"O AMOR... É CEGO?"
Autor(a): Lynsay Sands
Adaptação: Nessinha Cullen
Shipper: Edward/Bella
Gênero: Romance, muito humor e algumas cenas "picantes" (com avisos prévios para aqueles que não curtem esse tipo de leitura).
Censura: NC-13
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Inglaterra, 1720
Amor Perigoso!
Edward Cullen, o conde de Masen, sabia que a bela e estabanada lady Isabella Swan poderia ser perigosa. Ela era, na verdade, um desafio. Mas era exatamente o desafio que ele precisava...
Isabella, ou simplesmente Bella – como preferia ser chamada –, sempre desejou encontrar um noivo, mas sua madrasta queria mais ainda que a enteada encontrasse alguém disposto a se casar com ela. Bella concordava que os óculos escondiam a beleza de seu rosto, mas se ela seguisse o conselho da madrasta e não os usasse, como iria enxergar? Já causara confusão suficiente para merecer um apelido infame nos círculos sociais em função de sua deficiência visual. Todos os possíveis pretendentes pareciam sair correndo... Até que de repente apareceu um cavalheiro disposto a dançar com ela. Um homem elegante, atraente, misterioso...
E Bella se vê a tropeçar... no amor!
Capítulo VII - parte 1
Carruagem do Conde de Masen, em alguma estrada no interior da Inglaterra...
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Edward, com um sorriso brincando nos lábios, fitou a delicada jovem em seus braços. As pernas de Bella estavam colocadas cada uma em um lado de seu colo, seus seios estavam nus e o rosto estava colado no peito igualmente nu dele. Ela dormia o sono dos exaustos. Ele a deixara exaurida de tanto fazer amor.
Examinou aquela pele sedosa, perfeita, a pontinha arrebitada do nariz e os lábios entreabertos, e sentiu o coração revirar no peito. Só de olhar para Bella sentia vontade de abraçá-la e bastava abraçá-la para querer mais. Lamentava que faltasse pouco para chegarem a Masen e realmente não haveria tempo para acordá-la e testar outra posição para usarem nas longas viagens de carruagem.
Bella soltou um pequeno suspiro e Edward sentiu o coração revirar de novo. Ela era adorável, pensou, e passou a mão de leve pelo rosto delicado. Ainda dormindo, Bella franziu o cenho, resmungou irritada e bateu na mão que a acariciava. O peito de Edward sacudiu com a risada que soltou e ela pareceu não gostar, batendo no peito dele para que parasse.
Sacudindo a cabeça, ele a abraçou contra o peito e fechou os olhos por um momento, mal acreditando na sorte que tivera. Não poderia ter encontrado uma parceira melhor.
Naquele momento, a parte de cima do vestido que ela usava estava dobrada em sua cintura. A saia também estava levantada e o corpo de Bella estava praticamente grudado ao seu graças ao suor que secara. Mas ela estava preocupada com isso? Protestava pelo estrago que impetuosamente ele havia feito em seu vestido? Não. Bella não estava nem um pouco preocupada a ponto de adormecer sobre ele.
Edward sabia que não estava em melhores condições, com as calças abaixadas até o tornozelo e a camisa aberta, com metade dos botões faltando. Mas tampouco se importava com isso. Pelo menos, não se importava até que ouviu o grito do condutor, avisando que já estavam chegando. Ele abriu as cortinas e, horrorizado, viu que já estavam subindo a alameda para Masen.
Tão chocado ficou de já estarem chegando e ambos estarem tão desarrumados para encontrar quem quer que fosse que teve um sobressalto, deixando Bella escorregar para o chão sob uma profusão de saias.
— Bella! Perdoe-me! — desculpou-se assustado, baixando novamente as cortinas e inclinando-se para ajudar a esposa que, sonolenta, se debatia para sair do monte de saias que a cobria.
Edward conseguiu suspendê-la, mas o vestido rapidamente deslizou para o chão. Preocupado, sentou-a no banco ao seu lado e abaixou-se para pegar o vestido e o entregou a ela, recomendando:
— Já chegamos. Vista-se. Seja rápida.
— O quê? — ela perguntou confusa. — O que significa que já chegamos?
— Significa que já estamos em Masen. — Edward puxou a cortina para o lado para que ela visse, mas se lembrou de que, sem os óculos, ela nada veria. — Estamos chegando. Precisamos nos vestir depressa.
Bella não perdeu tempo com perguntas. Imediatamente recolheu as peças de roupa do chão e começou a vesti-las, tentando recompor-se.
Satisfeito de que ela tivesse entendido a urgência da situação, Edward voltou a atenção para seu próprio estado. Levantou-se então e rapidamente ergueu as calças, caindo novamente sentado no banco quando a carruagem estancou. Com presença de espírito, ele estendeu o braço protegendo Bella para evitar que ela escorregasse e caísse no chão novamente. Com a parada brusca, entretanto, seus corpos foram projetados para frente e para trás, fazendo com que suas costas batessem com força no encosto do banco.
Lutando com as várias saias do vestido, Bella murmurava sem parar algo como: "droga, droga, duas vezes droga"; debatia-se ainda mais para acabar de se vestir. Edward esqueceu por um momento a própria roupa para ajudá-la, tendo de enfrentar uma enorme quantidade de tecido à procura da cabeça dela. Ele havia acabado de ajudá-la a enfiar a cabeça no vestido quando a porta da carruagem a seu lado foi aberta. Edward prontamente deixou Bella por conta própria e tratou de fechar a porta novamente.
Ao voltar-se para Bella, ela ainda lutava para vestir as mangas. Edward, porém, preferiu acabar de ajeitar as calças e abotoar o que restara de botões na camisa. Uma vez arrumado, viu que a esposa também terminara de se vestir e tentava desamarrotar a saia.
— Estou direita? Será que eles vão perceber o que aconteceu.
Edward mordeu o lábio, achando melhor não contar-lhe que seus cabelos estavam absolutamente despenteados e, juntamente com seu vestido amassado e rasgado, dariam definitivamente muito que falar.
Pigarreando, optou pela via do cavalheirismo e mentiu:
— Ninguém vai imaginar coisa alguma.
— Ainda bem — ela suspirou aliviada e, antes que ele pudesse proferir qualquer outra palavra, abriu a porta, quase matando o mordomo que, aparentemente, estava pronto para abrir a porta da carruagem para recebê-los.
Por sorte, apesar de sua idade, Eleazar logo se levantou e conseguiu se manter em pé. Mal teve tempo de se equilibrar, porém, teve que amparar Bella que, pisando na barra do vestido, praticamente caiu da carruagem.
Ela aterrissou no peito do mordomo soltando um grito de susto. Depois procurou firmar os pés e levantou o rosto, estreitando os olhos para fitá-lo.
O mordomo, por seu lado, deu um passo para trás com o impacto, mas não deixou de observar bastante horrorizado os lábios de sua nova senhora marcados por beijos, o cabelo desalinhado e a roupa toda amarrotada.
Com raiva de si mesmo por não ter se apressado em descer da carruagem primeiro para ajudar Bella, Edward saltou para fora assim que ela saiu. Pegou-a então pelo braço e afastou-a do mordomo. Puxando-a para junto do peito, passou o braço em torno dos ombros dela, encarando orgulhosamente os criados que também haviam saído para serem apresentados à nova senhora.
— Bella, este é o pessoal da casa. O cavalheiro que impediu que você caísse é nosso mordomo, Eleazar.
— Olá, Eleazar, obrigada por não me deixar cair de cara no chão — disse Bella, cheia de constrangimento, e sorriu para o senhor grisalho.
— Foi um prazer ajudá-la, milady — retrucou Eleazar em uma rara demonstração de charme e dignidade.
— E esta é nossa governanta, Sra. Longbottom — Edward prosseguiu, virando-a um pouquinho para olhar para a mulher que, quando menino, costumava em segredo chamá-la de Longface, nome que lhe parecia muito mais adequado porque ela era baixa e gordinha e só tinha o rosto comprido.
— Sra. Longbottom. — Bella sorriu e cumprimentou com a cabeça.
Em seguida, Edward fez com que se virasse novamente e dessa vez para ser apresentada a um grupo de serviçais.
— Bella, estes são Maria, Nettie, Lucy, Bree, Brady, Collin, Seth, Austin e Conner.
— Olá — disse Bella baixinho.
Edward apertou os ombros da esposa, beijando-a na testa, pensando consigo mesmo que ela sempre tinha um cheirinho gostoso.
Pegando-se distraído, ele procurou afastar esse tipo de pensamento da cabeça e disse:
— Não se preocupe, são muitas pessoas para você decorar os nomes de uma só vez. Aos pouquinhos vai ficar conhecendo todos.
— Estou certa que sim — disse Bella, endireitando os ombros, mostrando determinação.
— Há ainda outros empregados ausentes agora, mas no devido tempo irá conhecê-los também. Enquanto isso... — O olhar voltou-se para o pequeno grupo. — Pessoal, está é minha esposa, lady Isabella Cullen, a nova condessa de Masen.
— Condessa? — Bella exclamou, levantando o rosto para ele.
— Ora, a esposa de um conde é uma condessa, não é? — Edward confirmou em tom gentil, sorrindo divertido à expressão de surpresa que ela fizera.
Edward percebeu que a esposa nem sequer havia considerado que com o casamento ganharia o título de condessa. Que bênção. Que maravilha pensar que ela o havia desposado por ele mesmo.
— Ele está sorrindo? — A expressão de Eleazar, cujo rosto lembrava um buldogue, era de total espanto ao fazer a pergunta à governanta. — Não é possível que estejamos vendo um sorriso na cara do conde!
— Acho que é — respondeu a Sra. Longbottom.
— A que será que se deve esse sorriso? — Eleazar insistiu, cochichando.
— Acho que a esse embrulhinho que ele tem nos braços, Eleazar.
— Não é possível. Uma coisinha dessas ter domado a fera? Não pode ser...
— Eu também estaria sorrindo se ela fosse minha mulher — Seth aparteou alto e recebeu um cutucão de Lucy que estava ao seu lado.
— Talvez a senhora esteja certa, Sra. Longbottom — Eleazar admitiu e, numa atitude repentina, adiantou-se e se ajoelhou diante de Bella, tomou-lhe uma das mãos entre as suas e, com toda a delicadeza, beijou seus dedos com reverência.
— A senhora deve ser um anjo, pois somente um anjo transformaria nosso sisudo e melancólico Edward nesse sorridente e feliz conde. Por isso, minha angelical lady, a partir deste momento, a senhora tem minha eterna devoção. Minha vida lhe pertence...
Edward soltou uma exclamação e revirou os olhos. Eleazar havia sido seu tutor quando jovem e, de certo modo, lhe foi mais presente em sua vida do que seu próprio pai. Com isso, acabara adquirindo uma posição de destaque na casa, sendo meio parte da família, meio parte da criadagem, o que de vez em quando criava situações embaraçosas. Ele era também um pouco canastrão, o que tornava as coisas piores.
— Muito bem, Eleazar, já chega — Edward interrompeu o discurso, de forma ríspida. — Você vai assustar lady Isabella.
Eleazar simplesmente arqueou a sobrancelha e dirigiu um olhar afetuoso para o rosto sorridente de Bella.
— Só se eu o estiver assustando, milorde, porque lady Isabella não parece nem um pouco assustada.
Edward sorriu e se curvou para beijar a testa de Bella e depois se voltou em direção à porta.
— Foi uma longa viagem. Creio que lady Isabella gostaria de tomar um banho e descansar um pouco antes do jantar. Lucy, por favor, acompanhe a senhora até o quarto.
— Pois não, milorde. — A loirinha sorriu e se encaminhou para Bella.
— Pegue-a pelo braço, por favor, Lucy — Edward instruiu-a. — Os óculos de lady Isabella se quebraram e tenho receio de que ela possa tropeçar e cair antes que tenha os novos.
— Claro, milorde. — A criada passou o braço de Bella pelo seu e a conduziu para o quarto.
Edward ficou observando até que elas chegassem ao piso de cima da casa e desaparecessem no hall. Ao voltar-se, viu que todo o pessoal estava reunido atrás dele, observando-as também. A expressão de seu rosto tornou-se grave, mas ninguém estava prestando atenção a ele. Então pigarreou meio irritado.
Eleazar o olhou de soslaio.
— Está ficando resfriado, milorde?
Edward suspirou. Era esse o problema de se ter na casa empregados que o vira nascer e correr pelo quintal com as fraldas caindo até os joelhos. Não havia respeito. Ignorando a desatenção de todos, Edward caminhou até a porta do salão e disse:
— Gostaria que todos viessem até aqui.
— Isso inclui sua esposa e Lucy? Quer que eu vá buscá-las? — Seth perguntou, um pouco prestimoso demais.
— Não é necessário — Edward respondeu impaciente, aguardando que todos entrassem no salão. Ele entrou por último e fechou a porta. — Quero que um de vocês transmita o que vou dizer a Lucy quando ela descer, mas não quero que essa conversa chegue aos ouvidos de lady Isabella. Na verdade, vou demitir o primeiro que tocar nesse assunto de novo com quem quer que seja, inclusive entre vocês. Não posso permitir que ela fique sabendo e fique preocupada, entenderam?
— A única exceção é aquele que falar com Lucy, não é? — Eleazar aparteou.
— Sim, claro — Edward confirmou, suspirando.
Eleazar sempre dava um jeito de corrigi-lo. Estava sempre ressaltando a importância da comunicação e, mais importante ainda, de se passar a informação correta.
— Muito bem, milorde. Por favor, prossiga — disse o mordomo, assumindo uma atitude relaxada, depois de esclarecer seu ponto.
Edward abriu a boca, mas preferiu se calar. A frase que Eleazar havia usado era a mesma que usava quando queria que ele recitasse ou explicasse alguma coisa que havia ensinado. Edward se sentia como se tivesse dez anos e estivesse na frente de seu tutor.
Suspirando, deixou o assunto de lado e disse:
— Antes de mais nada, como vocês devem ter me ouvido contar a Lucy, os óculos de lady Isabella se quebraram e ela não enxerga nada bem sem eles. Isso faz com que esteja sempre sujeita a acidentes e, na realidade, sofreu vários na cidade.
— Que tipo de acidentes? — Seth perguntou, demonstrando interesse.
Edward hesitou em contar, mas resolveu que seria melhor eles estarem preparados para aquilo que poderiam ter de enfrentar.
— Ela confundiu o colo de algumas pessoas com mesas e derramou chá nelas, rolou nas escadas, incendiou uma peruca com uma vela, e outras coisas do tipo.
— Deus do céu! — a Sra. Longbottom murmurou, franzindo a testa de preocupação. — Precisamos mesmo ficar de olho em milady até que seus óculos novos cheguem.
— Exatamente isso — Edward confirmou. — Essa é a função da criada dela, mas lady Isabella às vezes a dispensa. Ela não gosta de ser tão vigiada e de vez em quando se impacienta e quer fazer as coisas sozinha. Por isso preciso que todos estejam atentos. Essa passa a ser a tarefa prioritária de vocês até que ela tenha os óculos novamente. Quero deixar claro que tem prioridade sobre qualquer outra coisa que vocês estejam fazendo.
— Está entendido, milorde — Eleazar disse sério. — Quanto tempo vai levar para os óculos chegarem?
Edward desviou os olhos, sentindo-se desconfortável para encarar o mordomo, e murmurou:
— Estou providenciando.
Eleazar estreitou os olhos e Edward percebeu que ele ficou desconfiado. Ele sempre sabia quando estava mentindo. Antes que lhe fizesse mais perguntas, Edward continuou:
— Mas esse não é o único problema — disse, procurando mostrar-se firme. — Parece que há gente querendo prejudicar lady Isabella.
Os criados a volta dele ficaram com a surpresa estampada no rosto.
— Alguns acidentes talvez não tenham sido tão acidentais assim.
— Como assim, milorde? — a Sra. Longbottom perguntou.
Edward mais uma vez hesitou, mas decidiu que seria melhor que soubessem a verdade. Ele não tinha dúvidas de que Bella continuava sob ameaça ali. Quem quer que tivesse tentado prejudicá-la tentaria novamente, mesmo que estivesse casada e protegida em sua casa de campo. Entretanto, como não fizesse a menor ideia de quem poderia ser, ele contou os detalhes dos acidentes que ela havia sofrido e que haviam sido o motivo de suas suspeitas.
Todos se mantiveram em total silêncio, refletindo sobre o que ele havia contado, silêncio finalmente quebrado com a pergunta de Eleazar:
— Há quanto tempo ela está sem os óculos?
— Há algum tempo — Edward respondeu evasivamente, limpando então a garganta. — Vocês veem então, que tenho motivos para me preocupar com o bem-estar dela e por que peço que estejam atentos a quaisquer estranhos que rondem a propriedade ou a qualquer coisa que possa prejudicá-la?
— Vou observá-la noite e dia, milorde — Seth prometeu, movido por um espírito cavalheiresco.
— Obrigado, Seth, mas não será necessário. Como disse, só quero que fiquem atentos.
— Muito bem, milorde, vamos tomar conta dela — completou Eleazar, para encerrar o assunto. — Se é tudo, acho que já podemos voltar ao trabalho.
— Podem, sim — Edward confirmou e foi se instalar em uma poltrona perto da lareira. Depois do burburinho das pessoas deixando o salão, ele voltou-se surpreso ao ouvir o tinir de vidro vindo da mesinha de canto onde estava o brandy. Eleazar havia permanecido no salão e enchia dois copos com a bebida.
Após tampar a garrafa, o mordomo dirigiu-se a Edward com os dois copos na mão e estendeu-lhe um, sentando-se depois na poltrona ao lado dele.
Edward não se surpreendeu com esse comportamento. Era habitual quando Eleazar queria lhe falar. Só se perguntava o que ele poderia querer lhe dizer.
— Ela não viu seu rosto. — Não se tratava de uma pergunta.
Edward apertou os lábios e olhou para a lareira, recusando-se a responder.
— Você disse que os óculos se quebraram. Por que não lhe comprou um novo par antes de vir para Masen?
Edward deu de ombros com raiva e tomou um grande gole do brandy.
— Teme que ela sinta repulsa por seu rosto. — Novamente não foi uma pergunta.
— Planejo comprar os óculos dentro de uma semana — Edward respondeu por entre os dentes, ficando bravo de se sentir culpado.
Eleazar ficou em silêncio por um momento, com ar pensativo, depois perguntou:
— Ela não tem recurso algum?
— O quê? Claro que tem. — Ele sabia que Bella tinha dinheiro. Sua mãe havia lhe contado, na volta de uma das provas, que ela havia comprado um pequeno frasco de perfume. Depois disso, ele ficara sabendo que Bella recebia regularmente uma pequena quantia de sua herança desde que completara vinte anos. Naturalmente, ela tomara posse do restante com o casamento. Eles haviam assinado alguns papéis naquele dia para transferir uma parte do dinheiro para uma conta que ela tivesse acesso. O resto deveria ser investido.
— Qual a razão de sua pergunta, Eleazar?
— Mera curiosidade, milorde.
Levantando-se, o mordomo tomou o último gole do brandy e deixou o copo usado na mesa antes de sair.
— Você não pode mantê-la sem enxergar para sempre. — Foram suas últimas palavras antes de fechar a porta.
Edward já estava ficando farto desse tipo de comentário. Ele bebeu o último gole do brandy, depois se levantou, foi até a mesa e se serviu de uma nova dose. Não precisava de sermão do mordomo. Já bastava sua própria consciência, lembrando-o de que Bella estaria mais segura se pudesse enxergar e evitar qualquer perigo. Mas, para mantê-la em segurança, havia recomendado que toda a criadagem ficasse atenta; vários olhos certamente eram muito melhor do que apenas os dela, ele argumentou consigo mesmo para aplacar sua consciência.
Quanto a ela mesma estar mais alerta sobre os riscos a que estava sujeita, talvez isso a deixasse mais ansiosa, e ele desejava que a esposa vivesse tranquila. Bella começava a desabrochar agora que estava longe da tirania da madrasta. Definitivamente ele não queria que nada interferisse no comportamento dela, tornando-a tímida e amedrontada.
Ao dirigir-se novamente à poltrona com o brandy na mão, Edward disse a si mesmo que todos esses argumentos eram perfeitamente válidos, mas no íntimo sentia-se incomodado por saber a verdadeira razão pela qual não queria que Bella usasse os óculos.
Suspirando, atirou-se na poltrona uma vez mais e ficou olhando para o copo, matutando sobre a injustiça da vida. Ele encontrara a mulher ideal, alguém que amava, desejava e tinha prazer de estar junto. Alguém que o fazia rir e era a pessoa mais doce do mundo. A ironia era que, enquanto a presença dela em sua vida o tornara mais paciente e bondoso para com os outros, tornava-o cruel para com ela, a pessoa que mais amava. Privá-la das atividades de que tanto gostava era realmente muito egoísmo de sua parte.
Edward subitamente pousou o copo cheio sobre a mesa e se levantou decidido. Ia providenciar os óculos para Bella. Ainda que custasse sua própria felicidade, tinha de garantir a dela.
Inconformado com a crueldade do destino, deixou o salão e subiu as escadas. Contaria a Bella que no dia seguinte iriam ao vilarejo para encomendar os óculos. Dessa maneira, não teria como se acovardar e mudar de ideia novamente.
Edward estava no terceiro degrau da escada quando ouviu o som de uma agitação na frente da casa. Ele parou, desceu, atravessou o hall e abriu a porta. Era a segunda carruagem vinda da cidade que acabava de chegar. Edward voltou-se para o interior da casa no exato momento em que Garrett, visivelmente cansado, saía da carruagem, voltando-se depois para oferecer sua mão a Anne. A criada de Bella também mostrava sinais de cansaço após a longa viagem.
— Essa é a criada de lady Isabella, não é? — Eleazar perguntou, parando ao lado de Edward e vendo os dois se aproximarem.
Edward fez que sim com a cabeça.
— Eles devem estar muito cansados, Eleazar. Mostre o quarto a Anne e faça-a comer e descansar. Ela pode perfeitamente começar a trabalhar amanhã. Garrett também.
— Muito bem — disse Eleazar e informou: — Lucy ajudou lady Isabella a tirar a roupa e entrar no banho, mas agora já está aqui embaixo. Quer que eu a mande ajudar lady Isabella a sair do banho e se vestir para o jantar?
— Não é necessário — respondeu Edward e se dirigiu à escadaria. — Por favor, Eleazar, providencie para que nosso jantar seja mandado em bandejas para o quarto de minha esposa. Vamos nos recolher cedo hoje.
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As lentes dos óculos deixavam os olhos de Bella maiores. Ela virou a página do livro que estava lendo e continuou a devorar o conto sobre uma mulher infiel e o castigo que o marido lhe impusera. Ela havia invadido a biblioteca de Masen e tirado aquele livro que, na pressa, imaginara poderia ser-lhe útil.
Enquanto se encaminhavam para o novo quarto, Bella havia perguntado a Lucy se Masen dispunha de uma biblioteca e onde ficava situada. Após lhe mostrar o quarto, Lucy descera a fim de mandar preparar o banho para a nova patroa. Bella aproveitara-se da ausência dela, e visitara a biblioteca. Aquele fora o primeiro livro sobre o tema em que estava interessada que lhe viera às mãos. Com medo de ser pega, ela voltara depressa para o quarto e, pouco antes de Lucy retornar, o escondera sob o travesseiro. A criada a ajudara a despir-se e desmanchar o que sobrara do penteado enquanto a água estava sendo trazida. Em seguida, a dispensara, assegurando que preferia tomar banho sozinha. Assim que a criada saíra, Bella pegou os óculos e o livro e se enfiou na banheira.
Bella virou mais uma página e estava adorando a história, redigida por uma escritora, Maria de Zayas. Embora o livro em questão não contivesse ideias de como agradar o marido, o enredo era interessante e ela o lia com prazer.
Bella estava virando a página quando ouviu a maçaneta da porta girar. Assustada, tirou imediatamente os óculos do rosto, contemplando a porta. Já ia dizer a Lucy que não precisava ter se incomodado de voltar quando reconheceu o cabelo escuro e a figura alta do marido.
Em pânico, não parou para pensar nem por um segundo, abaixou as mãos dentro da água, ainda segurando nelas o livro e os óculos. Imediatamente escondeu o livro sob uma das pernas, perguntando-se desesperada o que deveria fazer a seguir.
— Como está o banho? — Edward perguntou a distância, e ela percebeu pela voz que ele sorria.
Bella abriu e fechou a boca sem saber o que dizer. Não podia deixar que ele chegasse próximo da banheira. Se o fizesse, poderia querer ajudá-la a se banhar e a ajuda poderia acabar em beijos e carícias, com ele dentro da banheira ou tirando-a de lá. Em qualquer das hipóteses o livro seria visto.
A única saída que tinha era evitar que Edward se aproximasse e para tanto só lhe ocorreu ir ao encontro dele enquanto atravessava o quarto.
Como havia imaginado, ele parou assim que a viu levantar-se na banheira com a água escorrendo pelo corpo nu e ficou contemplando-a boquiaberto. Bella podia sentir o calor do olhar sobre seu corpo e sabia que estava rubra, mas tempos difíceis pedem medidas desesperadas.
Antes que o marido voltasse a si, ela saiu da banheira e cruzou a pequena distância que os separava. Não disse uma única palavra. Só caminhou até ele. No momento em que chegou perto, Edward estendeu os braços e a abraçou. Os lábios dele imediatamente procuraram os seus e as mãos dele viajaram por um instante por seu corpo, carregando-a em seguida para a cama, sem deixar de beijá-la.
— Pensei que você estivesse muito cansada depois da viagem.
Sorrindo, Bella deu-lhe um beijo no canto da boca, depois se sentou na beirada da cama e procurou o fecho das calças de Edward.
— Acho que nunca vou me sentir cansada para você, marido — Bella assegurou. Enquanto o ajudava a despir-se, ela recomendou a si mesma que não se esquecesse de pegar o livro e os óculos da banheira assim que possível... antes que alguém fosse até lá.
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Preview do CAPÍTULO VII - parte 2
[...]
Eleazar permanecia parado junto à porta de entrada, observando o primeiro passageiro que desceu da carruagem. Ao chegar ao lado dele, Bella notou pela expressão desconfiada de sua cara de buldogue que Eleazar não tinha a menor ideia de quem fosse. Logo, porém, ele ficou sabendo ao vê-la passar por ele correndo e gritando:
— Papai, que bom, não o esperávamos tão cedo!
[...]
Charlie Swan encolheu os ombros e o sorriso que tinha no rosto era irônico. Passado um momento, ele justificou:
— Bem, é que vocês estão recém-casados e provavelmente gostariam de estar sozinhos para se conhecerem melhor. [...]
— Temos toda a vida pela frente. Não posso lhe negar apenas alguns dias de visita.
Charlie Swan expandiu o sorriso.
— Você ama minha filha.
[...]
— Ela está bem? — Seth perguntou, tentando ele próprio entrar enquanto Edward corria para a cama.
— Bella? — Edward pegou o rosto dela nas mãos e voltou para ele. Seu coração quase parou de bater ao vê-la. Não tivera apenas uma impressão de que ela estava pálida. Bella estava branca como um lençol e completamente inerte.
META DA SEMANA:
SE ESSE CAPÍTULO RECEBER 10 REVIEWS, A CONTINUAÇÃO VIRÁ MAIS CEDO!
N/A:
Hey, galera!
Eu atrasei de novo, não atrasei? Pois é, eu não mereço os leitores maravilhos que me seguem e acompanham essa história. Vivo falando que não vou mais atrasar, mas sempre deixo vocês desapontados.
Hoje eu acordei muito cedo e disse a mim mesma: "Toma vergonha nessa cara pálida e ressecada, Vanessa!". Então, desde cedo estou adaptando os quatro próximos capítulo para que - mesmo com imprevistos ao longo da semana -, eu não precise fazer nada além de tirar vinte minutinhos para logar no FF, responder as reviews de vocês e postar. Isso não é d+?
Bom, vamos agora nos focar nesse capítulo? O que vocês acharam? Existe alguém que não tenha ficado com vontade de estar no lugar da Bella naquela carruagem? Eu não poderia considerar uma viagem dessas massante jamais rsrsrs. E a Bella, afogando um livro na banheira apenas para que o Edward não descubra que ela já comprou um óculos? Acho que apenas ela pode fazer algo assim.
Esse capítulo foi meio parado, mas posso afirmar que a continuação dele vai agitar um pouco por aqui. Quem leu a preview já percebeu que alguma coisa deu errado com a Bella, mas o que será? Tam Tam tam tam *tentativa pobre de uma música de suspense*.
E aí? Não esqueçam de me mandar reviews dizendo o que pensam, principalmente sobre os misteriosos acidentes que rondam a vida da nova condessa de Masen. Quem vocês acreditam que é o culpado por essa perfídia? (Olhem só, falei bonito, né? Adoro usar palavras diferentes - nosso vocabulário é muito vasto para nos limitarmos a poucas palavras, não é?)
Deixando de lado meu eu nerd e metido a besta, vamos responder as reviews dos últimos dois capítulos - que infelizmente ainda não tinha podido responder:
* Ab Winchester, o que achou da noite de núpcias deles? Eu particularmente tenho um ataque de risos cada vez que leio essa parte. A Irina quase esragou tudo, né? Ainda bem que o Edward é um cavalheiro - a Bella estava em boas mãos. Sobre os acidentes, nós estamos caminhando para a reta final da fic e em breve desvendaremos esse mistério. Mas que a Irina tem tudo para ser a vilã dessa história, eu não discordo. Me diga o que achou desse capítulo, meu bem. Bjss.
* Taise Nogueria, quem é que não quer um Edward, né? Que venha a chave junto! Eu acho uma pena que ainda não foi descoberta a forma de dar vida ao Edward - independente de qual versão seja. Quem você acha que é o/a responsável pelos acidentes da Bella. Opine. Kiss.
* THAIS, desculpe-me pela demora - mais uma vez. Como já disse, hoje estou tirando o dia para tomar providencias de não faltar novamente com vocês. Sobre a provocação da Irina com a torta, dava mesmo vontade de acertar na cara dela, quem sabe ela não ficava um pouquinho mais doce, né? Bom, eu acho que a Irina é uma bruxa também, mas ela tem seus motivos e nós vamos entender isso um pouquinho mais para frente. O que tem a me dizer sobre esse capítulo, hum? Minha parte preferida é a da carruagem. Nos vemos na próxima. Bjks.
* kris, não roa as unhas. Esse é um hábito muito feio - vamos deixar de lado que eu faço o mesmo, né? Mas eu te entendo, quando fico ansiosa a primeira coisa que faço é acabar com as minhas unhas. Já até desisti de uma manicure - é gastar dinheiro em vão. Bom, o que tem a dizer desse capítulo? Tô ansiosa pela sua opinião. Besos.
* Raquel Cullen, a Irina parece ter o prazer de estragar as coisas, né? E com relação aos acidentes da Bella, você não arrisca nenhum palpite? Eu tô achando demais saber o que está passando pela mente de vocês - momento empatia com o Edward Vamp. Tenho que concordar completamente com você em relação ao Edward: ele transformou o pesadelo da noite de núpcias em um momento único - eu também quero! Lamentos a parte, o que você está achando? Gostou? Ou será que não? Basta me dizer, estou pronta para saber. Kiss-kiss.
* Priscila Cullen, a lua-de-mel deles foi inesquecível, independente de qual ponto de vista nós enxergamos. Tão prazerosa quanto engraçada. E a respeito dos "ataques" a Bella? Acha que a Irina tem o dedo nessa história? Acho que vou fazer um bolão do culpado, será que daria certo? Acho que não. É uma pena. Mas vamos a esse capítulo e ao que você achou dele? Bom, médio, ruim...? Comente e mate a minha curiosidade. xoxo.
* Emanuelly, Irina é a pior madrastra que se pode ter mesmo - rivaliza com a da Cinderella, né? Bruxa do mal! kkkk. Foi ruim ela ter ficado tão dispersa no casamento, mas a lua-de mel compensou qualquer problema ou decepção - embora não acho que alguém possa ficar verdadeiramente decepcionado com um Edward por perto. LittleKiss.
* Karol, seus palpites sobre o vilão dessa história estão bem próximos da verdade, mas não vou falar mais nada a respeito. Não posso estragar o mistério da fic, né? Seria muita tolice a minha. Vai que vocês, quando souberem da verdade, me abandonam? Não posso correr esse risco, eu sou uma garota carente e preciso da atenção de vocês - principalmente dos reviews rsrsrs. Smack.
* Kathy, hey! Concordo com você quando disse que a Irina não merece ter uma enteada como a Bella. Ela é muito boazinha e a Irina só a maltrata. Agora que a Bella está com o Edward, vai poder ser ela mesma. Obrigada pelo review - e por sair das sombras. Como já disse antes, sou uma jovem solitária e carente de atenção. Me manda um abraço? rsrsrs. Baiser.
* Dia, você então é uma das minhas leitoras novatas? Eu deveria ter te dado os meus "seja bem-vinda" antes, mas eu sou uma cadela que vive atrasando nas postagem e - como se não bastasse - não responde as reviews antigas. Então, por favor, aceite minhas desculpas e meus cumprimentos. Então você acha que é a Irina a culpada? Muita gente acha, afinal ela não perde a oportunidade de mostrar que não gosta da Bella. Continue acompanhado, e não esqueça de dizer o que achou. Bjinhos.
* helloseattle19s, também não vejo a hora da Bella mostrar para o Edward que a cicatriz dele não tem importância nenhuma. Quem sabe não é assim que ele deixa de neura sobre isso. Meu bem, muito obrigada pelos elogios. É simplesmente fantástico saber que as pessoas acompanham essa história. Continue comentando e opinando. BigBj.
* Lise G, você também é leitora nova? Ai, gente, eu fico toda empolgada quando aparece mais uma cabeça nesse grupo! Fico felicíssima por saber que você gostou da fic, e mais ainda por saber que estará acompanhando. E não, a história ainda não está acabando - temos ainda alguns capítulo, mas a história está se encaminhando para o final sim. O total dela são dez capítulo nos quais eu sempre divido e já estamos no sétimo. Mas não vamos nos lamuriar por isso ainda. O que você achou desse capítulo, huh? Diga-me. Besitos.
* BlueG8, a comparação da chave com a fechaduro foi demais, né? Eu fico me perguntando se esse era o tipo de explicação que as mães davam as filhas nos séculos passados. É tão estranho e irreal. Fico muito satisfeita coigo mesma por saber que você está gostando da fic. Eu, pelo menos, estou adorando fazer a adaptação. Bjss.
* Caroline, obrigada pelo elogio, mas eu não tive que fazer grandes coisas. Sobre a dor de cabeça, foi embora tão rápido quanto veio. O meu corpo parece brigar comigo para sempre arranjar um motivo de reclamação: dores de cabeça, coluna, estômago, cólica... Ai, como eu sofro rsrsrs. O que achou desse capítulo, hein? Essa viagem na carruagem não foi qualquer coisa, né? Me escreva para dizer o que achou. Kiss.
* AgathaRoesler, concordo que foi muita consideração do Emmett avisar aos pombinhos das visitas indesejadas. Qual é? Era a lua-de-mel deles, deixem os dois se curtirem, né? Mas eles bem que desfrutaram dessa viagem de última hora rsrs. Com relação a sua curiosidade da Bella ver o Edward - com os malditos óculos - só irá acontecer um pouco mais para frente. Ela ainda parece bem insegura com relação a si mesma com o acessório. E, então? O que achou desse capítulo? Diga para mim. Bjks.
* ngela, a Irina quase estragou uma noite de núpcias que tinha tudo para ser perfeita, né? A sorte é que a Bellinha tem um Edward para conduzir a situação da melhor forma possivel - só para constatar, eu vou repetir: quero um Edward para mim também! O que achou dessa parte da lua-de-mel feita em uma carruagem, hein? A Bella com certeza não ficou entediada *cara de inveja*. Adoro saber que você ainda está me acompanhando, sabia? Isso me enche de alegria, sério. E esse capítulo, tem elogios para ele, também? Quero ouvir. Besos.
* Isa moon, que bom você está gostando da história. Tem muita gente falando isso, mas - acredite você ou não - eu não me canso de ouvir. Eu sei que a história e os personagens não são meus, mas é minha a responsabilidade de estar divulgando isso e eu não posso evitar de me sentir que estou ficando muito sensivel, melhor parar por aqui. Mas não se esqueça de me dizer o que está achando. A opinião de todos vocês é importante para mim. Kiss-kiss.
Bom, eu acho que é isso. Ufa. Essa foi grande, né? Isso é para eu aprender a não ficar devendo nada a vocês. Apenas torçam para que eu tenha aprendido a lição de uma vez.
Nos vemos assim que o capítulo atingir 10 reviews - ou quem sabe mais? Vamos chegar a nossa primeira centena de comentários, pessoal. Estou contando com vocês.
Bjss e au revoir.
Para meus leitores fantasmas, um recadinho direto para o plano espiritual:
Não se acanhem, meus queridos, acreditem quando digo que adoro receber comentários. Então, mexam-se e procurem um computador
aí do outro mundo para me mandarem um review. Vou ficar esperando. Bjss e au revoir.
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