"Está tudo pronto?"
Ele gritou do jardim, enquanto colocava as malas no carro.
"Quase, só falta guardar os remédios na bolsa"
"Então é melhor você se apressar porque já estamos atrasados."
"Eu estou indo, meu amor."
Do lado de fora da casa, Arlene estava sentada no banco de trás do carro com Rachel no colo, ela tinha sido convocada por Cuddy a ir nessa viagem para ajudar a cuidar de Rachel. De qualquer forma, ela queria passar o máximo de tempo possível com Cuddy, depois de algumas semanas ela finalmente tinha aceitado o que estava prestes a acontecer.
Cuddy estava aparentemente bem e visivelmente feliz, ela impedia qualquer pessoa perto dela de sofrer, queria aproveitar seus últimos meses com muita paz e alegria.
House estava psicologicamente abalado e tinha seu coração em pedaços, mas se mantinha forte para fazê-la feliz. Dessa vez não iria estragar de jeito nenhum o pouco de tempo que teriam juntos.
Eles combinaram de visitar três países que Cuddy sempre sonhou em conhecer, ela dividiu sua escolhas entre os sonhos de criança, adolescente e adulta.
O primeiro país era seu sonho infantil, quando era apaixonada por história e mitologia.
Grécia
"Eu acho ótimo subir esses morros de bengala."
Cuddy olhou pra ele, revirou os olhos e sorriu, não tinha passado por sua cabeça o quanto seria difícil para House fazer essa viagem.
"Eu tinha pensado em ir para Machu Picchu, você teve sorte, não reclame."
Ele sorriu para ela e a abraçou.
"Eu jamais vou reclamar de estar perto de você. Se você quiser ir ao monte Everest, nós vamos."
House estava romântico e delicado, quase como uma nova pessoa, fazendo de tudo para Cuddy sorrir e tentando não pensar em coisas ruins ou negativas, isso viria depois. Prometeu para si mesmo que eles seriam felizes sem medo e que, a partir daquele momento, ele daria o mundo à ela se ela assim quisesse.
"Quer dar um passeio de barco? Eu juro pra você que não aguento mais andar."
House parecia estar realmente cansado, mas a maior parte disso era cena, eles nem haviam andado tanto assim.
Cuddy achava graça nisso e ficava feliz por estar se sentindo bem, fisicamente ela não parecia nem um pouco doente.
"Eu aceito só porque você foi sincero."
Ela puxou seu rosto e deu uma mordida sensual em sua bochecha, apostando que ele não estaria cansado para qualquer outra coisa que não fosse andar pelas ruínas de Atenas.
"Se você quiser, também podemos voltar pro quarto."
Ela riu e encarou seus olhos com um sorriso lindo. House era realmente previsível para ela.
"Vamos andar de barco."
Cuddy deu um pequeno beliscão em seu braço e entrelaçou suas mãos, levando-o para a praia.
Eles pegaram um pequeno e aconchegante barco. Como House sabia velejar, dispensaram o comandante e foram até uma ilha próxima.
Era fim de tarde e a luz estava linda, iluminando vários casais apaixonados que estavam ali.
House ajudou Cuddy a descer e prendeu o barco em um pequeno cais. Eles combinaram de passar a noite na ilha e ela ligou para sua mãe para saber se estava tudo bem com ela e Rachel.
"Que bom que vocês estão se divertindo, amanhã cedo estaremos de volta e almoçamos juntos. Tudo bem. Sim. Também amo vocês. Manda um beijo pra ela. Tá bom, vou falar. Te amo. Tchau."
Cuddy desligou o celular e se sentou ao lado de House que olhava o mar e parecia estar preso em seus pensamentos.
"Tudo bem?"
Ela se envolveu em seus braços e ele beijou seus cabelos.
"Sim, só estava pensando."
"Pensando no quê?"
Ela percebeu que seu semblante era triste, mas ele não quis chateá-la.
"Em nada demais, não se preocupe com isso. Como elas estão?"
"Bem. Minha mãe pediu pra você tomar cuidado com as pedras, ouviu falar que essa ilha é perigosa."
Ela riu e ele olhou dentro dos olhos dela com um brilho no olhar.
"Eu amo o seu sorriso. Já te disse isso?"
"Praticamente todos os dias."
Ela aproximou seu rosto e deram um beijinho de esquimó, House adorava quando ela fazia isso.
"É melhor a gente ir, quero te levar pra jantar ainda."
Ele se levantou e estendeu a mão para ela.
"Como você quiser, capitão."
Os dois seguiram para um pequeno e único hotel, tomaram banho e se trocaram, Cuddy colocou um vestido branco e delicado e conseguiu ficar ainda mais linda.
Momentos depois estavam em um restaurante rústico, com música ao vivo e muitas pessoas alegres.
"Eu gosto de ambientes assim, sabia? Com pessoas felizes e animadas."
"Eu sei disso, por isso estranho você ter se apaixonado por mim."
"Pára de ser bobo."
Cuddy deu um tapa no braço dele e o levou até uma mesa que ficava do lado de fora.
"Eu acho que nós podemos beber alguma coisa."
"Eu acho que você está tomando remédio."
Cuddy deu um longo suspiro.
"Uma noite só não vai ter problema."
"A inconsequente é você agora?"
House falou sério, mas em um tom delicado, ele se preocupava demais com ela e não queria que ela se sentisse mal ou tivesse alguma reação ao misturar remédio com álcool.
"House…"
Cuddy o repreendeu em um tom fraco e quase doloroso, fazendo com que ele se arrependesse de ter mencionado a medicação.
"… Eu tento ser forte e pensar em coisas boas, mas não é fácil passar por isso.."
Seus olhos começaram a se encher de lágrimas.
"… Às vezes eu penso que não vou resistir e ficar depressiva, mas eu tento ficar bem, por você, pela Rachel, pela mamãe…"
House fechou os olhos e deixou que pequenas lágrimas caíssem. Ele odiava vê-la frágil desse jeito.
"… Vamos apenas curtir esses meses e esquecer os problemas. Os remédios só vão amenizar a doença e hoje eu não preciso deles."
Ele respirou fundo e se desculpou.
"Eu não queria te deixar chateada."
"Não tem problema, eu estou bem, nós estamos bem. Vamos apenas aproveitar."
Ela fez um carinho em seu rosto e ele beijou sua mão, sentindo toda energia que ela transmitia à ele. Esse pequeno toque sempre carregava seu sistema e o deixava forte para seguir ao lado dela.
"Vai beber muito ou vai beber pouco?"
"Muito."
Ela sorriu e ele pediu a primeira garrafa de vinho.
"Eu só não quero que você fique muito, muito bêbada porque ainda quero fazer amor com você."
Cuddy, que já estava animada demais, apenas ria.
"Eu vou ficar bêbada o suficiente."
If I was young, I'd flee this town
I'd bury my dreams underground
Se eu fosse jovem, eu fugiria desta cidade
Enterraria meus sonhos debaixo da terra.
Cuddy corria pela praia segurando uma garrafa aberta e House tentava alcançá-la.
"Você não me pega."
Ela mostrou a língua pra ele e molhou seus pés no mar.
"Vai pensando que não."
House estava um pouco menos bêbado e tentava chegar perto dela o mais rápido que suas pernas permitiam.
"Sua sorte é que eu estou meio tonta pra correr."
Ela deixou que ele se aproximasse e voltou a correr quando ele já estava bem perto.
As did I, we drink to die, we drink tonight
Assim como eu, nós bebemos até morrer, nós bebemos essa noite
"É uma pena chegar aqui tão tarde."
Ela deixou a garrafa no chão e começou a brincar na areia, rodando e fazendo estrelas, como uma adolescente.
"Eu queria ter feito tanta coisa que nunca fiz."
House desistiu de correr atrás dela e se sentou, tantando recuperar o fôlego.
"Não pense no que você não fez, pense no que nós ainda vamos fazer."
Ele deu um pequeno sorriso para ela, mas ela correspondeu com um brilho enorme.
"Eu te amo."
Cuddy se aproximou dele e se sentou.
"Posso te contar uma coisa?"
"Claro."
House passou a mão em seu rosto e acariciou seus cabelos.
"Quando eu estou perto de você eu não tenho medo."
Far from home, elephant gun
Let's take them down one by one
We'll lay it down, it's not been found, it's not around
Longe de casa, com armas de caça
Vamos abatê-los um por um
Nós vamos derrubá-los, eles não foram encontrados, eles não estão aqui.
"É mesmo?"
"Uhum. É como se todos eles desaparecessem. Eu me sinto protegida."
House tinha um olhar completamente apaixonado.
"Você é a mulher da minha vida."
Ele sussurrou em seu ouvido e a puxou, deixando seu corpo colado ao dela e lhe dando um beijo quente e forte.
Cuddy estava quase sem ar quando se soltou dele e começou a abrir sua camisa.
"Sabe uma coisa que eu ainda nunca fiz?"
"O quê?"
House mordeu seu lábio inferior e a ajudou a tirar sua camisa.
"Sexo na praia."
Ela sorriu pra ele e passou a língua por seus lábios, fazendo ele olhar para ela com um sorriso malicioso.
"Seu pedido é uma ordem."
House desabotoou seu vestido e a deixou apenas de calcinha, enquanto ela tentava arrancar sua calça.
A praia estava deserta e apenas a lua era testemunha daquele momento. Um lua cheia que iluminava todo o amor e carinho que nasciam naquele momento. Sempre que faziam amor seus sentimentos renasciam, eles contemplavam uma energia única.
House deitou Cuddy na areia e começou a beijar seu pescoço, mordendo de leve seu ombro e sorrindo ao vê-la estremecer. Suas mãos seguravam sua cabeça e cintura e seus beijos eram molhados.
Cuddy mantinha seus olhos fechados, completamente entregue ao seus carinhos. Suas mãos eram, ao mesmo tempo, firmes e delicadas e ele sabia como usar o toque certo na hora certa.
House a penetrou devagar sem tirar os olhos de seu rosto. Ele adorava quando ela mordia seu lábio e tentava diminuir a intensidade de sua respiração. No começo era sempre assim, até ela perder o controle e ofegar em seu ouvido.
Seus movimentos eram lentos e contínuos, segurando o prazer o máximo que conseguia.
Cuddy segurava firme em seus cabelos, beijando-o profundamente e deixando seus corpos cada vez mais colados.
Lentamente, House aumentou a velocidade e sentiu que Cuddy estava cada vez mais excitada, prendendo-o com força entre suas pernas.
Ela gemia seu nome e pedia por mais. House a deixava sempre fora de si, fazer amor com ele era romântico e enlouquecedor, sexy e delicado, machucava e dava prazer. Ele conseguia mexer com todos os seus sentidos e ainda tinha seu coração.
Cuddy começou a respirar forte, quase sem ar, arranhando as costas dele e gemendo de prazer quando chegou ao orgasmo.
House sorriu para ela enquanto mantinha seu ritmo, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás quando chegou sua vez de enlouquecer.
Beijos, abraços e corpos suados, nenhum dos dois podia lamentar, a vida era bela e eternal durante esses momentos.
