N.A.: Gente, essa fic está seguindo para o fim, e mesmo com o plot pronto, queria saber o pitaco de vocês! O que acham que deve acontecer?

Quero agradecer: Cora, você é uma fofa por sempre comentar! *-*

Geral que ainda está favoritando e colocando no alerta, comentem, é tão triste ver muitos favs e alerts, mas quase nenhuma review!

Sem betagem, sorry! Arrumei o máximo que deu, mas ainda assim sei que escaparam coisas.

Boa Leitura!

Nenhuma das personagens me pertence, apenas o plot. Agradeço Martin por criar um mundo e personagens tão únicos.


Capítulo 14

Jon estava sentado há horas apenas observando as águas ao longe, apenas vendo que tudo aquilo pertencia a sua família. Família. Uma palavra estranha para alguém que crescera sem amor, sem carinho, sem realmente saber de onde vinha, com o nome Snow para lhe amaldiçoar. Mas Jon sabia, dentro de si, que nada ali era seu, que tudo aquilo era de sua família, mas não seu. Nunca seu. Respirou fundo, sua mente voltado a Winterfell, em tudo que deixara para trás e tudo para o que queria voltar. Mas havia aquele 'pedido' da Rainha.

Sua tia fora enfática ao lhe 'pedir' para ficar, como que não lhe dando opções de recusar. Parecia que ela simplesmente não ligava para sua vontade, apenas para o que ele deveria fazer. E Jon sabia que o que ele deveria fazer era voltar para Winterfell, ficar com Arya, construir sua própria família. Ninguém lhe diria nada se casasse com Arya, se tivesse filhos com ela, eles não eram irmãos, talvez nunca realmente tivessem sentido assim.

Mas agora, com sua nova linhagem descoberta, com o sangue Targaryen em suas veias, queimando como nunca antes, Jon poderia tê-la. Jon poderia casar-se, ter filhos, amá-la para sempre... se ela pudesse aceitar isso e lhe amar em retorno. Passou a mão pelos olhos e então pelos cachos, ouvindo a porta abrir-se atrás de si. Virou-se minimamente para ver quem entrava, e mirou a pessoa com grande interesse. Não esperava uma visita como aquelas, nunca.

"Enchendo sua cabeça com perguntas ou apenas com dúvidas sobre onde devera ficar, Lord Snow?"

Jon ficou sério. Odiava o modo como Sandor Clegane dizia seu título e seu nome. Era como se fosse uma afronta, um deboche.

"Apenas pensando, Sor Clegane."

Jon fez questão de usar o mesmo tom para ele, vendo-o balançar a cabeça e mirar o mesmo que ele mirava. O sol estava alto, mas já ameaçava descer rápido. Logo a noite chegaria e sua tia iria exigir uma resposta.

"Creio que vá formar uma guerra indo embora de King's Landing."

"Oh, guerra seria simples. Sua tia vai caçá-lo, e matar quem estiver junto de você. Ela quer você aqui, bastardo, e não lembro-me de ver a mulher dos Dragões perdendo."

Jon ignorou a palavra bastardo que ele usara, estava mais focado em todo o resto que ele dissera. Ele estava certo, a Rainha não perdia, e Jon realmente achava que não seria agora que ela começaria. Não sabia o que fazer.


"Ele... é diferente."

Arya ouviu a leve entonação na voz da Rainha, e desviou o olhar das grandes árvores à sua frente para mirá-la. A Rainha mirava-a com muito interesse, como se quisesse contar algo, mas estivesse proibida. Arya odiava isso. Eram coisas de mulheres desocupadas, cheias de tempo. Arya não tinha tempo, tinha que ajudar Jon a ver que eles precisavam partir, algo ali estava muito errado, e Arya via com seus olhos cinza atentos, que por detrás das íris violetas da Rainha, algo escondia-se. Algo que Arya começava a temer.

"Jon, é realmente um grande homem." A Rainha continuou quando Arya não manifestou-se. Ela assentiu brevemente, mas não disse uma palavra. "Ele será um grande marido."

As afirmações da Rainha apenas deixavam Arya mais e mais preocupada, era como se a cada frase, ela entregasse sua real intenção para com Jon.

"Acredito que concordamos nisso. Digo, nós dois. Somos parentes, e Targaryens precisam manter a linhagem intacta." Daenerys olhava fixamente para Arya agora, os olhos violetas brilhavam com a fraca luz do sol que surgia por entre as árvores. "Apesar dele já ter sangue Stark, creio que juntos podemos fazer grandes feitos. Ele ao menos parece concordar."

Palavras que pareciam feitas para machucar, Arya pensou consigo mesma. A Rainha olhava-a com diversão, como se vê-la brava fosse um divertimento. Mas então, Arya lembrou-se que Daenerys não falaria aquilo a menos que fosse verdade. E Arya percebeu que sim, Jon queria ser Rei. Jon queria o trono, ser conhecido e reconhecido, como nunca antes fora na vida. E Arya dissera para ele que aquilo seria possível, mas ele recusara acreditar. Agora que era real, e a Rainha jogava isso à mesa, parecia uma traição.

Acenou com a cabeça, arrumando a manga do vestido com força, evitando demonstrar mais do que já havia demonstrado. Não queria dar o gosto para a outra de vê-la irritada e vencida. Quem era ela para competir por Jon, quando do outro lado havia a Rainha dos Sete Reinos? Quem era ela para tentar roubá-lo, tê-lo para si, quando ela simplesmente era Arya Stark? Sorriu forçadamente e esperou até que a outra mulher se cansasse de falar sobre como Jon seria um grande Rei e entrassem. Praticamente correu para o quarto onde ele estava hospedado e entrou, sem bater, vendo-o sem malhas, apenas de calça de couro, parado perto da cama, os olhos sérios, as sobrancelhas juntas.

"Então é isso?" Fechou a porta com força atrás de si ouvindo o barulho ecoar pelo grande quarto. "Vai se casar com ela? Vai virar Rei? Achou que ela nunca gabaria-se disso, Jon? Realmente achou que ela, uma Targaryen, não se vangloriaria por algo?"

Jon levantou uma sobrancelha sem entender exatamente sobre o que Arya falava e o porque daquela entrada em seu quarto. Observou-a ainda mais atentamente ao vê-la com os olhos cinza sérios e as pequenas mãos fechadas em punhos.

"Arya, o que é isso?"

Arya irritou-se ainda mais. Ele sabia exatamente sobre o que ela estava falando e fingia que não. Não era possível que a Rainha estivesse mentindo sobre tudo. Algo em tudo aquilo que ela tinha lhe dito tinha que ser verdade. Olhou bem dentro dos olhos de Jon, aqueles olhos tão familiares e tão estranhos ao mesmo tempo.

"Não vai se casar, Jon? Não quer o trono? Achou que ela nos chamaria aqui apenas para lhe conhecer?"

Jon tentou ao máximo entender sobre o que poderia ter tirado Arya do controle, mas as coisas que ela dizia não faziam o menor sentido. Aproximou-se dela, tentando acalmá-la, mas nem mesmo seus gestos ou fala conseguiram acalmá-la, e aquilo deixou Jon irritado. Segurou-a pelos ombros, os dedos deslizando inconscientes pela pele dela, e foi apenas aquilo. Não precisou de mais para que ele a desejasse novamente, na mesma intensidade. E para que Arya visse dentro dos olhos dele que apenas existia ela. Mas até quando?

"Jon, você..."

"Apenas você, Arya. Existe e sempre será apenas você."

Para ela a resposta ainda não estava certa, mas ele não lhe dera oportunidade de responder. Logo Jon colava seu corpo contra a porta de madeira do quarto, as mãos empurrando o vestido pelos ombros. E Arya sentia que seus dedos não conseguiam ser rápidos o suficiente em correr a pele dele, senti-lo.

Jon respirava com força, seu corpo prensava o de Arya na porta, e a respirava cortada e pesada dela, não lhe ajudava em nada. Precisava dela, do corpo, da mente, da alma. Jon precisava de tudo que Arya pudesse lhe dar. Sorriu enquanto beijava-a novamente, as mãos despindo-a, tirando-a de dentro do vestido. Uma de suas mãos fechou-se no seio esquerdo dela, enquanto a outra escorria lentamente, mas firme, pela barriga lisa de Arya. A pele gelada parecia queimar sua mão quente, e Jon pouco ligou que ela estivesse tremendo a cada toque seu.

Sua cabeça girava, a respiração de Jon em seu pescoço, as mãos dele a descobrirem seu corpo, e as suas mãos a abrirem a calça dele eram indicativos de que estava perdendo a sanidade. Não deixaria que o interrompessem dessa vez. A própria Rainha e seus três dragões poderiam derrubar a porta, que ela não deixaria Jon sair dali sem terem terminado.

O tecido ficou solto na cintura dele, e Arya empurrava-o para baixo com urgência, querendo liberar Jon, querendo que ele a tomasse rápido, ali, daquele modo. Ardia por ele há tanto tempo, que ainda não sabia como não tinha perdido a cabeça.

Estremeceu quando a mão que descia sua barriga chegou por entre suas pernas, afastando qualquer tecido em seu caminho. Arya tremia e gemia agora, não tinha ideia de que Jon poderia enlouquecê-la assim. Mas então, ela não mais conseguia conhecia aquele homem. Ela apenas tinha uma vaga ideia de quem ele era e de como ele era. Seu Jon estava em algum lugar ali ainda, mas aquele com sangue Targaryen, parecia estar no controle.

Sentiu seus dedos escorregarem por entre as pernas de Arya, quentes, sedentos. Sua boca deixava marcas avermelhadas nas pequenas pintas que ela tinha no colo, e sua mão livre descobria terreno no corpo dela. Beijou-a, precisava tê-la, e precisava ser agora. Com uma perna, levantou-a, segurando-a contra a porta, abrindo-a, deixando-a a sua merce. Estremeceu ao senti-la encostada completamente em si, e devagar entrou em seu corpo. Arya gemeu de dor e recostou a cabeça em seu ombro, o vestido preso em sua cintura.

Parecia que poderia derreter, deixar o mundo pegar fogo pelas mãos de Daenerys Tarageryn e derreter dentro de Arya. Ela era linda, perfeita, o molde que ele sempre procurara. E Jon moveu-se apenas para ouvi-la gemer novamente, mas dessa vez, de prazer. Sentiu-a fechar as pernas em sua cintura, as mãos presas em seus cachos, a boca deixava gemidos e beijos escaparem. Olhou-a quando fez um movimento mais brusco e ela arqueara em seus braços. Jon poderia ver a plenitude ali, onde estava.

E Arya sentia seu corpo suado e o de Jon também, pressionados juntos. As respirações se confundiam, os corações batiam rápidos. E ele não parecia importar-se com mais nada, apenas em ir mais fundo e mais fundo dentro de seu corpo. Gemeu enquanto sentia que sua mente escapava de seu corpo, as unhas cravando-se nos ombros de Jon, seu corpo puxando o dele para mais dentro ainda, para que ele nunca mais saísse dali. Apertou-o com as pernas, fechando-as na cintura dele, puxando-o, pedindo mais força, mais rápido. E ele lhe dava, ele lhe entregava o que ela queria. E não mais do que alguns minutos, Arya sentiu-se estremecer violentamente, aquele calor forte que lhe inundava o corpo, a mente, tudo apossando-se de seu corpo e deixando-a mole nos braços de Jon.

Viu quando Arya amoleceu em seus braços e sabia que logo seu máximo chegaria. Sentia-o em suas pernas, sentia-o em seu mente. Acelerou o ritmo, seu quadril batendo de encontro ao dela, sua boca buscando a dela e beijando-a com força. E então derreteu. Jon sentiu todo seu corpo derreter e derramou-se dentro de Arya, suas pernas ainda fazendo os movimentos, mas seu corpo desistindo devagar.

Virou-se, segurando-a contra seu peito, carregando-a com cuidado para a cama, pouco importando-se com roupas, alguém do lado de fora da porta ou se estava atrasado para algo. Precisava daquele momento. Queria aquele momento. Desajeitado Jon deitou Arya na cama, deitando a seu lado, olhando-a nos olhos. Os cabelos curtos dela espalhavam pelo travesseiro ao redor da cabeça dela, e Jon sorriu disso, enquanto inclinava-se para beijá-la.

"Eu te amo, Arya."

Ela olhou-o séria. Arya sabia exatamente o que dizer, mas parecia que não conseguia, que as palavras travavam-se em sua boca. Mas então respirou fundo decidida a tirar toda a roupa que vestia, fazer daquela sua nova cama. E Jon falou novamente:

"Preciso saber de você, Arya. Preciso saber quem é você."

Arya sentiu o peso do mundo em suas costas.


continua...