Capítulo 14
– O Quadro de Alvo Dumbledore –

Hermione, Rony e Gina andavam sem rumo pela propriedade do castelo.
As nuvens pesadas de chuva haviam se aberto e um pálido brilho de sol vazava por elas.
A caminhada terminou nos portões da escola.
Eles se sentaram na grama úmida e se recostaram nos gigantescos portões.
– Onde ele pode estar agora? – sussurrou Gina.
Hermione meneou a cabeça e olhou para o céu, um cinza-chuva deprimente a encarou de volta.
Um forte craque foi ouvido às suas costas e eles se viraram rapidamente.
Um vulto alto, coberto por um manto negro surgira do lado de fora, um capuz escondia seu rosto nas sombras.
Rapidamente o trio se levantou e empunharam as varinhas.
O vulto também ergueu uma varinha e a apontou para eles através do portão. Um jato de luz foi atirado dela.
Rony gritou e conjurou um feitiço escudo tão forte que poderia protejer o trio interio. Mas o feitiço não os atingiu.
O grande cadeado dos portões caiu na grama e eles se escancararam.
O vulto segurou o capuz com as mãos e o baixou lentamente.
Harry Potter sorria para eles.
Hermione o abraçou e Rony o cumprimentou afetuosamente, Gina se aproximou e eles se beijaram saudosamente (Rony oportunamente se interessou por um passarinho que voava para a floresta).
– Tudo bem com vocês? – Perguntou Harry.
Hermione se lembrou que estava brava com o amigo e virou de costas para ele.
– Hermione... – Chamou Harry.
Ela cruzou os braços com mais vontade e não respondeu.
– Mione.. – Pediu ele.
Ela continuou sem responder.
Então ela ouviu uma exclamação vinda dos Weasleys e foi derrubada no chão.
Ela se virou e quase desmaiou.
Um grande lobo branco estava em cima dela.
O lobo aproximou o focinho do rosto dela, a boca cheia de dentes pontiagudos se abrindo...
Ele a lambeu.
Hermione começou a rir enquanto o lobo lambia seu rosto como um cãozinho levemente... selvagem.
Ela saiu de baixo de Harry e se levantou, logo em seguida se tornou o pequeno gato castanho.
Rony virou o Leão e começou a brincar com eles.
Harry se desviou de Rony e se aproximou de Gina.
A garota sentou-se em frente ao lobo e esticou a mão no ar.
Harry aproximou o focinho da mão estendida.
Então rosnou.
Gina, surpresa, começou a afastar enquanto ele se aproximava.
Com um latido Harry pulou sobre ela.
Caída no chão úmido com um lobo em cima de si Gina começou a rir. O Lobo deitou a cabeça em seu peito e fechou os olhos.
Ela acariciava sua cabeça e sorria, feliz, então Gina se levantou derrubando Harry.
Ele abriu os olhos e se deparou com um pássaro vermelho.
Depois de algumas horas de brincadeira Harry voltou ao normal e se despediu dos amigos.
– Por quê você veio aqui? – Indagou Rony.
– Precisava resolver algumas coisas... – Respondeu Harry. – Preciso falar com o Diretor...
– Com a Diretora você quer dizer – Corrigiu Hermione.
Harry riu.
– Não, é com o DIRETOR mesmo – ele saiu em direção ao castelo.
Andou por alguns minutos até encontrar a gárgula de pedra.
Minerva Mcgonagall esperava por ele.
– Que bom que veio, Potter – cumprimentou ela.
Harry a cumprimentou.
– A sala está a sua disposição por uma hora – disse ela. – Não sei i que quer com isso, mas creio ser importante.
– E é, professora – confirmou ele.
Ela assentiu e disse a senha para a gárgula que guardava a porta, abrindo a sala da Diretora.
Harry subiu pela escada e entrou na sala.
Os quadros roncavam alto, mas um deles o encarava sorridente.
Alvo Dumbledore.
Depois de alguns minutos de conversa emocionada com o quadro do ex-Diretor, Harry chegou à pergunta que o levara até ali.
– Senhor, eu encontrei uma Horcrux, mas não sei destruí-la... – contou ele.
Dumbledore sorriu mais ainda.
– O que pode matar, Harry? – Perguntou ele calmamente.
Harry pensou um pouco e arregalou os olhos.
– Um Avada? – Sussurrou.
Dumbledore assentiu.
– Mas realizar uma morte não romperá minha alma? – Perguntou Harry.
– Depende do motivo.
Harry olhou para o quadro e agradeceu, saindo logo em seguida.
Ele descia a escada quando percebeu um movimento às suas costas.
Com os sentidos alertas, Harry pulou para trás e agarrou algo invisível.
Lentamente um elfo-doméstico segurado pelo pescoço apareceu.
– Dobby? – Perguntou Harry antes de soltá-lo.
– Como me descobriu, Harry Potter, meu senhor? – Esganiçou o elfo, com os olhos cheios de lágrimas.
– Já andei muito por aí, invisível, para não perceber alguém fazendo o mesmo.
Dobby murchou as orelhas e Harry riu.
– O que foi, Dobby?
– Depois que o Diretor se foi, Harry Potter meu Senhor, Dobby não quis mais continuar em Hogwarts – Tagarelou o elfo. – Então Dobby pensou "Porquê não ir com meu Senhor Harry Potter?" e quando Dobby viu o Senhor Harry Potter por aqui, Dobby pensou em segui-lo!
Harry olhou bem para o elfo trêmulo.
– Quer vir comigo Dobby? – Perguntou ele, carinhosamente.
Dobby assentiu.
– Então você está contratado! – Dobby imediatamente começou a chorar e agarrou as vestes de Harry enquanto se rasgava em agradecimentos.
Harry pensou que ter um elfo (pagando, é claro, se não a Hermione me mata!) seria muito útil.
Ele deu algumas instruções ao elfo de como chegar ao esconderijo e então saiu da escola.
Dobby desapareceu no ar com um forte estalo e Harry atravessou os portões. Fechou-os e desapareceu também.
Tinha uma Horcrux para destruir...