Rey acordou em seu apartamento, dois meses depois do casamento de Poe e Connix. Ben ainda dormia (milagrosamente ela não ia acordar ele) e ela se ajeitou na cama e ficou relembrando aquele acontecimento maluco que foi esse casamento relâmpago. Finn os contatou, eles rapidamente foram arrumar as coisas para partir para Chandrila na manhã seguinte, ainda sem entender o que estava acontecendo e sem saber o que esperar, então lembraram que não tinham roupas para casamento. Correram para o shopping. Ben comprou um terno preto simples e Rey um vestido rosa cumprido com babados, ela nunca usou um vestido antes e ficou meio constrangida de ter que usar aquilo. Mas Ben achou que ela ficou muito linda nele. Chegaram de volta ao apartamento dela, empacotaram essas coisas e dormiram, exaustos. Havia sido um dia daqueles...
Partiram de manhã cedo, em uma nave alugada (eles só tinham um speeder para andar dentro de Coruscant, quando precisavam viajar para outro planeta usavam uma nave da Nova República ou Chewie vinha na Falcon busca-los, mas em cima da hora desse jeito, eles tiveram que alugar). Eles foram recebidos lá apenas por Rose, todo mundo aparentemente estava extremamente ocupado com alguma coisa do casamento (menos Leia, que disse que parece que estava dormindo), que seria realizado logo mais às 16h. Rey teve a oportunidade de conversar com Connix uns cinco minutos e aparentemente ela estava encarando isso tudo como uma grande aventura. Mas essa era a Connix...
A cerimônia foi bem simples, para apenas cerca de vinte pessoas, depois todos os cumprimentaram desejando felicidades e eles partiram em duas semanas de lua de mel (Finn realmente operava milagres... um ano... Poe tinha merda na cabeça). Rey e Ben não se demoraram muito em Chandrila, o dia seguinte era de treinamento, e chegaram por volta de 21h em Coruscant, ainda sem acreditar que esses dois malucos tinham casado assim de uma hora para a outra sem mais nem menos. Ben achava que eles iriam voltar das duas semanas de lua de mel separados, mas eles pareciam está fazendo a coisa funcionar e estavam muito felizes (para total alívio de Leia).
Rey virou-se para olhar Ben e viu que ele a observava sorrindo. Ele realmente adorava ficar olhando para ela. Ela sorriu de volta e perguntou:
- Há quanto tempo você tá me olhando?
- Tempo suficiente... – ele respondeu. – Em que está pensando?
- No casamento do ano. – Rey respondeu rindo, Ben riu também.
- Eu ainda não acredito que aquilo tá dando certo, aqueles dois são loucos, tem treta no meio, eles devem tá fazendo troca de casais, sei lá. – Ben falou rindo. Ele se aproximou de Rey e a beijou. Rey levantou-se e saiu do quarto em direção ao banheiro. Ben bufou indignado, deu-lhe um minuto de vantagem e foi atrás dela. Ela já estava debaixo do chuveiro. Ele abriu a porta do box e espremeu-se lá dentro.
- Ben! – Rey quase gritou. – Aqui não é o seu banheiro, não cabemos nós dois juntos. – Realmente eles pareciam sardinhas enlatadas.
- A gente dá um jeito. – Ele disse beijando ela com vontade. – Você fugiu de mim antes que eu pudesse fazer qualquer coisa... – Rey não pôde deixar de rir ao ouvir isso. E beijou-o agarrando o pescoço dele. Ben não perdeu tempo, rapidamente agarrando um seio dela com uma mão, massageando-o e apertando delicadamente o mamilo, Rey gemeu dentro de sua boca. Ele escorregou a outra mão para o meio das pernas dela e começou a movimentar os dedos lá. Ela interrompeu o beijo e gemeu um pouco mais alto. Ben atacou-lhe o pescoço e deu-lhe um chupão, deixando uma marca que ele sabia que depois ela ia reclamar. Ben tentava mexer melhor os dedos dentro dela, mas não era fácil. Sexo no chuveiro não era novidade para eles, mas no chuveiro de Rey que só cabia uma pessoa era sim. Eles não conseguiam se mover direito, não havia espaço suficiente para isso. Mas mesmo assim, Ben sentiu que Rey já estava perto, beijou-lhe os lábios de novo e desceu para abocanha-lhe o seio (esse movimento fez ele bater o cotovelo do braço que estava livre na parede e doeu... muito... mas Ben não parou mesmo assim). Mais um minutinho estimulando ela lá embaixo com os dedos e nos seios com a boca e ela gemeu mais alto no ouvido dele enquanto Ben sentia seus dedos serem amassados dentro dela. Ben analisou como proceder agora... era realmente muito apertado... a prateleira onde colocava o shampoo e o sabonete era relativamente baixa... era uma opção viável, talvez a única. Então pegou o shampoo e o sabonete, abriu o box e os colocou no chão do lado de fora. Rey arregalou os olhos e perguntou:
- O que você tá fazendo?
- Isso – ele respondeu, colocando-a sentada na prateleira, abriu as pernas dela e a penetrou ficando ele em pé. Rey agarrou o pescoço de Ben enquanto ele se movimentava. Beijaram-se e Rey mordeu o lábio inferior dele. Ela interrompeu o beijo e sussurrou:
- Mais forte, Ben. – Não era raro Rey pedir por isso... Ben prontamente atendeu com estocadas mais fortes, acompanhados por gemidos mais altos dela, e do próprio Ben. Mais alguns minutos e Rey gozou novamente jogando a cabeça para frente, no ombro de Ben, seu corpo todo tremendo. Ben, com uma última estocada, gozou dentro dela e abraçou-a.
- Você tá ok, Rey? – Ben perguntou. – Você tá tremendo... – Rey tirou a cara do ombro dele, olhou-o nos olhos, sorriu e disse:
- Eu estou ótima, é que foi... intenso demais. – Colocou a cabeça do pescoço dele e disse, brincando: - Vai me deixar tomar banho agora?
- Vou – Ben respondeu rindo. – Vou lá no meu apartamento pegar uma coisa que eu deixei lá e quero te mostrar e volto para a gente tomar café, aproveito tomo meu banho lá também. – Rey levantou a cabeça e olhou para ele confusa, e disse:
- O que você vai me mostrar?
- Surpresa – ele disse sorrindo, beijou-a e saiu. Rey pegou o shampoo e o sabonete que ele tinha colocado do lado de fora e terminou o banho.
Cerca de meia hora depois, Rey estava deitada no sofá, já tendo terminado o banho e se vestido, estava meio cochilando meio acordada, quando Bem chegou, ela abriu os olhos, mas não se levantou, deitou-se de lado, Ben sentou-se no chão, de modo a ficarem com os rostos bem perto um do outro. Sorriram um para o outro e Rey disse:
- Eu vi a marca que você me deixou, mocinho! – Ben riu.
- Na hora você nunca reclama... – Ele respondeu, ela riu e perguntou:
- Então, que surpresa é essa?
- Calma, sua curiosa. – Ben respondeu. – Você sabe que dia é hoje. – Não era uma pergunta, era uma afirmação.
- Claro que eu sei, eu achei que talvez você tivesse esquecido... – disse Rey brincalhona. – Homens às vezes esquecem essas coisas...
- EI! – Ben se fingiu de indignado. – Eu não sou que nem esse bando de malucos, eu sou o melhor namorado do mundo. – Ele fechou os olhos e sorriu, um sorriso bem presunçoso. Rey caiu na gargalhada. – Enfim... – Ben continuou: – Minha mãe me deu isso, para que um dia eu pudesse te dá, e eu guardei para o dia de hoje, que nós comemoramos nosso primeiro ano junto, o primeiro de muitos, então não tem melhor dia para eu te dá isso não é? – Ele tirou uma caixinha quadrada do bolso dos shorts. Rey arregalou os olhos, sentou-se no sofá e escorregou até o chão para ficar ao lado dele. Rey olhou para ele antes de pegar a caixinha, ele sorriu para ela de modo doce e disse: - Pega, sua tonta. – Rey pegou a caixinha e abriu, levou à mão a boca de susto. Dentro da caixinha continha um anel, prateado, com uma grande pedra azul no topo e pequenas pedrinhas brancas rodeando ele todo. Ela tirou os olhos do anel, ainda com a mão na boca e olhou para ele. Ben continuava sorrindo. Ele pegou uma mecha de cabelos dela solta e colocou atrás da orelha dela disse: - Vai me dá a honra de se tornar Rey Solo?
Rey tirou a mão da boca e disse:
- Ben, eu nunca tive uma joia antes na minha vida...
Ben riu e levantou uma sobrancelha para ela e disse:
- Isso não responde minha pergunta, sucateira. Eu te pedi em casamento! – Finalmente Rey riu e disse:
- Depende... eu vou me tornar Princesa Rey de Alderaan? – Ben não aguentou, caiu na gargalhada e disse:
- Se você quiser. – Rey se aproximou dele, beijou-lhe os lábios e disse:
- Mesmo se não fosse me tornar, eu casava com você. Sim, mas eu vou virar Rey Organa Solo.
Ben sorriu, pegou o anel e colocou no dedo dela, beijando a mão dela depois e disse:
- Agora pode escolher a data, não demore muito, mas não vai ser amanhã como nossos amigos malucos. – Os dois riram.
- Isso faz meu presente parecer uma bela porcaria... – Rey fez uma careta.
- Seu presente foi você ter dito sim. – Ben respondeu sorrindo para ela.
- Não, esse é meu presente. – Rey usou a Força para abrir a gaveta embaixo da tela da sala e um minúsculo objeto saiu de dentro e voou para a mão dela. Ela abriu a mão e mostrou a ele: um minúsculo cristal kyber amarelo: há muito tempo Ben estava atrás de um dessa cor e não achava. O rosto dele se iluminou de felicidade e disse:
- Tá de brincadeira! Onde você achou isso?
- Na minha última missão, achei por acaso, pega. – Ela disse. Ele pegou e a abraçou. E foram tomar café da manhã.
Enquanto comia seus morangos, Rey lembrou de uma coisa.
- Ben... – ela começou. Ele olhou para ela e ela continuou: - Você disse que Leia te deu esse anel para me dá, que história é essa?
- Ah, sim, é verdade. – Ben sorriu e tomou um gole de suco. – No casamento de Poe e Connix, quando você conversava com Rose, eu fui falar com ela, ela me entregou esse anel. Disse que pertenceu a minha avó e está na nossa família há mais de 500 anos, que queria ir logo ao nosso casamento, que eu me apressasse – Ben riu.
- Pertenceu a Breha Organa? – Rey disse olhando para o anel.
- Não. – Disse Ben. – Tudo que era de Breha e Bail Organa explodiu com Alderaan. Esse anel era de Padmé Amidala, a mãe biológica dela, e está na família Naberrie de Naboo há 500 anos, segundo minha mãe né? Ela acabou herdando tudo lá em Naboo: o castelo e as propriedades dos Naberries, bem como as posses desse tipo, e Padmé Amidala pelo jeito tinha um gosto por joias. Mamãe herdou uma tonelada delas.
- Sabia que sua mãe, no dia que eu comprei aquela mini saia, me perguntou quando você ia me dá um desses? – Rey disse bebendo o suco. Ben engasgou com o pedaço de maçã, tossiu, e disse:
- Ela fez isso? Eu não sei como eu ainda me impressiono... – Rey contou toda a história da joalheria e os dois riram.
- Eu confesso que eu fiquei com pressa, eu planejei tudo, eu ia te dá de noite esse anel quando a gente saísse para jantar, mas não aguentei, quando você falou que lembrou do casamento de Connix e Poe, eu pensei "Eu tenho que fazer ela se lembrar do que vai ser um casamento de verdade" – Ben disse. Rey levantou da cadeira e foi até ele, sentando no colo dele, pegou o rosto dele com as mãos e disse:
- Eu nunca estive tão feliz, Ben – e beijou-o. Então sussurrou no ouvido dele – Meu noivo.
