas leitoras, vocês tem que continuar comentando, entende? Vai que vocês fogem... Brincadeira, eu num agüentava mais escrever, entende? Quando eu sento para escrever, eu escrevo o cap inteiro, porque vão vindo as idéias, eu não sou de escrever o esqueleto e depois ir arrumando, eu escrevo de primeira, o que eu quero, e depois eu reviso, se estiver faltando algo eu acrescento, mas é isso... Tentei postar mais rápido dessa vez, espero que você goste desse cap também. Bjocas

TheBlueMemory: Oiii, adoro seus comentários, aliás AMO COMENTÁRIOS GRANDESS. Bom, eu adoro escrever a aceitação de um com o outro, mas, sinceramente, adoro escrever aquelas cenas de beijo roubado, ou impulsivo que depois faz a vida deles virarem de cabeça para baixo... Mas, fui eu que escolhi o tema dessa fic, não foi? Eu escolhi sem beijo até o último cap, e assim será, mas garanto que ninguém irá se arrepender, porque já tenho umas idéias fofíssimas para esse cap, que vai ser totalmente lindo, assim espero. Poxa, brigada mesmo pelos elogios, vocês fazem a minha vida ficar muito mais colorida, cheio de vermelho, rosa, cores do amor, sabe… totalmente D/G! Kisses pra vc tb e ótimo fim de semana!

Miaka: Ai, Miaka, nem preciso dizer que adorei seu comentário… como sempre. Mas eu sou suspeita, adoro o comentário de todo mundo. Então, também acho que todo mundo está sendo muito displicente em relação à Gi, mas, convenhamos, ela também tem que impor a presença dela, chegar e chamar só a Mel para passear, chamar só a Mione, ou só o Harry... não digo o Rony, porque eu tenho irmão e… ninguém vai chamar o irmão pra passear sozinho. Mas ela precisa deixar de dar espaço para eles ficaram somente entre eles, precisa sentar na poltrona e ficar segurando vela e conversar, se enturmar novamente, entende? Mas eu ainda não me decidi se ela vai fazer isso ou não… E sim… o admirador era Draco… hhuahua... Bjusss

Kyra: Sou chantagista, com muito orgulho! XD .. acho que devia anunciar que e fico esperando a review de todo mundo que comentou no último cap e só posto quando todos comentaram, ou seja, eu sou uma eterna chantagista... rsrsrs... Então, parece que enganei todo mundo! O Malfoy era sim o admirador... E sabe o que eu mais gostei? Eu tenho certeza que todo mundo nem lembrava mais do admirador quando descobriram que era ele! Acertei? Comenta aí, blz? Senão já sabe, nada de próximo cap. Bye bye!

Lolita Malfoy: Ainda bem que vocês gostam dos capítulos que eu detesto, senão eu não teria mais leitores... Obrigada por comentar e quero de novo! Beijosss

Li Malfoy: Maldade! Eu sei, eu fui totalmente cruel acabando o capítulo ali, mas quer saber, acho que esse cap recompensa, estou enganada? Se vocês disserem que o cap tah ruim eu vou chorar, eu gostei muito dele. Beijosss linda!

Bárbara Jane Potter: Eis o cap aqui, lindaaa, adorei seu comentário, claro, como todos, mas gosto ainda mais quando capricham no tamanho! Vai ter que comentar até o último, quem mandou se comprometer, agora eu viciei! Eu não estou mais tão ocupada, afinal, são férias, mas, acreditem, eu estou estudando muito, sim, estou estudando NAS FÉRIAS. Você entende agora minha falta de tempo? Mas tudo bem, antes de acabar as férias eu posto mais um cap, prometo, não demorarei muito. Bjõess

Ly W. O que eu posso dizer? 6 estrelas? Que emoção, adorei demais, vai ter que comentar de novo, please, senão eu vou ficar triste... Bjõesss... teh mais!

Vivian Malfoy: Eu parei na melhor parte sim, assim terei certeza que você vai ler esse cap de tanta curiosidade. Eu sou má! Eu sei… rsrsrs… Agora você já sabe o que o Malfoy ta fazendo ali... e aí, convenceu? Eu achei que era uma boa explicação, espero que vocês achem também... Bjõessss

Bella Black Malfoy: Seria muito uma escritora pedir a uma leitora nova e atrasada para comentar de novo:D… Não importa há quanto tempo você comente ou leia a fic, pode sempre dar sua opinião e me cobrar também, viu? Adorei seu comentário, espero que continue comentando, beijocas!

Musa-Sama: ebaaaa... leitora nova! Eu gosto assim, leitoras novas que comentam. Todas deveriam ser como você... Obrigada pelos elogios, fico muitíssimo feliz... Bjoss

Gente, obrigada pela atenção e pelas reviews de todas vcs…

Beijocas estaladas Malu