Cap 13 Acostumando com a ideia.

As férias passaram voando.

Em meados de dezembro fui a uma médica em Port Angeles e fizemos uma ultra. Ela disse que o bebê estava bem e ouvimos seu coraçãozinho, é lógico, que chorei como uma criança.

Renee estava comigo na consulta e aquilo me alegrou. Era maravilhoso ver minha mãe se acostumando com a ideia de um bebê entre nós.

A médica passou novas vitaminas, mandou que eu continuasse tomando o remédio pra segurar o bebê. Meu pesou e eu ao invés de engordar, emagreci 2 quilos. Ela disse que era normal por causa dos enjôos e me garantiu que a partir desse mês eles iriam melhorar.

Minha mãe e Phil estavam na cidade por conta das festas de final de ano.

O natal chegou e passamos todos juntos na casa de Sue. Assim como a virada do Ano novo.

Jacob chorou quando contei a ele que ele seria o padrinho. Me abraçou num daqueles seus abraços de urso.

Depois da festa da virada, arrumei minhas coisas e fui pra Nova Iorque. As aulas começariam dia 2 de janeiro e eu queria estar com tudo arrumado.

Quando cheguei no apartamento tive duas surpresas.

A primeira? Alice reformou meu guarda-roupa, adicionou centenas de roupa de gestante lá.

A segunda? Eu vi quando entrei no meu quarto, que agora era um típico quarto feminino em tons de lilás. Havia uma porta que antes não estava ali.

Passei por ela e não consegui conter minhas lágrimas. Era um quarto de bebê. Com certeza Esme que preparou.

Era o quarto de bebê mais lindo que já vi na minha vida. Ele era pequeno mais muito aconchegante. Era de cores claras e neutras, variando de um amarelo suave a tons de bege.

Peguei meu telefone e liguei pra Esme. Eu precisava agradecê-la.

- Bella? – ela atendeu.

- Esme...é lindo! – falei entre as lágrimas.

- Gostou querida? Fiz muito rápido, mas com muito carinho! – ela disse num tom maternal.

- Eu amei! E tenho certeza que ele também. É perfeito!

Ficamos horas no telefone e quando desliguei ouvi barulho de chaves lá em baixo. Mas não quis sair dali.

Estava tudo pronto ali. Tinha de fraldas descartáveis minúsculas a roupinhas lavadas e passadas nas gavetas.

- É lindo não é? – Alice me perguntou ainda segurando sua mala.

- É....é perfeito!

- Eu ajudei mamãe sabia? – ela falou orgulhosa.

- Obrigada Alice! – a abracei – Por essa e outras coisas você será a madrinha dele.

- Sério? – ela levou um susto.

- Não quer? – estava confusa. – Se você não quiser tudo bem! – passei a mão no cabelo.

- É claro que eu quero Bella. Só não esperava o convite tão cedo assim. Vou mimar muito você bebê! – falou alisando minha barriga.

O restante do dia ficamos dentro de casa...eu, Alice e Jasper. Nunca imaginei que o inverno em Nova Iorque fosse tão severo. Pra quem estava acostumada com o Arizona, Nova Iorque estava em zero graus. Acho que só se igualava com o inverno de Forks.

No dia 2 de Janeiro acordei super disposta. Tomei meu café e não achei Alice ou Jasper, mas achei um bilhete.

"Aula magma hoje.

Aff! Tivemos que madrugar!

Nos vemos no almoço? Me liga.

Bjs...sua irmã."

Sorri para o bilhete e o coloquei de volta no aparador.

Subi e tomei um banho. Coloquei uma roupa compatível com o inverno de Nova Iorque e desci até a garagem.

Quando cheguei na faculdade tive um pouco de dificuldade de achar minha sala.

Esbarrei em alguém e levantei meus olhos.

- Desculpe!...Oh! Oi Bella! – era Thomas.

- Oi Thomas.. – dei um sorriso. – Já conseguiu se achar por aqui? – perguntei.

- Esta perdida? – deu uma risada.

- Hey! Não tem graça! – deu um tapa no seu ombro e rimos juntos.

Ele pegou meu papel e olhou.

- Isso é muito bom! – exclamou.

- Isso? O que? – perguntei confusa e olhei o papel pra ver se tinha deixado passar alguma coisa.

- Venha! Você vai ver. – me puxou, me guiando pela mão.

Quando entramos na sala estavam todos animados, era cedo e o professor ainda não tinha chego.

Quando eu olhei o fundo da sala entendi o que ele quis dizer com "Isso é muito bom!". Angela, Jessica e Ben estavam lá.

Ele continuou me guiando pela sala, com sua mão segurando a minha.

E então eu vi. Edward. Estava sentado a poucos metros do meu novo grupo de amigos.

É claro que estava lá! Murphy não ia permitir que ele ficasse em outra sala a não ser a minha.

Quando passei por ele, ele abaixou a cabeça. E eu não tive vontade nem de cumprimentá-lo.

Nossa primeira aula foi sobre história da música. É era muito fácil, levando em consideração que eu já tinha lido muito sobre o assunto.

Estudamos sobre isso a manhã toda. Na hora do almoço, almocei com Angela e nossos amigos, pra que Alice e Jasper ficassem com Edward.

Afinal ele só tinha sua irmã e o cunhado em Nova Iorque e eu podia muito bem emprestá-los até ele conseguir fazer novos amigos.

O almoço foi super divertido. Angela era engraçadíssima e sempre fazia minha barriga doer de tanto que eu ria.

Contei a todos que esta grávida de 3 meses e eles me olharam assustado, mas quando falei que estava bem, eles me parabenizaram.

Voltamos pra faculdade – na primeira semana estudariam em período integral – e tivemos aula de História e Filosofia da Arte. Que era um saco! Estava segurando pra que meus hormônios não me fizessem dormir ali mesmo.

Graças a Deus aquela aula acabou, se arrastou pela tarde toda, mas acabou.

Quando estava saindo da sala com o pessoal vi um quadro de avisos. E muitos deles me chamaram atenção. Eram de pessoas querendo aula particular de violão ou de piano.

Anotei todos os telefones possíveis, me despedi do pessoal e fui pra casa.

Jasper assistia TV e Alice estava tentando cozinhar alguma coisa.

- Quer ajuda? – perguntei colocando minha bolsa em um banco.

- Não. Já estou acabando. – disse toda atrapalhada – Como foi sua aula?

- Ótima e a sua? – perguntei.

- Ótima também. Eu e Jazz estamos super animados... – e ai ela disparou em falar sobre antropólogos, filósofos e pensadores.

- Tenho uma novidade! – falei animada.

- Ah é? Qual? – parou o que estava fazendo e me olhou curiosa.

- Vou trabalhar!

- Não acho uma boa ideia Bella. – falou apreensiva.

- Eu acho! Tem muitas pessoas no campus que quer aulas particulares e eu sei que posso muito bem dar aulas de piano. – dei uma beliscada na salada que ela fazia. – E além dos mais não vou me esforçar. Posso ir de carro a casa da pessoa ou dar aulas aqui. – ela me olhou – Se importa?

- Claro que não! – sorriu – Pensando desse jeito acho que vai ser bom pra você trabalhar assim...ta ai! Tá apoiada.

Dei um beijo na sua bochecha e baguncei seu cabelo.

Fui até a sala e perguntei se Jasper se importaria que eu desse aulas ali e ele disse "De forma alguma Bella". Então agora, só me faltava arrumar os alunos.

Subi e tomei um banho rápido. Sentamos pra jantar e durante todo o processo Alice contava as novidades do 1º dia de aula. Parecia uma criança que vai ao prézinho pela primeira vez.

Os meses se passaram rápido e minha barriga ficava cada vez mais evidente.

E sinceramente eu estava amando. O bebê se mexia demais dentro de mim e era uma sensação mágica, mas ao mesmo tempo engraçada e dolorida.

Cantava pra ele ou ela todos os dias. E toda vez que cantava o bebê ficava super calmo.

No final de fevereiro fui a minha consulta mensal de rotina em Nova Iorque. Renee foi comigo.

Agora que ela também morava em Nova Iorque nos víamos quase todos os dias e ela parecia feliz com a ideia do bebê. No início estranhei essa mudança repentina, mas depois relaxei e achei que era coisa da minha cabeça.

A médica me pesou e vimos que eu engordei 4 kg, mas que não eram bem visíveis. Esses quilos deviam estar na minha barriga, porque eu continuava magra – exceto claro pela saliência em meu abdome.

Refez meus cálculos e disse que eu estava com 20 semanas, ou seja, 5 meses. E que a data provável do parto seria em meados de junho.

Passou outro tipo de vitamina e fomos pra sala de ultrassonografia.

- Seu bebê esta ótimo Bella. – ela disse e de repente deu uma risada.

- Algo errado? – perguntei olhando o monitor do computador.

- Não! É que tem alguém bem disposto hoje. – fiquei sem entender, ela viu minha expressão e continou. – Você quer saber o sexo?

- Quero! – afirmei. E eu queria muito mesmo saber.

- Olha aqui! Tá vendo essa bola e a pontinha no meio? – afirmei com a cabeça. – É um menino e ele esta mostrando pra quem quiser ver. – sorriu.

Um menino! Eu teria um menino e ele seria a cópia exata de Edward. Me peguei imaginando um bebê branquinho em meus braços, com lindos olhos verdes e cabelos dourados bem bagunçados.

- Já tem nome? – a médica me perguntou e Renee me olhou curiosa.

Uma lágrima desceu pelo meu olho. Pensei em Edward. Como ele reagiria ao saber que era um menino, e se ele estivesse ali comigo vendo aquela imagem.

- John. – respondi. – John Anthony! – ele não poderia ter outro nome senão esse.

- É um nome bonito. – a médica disse e Renee revirou os olhos porque ela sabia o significado desse nome.

Era uma homenagem silenciosa aquele que me deixou, mas que eu ainda amava com todo o meu ser.

Decidi que só eu e Renee saberíamos o nome. Assim faria uma surpresa ao resto da família, principalmente a Esme.

Saímos do consultório e Renee me deixou em casa.

- E ai? Como foi? – Alice me perguntou assim que eu entrei e Jasper me fitou curioso.

A abracei e chorei.

- É um menino Lice! Um menino! - tentava enxugar minhas lágrimas. – Não podia estar mais feliz. - Jasper também me parabenizou e fomos comer sorvete pra comemorar.

Liguei pra Esme e pra Charlie pra contar a novidade. Eles ficaram super felizes.

Eu estava mega feliz. Tinha me acostumado com a gravidez, estava dando aulas todos os dias – e ganhava 100 dólares a hora, o que era melhor -, e meu desempenho em Julliard era um dos melhor. Meus amigos também estavam sempre me paparicando.

Mas...ainda havia um vazio. Edward. Quase não o via, e quando via não falava com ele. Provavelmente ele pediu pra mudar de turma, pois ele não estava mais na minha sala. Mas eu pensava em John. Eu tinha que ser forte por ele. E eu era.

Angela estava me ensinando a tocar violoncelo e graças a ela descobri uma paixão. Estava fascinada por aquele instrumento toda vez que tocava, viajava. Usei o dinheiro de minhas primeiras aulas pra comprar um pra mim e colocar ao lado do meu piano, que eu nunca tocava por me fazer lembrar Edward.

Março..............

Abril.................

Maio e Junho passaram se arrastando eu já estava pensando que ficaria grávida o ano inteiro. Minha barriga estava imensa e eu estava super inchada.

Entramos de férias na faculdade, mas resolvemos ficar em Nova Iorque mesmo.

No início de Junho tive outra consulta que agora era toda semana devido a proximidade do parto. Fizemos uma ultra, mais vitaminas e exames.

Pelos cálculos da médica estava de quase 9 meses. O que significava que o final da gestação estava próximo.

Conversamos sobre que parto eu queria e deixei claro que queria que fosse o mais natural possível. Pelo meu filho passaria por tudo. Ela me explicou como funciona o processo de trabalho de parto e aquilo de certa forma me acalmou, já sabia como seria. Já sabia que ia doer muito.

Quando cheguei em casa da consulta tive uma surpresa.

Estavam todos lá em casa. Esme e Carlisle, Rose e Emm, e até Edward. Que me olhava com uma cara de culpa por estar ali.

- Querida como você esta linda! – Esme me abraçou.

- Enorme você quer dizer! – falei em tom de brincadeira.

Rose e Emmett me deram um abraço. Carlisle quis saber tudo que a médica tinha me falado e Alice foi a cozinha pedir pizza pra todos.

Eu subi pra tomar um banho e pedi que me esperassem.

Quando acabei, fiz todo meu ritual de cremes e óleos na barriga e nos quadril – acho que estava funcionando porque não tinha nascido uma estria sequer, não ainda -, escovei os dentes e os cabelos e fui até o closet pegar uma roupa.

Escolhi uma roupa leve, tinha começado o verão e estava meio abafado, e também não sairíamos de casa.

Coloquei uma bermuda jeans, uma blusa justa vermelha e rasteirinhas prateada.

Quando sai do closet encontrei Edward sentado na minha cama.

- Oi. – ele me disse sorrindo. Ele estava com uma cara péssima.

- Oi. – retribui o sorriso.

- Fiquei sabendo da novidade. – apontou pra minha barriga. – Ele tem nome?

- Não. – menti.

Ficamos em silêncio enquanto eu colocava umas bijuterias.

Senti sua respiração nos meus ombros e suas mãos pousarem de leve em minha cintura.

- Posso? – perguntou.

Não podia deixar ele passar a mão em John, mas ele era seu pai e eu não podia negar isso. Eu mais do que ninguém sei como é desumano afastar um filho do pai. Renee fez isso comigo e com Charlie.

Então eu apenas balancei a cabeça num "sim".

E senti suas mãos tocarem minha barriga de 9 meses de gestação.

Instantaneamente John se agitou. Safado! Até ele se apaixonou por Edward de primeira.

Parecia que ele sabia que quem estava ali era seu pai.

Ele fazia círculos com as palmas das mãos na minha barriga e balançava nossos corpos de um lado pro outro como se estivéssemos dançando. E era tão carinhoso. Ele apoiou seu queixo em cima do meu ombro e eu podia sentir seu rosto sorrindo em resposta aos chutes de John.

Deus! Sabia que ele estava ali pelo bebê, que ele estava fazendo carinho no bebê. Mas o contado da sua pele com a minha estava me deixando super excitada. Porra! Faziam 8 meses que eu não sabia o que era sexo.

Me encostei no seu peito e pude sentir como ele também estava excitado.

- Como eu sinto sua falta John! – cheirou meu cabelo. – Do seu cheiro... – beijou meu ombro. – da sua pele na minha... – sussurrou no meu ouvido: - eu preciso de vocês Bella... - o interrompi.

- Para Edward! – tirei suas mãos da minha barriga. – Não me chame mais de John! Por favor!

Ele me olhou triste e eu continue.

- Não posso ficar com você! A ferida que você me fez ainda esta aberta. – tentei segurar minhas lágrimas, ao me lembrar de suas palavras duras. – Mas se você quiser o bebê não vou impedir que você o veja...que você seja o pai dele.

- Eu o quero Bella! Eu quero ser o pai dele. – se sentou na cama e sorriu torto. Ele sabia que eu não resistia a isso.

Me aproximei dele e agarrei seus cabelos, os cheirando. Ele colocou as mãos no final das minhas costas e apoiou a cabeça na minha barriga.

- Eu te amo Bella! E amo ele também! – ele disse me olhando nos olhos.

- Eu também te amo Edward, mas não podemos ficar juntos, não agora! – virei pra me afastar e ele me puxou colando seus lábios nos meus.

Era um beijo doce, carinhoso e que há muito tempo eu desejava. O beijo foi ficando mais urgente, mas excitante. Já podia sentir como eu estava molhada esperando por ele e a minha médica tinha liberado sexo justamente agora, no último mês. Mas não podia me entregar a ele, não enquanto as palavras dele ainda estavam na minha mente.

Me afastei e ele colou sua testa na minha.

- Me desculpe! Não deveria ter feito isso. – falou ofegante e ainda de olhos fechados.

Depois que a nuvem de desejo saiu de cima da minha cabeça eu pensei melhor.

- Tem razão! Não deveria mesmo ter feito isso. – me afastei olhando pra ele e sai do quarto.

Quando cheguei na sala todos me olhavam curiosos.

- Só pra constar! Não nos entendemos, apenas vou permitir que Edward assuma o bebê! – falei pra todos ouvirem e Edward deu um sorriso tímido.

Esme e Carlisle me abraçaram e me agradeceram.

Comemos as pizza – acho que devo ter comido uma sozinha -, depois jogamos Guitar Hero que o Emmett trouxe de casa e lá pelas 9 eu já me sentia exausta. Estava sentindo uma cólica leve, mas não liguei porque a médica disse que era normal num estágio avançado de gestação.

Me despedi de todos e fui deitar.

Esme e Carlisle iriam pra um hotel, Alice dormiria comigo, Emmett e Rose no quarto de Alice e Jasper e Edward quarto de hóspedes.

Deitei mais não consegui dormir. A dor estava aumentando e eu sabia que estava chegando a hora.

Quando Alice veio dormir já estava tarde e eu ainda estava acordada, mas estava deitada quietinha, então acho que ela pensou que eu estivesse realmente dormindo.

Comecei a contar minhas contrações e elas vinham de 30 em 30 minutos.

Lembrei das palavras da minha médica:

"Você só começa a dilatar com intervalos menores de 10 min" – Deus! Doía tanto e ainda tinha que esperar abaixar 20 minutos desse intervalo.

Andei pela casa pra ver se amenizava, mas só piorava. Eu não conseguia sentar, deitar ou ficar em pé...tudo doía.

- Esta tudo bem? – ouvi a voz de Edward enquanto bebia um copo de água na cozinha.

- Esta... – eu não ia mentir - ...não, não esta! – falei fazendo cara de dor.

- É com ele? – uma de suas mãos me apoiava e a outra estava na minha barriga.

- Preciso de um banho! – falei indo em direção as escadas.

- Posso te ajudar? – me perguntou receoso.

- Aham...- foi só o que consegui falar.

Edward encheu a banheira com água quente e enquanto esperávamos ela encher ele massageava minhas costas.

Entrei na banheira e percebi que as contrações estavam de 10 em 10 minutos.

- Pode ligar pra minha mãe e dizer que chegou a hora? – ele me olhou assustado.

- Ele vai nascer? – balancei a cabeça - Hoje?

Edward ficou desesperado, por um momento achei que ele fosse arrancar os cabelos da cabeça.

- Hey! – puxei seu queixo pra ele me olhar. – Calma, ok? Preciso de você! – ele sacudiu a cabeça. – Ligue pra Renee e Esme avisando que estamos indo para o hospital. Peça Renee pra ligar pra Dra. Clara e nos encontrar no hospital e pegue minha mala e a do bebê que esta no meu closet. Entendeu?

Ele saiu desesperado do quarto.

Alice entrou correndo no banheiro enquanto eu tentava levantar da banheira.

- Porque não me chamou Bella? – ela perguntou me apoiando.

- Aiiiiii... – uma contração violenta, contei veio depois de 5 minutos da outra. – Alice... – a chamei ofegante. – Chame Edward! Precisamos ir agora.

- Oh meu Deus! – ela saiu correndo do banheiro.

Senti algo quente em minhas pernas. Minha bolsa estourou e havia sangue por toda a parte frontal da toalha.

- ALICE! – a gritei e ela apareceu em segundos, já vestida.

- Me ajude a me vestir. – sentei na cama enquanto ela pegava uma roupa pra mim. – Minha bolsa estourou! – uma contração – Ahhhhh...CADÊ EDWARD! – gritei

Quando estava vestida ele entrou no quarto e me pegou no colo.

Me colocou no carro e pôs o cinto em mim. Ouvi Alice dizer a ele que iria depois no carro dela.

Quando chegamos ao hospital Renee já nos esperava lá.

Mas ela tinha uma noticia ruim pra me dar. Dra. Clara não estava no país e não poderia fazer meu parto, teria que ser com um obstetra que estivesse de plantão naquela noite.

Eu realmente não me importava, não se tirassem logo John de mim.

Estava me controlando pra não gritar.

Minha mãe e Edward se revezavam pra massagear minhas costas enquanto eu estava deitada em posição fetal naquela cama horrível de hospital.

Depois de exatas duas horas que eu havia chegado no hospital, senti uma vontade louca de empurrar John pra fora.

Mandei Edward avisar ao médico e minha mãe ficou comigo.

Me prepararam pro parto. O médico me deu um toque e disse que eu estava pronta.

- Cadê Edward? – eu perguntei ofegante.

- Só pode ficar um acompanhante querida! – o médico me avisou.

E eu realmente preferia minha mãe naquele momento.

Ele me mandou empurrar, contava até 10 e me mandava empurrar.

Repetimos esse processo umas 3 vezes.

Ouvi um chorinho longe e sorri. Tinha acabado, iria finalmente conhecer meu John.

Colocaram ele todo sujinho no meu peito.

E ele era lindo...tinha uns poucos cabelos dourados, olhos verdes e a pele bem branquinha. Como eu o imaginava.

Fui me sentindo tonta, enjoada, meu braços não me obedeciam e senti meu bebê sendo tirado de mim.

- Levem-na pro centro cirúrgico! – o médico disse.

Foi a última coisa que ouvi antes de cair na inconsciência.

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