O Ed vampiro é da Meyer, o cego é da J. E a Lili e eu desejamos um MEGA 2010 pra todas vocês!
Capítulo XIV
EPOV
Eu estava nas nuvens. Cansado. A adrenalina agora correndo mais lentamente em minhas veias, quase inexistente. Mas os efeitos causados jamais seriam esquecidos. Eu podia proteger Bella. Talvez não contra tudo, mas pelo menos contra algumas coisas.
Fiquei surpreso quando ela não discutiu comigo quando falei que ligaríamos para sua mãe. Eu só queria conversar com a tal mulher. No fundo eu sabia que ela não me aceitaria, mas eu precisava explicar o que eu sentia por sua filha. E mais, uma coisa ficaria clara de uma vez por todas: eu não iria a lugar nenhum e nada nem ninguém iria mudar isso. Com exceção de Bella. Ela era a única que tinha esse poder.
Jasper e eu fomos embora juntos. Deixamos nossas garotas na cama a uma da manhã. Estávamos tão cansados que não demorou muito. Um beijo e desejos de boa noite e estávamos a caminho de casa. E eu tinha algumas coisas para resolver.
"Jazz, qual nome do melhor hotel em Sheverport?"
"Planejando algo especial para Bella?"
"É.. mais ou menos... Alguma recomendação?"
"Bem, quando eu consigo juntar uma grana eu levo Alice para o Horseshore."
"O Hotel-Cassino?" – perguntei. Apostar era um estilo de vida em Sheverport. Esse em especial tinha 5 balsas que levavam as pessoas a um grande cassino com direito hipódromo e inúmeras máquinas de jogos. Os grandes cassinos possuíam cada um, um hotel, pelo que eu sabia. E os melhores restaurantes da cidade.
"Sim. Eu a levei lá no aniversário dela. Ela teve um ataque. Amou cada minuto. Posso te garantir."
"Você pode por favor, por favor, conseguir o número do hotel pra mim? Ainda hoje, se possível." – implorei. Já era muito tarde, estávamos cansados, mas eu precisava cuidar de tudo o mais rápido possível.
"Claro, claro. Vou olhar agora."
E então ouvi quando ele começou a se movimentar pela sala e um tempo depois seus dedos nas teclas do notebook.
Em menos de 5 minutos ele conseguiu o número e eu já estava entrando em contato com o hotel. Batucava meus dedos na bancada, impacientemente, aguardando a resposta do outro lado da linha
.
"Horseshoe Cassino e Hotel, Nancy falando. Como posso ajudar?" – uma mulher atendeu com um sotaque do sul.
"Oi. Eu gostaria de reservar a sua melhor suíte disponível para amanhã e domingo, por favor."
"Claro. Temos as suítes Premium e Luxo, disponíveis."
"Qual você me recomenda? Dinheiro não é problema." – disse puxando meu cartão de crédito para fazer a reserva por telefone.
"A Premium é a mais espaçosa e tem uma bela vista."
Mordi minha língua quase dizendo a ela que esse não seria um atrativo para mim. Mas não valia a pena. Só faria com que eu perdesse tempo explicando. "Ótimo. Mas eu tenho algumas exigências..."
BPOV
Depois de um rápido banho caí na cama. Eu estava tão cansada quer não demorei a dormir.
Sonhei com o telefonema de daqui umas horas. Minha mãe berrando, Edward bufando e eu chorando. Definitivamente algo que não me deixava nada nada ansiosa. O sonho terminou com Edward saindo e eu caindo no chão. Literalmente. Me enrolei com os lençóis e caí. Acordei no chão toda embolada em lençóis e na minha colcha. Passei a mão na minha bochecha e desejei ter Edward ali. Eu nunca tinha pesadelos em seus braços.
Fiquei rolando na cama depois disso. Não consegui dormir mais. Levantei as 7 e fui para a sala. Alice já estava acordada e sorrindo, radiante. Rolei os olhos e rosnei para seu humor.
"Bom dia, luz do diaaa!" – Alice brincou como se falasse com uma criança.
"Não enche." – rosnei encostando minha cabeça no braço do sofá.
"Nossa! Quer café, azedinha?"
Balancei afirmativamente sem tirar a cabeça do sofá.
"Então... o que aconteceu pra você estar desse jeito?"
"Edward que falar com a minha mãe."
Alice me passou a caneca de café, forte e quente como eu gosto. De uma coisa eu não podia reclamar sobre Alice. Ela era uma ótima companheira de quarto.
"Hmm, entendi..."
"Conselhos?" – perguntei antes de tomar um gole.
"Compre Paracetamol" – ela falou num tom promissor.
"Ah, valeu!" – murmurei.
Ela foi pra trás do sofá e me deu um abraço – "Edward te ama, e aposto que ele continuará a te amar mesmo depois de falar com a vaca da sua mãe. Mas e depois de falar com ela? O que vocês vão fazer?"
"Aparentemente ele vai me levar a um hotel. Ele disse que ajeitará tudo e que eu só preciso de uma mochila com roupa para dois dias. Mas eu tenho quase certeza que não sairemos do quarto até segunda pela manhã."
"Bastante razoável."
"Mas eu estou com certo medo." – admiti. Alice pegou minha caneca e colocou mais café.
"E por que diabos você está assustada?" – ela perguntou indignada.
"Ele quer me mostrar como é ser ele." – bebi uma boa parte do café, inflando as bochechas. Depois fiquei olhando pro fundo da caneca, como se eu fosse obter respostas assim.
"Oh, ele vai vendar seus olhos? Safadinho!" – ela riu
"Alice!" – rosnei – "Eu já sou desajeitada enxergando..."
"E por que você acha que ele vai fazer isso dentro de UM quarto? Liberar todos os seus poderes destrutivos. Quero dizer, quanto de dano você pode causar em UM, repito, UM quarto?"
Olhei para Alice com os olhos semi-cerrados e ela começou a rir. "Você sabe muito bem o que eu posso fazer. Urgh! Eu vou acabar me matando ou matando Edward."
"Ele não vai deixar nada de ruim te acontecer. Talvez alguns arranhões, umas escoriações, mas, ah... é de você que estamos falando, lembra?" – ela me alfinetou mais um pouquinho e depois bateu a mão no meu ombro, me confortando. "Bella, confie nele como ele confia em você."
"Mas eu confio."
"Então prove isso. Hoje a noite."
EPOV
Depois de tudo pronto, coloquei algumas coisas na minha mochila e fui para casa de Bella. Minha confiança, reconquistada ontem, ainda estava lá. Inabalada. Mas pensar em conversar com a mãe de Bella estava me deixando aflito. Ainda não sabia o que dizer, o que ela diria. Se ela dissesse alguma coisa, quero dizer.
Bati na porta e meio segundo depois senti seus braços no meu pescoço. E então vários beijos se espalharam pelo meu rosto. Comecei a rir e então levantei-a no colo –"Sentiu minha falta?"
"Mais do que você pode imaginar." - ela respondeu. Sua voz doce, emanando amor. E então beijou meu pescoço, fazendo uma pequena descarga elétrica dissipar-se espinha abaixo.
"Bem, eu prometo que não sairei do seu lado até segunda."
"Isso será perfeito."
E então a coloquei no chão - "Vamos, vamos ligar para sua mãe e acabar logo com isso."
"Que tal semana que vem?"
"Bella, quanto antes melhor. Não quero que você perca sua mãe por minha causa. Eu vou estar com você, não importa a opinião de ninguém. E eu quero que você saiba disso. Sua mãe vai ter que me aceitar. Quanto mais cedo a convencermos, melhor para nós."
"Ta bem.." – ela falou com tom de derrota. Ela tirou a mochila das minhas costas e jogou no canto da sala. E então, me guiou lentamente até seu quarto.
Ouvi-a discar de cada número. "Coloque no viva-voz." – pedi calmamente e coloquei minha mão em sua coxa esquerda, acariciando-a, tentando passar coragem. Calmamente tirei o telefone de suas mãos trêmulas.
Não tocou duas vezes e alguém atendeu. Uma mulher nervosa e histérica já disparando.
"Oh, Por Deus, Bella! Eu estava tão preocupada. Por que você não retorna as minhas ligações? Eu não me importo se você está chateada, isso não é razão para ignorar sua mãe. Eu estava prestes a pegar um avião e i– "
Apertei a coxa de Bella novamente mas ela não ia dizer nada. "Olá Sra. Dwyer?"
"Sim. Quem está falando? Minha filha está bem? Onde ela está?"
"Ela está bem, sra Dwyer, meu nome é Edward Cullen e eu –" ela me cortou antes que eu pudesse terminar.
"Oh, você é o namorado?"
Senti o corpo de Bella enrijecer. Sei que ela estava tentando não berrar ao telefone e então decidi tomar controle da situação. "Sim senhora. Eu sou o homem com quem Bella namora e eu estou ligando por que tenho certas coisas a discutir com a senhora."
"Como o quê, por exemplo?" – ela perguntou mais com raiva do que curiosa.
"Eu amo sua filha e não pretendo deixá-la tão cedo. Não importa o que a senhora diga ou que qualquer outra pessoa faça. Posso não ser capaz de protegê-la de tudo mas estarei aqui para ela. Sempre. Não importa quando nem para quê. E eu não quero vê-la triste. Não falar com você a faz triste."
"Me deixa triste também" – ela falou num tom bem mais baixo.
"Com todo respeito, falar mal de mim para ela também a deixa triste. Você não precisa gostar de mim. Eu não estou ligando para isso. Quero que saiba que protegerei Bella de tudo que lhe faz mal, inclusive do que a deixa triste. E se a senhora a fizer triste eu a protegerei de você, mesmo sendo mãe dela. Ela é teimosa o bastante para ignorá-la pelo resto dcon a vida. E está disposta a tal feito. Eu, em contrapartida, não quero que isso aconteça. Ela, bem no fundo, também não. Então cabe a senhora achar um meio-termo."
Eu acho que depois disso impressionei-a. Na verdade eu me impressionei. Não costumo usar desse tom de voz nem desse tipo de atitude. Demorou quase um – longo – minuto para que ela respondesse. "Eu só quero o melhor para minha filha."
"Enfim concordamos em alguma coisa."
"Por favor, diga a Bella que sinto muito, mas que não mudei de idéia." – falou com um suspiro.
"Tudo bem. É sua escolha. Mas você ama sua filha o suficiente para manter sua opinião para si? Pelo menos enquanto estiver falando com ela?"
Bella levantou num pulo e começou a andar de um lado para o outro, no quarto.
"Claro que eu a amo. Mas eu tenho que alertá-la –"
"Não. Você tem que deixá-la viver a própria vida e tomar suas próprias decisões. Se ela acha que eu sou bom para ela, eu vou ficar. Se ela achar que não, aí eu vou embora. Mas você não pode e nem tem o direito de tomar essa decisão por ela."
"Eu só quero que ela fique bem e feliz." – ela falou tentando se defender.
"Mãe, eu estou bem. E muito feliz." – Bella tirou o telefone da minha mão.
"Bella, minha filha –"
"Não. Mãe, me escuta. Eu amo Edward. E ele não vai a lugar nenhum. Ele também me ama. Gostaria que você ficasse feliz por mim. Por que eu estou feliz. E muito. Mas se você cismar em ser essa cabeça dura preconceituosa eu não terei alternativa a não mais falar com você. Foi idéia dele ligar pra você, pelo amor de Deus!" – Bella gritou a última parte. Seus nervos a flor da pele. Fiquei de pé e puxei-a para os meus braços. Ela se encolheu em meu abraço ainda trêmula.
Não gostei do efeito que a mãe dela tinha sobre ela. Ela estava quente, chorando e tremendo com a respiração descompassada em meus braços. Jurei a mim mesmo não deixá-la passar por isso de novo.
Um silêncio tomou o quarto e por um momento achei que Bella desligou o telefone.
"Foi idéia dele?" – ela respondeu, finalmente.
"Sim." – respondemos juntos. Desci minha mão por seu braço esquerdo. Pousei a mão em cima de seu bracelete por alguns segundos e então peguei o telefone.
"Você pode, pelo menos, usar o mínimo de bom senso e portar-se civilizadamente? É tudo o que peço." – implorei mais do que falei.
"Sim." – ela respondeu lentamente. "Nunca tive a intenção de magoá-la. Edward, tenho certeza que você é um bom rapaz, mas tente me entender..."
"E eu entendo. E saiba que farei tudo ao meu alcance para protegê-la."
"Bella, você vem para o dia de Ação de Graças?" – ela falou esperançosa.
"Não, Charlie virá pra cá."
Ok, isso era novidade. Eu não sabia o quanto o pai dela sabia sobre mim. E eu definitivamente não estava preparado para lidar com um homem que tem o poder de carregar – e fazer uso – de uma arma. Pelo menos qualquer homem que namorasse Bella teria medo dele. Esse pensamento me acalmou, um pouco.
"Oh, ok." – a mãe dela pareceu triste. "Então nos falamos mais tarde, sim?"
"Ok, mãe. Mandarei um e-mail na segunda.'
"Aguardarei ansiosa, querida." – a mãe dela falou com certo entusiasmo.
"Tchau, mãe." – Bella falou num suspiro triste.
Desliguei o telefone e me joguei na cama trazendo Bella comigo. Aninhei-a no meu peito e brinquei com seus cabelos. "Você está bem?"
"Estou" – ela murmurou, o hálito quente contra meu suéter, mandando ondas de calor ao meu peito. "Obrigada."
"Pelo quê?"
"Por me amar." – ela levantou a cabeça, descansando o queixo no meu peito.
"Então eu preciso agradecer também."
BPOV
"Onde é que nós vamos?" – perguntei em total choque!
"Horseshoe, você sabe como chegar lá?"
"Claro, Edward. É gigante.. Impossível perder aquilo na estrada. E é caro pra caramba! E você sabe que eu não gosto quando você gasta dinheiro comigo!" – falei de uma maneira não muito sutil.
"Bella, eu também aproveitarei. Não faça tanto caso."
"Edward..."
Estávamos sentados na caminhonete mas não estávamos na estrada ainda. Ele me puxou pro colo dele. "Bella, eu quero te levar num lugar legal. Tenho alguns planos para nós e já estão todos encaminhados. Você não quer que eu cancele tudo agora, quer?"
"Ta bom..." – murmurei. Ele sorriu e beijou minha bochecha.
"Você vai gostar, eu prometo."
"Eu gostaria mesmo se fosse em um motel barato de beira de estrada."
Ele beijou meu pescoço - "Só o melhor para a minha mulher."
A expressão minha mulher fez uma descarga descer minha espinha me causando arrepios. Ele me puxou mais para perto e trilhou beijos pelo meu pescoço. Pegou o lóbulo da minha orelha com os lábios e o sugou gentilmente.
"Você é um trapaceiro" – gemi em seu ouvido.
"Não sou um trapaceiro. Só sei jogar melhor que você." – ele falou muito sensualmente ao meu ouvido.
Meu coração deu dois pulos dentro do peito e eu precisei balançar a cabeça e respirar fundo para voltar ao banco do motorista.
O caminho não era longo. Era das construções mais grandiosas da cidade. O prédio alto que parecia ser banhado a ouro ficava bem ao lado do Red River. Nunca admirei ou parei para analisar esses lugares. Na verdade nunca fui a um Cassino ou a um hotel desse estilo.
Estacionei perto da porta de entrada. Minha caminhonete bem diferente dos outros carros ali estacionados. Peguei minha mochila e fui até o lado do carona. Ele já tinha saído e estava oferecendo o braço para mim..
Passamos por um pequeno corredor e o centro do hotel entrou no meu campo de visão "Cacete!" – falei baixinho.
Era lindo. O piso de mármore e um gigantesco candelabro. Tudo era ouro. E brilhava esplendidamente. A iluminação suave e meticulosamente bem posicionada. Uma das paredes era um aquário. Toda uma parede. Cheio de peixes exóticos e um lindo coral.
"Bella, já peguei as chaves, vamos?" – Edward sussurrou no meu ouvido.
"Como?" – perguntei surpresa.
"Eu vim aqui, pela manhã. Me certificar que tudo estava pronto para nós."
"Você não precisava fazer isso." – falei teimosamente.
"Sim, eu precisava. Precisa ser tudo perfeito."
"Se você estiver comigo, não importa como nem onde. Será perfeito." – eu disse a ele com um pequeno beijo.
"Eu também me sinto do mesmo jeito. Mas mesmo assim. Quer parar de discutir e me acompanhar até nosso quarto, senhorita Swan?" – ele me passou um pequeno cartão preto: Suíte 1001.
Andamos até o elevador. Olhei bem para os botões, tentando descobrir qual nos levaria ao nosso quarto. Era o segundo maior andar. Suspirei pensando no quanto Edward gastou. Pressionei o botão.
Edward passou os braços por minha cintura, pressionando seu peito contra as minhas costas. "Você está cheirosa."
"Você me mima demais!"
"Você não viu nada!" – e deu um tapa na minha bunda quando o elevador se abriu. Ele pegou minha mão e me guiou até o quarto.
Ele parou na frente da porta, apesar de não ser difícil de encontrá-la. Ele se encostou contra a porta, de frente para mim, impedindo-me de abri-la.
"Você confia em mim?"
"Com todo meu coração." – respondi com toda sinceridade, mesmo que não confiasse em mim mesma.
Então ele puxou um longo pedaço de seda preta do bolso. Ele estava preparado para hoje. Suas mãos tocaram minhas bochechas. Delicadamente ele cobriu meus olhos e fez um nó na parte de trás da minha cabeça. Tudo ficou escuro. Ele voltou para minha frente e pressionou os lábios nos meus. "Você consegue ver alguma coisa?"
"Não." – e por algum motivo sussurrei a resposta.
Seus lábios vieram a minha orelha, seu hálito quente arranhando minha pele enquanto ele falava. "Então deixe-me mostrar meu mundo."
Pfff.. tradutora enrolona pacas né?
Pessoas, perdoem! Nem vale explicar o TANTO de troço q eu fiz nesses dias. Só digo que foi MUITO. Os últimos três dias por exemplo eu nem estava em casa =P
Mas vamos lá, o próximo capítulo já está pronto e betado e será apostado - acreditem - amanhã sem falta. A razão de eu não ter postado os dois de uma vez foi evitar confusão; nego lendo o cap 15 na frente do 14. Então, coloco esse, amanhã venho e coloco o outro pra dar um tempinho, ok?
E de Ano Novo? Todo mundo entrou bem? Eu entrei bem pra cacete. Tanto que só voltei hj pra casa \o/ hahahaha.. tá, parei de enrolar. Nesse capítulo nem tem nada pra explicar então, cliquem no verdinho e digam o que acharam.. mesmo q seja pra me dar esporro pq eu sei que mereço.
