Disclaimer: Inuyasha não me pertence, mas eu juro que se essa nova temporada me decepcionar eu vou sair roubando todos os personagens pra mim.
Mentira.
Nota: Gente, eu sei que eu demorei pra caramba pra postar. Sei também que muita gente que já acompanhava a fic quando for ler esse capítulo terá que rever alguns pra poder sintonizar novamente, e isso é uma grande merda. Mas eu não tinha escolha. Eu deixei minhas três fics sem postar por todo esse tempo porque eu realmente não tive tempo. A faculdade me ferrou, as provas pareciam não ter mais fim, então ou eu escrevia ou eu passava de ano. Mas enfim, estou de volta. Espero que gostem do capítulo, e qualquer crítica, é só apertarem o conhecido "Go" abaixo.
Um beijo a todas, e até a próxima atualização de alguma de minhas fanfics.
Amo todas vocês, outro beijo e um queijo.
oOo
Caminhei sem paciência de um lado para o outro. Aquela tensão não me fugia do corpo, eu estava com os olhos estalados e completamente estressada. Eu não sabia o que fazer.
Kikyou estava tomando banho, e Kouga ainda não havia chegado. Eu roí minhas unhas como se pudesse me apegar a algum vício, e então, a campanhia tocou. O tempo passou voando enquanto o hanyou estava fora, e eu não fazia idéia alguma de onde estaria.
Respirei fundo e caminhei até a sala. Encarei a porta apreensiva.
- Sou eu, Kagome. – A voz de meu irmão me fez vibrar, mas não mais do que a de Inuyasha faria. Abri a porta com rapidez, e ele adentrou já me abraçando. – Fiquei sabendo que está doente... e que acharam a ex de Inuyasha. Fiquei sabendo coisas demais, acho. Pela primeira vez me sinto um atrasado, mesmo sendo rápido para um lobo. – Ele sorriu sem graça. – O que aconteceu com você, e que droga está acontecendo com vocês todos? – Kouga parecia extremamente confuso, algo que não me surpreendeu.
- Eu estou bem, Kouga, a preocupação é outra. – Ele torceu a face. – Inuyasha foi atrás de Naraku... achamos Kikyou, ela estava ferida demais e traumatizada também. Não sei onde ele pode ter ido, Kouga-kun, eu apenas sei que temo por Inuyasha... – Ele passou as mãos pelos cabelos longos, sem saber que atitude tomar.
- Eu iria atrás dele por você, Ka, mas não posso te deixar aqui. Eu não conseguiria de forma alguma deixar-lhe sem proteção. – Eu sorri em agradecimento. - Foi realmente assustador, entende? Esse foi o pior telefonema que eu recebi no ano. – As orelhas dele se mexeram.
- Mamãe disse algo sobre tuberculose. – Ele cruzou os braços. – Eu quis, sinceramente, te matar. – Arqueou a sobrancelha, me encarando. – Não vou tocar no assunto tão já, afinal temos coisas mais sérias no momento pra pensar. Não que você não seja um assunto sério, mas já está se curando, você entende. – Um lado da minha boca involuntariamente subiu, me fazendo dar um leve sorriso.
- Eu já entendi, Kouga. – Suspirei. – Eu vou ficar bem, ao menos futuramente e...- Ouvi o barulho da porta se fechando, e me virei. Meu irmão me fitou curioso. Subimos cautelosamente até enfrente a porta, e eu a abri. Era Kikyou; suspirei em alivio. – Deixa comigo... fique ali embaixo, Kouga-kun. – Seus dentes perfeitamente alinhados se mostraram pra mim.
- Qualquer coisa grite, K-chan.- Concordei, e me virei adentrando no quarto. Kikyou estava deitada, nua, apenas com a toalha cobrindo algumas poucas partes de seu corpo. Estava de bruços, com o olhar completamente perdido. A sua pele era branca, extremamente, eu diria. Havia curvas por todo o seu corpo, porém os ferimentos me chamavam mais a atenção aquele momento.
Ela era linda, mesmo que com aquela expressão morta. Senti um tremor passar por todo o meu corpo quando ela me encarou. Aquele olhar triste e a boca entreaberta. Não se moveu. Nem mesmo piscou os olhos.
- Você está... bem? – Ela soluçou, baixo. Os braços passaram ao redor de seu estomago, ainda naquela posição, e aquilo me deixou ainda pior.
- Não sei dizer o quão mal estou... – Disse, em um fio de voz. As pálpebras baixaram, e ela se apertou. – A gente nunca pensa que vai passar por algo tão ruim, entende? Não imagina que coisas como essas podem voltar pra você, nem que pessoas que aparentam serem ruins o são verdadeiramente. – Engoli em seco. – Ele parecia afixonado, apenas. Não um psicótico, Kagome... me perdoe por tudo. –
Suspirei, caminhando até ela e sentando-me na cama. Com um cuidado até mesmo exagerado passei uma mão por toda a extensão de seu braço, a acalmando. Ela não me pareceu surpresa com o gesto, apenas... muda.
- Não precisa se desculpar, eu entendo que você não tenha aceitado, digamos, "bem", perder Inuyasha para mim. Não sei dizer o que realmente se passou entre vocês... mas no fundo você não me fez nada de ruim. Você não foi responsável pela loucura de Naraku, eu quem deveria me desculpar, entende? Mesmo sabendo que não foi minha culpa tudo isso acontecer e que ambas somos vítimas, sei que ele sempre foi fissurado por mim, e não por você. Me desculpe também... – Minhas palavras saíram cautelosas. Ela pareceu aliviada.
Em um impulso, ela se levantou me abraçando com força. Senti suas lágrimas caírem em meus ombros enquanto seu corpo frágil tremia contra o meu. Ela estava verdadeiramente assustada. Não pude ver seus olhos naquele momento, mas soube que eles estavam tristes. A apertei na mesma intensidade, passando minhas mãos por sobre os cabelos ainda molhados.
- Eu tive tanto medo, sabe? – Ela sussurrou. – Eu apenas sei que eu me vi de frente com a morte, e naquele momento eu me arrependi de tudo. –
- Não se preocupe com isso, Kikyou. Coloque alguma coisa, antes que fique doente. Você está magra demais, precisa se recuperar. – Senti uma leve tontura, e apertei seus braços. – Inuyasha foi atrás de Naraku, e sei que ele irá conseguir... – Sorri à ela. – Aquele desgraçado nos paga. – Ela me encarou.
- Obrigada. – Pegou uma de minhas mãos e a apertou. – Não sei o que eu faria sem vocês. – Sorrindo a ela, eu me levantei. Caminhei até o banheiro e a deixei quieta, para se trocar. Foi quando senti sua mão fina apanhar meu punho. – Saiba que te recompensarei por tudo isso. – Disse calmamente.
- Como?- Ousei perguntar.
- Deixando você e Inuyasha em paz... para sempre. – Sem me deixar tempo para responder, ela se virou e caminhou até o banheiro. Ao sair do quatro, deparei-me com Kouga. Arqueei a sobrancelha, desconfiada.
- Deu pra ouvir minhas conversas agora? – Ele sorriu.
- Não foi por isso. – a encarei interrogativa. – Não vai me apresentar a escultura? Vai ficar parada ou pode atender as necessidades do seu irmão?- Juro que senti vontade de sufocá-lo.
oOo
( Narração em 3ª Pessoa)
Inuyasha correu rapidamente até o local onde Naraku havia escondido Kagome daquela vez. Sua face estava torcida em completo ódio e seu punho mostrava-se apertado.
Inalou profundamente o ar, tentando encontrar algum vestígio de Naraku. Nada, absolutamente nada.
Pulou até a casa abandonada, e a abriu em um chute. Nada cauteloso, procurou em todos os cômodos, sem se importar que o barulho pudesse algum momento alertar o inimigo de sua presença.
Ele estava furioso como nunca esteve antes.
Ouviu um barulho vindo de fora, e correu até lá. Abriu uma porta, de onde saíram alguns ratos. Vários, as quais não incomodaram em nada o hanyou.
- MALDITO DESGRAÇADO, ONDE ESTÁ VOCÊ?- Ousou gritar. Nada, nenhum barulho a não ser o eco de sua própria voz. Ele não estava medindo forças, estava completamente descontrolado, afinal, não fazia idéia de onde havia se metido.
Era bem provável que ele não estivesse lá. Seria um local óbvio demais, e ele saberia que Inuyasha viria o procurar, ou até então a polícia.
- Merda... PUTA, MERDA!- Apertou os cabelos com força. Não sabia em que direção correr. Parou um momento, pensando.
Deveria haver algum lugar. Talvez que ele se encontrasse com Kikyou para conversar, ou então perto de Kagome. Ele estava pelas fronteiras, era louco! Estaria, apesar dos riscos, prestes a atacar.
Ele não duvidava de Naraku.
Olhou para fora da janela e observou toda a movimentação. Quase ninguém, apenas um ou outro pedestre que passava por aquela rua deserta.
Foi então que viu. Quase como em câmera lenta o carro que usara para raptar Kagome, parado há alguns metros dali. Ele estava por perto. Caminhou até o automóvel e o sacudiu quando o viu sem ninguém dentro.
- ONDE VOCÊ ESTÁ?- Rosnou, no mesmo momento em que quebrou o vidro do carro, o abrindo por dentro. O alarme ressoou alto, mas não fez com que ele recuasse, mesmo tendo a audição extremamente apurada.
Incrivelmente não sentiu o cheiro inimigo. Não sentiu cheiro de absolutamente nada, como se ninguém nunca antes tivesse pego naquele volante.
- Ele não está por aqui. – Puxou os cabelos em completo desespero. – Ele não está por aqui!- O ódio estava presente em seu olhar, contaminado-o completamente. Engoliu seco ao imaginar que nunca o pegaria.
Não! Ele não deixaria que Kagome sofresse perigo. Nem mesmo Kikyou. Ele repugnava todo o homem que tinha coragem de tocar em uma mulher, e Naraku estava no topo de sua lista.
Cerrou os olhos tentando manter a calma.
Aquela brincadeira estava começando a ficar sem graça.
E ele estava certo de que errava ao imaginar que o homem fosse tão previsível. Pois não era.
oOo
Estava parada no sofá, quieta, sentindo meus olhos pesarem. Com certa dificuldade puxei o ar em meus pulmões, tentando ignorar a leve tontura que me abatia. Uma mão se projetou em meu ombro, o apertando calmamente.
- Que susto, Kouga!- Disse, colocando a mão em meu coração. Ele me amparou.
- Me desculpe Ka, não foi a intenção. – Meus músculos que antes estavam tensos relaxaram rapidamente. – Você está bem?- Perguntou. Sentindo uma presença me virei, e o olhar de meu irmão se fixou na mesma figura que eu.
- Fique calma, é só o Kouga, meu irmão. – Assoviei. Kikyou estava com os olhos arregalados em pavor, mesmo nada tendo acontecido.
- Ouvi seus gritos... pensei que era ele. – Torcendo a face, ela se aproximou. – Me desculpe a falta de modos. Kikyou. – Disse ela estendendo a mão para Kouga, que a apertou suavemente.
- Acho que já fomos devidamente e desajeitosamente apresentados. – Ela sorriu. Senti uma forte tontura tomar meu corpo e eu o tombei um pouco para o lado. Kouga me apertou em seus braços, e eu agradeci muda.
- São os remédios. – Ele concordou como se já soubesse que aquilo aconteceria. – Agradeça por eu não ter vomitado na sua camisa, que pelo que percebo, é bem cara. – Ele me levantou, passando os braços por debaixo dos meus joelhos, me levantando em seu colo.
- Realmente, foi cara. Mas não me importaria em amassá-la pra destroçar aquele grande bastardo. – Arqueei minha sobrancelha de imediato.
- Inuyasha ou Naraku? – Ele sorriu largamente.
- Os dois. –
oOo
O telefone tocou persistente. Fui me levantar da cama quando senti a mão de Kouga me segurando fixada a ela. Ele me encarou me advertindo para que ficasse.
Os sons pararam, e então ouvi a voz feminina atendendo a linha. Logo Kikyou estava conosco dentro do quarto, trazendo consigo o telefone.
- Como assim? Se alguma vez insinuou algum lugar? Pelo que eu me lembre não, Inuyasha. – Minhas atenções ficaram completamente fixadas a mulher. – Eu estava temendo pela minha vida, em completo choque... as palavras dele eram incompreensíveis devido a minha tensão, perdoe-me não ajudar. – Ela desabafou. – Kagome está bem... onde você está? – Ela torceu a feição em pleno desgosto me entregando o telefone. – Odeio ficar tão curiosa. – Eu sorriria com o comentário se a situação não fosse tão preocupante.
- Inuyasha, onde está? – Repeti a pergunta, de forma amarga.
- Eu não faço idéia de onde encontrá-lo, Kagome! Estou perto de sua casa, andei por todo o local onde ele te levou aquela vez, mas não o encontrei em lugar algum! – Eu suspirei em desânimo.
- Olha , talvez seja melhor deixarmos isso para outro dia. Não acha que está cansado o suficiente? – Eu pude sentir sua impaciência.
- Não, Kagome! Aquele canalha pode agir quando menos esperarmos, e eu não quero correr o risco de te perder novamente...- Fechei os olhos desconsolada. – Kouga já chegou aí? –
- Sim, faz algumas horas já.-
- Acho que vou voltar pra lá Kagome... por mais que não consiga sentir sua presença, sinto que ele está lá, em algum lugar...- Mordi o canto de meu lábio inconscientemente.
- Será que ele não se escondeu em algum lugar dentro da casa, Inuyasha?- Ele pareceu pensar. – Deve ter algum tipo de passagem para o subsolo, não sei! Naraku sempre consegue "desaparecer", e não o vejo como um grande mágico. – Me lembrei rapidamente do dia em que Inuyasha havia me salvado e entreabri meus lábios. – Aquela passagem para o porão da casa, no dia em que você me salvou, Inuyasha! Quem sabe ele tenha se escondido ali novamente e ...-
- Foi um dos primeiros lugares que procurei, Kagome! Não precisa insultar minha inteligência dessa forma! –
- Ei!- Exclamei. Senti Kouga rir baixo ao meu lado. – Eu não me lembrava desse detalhe, tudo bem? – Ele concordou com um "unhum" do outro lado da linha.
- Tenho que desligar.- Suas palavras não passaram de sussurros.
- O que houve, Inuyasha? Onde você está, o que está acontecendo? – Meu corpo se inquietou de forma desastrosa. Senti a mão de Kouga reconfortar meu ombro.
- Estou aqui por perto, mais precisamente a dois quarteirões abaixo da rua da sua casa. – Esperei de forma impaciente que continuasse. – Tenhoquedesligar, mantenho contato.- Abri a boca para retrucar mas antes de conseguir fazer isso o telefone ficou mudo.
Ele havia desligado! Por deus, eu estava repleta de preocupação naquele momento.
- Ele o encontrou?- Kikyou perguntou temerosa, mas ao mesmo tempo completamente esperançosa.
- Não sei! Talvez sim, talvez não... a única coisa que posso dizer é que ele está por perto. – Apertei minhas mãos tentando amenizar o sofrimento mudo dentro de meu peito, que apertava a cada momento em que imaginava a possibilidade de meu Inuyasha estar em perigo.
- Ele quem? – Minha voz se pronunciou preocupada.
- Naraku. – Olhando para Kikyou apenas encontrei a mesma coisa que se refletia em meu olhar. Medo, angústia e desespero. A ironia é que eram sentimentos idênticos... para causas opostas.
oOo
Inuyasha encarou a esquina e então correu até ela, desesperadamente. Aquele cabelo era o de Naraku, ele teve certeza. Sua certeza se confirmou quando notou um pequeno machucado em sua cabeça, mesmo que de longe. Como não havia pensado nisso? Claro que ele iria onde Kagome morava, quando estava com Kikyou ele havia descoberto onde era!
Pulando rapidamente ele tentou inalar fundo o ar. Notando que era um local movimentado, não teve dúvidas quanto o porque seu cheiro era fraco e confundível. Era uma avenida extremamente movimentada, e muitas barracas se encontravam no lugar. O cheiro se confundia facilmente.
Então, rapidamente ele parou. Respirou fundo, o máximo que pode, e então sentiu. Um cheiro de podridão misturado com sangue. Era Naraku, ele tinha certeza!
Se guiando pelo seu faro, ele parou em uma viela, longa. Ouvindo um pequeno barulho, quase imperceptível, ele se virou. Sua face estava palmo a palmo com a de Naraku, que arregalou os orbes. Estava em posição de ataque até o momento em que Inuyasha rapidamente lhe acertou a face, o acertando com força.
- MALDITO!- Proferiu, caindo no chão. Tamanho era o ódio que o hanyou emendou outro murro, ainda com mais intensidade que o primeiro. Os olhos violeta miraram pela primeira vez os dourados, e a intensidade do ódio se igualou.
O empurrando com as duas mãos, conseguiu levantar e tentou correr. Vendo que não conseguiria, virou-se esmurrando o nariz do meio-youkai, que gritou em dor, mas não parou momento sequer. Ele estava cegado pelo rancor.
Naraku tentou ainda apanhar as orelhas de Inuyasha com o máximo de força que tinha. Vendo-o fechar o cenho, o apertou ainda mais. Porém, o meio-youkai apunhalou seu cabelo, o puxando e o empurrando contra a parede. A face de Naraku sofreu o impacto, e então, suas mãos estavam sendo puxadas atrás de seu corpo.
- E então, como se sente, gracinha? – Perguntou baixo em seu ouvido, com desprezo. – Sente-se bem? Como era quando tinha as duas sob o seu poder? Você sentia esse mesmo gosto que estou sentindo agora, canalha?- Puxou em um tranco os braços do inimigo para trás, e os impulsionou para frente, fazendo-o bater na parede com mais força que a outra vez. – Você gostava do que fazia, Naraku?- E então o outro riu, baixo.
- Era uma delícia. Mas me diga você, hanyou, como foi vê-las chorando pra você enquanto você sabia que não fez absolutamente nada por elas?- Pegando um de seus braços, começou a torcê-lo.
- Você tem certeza que vai falar nesse tom comigo? – Perguntou, ainda em seu ouvido.
- EU TE MATO, HANYOU IMUNDO!- Rosnou. E então Inuyasha riu.
- Isso é, se eu não te matar primeiro. – Com uma força que Inuyasha não imaginava que o outro tinha, ele se empurrou contra o corpo de Inuyasha, em um pequeno segundo a qual desviou sua atenção. Ambos sabiam que alguém estava se aproximando.
Naquele momento Naraku acertou Inuyasha, que tombou para trás. Apanhando-o de frente, Inuyasha acertou com o joelho o meio de suas pernas, certificando-se que Naraku gemeria. E gemeu, gemeu alto o suficiente para toda a vizinhança ouvir.
- Seu maldito.- Seus dentes rangiam, e Inuyasha não deu tempo a ele, o empurrando no chão. Novamente Naraku surpreendeu, pulando em cima do meio-youkai e o prendendo no chão. Sem esperar ser atingido novamente, segurou seu pescoço brutamente, o prendendo no chão.
Suas mãos fecharam-se no pescoço de Inuyasha, que já notava a falta de ar ser desesperadora.
- Eu te mato...- Balbuciou, com o pouco de fôlego que ainda tinha. Naraku sorriu, com o filete de sangue que escorria do canto de sua boca.
- Isso é, se eu não te matar primeiro.- Inuyasha fechou os olhos. Suas mãos que cercavam o pulso de Naraku se afrouxaram. Seu ar faltava, e as mãos de Naraku pareciam ainda mais presas a sua pele. Deu então um último sorriso antes de ser puxado em um único tranco pra trás.
Kouga o puxou, pegando exatamente onde havia o corte em sua cabeça. Puxou os cabelos dele naquele local e o prensou na parede. Segurando com mais força, bateu sua testa sem medir conseqüências, e suspirou ao notar o vilão desmaiado, caído aos seus pés.
Inuyasha estava sentado, tentando recuperar o ar. Sua cabeça rodava, e seu olho roxo e nariz sangrando denunciavam a briga que havia acontecido segundos atrás.
- Você não seria nada sem mim, não?- Perguntou o lobo.
- Keh! Saiba que eu fiz a maioria.- Kouga lhe estendeu a mão.
- Você fala bem, para um quase-morto.- Inuyasha preferiu não responder.
oOo
Corri até a porta quando ouvi alguém bater, sem sutileza alguma contra ela. Olhei pelo olho mágico e não evitei um sorriso quando notei que era Inuyasha. Estava com a face completamente avermelhada, um pouco machucado... mas estava bem.
Soltei um suspiro de alívio quando ele entrou e me abraçou com força, sentindo meu cheiro. Me deu um selinho longo, e então se agarrou em mim como se não me visse há muito tempo. Sorri contra seus cabelos, e foi então que notei.
Kouga entrou logo atrás, abruptamente, com Naraku sendo carregando. Colocou-o no chão e o chutou nas costas, sem gentileza alguma. O mesmo caiu no chão, e gemeu mesmo que desacordado. Kikyou que descia as escadas arregalou os orbes, perplexa. Seu corpo todo tremia, mas ela não deu momento algum sinais de que iria correr. E então, ela sorriu com gosto.
- Então vocês o encontraram!- Exclamou ela. Aproximou-se do corpo, estático. – Ele vai morrer?- Perguntou. Notei Kouga cruzando os braços.
- Já ligamos para a polícia e para uma ambulância. Sinceramente, adoraria que ele morresse, mas dizem que lá é bem pior que o inferno. – Inuyasha arqueou a sobrancelha.
- Ei, lobo fedido, o que você tinha na sua cabeça pra deixar elas aqui sozinhas? Merda?- Perguntou ele. Balancei a cabeça em negação. Parecia tudo resolvido, e então Inuyasha reclamava, sempre.
- Eu senti seu cheiro, cachorro sarnento. – Sorriu longamente. – Diferente de você, eu não fico cheirando só a comida, cachorrinho. Além do que, seu cheiro é impossível de não sentir, ainda mais que o de Naraku. – Ele se aproximou do lobo, o encarando.
- O que você quer dizer com isso? – Perguntou.
- O que você acha que eu quero dizer com isso? – Provocou Kouga.
- Dá pra pararem, seus dois imbecis?- Perguntei, me colocando em meio a eles. Kikyou observava apreensiva todo o momento para Naraku, estendido no chão.
- É assim que você fala com seu irmão? –
- É assim que você fala com o "amor da sua vida"?- Encarei os dois de forma debochada. Antes que pudesse responder ouvi as sirenes, e então, em uma questão de segundos alguns policiais invadiam a casa. Notando o corpo, pararam de gritar coisas incompreensíveis, tais como " Estamos armados", e " não temos medo de atirar".
Senti uma náusea se apoderando de mim, e apertei o braço de Inuyasha com força. Sem que isso me abalasse, registrei na minha memória os pulsos de Naraku sendo fortemente algemados, e alguns enfermeiros acompanhando os policiais, que o levavam pra fora.
- Ele vai ter ótimos anos de cadeia. – Sorri. Inuyasha concordou comigo.
- Vou pagar pra alguns daqueles metaleiros fortões que uma cadeia sempre tem o estuprarem. Eu adoraria ver isso. – Kikyou riu atrás de nós. Notei o braço dela se encaixando ao redor da cintura de Kouga.
- Eu farei isso por vocês, pode deixar.- Sorri.
- Até que não foi tão difícil assim. – Todos me encararam perplexos. – Tudo bem, eu sei que foi.- Inuyasha me apertou a barriga no intuito de me fazer rir, mas isso apenas fez com que eu corresse rapidamente ao banheiro, com uma mão enfrente a boca. Notei Kouga arqueando a sobrancelha quando passei por ele.
Maldito Inuyasha.
Maldito Inuyasha que eu amo...
Finalmente, estava acabado.
oOo
Haviam se passado uns dois meses desde que Naraku foi preso. Ninguém o visitava a não ser Kikyou, que por mais que insistíssemos para que não fizesse isso, continuava a fazer apenas para provocá-lo. Diz ela que ele está apavorado, mas ainda sim tenebroso.
As olheiras em sua face registravam seu sofrimento, ela sempre diz, e nada a deixava mais contente que a expressão derrotada de seu inimigo. Eu não fiquei curiosa em saber o que aconteceria com ele. Naraku quase morreu, e certamente isso não fez com que ele se arrependesse de tudo o que fez pra mim. Certamente ele continuaria a me perseguir se estivesse livre, e sinceramente, é a única pessoa que eu conheço que não voltaria atrás de seus próprios passos. Fico bem apenas em saber que ele foi detido, assim como minha nova "irmã".
- É sempre bom lembrar que conseguimos. – Ela sorriu. Sentada a sua frente pude respirar em paz. Os efeitos já haviam passado em sua maioria, e eu estava bem. Bem como nunca estive antes em toda a minha vida. Realizada completamente.
- Eu diria que EU consegui. Se deixasse o cachorro sarnento cuidar disso ele acabaria morto. – Encarei Kouga o repreendendo. Kikyou sorriu, passando uma de suas mãos em cima de sua coxa. Meu irmão a encarou e então lhe deu um selinho. – Se bem que eu deveria tê-lo deixado morrer, não sei porque não fiz isso. -
- Cale a boca, lobo fedido. Se eu deixasse essa tarefa em suas mãos você nunca teria nem achado o Naraku. Você não presta pra nada. E se me deixou "viver", certamente é porque nunca viveria sem mim.- Me apertando contra ele, fuzilou o lobo com os olhos, que apenas riu.
- Aproveita que está sonhando e pede um pônei, cachorrinho.- Não evitei soltar um pequeno riso.
- Vocês têm que se insultar toda a vez que se vêem?- Perguntei. A outra figura me encarou sarcasticamente.
- Você sabe que eles não iriam conseguir essa façanha. Ambos não passam de grandes imbecis. – Sango, tipicamente elegante me deu um sorriso amarelo. – A não ser que queira sonhar com algum tipo de paz entre os dois, mas eu não recomendaria. – A aliança de noivado brilhava em seu dedo fino. Suspirei ao notar que os dois ainda se combatiam em olhares.
- Não se decepcione senhorita Kagome, nem sempre todos os homens são perfeitos como eu. – Arqueei levemente a sobrancelha. – Mas eu sou apenas da Sangozinha, me desculpe. – Simplesmente não esbocei reação alguma.
- Pare de me encarar. – Inuyasha rosnou. Virei à face o fitando. – Pare de me encarar, lobo.- Kouga o fitava fixamente.
- Eu não estou te encarando. – Sango se levantou, passando a mão na saia longa a ajustando.
- Bom, deu minha hora criançada. – Todos lhe abriram um sorriso forçado. – Tenho que ir pra minha casa cuidar de algumas coisas. – Miroku se levantou.
- Fazer sexo, ela quis dizer. – Deboche. – Enfim, que todos se matem por aqui, eu e a Sangozinha estaremos ocupados, portanto não liguem e estraguem um projeto de filho.- Virando-se ele passou a mão levemente no traseiro de sua noiva que abruptamente virou e lhe deu um tapa faceiro. – Ouch, Sango! Como agiremos como um casal normal? – Ela suspirou.
- Talvez quando você se tornar um homem normal?- Vendo que a discussão se prolongaria, Kikyou se levantou puxando Kouga pela mão.
- Vamos também, amor. – Não evitei um pequeno sorriso. – Vamos que está ficando tarde, meu youkai lobo.- Ele abriu um sorriso exibindo-se e a abraçou.
- Vamos. Eu amo minha irmã, mas ficar perto desse cara de cachorro é um verdadeiro saco. –
- Keh! Isso mesmo, caí fora da minha casa.- Bati levemente no topo de sua cabeça.
- Inuyasha, dá pra parar de graça?-
- Por que você sempre defende ele?-
- Porque ele é meu irmão? E você, por que vive implicando, hem?- Meus olhos fecharam-se levemente em ameaça.
- Ah, claro! A grande e certa Kagome. Você diz isso porque não tem que agüentar um imbecil, chato, estúpido e arrogante tirando com a sua perfeita face praticamente toda a semana!- Eu abri um sorriso.
- Oh, claro que tenho. – Silêncio. – Cadê eles?- perguntei a Inuyasha, que apenas passou os braços pela minha cintura e envolveu meu corpo.
- Sempre dá certo. – Sussurrou em meu ouvido. – Eles sempre fogem. – Mordi o lábio, sorrindo maliciosamente.
- Onde você prefere, no quarto ou no banheiro? – Ele mordeu meu lóbulo, o chupando logo depois.
- Que tal na cozinha? – E então, round 2.
oOo
Inuyasha me empurrou contra a mesa eufórico. Senti suas mãos apalparem meu bumbum com leveza, e então o aperto se intensificar. Gemi baixo quando ele moveu uma de suas mãos até meu seio e o apertou por cima de minha blusa. Abrindo as pernas para ele, senti-o se colocando entre elas e apertando seu pênis já completamente ereto contra mim.
Minha respiração começou a ficar descompassada quando sua língua atingiu a base do meu pescoço. Apoiei meu corpo pra trás em meus cotovelos, e senti seus dedos percorrendo meu estômago o arranhando levemente. Inuyasha nunca tinha pena de mim se o assunto fosse sexo, e ele demonstrava isso sempre que podia.
Os últimos dois meses não foram os melhores pra mim e nem para Inuyasha. Muitas vezes quando tentávamos cometer o "ato" minhas pernas fraquejavam, e então eu sentia uma imensa náusea me invadindo, mas não estava sendo assim dessa vez. E ele certamente sentiu isso, pois pegou meu joelho por trás dele e levantou ainda mais a minha perna, não temendo que eu sentisse algum mal-estar. Ele estava desesperado.
Meu corpo agora estava completamente sobre a mesa e meus seios estavam enrijecidos de tamanho tesão. Os orbes dourados se aproximaram dos meus e então ele estava me cobrindo. A perna que ele havia puxado para cima agora estava em cima de suas costas. Gemi alto quando ele mordeu o bico de meu seio e o chupou forte, alternando entre morder e chupá-lo. Suas garras rumaram para meu sexo e seus dedos me massagearam por cima do jeans.
Tentei me mover contra ele, mas seu corpo pesado estava ali no intuito de me prender. Ele sorriu, ainda brincando com meu seio meio sem tirar-me a blusa.
- Molhada, Kagome? – Perguntou, dando uma lambida imensa em meu pescoço acabando por morder meu queixo. – Está sentindo o que eu estou sentindo, hem?- Perguntou abrindo ligeiramente o botão de minha calça e afundando sua mão dentro dela. Então seu corpo descobriu o meu, e eu gemi em decepção. As duas mãos fortes puxaram a minha calça e a lançaram para longe.
Notei os olhos dele brilharem e então suas pupilas ficarem dilatadas. Eu soube que estava pingando, e imaginei a condição de minha calcinha. Se baixando ele a lambeu, inalando profundamente meu cheiro. Puxou uma cadeira e se sentou, ficando exatamente da altura de meu ponto íntimo.
Quando tentei me levantar ele colocou uma mão em meu estomago e me empurrou. Senti a necessidade pairando sobre ele e apenas me senti ficar mais excitada. Seus dedos passaram por toda a minha calcinha, acertando vez ou outra meu clitóris. Empurrei meu corpo pra cima em um gesto involuntário e então em empurrei contra ele.
- Inuyasha, faça!- Ordenei. Ele riu com gosto, mas ainda sim com malícia, e tirou minha calcinha em um gesto rápido e logo em seguida seus lábios encontraram meu sexo. Foi um movimento tão rápido que senti um choque percorrer meu corpo todo. Minhas pernas se abriram e eu impulsionei meu corpo contra sua boca enquanto apertava seus cabelos em direção a mim. Ele estava me enlouquecendo.
Sua língua poderia ser certeira, mas ele não quis que ela fosse. Passando vez ou outra por cima de meu feixe de nervos, eu já estava pronta para gritar de tamanha luxúria. Seus dedos me invadiram sem aviso prévio e eu me movimentei contra ele.
- Você está deliciosa, mon cherri.- Eu sorri com os olhos fechados.
- Inuyasha... eu te amo. – Senti sua respiração bater em meu clitóris. – Mas eu adoraria que você permanecesse de boca fechada, agora. – Ao terminar a frase senti seus dentes me arranharem e eu gritei apertando suas orelhas as massageando. Puxando-me contra ele pressionou os lábios no ponto certo, não o soltando. Me movimentei contra seu rosto e ele sorriu contra mim, não abandonando meu clitóris. Me chupou com força e enfiou dois dedos em mim, os abrindo vez ou outra. Senti minha visão turvar e gozei deliberadamente contra ele.
Meu corpo tremia de forma involuntária, e eu resgatei o ar me acalmando. Sem me dar tempo de pensar seus lábios já cobriam os meus e me colocavam sentada na mesa. Eu não havia me recuperado, e ele sabia disso. Passando as mãos no meu cabelo ele apunhalou uma quantidade e os puxou pra trás, beijando meu pescoço e o marcando com algumas mordidas e chupadas. Eu gemia baixo, sem forças e ele parecia não apenas não se importar, mas também adorar a situação.
- Inuyasha....- Sussurrei. Ele deu um selinho em minha boca e lambeu meus lábios me impedindo de falar. Voltando a mão em meu sexo ele enfiou dois dedos novamente, iniciando a tortura inicial. Eu ainda sentia um formigamento naquela região, então gemi leve e baixo em sua orelha.
Ele se surpreendeu quando mordi levemente um delas e minhas mãos lutavam contra a barra de sua camiseta. Eu estava parcialmente vestida, mas ele estava completamente. A puxando pra cima com as poucas forças que tinha observei aquele peitoral definido e sem pensar lambi um de seus mamilos. Ele gemeu e assim que fez isso eu arranhei toda a extensão de suas costas. Passei a morder a lateral de seu corpo e desci na mesa, ficando frente e frente com ele. O virei e então o empurrei, fazendo com que ele se sentasse agora.
- O que está pensando?- Perguntou e eu o ignorei. Abrindo o botão de sua calça eu a tirei de seu corpo e observei seu membro longo e grosso. Minha mão já o agarrou e eu chupei seu pescoço assim que comecei a masturbá-lo. Inuyasha não gemeu, ele praticamente urrou. Senti seu pênis contraindo e grande parte saindo pra fora de sua cueca. Passei a massagear seu testículo sem escrúpulos, e ele mordeu os lábios. Seus cabelos prateados estavam por todo o seu corpo, e eu senti prazer apenas em vê-lo entregue para mim.
Arranhei suas coxas grossas e me abaixei em frente a ele. Suas mãos alcançaram meus braços e me puxaram para cima, me dando um beijo de língua enlouquecedor e malicioso.
- Não faça isso, vai acabar com a brincadeira. – Eram sussurros, mas ainda sim desesperados. Eu sorri.
- Então que acabe, Inuyasha. – Quando ele foi retrucar eu apertei com mais força seus testículos e então minha mão voltou a masturbá-lo com mais rapidez. Ele gemeu e quando notei sua resistência baixar coloquei minha boca por todo ele, sem cerimônia alguma. Suas mãos massageando meu cabelo com carinho, e então eu o libertei de sua cueca, sem tirar a boca de seu mesmo. Ele baixou suas mãos por meu corpo e agarrou minha blusa, a puxando pra cima. Quando tirei minha boca de seu sexo o massageei, e quando me encontrei apenas de sutiã voltei a chupá-lo com volúpia. Queria dar a ele o orgasmo que ele havia me dado.
- Kagome, pelo amor, eu não vou agüentar...- Ele murmurava continuamente. O enfiei até onde pude em minha garganta e massageei ao mesmo tempo agora suas "bolas". Ele começou a se movimentar contra mim, tentando a todo custo controlar seus movimentos para não me machucar. – É sério K-chan, eu não estou pra brincadeira.- Tirei minha boca e então lambi a cabeça de seu pênis, mordendo-a levemente depois. Inuyasha gemeu e antes que eu pudesse finalizar a tarefa ele me puxou para cima sem qualquer gentileza.
Eu não consegui acompanhá-lo, apenas vi que ele se levantou da mesa e me empurrou contra ela me deixando de costas para ele. Sua mão direita tirou o gancho de meu sutiã e a esquerda foi diretamente para a minha cintura, me deixando levantada. Senti ele penetrando em mim naquela posição e mordi meu lábio. Ele estava grande demais, e me preenchendo completamente. Meu sexo pingava e eu estava completamente aberta agora. Gemi alto e ele me acompanhou.
Suas duas mãos passaram para baixo e então apanharam meus seios inchados. Ele apertou o bico sensível de ambos e continuou bombeando contra meu corpo. Senti sua língua me lambendo a nuca e a mordendo. Seus lábios me percorriam inteira, nas costas, na nuca, na orelha e então ele capturou minha boca, me forçando a ficar meio virada para ele.
Seu ritmo não diminuía, e suas investidas estavam cada vez mais fortes contra meu corpo. Eu sentia seu pênis bater fundo em mim, e seus testículos hora ou outra acertavam em meu clitóris.
- Provoca Kagome, provoca mesmo. – Meus gemidos se intensificaram quando ele passou a sussurrar daquela maneira rude em meu ouvido. – Agora agüenta, meu anjo. – Sorri para ele, o encarando.
- Agüento o quanto você quiser, Inu...- Ele então deu uma última estocada forte e saiu de mim. O encarei completamente frustrada encarando seu sorriso malicioso. Aquela posição estava me expondo completamente. – O que você pensa que está fazendo?- Perguntei tentando disfarçar meu desespero.
Foi então que ele colocou a mão em meu bumbum e se abaixou, voltando a me chupar. Eu dei um gemido angustiado ao notar que ele queria me fazer gozar de novo. Forçando os pés no chão senti sua língua me lamber inteira e ele massagear todo o meu fundo. Eu apertei as pontas das mesas e senti ele abrindo minhas pernas e me puxar para trás.
- Eu não vou agüentar, Inuyasha... – Ele riu, penetrando um dedo em mim.
- Ah, você vai... agora você vai. – Voltando a língua contra meu sexo ele agora enfiou toda ela dentro de mim, me chupando e lambiscando. Eu estava ficando louca, completamente insana. Enquanto sua língua me penetrava ele passou o dedo pelo meu feixe inchado e se satisfez em me ouvir gemer. Quando meus músculos começaram a se contrair indicando um orgasmo ele se levantou e me penetrou sem dó.
Senti novamente uma forte tontura, mas ele não parou. Seus braços me apertaram e ele envolveu meu corpo, fazendo com que eu continuasse naquela mesma posição. Senti meu corpo todo tremer contra ele, e então ele sussurrou palavras incompreensíveis enquanto lambia minhas costas.
Foi então que senti meu corpo ser preenchido com um liquido quente. Inuyasha havia gozado alguns momentos depois de mim. Não soltou o abraço e continuou dando vários beijos em meus ombros.
- Eu te amo, sua baixinha. – Eu sorri, me virando e então o abraçando levemente.
- Eu também, seu estúpido. – Ele me encarou fixamente beijando a ponta do meu nariz.
- Então casa comigo? – Eu arqueei a sobrancelha não sabendo se ria ou não. Ele me deu um selinho seriamente. – Sei que estou pelado, feio e suado, mas estou falando sério. Aquela calça que você tirou com tanto descaso contém um anel que eu paguei caro, mas é lindo e brilhante.- Eu ri alto, o abraçando mesmo que fracamente.
- Claro que aceito, Inuyasha! Como eu não aceitaria? – Ele sorriu passando a língua por sobre os meus lábios.
- Eu não sei... talvez porque eu seja um arrogante? – Fechei os olhos calmamente, logo depois o beijando com paixão. O tesão voltava lentamente, mas o beijo representava bem mais que isso. Ele me abraçou com cuidado e retribuiu toda a paixão que eu lhe passava.
- Você pode não ser um arrogante por completo, Inuyasha, mas você é realmente um grande imbecil se achou mesmo que eu fosse negar esse pedido. – Ele riu pra mim.
- Então que tal mais uma? – Eu arqueei a sobrancelha pra ele. – Qual é! Agora nós iremos fazer um sexo brilhante.- Abri um sorriso debochado pra ele. – Eu te amo tanto Kagome, mas tanto que você não faz idéia disso. – Eu sorri amavelmente para ele.
Finalmente as coisas estavam no lugar que deveriam estar.
E eu sinto, que dessa vez, elas não vão mais sair.
Nunca mais.
oOo
É, eu não achei um fim melhor que esse. Eu não gosto de colocar como um fim que seja realmente um fim, entendem (não)? Tenho uma mania péssima de fazer cada um imaginar as coisas como desejarem. Talvez seja por isso que eu odeie finais, porque sinto sempre vontade de continuá-los.
Mas enfim, a fanfic está concluída. Do meu jeito, meio embananado, mas está. Espero que tenham gostado, de verdade. Eu estava enferrujada, e por mais que não pareça foi realmente difícil voltar a escrever, ainda mais sendo o último capítulo! Até mesmo o hentai me pareceu difícil, e foi estranha a cena de pedido de casamento, mas eu não poderia deixar de colocá-la.
Naraku na cadeia me pareceu ser a melhor opção. Eu sei que poderia ter mostrado como seria a vida dele lá, mas apenas duas frases sobre ele já me contentaram. Ele se fodeu, não conseguiu fugir nem vai conseguir, apenas isso que eu quis deixar claro. Eu tive que dividir o capítulo entre narração em 1ª e 3ª pessoa (como obviamente notaram), mas espero que não tenha saído "tão" ruim assim.
Enfim, enfim! Todas assistindo ao novo Inuyasha? Digam que sim, vai. Tá, parei AHuEHUAHEUHAUEHUAHEUHAUHEUA!
Estava com saudades do site, preciso ler minhas fanfics antes que eu fique maluca!
Kissus, gurias.
Até a próxima :D!
Reviews:
SACERDOTIZA: Oi aborrr, como vai? Saudades de moi? Me add no MSN, pelo amor, parece que a gente nunca mais se encontra! Stephani_! Eu fiquei realmente fã de KagSesshy,mas eu não imaginei que iria amar tanto esse casal! Virou um vício, eu finalmente te entendo. E quanto seu amor pela Kikyou eu compreendi apenas agora nessa segunda temporada. Na boa, eu estou me odiando por ter começado a amá-la. Eu estou louca pra fazer uma parceria! Ao menos parcerias me incentivam a escrever sempre, porque olha, eu sempre dou um sumiço, me odeio por isso. Obrigada por estar gostando da fanfic abor, e que você leia esse último capítulo, nem que seja só em 2011! AHUEHUAHEUHAUEHUA. Te amo, cherry!
CAROLSHUXA: Você nem sempre comenta mas sempre lê quando a fic atualiza? Na boa, o que mais importa MESMO é que vocês leiam *O*. Eu sei que nem sempre dá pra mandar uma review, mas saber que tem gente lendo putaqueopariu me dá uma felicidade que você não faz idéia! As dores já passaram, não quero nem lembrar daquela operação maldita _. Beijos, guria, e que você tenha gostado desse último capítulo!
LORY HIGURASHI: Obrigada por amar a fanfic, juro, juro mesmo! Eu fico feliz em saber que terei sempre alguém pra me acompanhar em meus projetos impossíveis! Amou o hentai? Que bom, espero que tenha gostado desse também! AHUEHUAHUEHAUHEUAHUEA Kissus guria, até a próxima.
BECKY BAH: Hey Becky, quanto tempo que eu não falo com você, desgraça! Você sumiu, e eu perdi todos os meus contatos do MSN Ç_Ç! Me passa seu MSN de novo que eu fiquei frustrada e perdi contato e =\. Enfim, não sou mais loira D:! Sou roxa agora, pintei recentemente, avacalhei mesmo AHEUHAUEHUAHUEA! Enfim, eu tenho ficado completamente fora do mundo de fanfics, mas tenho que ler suas fics urgentemente! Elas me encantam sempre, e devem me encantar pela eternidade, você sabe disso. Se eu não sou humana então você também não é! AHUEHUAHUEHAUHEA! Saudades imensas guria, vê se aparece (ou eu, né). Amo você, morena.
KELLY-CHAN: A cirurgia já foi há um tempo, mas que doeu horrores por um bom tempo doeu viu! Eu caprichei no hentai? Olha, nem sei mais viu, acho que eu só presto pra escrever isso AUEHAUHEUHAUEHAUHEUHAUEA! Espero que você tenha gostado desse hentai também, mesmo eu estando enferrujada como estou! Fofo ela ter perdoado a Kikyou? De fato, eu não poderia deixar de colocar o "fim" dessa disputa entre as duas. Muito obrigada pela review guria, beijos pra você também e até mais!
ANNY-CHAN: Pobre leitora nova que começou a ler e depois teve que arcar com o sumiço da escritora-sem-coração! ! Você amou a fanfic mesmo? Nossa, faz muito tempo que eu não vejo uma leitora nova vir falar comigo tão empolgada, sério, fico até feliz por isso! AHUEHUAHEUHAUEHUAHEUHAUEHA, " Sesshoumaru ressuscite-me com sua espada!" Morri, sinceramente. Enfim, enfim, deixando de surtos paranóicos, espero que tenha aprovado esse capítulo (se é que veio ler T_T)! Eu continuei, mas demorei um pouquinho AHUEHUAHEUHAUEa! Kissus guria, até mais xD!
IZABELA17: Ahhh, obrigada por amar o capítulo *O*! Quando me dizem que a fanfic fica melhor a cada capítulo eu fico extremamente agradecida. Imagina se ela piorasse com o decorrer do tempo, eu me matava T_T! O Hentai ficou perfeito? Amou o jeito que ele tratou ela? NHHHHHAAA que bom que gostou , espero ter obtido sucesso nesse último capítulo também =\. A "briga" final não foi tudo aquilo, eu só encerrei do modo que achei mais correto. Ficar enrolando a história deixaria ela muito chata, ainda mais enferrujada como eu estou .-.! Beijooos, perdoe-me por demorar pra continuar, mas eu estou aqui! Até mais guria, e obrigada pela review!
AGOME CHAN: Por que todos sempre querem me matar quando vêem o nome do capítulo? Puxa, sempre quero deixá-lo tão bonitinho e pouco perturbador... AUEHUAHEUHAUHEUAHUEA! Eu também adoraria tomar um banho com Inuyasha, ainda mais do jeito que a Kagome tomou. Adoraria de verdade, fosse na água quente ou na gelada viu xD! Eu imaginei ele bêbada e nua... foi horrível .-.! Mas ao menos ela se recuperou, né? E eu não ligaria de vomitar se tivesse acabado de ter o Inuyasha no banheiro AUEHAUHEUAHUEA. O fim do Naraku não foi dos piores, ele foi bem simples pra ser verdade. Eu poderia escrever páginas e páginas sobre ele, mas achei desnecessário. Nós odiamos o Naraku, ele se fodeu e ta ótimo, o importante é o hentai (brincadeira). Eu até faria vários hentais, tentaria até mesmo fazer algum tipo de capítulo especial, mas eu estou MUITO, MUITO enferrujada mesmo. Foi difícil voltar a escrever, eu fiquei sem idéias, nem lembrava o que eu esperava para o fim da fanfic, mas bom, eu consegui, VITÓRIA! Desculpe-me a demora, guria, mas que você tenha lido e aprovado o capítulo! Kissus, e até a próxima!
MARY: Ahhh, já estou melhor guria, obrigada por desejar melhoras! Independente do tempo que eu demore, tipo... os 4 meses que eu sumi? .-.! AUEHUAHUEHAUHEA, diz que sim, vai, me acompanha, me acompanha ! Que bom que gostou da história que eu armei pra cima da Kikyou, ao menos ela aprendeu e as coisas se resolveram finalmente! Espero que não tenha se decepcionado muito com esse último capítulo, guria! Beijos e até mais!
