Título: A Dona da História

Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman

Beta Reader: Dany Fabra

Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon

Rated: M – Cenas de Sexo (NC)

Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos (passado) e Sexto Ano – Época de Harry Potter (futuro)

Advertências: Uso de Vira-Tempo, OCs (Personagens Originais)

Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "A Dona da História" pertence a Imagem Filmes. Ou seja:

Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!

"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"

Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Imagem Filmes. Mas a fanfic A Dona da História, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.

Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras que revisaram o Capítulo 13 e nos presentearam com suas reviews: CassGirl4Ever, Viola, Lari SL, Gisele Weasley Potter e Nath Mansur (bem-vinda!).

Resumo do Capítulo: Todas as providências de Merlin foram definitivamente tomadas.


– CAPÍTULO QUATORZE –

TODAS AS PROVIDÊNCIAS DE MERLIN

– Você ouviu isso? – Marlene perguntou, parecendo preocupada.

– O quê? – Severus questionou; estava completamente alheio a tudo que não fosse "Marlene".

Realmente, Severus estava alheio a qualquer outro assunto que não fosse ela; depois de todo aquele momento de prazer, nada parecia ser mais importante para roubar a sua atenção, nem mesmo o mundo que havia fora daquela sala. Marlene então explicou:

– Os gritos...! – e indicou o corredor com a cabeça. – Os gritos que vieram lá de fora...

– Não, eu não ouvi... – respondeu ele, acrescentando com deboche: – Quero dizer... Eu ouvi alguma coisa sim...

– Ouviu? O quê? – perguntou Marlene, achando que ele tinha ouvido o mesmo que ela.

– Gritos também... – disse Severus, cínico. – Os seus gritos... de prazer!

Ela riu-se.

– É sério! Eu ouvi quando...

Mas Marlene teve sua frase interrompida por mais um grito. Gritos. Passos rápidos, pessoas falando no corredor. Uma correria, literalmente. Dessa vez, Severus também ouviu a movimentação e teve que concordar com ela:

– Está acontecendo alguma coisa – disse ele.

– Não sei você, mas eu quero saber o que é! – Marlene respondeu.

Os dois trocaram um olhar de cumplicidade, e se afastaram para ajeitar suas roupas. Eles não podiam evitar, a curiosidade era mais forte. Somente a curiosidade aguçada dos dois para interromper aquele momento tão maravilhoso. Mas mesmo assim, eles decidiram deixar a sala de Poções e voltar para o mundo lá fora; precisavam saber o que estava acontecendo e mais tarde dariam continuidade aos seus planos.

Ao abrirem a porta, deixando a sala, Marlene e Severus mal foram notados pelos alunos que passavam apressadamente por eles e então perceberam que todos estavam se dirigindo ao pátio externo do castelo. Eles fizeram o mesmo e quando chegaram aos jardins, notaram outra movimentação em frente à Torre de Astronomia. Com um pouco de esforço, o casal enfiou-se numa fresta entre a multidão que os empurrava e gritava e seguiram até mais a frente; queriam ver o que estava provocando toda aquela agitação na escola.

Marlene avistou Lily e James à entrada da Torre: James tentando controlar os alunos, impedindo-os de entrar, e Lily atrás, um pouco mais perto da multidão. Puxando Severus pela mão, Marlene não hesitou: aproximou-se de sua amiga indagando:

– O que está acontecendo, Lily? – perguntou ela.

– Peter – respondeu Lily, aparentemente sem perceber que Severus estava com Marlene. – Ele está lá em cima – e apontou para o Observatório da torre.

Marlene então olhou para cima: viu Pettigrew debruçado na grade de proteção e a cada movimento que ele fazia, ameaçando pular, os gritos da multidão aumentavam.

– Mas o que ele está fazendo lá? – Marlene insistiu.

– Ele está tentando se matar... – respondeu Lily, triste. – Peter recebeu uma carta da mãe dele, dizendo que ele não precisava mais voltar pra casa se entrasse para o círculo dos Comensais...

Marlene trocou um olhar de espanto com Severus, mas ele não demonstrou surpresa.

– Dumbledore disse que ia mandar uma carta para a família dele avisando – ele sussurrou.

Lily então percebeu que eles estavam juntos, mas apenas continuou sua explicação:

– Remus e Sirius estão lá com ele, tentando impedir que aconteça o pior...

James logo se aproximou da namorada e da amiga, dirigindo-se a Marlene:

– Oi Lene, que bom que chegou. Talvez você...

E James parou de falar quando percebeu que Severus estava atrás de Marlene e que eles estavam de mãos dadas. Encarou os dois, sem acreditar.

– Vocês estão... juntos?perguntou James, direto.

– Estamos sim – respondeu Severus, firme, puxando Marlene para si. – Algum problema, Potter?

– Mas isso é um...! – James exclamou e foi contido pela namorada.

– Calma, Jay! – pediu Lily. – Não é o momento de discutir!

– Mas... – James ainda reclamava inconformado com Lily. – Mas e Padfoot? Ele vai ficar puto!

– Deixa eles – Lily pediu novamente. – Nós temos um amigo que está tentando se matar e...

– Tomara que ele consiga! – acrescentou Marlene; no mesmo instante, Lily e James se viraram para ela sem acreditar e ela prosseguiu: – É mesmo, ele é um inútil, um nojento, que trairia vocês na primeira oportunidade!

– Mas Lene, ele não vai mais fazer isso! – Lily ainda tentou replicar, mas Marlene não se convenceu:

– Nunca se sabe, não é? – e virando-se para Severus, pediu: – Vamos embora? Eu não quero ver esse vai-não-vai do Pettigrew!

Severus assentiu com a cabeça e sem olhar para trás, eles enfrentaram a multidão fazendo o caminho de volta para o interior do castelo. Quando finalmente chegaram próximo ao Salão Principal, ele disse à Marlene:

– Pela primeira vez na minha vida, eu tenho que concordar com Potter – disse, deixando-a apreensiva. – Black vai ficar puto!

Black? Não conheço ninguém com esse nome! – Marlene riu, concordando depois: – Mas acho que isso não vai dar em nada. Nem Pettigrew; ele não vai ter coragem de se matar, só está querendo aparecer... E enquanto toda a escola está lá fora vendo o showzinho do rato, o que você acha de conhecer o meu quarto? – perguntou, safada.

– Eu adoraria – respondeu ele.

Os olhos de Marlene se ergueram e Severus a beijou. Realmente, era o que ele mais queria naquele momento: voltar a beijá-la, fazer amor com ela de novo, de novo e de novo.

Fizeram o caminho até a Torre Corvinal trocando beijos e abraços pelos corredores; ninguém os via mesmo. Ao chegarem até a sala comunal, Severus observou a aparência da sala: ele nunca havia sequer entrado na Torre Corvinal e ficou encantado com o aspecto claro e futurista das coisas. Ele percebeu que tudo ali era de muito bom gosto, inclusive a garota que estava com ele.

Eles subiram as escadas apressadamente e, mal pisaram no quarto de Marlene, seus lábios já estavam unidos outra vez. Afastaram-se por um breve momento quando Severus tomou as mãos delas entre as suas, entrelaçando seus dedos.

– Eu amo você, Marlene. Nunca duvide disso – ele reafirmou, e sua voz era rouca e ansiosa.

– Eu também te amo, Severus – ela sussurrou ao ouvido dele como resposta.

Abraçaram-se envolvidos por um ardente desejo, até então controlado, mas agora prestes a explodir. Severus a beijou com todo o seu amor, mordiscou, sugou sua língua, fazendo Marlene tremer de emoção. Ela entranhou os dedos entre os cabelos dele e firmou a mão em sua nuca, trazendo a boca de Severus para mais perto da sua. Os corpos estavam tão unidos que Marlene sentia os músculos dele se contraindo, pulsando, declarando a urgência de possuí-la outra vez. Ele beijou-lhe o pescoço, atrás da orelha e Marlene deixou escapar um suspiro; todo o seu corpo, outrora temeroso, agora desejava ardentemente o toque das mãos dele.

Como se tivesse lido os pensamentos dela, Severus a conduziu para mais perto da cama. Tudo o que ela mais desejava naquele momento era sentir o corpo dele sobre o seu, sentir o calor do corpo dele despertando cada um dos seus sentidos. Ela o beijou na orelha, descendo pelo pescoço enquanto colocava as mãos por cima de sua camisa; sentiu o coração dele batendo acelerado embaixo de seus dedos. Não saberia dizer como tirou-lhe a gravata e jogou-a no chão; seus dedos tremiam a cada botão da camisa dele que ela abria.

Severus observava o rosto de Marlene cuidadosamente: não havia mais medo; tudo que ele via eram os lábios dela entreabertos e rosados, e tudo que ouvia era a sua respiração ofegante. Ele livrou-a da gravata e desabotoava agora a camisa dela, tão macia quanto a pele que logo começou a acariciar; pondo as mãos nas costas dela, soltou e tirou o sutiã, então apertou a cabeça entre os seios dela e ficou assim por um momento para recuperar o fôlego.

Marlene sentia o rosto queimar e ele levantou o rosto, beijando-a gentilmente; depois, descia com pequenos beijos do rosto para o pescoço dela, provocando-a. Severus então deslizou as mãos pelas costas dela, enquanto a deitava na cama e de repente, Marlene suspendeu a respiração; a boca dele escorregou sobre os seus seios enrijecidos de desejo e ela gemeu; sua mão direita agarrava os lençóis com força.

Ele segurou a saia dela, levantou-a na altura da cintura e escorregou as mãos por baixo do elástico da calcinha, puxando-as para baixo; deixando-a nua, Severus afastou-se e enquanto se livrava das próprias vestes, parou para admirar o belo corpo que clamava por seu amor. Ela estava nua, a visão mais linda que já tivera na vida. E Marlene também o olhava, com os olhos túmidos de um desejo tão intenso que quase lhe doía. Ele colocou as mãos em seus ombros e deitou-a na cama; voltou para os seios dela e segurou-os com as mãos, sugando os mamilos gentilmente, primeiro um, depois o outro. Deslizou as mãos pelo corpo dela, sentindo toda a sinuosidade daquele corpo, explorando cada centímetro, com toques ternos, beijos e carícias que a faziam gemer de prazer. Ela também explorou o corpo de Severus avidamente: beijava, mordiscava, e podia sentir nas mãos todo o desejo dele, que a fazia sentir-se cada vez mais quente, aumentando ainda mais o clima de paixão. Ela o desejava com todo o seu corpo, com toda a sua alma. Queria pertencer a ele. De novo.

Abraçados, viraram o corpo para o lado na cama, e Marlene estava por cima dele agora. Perceber que Severus ansiava por ser tocado a deixou cheia de orgulho e prazer e ela abaixou a cabeça para beijar o peito dele; também não pôde evitar olhar para o braço dele e ver que não havia nenhuma Marca Negra ali, e ela teve certeza: ficava melhor assim. Depois, ela desceu mais com a boca, passando a língua por cada centímetro da pele dele num ritmo alucinante. Ele implorou para que ela não parasse, conduzindo a cabeça dela para baixo, e não pôde suprimir um gemido abafado quando sentiu o toque delicado em seu membro. Marlene o levou até a boca e usou a língua para tocá-lo com uma leveza indescritível e foi abrindo os lábios devagar, introduzindo-o pouco a pouco em sua boca, ao mesmo tempo em que o segurava com firmeza pela base, onde sua mão começou a executar timidamente um sobe-e-desce. Logo, os movimentos de sua língua se intensificaram e ela começou a se mover com vigor.

Severus enterrou os longos dedos nos cabelos castanhos, agarrando-se ao pescoço delicado, metendo-se cada vez mais fundo naquela boca, quase até tocar-lhe a garganta. Os lábios, a língua e as mãos de Marlene trabalhavam com ardor redobrado, e as sensações dele ficaram cada vez mais intensas, até que, com um grito, ele implorou para que ela o permitisse se afastar.

– Hmm... Marlene... eu vou...!

Mas não. Balançando a cabeça, Marlene segurou o membro dele com mais firmeza, e, com um efeito persistente de sua boca, levou aquele delicioso ato à sua conclusão lógica. E mesmo depois que o líquido quente e viscoso dele encheu sua boca, ela se recusou a soltar os lábios. Soltou-se apenas alguns minutos mais tarde, até que os últimos resquícios houvessem desaparecido de sua boca.

Mesmo depois de tanto prazer provocado por aquele contato inebriante, Severus pensou que tinha sido um tanto... desagradável para Marlene ter o gozo dele em sua boca e ele disse:

– Marlene... eu...

Ela percebeu que ele queria talvez pedir desculpa, mas gentilmente lhe sorriu e respondeu:

– Não se preocupe... eu gosto! Eu te amo... eu sempre vou gostar de tudo que venha de você...

Ele lhe devolveu o sorriso; tinha esquecido por um minuto o quanto ela gostava disso. No instante seguinte, Severus voltou a investir seus lábios contra aquela boca tão maravilhosa, mas Marlene havia colocado um dedo entre os lábios deles, impossibilitando o beijo.

– Por que recusa meu beijo? – queixou-se ele, debochado. – Não o quer mais?

– Quero sim... – ela lhe respondeu num sorriso safado. – Mas não na boca...

Ele entendeu perfeitamente o desejo dela e ficou de joelhos à frente de Marlene. As pernas dela estavam agora muito abertas e ele mergulhou a cabeça entre suas coxas; chegando logo ao ponto desejado, ele tocou-a com delicadeza e mais uma vez inebriou-se com a umidade do desejo dela, passando a sugar a feminilidade dela avidamente; um segundo depois, fez sua língua ir fundo dentro dela enquanto seu nariz fazia movimentos intermitentes no clitóris. Marlene gemeu alto, ela ergueu o corpo e suas mãos juntaram-se atrás da cabeça de Severus, os dedos agarrando-se desesperadamente ao pescoço dele enquanto ele promovia um último e vitorioso ataque sobre o clitóris. Num espasmo de gozo, ela gemeu mais alto, e segurando-o com uma firmeza convulsiva, puxou-o para cima.

Severus beijou-a com desejo, e agilmente virou-se com ela na cama; os olhos deles voltaram a se encontrar e em meio a carícias e beijos, ele se encaixou entre as pernas de Marlene, deitando-se com todo o seu corpo sobre o dela, para possuí-la por inteiro.

O prazer, a alegria e a emoção foram intensos demais quando eles voltaram a ser um só; era isso que ambos viam um no rosto do outro e os sentimentos deles aumentavam mais e mais com os movimentos de seus corpos. E eles estavam tão intimamente unidos, tão carnalmente conectados, que entre aqueles gemidos e murmúrios, empreenderam um ritmo delirante de prazer. Foi com um ardente beijo, repleto de êxtase, que eles chegaram juntos ao clímax: ela explodiu em gritos e gemidos de prazer, por fim gritando o nome dele e o dele veio logo em seguida, tão resplandecente e explosivo quanto o dela: ele gritou "Eu te amo, Marlene!" enquanto seu corpo se esvaziava, inundando-a com seu líquido; finalmente sentiam-se vivos, livres.

###

Severus acordou primeiro; contemplava Marlene enquanto ela descansava aconchegada a ele. Ele estava admirando-a, ainda não tinha percebido o quanto gostava de fazer isso, mas realmente esse era a melhor coisa de se ver depois de fazer amor com ela: dormindo tão tranquila, tão serena, ela nem lembrava a garota encrenqueira que sempre fora e talvez esses fossem os únicos momentos em que ela não estava agitada, brigando ou discutindo com alguém. Ele deu um pequeno sorriso e então acariciou o rosto dela, afastando-lhe os longos cabelos castanhos que cobriam seus lábios. Ele continuou sua observação, mas logo fechou os olhos e fingiu estar dormindo quando ouviu a porta ser forçada e as vozes das garotas que entravam no recinto: eram Emmeline Vance e Dorcas Meadowes.

– Ai ai... – suspirava Emmeline. – Acho que ele descansou, né?

– Eu não gostaria de morrer assim... – respondeu Dorcas. – Mas se ele ia mesmo se juntar ao Você-Sabe-Quem, ele mereceu... Vamos avisar a Lene e... – sua voz falhou ao ver que a amiga parou de andar de repente, e ela chamou: – Emme?

Emmeline estava chocada com a visão da cama à sua frente; a cama de Marlene.

– Dorcas... olha isso...! – foi o que Emmeline conseguiu responder. Dorcas então deu mais um passo a frente e também viu.

– Bom, isso explica muitas coisas... Ih, Emme... – comentou ela, com graça. – Acho que a Lene não vai querer sair para ir ao velório do Peter...

Mas Emmeline continuava chocada.

– Mas... Dorcas? O que o Snape está fazendo na cama da Lene? – insistiu ela.

De novo, a grifinória respondeu com graça:

– Acho que a pergunta não é bem essa, Emme... – disse rindo. – Mas sim, o que eles já fizeram! Olha o sorriso da Lene, nem acordada eu vi a minha prima com um sorriso desses! – e pediu: – Vem... vamos pegar as suas coisas! Hoje você dorme lá na Grifinória!

– Dorcas... isso não está certo – disse Emmeline, apreensiva.

– E daí? – Dorcas insistiu sem se importar. – Talvez, a gente encontre no meio do caminho dois cavalheiros dispostos a fazer o mesmo...

– Dorcas!

E diante do espanto da amiga, que tinha as duas sobrancelhas erguidas para ela, Dorcas acrescentou firme:

– Ah, o que é isso Emme? Enquanto uns morrem, outros precisam nascer... E eles – disse, apontando para a cama de Marlene – ... eles merecem se amar!

Assim, Emmeline pegou uma camisola e saiu rapidamente do quarto com Dorcas. Logo depois que elas saíram, Severus abriu os olhos novamente.

– Eu também acho, Meadowes – ele disse, concordando com o que Dorcas dissera.

E então ele viu Marlene se mexendo em seus braços, acordando. Pensou que talvez tivesse falado muito alto, mas não deu mais importância a isso depois de vê-la abrir os olhos linda e preguiçosamente.

– Boa noite – disse ele.

Marlene nada respondeu. Piscou os olhos e um segundo depois deu um beliscão no braço de Severus, que não entendeu:

– Marlene? – ele perguntou.

– Eu... desculpa! – pediu ela, rindo, ainda sem acreditar. – É que... eu pensei que tinha sido um sonho... – e olhou bem para Severus. – Mas... se você está aqui... se nós estamos aqui... então aconteceu de verdade? Aconteceu mesmo? – ela indagou.

– Sim, isso aconteceu – respondeu ele, tranquilamente. – Com certeza.

– É que eu não estou acreditando ainda... – ela estava tão feliz que realmente não acreditava.

Severus puxou o rosto de Marlene para cima, exigente e a beijou longamente. Quando afastou os lábios dos dela, sem fôlego, ele perguntou:

– Acredita agora?

E ela finalmente acreditou, tendo uma certeza: não tinha sido um sonho; era a verdade, o destino pelo qual ela tanto esperou havia enfim se concretizado. Todas as providências de Merlin tinham sido enfim tomadas.

– Huhum... – concordou ela; olhando de relance para o relógio, Marlene percebeu que já passava das vinte e duas horas e preocupada, ela disse: – Nossa, como já é tarde...

– Acho que você está pensando que perdemos a hora...

Marlene sorriu para ele.

– Perdemos sim! Daqui a pouco a Emme vai chegar... – respondeu ela, e com tristeza acrescentou: – Mas eu não queria que você fosse embora...

– Eu não vou embora – respondeu ele, seguro. – Porque Vance já esteve aqui com Meadowes e já saiu...

Ela o olhou, desconfiada.

– Mesmo? – ela indagou, descrente. – E elas não falaram nada?

– Não. Eu fingi estar dormindo e... – Severus disse, acrescentando malicioso: – ... acho também que elas não estavam muito dispostas a me ver nu...

– Ai delas se estivessem! – Marlene replicou, fingindo estar brava. – Mas e depois? Elas saíram assim... numa boa?

– A Vance reclamou um pouco, mas a Meadowes a convenceu a ir dormir lá na Grifinória...

– Eu amo a minha prima! – exclamou ela, e sem entender, perguntou de repente: – Mas... o que ela estava fazendo aqui com a Emme?

Severus deu um suspiro antes de responder.

– Elas vieram te chamar. Pettigrew. Ele morreu mesmo.

Marlene também suspirou. E disse, aborrecida:

– Olha... que Merlin me perdoe... mas ele mereceu...

– Mereceu sim – concordou ele.

Aquela morte fez Marlene se lembrar de algo que a preocupava e agarrando-se a Severus num desespero convulsivo, pediu:

– Por favor, não me abandona mais!

– Não é minha intenção – assegurou ele, também pedindo: – Mas me prometa você, que não vai mais fazer nenhuma loucura. Por Merlin, Marlene, você tentou se matar!

– Não, eu não tentei me matar de verdade – explicou ela. – Eu estava muito chateada mesmo, mas a Dorcas entendeu tudo errado...

– E ainda bem que ela entendeu errado – ele concluiu. – Só assim eu percebi o quanto te amo! Eu nem sei como seria se isso realmente tivesse acontecido...

– Eu é que não sei como vai ser a minha vida se um dia você me deixar...

Se um dia eu te deixar... então, nesse dia estarei morto – respondeu ele, firme.

As palavras dele fizeram Marlene se consumir de um sentimento tão pungente que a levou às lágrimas.

– Marlene...? – ele não entendeu. – Eu acabei de dizer que...

– Eu estou chorando de alegria...! – ela disse, tranquilizando-o; mas como ainda havia algo que a preocupava, ela interpôs: – Mas é que... e se aquela gente te procurar de novo? E se eles insistirem pra que você...

– Pra quê? Para acabar como Pettigrew? – indagou ele, sério, respondendo em seguida: – Só um verdadeiro covarde abandona a sua família para seguir uma ideologia sem sentido. E eu não quero que você tenha mais nenhuma dúvida sobre mim e as Artes das Trevas; isso não faz mais parte da minha vida. De agora em diante, a única coisa que importa pra mim, é você e a nossa família.

O rosto dela encheu-se de alegria, o sorriso misturando-se às lágrimas de felicidade.

– Nossa família...! – ela exclamou. – Diz isso de novo, diz?

Nossa família – repetiu ele. – Eu, você – e foi descendo a mão para o ventre dela – ele... Como eu amo vocês!

– Ah, Severus! – exclamou Marlene, enquanto distribuía beijos repetidamente por todo o rosto dele. Não cabia em si de felicidade, pois agora tinha certeza que ele jamais a abandonaria, nem a ela nem a sua família.

Ele então se ergueu um pouco, sentando-se na cama e puxou Marlene para si, equilibrando-a em seu colo. Olhando diretamente nos olhos dela, Severus tomou as mãos dela entre as suas de novo.

Marlene McKinnon – ele disse o nome dela com emoção, a voz rouca –, quer se casar comigo?

– Você está... me pedindo em...? – ela não tinha nem palavras. – É... sério?

– Muito sério – reafirmou ele, repetindo a pergunta: – Você quer se casar comigo quando terminarmos Hogwarts?

– É o que eu mais quero na minha vida! – Marlene respondeu num sorriso.

– E se você quiser – ele disse –, se achar que pode ser mais seguro, nós podemos ir para longe, onde ninguém nos conheça...

– New York? – ela perguntou animada.

– Por que New York? – Severus quis saber.

– Eu amo New York... – Marlene disse. – E além disso, eu tenho um apartamento na Sétima Avenida... O que acha de nos mudarmos para lá?

Estados Unidos... – ele considerou. – Talvez. Ouvi dizer que ianques não fazem perguntas... Mas nós resolveremos isso depois. Eu já perdi muito tempo ficando longe de você...

Entusiasmada com a determinação dele, Marlene o puxou para si, ainda mais apaixonada, tendo a certeza de que Severus a amava e a queria ao lado dele para o resto da vida; então o surpreendeu com mais um beijo e a fonte de desejo deles parecia inesgotável, renovando-se a cada beijo, cada olhar e cada gesto. Amaram-se muito naquela noite, até adormecer de exaustão, cansados e felizes.

###

No dia seguinte, Marlene acordou incomodada com a claridade dos primeiros raios de sol que entravam pela janela do quarto, abrindo os olhos rapidamente; não sabia que horas eram, mas entendeu que deveria ser cedo, o dia ainda amanhecendo.

Ela parou por um momento para observar Severus e reparou que os músculos do rosto dele se mexiam em movimentos rápidos e curtos e suas pálpebras vibravam. Marlene não sabia se ele estava mesmo dormindo, mas com todo o cuidado para não acordá-lo, ela acariciou-lhe os cabelos negros, que contrastavam com o rosto pálido dele. Ela pensava sobre tudo que havia acontecido, e levou um pequeno susto quando, inesperadamente, ele segurou o pulso dela com suavidade e beijou-lhe a mão. Surpresa, ela disse:

– Pensei que você estivesse...

– ... dormindo? – perguntou ele e abriu os olhos antes de responder a própria pergunta: – Não. Eu estava pensando em você...

Depois de um sorriso manhoso, ela lhe deu um beijo suave na boca.

– Eu realmente não queria que você fosse embora – disse, triste. – Mas o quarto é da Emme também...

– Eu entendo – respondeu ele, um tanto aborrecido, mas consciente de que não poderiam passar o dia todo naquela cama. – Eu entendo sim. De qualquer forma, nós temos muitas coisas para resolver a partir de agora...

Dizendo isso, Severus beijou-lhe os lábios suavemente e então se levantou, procurando suas vestes. Enquanto ele se vestia, Marlene continuou falando:

– E eu nem sei como explicar para as minhas amigas que nós... – ela riu-se, perguntando: – E quando elas souberem que eu estou grávida? Elas não vão entender nada...!

Ele voltou para a cama, acariciando o rosto dela enquanto respondia:

– Não se preocupe – ele garantiu. – Elas não têm que entender como aconteceu. Nós sabemos, e isso é tudo. Mas se você quiser contar toda a verdade... – ele advertiu – ... eu realmente acho que elas não vão entender...

– É... acho que não – concordou ela.

Marlene então o abraçou e, enrolando-se no lençol, levantou-se e foi com Severus até a porta, mas antes que ele fosse embora, ela sussurrou:

– Foi a melhor noite da minha vida...! – e abriu um lindo sorriso, fazendo com que ele também abrisse um sorriso igual e se beijaram docemente.

Depois de se despedirem, eles mal abriram a porta quando se depararam com Dorcas Meadowes e Emmeline Vance paradas à porta do dormitório.

– Bom dia, Srta. McKinnon...! – começou Dorcas, fingindo espanto.

– Oi prima... – disse Marlene, voltando-se agora para Emmeline, que olhava bastante constrangida para ela e para Severus: – Ah... Emme... desculpe por te deixar pra fora do quarto mas é que...

Mas Dorcas a interrompeu:

– Você vai conversar com a gente neste momento! – e se voltando para Severus, disse com falsa seriedade: – Sai da frente, Snape! Você já desfrutou demais da companhia da minha prima, agora é a nossa vez!

Marlene lançou um olhar de cumplicidade a Severus, pedindo para ele ir na frente, porque ela precisava mesmo conversar com suas amigas.

– Certo – concordou ele, sem se importar e dirigindo-se a Marlene, disse: – Eu volto depois para tomarmos o café da manhã...

Ele assentiu respeitosamente com a cabeça na direção das meninas e no instante seguinte já estava descendo as escadas. E Marlene mal teve tempo de respirar; praticamente foi arrastada pela prima e pela amiga para dentro de seu quarto.

– Dorcas... Emme... – começou ela, quando Dorcas deu um pulo:

– AAAAAH! – berrou a grifinória. – Conte-nos tudo, tudinho!

– É! – concordou Emmeline. – E nem ouse nos omitir os detalhes!

– Os detalhes sórdidos, é claro! – Dorcas completou. – Olha, eu podia imaginar mil vezes você numa orgia com os irmãos da Molly Prewett, mas nunca... Snape! O QUE É QUE ACONTECEU?

– Ah, prima... foi amor! Simplesmente amor! – respondeu Marlene, num sorriso bobo.

– Sério? – perguntou Dorcas, sem acreditar. – Foi por causa dele que você largou o Six?

– Huhum... – Marlene respondeu.

– Mas eu desconfiei que estava acontecendo alguma coisa! – interpôs Emmeline. – Desde o dia que o Snape me perguntou se a Lene estava bem! – e olhando para Marlene, concluiu: – Mas você me disse que não!

– Ah... – disse Marlene – ... eu não quis falar nada porque a gente não tinha se acertado ainda!

Ainda?Dorcas frisou. – E desde quando está rolando esse lance de vocês?

– Uns dezoito anos... – Marlene brincou, enquanto se dirigia ao banheiro.

– O quê? – Emmeline não entendeu.

– Como assim? – Dorcas indagou.

– Pensem o que quiser! – respondeu ela, tranquila. – Eu vou tomar um banho porque logo o meu noivo vem me buscar para a gente tomar café; vocês ouviram o que ele disse...

– Seu... seu noivo?insistiu Dorcas. – Ô Marlene, explica essa história direto!

– É isso mesmo que vocês entenderam...

E sem mais palavras, Marlene entrou no banheiro deixando para trás sua prima e sua amiga bem confusas. Claro que se houvesse necessidade, ela explicaria tudo melhor depois, mas naquele momento, ela só queria tomar um banho e esperar que Severus viesse buscá-la para o café da manhã.

Ele voltou mais tarde, e quando eles desceram juntos até o Salão Principal, arrancaram comentários de todos. Mas a opinião dos outros não lhes importava e depois daquele dia, Severus e Marlene nunca mais foram a qualquer outro lugar sem a companhia um do outro, decidindo se casar logo depois que deixassem Hogwarts.

SSMMSSMMSSMM


Notas das Autoras

– TATI –

1. Oi pessoal! E então? Ao contrário do que pareceu não era o Sirius que tinha aparecido no corredor! E, apesar de eu ter sido contra matar Pettigrew, esperamos que gostem do desfecho!

2. Respondendo às reviews sem login do capítulo anterior:

Viola: Obrigado! Quem interrompeu na verdade foi o Pettigrew (o escândalo que ele estava fazendo)! E nem nós iríamos aguentar prolongar o sofrimento da Lene, que bom que gostou! Bjus!

3. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!

4. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que não comentam, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar também, né?

5. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!

– NINA –

Esse capítulo tb tá digno de reviews, né? :) :) :)

O resto todo mundo já ta sabendo:

GENTILEZA GERA GENTILEZA

REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!

O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?

ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)

III

II

I