Capitulo 14 – Traduzido por Clarisse
"Sai e me deixa ver," Sawyer chamou, sua voz ecoando contra o chão de concreto.
Houve uma pausa, e então uma voz envergonhada, "Não."
Ele suprimiu um suspiro e olhou para o relógio. Ainda tinham muito tempo, mas não fazia sentido desperdiçar mais. Ele ouviu um som de pés arrastando, e olhou para a pilha de caixas, atrás da qual Kate estava escondida, mas ela ainda não tinha saído de lá. Eles estavam no depósito do hotel, e Sawyer tinha bloqueado a entrada contra intrusos indesejados. Por agora, pelo menos, eles tinham o lugar só para eles. Mas eles precisavam ir andando.
"Eu vou contar até três, e ai vou entrar," ele avisou.
"Ta apertado, Sawyer," ela disse, frustrada.
"Melhor ainda," ele disse com um sorriso na voz.
"Você comprou pequeno de propósito?"
Ele fez um som exagerado de ofensa. "Eu comprei exatamente o que você me disse pra comprar... Você disse que esse era seu tamanho!"
"É, bem...costumava ser." Ela abaixou a voz e disse, "Brigada por lembrar."
"Você vai me deixar ver ou não?" Ele perguntou frustrado.
Finalmente, ela saiu de trás das caixas, e ficou diante dele. Ele se levantou lentamente da caixa em que estava sentado e a olhou com um sorriso crescente, dizendo de modo aprovador, "Bemmmm..." Suas covinhas apareceram com força total. "Nada mal, Freckles. Eu te contrataria pra limpar a minha casa."
Fechando os olhos com um sorriso, ela disse, "Só você consegue fazer isso parecer sujo."
Ele continuou observando-a, fascinado. Ela era uma arrumadeira clássica. Ele conseguiu a roupa em uma loja de uniformes, era preto, de seda, com acabamento de renda, e apesar de ser um pouco realista demais, feita para uso diário, para ser fantasia masculina, chegava bem perto. E ela tinha razão – ficava apertado demais nela. Principalmente na região dos seios, o que era ótimo pra ele.
"Que bom que você ta gostando tanto," ela disse, olhando pra baixo, para o uniforme. "Mas é necessário mesmo?"
"Tem que fazer parecer real." Ele disse. "Como você sempre diz, os detalhes que importam, não é?"
Ela se irritou por ter suas próprias palavras jogadas contra ela, mas a pior parte é que ele estava certo. Ela suspirou, então olhou para a sacola no chão. "Eu não vou ver a sua?"
"Vai, quando eu subir. Tente ser paciente," ele disse piscando pra ela.
"Como você pagou por isso? Ou eu não deveria nem perguntar?"
"Fiz uns cheques sem fundo."
Quando ela o olhou com reprovação, ele disse defensivamente, "O quê? Como se você nunca tivesse feito isso?"
Sem responder, Kate olhou o porão por mais alguns segundos, pensando. "Eu não tenho certeza que isso é uma boa idéia. Você acha mesmo que é seguro?"
"Não," ele disse. "A diversão esta ai."
Ela tentou sorrir, mas seus olhos mostravam preocupação.
"Olha," ele disse, dessa vez sem brincadeira. "Eu te disse, eu fiz isso milhares de vezes. Você só tem que fazer seu papel, e vai ser mamão com açúcar, confia em mim. Eu não to te pedindo pra pichar um carro de policia."
"Eu sei," ela disse, achando graça. "Mas eu acho que seria mais fácil pichar o carro."
"Bem, nós temos a tarde livre, se você quiser muito. Eu até compro a tinta, se você prometer continuar usando isso."
Ela riu, olhando para o chão e então de volta para ele. Então Sawyer a puxou contra ele, levantando os pés dela do chão, a beijando com uma repentina paixão arrasadora. Ela pareceu se afetar também, pressionando contra ele com tanta força que a cabeça dele virou um pouco pra trás, as mãos dela em seus cabelos. Forçando-se a se separar, ela tentou recuperar o fôlego, seus lábios quase tocando o rosto dele.
"Faz um tempinho," ela sussurrou, ruborizando.
"Nós temos que compensar esse tempinho," ele concordou, com uma voz rouca que a deu arrepios no pescoço. "Mas você sabe o que dizem," ele disse, num tom arrependido, deixando-a voltar para o chão. "Primeiro o trabalho, depois a diversão."
"Verdade," ela concordou, relutantemente dando alguns passos para trás, para tentar impedir a tentação. "Então eu acho que é hora de subir. Alguma instrução de ultima hora?"
"Lembre-se do sotaque, Rosa," ele disse.
Ela virou os olhos. "Argentina, certo? Como eu poderia me esquecer?" Ela o deu um olhar suspeito, e então disse, "E eu sei que é um erro, mas tenho que perguntar...você conheceu uma arrumadeira chamada Rosa?"
Ele sorriu para ela, mas nem abriu a boca.
Ela concordou com a cabeça. "Eu imaginei." Então ela olhou para sua volta. "Bem… Me deseje boa sorte."
Ele pegou a mão dela e apertou com força, tentando passar para ela o fato de que tudo daria certo. "Eu vou subir daqui a pouco."
Ela olhou para ele com gratidão e se virou para sair. Ele a observou sair, sentindo seu pulso acelerar pelo nervosismo.
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Kate bateu na porta para a qual ela tinha sido direcionada. Essas eram as suítes de luxo, e ela rezou para que ninguém saísse de outro quarto e a visse assim. Quanto menos pessoas a vissem assim, melhor.
Ela ouviu alguém reclamar do outro lado, e então ouviu o trinco abrir e a porta foi aberta. Ela respirou aliviada – era o quarto certo, pelo menos a mulher era a mesma da parada de caminhão. Então pelo menos as coisas estavam começando com o pé direito.
"Sim?" A mulher disse impaciente.
"Señora Winchester?" Kate perguntou com um sotaque, fingindo não ter certeza do que estava falando. "Eu…vim da agencia? Você pediu para mandarem alguém?"
"Ah…bem," ela respondeu, parecendo surpresa "Foi rápido. Será que as pessoas estão começando a me obedecer sem enrolar? Deve ser um sinal do apocalipse," ela continuou, sarcástica. "Entre." Ela pegou o ombro de Kate e a puxou para o hall.
Kate olhou em sua volta, admirada, mas tentando não deixar transparecer. Parecia mais um apartamento que um quarto de hotel – tinha uma sala central, com uma abertura para o quarto de um lado, e o que ela achava ser uma cozinha do outro. 'Quem pode pagar pra viajar assim?' ela pensou, com um pingo de inveja.
"Você pode começar dando um banho em Mitzi..." A sra. Winchester começou. "Eu posso jurar que vi uma pulga ontem." Kate olhou confusa, imaginando se a pequena bola de pêlos branca poderia ser Mitzi. "E quando você terminar, você pode tirar minhas coisas das malas...elas estão no quarto. Com essa tensão nos meus ombros, eu não consegui levantar um dedo desde que chegamos. Você vai lembrar de tudo?" ela perguntou, de repente virando para Kate.
Kate concordou "Si,". A mulher não pareceu convencida.
Sra. Winchester suspirou, parecendo cansada. "Isso me lembra..." Ela caminhou para uma porta de vidro, que levava a uma varanda, a abriu, e chamou, "Jose! Eu estou pronta para o meu tratamento vespertino!" Alguns segundos depois, um jovem, na faixa e 19 ou 20 anos, apareceu no quarto. Ele olhou para Kate com interesse imediato.
"Essa é a nova empregada," A sra. Winchester disse. "Qual é o seu nome mesmo?"
Ela não tinha dito o nome antes, mas não mencionou isso. "Rosa", ela disse, tentando parecer tímida.
"Bem, esse é Jose, meu massagista pessoal. Ele viaja comigo para qualquer lugar. E ele também é do México, então vocês devem se dar bem," ela disse secamente.
"Oh..." Kate disse, sentindo um problema chegar, já que alguém aqui falava espanhol de verdade. Ela poderia matar Sawyer por ter feito ela usar o sotaque, só porque era mais divertido para ele. "Eu sou da... Argentina."
A sra. Winchester fez um gesto de indiferença com as mãos. "Da no mesmo," ela disse, virando os olhos.
"Hola," disse Jose, deixando os olhos percorrerem o corpo dela.
Ela sorriu tensa, mas não respondeu.
"Bem?" A sra. Winchester disse em um tom que deixava implícito 'O que você está esperando?' "O cachorro esta ali. Você tem alguma pergunta?"
Kate fez que não com a cabeça, mas parecia que a situação pedia algo mais. Ela se forçou a dizer, através dos dentes "Não, senhora."
A sra. Winchester pareceu satisfeita, então ela foi em direção ao quarto, chamando "Venha, Jose."
Ele a seguiu, mas não antes de fazer um gesto obsceno com a língua, em direção a Kate. Ela fez uma cara de nojo confusa.
Suspirando, ela foi em direção ao sofá para pegar o cachorro, que parecia Pomerano. Ele imediatamente acordou e latiu para ela, voltando a dormir. Ela deu um passo para trás e cruzou os braços. Kate fechou os olhos e abriu de novo, olhando para o relógio.
Sawyer disse que subiria em uma hora. Ela já estava convencida de que essa seria a hora mais longa de sua vida.
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Sawyer ajeitou a gravata pela décima vez. Fazia tanto tempo que ele não usava uma, que ele quase tinha se esquecido de como amarrar. Se vestindo no porão, ele começou a desejar que Kate tivesse ficado mais um pouco, até que ele estivesse pronto. Nem tinha um espelho para ele ver como estava. Mas ele conseguiu sozinho, como ele sempre fez no passado. A espera parecia interminável, mas ele tomou um drink no bar do hotel, para acalmar os nervos, olhando para o relógio o tempo todo. Agora finalmente era a hora certa.
Mudando a maleta para a mão esquerda, ele bateu na porta. De dentro da suíte, ele ouviu um grito "Rosa! Atenda a porta!"
Passos se aproximaram, e ele podia ouvir a raiva de Kate só pelo modo como ela andava. Ele sorriu para si mesmo. Era estranho pensar que ele conhecia alguém tão bem assim.
Abrindo a porta, sua raiva pelo atraso dele se transformou em choque quando ela o viu no terno caro. Rindo um pouco, ela colocou a mão sobre a boca, seus olhos indo dos seus sapatos até o cabelo penteado.
"Oi, Rosa," ele disse.
"Isso é... diferente", ela sussurrou, então olhou para trás para ter certeza de que estavam sozinhos.
"Você gosta?" ele perguntou com um sorriso.
Ela se inclinou em direção a ele, ficando nas pontas dos pés e inspirou. "Você ta usando colônia?"
"Pos barba"
Ela sorriu, seus rostos estavam tão próximos que ele podia sentir o calor radiando de sua pele. Era intoxicante. Ele se aproximou um pouco mais.
"Rosa!"
A cabeça de Kate virou para trás imediatamente, e ela se virou, se sentindo culpada.
"Quem é?" A sra. Winchester perguntou.
"Um…um homem pra você," Kate disse, abaixando os olhos.
"Oh..." Ela respondeu timidamente. "Eu gosto dessa idéia." Sua voz se tornou ríspida de novo quando ela disse "Bem, deixe ele entrar, garota estúpida!"
Ele se virou para Sawyer, dizendo "Entre" em um tom educado com raiva suprimida. Ele tentou não rir.
Na sala, a Sra. Winchester o convidou para sentar. Kate ficou em pé, sem jeito, sem saber o que fazer nessa situação.
"Agora...o que eu posso fazer por você?"
"Sra. Winchester..." ele começou.
"Ah, por favor, me chame de Gloria," ela começou, cruzando as pernas no que ela achava ser uma maneira sexy.
"Tudo bem, Gloria" Sawyer continuou, fingindo estar derrotado. "Meu nome é Terence Brown, e eu trabalho para o seu marido."
"Oh," ela disse, seu rosto mostrando desapontamento imediato. "Ex-marido, você quer dizer."
"Sim, madame, me desculpe," Sawyer disse.
"Olha, eu sei do que isso se trata," ela disse, descruzando as pernas e se levantando arrogantemente.
"Você sabe?" ele disse, esperando ela continuar. A chave era deixar ela passar o Maximo de informação possível. Só podia ajudá-lo.
"E o fato é que, não está aberto para discussão. Ele pode me mandar tantos advogados quanto quiser, mas não vai ajudar em nada. Eu não nasci ontem, sabia. Aquele acordo pré-nupcial afirmava claramente que eu tenho direito a metade dos bens, isso inclui as ações. Se ele não concordasse com isso, que não assinasse."
"Mas, com todo o respeito, madame, eu acredito que o Sr. Winchester considera uma exceção o modo como os bens estão sendo divididas, e não a divisão em si." Ele falou de maneira educada, e apesar de sua gramática ser impecável, sei sotaque dava um toque de charme. Kate o observava com admiração.
A sra. Winchester se levantou. "Bem, francamente, a escolha não é dele. E eu não acredito em ficar batendo na mesma tecla, então não tem razão para fazer isso pela centésima vez. Ele acha o que, que vai me confundir mandando um advogado novo cada semana? Rosa vai te mostrar a saída." Ela terminou.
"Agora, espere um minuto, madame." Sawyer disse, sem se mexer. "Eu acho que nos começamos as coisas com o pé errado. Eu odiaria pensar que vim até aqui para te ver, e fui dispensado na entrada como um saco de batatas."
Kate teve que morder o lábio para não sorrir. Isso não fazia o menor sentido, mas parecia estar tendo o efeito desejado. Ela poderia ver a sra. Winchester hesitando.
Sawyer continuou, selando sua vantagem. "Além disso, eu acho que tenho informações aqui que você pode gostar. Não são necessariamente para a vantagem dele, deixe-me dizer. Tenho certeza que você sabe que vai ganhar aprovação na divisão das propriedades de qualquer jeito, então não vai fazer mal olhar por todos os ângulos, vai?" Ele conseguiu parecer suave e humilde ao mesmo tempo. Era como assistir um ator talentoso interpretar o papel de sua carreira.
A sra. Winchester estava claramente caindo na dele. "Bem, eu acho que não faria mal rever os detalhes mais uma vez. Mas eu estou avisando, eu já fiz isso, e eu conheço os truques que você tem na manga. Tem certos bens dos quais eu simplesmente não vou desistir, então nem adianta tentar me convencer."
"Madame, eu nem sonharia." Ele disse sinceramente. "Eu posso ser um advogado, mas no segundo que eu entrei por aquela porta, eu pude dizer que você é uma mulher certa de suas convicções. Uma coisa muito rara de se encontrar hoje em dia. Me desculpe por dizer isso, mas seu marido deve ser louco de desistir disso."
Ela imediatamente pareceu contente com isso, e riu um pouco. "Bem, eu não posso discordar de você. Que...bom ouvir isso." Ela olhou sensivelmente para Sawyer, e Kate detectou uma mudança quase que imperceptível na maneira como ela o tratava. Ele tinha conseguido desequilibrar as coisas de modo que ela acreditava que ela estava no controle, e ela o olhava como um gavião pronto para atacar a presa.
Sawyer sorriu, já sentindo a vitória. Se essa mulher queria dinheiro e homens, haviam duas frentes para atacar. Não seria mais fácil. Mas agora era a vez de Kate fazer seu trabalho.
"Se você não se importa," ele disse para a Sra. Winchester, "Eu gostaria de beber alguma coisa antes de começarmos."
"Tem um mini-bar na cozinha. Peça o que quiser," Ela respondeu atenciosamente.
"Mas você não deixaria um cavalheiro beber sozinho, não é?" ele perguntou.
"Bem...eu acho que não é muito cedo para um daiquiri." Ela fingiu estar hesitante.
"Agora sim," Sawyer disse, se apoiando nas almofadas. "Rosa, é isso?" ele perguntou, olhando para Kate. Ela sorriu para ele, não dizendo nada. "Você poderia me trazer um Martini, querida? E um daiquiri para a sra. Winchester? Me desculpe," ele se corrigiu. "Gloria."
Kate imediatamente se virou para a cozinha, mas foi chamada pela sra. Winchester. "Rosa!"
Ela olhou para trás.
"Eu acredito que você precisa responder quando alguém te da uma ordem direta." Ela esperou impacientemente.
Kate voltou de vagar para onde os dois estavam sentados, um olhar de desdém misturado com medo em sua expressão. Se ela conseguisse fazer isso, conseguiria fazer qualquer coisa. Inalando profundamente, ela expirou, olhando diretamente para Sawyer. Ele sorriu para ela esperando e achando graça, obviamente adorando tudo isso. Mas também tinha um aviso nos olhos dele, dizendo a ela pra não estragar tudo.
Separando as duas palavras com ênfase, ela disse, "Sim...senhor."
"Foi difícil?" A sra. Winchester insistiu. Ela virou para Sawyer. "Primeiro dia. Honestamente, eu não sei onde eles encontram essas pessoas. Mas são todas iguais...eu te garanto que ela vai ser despedida em um mês quando engravidar de algum zelador ou algo assim."
Sawyer levantou as sobrancelhas, dando a Kate um olhar irônico de surpresa "Imagine só."
Ela sorriu para ele ironicamente, desejando já ter os drinks na mão, para acidentalmente derrubar um no colo dele.
"Bem, continue." A sra. Winchester disse, a expulsando das ala. "Você esta esperando que eles se misturem sozinhos e pulem na bandeja?"
Suprimindo a vontade de dar uma resposta mal educada, Kate entrou na cozinha indo em direção ao mini-bar, deixando Saywer fazer sua mágica. Essa era sua função – deixar a sra. Winchester o mais bêbada o possível, e deixar Sawyer sóbrio. Para isso, ela misturou o darquini com o rum necessário, mas adicionando também uma dose de vodka, esperando que o gosto diferente fosse culpado por sua incompetência. O Martini de Sawyer foi feito basicamente de água, com só um pouquinho de álcool.
Quando ela terminou, ela ouviu uma voz atrás dela. "Que tal, Chula."
Ela fechou os olhos irritada, mas conseguiu colocar um sorriso na cara antes de se virar. Jose estava na porta da cozinha, dando um sorriso significativo. Ele caminhou em direção a ela, e se apoiou contra o balcão onde ela estava.
"Puedo dar te un masaje mas tarda si quieres. Y no importa si no tienes dinero. Acepto muchos otros tipos de pago." Depois de dizer isso, ele piscou para ela.
Kate estava alarmada, mas tentou não demonstrar. Ela não tinha a mínima idéia do que ele disse, mas era provavelmente alguma coisa sórdida, pela linguagem corporal dele. Pensando rápido, ela disse com um sotaque, "Eu...estou tentando só falar em inglês. Para aprender melhor.
Ele
pareceu achar isso ridículo. "Pero ingles es bien feo.
Espanol es la idioma de amor."
Ela olhou para ele confusa, e
então sorriu de novo. "Exatamente," ela disse. "Mas,
você sabe...Mi casa es su casa." Ela disse, usando a única
frase em espanhol que ela sabia.
Ele concordou lentamente, confuso, mas agindo como se ela tivesse dito algo profundo.
"Licença ," ela disse, passando por ele com os drinks. Ela saiu da cozinha, deixando ele imaginar o que ela quis dizer.
Quando ela voltou para a sala, ela podia ver que Sawyer estava indo bem, e se divertindo. A maleta estava aberta, e ele retirava as coisas com ar importante, falando sobre propriedades, valores de hipotecas, seguros, e outras coisas que Kate não entendia. A sra. Winchester o ajudava com os detalhes, que ele utilizava sem nem perceber. Dentro da maleta, Kate podia ver que não tinha nada importante, mas o que pareciam ser recortes de jornais, notas fiscais, e flyers de propaganda. Mas não importava, porque ele manipulava a maleta com um ar de autoridade tão grande que qualquer um acreditava.
Vendo ele trabalhar, ela foi possuída por uma atração física por ele que a lembrou de seus primeiros dias juntos, quando ela tentava tanto negar seus sentimentos. Não havia motivo no mundo para que ver algo tão vergonhoso, tão criminal, deveria deixá-la excitada. Mas não tinha como negar que ela achava aquilo sexy. Ele olhou para ela, como se sentisse o que ela estava pensando. Ela carregou os drinks para ele e colocou na frente dele, na mesa, ficando lá mais tempo do que o necessário, deixando ele olhar para a frente do vestido dela. Como o olhar faminto que ele deu a ela, ela podia sentir que teve o efeito desejado. Depois ela deu o darquini a sra. Winchester e perguntou se ela queria algo mais.
"Termine de guardar minhas roupas. Eu te chamo quando precisar de você," ela respondeu autoritariamente.
Depois de alguns minutos mexendo nas roupas caras no quarto, porém, ela foi chamada de volta para pegar mais drinks. Sawyer tomou o seu rapidamente, encorajando a sra. Winchester a fazer o mesmo, e seu rosto já estava meio rosado. Kate suprimiu um sorriso e foi pegar mais drinks, fazendo o darquini ainda mais forte dessa vez, grata que Jose não estava por perto.
Quando ela voltou, descobriu que o golpe tinha ido para outra fase. Sawyer estava ouvindo a sra. Winchester contar tudo que sofreu durante o divorcio. Kate não conseguia imaginar como ele conseguiu fazer ela se abrir tão rapidamente, mas eles já pareciam melhores amigos. Claro que o álcool não estava atrapalhando.
"Se você tivesse idéia do que eu passei desde que isso começou," ela lamentou, pegando o segundo darquini e bebendo sem nem perceber Kate. "Chega a ser cômico o que ele espera que eu agüente. Ele não só está tentando evitar que eu fique com o iate porque ele prometeu para um clube em Harlem..." ela se interrompeu "O que crianças vão fazer com aquele iate? Eles não podem apreciá-lo. Além disso, ele virou alguns de meus amigos mais próximos contra mim, tentando me fazer parecer a malvada da historia! Olha a coragem! Dizer a eles que eu estou tentando...roubar de caridade, e outros tipos de besteira. Sabe, eu faço caridade! Eu pago aos empregados," ela disse, apontando para Kate, "mesmo que eles não falem inglês e sejam provavelmente imigrantes ilegais. Se isso não é caridade, o que é?" A voz dela se elevou um pouco, e ela se encostou na cadeira, respirando profundamente. Ela bebeu o resto do darquini, entregando o copo vazio para Kate.
Sawyer falou em uma voz calma. "Tenho que admitir, Gloria, ouvir seu lado da historia Poe tudo em perspectiva. Eu sei que estou aqui para representar o outro lado, mas eu sou humano. Não precisa ser um gênio para ver que você passou por muita coisa."
"Bem", ela disse, "Que bom que alguém reconhece."
"Rosa, porque você não trás mais uns drinks?" Sawyer pediu eficientemente.
"Eu não deveria" protestou a sra. Winchestrer. "Eles parecem estar muito fortes, não parecem? Rosa, que mistura você esta usando?"
Kate balançou os ombros, e Saywer interveio. "Ah, mas é bom relaxar um pouco! Deixar a tensão passar...eu não vou contar pra ninguém," ele disse flertando.
"Bem, se você insiste," ela respondeu timidamente.
Quando Kate se virou para sair, a sra. Winchester pegou a mão dela, olhando para ela intensamente.
"Você parece tão familiar. Tenho certeza que já te vi antes...não consigo lembrar onde."
Kate olhou para Sawyer, alarmada. Ele também parecia nervoso.
"Onde foi?" A sra. Winchester continuou, para si mesma. "Ah, sim...agora eu me lembro! Sei exatamente onde eu já te vi antes," ela disse, de modo acusatório, dando uns tapinhas na mão de Kate.
Kate esperou, seu coração batendo rápido.
"Você trabalhou na festa de jardim de Violet MacGregor na primavera passada, não foi? Foi você que quebrou o prato de porcelana!"
Kate expirou aliviada, e Sawyer fez o mesmo. Ela concordou. "Si...fui eu."
A sra. Winchester deixou sua mão cair, com desdém "Ta vendo o que eu to falando? Até a agencia que manda as empregadas está tentando tirar vantagem…me mandando os que foram despedidos por outra pessoa. Acha que eles fariam isso quando eu era casada? Nem em um milhão de anos! Mas claro, todo mundo tenta tirar vantagem de uma mulher solteira. Bem, vou deixar eles saberem que ainda sou Gloria Winchester, e não vou ser tratada desse jeito!" Ela respirou assim, e então viu Kate lá. "Pegue os drinks!" ela gritou.
Kate voltou para a cozinha, esperando qeu Sawyer tirasse até o último centavo dessa víbora. Ela olhou para o daiquiri que ela estava misturando, com uma vontade incrível de beber. Ela nunca precisou tanto de um drink em sua vida. E saber que ela não podia tomar era tortura. Isso não podia piorar.
"Chula..." uma voz veio de trás dela.
Tudo bem, então podia piorar. Ela se virou lentamente, tentando manter a paciência.
Jose se aproximou dela, sorrindo e segurando as mãos como se rendesse. "Sem espanhol...Só inglês pra você. Tudo bem?"
"Sim...obrigada." ela disse, voltando para os drinks.
"Você gosta desse emprego?" Ele perguntou, se aproximando.
"Sim, é ótimo" ela disse, olhando para ele com um sorriso forçado.
"Sabe como eu consegui esse emprego?" ele perguntou. Ela esperou, determinada a não respondê-lo. Ele continuou mesmo assim "Eu não sei como consegui esse trabalho. Señora Winchester me contrata para massagem sabe? Ele fez os gestos com as mãos. "Mas sabe de um a coisa, chula? Eu não sei nada sobre massagem." Ele riu e passou a língua pelos lábios. "Ela deve achar que eu sou sexy ou algo assim, certo?"
"Deve ser" Kate disse, passando por ele para pegar o suco de lima.
"Pensou sobre o que eu disse antes?" ele disse, baixando a voz, tentando parecer tentador.
Já que Kate não fazia idéia do que ele estava pensando, ela mentiu "Uh-huh"
"E?" Ele perguntou.
"Jose," ela disse, tentando manter a paciência. "Eu estou muito ocupada agora...Podemos conversar...depois?"
"Seus lábios dizem 'vai embora', chula, mas seu corpo diz 'chega mais'," ele disse, com uma voz cantada. E, como se fosse a coisa mais natural do mundo, ele pegou a bunda dela.
Sem pensar, Kate se virou e lhe deu uma cotovelada no nariz, e então rapidamente lhe deu uma rasteira.
Na sala, Sawyer e a Sra. Winchester ouviram um barulho vindo da cozinha. Eles se olharam confusos, e se levantaram se aproximando da porta.
"O que foi isso?" A sra. Winchester perguntou, quando viu Jose no chão, Kate em pe ao lado dele. Sawyer estava aliviado que nada aconteceu com Kate, mas preocupado que o golpe não desse certo.
Kate olhou para cima, inocentemente. "Ele caiu!" ela disse, apontando para Jose, que estava passando a mão no queixo e dizendo 'maldita bruja' sob a respiração.
"Pelo amor de Deus, Jose, você ainda não aprendeu a andar?" A sra. Winchester disse. Ela estava pronta para sair da cozinha quando disse "Mas agora que você mencionou…o chão parece meio…desigual aqui. Vou mandar alguém olhar" Suas palavras pareciam um pouco distintas.
"Deixe-me ajudá-la a voltar para o sofá, madame" Sawyer ofereceu, pegando-a pelo cotovelo e dando um olhar de advertência para Kate.
Ela o olhou tentando dizer 'O que você queria que eu fizesse?'
Quando ela finalmente terminou o terceiro round de drinks, ela podia sentir pelo tom de conclusão de Sawyer que ele estava pronto para terminar tudo. "Bem," ele disse, "eu vejo que você não pode ser convencida do contrário quando decide alguma coisa, Gloria. E na minha opinião, eu não te culpo. Cá entre nos, você consegue fazer o que quer com tudo em que põe as mãos. E falando em mãos," ele disse, pegando as mãos dela e observando cuidadosamente. "Você tem as mãos mais lindas que eu já vi. Você toca piano?" ele perguntou, como se quisesse saber o segredo dela.
"Bem...eu costumava tocar, quando eu era mais nova. Nossa, olhe para mim, corando como uma adolescente. O que você deve achar?"
"Não tem motivo para se envergonhar." Ele disse a ela. "Se eu fosse você, eu iria corar freqüentemente. Combina com você."
"Se eu não soubesse, acharia que você esta flertando comigo, Sr. Brown."
"E o que há de errado nisso?"
Kate se esforçou para não vomitar. Ela tentou pegar os olhos de Sawyer para pedi-lo para se apressar, mas ele a ignorava.
"Como eu estava dizendo," ele disse. "Agora que eu ouvi os dois lados da historia, eu preferiria lutar por você. Mas tenho minhas obrigações profissionais. Não tem como escapar disso. Mas é uma vergonha que você só tem direito aos bens dele no momento do divorcio, considerando o que ele tem planejado. Parece que as estrelas estão alinhadas contra você."
"O que você quer dizer?" Ela perguntou intrigada. "O que ele tem planejado?"
"Bem, eu não posso te dar nenhum detalhe. Um daqueles acordos de governo onde tudo tem que ficar em silencio, se é que você me entende. Da mais certo se ficar por baixo dos panos." Sawyer fechou a maleta, se preparando pra sair. "Continuando, eu sinto muito que não conseguimos acertar nada, mas eu certamente entendo suas razões, madame, disso você pode ter certeza."
"Mas eu não endendo," ela persistiu. "Frank não está envolvido no governo."
"Não," Sawyer concordou, levantando-se. Kate assistia fascinada. "Mas é para isso que eles precisam tanto desse investimento, porque vem de fora. Desse modo, quando eles colocarem o próprio dinheiro, vai parecer que eles só estão aproveitando a oportunidade. Ele parou de repente. "Mas eu já disse mais do que deveria...Isso é o que eu ganho por ter tomado aqueles drinks."
"E é 100 garantido, eu creio," ela disse. "Frank não arriscaria se não fosse."
"Sim, madame," ele disse. "Seu marido pode ser muitas coisas, mas não é precipitado. Ele tem analisado esse acordo por um bom tempo. Garantia de retorno de 200 do investimento em uma semana, e isso é só o inicio. Parece que é ainda mais do que isso. Mas de novo, eu tenho que ficar quieto. Não to tentando fazer você se sentir mal. Só sinto muito que esse dinheiro não estará disponível para a senhora."
"Espera um minuto...sente-se ai," ela disse, como se estivesse pensando. Sawyer sorriu para Kate, e voltou sua atenção para a sra. Winchester enquanto se sentava de novo no sofá.
Ela tirou o cabelo da cara, parecendo muito bêbada. "Aquele rato," ela disse. "Ele estava tentando esconder isso de mim?"
"Bem, tecnicamente eu não deveria ter te contado. Não sei o que é, mas eu não consigo guardar segredos quando o seu bem esta envolvido."
"Ele já investiu o dinheiro?"
"Ainda não, mas..." Sawyer olhou para o relógio. "Isso é o que eu devo fazer assim que sair daqui. A transação será realizada hoje. O prazo é às 5 da tarde. Você o conhece…queria esperar até a ultima hora, caso achasse uma aplicação melhor para o dinheiro."
"Pshhh", ela disse. "Então eu acho que você está encarregado de cuidar da transação?"
"Sim, eu estou."
"Não me surpreende que ele esteja usando um advogado em vez de um acionista, como as pessoas normais. E que percentagem ele vai te dar?"
"Madame," Sawyer disse, fingindo estar ofendido. "Isso é entre o cliente e mim...Você sabe que eu não posso te contar isso."
"Não pode ser mais de 10, pode? Não se eu conheço aquele mão de vaca..."
Ele fingiu não querer contar.
"Quanto ele está investindo?
"Eu não tenho a liberdade de contar isso...Mas você sabe que eu contaria pra você, se pudesse."
"Mais de 50 mil?"
Sawyer parecia entristecido. "Se houvesse algum modo..."
"Ah, vamos lá," ela disse, ficando impaciente. "O que é um segredinho entre amigos? Quanto?"
Ele suspirou, aparentemente lutando contra sua consciência. "Tudo bem. Ele quer investir Setenta e cinco."
Gloria digeriu essa informação, seus olhos brilhando com ambição. Ela se aproximou dele e falou confidencialmente. "Se você trabalhar pra mim, eu invisto cem mil. E...eu te dou 20."
Ele riu, chocado. "Você ta brincando. Cem mil dólares?"
Ela parecia excitada. "Eu vi aquele egoísta receber mais do que ele merecia em tudo que ele participou nos últimos quarenta anos, e já estou cansada disso. Por que você acha que ele não queria que eu soubesse disso? Porque ele é egoísta e arrogante, por isso! E só comigo! Agora é minha vez de dar a ele um pouco do seu próprio remédio...Depois de tudo que eu passei, esse dinheiro pertence a mim de direito. Você mesmo disse! Nos temos um acordo, ou não?"
Ele hesitou por um momento, mas balançou a cabeça negativamente. "Me desculpe...eu não posso fazer isso."
Ela pareceu irritada, mas rapidamente fez outra oferta. "Então vamos fazer assim, Sr. Brown. Você investe meu dinheiro em vez do meu ex-marido, e eu te dou 25. Não só isso, mas eu te levo pra jantar amanha, para comemorar," ela disse, como se a última parte fosse irrecusável.
Ele olhou a sua volta, sem esperanças. "Madame, eu acho que você esta tentando se aproveitar de mim."
Ela riu, jogando a cabeça para trás. "Bem, então...não tem como recusar, tem? O que você diz?"
Ele suspirou, como se tivesse aceitando. "Se você tivesse idéia de como isso é anti-ético..."
"Ah, ética," ela disse, fazendo um gesto de indiferença. "As pessoas supervalorizam ética."
"Isso é verdade," ele concordou, olhando para Kate novamente, onde ela estava, na porta da cozinha.
"Então? Isso é um sim?"
"Eu acho que você não vai desistir, não importa o que eu diga, então...eu acho que é um sim."
Ela comemorou triunfante e bateu palmas, seus olhos ainda mostrando o quanto ela tinha bebido.
"Mas não tem volta," Sawyer continuou com cuidado, "porque como eu disse, o dinheiro tem que ser depositado hoje."
"Sr. Brown, se você me conhecesse, saberia que eu nunca me arrependo. Vou transferir o dinheiro agora mesmo, enquanto você esta aqui. Me de as informações da conta."
Ainda parecendo relutante, ele pegou um papel e escreveu o nome e o numero de uma de suas contas extras, aberta para propósitos como esse. "Espero que você saiba, vou perder o emprego por isso," ele disse, parecendo preocupado.
"Bem, você trabalha pra mim agora, então nem se preocupe com isso."
Ele sorriu e passou o papel para ela. Ela examinou, tentando focalizar. "Essa não parece uma conta do governo."
"Não é. É só uma fonte...para filtrar o dinheiro. Seria muito suspeito se o nome do Tio Sam estivesse explicito ai."
"Ah," ela disse, vendo esperteza nisso. Levantando-se repentinamente, ela disse, "Deixa só eu fazer algumas ligações...Eles sabem como não perder tempo quando estão lidando comigo. Vai estar feito em menos de uma hora, eu garanto. Espere aqui." Com algum esforço para andar em linha reta, ela foi até o telefone.
Kate foi ate a área dos assentos pegar os copos vazios. Sawyer deu a ela o dele, e seus dedos se tocaram com uma sensação elétrica. Eles sorriram um para o outro, animados mas ainda tensos, enquanto a sra. Winchester dizia comandos no telefone. Eles estavam tão perto, quase sentiam o gosto da vitória...mas ainda não havia acabado. Tudo ainda podia desmoronar, se alguém do outro lado da linha suspeitasse.
Para se acalmar, Kate levou os copos para a cozinha e os lavou, então limpou a bagunça no bar. Jose tinha desaparecido, e aparentemente não iria voltar dessa vez. Ele esperava que o menino encontrasse uma menina da idade dele antes de se tornar um brinquedinho sexual da sra. Winchester. Isso, claro, se ele não já fosse.
Não demorou até que ela foi chamada de novo. "Rosa! Mostre a saída para o Sr. Brown!"
Com o pulso acelerando, ela voltou, ansiosa para saber se algo deu errado. Mas a sra. Winchester estava sorridente no meio da sala, apertando a mão de Sawyer, e ela corou ainda mais quando ele trouxe os dedos dela até seus lábios.
"Muito obrigada pela oportunidade maravilhosa," ela disse a ele.
"Eu que deveria agradecer, madame. Eu ainda não estou acreditando."
"Bem, espero que você acredite antes do nosso jantar amanha à noite. 8 horas esta bom pra você?"
"Eu não perderia por nada." Ele disse.
"Eu vou avisar ao motorista," ela disse, indicando a Kate para mostrar a saída a ele. "Tenha uma tarde maravilhosa!"
"Você também," ele disse, indo em direção a saída com Kate. "Eu vou vigiar a conta."
Na porta, ele voltou e sussurrou para Kate, "Então, que horas você sai do trabalho, Rosa?"
Ela sorriu. "Provavelmente em 20 minutos, quando eu for despedida por quebrar o prato de porcelana."
"Não me deixe esperando" ele pediu.
"Eu vou fazer o possível, Sr. Brown."
Pegando a gravata dele, ela o puxou e deu um beijo rápido na bochecha, então o empurrou brincando e fechou a porta atrás dele.
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Quase uma hora depois Sawyer finalmente viu Kate indo em direção a ele, onde ele esperava nervosamente perto do elevador.
"Por que demorou tanto?" ele perguntou irritado e aliviado ao mesmo tempo, apertando o botão.
"Ela desmaiou," Kate respondeu, parecendo culpada, mas achando graça. "Tive que arrastá-la pra cama."
Sawyer sorriu orgulhoso, e ela não resistiu e sorriu de volta.
"Então...o dinheiro entrou?" ela perguntou, mordendo o lábio e olhando fascinada para como ele ficava de terno.
"Todo nosso...cada centavo," ele disse, levantando as sobrancelhas em triunfo.
Com um olhar excitado, ela pegou a lapela do casaco dele. Ele olhou para ela com a mesma necessidade, colocando as mãos na cintura dela. A campainha do elevador tocou e as portas abriram em frente a eles, vazio. Sawyer a puxou para dentro, rapidamente apertando um dos números mais altos.
Kate olhou para ele confusa quando as portas se fecharam. "Por que estamos subindo?"
"Porque eu peguei um quarto pra gente," ele disse com um sorriso malicioso.
"Um quarto nesse hotel? Não é meio arriscado?"
"Freckles, depois de todos aqueles hotéis baratos, você não acha que merecemos alguma coisa boa?"
"Bom argumento." Ela disse, se aproximando dele. Ao mesmo tempo, ele a levantou contra um canto, beijando-a com tanta força que a cabeça dela bateu contra a parede. Ela se segurou no corrimão, envolvendo-o com as pernas, tentando respirar enquanto ele beijava seu pescoço. Ela desfez o no da gravata dele e puxou sua cabeça para beijá-lo, sentindo novamente o cheiro de sua loção pó-barba. As mãos dele já estavam sob a saia dela, e seus dedos passeavam por suas coxas, indo cada vez mais alto.
"Espera," ela disse entre os beijos, olhando para os números aumentando no painel. "estamos quase chegando."
Ele não pareceu perceber o que ela falou, porque ele não parou nada do que estava fazendo, ela podia sentir o quanto ele queria isso pelo modo como ele pressionava contra ela.
"Sawyer, espera," ela tentou de novo, rindo enquanto ele mordiscava seu ombro. Então, ignorando a si mesma, ela começou a desabotoar a camisa dele querendo correr suas mãos e lábios pelo peito dele. A respiração dele estava quente em sua orelha, suas mãos na zona de perigo, e ela engasgou, fechando os olhos por um segundo.
A campainha do elevador fez com que ela os abrisse novamente. Por cima da cabeça de Sawyer, que agora estava com os lábios em seu pescoço, ela viu que a porta do elevador tinha aberto. Um homem mais velho estava lá parado, fazendo cara feia para o que parecia ser uma empregada do hotel sendo amigável com um dos hóspedes.
"Sawyer," ela disse, desesperada, colocando as mãos no rosto dele. Ele finalmente olhou para cima e se virou. Sem parecer achar aquilo inconveniente, ele a colocou nas costas, segurando-a pelas pernas. Ela instintivamente o agarrou no pescoço, escondendo seu rosto que queimava no ombro dele.
Carregando-a para fora do elevador, Sawyer deu um sorriso conspiracional para o homem. "Quando eles dizem serviço de quarto complementar incluído, eles não estão brincando, estão?"
O homem observava enquanto Sawyer, com Kate agarrada a ele, destrancava a porta e fechava atrás deles, seguida por risadas e objetos sendo jogados da mesa.
Balançando a cabeça, reclamando do que o mundo estava virando, o homem entrou no elevador.
