Capitulo 12 - Profeta Diário e Livro Negro
Após deixar Hogwarts, Harry se dirigiu até sua casa para esperar notícias. Havia enviado Silver até Keven, Celine e Dimitri convocando-os para receber informações sobre o que houve e discutir as ações seguintes. Ele pensava no combate que havia se encerrado a pouco no vilarejo de Hogsmeade e em como havia se descontrolado, praguejava contra si mesmo pelo descontrole... um guerreiro deve sempre manter o controle de si mesmo se quiser vencer.
Harry estava sentado em sua cadeira na mesa da sala de jantar esperando seus convidados que ainda não havia chegado e isso deu um bom tempo para pensar e analisar os combates dos amigos e da irmã, o resultado foi bom na sua opinião, apesar de saber que eles precisariam evoluir muito para que pudessem ter algum chance naquela guerra.
Após cerca de meia hora, percebe a chegada de quatro seres que se dirigiam para a sua sala e em poucos minutos os três mestres da noite entraram com Alexander ao lado de Dimitri.
- Sentem-se. - diz apontando para as cadeiras ao seu redor.
Harry estava sentado na cabeceira da mesa com Keven e Celine a sua esquerda e, Dimitri e Alexander a sua direita. Os quatro imortais se olharam sem demonstrar surpresa alguma enquanto esperavam que o moreno se pronunciasse.
- Gostaria de receber um relatório sobre as baixas que ocorreram durante a batalha... as nossas e de nossos inimigos...
- Cinquenta de meus homens foram enviados, tivemos sete baixas. - diz Dimitri com seu tom sereno.
- Também enviei cinquenta vampiros, divididos entre os do meu clã e os de Celine. - prossegue Keven recebendo um aceno de concordância de Celine. - Oito não voltaram, cinco meus e três de Celine.
- Os que voltaram apresentavam ferimentos leves que rapidamente foram curados, não havia armas com algum efeito contra imortais nas mãos dos aliados de Voldemort. - retoma a palavra Dimitri.
- Muito bom. Creio que não houve nada de diferente nas redondezas de suas sedes? - pergunta o moreno absorvendo cada palavra que eles diziam.
- Nada fora do normal... além do já denunciado comensal de campana. Voldemort não deve querer dividir suas atenções em ataques múltiplos por enquanto... seria arriscado pois não conhece o inimigo. - conclui Celine em tom calmo.
- Agora é que ele pensará muito antes de agir... meus homens relataram seu confronto com os gêmeos. - fala Keven com um sorriso de lado para o moreno que apenas da de ombros.
- Acabei perdendo um pouco o controle. - diz o moreno para eles, que erguem uma sobrancelha. - Mudando de assunto, o que acharam dos alunos que estou treinando?
- São bons apesar de precisar de mais treino. - diz Celine.
- A ruiva de olhos verdes se destacou sobre os outros. O prazer que demonstrou em ferir os comensais me lembrou você. - diz Dimitri curiosa.
- Sim, Melissa e eu somos bem parecidos. - diz o moreno com um sorriso de lado.
- Concordo. Ela era rápida, ágil e letal... ao mesmo tempo em que era suave e até sensual. - diz Alexander de forma um pouco admirada, demais para o moreno que o olha estreitando os olhos levemente.
- Sim, minha irmã é uma boa guerreira e será ainda melhor. - diz o moreno em tom baixo dando ênfase à "irmã" para o lycan, que compreende a deixa sobre quem era o seu protetor.
- A morena de olhos azuis também se destacou muito. - diz Keven fazendo o assunto se voltar para o que era realmente importante.
- Sophie aprende rápido e já havia recebido certo treinamento. Creio que Draco Malfoy, filho de Lúcius também tenha se saído bem.
- Concordo, os outros também foram bem mas esses três tiveram uma performance melhor... claro que isso se deve ao fato de já terem algum treinamento antes dos outros... pelo que eu entendi. - diz Celine para o moreno que concorda com um aceno de cabeça. - Mas com um pouco mais de treino eles estarão em um nível igual ou muito similar.
- Mas quem seria aquele que liderou o ataque sob seu disfarce? - pergunta Alexander não contendo a curiosidade os outros encaram o moreno esperando uma resposta.
-Um grande aliado e espião dentre os comensais da morte e Voldemort. Um aliado que permanecerá nas sombras até o momento certo. - responde o moreno com um tom definitivo mostrando que não revelaria mais nada a respeito daquele assunto. - Vocês já conseguiram notar algo em relação ao que houve no vilarejo?
- Não muito, houve diversas reações, mas creio que nos jornais ficarão mais bem explicadas as reações dos bruxos e quanto às criaturas mágicas e das sombras... não há muito o que dizer apenas, que elas estão curiosas sobre você. - relata Dimitri de forma calma. Harry pensa por um momento.
- Amanhã saberemos então como que os humanos reagiram a esse ataque. Fiquem de olho nas criaturas que futuramente possam vir para nosso lado. - diz o moreno no qual é respondido por acenos de cabeça.
- O que faremos a partir de agora? Quais serão nossos próximos movimentos? - pergunta Keven.
- Ficaremos reunindo aliados por hora... mas já tenho algumas coisas a resolver em breve que irá necessitar da ajuda de vocês.
- O que quiser. - afirma Celine.
- Ainda tenho algo para fazer muito em breve que irá reter toda a minha atenção. - diz o moreno em um tom distante enquanto encarava o nada... o que fez a curiosidade de todos aflorar, mas antes que Alexander pudesse perguntar algo, recebe um olhar de aviso de Dimitri que o faz se calar diferentemente de Celine:
- E o que seria este algo?
- Existe alguém que já deveria estar conosco há muito e que em breve estará. - diz com um sorriso nos lábios. - Mas só poderei trazê-lo para nosso lado com a ajuda de um artefato que um de nossos aliados está na busca. Iremos formar nossos exércitos e fortalecê-los durante este início de guerra, precisaremos estar preparados para os verdadeiros combates.
Após dizer o que estariam fazendo, Harry voltou a avaliar o desempenho de seus amigos e ser informado de como reagiram aqueles que haviam retornado inteiros do combate. Passaram algumas horas discutindo as várias formas de se prepararem e de treinamentos para os aliados de Hogwarts até que às sete horas o moreno de olhos verdes dá a reunião por encerrada e volta para a escola.
Harry encontra a sala precisa vazia assim que chega nela e, depois de uma avaliação, percebe a magia de seus amigos no salão principal o que o moreno deduz estarem jantando o moreno se dirige para o local encontrando seus amigos reunidos na mesa da grifinória. Com exceção de Draco, que se encontrava isolado na mesa das serpentes e jantava calmamente, enquanto ignorava os olhares nada amistosos que recebia dos colegas de casa.
Ele se senta ao lado de Melissa sorrindo de canto para ela e, logo em seguida pisca para Sophie, que devolve com um sorriso maroto, o que gera um rubor de raiva na face da ruiva que estava ao lado dele, os outros amigos apenas riam deles.
- Relaxe Mel. - diz o moreno de forma calma e divertida enquanto dava um leve beijo na testa da ruiva.
- Ok... - diz a ruiva ainda contrariada.
- Esses olhares já estão me incomodando. - diz Hermione após uma pausa na qual o moreno se serviu de empadão.
Harry olhou ao redor e só agora percebeu que eles eram os alvos dos olhares de todos no salão principal, os cochichos rolavam soltos e até mesmo os professores os olhavam de modo curioso e interrogativo, mas o moreno percebeu que faltava alguém ali. Dumbledore não se encontrava no salão o que fez o moreno estreitar os olhos para a cadeira vazia enquanto a certeza de que aquilo não era bom sinal vinha em sua mente.
- O melhor a se fazer é ignorar Mione... - diz Sophie de forma indiferente aos olhares que recebia, esse comentário trouxe Harry de volta de seus pensamentos em que se deparou com uma Hermione inquieta a sua frente.
- Sophie tem razão Mione, não há nada que possamos fazer a não ser ignorá-los o que não é difícil, apenas se foque em outra coisa. - diz Susana para a castanha com um sorriso simples nos lábios, Hermione solta o ar devagar tentando seguir o conselho da amiga junto com Rony, Gina e Neville que estavam tão incomodados como ela... enquanto Luna mantinha seu ar avoado de sempre.
Dumbledore encontrava-se em sua sala, mergulhado em pensamentos sobre a conversa que tivera com os membros da Ordem da Fênix há poucas horas. Ele não compareceu ao jantar pois estava com a mente cheia de suposições e formulando planos que poderiam ser capazes de subjugar Harry Potter.
Após muito pensar a respeito do assunto, o diretor chegou a conclusão de que somente uma coisa seria capaz de fazer o moleque obedecê-lo: Melissa Potter.
A pirralha era a pessoa mais importante para o moreno e o diretor sabia que, apesar dele demonstrar ter tanta humanidade quanto um demônio, o garoto sempre iria se preocupar com ela.
- Você não irá ficar imune a isso Potter... o sentimentalismo de seus pais estará sempre em você e logo... você me obedecerá. - diz o diretor para o nada enquanto um sorriso malicioso se formava em seus lábios.
Agora era questão de tempo e de raciocínio para que colocasse as mãos na ruiva e logo o irmão também estaria em suas mãos.
Dumbledore sabia que não seria nada fácil pois viu do que ela era capaz mas mesmo assim ele iria subjugá-la, eles eram valiosos o suficiente para que ele corresse os risco pois sabia que a recompensa viria e que seria ótima.
Várias ideias surgiram na cabeça do diretor que cada vez sentia-se mais confiante em relação aos seus próximos passos mas logo ele é interrompido pelas chamas da lareira que se tornaram verdes esmeraldas e delas saem o ministro da magia.
- A que devo sua visita Cornélio? - pergunta o diretor enquanto apontava a cadeira em frente a sua mesa que logo é ocupada pelo ministro.
- Você ainda pergunta Dumbledore? - pergunta o ministro de forma nervosa e inquieta enquanto rodava o chapéu coco que usava. - Como que aquilo aconteceu?
Dumbledore suspira de forma cansada, ele sabia o que viria. Cornélio iria lhe encher de perguntas e ainda querer as respostas e soluções.
- Aconteceu o que creio que deve ter ouvido de seus aurores. Vários comensais foram mortos por alguns alunos e Harry Potter ainda matou os irmãos Brown durante o ataque no vilarejo de Hogsmeade. - diz o diretor calmamente.
- Mas como que isso foi possível? Eles são alunos! - diz o ministro em meio ao estado de surpresa que as informações que recebeu.
- Não faço a menor ideia, eles demonstraram estar em nível de magia e habilidades muito superior ao que é esperado de jovens da idade deles.
- Superior a idade deles? Meus aurores levam anos para conseguir fazer o que eles fizeram! - exclama o ministro. - O que está acontecendo aqui Dumbledore?
- Desculpe?
- Como que seus alunos conseguiram chegar aquele nível?
- Já lhe disse que não faço ideia Cornélio. - os dois se encaram durante algum tempo enquanto pensavam sobre os alunos até que algo surge na mente do ministro.
- Irei falar com o Potter!- diz o ministro de forma firme.
- Como? - pergunta o diretor sem entender o que se passava na mente do ministro.
- Vou conseguir o apoio dele, conseguir que ele ajude o ministério a ganhar mais estima dentre a população e ainda conseguirei um grande aliado na guerra contra Você-Sabe-Quem!
Explica o ministro satisfeito com o cenário que se formava em sua mente, na qual os Potter estavam cada um de seu lado, enquanto acenavam para os fotógrafos dos jornais e diziam que o apoiavam e ao ministério, isto com certeza o ajudaria a enfrentar as pressões que vinha sofrendo da população e da imprensa.
- Você não está dizendo isto. - diz o diretor incrédulo com a atitude do ministro pois havia visto o que se passava na mente deste. - Eles não aceitariam se unir ao ministério.
- Como não Dumbledore? - pergunta de forma descrente.
- Os Potter não se juntariam ao ministério pois nem ao menos me ouvem, eles não estão interessados em apoiar ninguém... eles apenas querer fazer o que lhes vier na cabeça. - tenta explicar para o ministro o que poderia acontecer.
- Ainda assim vou tentar, não posso deixar uma oportunidade dessas passar despercebida Dumbledore. - diz o ministro ainda empolgado com sua brilhante ideia.
Enquanto formava as mais diversas situações em que poderia usar os Potter para lhe ajudar, andava de um lado para o outro da sala do diretor, que o olhava sem acreditar no que via.
- Cornélio você não está sendo racional. Deveria estar pensando em como as atitudes deles foram ilegais, eles mataram dezenas de pessoas e ainda usaram imperdoáveis. - diz o diretor tentando trazer o ministro de volta a razão.
- Eles fizeram um bem para a população Dumbledore e as pessoas que vocês diz que eles mataram... eram comensais que já haviam destruído diversas famílias! Quanto as imperdoáveis... podemos resolver isto facilmente com um decreto de liberação de uso para eles!
Diz o ministro contente por encontrar saídas fáceis para os problemas apontados pelo diretor, ninguém iria se opor as decisões dele, que irão ajudar aqueles que estão fazendo atos como o de hoje. A população agradeceria a ele por dar o apoio aos Potter e aos seus amigos que estavam contribuindo para o fim da guerra.
Dumbledore não acreditava no que estava ouvindo, o diretor contava com a ajuda do ministro para fazer pressão sobre os Potter e assim se tornar mais fácil para ele subjugá-los... mas, pelo que via estava enganado. Além de não estar voltado para seu lado o ministro ainda iria facilitar as ações deles, isto com certeza não era esperado pelo diretor de Hogwarts que se via com mais um problema para resolver, não era nada bom para seus planos ter o ministro contrário ao que desejava.
- Cornélio... me ouça, você não deve dar incentivo a eles pois logo eles estarão fora de controle. Você não viu a forma como Harry Potter se descontrolou enquanto enfrentava os gêmeos Brown, ele mais parecia um animal raivoso. - diz o diretor para o ministro que fica pensativo durante alguns minutos.
- Enquanto este descontrole estiver voltado para os aliados Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado não vejo razão para tentar algo contra ele. Você mesmo deve saber o quanto é difícil se controlar no campo de batalha e ele ainda é jovem Dumbledore, seja mais compreensivo. Passar bem. - fala o ministro dando as costas para o diretor e desaparecendo pela lareira, deixando para trás um Dumbledore surpreso e indignado com as palavras do ministro.
- Terei problemas com o Cornélio... como se já não fosse complicado o suficiente sem o apoio do ministério. - diz o diretor frustrado enquanto pensava sobre os irmãos Potter.
A situação estava cada vez mais complicada para o diretor e ele não estava nem um pouco feliz com isso. Os problemas abalaram sua euforia de ter os Potter ao seu lado pois ele tinha que achar uma forma de conseguir controlá-los, coisa que com o apoio do ministério estava se tornando cada vez mais complicado!
Ele ainda tinha que enfrentar Voldemort, seus comensais, criaturas aliadas e ainda conseguir convencer ao estranho encapuzado a ficar ao seu lado... o que seria tão complicado quanto o caso dos Potter, pois ainda nem ao menos tinha tido uma chance de conversar com ele.
Após o jantar os amigos se dirigiram para seus salões comunais, estavam cansados e querendo apenas desmoronar na cama depois de um demorado banho. Harry olhava pela janela do dormitório da sonserina, que neste momento se encontrava vazio com exceção de Draco que tomava banho, enquanto via a noite cair tomando tudo com seu manto escuro que lhe fazia sentir-se em casa. O moreno foi tirado de seu momento de contemplação por uma explosão de chamas brancas a sua direita.
- Silver, como está garota? - diz o moreno com um sorriso feliz por ver sua grande amiga.
A fênix soltou uma nota de contentamento quando pousou no braço estendido do moreno que logo passou a acariciar-lhe as penas albinas. Harry acariciou sou amiga por mais algum tempo antes de pegar o pergaminho que se encontrava em sua pata, Silver se empoleirou em seu ombro para dar-lhe melhores condições de abrir a carta.
Harry desenrolou e leu a carta logo reconhecendo a caligrafia de Silmon o que faz um sorriso brotar em sua face, que logo se transformou em uma risada de felicidade e euforia. Silver o olhou como se conseguisse entender o motivo de tal alegria e deixou escapar uma nota de contentamento enquanto estufava o peito por ser ela a entregar-lhe a boa notícia.
- Obrigado minha amiga, esta notícia é ótima para meus planos. - diz sorrindo contente e acariciando as penas da ave que esticou-se de forma imponente e soltou outra nota melodiosa que lhe causou um riso divertido pela forma como a ave estava orgulhosa de si mesma.
Harry soltou o pergaminho no ar executando a seguir um feitiço que fez a carta arder em chamas enquanto foi pairando até o chão, no mesmo instante em que o moreno desaparecia do dormitório sendo engolido pelas sombras do luga,r mas antes que o papel fosse consumido completamente ainda foi possível se observar uma única frase... que continha um grande significado para ele:
"O livro está comigo."
Draco saiu do banheiro no momento em que a carta havia acabado de ser consumida pelas chamas e olhando ao redor procurou pelo colega, mas apenas encontrou um pequeno monte de cinzas no chão, próximas a cama do moreno de olhos verdes, o que o fez franzir as sobrancelhas em confusão e depois em compreensão para logo depois limpá-las com um aceno de mão e se enfiar debaixo das cobertas para ter seu merecido descanso.
Harry aparece em sua casa onde há pouco havia estado discutindo sobre o ataque ao vilarejo de Hogsmeade com Celine, Keven e Dimitri mas agora a razão para ele estar ali era muito mais satisfatória e era nisso que o moreno de olhos verdes pensava enquanto se dirigia a passos calmos até a sala de reuniões.
Na sala encontrava um homem olhando para a noite pela janela, ele tinha aproximadamente 40 anos, com cabelos ruivos como os dos Weasley cortados de maneira militar, olhos castanhos avaliativos em seu rosto de traços fortes e intimidante, ele tinha mais ou menos um e oitenta de altura e estava vestido com um terno negro impecável.
- Simon há quanto tempo. - diz o moreno enquanto se dirigia para a mesa onde ocupa seu lugar na cabeceira e sinaliza para que o homem sente-se ao seu lado, o que logo é atendido.
- Algum tempo meu amigo. - diz Simon com a voz grave e forte encarando o moreno nos olhos por alguns segundos antes de tornar a falar: - Trouxe o que me pediu.
- Uma ótima notícia.
Diz o moreno sorrindo enquanto observava Simon mexer no bolso interno do terno e tirar de lá, sabe se lá como, um livro que mais parecia um daqueles atlas trouxa onde havia tudo de todos os lugares.
O livro tinha a aparência de ser muito antigo e estava bastante surrado, mas fora isto estava inteiro, na capa havia símbolos que quase ninguém seria capaz de reconhecer ou decifrar mas para o moreno era apenas uma forma diferente de escrita que ele já conhecia há muito tempo. Harry segurou o livro em suas mãos com muito cuidado enquanto analisava sua capa e passava os dedos da mão direita sobre os símbolos sentindo só pelo toque o poder contido neles.
O sorriso do moreno apenas foi se alargando enquanto reconhecia a magia do livro e sentia ela reagir a ele como a um velho conhecido. Um leve brilho desprendeu dos símbolos, um brilho que tinha a cor azul, um azul sem vida e a capa que era em uma cor cinza chumbo pareceu ficar mais escura ainda enquanto o brilho azulado se desprendia dos símbolos.
Simon olhava atento e curioso para o moreno que olhava para o livro como se ele fosse a melhor coisa do mundo. O poder óbvio que desprendia do livro era sentido pelo rastreador, mas mesmo assim a reação do moreno era exagerada.
- Apesar de saber que este é um livro de grande poder... você poderia me explicar a razão para toda essa euforia? - pergunta com a voz neutra para o moreno que o olha ainda com um sorriso satisfeito e sombrio.
- Com a ajuda deste livro Simon, eu poderei trazer de volta alguém que há muito deixou este mundo e este alguém será um aliado valioso, muito valioso... - diz o moreno com o olhar vago enquanto voltava a encarar o livro.
Simon franze as sobrancelhas pois um aliado por mais valoroso que fosse ainda era somente um.
- Não somente um meu caro amigo, eu apenas citei o que farei em curto prazo pois com este livro nós poderemos ter a ajuda de várias outras criaturas que há muito deixaram este mundo seja por escolha ou banimento.
O sorriso voltou aos lábios do moreno ao imaginar tudo o que aquele livro poderia oferecer a aqueles que soubessem como manuseá-lo. Simon quando percebeu as verdadeiras intenções do moreno sorriu de forma maliciosa... conhecia o poder de vários tipos de criaturas que foram banidas deste mundo, muitas ainda frequentavam os pesadelos de bruxos e bruxas por todo o mundo.
Harry colocou o livro sobre a mesa e após tocar o centro da capa com a palma da mão direita o brilho azulado se expandiu e logo o abriu com cuidado, folheando até estar quase na metade Del,e onde em uma página estava um desenho e logo abaixo uma série de inscrições do mesmo modo que os símbolos da capa. Harry passou o dedo indicador pelos símbolos de forma rápida enquanto lia baixinho o que estava escrito ali, o brilho de satisfação cruzou sua face quando terminou de ler o que havia escrito lá e voltou seus olhos para o desenho mais um vez antes de fechar o livro calmamente.
- Vejo que já encontrou algo que procurava? - pergunta de forma afirmativa Simon que havia ficado em silêncio enquanto o observava ler o que havia escrito lá.
- Sim... mas vou precisar de mais algumas coisas Simon. - diz o moreno com um olhar vago e pensativo.
- O que precisa? - pergunta Simon adotando um ar de negócios e logo Harry passa uma lista de objetos, ingredientes para poções e diversas outras coisas. – Muito, se não tudo o que me pede, é ilegal ou de difícil acesso. - diz Simon olhando de forma interessada para o pergaminho que havia escrito o que queria.
- Tenho certeza de que conseguirá o que estou te pedindo. - diz o moreno de forma calma. - Mas preciso deles para o mais rápido possível.
- É claro, logo os terá em mãos. Boa noite. - diz Simon levantando-se e saindo da sala sem esperar se despedir, pois estava com a cabeça na lista de coisas que o moreno havia pedido a ele.
- Uma ótima... tenha certeza. - diz o moreno voltando seus olhos para o livro a sua frente.
Harry reabriu o livro na página que estava vendo anteriormente e voltou a ler com cuidado e atenção o que estava escrito ali, não poderia haver falhas no que ele planejava fazer. As inscrições e símbolos que havia naquela página eram antigas e desconhecidas para muitos, mas o moreno as lia calmamente e analisava seus comandos e formas com extrema atenção. Depois de mais um par de horas Harry se deu por satisfeito e fechou o livro enquanto se levantava se dirigindo para a biblioteca que havia na casa.
A biblioteca tinha o dobro do tamanho da biblioteca de Hogwarts, com estantes cheias de livros que iam do chão até o teto extremamente alto. Ele se dirigiu para o centro da biblioteca onde havia uma pequena estante, com portas de vidro e onde se encontrava cerca de vinte livros de aspecto tão velhos quanto o que tinha em mãos, após um aceno de mão, foi possível ouvir um barulho de travas se destrancando, enquanto ele abria as portas de vidro e guardava o livro cuidadosamente para em seguida tornar a fechar as portas de vidro e refazer os feitiços protetores em torno delas.
Com um sorriso que muitos considerariam como assustador, é engolido pelas sombras do local para aparecer em seguida em um canto obscuro do salão comunal da sonserina, encontrando-o completamente vazio àquela hora. Harry se dirige para o dormitório para poder descansar um pouco, pois não havia parado um minuto se quer, sempre havia algo novo que prendia a sua atenção e foi isso que fez assim que chegou ao dormitório, tomou um longo banho, vestiu uma roupa leve e se enfiou debaixo das cobertas para adormecer em seguida.
Harry se viu em um lugar muito conhecido por ele, sorrindo se virou e caminhou calmamente até a casa na qual viveu por anos enquanto treinava entrando em seguida e se dirigindo até uma poltrona enquanto era observado por Ariana, que também se encontrava sentada em uma poltrona.
- Vejo que algo o deixou muito satisfeito. - diz ela com a voz calma o olhando com um leve sorriso nos lábios.
- Sim e tenho certeza que irá te agradar também. - diz o moreno com um sorriso de canto.
- Me diga então o que irá me deixar satisfeita. - diz ela com uma sobrancelha levemente erguida.
- Eu encontrei o livro negro. - diz ele a olhando e vendo a surpresa e felicidade que aquela notícia fazia surgir em suas feições. -Logo você estará livre e terá sua vingança.
- Realmente estou muito surpresa e contente com essa notícia mas creio que não foi apenas para me livrar deste banimento que você procurou o livro. - diz ela sem esconder o quanto estava feliz, contudo, mantendo sua mente centrada no que uma pessoa poderia fazer com o livro negro.
- Sim... como você sabe, muitas criaturas foram banidas ou decidiram abandonar o nosso mundo e creio que poderemos firmar alianças valiosas com muitas delas. - respondeu o moreno de forma objetiva enquanto se ajeitava na poltrona.
- Entendo... ainda sim pode ser arriscado.
- São riscos que estou pesando e decidindo se vale ou não apena correr. - fala o moreno de forma pensativa. - Mas é sempre bom ter uma carta na manga... mesmo que ela nunca precise ser usada.
- Concordo. - fala Ariana olhando para o moreno contente, ela fora a única que viu o desenvolvimento dele e agora via a prova de que ele realmente estava apto a cumprir com seu destino.
Nas próximas horas os dois ficaram conversando sobre a guerra e o retorno de Ariana antes do moreno deixar aquele mundo e acordar no dormitório das serpentes.
Harry se levantou disposto, ainda mantendo um sorriso nos lábios e logo se dirige ao banheiro, onde toma um banho e faz sua higiene pessoal antes de descer para o salão principal para o café. O salão estava razoavelmente cheio, ainda eram sete e meia e quase ninguém acordava este horário em um domingo.
O moreno notou que seus amigos já se encontravam no salão e se dirigiu para a mesa da grifinória e se senta ao lado, entre Melissa e Sophie que milagrosamente não estavam discutindo, Harry deu um beijo na testa da irmã que sorriu para ele retribuindo o gesto e então o moreno se virou para Sophie que o olhava com uma sobrancelha erguida como se perguntando o que ele faria.
A resposta do moreno não demorou e ele, para o espanto de muitos e raiva de Melissa, segurou suavemente o queixo da morena e deu um beijo demorado no canto da boca dela o que a deixou parecida com a Luna.
- Bom dia. - diz o moreno para os outros como se nada tivesse acontecido depois de se afastar da morena que o olhava um pouco surpresa, mas com um sorriso nos lábios.
Melissa parecia a ponto de explodir enquanto se rosto se tornava mais vermelho que seus cabelos.
- Você parece feliz com alguma coisa. - dia Hermione tentando fazer com que a ruiva não explodisse em maldições em cima da morena.
Melissa olhou novamente para o irmão, mantinha um olhar traído e raivoso que fez o moreno prender o riso.
- Sim, boas notícias... depois quero falar com vocês. - diz o moreno se servindo enquanto pedia mentalmente para que Draco seguisse até a sala precisa depois do café.
No meio do café as corujas invadiram o grande salão com o correio e logo uma coruja parda pousou em frente de Hermione, que pegou o exemplar do Profeta Diário e colocou as duas moedas na bolsinha que estava na pata da coruja que levantou vôo em seguida. A castanha abriu o jornal vendo como a primeira capa mostrava uma grande reportagem sobre o ataque ao vilarejo de Hogsmeade no dia anterior.
- O que tem de interessante aí? - pergunta Gina olhando como a castanha lia avidamente o jornal.
- Estão falando sobre o ataque de ontem e de como ele foi detido por simples estudantes e um grupo desconhecido. - diz a castanha sem parar de correr os olhos pelo jornal. - Vejam só isso:
"O ataque aconteceu durante o passeio dos estudantes ao vilarejo, Vocês-sabem-quem enviou dezenas de comensais e aqueles conhecidos por amaldiçoados, sendo eles vampiros e lycan's. Os estudantes estavam aproveitando o passeio quando os enviados Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado aparataram no local e começaram a atacar o vilarejo, enquanto os estudantes e moradores locais procuravam abrigo em lojas e outros lugares, não se sabe o objetivo do ataque mas algumas testemunhas afirmam que ouviram da boca dos próprios comensais que eles estavam atrás de Harry Potter, o menino-que-sobreviveu.(Informações sobre Harry Potter, o menino-que-sobreviveu na p. 2)
Mas ao contrario do que se esperava, não houve um massacre de estudantes, mas sim de enviados de Vocês-sabem-quem, logo que o ataque teve início, Harry Potter juntamente com outros nove estudantes sendo eles: Ronald Weasley, Ginevra Weasley, Luna Lovegood, Neville Longbotton, Hermione Granger, Susana Bones, Sophie Morgan, Melissa Potter, irmã do menino-que-sobreviveu e surpreendendo a todos ninguém menos que Draco Malfoy, filho de Lúcius Malfoy, um dos mais perigosos membro da elite de vocês-sabem-quem.
Testemunhas dizem que esses dez jovens enfrentaram e até mataram, isso mesmo meus caros leitores, mataram dezenas de comensais da morte e imortais por meio de golpes de lutas trouxa ou por magia, algumas até sendo imperdoáveis ou classificadas como maldições das artes das trevas. (Mais notícias sobre quem foram os estudantes que detiveram o ataque na p. 3)
Nossos aurore,s que foram enviados para protegerem o povoado, foram vencidos facilmente pelos enviados daquele-que-não-deve-ser-nomeado juntamente com os membros da desconhecida Ordem da Fênix, uma organização que combate a vocês-sabem-quem. ( Outras informações sobre a Ordem da Fênix na p. 5)
O surpreendente foi que, durante o ataqu,e houve a aparição de dezenas de seres vestidos de preto e armaduras sob o comando do estranho encapuzado, aquele mesmo ser que impediu o ataque ao Beco Diagonal a alguns meses atrás. (Mais informações sobre o estranho encapuzado na pg. 6. informações sobre o ataque ao Beco Diagonal veja a p. 7)
Mas, o que mais chamou a atenção neste combate foi que Harry Potter enfrentou sozinho os gêmeos Brown em um combate no qual o menino-que-sobreviveu matou os dois sem demonstrar um pingo de piedade para com eles. Muitos afirmam que o famoso menino-que-sobreviveu, em um determinado momento, chegou a se divertir com o combate, mas que se tornou sério e frio no momento em que recebeu um feitiço negro de corte no rosto.
Após o ataque o ministro da magia, Cornélio Fudge deu uma breve entrevista para o Profeta:
"- O que soube por parte dos aurores foi que o ataque ao vilarejo de Hogsmeade foi contido graças a intervenção de estudantes da escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Devemos agradecer a esses jovens por sua coragem para fazer o que é certo e arriscar as próprias vidas para ajudar ao próximo.
Não há como negar que eles agiram de forma firme matando os enviados de vocês-sabem-quem, mas devemos ver não o modo como agiram, mas sim o que eles realmente fizeram pela população do vilarejo de Hogsmeade.
As mortes são inevitáveis em uma guerra e o fato deles matarem aqueles que já haviam assassinado dezenas de inocentes e destruíram família deve ser visto como um ato de coragem e que mostra que eles estão do lado certo nesta guerra.
Quanto ao fato deles realizarem magia proibida eu tenho a declarar que, com o apoio dos membros do conselho, a partir de hoje eles terão total liberdade para usarem magia dentro e fora da escola seja legal ou proibida, eles demonstraram ter maturidade e discernimento quanto aos seus atos e mereceram o que estou fazendo por eles."
Com esta última declaração surpreendente o ministro deu por encerrada a entrevista. Agora meus leitores, fica a esperança de que esses jovens usem os benefícios concedidos pelo ministério para lutarem pelo bem da população.
Por Clarice Mason"
- É impressão minha ou o ministro está puxando o saco da gente? - pergunta Susana.
- Não é impressão sua Susana. Fudge quer o nosso apoio e isto ficou claro, primeiro vem os benefícios e depois os pedidos. - diz Harry calmamente.
- Ele está é puxando o seu saco Harry, imagine só o quanto que a popularidade do ministro irá subir se ele conseguir o apoio do menino-que-sobreviveu? - diz Melissa sem se importar com isso enquanto tomava um gole do suco de abóbora.
- Com certeza o ministério teria uma imagem bem melhor do que tem hoje. - diz Hermione ainda com os olhos no jornal.
- Isso não importa e aqui não é lugar pra falar sobre este assunto, creio que logo o ministro irá nos procurar. - diz o moreno dando o assunto por encerrado.
Eles tomaram seus cafés em silêncio enquanto Melissa disparava olhares raivosos para Sophie que apenas a olhava e sorria antes de voltar a atenção para seu prato.
Após terminarem o café, eles se dirigem para a sala precisa onde Draco já se encontrava sentado em uma poltrona em frente a uma lareira, que estava acesa com chamas preguiçosas, eles se acomodam e olham para o moreno de olhos verdes que estava em uma poltrona mais ao meio.
- Devo dizer que vocês receberam elogios de nossos aliados. - começa o moreno calmamente.
- De quem? Desculpe. - pergunta Susana não contendo a curiosidade, mas se calou em seguida pensando que receberia uma reprimenda, o moreno apenas ergue uma sobrancelha e sorri de lado para a surpresa deles que perceberam que não importando o que aconteceu havia deixado ele de muito bom humor.
- Celine, Keven, Dimitri e Alexander que é o braço direito de Dimitri. - responde o moreno calmamente para a surpresa deles.
- Fomos elogiados por três dos maiores mestres da noite eterna? - pergunta Hermione entre chocada e orgulhosa reações que eram parecidas com as dos outros.
- Sim, contudo todos concordaram que vocês ainda tem muito o que aprender. - diz para baixar um pouco a bola deles.
- Quando você diz todos... você está se incluindo? - pergunta Draco.
- Sim. - responde simplesmente. - Como disse, vocês se saíram muito bem, mas ainda há muito o que aprender e treinar, o nível de vocês está alto mas é preciso aumentá-lo mais para conseguirem enfrentar os aliados que Voldemort tem ou vai conseguir em breve. - diz o moreno de forma séria.
- Que tipo de aliados ele está atrás? - pergunta Gina.
- Aliados poderosos e por enquanto é apenas isto que saberão. - diz o moreno dando o assunto por encerado.
- Mas o que aconteceu para você estar tão animado hoje? - pergunta Melissa com um pouco de ciúmes na voz o que não passou despercebido por ninguém e fez Harry rir baixinho.
- Como disse recebi uma ótima notícia ontem à noite.
- Que notícia? - pergunta Rony se roendo de curiosidade, Harry o olha profundamente enquanto pensava no que poderia dizer a eles.
- Algo que eu procurava há muito tempo foi finalmente encontrado e já está em minhas mãos. - diz de forma calma. Melissa arregala os olhos ao perceber do que se tratava.
- Ele o encontrou? - pergunta de forma eufórica e feliz enquanto sorria de orelha a orelha esquecendo-se dos ciúmes.
- Sim, ele o encontrou. - diz o moreno sorrindo para a irmã enquanto os outros não entendiam nada.
- Encontrou o que? - Pergunta Gina.
Melissa olha para o irmão em uma muda pergunta se podia ou não falar e quando percebe a permissão do irmão, ela se vira para os amigos.
- O livro negro. - diz ela e a maioria não entendo o porquê de um livro ter tanto significado para o moreno mas Sophie, Draco e Hermione entendem e a castanha arregala os olhos em choque.
- Impossível... - murmura Hermione incrédula.
- Por que é impossível? - pergunta Harry.
- Ele.. ele é só uma lenda! - exclama ela.
- Não, ele existe e há muito que o lorde está atrás dele... mas nunca o encontrou. - diz Draco olhando para o moreno com as sobrancelhas franzidas.
- Alguém pode explicar para gente o que esse livro tem de tão importante? - pergunta Gina já cansada de ficar no escuro, os outros apenas concordam com a cabeça.
- O livro negro é um livro que foi escrito a eras atrás e ninguém sabe por quem. - começa a explicar Hermione ainda surpresa enquanto os outros apenas a ouviam. - Nele se encontram os mais diversos tipos de encantamemtos, rituais, maldições e tudo o que vocês puderem imaginar no quesito artes das trevas.
- Exato. - diz Harry interrompendo o discurso da castanha, ela havia resumido de forma simples e prática o que era o livro.
- O que você pretende fazer com este livro? - pergunta Gina ainda com os olhos arregalados como os outros, não esperavam que o livro fosse nada parecido com o que Hermione havia dito.
- Por hora apenas algumas investigações. - diz o moreno em tom definitivo deixando claro que não falaria mais sobre o assunto, deixando-os com as feições frustradas. - Agora, eu gostaria de saber como andam as coisas com seu pai Draco.
- Ainda não tive notícias dele, mas não demorará muito. Provavelmente irá querer me matar. - diz o loiro como se comentasse sobre o tempo o que fez os outros olharem para ele. - O que estão olhando? - pergunta com uma sobrancelha erguida.
- Bem, ele é seu pai... não é estranho falar em como ele irá querer te matar? - pergunta Neville entre confuso e surpreso.
- Não da parte do Lúcius e ele não é meu pai há muito tempo. - diz o loiro de forma baixa e suave como se não se importasse com aquilo.
- Se você diz. - fala Rony dando de ombros.
A seguir eles comentaram sobre como seriam os treinos e as possíveis abordagens tanto da Ordem da Fênix quanto de Voldemort. As reportagens do Profeta Diário e a clara puxação de saco do ministro também foram comentadas por alto, sem se prenderem muito a isto. Após algum tempo eles se retiram deixando apenas Harry e Melissa na sala.
- Agora você vai me contar o que pretendo fazer com o livro negro? - pergunta Melissa com a expressão séria o moreno a encara também sério antes de dar um leve sorriso.
- Claro Mel... - diz o moreno começando a relatar o que tinha em mente para fazer com a ajuda do livro.
