Revisado 16.01.19
Yoh, galerinha! – Chinmoku se desvia de algumas pedras e tomates atirados. – Primeiramente desculpem por novamente sumir da face da terra. Recebi uma Review inesperada da Veronik Lim (obrigada, querida!) que me fez olhar para meu fic novamente. Eu detesto projetos inacabados... e me criticando muito ou pouco, eu gosto do meu fanfic. Então, aproveitei a lembrança e empolgação dela para mandar ver... acabei relendo as últimas reviews e fiquei mais que saudosa daqui. Então resolvi tentar voltar, hehe.
Para os interessados, a pausa não foi de sacanagem... eu entrei em depressão... melhorei... saí do país... me ferrei em N sentidos... entrei em depressão surreal... voltei bad... e aos poucos fui me cuidando e melhorando até conseguir colocar qualquer coisa em ação. Basicamente isso, resumidamente ao infinito porque teria muito mais por aí pra contar... mas yay! Estamos aqui! Uhulllll!
Reli o fanfic inteiro para ter idéia do que eu farei com ele e confesso que ri LITROS em alguns pedaços. Não lembrava de ser tão louca assim! Hehehe e cara, tem cenas que eu mudaria para melhor, mas como já foi publicado, deixa para lá... Não adianta chorar o fanfic publicado.
Um agradecimento especial para a minha amiga Paty que me deixou uma review linda e empolgante! E sim, amiga! O "Faça comigo agora, Sakura!" é pra causar voltinhas no estômago mesmo! HAUEHAUEH Inveja dela, pqp... -_- Enfim... tenho que me segurar para não mandar ver no SakuNeji cof cof... sobre o Shika, não é que eu esteja sendo dura com ele. Ele é que está no lugar e hora errados, rsrs. Mas isso tbm será explicado, eu acho... *coçando a cabeça em dúvida* E mais um comentário, "Garamicina ou um lote de Nejicilina" = eu chorando litros de rir. Obrigada, linda!
Veronik Lim, mais uma vez obrigada! Adorei a review! Fiquei curiosa para saber tudo que você achou e espero não desapontá-la com esse capítulo. Fica sussa que já comecei o próximo!
Lex Deschain, Deuses, menina! Você é tão tarada quanto eu na leitura de fanfics! Hehehe Espero que curta o capítulo! E fico feliz que tenha lido o All is Full of Love porque as interferências estão vindo mais de lá do que do manga/anime. *começando a chorar de emoção* e obrigada de coração pelos elogios quanto aos personagens! Eu pessoalmente me esforço muito para tentar manter o máximo possível a integridade da personalidade deles. Obrigada mesmo!
Aos que não comentaram nada, agradeço também por lerem o meu humilde fanfic. Espero conseguir finalizar essa história tão bem quanto a última.
Por último... Gente, eu sei que o capítulo não é exatamente triste (vocês verão que ele é mais tenso que qualquer coisa), mas eu chorei todas as vezes que o reli na última cena, em especial os dois últimos parágrafos... Alguma coisa mexeu comigo. Não sei se é por causa da trilha sonora que bateu legal com o tempo de cada cena (e ela nem é triste, só pra avisar)... mas enfim. Espero que gostem.
Para os que quiserem ler com as músicas que usei de inspiração para sentirem melhor o clima (vale a pena) abram o youtube em 3 ou 4 abas procurem por (na ordem):
Samaris – Deixei rolando desde o início até a cena que Sakura sai da mesa da reunião e segue para o banheiro no random... então tanto faz qual tocar...pode ser a lista do youtube mesmo. Se a música for animada demais, pule para qq outra mais soturna.
Dir en Grey – Diabolos para a cena seguinte do escritório e a inicial da Sakura na boate.
Samaris – Máninn og bróðir hans todo flashback da cena do banheiro da Sakura com o Sasuke.
Dir en Grey - Akuro No Oka (K.N.Y. mix) – Toda a cena da boate final até que eu comente a mudança da música para Aint Afraid to Die, deles também. Enfim... é isso!
Divirtam-se!
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Arigatou – Obrigado(a);
Betsuni – Não importa, tanto faz;
Chigau – Errado!
Daijoubu – Estou bem, está tudo bem;
Damare – Cale a boca!
Dame – Pare! Você não pode! Espere!
Doumo – Obrigado (a);
Douzo – Por favor; mas é uma expressão de permissão. Por exemplo, "douzo, sente-se." Ou quando vc oferece algo para a pessoa e a entrega dizendo "douzo".
Gomen, Gomennasai – Desculpe, perdão, foi mal;
Hanase – Me solte, me deixe ir;
Ittai – Que dor, isso dói;
Kuso – Merda;
Nani, nanda – que, o que?
Naze ou Doushite – Por que?
Omae no baka – Seu idiota!
Sumanai, Sumimasen – Desculpe, perdão;
Usotsuki – Mentira! Mentiroso (a);
Yokatta – Que bom, fico feliz (essa é uma expressão que remete alívio);
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Interferência
- by Chinmoku –
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Capítulo 12 - Interferências
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Sakura se viu seguindo os passos firmes e seguros de Neji pelo salão luxuoso. A entrada junto aos seguranças atraiu olhares curiosos. Alguns cochichos aqui e ali indagavam quem seria o casal importante que havia acabado de chegar acompanhado de tantos seguranças e em trajes tão finos. A temperatura dentro do Hotel, embora controlada por aquecimento central, parecia baixar conforme se aproximavam do grupo que os esperava. Caminhavam lentamente pelo salão de luzes baixas, aparentemente despreocupados aos olhares curiosos.
Não passou despercebido por Neji o discreto praguejar de Sakura ao notar que, perto das gigantescas e polidas janelas, ao lado direito da mesa para a qual se dirigiam estava Uchiha Sasuke. Neji parou seus passos e casualmente voltou-se para ela. Observou-a corar diante do seu olhar, fato que não lhe causava mais surpresa visto que Sakura nunca se acostumara com sua forma intensa de estudá-la, e, antes que ela dissesse qualquer coisa ele se aproximou e fingiu aprumar uma mecha rebelde de seu cabelo, ignorando os olhares exclamados de todos ao redor àquela atitude tão atípica dele. Seus próprios seguranças pareciam ligeiramente escandalizados.
"Daijoubu. – Disse num meio sussurro. – Não deixe a presença ou palavras dele afetarem você. Eles farão de tudo para lerem nossas intenções."
Sakura acenou que sim e respirou fundo, oferecendo um breve sorriso. "Estou pronta."
Os poucos seguranças que foram permitidos dentro do salão ficaram de prontidão à uma distância segura dos dois. Neji, se aproveitando de seu status temporário de cego, fingiu não notar o olhar intrigado e ligeiramente chocado de Sasuke, parte dele se divertindo com a atenção recebida do outro. Parecia descontente, mesmo na sua usual feição apática, notou.
"Hyuuga-san, finalmente! – Sakura observou cautelosamente o homem pálido de voz rouca que havia acabado de se levantar para cumprimentá-los com um sorriso largo, se segurando para não demonstrar insegurança ao olhar intenso e curioso que lhe foi direcionado. – E essa é...?"
"Haruno Sakura me acompanhará por hoje."
Sakura o cumprimentou polidamente como instruído pela matriarca. Sabia que aquele homem pálido era o responsável por trás dos problemas que as famílias Hyuuga e Sabaku sofriam: Orochimaru. O homem de óculos à sua direita deduziu se tratar de Yukushi Kabuto, um dos homens de confiança de Orochimaru, formado em Química embora não exercesse a profissão de forma usual, era conhecido por suas habilidades estratégicas e com drogas variadas. Do outro lado, Uchiha Sasuke. Todos trouxeram suas damas de companhia, mas algo dizia a Sakura que elas eram mais do que aparentavam. Elas deveriam ter algum tipo de importância ou habilidade para estarem ali. Onde está Kazumi?
Neji observou a falta de interesse de Orochimaru em Sakura e tomou tal fato como algo positivo. Era provável que Hinata estivesse realmente mais segura na casa de Sakura que no castelo da família. O problema era como Sasuke reagiria à presença dela naquela reunião. Sentou-se calma e polidamente após puxar a cadeira ao seu lado para Sakura.
"Vejo que a falta de visão não o afetou muito, Hyuuga Neji." Orochimaru apontou.
"Alguns sentidos se aguçaram desde o acidente, mas puxar uma cadeira para uma dama e se guiar pelo som não é nenhum mistério." Respondeu plácido e formal.
Taças finas foram servidas com prosecco às damas de companhia. Sakura tentou recusar, mas Orochimaru com seu olhar penetrante a fez mudar de ideia, não queria de forma alguma atrair atenção para si mesma. A forma como ele vez ou outra umectava os lábios com sua esguia língua lembrava-lhe uma cobra, ela se segurou para não estremecer de nojo. Aos homens foram oferecidas opções mais fortes para o gosto de todos. Neji, sempre tradicional, aceitou sake quente.
Petiscos salgados e picantes de wasabi, castanhas e doces finos haviam sido servidos. A luz baixa do salão, a atmosfera convidativa... Poderia ser um encontro romântico, inesquecível até, pensou Sakura enquanto se esforçava para manter a coluna tão ereta quanto a de seu companheiro.
Se não fosse a tensão crescente enquanto os assuntos se aprofundavam...
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A reunião em breve seria transferida para a cobertura. Sakura torcia, para um lado e para o outro, a esquia haste de sua taça discretamente com a ponta dos dedos. Gesto simples que não chamaria atenção dos demais, mas que lhe concedia um pouco de paz interior. Algo para se distrair, para se focar, para fingir tédio...
Desde que se sentara ali Sasuke praticamente não retirara os olhos de sua figura. Ser encarada daquela forma incisiva não era exatamente agradável. Sentia-se nua, agredida. Ao menos a figura sólida de Neji ao seu lado lhe concedia um quê de segurança. Perguntou-se quando foi que passou a ver o jovem Hyuuga como uma figura segura e de confiança. Sentiu seus lábios se curvarem num tímido sorriso ao pensamento, desse jeito acabariam como os grandes amigos que viam naquelas estranhas visões.
"De certo que você entende nossa insegurança quanto ao acordo. – Neji entrecruzou os dedos das mãos sobre o tampo da mesa, acordando-a para a situação atual. – Se assinarmos o acordo, a fusão com Suna's Microsoft Corporation seria cancelada e isso os deixaria vulneráveis. O nome da empresa ficaria sujo também. As ações cairão e mais de três mil pessoas ficarão desempregadas."
Orochimaru sorriu em resposta, balançava a cabeça em sinal afirmativo. Sabia que aquilo significaria o fim da empresa e era provavelmente um dos seus objetivos, observou Neji.
"Como podemos confiar em você depois da sua forma nada usual de chamar a atenção? Que garantia temos que não nos trairão igualmente?"
"Nenhuma. – Kabuto interveio, reposicionando seus óculos sobre o nariz. – Entretanto, o contrato que fizemos deveria ser no mínimo suficiente para garantir não só a estabilidade do seu clã, como coisas, digamos assim, mais importantes."
Neji ponderou por alguns segundos. Entendeu por entrelinhas que Kabuto se referia à sua segurança pessoal bem como a de seus familiares. Queria saber como a família Hyuuga se permitiu lidar com pessoas de tão baixo escalão. Aprumou sua postura e sorveu seu sake casualmente. "E Sabaku no Temari?"
"O que deseja saber?" Orochimaru agitou seu copo de uísque suavemente, o tilintar dos cubos de gelo se fazendo ouvir. Sua dama de companhia sussurrou algo em seu ouvido nesse momento e ele acenou que sim com um discreto inclinar da cabeça sem retirar os olhos do jovem Hyuuga.
"Vai libertá-la em segurança?"
"Está insinuando que eu estou por trás de seu sequestro? – Ele riu e levantou seu copo como que brindando a Neji. – É uma acusação muito séria, Hyuuga-san." Ele sorveu do líquido com gosto.
"Não seja hipócrita." Sakura deixou escapar por entre os dentes, se amaldiçoando na mesma hora.
Orochimaru permitiu que uma expressão surpresa e divertida se mostrasse em seu rosto, sua atenção se deslocando para a garota. "Acho que compreendo agora porque trocou a doce Hinata por essa aí. – Ele piscou um olho para Sakura, estudando-a com apreço. – Mulheres de personalidade forte sempre me agradaram mais."
"Sumimasen."
"Não se desculpe, Sakura-chan. Posso chamá-la assim? – E antes que ela ou Neji pudesse responder, ele continuou com um sorriso largo estampado. – Por que acha hipocrisia, minha querida?"
Neji prendeu a respiração. Não era assim que planejava o andamento da conversa, mas de certa forma confiava que Sakura não seria estúpida de estragar os planos deles. Tinha que confiar nela.
"Bem, não é segredo que o último atentado à familia Hyuuga foi uma obra do seu grupo para... chamar a atenção, mesmo que sem provas sólidas. O mesmo para os atentados aos membros da família Sabaku. Imagino que foi sua forma de pressioná-los, ne? – Ela pousou uma mão em seu estomago, tentando manter sua respiração calma e segura, o coração batia desesperado em seu peito. – Qualquer um que leia os jornais sabe disso, Orochimaru-sama. Vocês foram relapsos e deixaram pistas demais. As especulações correm soltas na mídia. – Ela fitou aqueles olhos amarelos que pareciam cada vez mais curiosos e divertidos com sua atitude insolente. – Surpreende-me que a polícia não tenha feito nada ainda, talvez realmente falte algo mais concreto para agirem ou talvez vocês tenham comprado pessoas lá dentro. Imagino que em algum momento o seu capanga que foi capturado vai soltar o verbo em busca de alguma redução de pena. – Ela bebeu mais um gole de sua bebida, como que dando de ombros ao seu último comentário. – O desaparecimento de Temari os favorece, portanto não é novidade que você seja o principal suspeito. Estou errada?"
Orochimaru gargalhou e nesse momento Sakura pôde observar, pela primeira vez desde que se sentara com o grupo, o olhar intenso e negro de Sasuke. Seu coração disparou novamente com a adrenalina recém liberada em seu corpo, mas permitiu-se fitá-lo de volta por um tempo considerável sem demonstrar grandes emoções. Do que você está com tanta raiva?
"Bela escolha, Hyuuga-san! De fato, uma excelente escolha! – Bebericou seu uísque. – Mas não sejamos tão precipitados nas conclusões, minha querida. Sim, posso até ter me utilizado de métodos não convencionais de persuasão, mas isso não quer dizer que eu esteja por trás do sequestro."
"Como posso confiar nisso?"
"Sakura." Neji a chamou.
"Daijoubu, daijoubu! Ela não me incomoda."
"Sumimasen. – Sakura respirou fundo e se levantou elegantemente da mesa, de modo a não parecer rude dada a tensão da conversa. – Preciso me refrescar um pouco."
Neji se levantou de pronto, "Você está bem?" Perguntou discreto.
Ela sorriu de volta segurando um esgar.
"Daijoubu, Haruno-san? – Kaori, a mulher que até então estivera em silêncio ao lado de Orochimaru, se manifestou em voz alta o suficiente para que todos pudessem ouvi-la. Kaori poderia parecer genuinamente preocupada, mas algo no íntimo de Sakura lhe alertava para não acreditar naquelas palavras. – Seu rosto empalideceu consideravelmente."
"Hai, desculpe incomodar. – Ela fez uma breve mesura. – Só preciso me refrescar um pouco."
Neji se afastou alguns passos com ela e pousou o mais discretamente possível a mão sobre a barriga da outra. "Tem certeza de que está bem o suficiente para isso?"
"Hai. – Ela mentiu, certa de que vomitaria a qualquer momento. Sentia seu estômago queimando. Beber aquele prosecco definitivamente não contribuiu para seu bem estar. – Acho que o aquecimento está um pouco forte demais para mim, só isso."
Neji assentiu e retornou à reunião se desculpando com todos pela situação enquanto ignorava o olhar funesto do Uchiha e os demais olhares indiscretos e curiosos presentes.
"Já pedimos para diminuir a temperatura. – Kaori se adiantou solícita. – Dada a rapidez com a qual ela ficou assim, espero que não seja nada sério."
"Doumo. De alguma forma, quando a gastrite dela piora, temperaturas quentes parecem piorar o problema. Mas não é nada grave, agradeço a preocupação." Neji mentiu facilmente.
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Gaara soltara o ar que até então não notara estar segurando. Sakura havia se saído bem. Não pode deixar de sentir um quê de orgulho junto com a preocupação que se acumulava dentro de si. Sua irmã havia sido levada e Sakura estava obviamente doente dentro de um ninho de cobras altamente venenosas. A situação não era das melhores.
"Agradeço a colaboração e a descrição de todos. – Hatake Kakashi, um importante investigador da polícia e cliente assíduo da clínica de Tsunade, fez uma mesura em agradecimento. – Aparentemente a conversa está fluindo bem e esperamos ter provas o suficiente para agirmos a qualquer momento."
"E a segurança deles? – Tsunade perguntou apreensiva. – É realmente seguro?"
Kakashi espanou os cabelos em ligeiro desconforto. Nada naquela situação era seguro. "Temos agentes de prontidão aos arredores do Hotel."
"Não se preocupe, – a voz enjoada da matriarca fez com que todos se lembrassem da sua presença. – Neji não tem problemas em esconder suas emoções e, a não ser que o revistem meticulosamente, não encontrarão os grampos. Agora, sobre Haruno Sakura... preferi não deixá-la saber de nada. Ela é muito transparente. – Tsunade não conseguiu esconder seu meio sorriso, aquilo era bem verdade. – Entretanto, obriguei-a a vestir algo discreto por baixo de suas vestes e lhe dei instruções sobre como e para onde seguir caso algo acontecesse."
"A ideia foi minha, – Kakashi levantou uma das mãos como que se desculpando. – Caso aconteça o pior, sem as vestes ela pode se camuflar melhor entre as pessoas."
"Ela tem os cabelos rosados, pelos Deuses! – Kankurou exclamou visivelmente irritado. – Como diabos esperam que ela se camufle assim?!"
A matriarca sorriu maliciosamente. "Boates... vocês jovens adoram cabelos coloridos e roupas exageradas. Ela ficará bem também, me assegurei de alguns detalhes."
"Bem, Neji está bem guardado pelos seguranças e Orochimaru não seria louco de tentar algo contra ele, mas com sua companheira a história é diferente. Um refém, às vezes, faz mais efeito que ameaças à própria vida. – Kakashi ajustou o aparelho para um som mais claro e sensível. – Haruno-san foi instruída a correr para a boate L'a Illusion que fica aos arredores do hotel. Tenho dois agentes lá aguardando por ela e fornecemos várias perucas coloridas para que distribuíssem para algumas clientes."
Tsunade permaneceu em silêncio avaliando tudo que fora dito. Estava metida naquela confusão até o pescoço sem nem se dar conta. Aparentemente seu suposto cliente pervertido, Hatake Kakashi, estava cercando Temari e possíveis suspeitos. Havia sido há tempos designado a derrubar Orochimaru antes que fosse tarde demais.
Gaara se aproximou de Shikamaru. "Vamos encontrá-la."
"Algo está me incomodando... Kazumi."
"Aa, – Gaara assentiu. – você acha que ela está com Temari?"
"É possível..." Shikamaru não conseguia disfarçar o esgar em seu rosto.
"Nanda?"
"Se o que lemos nas fichas que nos foram apresentadas estiver correto, as chances de algo ruim acontecer são altas demais. Eles não vão nos devolvê-la. Em verdade, nada me tira da cabeça que esse acordo levará a uma reação em cadeia e custará mais que apenas suas empresas..."
Gaara estudou a expressão aflita do outro por um momento e se virou para Kakashi que estava ocupado com alguém ao telefone. "Eu poderia ver as suas fichas e dados do caso, por favor? É importante."
Kakashi ponderou por um momento. Gaara poderia se utilizar daqueles dados para sair na frente da situação. Entretanto, observando o olhar sério do outro decidiu-se por confiar nele. Algo lhe dizia que Gaara não era aquele tipo de pessoa gananciosa que prejudicaria parceiros para obter lucros. Entregou-lhe as pastas torcendo intimamente para não estar errado. "Douzo."
"Venha comigo... – Gaara acenou para Shikamaru. – acho que há algo mais que possamos fazer."
Ambos se sentaram na outra extremidade da mesa e começaram a traçar uma linha do tempo entre os fatos ocorridos e personalidades envolvidas. Esperavam encontrar alguma pista escondida em algum detalhe esquecido daquelas anotações todas. Precisavam encontrar aquilo que não estavam vendo.
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Tinha medo de olhar para si mesma. Medo do que poderia ver...
Tinha certeza de estar sangrando, a dor aguda em suas laterais lhe dizia isso. Passou apressada por corpos que dançavam despreocupados enquanto aos poucos soltava peças de seus kimonos discretamente até que, por fim, estivesse apenas com os trajes pretos simples que fora instruída a vestir por baixo de tudo. Calça e camisa de manga pretas. Eram leves e justas para que não afetassem o visual dos kimonos e não a protegeriam do outono lá fora, mas serviriam numa emergência. Sentia pena de se desfazer daquele jeito do belíssimo kimono que agora deveria estar sendo pisoteado pela multidão descuidada. Precisava achar algum canto escondido ou eles a encontrariam. Sentia-se grogue, como se tivesse bebido demais. Será que fui drogada novamente? Olhou ao redor sem saber exatamente para onde ir, sentia-se vigiada e insegura... Kuso.
Havia acabado de vomitar o prosecco que bebera no banheiro, observou assustada que vomitara uma boa quantidade sangue também. Saiu da cabine enxugando os lábios com um lenço de papél. Observou seu reflexo no espelho, continuava linda e arrumada, mas quem observasse em detalhes conseguiria ver por baixo da maquiagem a palidez excessiva estampada em seu rosto.
"Então, você e o Hyuuga? – Sasuke, que se encontrava encostado à porta com os braços cruzados, observou com gosto o pulo que ela deu ao ouvir sua voz. – Achei que estivesse com Sabaku no Gaara."
"O que você quer, Sasuke? – Ela rosnou dando um passo para trás. – Não era para você estar aqui." Ela escondeu atrás de si o papel, agora sujo de sangue, que usara para enxugar seus lábios.
"Ah... – ele estalou a língua algumas vezes como que negando. – Pelo contrário, estou onde deveria estar. – Ele deu um firme passo a frente. – Você me recriminou por Kazumi e meus modos, mas aí está você, pulando de homem em homem como uma vagabunda."
"Não delire! Neji e eu somos apenas..."
"Neji?! Não gostaria de dizer Hyuuga-sama? – Ele sorriu debochado enquanto avançava lentamente. – É muita intimidade para alguém que você mal conhece, não é, Sakura-chan?"
"Você não sabe de nada!" Ela se encostou na parede oposta com os avanços lentos de Sasuke, suas mãos ficavam dormentes. Apoiou-as em seu estômago.
"Ah eu sei... – ele avançou encurralando-a. – Você é fácil... essa preocupação toda de Neji com você... – ele riu alto. – E eu achando que era o Gaara com quem você saía... Sua vadia." Avançou em seu pescoço subtamente, pressionando-o de leve e se divertindo com o terror dela enquanto a asfixiava.
" ! – Em pânico enquanto se debatia, Sakura não via saída a não ser tentar gritar por socorro. – N..Nej!"
"Ele não pode fazer nada. Os acordos avançaram rapidamente sem sua presença e ele se viu obrigado a subir com os demais para a cobertura. Apenas um segurança ficou para trás para acompanhá-la e ele não se encontra mais presente... – ele ronrronou no ouvido dela, as mãos que o empurravam e arranhavam não faziam nem cócegas. – No momento, ele acredita que Kaori também está aqui para lhe acompanhar depois. O que me dá tempo mais que o suficiente para fazer o que eu quiser."
Mesmo sem ar e aterrorizada, Sakura conseguiu acertar um tapa cheio na cara do outro. Ele a esbofeteou de volta. Aproveitando sua garganta livre ela inspirou fundo para gritar por socorro, mas Sasuke apenas lhe puxou pelos cabelos e vosciferou em seu ouvido."Você deu para ele e agora está grávida de Hyuuga Neji, não é? Eu percebi o zelo todo que ele está tendo com você, tratando-a como se você fosse se quebrar. E você ficou bancando a boazinha esses anos todos... Não disse que me amava? – Ele a sacudiu. – Responda!"
Chorando pelos mais variados motivos ela continuou tentando se defender. "Chigau! Eu amava você até o vê-lo com a..."
"Usotsuki!"
"Você me traiu! – Ela juntou todas as forças que tinha dentro de si, uma raiva desconhecida crescendo em seu interior, os olhos amarelos em sua mente pareciam rir divertidos com as emoções todas que a garota experimentava. – Traiu a todos! – As mãos dela, ainda dormentes, o agarraram pelo tecido da camisa. Inconscientes de que com aquilo havia, sem querer, começado aquela técnica nova que usava tão freqüêntemente em Hyuuga Neji agora. – Não sei o que aconteceu para você se tornar essa pessoa podre, esse lixo! Omae no baka!"
"DAMARE!" Ele berrou e nesse momento os olhos de Sasuke mudaram de cor para um vermelho escarlate.
'Sharingan?!', Sakura pensou horrorizada, se debatendo para se afastar dele enquanto fechava os olhos com força. 'É real!' Por sorte, ela aprendera nas visões que partilhara com Neji que olhar para ele seria um erro fatal.
"Sakura!" Sasuke tentava lhe segurar à força.
"Iiê! Hanase!" Ela sentiu a dormência aumentar em seus braços, os olhos em sua mente se exclamaram e urraram em comemoração quando ela deferiu um soco recheado de chakra no Uchiha que acabou por ser arremessado para o outro lado do banheiro, destruindo a porta de uma das cabines do banheiro no processo.
Horrorizada, ela olhou para as próprias mãos sem entender o que era aquela névoa esverdeada que havia visto brevemente. Os berros da besta em sua mente ainda soavam altos quando ela sentiu assombrada que algo parecia se mover dentro de seu corpo. Sasuke balançou a cabeça, passando uma mão onde fora atingido. Seus olhos haviam voltado ao normal.
"O que foi aquilo? – eles se estudaram por alguns poucos segundos. – Aquele poder todo que senti em você...em mim... – Seus olhos aumentavam conforme juntava os pontos, realização fazendo sua mente insandecida se mover. – Como você fez aquilo?"
Sakura correu para a porta e em seguida para fora do salão e em direção à porta do hotel com Sasuke em seu encalço.
"Sakura! Volte aqui!" Ele sorria maliciosamente, precisava sentir aquilo de novo. Aquele poder...
De volta ao salão da boate, ao som de Akuro No Oka (K.N.Y. mix) da banda Dir en Grey, Sakura sentiu alguém puxá-la e empurrá-la contra uma parede próxima, rápido demais para qualquer reação. Um homem mais alto... um homem forte. "Shhh... não se mexa... – sussurrou ao pé de seu ouvido antes que ela pudesse reagir. – Confie em mim se quiser sobreviver."
"S..sasuke?" Muito embora a voz fosse diferente ela não pôde deixar de sentir um pânico gelado se alastrando por seu corpo ao pensamento de que ele sobrevivera e a havia alcançado. Sentia-se tonta, como se seu sangue inteiro tivesse se escondido em algum lugar dentro de si.
"Não exatamente. – Ele pressionou seu corpo contra o dela, ambos os antebraços apoiados na parede aos lados de seu rosto enquanto se inclinava sobre ela como faziam os casais em outros cantos escuros daquele lugar. – Não grite... apenas me abrace de volta como se estivesse comigo."
Ela engoliu em seco diante de tamanha intimidade.
"Apenas faça o que mando, Haruno Sakura. – A voz grave era desprovida de emoção, fria. Completamente diferente da de Gaara... ou de Neji. A voz daquele homem era vazia... Ela estudou de volta aqueles olhos negros enquanto ponderava, eram tão parecidos com aqueles que já a fizeram se derreter de amor ou gelar de medo e raiva. – Eles estão por perto..." Muito embora o comentário não tenha sido uma pergunta, ela fez que sim e deslizou uma mão pelas costas do outro enquanto a outra envolvia seu pescoço, quase entrelaçando os dedos pelos cabelos compridos e negros.
Ela pigarreou desconfortável, tentando encontrar sua voz e parecer mais segura do que se sentia. "Está bom assim?"
Ele fez que sim. "Sumanai... – Suas respirações estavam misturadas e seus lábios quase se encostavam entre uma e outra palavra. – Eu sozinho não tenho como enfrentar tantos aqui no meio de tanta gente sem que ninguém saia machucado. – Ele sussurrou e sentiu uma das mãos da garota se agarrando com força em sua camisa. – Talvez você se sinta menos constrangida se fechar os olhos – ofereceu. – A propósito, me chamo Uchiha Itachi."
Ela fez que sim novamente, não era surpresa alguma a identidade daquele homem à sua frente. Lembrava-se vagamente de alguns pesadelos que tivera. Sasuke mentira sobre ele também, pensou ao fechar os olhos enquanto se concentrava em sua respiração. A queimação em suas laterais estava aumentando cada vez mais, tinha a sensação de que não conseguiria mais segurar aquilo. "A..achei que estivesse morto..." Ela ofegou desistindo de se conter e restringir seus movimentos, seus lábios se esbarraram algumas vezes nos dele.
"É uma longa história, mas... meio que estou. – Itachi observou a forma como ela tremia, seu rosto parecia tenso, mas não de preocupação pelos homens que a procuravam ou de vergonha pela intimidade que fingiam ter. – Daijobu ka?"
Os olhos dela se abriram e se fixaram nos dele, tentando passar a seriedade da mensagem que diria com o olhar, não era momento para vergonhas bobas e sabia de alguma forma que ele era um aliado, Hatake Kakashi a havia alertado sobre algo assim. "Eu preciso de Neji..."
Ela cerrou os dentes, ignorando as vozes que soavam ali perto. Ela ouvia algo estranho dentro de si e podia sentir aqueles olhos amarelos e raivosos a observando sequiosos. Me deixe em paz, pedia mentalmente, mas apenas uma risada gutural vinha como resposta. Itachi se moveu um pouco, seu braço esquerdo subiu um pouco mais na parede enquanto o direito descia por sua cintura, seu cabelo longo se encarregaria de ajudar a esconder a identidade dela. Ela gemeu alto ao contato em sua cintura e seus olhos transbordaram lágrimas não mais contidas enquanto ela o puxava com força como se aquilo lhe desse forças.
"Oy, oy! – algum homem gritou. – Não interrompa o casal, baka... não está vendo que a cena está interessante?!"
"Esse casssal ai – disse um outro em voz alta soando completamente alterado pelo excesso de álcool, a língua embolando as palavras – é o caasssal maix empolgado até agora."
"É... a garota está até respondendo! Eu ouvi!" O primeiro acrescentou enquanto brindava idiotamente com o outro.
Apenas a música alta soou por alguns segundos. Sentindo os olhos curioso em sua direção, Itachi encostou os lábios nos de Sakura, fingindo beijá-la passionalmente.
"Pelos fundos! Ela deve ter fugido. – Disse uma voz grave – Kuso!"
Sakura sabia que quase haviam sido interrompidos pelos homens que a seguiam. Ela apertou os olhos, puxou Itachi para mais perto, sabia que ficariam presos ali por algum tempo ainda.
"Sumanai."
"Eu merecia um Oscar pela interpretação", ela ironizou baixo num misto de choro, aflição e riso.
"O que você tem?" Ele perguntou ao pé de seu ouvido antes de voltar para a posição anterior, seu olhos tentando ler a garota que voltara a cerrar os dentes e segurá-lo com mais força. Seus sinais eram facilmente mal interpretados para quem via a cena de outro ângulo. A música da boate mudou para uma balada calma da mesma banda, Ain't afraid to die.
"... preciso... de Neji!"
"Estou aqui. – A voz controlada e conhecida soou ao seu lado e Sakura sentiu como se uma onda fresca de alívio percorresse seu corpo. A mera presença de Neji a deixava mais segura, já que somente ele conseguiria ajudá-la. Ele era como um riacho ou cachoeira, uma energia limpa e fresca para ela naquele momento. – Itachi, temo que alguns ainda estejam aqui dentro. Shikamaru e Gaara estão procurando por vocês com alguns agentes."
"E o Sasuke?"
"Não o encontraram nos escombros do hall do Hotel. Seja lá de onde veio aquela explosão, ela não partiu deles e Sasuke sobreviveu segundo alguns funcionários. Disseram que ele parecia louco... como alguém sob o efeito de drogas pesadas."
Não muito distante alguns homens vaiaram e reclamaram da interrupção, aparentemente chamando Neji de estraga-prazeres e indo atrás de outro casal que pudesse também estar 'perdendo a noção'.
"Se importaria se trocássemos de lugar?" Neji pediu polidamente.
Itachi fez que não e trocou com Neji, observando o salão com olhos treinados. Qualquer engraçadinho que pudesse ainda estar observando e ter achado interessante a troca de parceiro, logo se afastou ao olhar penetrante que Itachi lançava de volta. Algumas garotas mordiam seus lábios e o estudavam sem cerimônias, mas logo perdiam o interesse ao verem que ele não retribuía seus olhares da mesma forma. Ele ouviu Hyuuga Neji praguejar e observou pelo canto do olho o lenço que a garota usava para enxugar os olhos. Olhou rapidamente para a mão que usara para tocar na cintura da garota, havia sangue ali.
"Arigatou, Neji. – A voz dela era quase inaudível. – Yokatta... você está bem."
"Neji, ela está..." Itachi disse sombrio.
"Eu já sei... Precisamos descobrir o que é isso logo..." Ele disse conduzindo-a gentilmente de volta ao canto escuro.
"P..parece que estou sendo rasgada por dentro..." Ela explicou tentando não demonstrar que tudo que queria era se deixar cair no chão e chorar de dor.
Respirando fundo, Neji se inclinou sobre ela e pousou uma mão em cada lado de sua cintura ignorando a tepidez anormal que havia ali, enquanto ela instintivamente envolvia seu pescoço com os braços antes de pousar a testa em seu ombro direito. "Se o que eu estiver vendo estiver correto, – ele começou a transfusão de chakra e ouviu a rápida e curta inspiração da garota em resposta ao estímulo – você está."
"Aa, dame! Dame!" Ela inclinou a cabeça para trás, as mãos esmagando o tecido da camisa de Neji. Sentia tudo girar, sentia sangue escorrendo.
"Abafe a sua dor aqui." Neji pressionou seu corpo mais firmemente contra o dela e deixou que ela se 'expressasse' em seu peito e ombro.
E assim ela o fez...
A mão de areia que antes esmagava sua frágil forma em seus sonhos... agora eram garras reais que a cortavam de dentro para fora. Aquela besta parecia querer sair a todo e qualquer custo de dentro dela... E tudo escureceu...
Gaara havia rolado por cima dela em sua cama. "Naze?" Ele perguntara em alguma memória desconhecida por ela. Ele parecia perdido num misto de curiosidade, preocupação e algo que ela não conseguia identificar muito bem.
Ela tocou em seu rosto gentilmente. "Não poder dormir... descansar... deve ser terrível, ne?" Lágrimas corriam velozes por seus olhos, o peso que carregara pelas últimas horas finalmente a acertavam. Pôde ver a respiração de Gaara falhar enquanto ele cerrava os dentes contendo alguma emoção.
"O que você pensa que está fazendo?" Uma voz conhecida vociferou não muito distante.
Sakura queria abrir os olhos, mas sentia-se esgotada demais. Suas pernas fraquejavam e tinha certeza de que se não fosse o outro lhe pressionando contra a parede, há muito já teria caído de encontro ao chão.
Gaara... Alguém conversava com Gaara, parecia tentar acalmá-lo ou dissuadi-lo de... o que era mesmo? Betsuni... Nada mais importava, não conseguia mais sentir seu corpo direito, o que era uma benção.
Com apenas uma vela acesa em seu quarto ela se enrolou num edredom antes de se sentar no chão, encostada nas paredes do canto mais escuro do quarto. Seu coração batia acelerado e a cada batida uma dor aguda a perfurava por dentro. Os olhos lacrimosos. 'Dói demais', ela conteve um soluço, a dor aumentando o vazio que sentia em seu suposto coração. Todas as lembranças ruins pressionando-a por dentro e mais as realizações que tivera naquela tarde. Era uma sonhadora ingênua, concluiu fechando os olhos, o rosto molhado ficando gelado e pálido em meio à baixa temperatura. "Ittai..." Ouviu-se dizer antes de sentir a escuridão abraçá-la. Um silêncio invadiu seu ser e logo se viu incapaz de pensar... Incapaz de sentir... Incapaz de se mover...
Sua respiração falhava vez ou outra, seu ritmo diminuindo, até sentir-se...
Parar.
Um comentário colérico de Gaara contra os argumentos de Kankurou.
Itachi mencionara algo sobre sangue.
"O que você quer que eu faça?" A voz de Neji soou controlada, mas ela não sabia dizer com quem exatamente ele estaria falando.
De repente uma paz abraçou sua mente. Havia algo familiar naquela sensação, um perfume, talvez. Com os sentidos inertes, imaginou aquele aroma ser o último rastro de um sonho. Um sonho que no passado desejara ser mais que real. Algo terno a envolveu gentilmente e foi quando se sentiu ser carregada. Em nada tentou resistir, sentia-se ausente de forças... Sem sonhos e sem alma...
Uma luz cálida e avermelhada mais a frente... uma porta aberta... Viu-se aproximar da luz. Velas... Patchouli... Seus olhos, então, se voltaram para trás, para o ser que a tirara de seu quarto escuro. Olhos cor de jade a fitavam afáveis, um rastro de dor perdido em algum canto deles.
Estudaram-se pelo que pareceu uma eternidade. O tempo parara, já não existia mais. Sakura sentiu cair o edredom que a envolvia e timidamente apoiou as mãos no ombro daquele ser enquanto seus pés arriscavam tocar o chão. Seus olhares nunca se separando como que hipnotizados... Seus corpos se aproximando... Fechou os olhos, apreciando aquela sensação, aquele calor saudoso que emanava dele. Toques em seu rosto, tão delicados como se temessem machucá-la.
"Sumanai, koishi... – Uma voz grave sussurrara em seu ouvido, uma carícia quase íntima com a ponta do nariz. – Sumanai..."
Gaara...
Sakura quase sorriu ao sentir que aquela dor crucial se distanciava, estava perdendo a consciência e sabia disso. O que ela não sabia, era que o que viria junto com aquela escuridão que a abraçava morosamente era uma sensação muito parecida com a de voltar para casa...
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Continua...
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Chinmoku faz uma dancinha de vitória ridícula no mesmo lugar enquanto comemora o final do capítulo. Tcharans! Espero que tenham, - novamente se desvia de um monta de pedras e tomates. – Poxa gente, não foi tão ruim assim... espero que tenham gostado de coração. Hehe! Sei que o capítulo ainda não explicou muita coisa, mas dada a intensidade dele, resolvi parar por aqui para colocar outros detalhes no próximo que se os Deuses permitirem ficará pronto tão rapidinho quanto esse ficou (duas semanas eu acho).
E é isso aí!
Abraços esmagadores e uma ótima virada de ano! Que 2016 seja melhor pq 2015 foi total trevas!
