Capitulo 14: Um milagre dentro da guerra.
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Draco gemeu e voltou à vegetação em onde tinha estado anteriormente, para esvaziar seu estômago. Uma careta de asco formou-se em seu formoso e pálido rosto ao ver que seu vômito era só água. Já nada ficava dentro de si, após vomitar mais de três vezes essa manhã.
-Hey… todo bem ali, Malfoy? - perguntou uma voz a suas costas.
-Mete em teus assuntos, Weasel!
A cara do ruivo se tingiu de vermelho enfadado.
-Não me insulte, furão! Só perguntava por sua saúde! - grunhiu Ron.
-Ninguém te pediu que te preocupasse por mim!- espetou, levantando seu nariz no ar.
-Preocupar-me?! - perguntou com desdém. - Como se importasse que lhe suceda a um furão como você!
-É um…!
-BASTA! - a chegada e o grito de Harry Potter calou a réplica de Draco. No entanto, isso não impediu que ambos rapazes se mandassem as piores de suas miradas. Harry suspirou, tomou ao loiro de um braço e afastou-o do ruivo. - Que é o que passou agora?
-Nada importante. - grunhiu, antes de sacar um frasco de seu bolso, que tinha suco de abobora, para que se lhe passasse o mau sabor de boca.
-Nada importante? - perguntou com falsa surpresa, um tinte de irritação em seus olhos verdes. - Que foi desta vez? Disse-te que teu cabelo estava mau? Talvez tentou te dizer que te abrigasse mais ou que comas menos?
-Que esta tratando de insinuar com isso? - perguntou, estreitando os olhos.
-Que ultimamente estás insuportável! - exclamou, agitando seus braços. - Ninguém pode te dizer nada, você responde de maus modos. Está tendo um caráter pior que em nossos primeiros anos em Hogwarts. Quase recorda o menino mimado e arrogante que conheci em Madame Malkin.
-Estás-me insultando, Potter! - rugiu.
-Pois não sei o que te passa, Malfoy! - gritou. - Está rompendo com a harmonia deste grupo, Draco! Todas as lutas que temos iniciam por ti! E não preciso isso, Draco! - suspirou para acalmar-se, massageando sua testa. - Esta é uma missão de muita importância, e você sabe… não posso permitir que tenha alguém que gere discórdia.
-Desculpa…?! - perguntou, abrindo seus olhos como pratos. - Que quer dizer com isso?
-Isto não é um jogo, Draco. - disse, olhando-o seriamente. - E se é que vais gerar uma luta a cada minuto, será melhor que…
-Não me irei! - gritou. - De modo que melhor saca-te isso da cabeça! Não te vai livrar de mim, Potter! É meu!
-Por Merlin! - não pôde mais, o agarrou dos braços e o sacudiu. - É que não entende? Algo te passa! Teu humor é horrível e faz em uma semana que não deixa de vomitar! Deve ver a um medimago!
-Não! Não me vou tem afastar de ti!
-Uh… todo bem por aqui? - a voz suave e nervosa pertencia a Hermione, que chegou alertada pelos gritos do casal. Harry e Draco deixaram de fulminar-se com a mirada, para fulmina-la a ela.
-Está tudo bem, Mione. - sibilou Harry, com a voz mal controlada. - Vá com Ron, em seguida os atingiremos.
-Ok… os verei. - disse incerta.
Uma vez que escutaram que a castanha se afastava, ambos rapazes voltaram a se olhar, desta vez com mais tranquilidade.
-Olha, Draco… - suspirou. - Algo te está passando, indubitavelmente. Sei que você já não é o menino que conhecemos no passado, tens crescido e é meu companheiro, mas o transtorno em teu caráter se deve a algo, algo que não sabemos.
-Mas eu não desejo me afastar de ti… - sua voz era um sussurro.
-Eu também não quero. - abraçou-o. - Mas entende, isto é uma missão de absoluta importância, não posso, simplesmente, deixar tudo e te acompanhar a St. Mungo como se nada sucedesse, porque um minuto que perca, pode significar que percamos a guerra. - separou-se do loiro e olhou-o aos olhos, forçando um sorriso. - Minha vida nunca foi normal, mas, para que ela seja, tenho que fazer isto… tenho que buscar os Horcruxes… e, se tenho que te desmaiar para que vá ao hospital eu farei, Draco.
-Você não se…
-Sim, me atreveria. Minha prioridade agora é matar a esse louco, Draco. Só com ele fora poderei pensar em formar uma família, te dar um lar e poder dormir sabendo que ninguém deseja me matar a mim ou a meus seres queridos. Devo destruí-lo… e isso é o mais importante para mim, agora.
Tinha tanta paixão em sua voz, que os ombros de Draco cederam. Apertou sua mandíbula e odiou-se por começar a sentir como seus olhos se umedeciam.
-Ainda assim, não pode me obrigar a me ir.
-Sim, eu posso. - levantou o rosto do garoto, para que o olhasse. - Escuta, que faça isto não significa que te queira menos… porque te quero é porque seria capaz de te enfeitiçar para que te revise por um especialista. - acariciou sua bochecha. - Vamos, Draco, não é uma decisão muito difícil de tomar. Já tem passado a primavera e seu papai estará dando a luz daqui a pouco. Sei que quer estar ali quando isso ocorra, eu também quisesse, mas não posso. - suspirou. - Me sentiria mais tranquilo sabendo na segurança de sua casa e saber que é o que te passa.
-Você estaria tranquilo, mas eu não. - disse teimoso.
-Oh, Merlin… - suspirou, olhando ao céu em busca de explicações. Elas não baixaram de ali, obviamente. - Então, que? Prefere um Desmaius ou um Império?
-Idiota!
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Sons de roupas e gemidos podiam-se ouvir na habitação principal da mansão Malfoy. Estando já em seu oitavo mês de gravidez, tinha um acordo tácito em que Remus deveria deixar de ser possuído por seu veela, mas isso não impedia que realizassem outros atos com os quais se comprazer.
Lucius era quem estava desvestindo a seu esposo e empurrava-o da pouco até chegar à cama. Uma vez ali e sem roupas, obrigou a Remus a que se sentasse, apoiasse as costas nas cobertas e abrisse suas pernas o mais que pudesse. Nessa posição, deixou bem descoberta a ereção de seu lobo, que estava erguida e orgulhosa, esperando seu toque. Fazendo caretas, o loiro ajoelhou-se junto à cama, ficando justo em frente do pênis de seu lobo… e o engoliu de uma só vez. Remus gritou e arqueou suas costas, todo o que o peso de seu bebê lhe permitiu, que não foi muito.
-Oh… Luc… - gemeu Remus, apertando as cobertas verdes de seda com forças.
O homem grávido moveu seus quadris, marcando-lhe o ritmo que precisava a seu esposo, para que lhe desse o prazer que precisava. Lucius comprazeu a seu esposo, passando a língua por toda a extensão do pênis e massageando com uma mão os testículos. Sua mão livre tinha subido até a pança do licantropo onde fazia pressão, para que os quadris não se levantassem demasiado e o fizessem estrangular, era também uma forma estranha de acariciar a seu filho.
-Mais rápido, Lucius… não resistirei bem mais… - gemeu Remus.
Obediente, o loiro começou a chupar com avidez entre a cada baixada que fazia sobre o pênis, fazendo que Remus se retorcesse na cama, aumentasse o ritmo de sua respiração e se viesse na boca de seu esposo com um grito gutural.
-Mmmhhh… delicioso. - ronrono o veela. Um sorriso malicioso digno de um Malfoy estava estampada em sua cara, enquanto subia para poder capturar os lábios de seu esposo e assim poder compartilhar a semente que ainda se alojada nessa cavidade.
Remus rodeou o pescoço de seu esposo com seus braços e devorou sua boca, provando sua essência, misturada com o característico sabor de seu veela. Um gosto a menta, misturado com o sabor distintivo do tradicional copo de whisky de fogo que seu esposo se tomava, antes de dormir. Compartilhando o beijo com seu lobo, Lucius baixou suas mãos e começou a desprender-se as calças que já estavam lastimando sua ereção. Relutante, teve que separar de seu amante e terminou de desvestir-se, sorrindo de lado ao ver a mirada carregada de luxuria de seu querido saco de hormônios.
-Maldito, gravidez… preciso que me apanhes… - grunhiu o homem-lobo.
-Ah… tão ansioso. - ronrono o loiro, deitando sobre o corpo de seu esposo, cuidadoso de não aplastar o lugar onde crescia seu filho. - Encanta-me sua língua suja quando está quente…
Remus sorriu, enquanto um ligeiro rubor apoderava-se de suas bochechas. Em situações normais, ele se horrorizaria de sua língua, mas estando no dormitório e com a temperatura de seu corpo tão alta, nada se importava. Como dizia Lucius, quando ele se acendia, era um amante falador e ansioso.
-E então que…? - murmurou. - Que tenho que fazer para te comprazer, uh? - falou sensual, mexendo seus quadris sobre a ereção que chocava contra uma de suas pernas.
Lucius gemeu e fechou os olhos. Estando neste estado, com seus sentidos veelas aumentados, já que seu veela interno se amoldava aos desejos de seu casal, esse simples toque o poderia levar à loucura.
-Não sei… - sussurro, se agachando para tomar o lóbulo da orelha direita de Remus entre seus lábios. - Acho que me terei que conformar com que use suas delicadas mãos para me comprazer…
Lupin tremeu e não precisou que lhe dissessem mais, experiente, baixou ambas mãos para buscar a ereção de seu amante e começou a masturba-lo a ritmo lento ao princípio, para depois aumentar ao ritmo que os gemidos e pedidos pervertidos que Lucius murmurava a sua orelha. Estando ambos tão excitados, o loiro não demorou em vir na mão experiente de seu lobo.
. dia seguinte.:.
-Senhor Remus, Senhor! - a voz esganiçada de sua elfina sacou a Remus de seu trabalho.
O homem encontrava-se acomodando as novas roupas que tinha comprado para seu novo bebê em sua habitação. Sendo que lhe faltava tão pouco, Remus não queria deixar nada sem fazer. A habitação já estava completamente decorada, mobiliado e cheia de brinquedos. Como sabiam que seria um varão, tinham decidido a pintar e decora-la com tons verde água, para diferenciar o quarto do de Draco, que foi celeste.
-Sim, Delhi? Que sucede?
-A enfermeira, Madame Pomfrey esta aqui, Senhor Remus, Senhor.
-Pomfrey? - pergunto, franzindo o cenho. - Não recordo a ter chamado… - murmurou para si, enquanto saía da habitação. É que tinha uma cita com ela e se tinha esquecido? Quando chegou ao salão de visitas da Mansão, viu que ali estava a enfermeira. - Poppy? Por que está aqui?
-Olá a ti também, Remus. - sorriu a enfermeira.
-Oh, sento-o! Onde estão meus modos? - exclamou, envergonhado por sua atitude. - Bom dia, Madame. Sente-se faz favor, deseja algo de chá?
-Oh, não querido, estou muito bem assim. - piscou um olho. - Agora sim pode me perguntar que faço aqui.
-Bem… - sorriu, ainda ruborizado por sua primeira atitude. - Que te traz por minha casa?
-Tenho vindo a ver a Draco, por pedido de Harry.
-Meu filho Draco…? - perguntou surpreendido. - Mas ele não…
-Olha, papai! - a voz excitada de Camila interrompeu suas palavras. As portas do salão de visitas abriram-se, deixando passo a sua animada filha tomada da mão de um amuado Draco Malfoy. - Draco veio a ver-nos!
-Draco! - exclamou Remus, sorrindo. Mas seu sorriso cedo apagou-se e uma expressão de preocupação tomou seu rosto. - Oh, filho! Que faz aqui? Tem sucedido algo? Está ferido? Onde está Harry? E os demais?
-Estou bem! - gritou cortando as perguntas de seu pai. - Potter… deixou-me na entrada e foi-se. - grunhiu.
-Deixou-te? - exclamou atordoado. - Que fez, Draco? - perguntou duramente.
-Não fiz nada! - gritou defensivo, enojado porque culpassem-no sem saber. - Esse idiota de Weasley convenceu a meu Harry de que passava algo e meu companheiro me obrigou a que viesse a casa e me fizesse ver pela enfermeira!
-Não acho que o Senhor Weasley tenha feito algo como isso em propósito, Senhor Malfoy. - disse Pomfrey, com tranquilidade. - A carta de seu companheiro era curto, mas concisa, nela dizia que tem estado tendo mal-estares estomacais e mudanças de humor… - compartilhou uma mirada com Remus, quem abriu os olhos como pratos. - Permite-me revisá-lo?
-Está bem! - grunhiu. - Tudo com tal de deixar a esses idiotas tranquilos e poder voltar com eles…
-Oh… veremos… isso o veremos. - murmurou a medimaga misteriosamente, fazendo que Draco franzisse o cenho.
Saindo de seu deslumbramento, Remus seguiu-os, levando a Camila de uma mão. Uma vez na habitação de seu filho, o licantropo apressou-se a sentar-se junto ao meio veela. Seu olfato aumentado e delicado deu-lhe sinais inequívocas de que o que lhe tinha insinuado a mirada da enfermeira era verdade. Não podia achar que o mesmo Draco não o tenha notado.
-Bem, Draco, quero que te tire a camisa e se recoste. - murmurou Pomfrey. Draco obedeceu, ainda franzindo o cenho, por se ver separado de seu companheiro. A seu lado, Remus abraçou a Camila, já pensando em todas as complicações e alegrias que poderia trazer o diagnóstico da enfermeira.
Uns segundos após que Draco se deitasse, Madame Pomfrey começou a murmurar uns encantos, sustentando a varinha sobre o torso nu do veela. Remus conteve a respiração ao ver como o feitiço se tornava verde na zona do estômago de seu filho. Ele conhecia esse resultado, porque o tinha visto duas vezes em sua pessoa e uma vez na de seu esposo.
-Oh, Merlin… - murmurou baixinho.
-Sim, de fato. - respondeu a mulher, antes de retirar a varinha.
-Que passa? Que tenho? - perguntou algo apreensivo por ver as caras dos adultos.
-Tens o que teu pai e eu suspeitamos desde que escutamos as notícias de teus sintomas, meu rapaz. - suspirou. - Não sei se isto é bom ou mau nesta época. Mas Merlin sabe que a guerra nunca tem detido a ninguém para se amar. - sorriu. - Seus pais são um exemplo disso…
-Não entendo. - grunhiu. - Poderia falar mais claro e dizer-me já que tenho?
-Estás grávido, Draco. - Remus foi quem deixou cair a bomba.
. ês meses depois.:.
Draco suspirou e cortou outra flor do jardim da pequena casa onde estavam vivendo. Com tudo isso da guerra e que Voldemort já tinha começado a matar magos meio sangue, muggles e magos filhos de muggles por igual, seu papai Remus, seus irmãos e ele tiveram que se mudar a uma discreta casa no Japão (N/A: Sou otaku XD), que pertencia a um parente longínquo de Colin Creevey. Eles eram brancos principais de Voldemort, por isso buscaram o lugar menos pensado, ainda que mesmo assim estavam baixo o encanto Fidelio, com o mesmo Colin como seu guardião secreto.
E o loiro estava triste, porque agora seu estômago já se notava, mas era até o dia de hoje que não tinha notícias de seu casal. Contra as suplicas de seu pai, ele não pôde evitar lhe escrever para lhe dar a boa nova, já que era evidente que Harry não viria ao ver por si mesmo, mesmo assim, não sabia nada de seu noivo. Incensário dizer, o veela não estava passando uma gravidez muito feliz.
-Hey… - Draco saltou e girou bruscamente para olhar a sua direita.
Ali, luzindo cansado, barbudo e desordenado estava o causante de sua tristeza.
-Harry! - gritou Draco, antes de levantar-se e caminhar a passo apressado a estreitar a seu companheiro em um abraço feroz. Um abraço que se lhe foi devolvido com o mesmo sentimento. - Por Salazar! Estranhei-te tanto! Quase pensei que já não me queria…!
-Tonto… - murmurou o moreno. - Por que pensaria algo assim…?
-É que não recebeste minhas corujas? - inquiriu, olhando aos olhos. - Estou grávido de seu menino, Harry!
Ante isso, Harry suspirou e se deixou cair no pasto, sendo seguido por Draco.
-Eu sei, Draco.
-Sabe-lo?! - gritou, começando a enojar-se. - E então porque raios não vieste antes?! Pensei o pior!
-Tranquiliza-te! - murmurou, tomando ao loiro pelos braços. - Olha, Draco… as coisas não estão resultando fáceis, em todo este tempo só temos encontrado e destruído uma só Horcrux e ainda nos faltam a metade deles. - suspirou e olhou ao veela. - Recordas o que te disse antes de que nos separássemos?
-Que tua prioridade é destruir a Voldemort? - perguntou com um fio de voz, lágrimas ameaçavam com deixar suas cinzas olhos. - É que talvez isso é mais importante que seu fi…?
-Não. - interrompeu. - Tentei-o, crê-me… tentei concentrar em minha tarefa, na tarefa que essa maldita profecia me impôs, mas…. - suspirou. - Não posso… simplesmente não vai com minha natureza. Desde que separamo-nos que não tenho deixado de pensar em ti e, desde que recebi a essa coruja marrom, também não tenho podido deixar de pensar nele… - sorriu, acariciando a ligeira protuberância no estômago de Draco. - Como está, bebê? Eu sou teu papai.
E como se tratava de um milagre mágico, justo onde Harry tinha sua mão, o moreno pôde sentir umas cócegas de magia pura, vindo do feto crescendo dentro do loiro. Ambos adolescentes arquejaram e depois compartilharam um sorriso.
-Ele te reconhece. - murmurou Draco, apoiando sua mão sobre a do moreno.
-Parece que sim… ele não esta enojado comigo por ter abandonado.
Draco suspirou.
-Não estou enojado contigo, Harry. - murmurou. - Só que… estou assustado, como toda primeira "mãe" e não ter a meu lado e, pior ainda, sabendo que tens a um louco atrás de sua cabeça, não me facilitam as coisas.
-Sei-o, Draco. - abraçou-o. - Mas se faço isso, se estou separado de vocês, é porque estou tratando de nos criar um futuro melhor.
O loiro suspirou e se relaxou contra o abraço do moreno. Estiveram uns segundos em silêncio, até que Malfoy deixou sair um bufo.
-Oh… Potter… estamos sendo tão vulgar.
Harry riu como faz muito não o fazia e se separou de Draco.
-Bom, se este cansado da vulgaridade, acho que não te darei o presente que te trouxe. - disse Harry, dramaticamente.
-Presente? Para mim? - perguntou ansioso.
-Yup… olha… - tomando uma respiração longa, Harry buscou entre os bolsos de sua túnica azul escura e sacou uma pequena caixinha de veludo verde. Com dedos trémulos, abriu a caixa, revelando um formoso anel de ouro tinha-te dois diamantes e uma esmeralda incrustadas no que parecia a cabeça de um leão.
Draco arqueou e olhou com incredulidade a seu casal.
-É um…?
-Se… - mordeu seu lábio inferior. - É um anel de compromisso, Hermione e Ron ajudaram-me a escolhê-lo. – balbuciou.
-O Weasel e a Sabe tudo? - perguntou, arrugando o nariz em desdém.
-Sim… meus melhores amigos ajudaram-me, - estressado com agudeza. - porque não tinha a menor ideia de como encontrar o anel perfeito para te pedir que seja meu esposo.
Draco levantou uma sobrancelha.
-Talvez deseja que me case contigo, Testa-rajada?
-Lastimosamente sim, furão. - disse Harry com tom cansado, seguindo-lhe o jogo a Draco. - Tenho-te desflorado ainda por cima, agora está grávido, como todo um Gryffindor honorável que sou, não posso deixar que meu filho seja um bastardo.
-Idiota. - grunhiu Draco ruborizado, dando-lhe um empurrão.
-Então…? - pediu ansioso. Draco só voltou a levantar uma sobrancelha e se cruzou de braços. Entendendo a mensagem, Harry tossiu e ajoelhou-se em uma perna. - Draco Lucius John Malfoy-Lupin, deseja ser meu esposo?
-Sim, Harry James Potter, desejo ser seu esposo.
Fazendo caretas, Harry sacou o anel da caixa e deslizou-o da pouco no dedo de Draco. Em seguida, o loiro sentiu a magia do anel, que o convertia no noivo oficial do Rapaz-que-viveu. Meus antepassados se estarão revolcando em sua tumba… Que se fodam…
-Não me disseste se gostava do anel.
-Hmph. - bufou e pôs os olhos em branco. - Claro que gosto, de idiota. - beijou os lábios do moreno e sorriu ao olhar o anel em seu dedo. - Quando nos casaremos?
-Temo-me que não será cedo. - suspirou e Draco franziu o cenho. - Estamos em guerra e não pude te pedir que seja meu esposo como te merece, nem ter um noivado decente ou ainda uma festa de compromisso. Mas você merece um casamento com todos os luxos e isso sim que Voldemort nos não vai tirar. É por isso que te peço que esperemos até que cumpra com a profecia, Draco. Quando a ameaça do Senhor Escuro desapareça… te farei meu esposo e teremos uma festa da que todo mundo Mágico falará.
-Mmmhhh… gosto desse pensamento, Potter. - sorriu malicioso.
-Oh, Harry! Que surpresa! - exclamou Remus, saindo da casinha, com o pequeno Derrick Malfoy, de dois meses, em seus braços. Camila estava parada justo por trás dele.
-Olá, Remus… que bom voltar a te ver.
-Sim, a verdade. - sorriu e levantou uma sobrancelha ao ver ao garoto ajoelhado em frente a seu filho. Seus olhos abriram-se como pratos ao distinguir o brilho dourado no dedo de seu filho. - Há algo que deva saber…?
Harry sorriu tímido e arranhou sua cabeça, fazendo que seus cabelos jatos se espetasse ainda mais.
-Acabo de pedir a seu filho que seja meu esposo.
-E o aceitou?
-Por suposto. - disse Draco, com voz cansada.
-Então isto há que o celebrar! - sorriu. - E tenho justo o necessário. Chá e um enorme bolo de chocolate…
-Chocolate! - gritaram Camila e Draco, seus olhos cinzas brilhando com gula.
Harry sorriu ao recordar que todos os filhos de Remus eram loucos do chocolate. Era bom poder estar tão relaxado, com o homem que amava e em um ambiente tão cálido e familiar. Muito bom para afastar todos os pensamentos e cenas horrorosas que nestes meses de árdua busca tinham trazido a sua exausta mente.
Só espera um pouco mais, Draco. Cedo conseguirei o futuro que você, nosso filho e todos nos merecemos…
Continuará…
