POV Lily
- Srta. Evans!
Quando terça-feira amanheceu, a professora McGonagall fez questão de que eu começasse o dia nos preparativos para o baile de Natal.
Infelizmente, Remus Lupin, o único maroto monitor e um rapaz bonito e inteligente, havia partido no Expresso de Hogwarts junto com Potter, e iria passar o Natal fora da escola.
Eu queria muito que ele estivesse presente para me ajudar com os preparativos do baile e todas as listas oferecidas pelos professores de donativos que eu teria que organizar.
Com a ausência de Remus, o jeito era pedir ajuda para minhas insubstituíveis amigas, Lunny e Flamy, que estariam dispostas na terça-feira às dez da manhã no Salão Principal para me ajudar com tais preparativos.
Ou não tão dispostas assim...
- Achei que odiasse tarefas de monitoria. - Me dirigi à Flamy, que naquele momento entrou uniformizada e trazendo caixas e mais caixas da Torre de Astronomia.
- Eu odeio. - Flamy sorriu confirmando. - Mas tenho que admitir que preparar o baile é mil vezes melhor do que ter aula.
E lá estava a explicação de tanta disposição por parte da marota, no fundo eu sabia que havia um motivo daqueles por trás de toda aquela conversa, e apenas me deixei levar pelos risos de Flamy e curtir o momento sem aulas que estávamos tendo.
- Alooo!
Lunny chegou carregando montes e montes de sacolas lacradas que se moviam sozinhas, como se houvessem grandes vermes dentro delas se contorcendo. Seus olhos também pareciam brilhar com a expectativa de matar aula.
- Trouxe algumas fadas mordentes para fantasiarmos de anjo! - Lunny exclamou animada.
Ao se aproximar um pouco mais, a garota mostrou o conteúdo das sacolas causando um grito agudo em Flamy e quase me fazendo vomitar.
- Olha, Lunny - fiz com que ela largasse as sacolas no chão. -, acho que não precisaremos dessas fadas hoje.
- Não iremos deixar o Salão pronto hoje? - Flamy perguntou, com o brilho do sorriso se ausentando.
- Claro que não! - Eu sorri. - Tudo será arrumado amanhã depois do almoço, quando todos estiverem em aula.
- E o que faremos hoje?
- Tiraremos as medidas, ajudaremos Hagrid com as árvores, encomendaremos os enfeites.- Fui falando enquanto as duas bocejavam na minha frente.
- Que coisa divertida. - Lunny revirou os olhos.
- Melhor que ter aula. - Sorri para as duas.
Depois de uma longa série de afazeres, entrando e saindo do castelo, contatando professores e tirando medidas com feitiços... Nós três estávamos exaustas e prontas para entregar as fichas de anotações para a professora McGonagall.
Ao entregarmos as fichas, sob reconhecimentos e lisonjeios da professora, voltamos para o Salão Comunal, a fim de tirar um descanso e esperar por todos que ainda estavam em aula.
- Então - Lunny jogou uma almofada em mim. -, como é o seu vestido?
Me joguei na poltrona em frente a lareira com um grande bocejo, segurei a almofada no ar sorrindo para mim mesma, e coloquei meus pés para cima em um gesto preguiçoso.
- Não vou contar. É surpresa. - Pisquei para as duas.
Flamy e Lunny se entreolharam divertidas e trocando risinhos uma para outra, enquanto eu começava a jogar a almofada para cima.
- Ótimo. - Flamy sorriu. - Surpresa para todas!
Lunny sorriu satisfeita e se encostou no sofá ao lado de Flamy que, como no meu caso, também estava bocejando.
- Ah, vocês estão aí! - Lene veio em nossa direção sorrindo depois de surgir pela porta do retrato.
- Achei que ainda estivesse em aula. - Olhei de esguelha para ela.
- Fui expulsa pelo professor por ter jogado um aviãozinho na cabeça da McDonnald. - Ela sentou-se ao meu lado, ainda sorrindo, e roubou uma almofada abraçando-a ao peito.
- Que feio, Lene! - Flamy sorriu. - Devia ter acertado na Hearther. - Ela se levantou olhando para nós satisfeita.
- Ela estava muito longe. - Lene bocejou.
Todas nós acenamos com a cabeça como se entendêssemos o terrível erro de Lene, enquanto Flamy ía em direção ao dormitório feminino.
- Vai tirar uma soneca? - Lunny perguntou.
- Naaam - Flamy negou. -, vou dar mais uns retoques no meu vestido para amanhã.
- Ah, eu quero a opinião de vocês sobre o meu! - Lene se levantou de repente.
Logo, todas estavam se dirigindo impacientes para o dormitório feminino, a fim de mostrar os vestidos e acessórios umas para as outras verificando se todas iriam belas e originais.
- Isso! Aproveitaremos que todas as outras estão em aula. - Lunny se dirigiu ao próprio baú.
Bocejei até os olhos lacrimejarem deitada em minha própria cama e assistindo as votações para os vestidos, sapatos, colares e pulseiras que estavam sendo adotadas por Flamy.
Enquanto isso, eu pensava em Amos e no quanto eu estaria nervosa ao descer as escadas em sua direção, sob os olhares de todo o Salão Principal. Pensar nisso me dava calafrios constantes e perda de oxigênio, principalmente faltando apenas um dia para que todos estivessem com seus pares dançando no Salão, enfeitado de árvores de Natal com luzes brilhantes e fadas mordentes vestidas de anjo, ou esculturas de gelo.
E ao mesmo tempo, eu me lembrava do que mantinha meus pés no chão, confiante de que seria maravilhoso e que eu não teria do que me envergonhar.
James Potter me fazia sentir assim: confiante. Extremamente certa do que queria e ainda mais ousada.
Talvez fosse pelos seus elogios contínuos, seus sorrisos acalorados ou seus olhares apaziguadores de "está tudo bem", "tudo vai dar certo".
Pela primeira vez em dias, eu desejei que ele estivesse ali com seu jeito de ser, só para que eu me sentisse bem com toda a avalanche que estava por vir.
E aquela foi a última vez que eu pensei em James Potter antes do baile. Logo tratei de esquecê-lo, sabendo que naquela hora ele já devia estar sentado em um dos primeiros vagões do Expresso de Hogwarts indo à caminho de Londres, com a companhia Remus.
- Lily, o que você acha?
Lunny Reymonds estava usando um vestido longo e adornado de brilhantes, em um tom verde um tanto mais claro do que o meu, cujas alças largas eram completas com fios dourados. Seu cabelo castanho pendia em largos cachos perfeitamente suspensos, e ela usava sapatos altos em tom prata.
Ela podia estar linda, mas eu odiava quando alguém interrompia meus pensamentos, apesar de saber que aquela não era uma boa hora para me revoltar.
- Linda, Lunny. - Sorri para ela.
- Também achei. - Flamy avaliou-a.
- Mas para quê tudo isso se o baile é só amanhã? - perguntei curiosa.
- Porque amanhã estaremos ansiosas e desesperadas demais para julgar qualquer coisa. - Lene falou exasperada. - A propósito, acho que podemos mudar alguma coisa no vestido, Lunny...
E todos esses ajustes, votos e conversas foram imediatamente cessados quando Laurie entrou dormitório adentro gritando que ninguém podia lhe tirar o direito de almoçar.
Então todas fomos para o almoço, depois que Flamy terminou de ensinar todos os tipos possíveis de feitiço de beleza à Lene, o que ajudaria muito em toda a arrumação para o baile.
Me sentei no banco da mesa da grifinória, botei rosbife e ovos no meu prato e peguei meu suco de abóbora ainda mais apreensiva por ainda não ter pensado em como fazer para Amos me pedir em namoro.
Eu queria muito isso, desde que vira Amos pela primeira vez no terceiro ano, voando em alta velocidade no jogo de quadribol da temporada. Ainda me lembro dos efeitos do sol no seu cabelo loiro dele, e da piscadela para mim quando passou indo em direção aos vestiários.
Era um sonho único que eu sempre tivera, e o meu maior medo era que ele nunca me visse, nunca me notasse.
E agora, pelo que eu entendi, ele me notara o suficiente para me beijar de surpresa no Três Vassouras. Mesmo que eu aparentemente não tenha sentido nada durante o encontro dos nossos lábios.
Mas logo eu teria uma nova chance para que fosse único. E talvez fosse a única chance.
- Então, Evans...
Eu não precisava olhar para o lado, ou checar os bancos da mesa, para saber que Sirius Black estava atrás de mim pronto para fazer meu dia desabar.
Sirius sempre foi dono de surgir nas piores horas possíveis.
- Fala, Black. - Falei sem me virar, ainda olhando para o prato de ovos à minha frente.
- Com saudades de nós? - Sirius sentou-se ao meu lado.
- Nem um pouco. - Retribui o sorriso jogando meu cabelo para trás
- É, eu também não sinto saudades suas. - O maroto deu uma piscadela, ainda sorrindo, e roubou uma batata frita do meu prato.
- Ei!
Bati na mão dele com raiva e sem piedade, fazendo de tudo para que Sirius largasse minha batata. Mas de maneira confiante, o maroto teve a ousadia de pegar mais um batata e jogar as duas de uma vez só na boca.
- Filho-da-mãe. - Dei um soco no ombro dele aborrecida.
- Nossa, Evans. - Sirius limpou a mão no guardanapo. - Que palavreado!
Fingi ignorá-lo e voltei a comer em silêncio, crente que Sirius iria me deixar em paz e partir de volta para onde veio.
- Evans. - Ele chamou.
"Merda" pensei.
Sirius Black era um garoto muito bonito, apesar de ser galinha e arrogante como o Potter. Seus olhos cinzentos eram derretedores, mas não causavam o mesmo efeito que os castanhos de Potter sempre causaram em mim.
- Evans? - Sirius chamou novamente.
A verdade era que eu sentia falta; saudades das provocações de Sirius aos sonserinos, das comilânças de Peter, das azarações de James, das desculpas inteligentes de Remus... E de todo o resto.
Eu tinha saudade até de quando eles me irritavam. Pareciam me perseguir o dia inteiro... Só para surgir naquele momento de concentração que eu possuía na biblioteca, e começar as provocações infames e nem um pouco silenciosas para o local.
Até que James resolveu deixar de me atormentar, e todos os outros marotos foram com ele.
- Por acaso você está pensando no Pontas? - Sirius perguntou com um sorriso maroto.
Olhei abobada para ele.
- O que você ainda está fazendo aqui, Black? - ergui minhas sobrancelhas.
Por um momento, Sirius pareceu pestanejar e olhar tonto para os lados. Eu queria muito saber o que se passava naquela mente maligna dele...
- Euqueriasaberse... - Sirius murmurou baixinho.
- Desculpa, pode ser um pouco mais alto? - me inclinei à ele em tom divertido.
- querosabercomquema... - Ele tentou.
- MAIS ALTO, BLACK! - gritei para todo Salão Principal.
- Eu queria saber com quem a Marlene vai! - Sirius falou um pouco mais alto me olhando nos olhos.
Tudo bem, eu não estava acreditando no que ouvia dos lábios de Sirius, tudo sempre fora tão prático para ele, tão certo e sem preocupações que era muito estranho ouvi-lo dizer algo assim em voz alta.
Entenda-me: Sirius sempre teve fama de galinha, por que agora estava correndo atrás da Lene?
Bom, coisa boa não podia ser.
No máximo, ele iria dar uns amassos com a Lene por aí, e depois deixá-la de coração partido, chorando pelas paredes e com desejo de se comprometer ao vaticano e nunca mais olhar na cara de homem algum.
Eu sei que isso é exagero, mas as primeiras suposições já me aparentavam ser bem ruins.
- E por que eu te diria, Black? - Dei umas garfadas nos meus ovos, realmente pensando no por que de Sirius de repente assumir tanto compromisso.
Sirius mordeu o lábio atordoado encarando a mesa, à procura de uma desculpa para me responder sem demora.
- Evans, estou apaixonado pela sua amiga. - Sirius piscou forte ao entregar o jogo.
Revirei meus ovos e minhas batatas. A situação estava divertida.
- 'Tá brincando! - Sorri para ele em escárnio.
Pelos olhos de Sirius, eu pude ver que ele estava pensando algo como: "Essa menininha tá zoando com a minha cara."
E eu estava.
- Evans, acredite em mim! - Sirius implorou.
Sim. Eu disse: "Sirius implorou".
- Black, me dê uma razão para acreditar! - Olhei azeda para ele.
E mais uma vez, Sirius Black parou para pensar em uma desculpa convincente, desviando seus olhos cinzentos dos meus por alguns momentos...
- Eu não quero que você a machuque. - Facilitei a situação para ele, olhando para os meus ovos.
Sirius cogitou a possibilidade de tocar meu ombro, mas negou-a ao encontrar meu olhar mortífero pelo caminho.
- Se eu machucar a Lene, eu me machuco, Ruiva. - Ele voltou a me encarar.
Ao contrário dos olhos de James, que ficavam em um tom mais claro devido à emoção, os olhos de Sirius pareceram ficar mais escuros pondo em dúvida meu veredicto sobre sua sinceridade.
- Você vai levar a Sanders - comecei imprevista. -, não precisa saber quem vai levar a Lene.
A palavra "Sanders" pareceu deixar os olhos cinzentos do maroto um pouco mais tempestuosos. Sirius parecia em dúvida se tinha ou não condições de enrolar mais.
Por mais que ele tentasse, sabia que eu estava certa e que só poderia mudar se ele mudasse pela Lene. Devia provar à ela, e não à mim do que ele era capaz de fazer.
Algum tempo se passou com Sirius encarando meu prato de fritas indeciso e refletindo sobre minhas palavras. Até que por fim, suas sobrancelhas se arquearam e eu não possuía dúvidas de que ele iria deixar como estava.
- Até mais, Ruiva. - Sirius foi embora sem sorrir.
De alguma forma, eu me senti mal por ele e toda a sua reputação de pegador. Pois, se eu não estava enganada, era a primeira vez que Sirius se arrependia de ser como era: Um galinha mala sem alça.
É claro que eu não gostava de como ele agia com aquelas pobres garotas, e de como ele se exibia pegando detenções e azarando sonserinos e demais capangas... Mas eu também sabia que Sirius podia ser um bom amigo, um cara educado e gentil e que odiava artes das trevas.
Não era a primeira vez que eu notava esse lado dele, na verdade eu percebi quando ele foi morar com Potter depois de fugir de casa. Ele definitivamente parecia bem diferente do pessoal da sonserina, sua família.
Mas eu não tinha certeza de como ele seria com a Lene; se ele seria o tipo educado e gentil, ou do tipo "eu não me importo".
Passei um bom tempo refletindo sobre isso depois do almoço, quando dei uma desculpa qualquer para as garotas e fui me deitar naquela tarde, sabendo que eu só teria que me levantar para a aula de Trato das Criaturas Mágicas.
Pensar em Sirius e Lene me lembrava de como eu teria que me comportar para que Amos me pedisse em namoro.
E diante de todos essas confusões emocionais, acabei adormecendo.
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Quando fui acordar, devia ser umas onze horas da noite. Percebi que Lene dormia na cama ao lado, provavelmente em seu terceiro sonho, pois já não se mexia tanto e a respiração estava para lá de pesada.
Podia ser estranho, mas eu não estava me importando de ter faltado a aula de Trato das Criaturas Mágicas ou de ter dormido a tarde inteira, ou até mesmo de não ter contado a confissão de Sirius à Laurie, que provavelmente me ajudaria a organizar os pensamentos em um raciocínio lógico.
Alguma coisa dentro de mim me dissera que Laurie teria as mesmas dúvidas que eu estava tendo naquele momento.
E outra coisa me dizia que ninguém morre por faltar alguma aula semi-importante ou ficar dormindo a tarde inteira.
E agora era muito provável que eu não conseguisse dormir pelo resto da madrugada, de modo que me levantei da cama sem um pingo de sono, peguei o primeiro par de calçados que vi pela frente, (que por acaso, eram umas botas largas e estranhas que eu ganhei da minha mãe no último Natal) e caminhei até a porta do dormitório, a fim de descer até o Salão Comunal e tentar ler algo para me distrair.
Não demorou muito e me arrependi de tê-lo feito.
Na poltrona mais próxima à lareira, aquela que eu gostava de ficar, Sirius Black estava sentado me encarando com o seu mais famoso sorriso e me olhando com olhar de surpresa.
- Ah, oi, Black. - Disse com voz de sono.
- Uau, Evans. - Sirius sorriu ainda mais. - Eu não acredito.
De maneira preguiçosa, fui até a poltrona de frente para Sirius e me sentei lá, com um livro estranho nas mãos.
- Não acredita no quê, Black? - Olhei para ele.
Sirius pareceu notar o tom tétrico e mortífero em minha voz, pois se ajeitou na poltrona e tentou ser o mais educado possível.
- Não acredito que A Monitora matou aula para ficar dormindo a tarde. - Sirius falou contente.
Eu queria esganá-lo.
- Como sabe que eu dormi a tarde? - Olhei sonsa para ele.
- Ruiva, você ainda está de uniforme. - Ele revirou os olhos.
E lá estava eu, toda uniformizada às onze da noite no Salão Comunal da grifinória, usando umas botas ridículas e provavelmente com a cara mais amassada possível.
Se Amos estivesse ali, você pode imaginar que eu tentaria me ajeitar desesperadamente, ou subiria de volta ao dormitório morrendo de vergonha.
Mas aquele era só o Black.
- Pois é, você me pegou. - Falei como uma criança para ele.
- A cada dia que passa você me surpreende mais, sabia? - Sirius olhou para a lareira.
Provavelmente ele estaria esperando que eu perguntasse o motivo, quando tudo o que eu queria era não dar esse gostinho à ele. Mais tarde fui notar que eu realmente não sabia o motivo, mesmo que não estivesse morrendo de curiosidade para saber.
Como eu não tinha nada para fazer além de ler aquele livro idiota e desconhecido, olhei nos olhos cinzentos de Black que ainda fitavam a lareira, e resolvi ter o que fazer.
- Por que eu te surpreenderia, Black? - Larguei o livro de lado e sorri para o maroto, tentando ser convidativa.
Sirius se divertia comigo. Eu tinha quase certeza de que ele sabia o que acabara de se passar na minha cabeça: a situação de ceder ou não, aos seus comentários irritantes.
- Bom, até o ano passado eu tinha dúvidas sobre você. - Sirius voltou a me fitar completamente indiferente. - Sabe, eu achava que você tinha que pertencer a corvinal e tudo mais.
Ergui as sobrancelhas para ele em escárnio. Aquilo também estava me divertindo.
- Ah, não me faça explicar! - Sirius entoou.
Ergui mais as sobrancelhas.
- Tudo bem, Ruiva, tudo bem... - Ele se deu por vencido.
- Vamos, Black! - influenciei à avançar.
- Eu achava que você não podia ser da grifinória, afinal você sempre teve a cara metida nos livros e as melhores notas da casa. - Sirius repetiu, como em um ditado. - E você não gosta de quadribol, e nunca demonstrou gostar de nada perigoso ou arriscado. - Ele deu de ombros.
Ele ainda parecia pensar em mais alguns detalhes enquanto coçava o queixo e voltava a encarar a lareira.
- Ei! - Reclamei manhosa jogando as mãos para o alto. - Só porque eu não gosto de quadribol, não quer dizer que...
- Ruiva, não quero te desafiar. - Sirius interrompeu.
- Só quis dizer que isso não é justo. - Sacudi os ombros.
- Posso continuar minha narrativa? - Ele pigarreou.
Olhei meu livro abandonado de esguelha, tentando refletir sobre o que era melhor. Porém, como de costume, Sirius acabou ganhando.
- Mas aí eu estava enganado. - o maroto continuou.
Comecei a erguer minhas sobrancelhas.
- Sabe, Evans - Sirius se ajeitou na poltrona. -, sei que Pontas viu muito mais em você, mas para nós marotos... Você acabou se tornando uma grande amiga.
Primeiramente, fiquei em silêncio apenas fitando as chamas da lareira sem saber o que dizer, o que sentir, ou o que pensar. Todos os pensamentos sobre saudades voltaram a tona quando Sirius me olhou nos olhos sem desviar.
- Você é uma grifinória, Ruiva - Sirius continuou. - , porque eu nunca vi você desistir de nada.
Silenciosamente, mostrei minha gratidão em um aceno de cabeça, que para ele eu sabia ser o suficiente. Continuei a fitar a lareira sem pestanejar, apenas pensando e pensando.
- E agora, Almofadinhas? - Sorri para ele.
A menção do seu apelido pareceu deixar o clima mais leve e sem tensão. Sirius me encarou divertido como se lembrasse de algo completamente necessário para aquele.
- Engraçado - ele coçou o queixo. -, Pontas me fez essa mesma pergunta.
Levantei os pés para cima da poltrona e ergui uma sobrancelha.
- E você respondeu? - perguntei.
Parecia que Sirius estava em dúvida entre dizer se ele respondeu ou o quê ele respondeu. Seus olhos cinzentos foram para as janelas alvas da torre circular, pousando direto nos jardins.
- O que você vê no Diggory, Ruiva? - Sirius perguntou de repente.
Voltei a largar os pés fora da poltrona, pronta para me levantar a qualquer momento e peguei meu livro feio e sem graça. Fitei o chão desamparada e indignada, sabendo que mais ninguém parecia estar do meu lado.
- O que há de errado com vocês? - Meu tom de voz um pouco acima do normal.
Sirius continuava sereno como a lua lá fora. Seu olhar agora pregado ao meu, e sua mão ainda pousada no queixo.
- Foi só uma pergunta. - Ele desviou o olhar.
E eu não queria respondê-la, porque era meio óbvio o que todas as garotas viam em Amos Diggory.
- Ele é um monitor bonito e popular. - Meneei com a cabeça. - E ainda não me pediu em namoro, mas eu quero que ele pessa.
Sirius bufou indignado e trouxe a poltrona mais para perto de mim ainda me olhando nos olhos, como se achasse todos os meus pensamentos indignos de sua atenção.
- O Pontas é popular. - Ele meneou. - Não posso dizer que ele é bonito, mas as garotas acham. - O maroto coçou o queixo.
- Vai pro inferno, Black! - Eu gritei.
Sirius pareceu me ignorar.
- O Potter pediu para você vir falar comigo? - Perguntei de repente, pronta para receber a verdade.
O maroto suspirou.
- Não, Ruiva. - Ele refletiu por um momento, ainda me encarando.
Sirius se levantou de repente e foi pegar seu livro de transfiguração encima da mesa, ao lado de um pergaminho semi-rabiscado. Ele parou segurando o material de frente para lareira e me encarando.
- Você vai me dizer com quem a Lene vai? - Sirius perguntou sem rodeios.
Eu sabia que ele estava muito ressentido com toda aquela situação de amizade e confiança. Sirius provavelmente não sabia o que fazer, na minha opinião.
- Por que quer saber? - Voltei a me encostar na poltrona.
Mais uma vez, Sirius pareceu refletir.
- Porque eu gosto dela. - Ele largou o material na poltrona. - Mesmo que você não acredite em mim.
Até ali, tudo bem. Eu sabia que ele estava sendo sincero quando dizia que gostava realmente da Lene, apesar de não ser por causa disso que ele queria saber com quem ela iria ao baile.
Então, fixei meu melhor olhar de advertência à ele e sorri em apoio, como se eu soubesse exatamente o que ele estava pensando.
E cá entre nós... Eu sabia.
- Tudo bem, você ganhou, Ruiva. - Sirius se jogou na poltrona. - Eu quero saber com quem ela vai, para saber quem eu vou azarar.
Foi a minha vez de parar para refletir sobre as palavras de Sirius, e me lembrar que antes de ser amiga dele, eu também era monitora.
- E você acha mesmo que eu vou te dizer depois disso? - Tentei esclarecer.
Sirius enviou seu olhar mortal à mim.
- Não. - Ele concluiu. - Mas eu vou azarar o cara de qualquer jeito.
Eu sorri para ele, como se também tivesse previsto aquilo.
- Eu sei. - Esclareci a situação.
Sirius tateou o material de pergaminhos em cima do colo, e comprimiu os lábios ainda pensando.
- Então - ele começou, com tom de voz verídico. -, já que nenhum de nós dois conseguiu o que queria ainda...
- Sim? - pedi que ele continuasse.
- Você poderia me ajudar com esse dever de transfiguração. - Ele sorriu travesso.
Olhei desacreditada para ele.
- Não acha que está um pouco tarde para isso? - perguntei à ele.
- É para amanhã. - Sirius franziu a testa.
Por um momento, ele olhou para mim suplicante e pronto para oferecer qualquer coisa em troca.
Eu sabia que não iria conseguir ajudar. Eu iria ficar tão frustrada com a cabeça oca dele, que faria o dever todo de uma vez.
E ele sabia disso.
- Belas botas, Ruiva. - Ele desviou o assunto com uma piscadela.
Fitei meus pés.
- É Evans, Black. - Sorri para ele. - E você me deve essa.
Sirius me passou alguns pergaminhos de instruções e começou a falar suas dúvidas, enquanto eu deixava meu livro velho em cima da mesa e pegava algumas penas abandonadas para começar escrever.
Eram seis da manhã quando paramos de trabalhar e Sirius foi dormir, quase caindo daquele jeito folgado dele. Eu já estava completamente acordada, ciente de que naquele dia seria o grande baile, onde eu teria que dizer a Amos que gostaria de ficar com ele para sempre.
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- Verde musgo, ou verde limão?
Laurie parecia estar realmente em dúvida quanto as cores da toalha que colocaríamos na mesa do banquete. Seus olhos castanhos percorriam o largo de cores expostas por Flamy para a grande decisão.
- Que tal, verde escuro? - Ofereceu Lunny.
- Não, acho que é melhor ser branco. - Esclareceu Lene.
- Branco? - estranhou Peter.
- É a cor neutra, assim não usaremos as cores de nenhuma casa. - Expliquei.
- Faz sentido. - Observou Sirius.
Eram três da tarde, e eu havia contactado todos para que me ajudassem com a verdadeira arrumação do baile, por mais chato que tenha sido ouvir todos os lamentos.
Mas apesar de toda a lamentação de Laurie e Lunny, Sirius pareceu aceitar a ideia de bom grado, principalmente quando soube que a arrumação ocuparia dois períodos de Estudo dos Trouxas que ele teria naquela tarde.
- Evans, você tem feito muitos favores para mim ultimamente. - Sirius sorriu. - Pode ficar tranquila que o papai aqui vai deixar esse lugar bombando!
Bom, eu não reclamei. Mas ao final de todo o trabalho extrovertido e bem aproveitado, McGonagall pareceu gostar de todo o nosso arranjo e nos ofereceu dez pontos para cada um, somando o total de setenta pontos para a Grifinória.
É, eu não podia reclamar.
E quando foram seis horas, e todos os alunos já haviam sido liberados para os jardins, eu e as garotas decidimos subir para começar a nossa arrumação para quando fossem nove horas, poderíamos finalmente descer para o baile.
Quem não nos conhecesse, teria praticamente caído para trás quando visse o dormitório naquele momento.
O chão havia desaparecido em meio a tantos montes de roupa e sapatos que havíamos empilhado. As camas estavam cheias de peças de roupa espalhadas, e em várias estantes, montes e montes de acessórios haviam sido expostos a luz do dormitório.
Tudo estava uma bagunça. Mas uma bagunça bonita, pelos montes de vestidos, lenços e sapatos de bom gosto como peças escolhidas pelas garotas sendo reviradas e ajustadas ao corpo.
Eu já havia frequentado vários bailes trouxas populares da cidade onde morava no norte da Inglaterra. Mas por todos os enfeites e mágicas extraordinárias que eu havia visto aquela tarde, nada iria se comparar à um baile bruxo.
- O rosa ou o dourado? - Flamy perguntou, jogando seus longos cabelos castanhos para trás.
Parei ao lado de Lene pronta para verificar os dois estilos de vestido. Ambos eram acima do joelho, possuíam uma camada de brilho e se modelavam perfeitamente ao corpo, de modo que aquela seria uma escolha muito difícil.
Mas... Depois de muito experimentar, questionar e experimentar de novo... Decidimos que o dourado era a melhor pedida.
- Excelente! - Exclamou Laurie.
A grifinória estava vestindo um vestido azul meia-noite, com diversos adornos prateados e diversas pulseiras. Após opinar por estar satisfatória daquele jeito, Laurie decidiu ajudar Lene, que estava em uma pequena crise de escolha de sapatos, que se dava ao fato da morena possuir os mais bonitos.
Quando eram nove e meia da noite, Flamy e Laurie saíram do dormitório em direção ao baile, dizendo a todas que já era para todo mundo estar lá embaixo sem exceções.
Lunny já estava com suas magníficas vestes verdes, num tom claro, quase pendendo para marzipã. Agora só faltava que eu lhe alcançasse os sapatos, e ela seguiria com Maria McDonald, e seu vestido prata, para o Salão Principal.
Lene vestia um tom cor de rosa, sapato lilás e estava pronta para ir também. Quando ela decidiu me lembrar de algo muitíssimo importante:
- Lily. - Lene me encarava estarrecida. - Você!
Exatamente.
O que diabos eu estava fazendo parada observando?
Com rapidez e pouca agilidade, abri meu baú de supetão, jogando todas as roupas que atrapalhavam o meu caminho para o alto, tentando encontrar a caixa onde eu guardara o vestido comprado em Hogsmeade.
E lá estava ela! Só faltava que Lene parasse de me olhar que nem uma abobada.
- Lene! - Me ergui rápido olhando para ela. - Você vai se atrasar...
- Você vai precisar de ajuda! - Ela suplicou.
- Gustav está te esperando lá embaixo! - Rugi para ela.
O som do nome "Gustav" pareceu despertar alguma coisa no interior de Marlene McKinnon, pois a garota levantou a barra do vestido e saiu dormitório a fora completamete atrapalhada e fazendo um enorme barulho.
Agora só restava eu, e a maravilhosa bagunça do dormitório feminino da grifinória.
Tirei o roupão que havia colocado após sair do banho bem depressa, peguei o vestido verde e fui colocando com cuidado, enquanto roubava um dos magníficos sapatos de Lene e pegava a varinha para aplicar logo a maquiagem.
Tudo isso o mais prático e rápido possível.
Terminei escondendo minha varinha no decote, por não achar nenhum outro lugar plausível onde guardá-la. E me movi até o espelho para ver o resultado de tudo.
Ótimo.
A maquiagem estava razoável, os sapatos combinavam muito bem, a varinha nem parecia estar no decote, e o meu cabelo em cachos não parecia estar tão ruim assim.
É, eu estava apresentável.
E fitando o meu vestido no espelho, tentei ao máximo ignorar as circunstâncias em que ele havia sido comprado, e esqueçer o primeiro elogio que aquele vestido havia recebido no meu corpo.
Olhei o meu rosto, recentemente maquiado, e pude perceber a tristeza que acabou me corrompendo ao ter me lembrado, indiretamente, daquele que estivera ao meu lado alguns dias atrás.
Vamos Lily, esqueça!
Essa noite era minha e do Amos. E eu não deixaria ninguém estragar.
Agora era só correr até o Salão Principal o mais rápido possível com aquele salto, tentando por tudo não cair. E rezar para que Amos gostasse de como eu estava, e para que ele achasse que eu era uma garota que merecia ser sua namorada, sua esposa e a mãe dos seus filhos.
Tudo bem, eu exagerei um pouco. Só iria rezar para que ele me achasse digna de ser sua namorada e quisesse me beijar sem me surpreender, para que eu estivesse pronta para dar o melhor de mim naquele beijo.
É. Eu acho que precisaria me esforçar bastante.
Minhas mãos tremiam pelo nervosismo e o frio, maldito frio! O castelo parecia completamente vazio enquanto eu andava pelos corredores escuros na direção de onde todo o barulho surgia.
Não encontrei ninguém pelo caminho, apesar de sentir a estranha sensação de estar sendo observada a cada passo que eu avançava no piso frio.
Como se houvesse alguém invisível por ali, talvez em uma capa de invisibilidade, andando ao meu lado.
É claro que era impossível, mas eu posso jurar que as vezes conseguia ouvir os passos de outro alguém.
Aquilo me distraiu do nervosismo contínuo por alguns momentos, fazendo com que eu me sentisse melhor de repente.
Eu estava confiante. E o mais estranho era que...
Apenas uma pessoa no mundo me fazia estar confiante apenas pela sua presença.
Até que um grito fez com que minha confiança fosse embora.
- Lily!
Maria McDonald vinha na minha direção, com seu vestido prata e o cabelo preso em um coque. Ela parecia estar segurando um copo de ponche.
- Vim buscar você. O Amos está ficando nervoso. - Ela falou, ainda correndo. - Você está maravilhosa!
- Obrigada, Maria. - Eu disse rápido. - Vamos, então!
Corri com Maria por todo o caminho restante até o Salão, viramos à esquerda, e depois à direita, e depois à esquerda de novo. Os quadros nas paredes nos encaravam como se fôssemos doidas, e eu não estava surpresa.
E quando fui notar, Maria já estava na minha frente nas escadas, e eu estava descendo logo atrás dela.
A escadaria do Salão Principal nunca havia me parecido tão longa.
Diversos olhares de repente grudaram em mim, me sufocando e tirando de vez a única confiança que outrora me restava. De repente, tudo em mim não parecia ser mais satisfatório, e todo o oxigênio reserva em meus pulmões pareceu se exaurir.
O que estava acontecendo comigo?
Tudo parecia tão certo e tão errado, ao mesmo tempo!
Tive que me equilibrar bem para descer o restante das escadas sem cair, tropeçar, ou desmaiar na frente de uma multidão de estudantes bem vestidos e se divertindo.
Olhei para frente, e Amos apareceu em meu campo de visão.
Vê-lo só fez com que eu ficasse ainda mais nervosa, ainda mais frágil e não suficiente.
Meu coração disparou, como se começasse o rufar dos tambores.
- Lily, v-você e-está bonita. - Amos gaguejou, me olhando assustado.
Ah, ele também estava lindo. Seu traje a rigor negro que contrastava completamente com seu cabelo loiro.
Meu Amos, por que sua presença não estava me tranquilizando agora?
De longe, as garotas me mandaram sorrisinhos e cochichos de boa sorte, enquanto Amos passava um dos braços pela minha cintura e me guiava até o centro do Salão.
Agora eu precisava torcer para que minhas preces dessem efeito.
Por favor, NÃO ME MATEM! Eu juro que não fiz por maldade... Sério! É que eu queria mostrar uma parte mais Six nesse capítulo, antes de começar as loucuras do baile.
E só para avisar, que o baile vai durar três caps (eu acho) esse, e os próximos. Então, não me matem, por favor!
launogueira: Espero que sua vó esteja bem, e fico feliz que você não tenha se decepcionado com o capítulo. Amo fazer a Lily ficar confusa com os sentimentos e fazer de tudo para esquecer o James, sem nenhum sucesso! E estou ciente de que uma Lola morta, não é uma Lola feliz. Coloquemos que "dentro da minha cota de dignidade" signifique que não posso ficar uma semana sem postar. E sim, talvez as loucuras Wirda/Lunny não façam muito sentido... Mas existem! E eu espero que você tenha gostado desse capítulo aqui também porque eu amo demais o Six e quero que todos tenham uma boa imagem dele. Wiskiss da W!
Zix Black: Não se preocupe, ninguém no mundo entende essas duas, mas a gente faz o que pode, não é? E amei que você tenha chamado a Sanders de "namoradinha asquerosa" porque bom, é isso o que ela é. Espero que tenha gostado da fic *-* beijos da W!
Bella Potter Cullen: Então, esse foi o começo *completamente tenso e nervoso* do baile. Espero que não tenha decepcionado ninguém com ele, mas deixo o aviso prévio que vem muito mais desse baile por aí. Acho que o Amos fez um papel meio abobado vendo a Lily, mas logo ele vai dar mais atenção a ela nesse próximo cap, e a Lily vai acabar sofrendo uma grande decepção, que já era meio esperada, não é? Obrigada pelo review, beijos da W!
Dani Prongs: Eu preciso admitir que estou com cócegas para explodir o Amos... Mas isso não pode simplesmente acontecer do nada, não é? Droga! Juro que posto o próximo cap até quarta que vem, ok? Juro pela marotagem do Six que não passo de quarta... E espero não ter decepcionado ninguém com esse cap. Obrigada pelas suas ordens de explosão, que foram muito bem vindas, e beijos da W!
Loki D: Uau! Amei suas suposições... Sinceramente é muito legal ver o que os leitores acham, às vezes faz com que a gente veja que a fic é possível ser feita de um ângulo diferente. E espero que tenha realmente te deixado com as ideias em ordem depois do capítulo anti-tensão de reflexões. O próximo capítulo, eu juro postar até quarta e gostaria muito que todos continuassem acompanhando. Beijos da W!
Raquel G. Potter: Sinto muito pelas suas unhas! Eu também roí todas as minhas (só que foi assistindo Glee) e estou super ansiosa para postar o próximo capítulo cheio de discussões e emoções. É, as vezes eu acho que acabei fazendo os personagens gritarem demais... E espero que tenha gostado desse cap. Beijos da W!
sassah potter: Você é a primeira que aparece dizendo que a Lily deve dar uma surra no Amos... E olha que eu já li de tudo. Surra do jay no Amos, surra do Six no Amos, explosão do Amos do nada... Mas surra da Lily no Amos é completamente original! Mais engraçado que isso só lendo as suposições de casais... Mas deixemos isso quieto! Espero que tenha gostado mesmo desse cap, onde a Lil ta mais confusa ainda, e não queira me matar por ter atrasado um pouquinho o desenvolvimento do baile. Obrigada pelo review, e beijos da W!
Raquel G. Potter: hahsuahsuahsua '-' o seu pedido realmente me fez refletir sobre tudo, e estou muito sentida em responder que infelizmente não poderei prometer nada. De acordo com o Jay, ele teme que a Lily se machuque de qualquer jeito, e mesmo que a Lene tenha sua certeza de que ela saia impune, também teme que a Lily se magoe com ela.
Mas eu tenho esperança de que quanto maior for a queda da Lily, maior vai ser a recuperação dela.
