- personagem apresentada

# personagem desconhecida

Caminhos Opostos, Vidas Entrelaçadas.

Capítulo 13

- Inuyasha! - exclamou a Senhora. - O que aconteceu? Você sumiu! Mas esta com uma aparência tão boa! Que menina heim..

- Ah velhota! Eu não mudei nada! Eu nem pretendia voltar..

- Então por que voltou?

- Por causa do velho irritante. - Inuyasha rodava o piano de madeira negro. Um troço daquele não caberia num avião..

- Hum.. então é melhor você se apressar... Ele ligou não faz nem meia-hora...

- Como eles terminaram a novela? - perguntou ainda analisando o piano. Kaede só assistia da porta impressionada. Ele tinha acabado de chegar e não atacou a geladeira.

- Disseram que seu personagem resolveu voltar para seu reino natal em busca de novas aventuras e que sua vida continuaria sem a princesa, apesar de se amarem muito... Alguma coisa assim... – ela disse sem importância.

- Uhm.. Então eu não morri?

- Não... você foi lutar por um mundo mais justo... – Kaede riu. – Até parece...

- Como assim velhota?? - exclamou exasperado.

- Isso nunca iria acontecer. – ela olhou para ele séria. – E trate logo de falar com aquele seu produtor. Não agüento mais gritar com ele no telefone. Ele é um tapado. – Kaede foi para a cozinha.

- Ele é gamado em você! - ele disse achando graça.

- Isso não é brincadeira Inuyasha. – ela disse para Inuyasha da cozinha, e ficou murmurando algumas coisas, enquanto Inuyasha ia para seu quarto.

OoOoOoOoOoOoO

- Tchau Kagura... – Kagome se despediu de sua professora de música. Se despediu não, correu dela. Vai ser mau-humorada assim lá longe.

Ela saiu da faculdade e foi correndo para a academia de dança. Subiu para a área dos armários e colocou sua mochila na estante. Mal entrou na sala e percebeu que ela estava... vazia?

- O que está fazendo aqui hoje Kagome? Hoje é quarta.. Não tem aula! - disse a professora atrás dela.

- Ahh...? Quarta... ahh.. – Kagome bateu na própria testa. – Ai meu Deus... É mesmo... Me esqueci... Nossa..

- Tudo bem..! Então, novidades?

- Ahh... estou... bem... – ela suspirou pesadamente. – Parece que eu estou tão bem que errei o dia da aula... Bem, acho que vou indo. – e Kagome virou-se para a porta.

- Kagome.. O que foi? Você pode falar comigo! - disse a professora pondo a mão em seu ombro. - Sou sua amiga também, certo?

- É.. eu sei.. só que... – Kagome sentou-se em um banquinho e contou tudo para sua professora. Sobre Inuyasha, sobre ele largar tudo e vir morar com ela, mas que ele tinha ido para Tókio e ela estava lá, confusa e ao mesmo tempo morrendo de saudades.

- Isso foi muito egoísmo da sua parte não acha?

- Como assim..? – Kagome abriu um pouco a boca.

- Oras Kagome! Ele desistiu praticamente da vida que tinha para poder morar aqui. Com você. Por causa de você e você não pode faltar umas aulinhas para ir para lá? Não vai matar ninguém isso Kagome! - falou ela dando um conselho.

Kagome apenas permaneceu com a boca aberta. O que ela estava dizendo? Que ela poderia faltar aula e ficaria assim mesmo? Como que ela era uma professora e dá um conselho desses? Ela estava precisando urgente de um médico.

- Mas... Eu não posso, eu tenho que ficar, tenho que... – mas as palavras de Kagome foram sumindo, até ela se calar. Que tipo de monstro ela era? O Inuyasha tinha feito TUDO por ela.

- Você só precisava ver com outros olhos, você não é um monstro. – agora ela lia seus pensamentos também?

- Ai.. Eu preciso... Correr eu... – Kagome levantou e deu um abraço apertado na sua professora. – Muito obrigada. Meu Deus... Tenho que ir... – e ela saiu correndo da academia. Já sabia a quem poderia recorrer.

OoOoOoOoOoOoO

Praticamente correu pelas ruas. Nunca tinha sentido tanta falta da tecnologia como sentia agora. Era meio esquisito o que teria de fazer, mas.. Era a saída. Parou em frente à construção azul pela terceira vez em sua vida. Estava meio nervosa, sem ar e, apesar do clima meio frio, estava suada. Sua salvação estava lá. Sua salvação tinha nome: Miroku.

Tocou a campainha, e ouviu alguém resmungar.

- Inuyasha.. Esqueceu o que agora? - Miroku ao abrir a porta deu de cara com Kagome. Que ainda tentava recuperar o fôlego. - Olá..!

- Oi... Miroku... Você precisa me ajudar! – Kagome ainda estava recuperando o fôlego.

- O que posso fazer para ajudá-la Ká? - perguntou ele. Sango apareceu logo atrás.

- Quem.. Ah oi Kagome! Tudo bem? - perguntou simpática.

- Oi Sango.. tudo bem... quer dizer... mais ou menos... – ela não sabia por onde começar. – Miroku... preciso que você me ajude a achar o Inuyasha. Em Tókio. Pegar avião... essas coisas... – ela dizia isso tudo muito rápido.

- Ai de novo não.. - sussurrou ele. Mas logo balançou a cabeça. Eles eram amigos; melhor ela era da família agora! - Claro Kagome! Entra!

- O que aconteceu? - perguntou uma Sango curiosa.

- Obrigada. – e Kagome entrou e se sentou em um sofá para explicar a situação. – Aconteceu que o Inuyasha largou tudo para vir ficar comigo. E ele agora foi para Tókio e pediu para eu ir junto. Só que eu não fui, pensando na faculdade. E então, uma amiga minha me abriu os olhos e eu estou desesperado porque eu não sei o que fazer. E você Miroku foi a única pessoa que eu vi que podia recorrer.

- Me sinto... Honrado. - disse parando para pensar. - Vamos lá para o quarto. Vamos ver o que a internet diz sobre ele. - Os três subiram correndo, Sango era a mais animada. Miroku sentou na cadeira do computador já abrindo duas páginas. Uma para o Google e outra para os horários de avião. Kagome, em pé ao seu lado, estava quase tendo um treco e Sango, que estava sentada na cama do jovem, não parava de repetir..

- Isso não parece um filme? Ai que emocionante!! - Kagome olhou para Sango. Um filme? Só se fosse de terror.

- E então? – Kagome estava ansiosa. – Alguma notícia Miroku? Algum horário de avião...?

- Tenho boas e más notícias! - disse ele concentrado.

- Ahh... Fala logo... – Kagome estava tão ansiosa que deixou sua educação em casa.

- Bem, a má notícia é que o próximo vôo é só sexta, 17:30 da tarde, sendo que às 18:00 começa a festa onde o Inuyasha vai estar. - Kagome sentou na cama ao lado de Sango que ainda tinha os olhos brilhando e Miroku virou a cadeira para elas. - é a festa de comemoração do fim da novela, onde ele deve anunciar o fim da carreira. É na sexta e é às 18:00. A boa notícia é que você está quase famosa!

- Ahh... – Kagome fez uma cara de desolada. – Eu sou uma burra. Mas... pera aí... – Kagome levantou os olhos. – Como assim eu estou quase famosa?

- Ué! Já descobriram que você é o motivo dele ter largado tudo! - disse divertido. - Mas ai começa a especulação.. Uns acham que é a Kikyou..

- O que? Aquele vaso velho? Até parece que o Inuyasha iria largar tudo por causa daquela... Daquela... Metida a atriz... – Kagome estava nervosa... A imprensa achava que Inuyasha era cego ou o quê?

- Não! Você não viu nem metade das especulações! Uns acham que você uma tal de Ayame, uma amiga que Inuyasha só viu na infância, e como ela era youkai, acham que é ela! Outros acham que você é uma menina normal, mas que é chata e mandona para fazer o Inuyasha largar tudo.. - Miroku foi cortado por Kagome.

- Já chega... – Kagome levantou as mãos. – Não precisou mais de especulações sobre mim... – Kagome retornou para seu tom de voz normal. – Então quer dizer que só vou poder ir para Tókio na sexta-feira e ainda sim na hora da festa?

- É.. - afirmou.

- Meu Deus.. - Sango se fez existente naquele cômodo. - Quando você chegar lá vai ser um furdunço só!

- Miroku... Tem como reservar uma passagem? Vou para lá mesmo assim... Seja o que Deus quiser.

- Ká.. Eu não tenho dinheiro para comprar uma passagem! - ele disse coçando a cabeça sem-graça. Também, não era rico que nem o Inuyasha que comprava a hora que quisesse.

- Ahh.. Eu tenho umas economias... Eu pago... Você pagar para mim também seria de mais. - ela riu. - Só por isso que você fez para mim, que não é pouca coisa, me faz feliz!

5 minutos depois..

- Mãe, me empresta dinheiro? - pediu assim que entrou na cozinha. Faltavam só mais 253 ienes para poder viajar. TINHA que conseguir.

- Ahh..? – a mãe de Kagome estava de costas na cozinha, preparando a janta.

- É mãe.. Dinheiro... Por favor! – Kagome juntou as mãos como se estivesse rezando. – Por favor..!

- Quanto você quer? - perguntou. Se fosse menos de 100 reais.. Que mal pode..

- Ehh... – Kagome fez um cara sem graça, mas conseguiu dizer. – 253 ienes? – ela fez uma carinha pidona.

- Não! - disse prontamente. Kagome sentiu os olhos começarem a arder levemente. Depois disso tudo.. Ela não ia conseguir por causa de meres 253 ienes? Pior! Miroku já tinha comprado a passagem.

- Não? – Kagome ficou chocada assim como uma criança sem poder brincar na rua. – Por que? Ahh... Mãe.. Eu preciso muito, muito mesmo. Prometo que vou trabalhar, sei lá... Eu vou te pagar! Juro, juro!

- O que você vai fazer com tanto dinheiro? Você já tem seus 500 ienes! O que vai fazer com..

- Eu tenho só 447 ienes! - corrigiu.

- Não faz diferença! Me de um bom motivo?

- Hum.. – Kagome pensou depressa. O que ela iria dizer? "Ah.. mãe. Eu preciso desse dinheiro para COMPRAR um passagem de AVIÃO!" É claro que como uma mãe naturalista ela iria apoiar. – É, que eu... ahh... Eu quero ver o Inuyasha.

- Ele não vai voltar sábado? Você não quis ir quando ele chamou.. - A mãe voltou a fazer o que fazia antes(não em pergunte o que xD). - Daqui a pouco ele volta.

- Mas mãe... Você não entende... – Kagome sentou no chão da cozinha fazendo birra. – Eu fui uma idiota. Não pensei nele. E todo esse tempo ele estava pensando em mim. Eu TINHA que ser bem egocêntrica mesmo... Será que a senhora nunca cometeu um erro e quis pelo menos tentar concertá-lo?

- Kagome, você tem que arcar com as conseqüências! Dá próxima vez, já sabe! - ela disse sem nem encará-la.

Ela fitou fitando o chão. E agora? Além de burra, ela era uma burra sem dinheiro. Isso que dá não trabalhar. Vai ouvir conselho. "Não trabalha não.. pensa nos estudos!". E quando você precisa do dinheiro, e aí? Fica assim mesmo? Ela levantou-se desanimada.

- Vou dormir... – ainda eram 7 horas, mas Kagome perdeu a graça de ficar acordada.

- Já? Não vai jantar? - será que ela tinha sido muito dura com sua própria filha?

- Não.. perdi a fome. – Kagome estava sendo um pouco fria, mas tinha motivos para isso.

Kagome subiu as escadas sem força nenhuma, e logo que chegou no quarto, se jogou na cama. Ela era uma burra, burra, burra! Ela tinha que pensar só nela mesma! Nunca se achou tão egoísta como agora.

- Que sacooooooooooooooo! - gritou com o travesseiro abafando o som. Ela ficou batendo sua perna na cama, resmungando. O que Inuyasha estaria fazendo naquele momento? Ahh.... odiava aquele mundo capitalista... Por que uma passagem de avião precisava ser 700 ienes? Não poderia ser 447?

Ela ficou murmurando até que ouviu sua porta sendo aberta. Levantou a cabeça se assustando.

OoOoOoOoOoOoO

- Assine aqui.. - falou o velho apontando para as linhas pontilhadas. Inuyasha nem olhava mais para o papel. Só dos que ele contara, já tinha assinado 5 vezes. Ele ficava assoprando a própria franja enquanto seu empresário continuava - Aqui.. Aqui..

- Quando é que isso acaba?

- Acabou Inuyasha.. – o empresário puxou os papéis, verificando todas as assinaturas. – Mas eu sei de uma coisa. Vai se arrepender amargamente por ter largado tudo. Você tinha uma vida glamurosa, e nem sabia disso. – e saiu da sala.

- Eu não me importo.. - murmurou. Talvez, se importasse um pouco. Mas não ia trocar Kagome para ter uma vida glamurosa.

Inuyasha saiu da sala e foi para seu carro. Queria ficar em casa o máximo de tempo possível até a maldita festa para depois embarcar de volta para a cidade de Kagome (cara, até hoje não tem nome.. xD )(A Kaori acabou de me lembrar que tem.. é Shibata). Ah é! Claro! Levantou da salinha e alcançou o velho quase que andando.

- Myouga! Tenho um último serviço para você – disse chamando a atenção do seu empresário. Ex-empresário. – Eu quero o piano em Shibata!

- O que? Inuyasha! Como eu vou botar um piano em um avião? – ele tentou chamar a atenção dele, mas já estava muito na frente. Só conseguia ver os cabelos prateados. – ele não muda...

OoOoOoOoOoOoO

- Kaede, cheguei! O que tem para comer? – perguntou aparecendo na porta da cozinha.

- Comida? – ela fez uma cara sarcástica. Inuyasha olhou para ela com uma cara de poucos amigos. – Tem uma torta na geladeira.

- Torta? De que? - antes que Kaede respondesse, Inuyasha já havia aberto a geladeira. Sentou-se na bancada com a famosa torta de limão. - Ainda é quarta feira!

- E amanhã é quinta e depois sexta... – Kaede estava bem engraçadinha naquele dia. – É a Kagome, não é?

- Quem mais poderia ser? - disse ele irônico. - Ela podia ter vindo.. - resmungou.

- Ela deve ter tido um motivo muito bom... – Kaede estava limpando a pia. – Dá para ver nos olhos dela o quanto ela gosta de você. - Inuyasha começou a cutucar a torta.

- E não dá para ver nos meus olhos o quanto eu a amo? - perguntou desanimado. Kaede parou sua limpeza e virou-se para ele.

- Acho que até um cego veria... Você nunca ficou assim por alguém. Ela é mesmo muito especial. Eu aposto que ela queria estar aqui com você. E... se minha intuição não falha... – e ficou com sua voz no ar.

OoOoOoOoOoOoO

- Para que você quer o dinheiro? - voltou a perguntar. Sabia que ela queria ir. Ela podia simplesmente falar que era para comprar as passagens!

- Eu quero esse bendito dinheiro para comprar minha PASSAGEM! – Kagome levantou-se e estourou. – Ahh.. desculpa mãe... é que eu... estou meio que estressada. Acho que preciso descansar.

- Ai Kagome.. Por que você não foi antes? - ela perguntou. Sentou-se ao junto da filha na cama ignorando o "chilique".

Kagome olhou para sua mãe assustada. Será que todas as passeatas daquele dia alterou os neurônios naturalísticos dela? E a preocupação com a natureza? Alouuu...?

- Ehh.. Sério mãe? – Kagome perguntou para ela, ainda receosa.- Ah querida.. Claro que sim! Não em diga que foi por isso que você não foi? - disse em tom de bronca.

- Não... na verdade não foi por isso. Foi por algumas preocupações. Faculdade, ter que ajudar você. Mãe, como a senhora agüentaria com esse templo enorme? Até que eu vi que... sei lá... ele tinha feito tanta coisa. Largado a carreira dele. Largou a casa dele. Tudo. E eu fiquei aqui. Vendo ele fazer isso, não fazendo nada.

- Bem.. Está aqui! - falou enquanto abria uma das mãos onde estavam 3 notas de 100. - Use direito heim!

- Ai mãe... – e Kagome pulou no colo dela. – Você é a melhor mãe do mundo. É louca às vezes, tenho que confessar, mas... a melhor do mundo. – e estalou um beijo na bochecha dela.

- Vamos, venha jantar..! - A mão de Kagome levantou-se, parando na porta. - Não foi um pedido! - disse para Kagome que ainda estava sentada na cama.

- Já vou chefa! – e Kagome levantou-se correndo da cama. Estava mais feliz do que nunca.

OoOoOoOoOoOoO

A tarde de sexta-feira passou vagarosamente, como se adivinhasse que Kagome estava ansiosa para que chegasse a noite. Já tinha feito as malas. Estava apenas no jardim esperando dar o horário para seu vôo que era as 5:30. Aquela tarde estava surpreendentemente bonita. Mesmo no inverno. Um clima ameno, com aquele vento gostoso no cabelo.

Kagome estava segurando seu terceiro despertador na mão. Aquele era seu único meio de ver as horas. O tic-tac já havia virado rotina. Tic-tac Tic-tac. Kagome olhou para as horas. Eram só 4:50... Ainda tinha muito tempo para...

4:50?

- QUATRO E CINQUENTA? – Kagome levantou-se e tacou o despertador na grama. Mais um jogado fora. – MEU DEUS... MÃE....! – e saiu correndo para casa. Pegou sua mala e descendo as escadas, quase como um escorrega, pelo um táxi e nem estava aí para o aquecimento global.

OoOoOoOoOoOoO

Inuyasha saiu da Mercedes prata pisando no tapete vermelho. Mal saiu do carro e os flashes já o cegavam. Demorou para se acostumar com eles e começar a "sorrir" para as câmeras. Escuta várias perguntas, todas sobre Kagome.. Quem seria ela, como ela era.. Essas coisas. Andou ignorando todas elas.

- Inuzinhoo!!

- Inu-kun!! – isso o deixava meio nervoso às vezes. Elas nem o conheciam para ter essa intimidade toda. Mas tudo isso ia acabar.

- Me deixa passar! Eu sou namorada dele! – o segurança olhou para Kagome com cara de poucos amigos. É verdade, todas deviam falar isso.

Kagome estava com uma roupa muito simples. Aliás, com a mesma roupa que saiu de casa. Sua calça jeans e sua blusa preta de ¾. Passou na casa de Inuyasha e Kaede lhe deu um Haori vermelho de Inuyasha para se proteger do frio.

- Ai... filha de uma... – Kagome respirou. Deram uma cotovelada e uma pisada no seu pé ao mesmo tempo. – Eu sou a namorada dele. Por favor... Deixe-me passar. – e ela também começou a distribuir pisadas com seu salto, que AINDA bem, ela tinha ido.

Depois de MUITO esforço, ela conseguiu chegar perto da cordinha. A única coisa que o separava dele. Lindo, claro. Com o blazer preto e a blusa social branca por baixo. Sentiu outra cotovelada, mas continuou no mesmo lugar, e ainda devolveu.

- Inuyashaa! - gritou ela. Viu ele virar seus olhos dourados para ela e sorrir indo em sua direção

– Aii... Caramba será que dá para parar de pisar no MEU PÉ? – ela olhou para um fotógrafo ao seu lado.

- Bruxa? - chegou pertinho dela. Os seguranças se afastaram e ele passou por debaixo da corda a abraçando. - Pensei que não viesse. - Kagome começou a ouvir uma gritaria danada, mas nem ligou.

- Eu não agüentei.. e percebi o quão burra eu fui... – ela disse em meio ao abraço dele. – Aii... – ela disse no ouvido de Inuyasha. – Minhas costas...!

- Sua boba.. - ele se afastou um pouco lhe dando um selinho meio demorado. Se afastou sorrindo, mas logo depois franziu levemente o cenho. - Onde arranjou isso? - perguntou olhando o haori.

- A Kaede me emprestou.. Disse que estava frio demais para eu vir sem um casaco... Você se importa?

- Não.. Vem! - ele a puxou pela mão, apesar dos protestos de Kagome que não parava de ouvir: "olha lá! É ela!"

- Ai meu Deus... – Kagome estava se esforçando para tentar não ser arrastada. – Inuyasha eu estou de calça jeans!

- Está linda! - ele disse. Continuou puxando pela mão. Ouviam-se várias perguntas sobre ela, haviam vários flashs, gritos que a deixavam meio tonta até. Não tanto..

- Ah... É claro.. Eu me esqueci que calça jeans é a última moda para festas de gala. – Kagome riu nervosamente. – Ai... acho que vou ficar cega. – e começou a tampar o rosto dos flashes.

Inuyasha passou o braço por cima do ombro dela. Entraram no grande salão. As pessoas lá estavam mais bem vestidas do que da última vez que Kagome tinha ido a uma festa de gala, o que a fazia sentir-se mais constrangida ainda.

- Ah é! Acho que a Rin está grávida.. - murmurou para ela. – O cheiro dela está diferente..

- Ahh... que ótimo! A Rin vai ser uma ótima mãe. Talvez eu possa fazer uma visita para ela. – Kagome disse isso e ficava olhando para os lados. Por onde passava mais brilho ofuscava seus olhos dos vestidos. E, para não bastar, TODO mundo estava olhando para ela. Também pudera. Acho que calça jeans não é uma boa escolha para uma festa assim.

- Eu não consigo imaginar Rin como mãe para falar a verdade.. - comentou ele pensativo. Imaginem só, a filha ou filho, tanto faz, vai chegar em casa, aos seus.. Uhm.. Nove anos de idade e fala que vai acampar com um namorado. Ele já até via: Seshoumaru tendo um treco e Rin mais animada que a filha. Falando nela..

- Oi gentee! - disse animada.

- Oi Rin! – Kagome deu um belo sorriso. – Parabéns... Inuyasha me contou. Acho que essa criança vai ser muito feliz por ter uma mãe tão meiga e doida que nem você.

- Ah! Grávida? - disse com um sorriso do tamanho de um.. Um grande sorriso. – Eu estou grávida e não me contaram? – Kagome lançou um olhar mortífero para Inuyasha.

- O que? Eu disse que ACHAVA! – defendeu-se.

- Ahh.. Kagome. Adorei ver você. Mas preciso realmente encontrar o Sesshy. – ela foi saindo, mas antes. – Você arrasou no modelito "Pode ser festa de gala, mas eu quero me sentir bem de jeans". – e deu uma piscadela.

- Ai meu Deus... – Kagome tinha parado de rir. – Eu não disse que TODO mundo iria reparar? Acho que sou a mais desarrumada e sem graça da festa.

- Eu não acho.. - sorriu enigmático. - Acho até que fico sexy! - Ela olhou para ele.

- O que? – Kagome se assustou com o comentário.

- O que o que bruxa?

- Seu comentário.. – Kagome começou a ficar sem graça. – Até parece... Vamos mudar de assunto? – sorriso amarelo.

- Por que você veio antes? - perguntou. Eles sentaram numa mesinha para dois. - Eu ia voltar amanhã!

- Porque eu percebi que fui uma tola. – Kagome estava olhando fixamente para os olhos dourados do hannyou. – Até minha professora de dança brigou comigo. – ela riu. – E o mais engraçado. O Miroku e a Sango que me ajudaram.

- Tola? Essas coisas são chatas mesmo e eu sou irritante. Você só se preveniu de não morrer de tédio!

- Não.. não falo isso pela festa. – ela ficou séria. – Falo isso por você. Depois de tudo o que fez por mim, eu não fiz nada em troca. Nem mesmo faltar uma aula. Até que eu percebi isso, e quis voltar o tempo para poder ter vindo. E então eu vi que não era possível e isso foi na quarta à noite e não consegui passagens para quarta... só para hoje... na hora da festa. Parece até que estavam adivinhando..

- Eu não queria que fizesse nada em troca. - ele disse. - Eu fiz porque te amo! - Ela deu um sorriso.

- E eu queria fazer isso, porque eu também te amo muito. – ela segurou a mão de Inuyasha. – Dança comigo?

- Eu ainda não sei dançar bem.. - avisou sendo arrastado. - Você não terminou de me ensinar!

- Eu não me importo... – Kagome riu. – Mas, você só pode pisar no meu pé duas vezes! Vem... Vamos!!

- Tem um jeito de eu não pisar no seu pé! - ele disse. Kagome já estava com os braços em volta de seu pescoço e ele com os braços em sua cintura. - Você pisa no meu!

- Ahh... OK... Então.. A cada vez que você pisar no meu, eu piso no seu, tá certo? – ela disse, já no meio da pista de dança, quando começou a tocar uma música lenta.

- Você não entendeu bruxa.. Você pisa no meu pé! - ele repetiu enquanto a levantava, colocando-a com os pés em cima dos seus. - Viu? Simples assim!

- Acho que vou esmagar seu pé... Gorda do jeito que eu sou. – e Kagome agora estava um pouco maior. – Nossa.. Estou mais alta. Sabia que meus saltos vão machucar seus dedos?

- Antes eu do que você.. - Ela fitou os olhos dele.

- Você está bem romântico hoje, sabia? E o pior... Está me acostumando mal. Cestas de café da manhã, direito de pisar nos seus pés... Você está criando uma pessoa mimada... E eu não tenho culpa disso.

- Eu gosto de mimar você! - sorriu carinhoso. - mas se você quiser, eu paro..

- Não, não.. Pode continuar... Estou adorando. – retribuiu o sorriso.

Ficaram em silêncio enquanto dançavam. Quer dizer, "dançavam". As luzes tinham diminuído levemente dando um ar mais romântico no local onde mais de cinco casais dançavam. Até que a luz se apagou completamente. E a festa toda parou.

- Ai meu Deus... – Kagome soltou-se de Inuyasha, piscando muitas vezes para o escuro. – Será que faltou energia?

- Acho que sim.. - Inuyasha olhou para os lados. Seus olhos ainda se acostumavam com a escuridão do local.

- Como vamos sair daqui agora? – Kagome estava apalpando "Inuyasha" às cegas. Nem sabia se era ele mesmo. Ela estava escutando uns murmúrios das pessoas que se movimentavam, provavelmente tentando ir em direção a porta.

- Você realmente não vai querer saber onde a sua mão estava indo. - cobriu a mão de Kagome com a puxando para onda achava que era a saída. Vira e meche se escutava o som de coisas caindo. Provavelmente, alguém esbarrando em alguma coisa. - Cara, tá mesmo escuro!

- Se para você que é um meio-youkai está difícil, imagine para mim. – Kagome ainda estava um pouco constrangida. Onde ela tinha posto a mão? (xD). Ela esperava que fosse no ombro dele e ele só estivesse brincando com ela.

- Vamos por aqui..! - Inuyasha puxou Kagome para o lado completamente oposto do que guiava, quase fazendo com que ela caísse. Ele decidiu entrar logo na porta que estava escrito "somente funcionários" com a desculpa de que estava escuro e ele não teria lido.

- Para onde você está me levando? A saída não é pelo outro lado? Bom... É o que parece, de acordo com os barulhos. – Kagome estava se acostumando com a visão na escuridão. Estava vendo alguns vultos.

- Bah! Não vai fazer diferença! - Aquilo parecia mais um armário de vassouras gigante. - É.. Vamos voltar. - e sem mais nem menos, Inuyasha puxou Kagome, voltando para o salão.

- Aii... Já vi que ele está mais perdido do que eu. – Kagome sentiu Inuyasha puxar seu braço para outro lado. – E lá vamos nós de novo...

- O que quer dizer com isso? Eu sei muito bem para onde estamos indo. - ele disse confiante. Mas ele realmente não sabia para onde estava indo.

- Aham... E esse ano na minha carta para o papai Noel eu vou pedir um laptop... – Kagome disse sem mais nem menos. – Quer fazer o favor de decidir para onde vai?

- Nós vamos fugir daqui! - ele continuava puxando Kagome indeciso para lá e para cá. - Já fiz tudo que tinha que fazer, eles já sabem que eu vou desistir da carreira. Eu não preciso dizer!

- Fugir? Ahh... Caramba... Eu não tinha pensado nisso? – Kagome falou sarcástica. – Eu preferia ficar aqui no escuro, sei lá... O que se pode fazer no escuro?

- Dá para fazer muita coisa no escuro! - ele riu.

- HÁ HÁ HÁ, muito engraçado.

- Foi sim.. Você riu! – apesar do céu escuro, eles podiam ver a claridade do lado de fora por uma janela grande. Com certeza, que dava para os fundos.

- Não vou nem comentar.... – Kagome estava observando que a luz estava aumentando. – Estamos perto da saída. Que tal a janela?

- Que tal a janela não. Só tem a janela! - Inuyasha corrigiu irônico.

- Então... como vamos chegar até ela? Bom... a não ser que alguém voe aqui, não vamos conseguir sair... – ela comentou.

- Uhm... - como eles iam alcançar a janela? Não dava simplesmente para ele pular com ela até a janela. - Já sei! - Inuyasha pegou uma das cadeiras que estavam guardadas lá. Ela era que nem as outras do salão de festa. Todo arrumadinha, bonitinha.. Subiu em cima dela na maior cara de pau, sujando a almofada.

- Hei... – Kagome viu que ele subiu na almofadinha. – Você vai sujar toda a almofadinha com esse seu pé grande! E não vai adiantar nada mesmo, você não vai conseguir... – parou de falar quando ouviu um "Click" da janela sendo aberta. – Ahh.. tá bem... conseguiu.

- Meu pé é grande porque eu sou grande...! Bruxa. - ele retrucou o comentário. - Você é que não vai conseguir alcançar a janela. Baixinha do jeito que é.

- Baixinha com muito orgulho, ouviu? – Inuyasha estava levantando o vidro da janela. – Não ligo nem um pouquinho por ser baixinha... Posso não alcançar certas alturas, é verdade. Mas, tem minhas vantagens também!

- Quais vantagens? - perguntou sem olhá-la. Ia ter que empurrá-la até a janela, ela não ia alcançar e eles não iam sair.

- Posso me esconder em qualquer lugar, corro mais rápido, ahh... Acho o tamanho das minhas roupas em qualquer lugar... Isso também vale para os sapatos. – ela foi enumerando as diversas vantagens de ser baixinha, enquanto Inuyasha parava para observá-la e pensar como ela iria subir até lá.

- Você vai ficar contando suas "vantagens" até amanhã? - Kagome ainda estava no chão contando. Praticamente falando sozinha já que Inuyasha não prestava atenção.

- Não... Não vou não... – ela disse percebendo que Inuyasha não estava nem aí para suas vantagens. – Então... já tem sua idéia brilhante?

- Já, eu vou te empurrar pela janela, já que você não vai alcançar.. - ele explicou. - Mas antes, você vai ter que subir na cadeira de preferência! ¬¬

- Ahh.. Tudo bem... – Kagome subiu na cadeira, que agora tinha seu espaço todo ocupado por eles. Quem se mexesse, caia. – Então...? Como você pretende me empurrar?

- Bota o pé aqui. - pediu. Pôs as mãos em um formato de concha para que ela pudesse botar um pé. E assim que ela o fez, eles levantaram e Kagome alcançou a janela. - Conseguiu?

- Consegui.... – ela meio que estava pendurada, mas logo conseguiu ficar sentada na beirada da janela... – Oouhhh.... – ela deu um sorriso amarelo. – Sabia que é um pouquinho alto daqui até o chão?

- Sério? - ok, plano B.. Ah é... Ele nunca tinha plano B. - Tem certeza que não dá para pular?

- Ahh.. claro que dá. Mas depois você vai ter que me levar para um pronto-socorro e mandarem me juntar toda de novo... – Kagome levantou sua cabeça até que avistou uma árvore e uma idéia passou pela sua cabeça. – Já sei... – e ela deu um impulso e se jogou.

- Kagome? - Inuyasha ficou na ponta dos pés, enquanto olhava para o chão lá embaixo? - Ká?

- Hei... – Kagome estava balançando suas mãos da árvore. Ela estava sentada em um galho mais alto e grosso.

- Como você foi parar ai? Agora é a Bruxa-aranha?

- Não... Eu não fui picada por uma aranha super poderosa... – Kagome estava balançando as pernas, como uma criança. – Eu era expert em subir árvores quando era criança, até que vi essa daqui e pulei nela. Agora é mais prático descer.

- Mais prático para você! - Kagome só conseguia ver as orelhinhas de Inuyasha se mexendo e as mãos dele na janela. - Eu não vou pular nessa árvore!

- Hei.. – ela deu um sorriso. – Cadê o Inuyasha forte e corajoso?

- E gostoso... - acrescentou. - Eu vou pular no chão.

- Então pula! – Kagome olhou para Inuyasha.

- Eu vou pular.. - ele saiu de perto da janela. Kagome ouviu barulhos esquisitos vindo de dentro do cômodo que Inuyasha estava, até que ele apareceu novamente, mais alto. Inuyasha literalmente se jogou da janela.

- Inuyasha? – Kagome gritou de cima da árvore. – Está tudo bem aí embaixo?

- Tá.. ótimo. - Estava meio tonto então continuou deitado. Pelo menos não tinha quebrado nada. Talvez torcido o pé.

- Vou pular... Lá vou eu... – e Kagome pulou.

- Não, não pula! - ele disse já sentado. E ela já estava no chão. Kagome levantou-se com delicadeza. Nem um arranhão ou pancada. Ela parou perfeitamente ao solo.

- O que foi? – ela olhava para um Inuyasha boquiaberto.

- Nada. Vamos embor.. Ai, aii! - assim que levantou sentiu uma pontada pequena no pé. - Só acontece comigo! - falou irritado.

- Quer deixar de ser orgulhoso e admitir que está doendo? – Kagome estava andando devagar. – Vamos para sua casa. Lá eu vou colocar uma bolsa de gelos e vou enfaixar.

- Não, não, não, não! - disse quase desesperado. - Eu não vou enfaixar! Não foi nada!

- Vai sim, seu menino teimoso! Ou você prefere ir ao hospital tirar um raio-x e ter que engessar? – ela olhou para ele brava.

- Não, não, não, não! Nada de gesso!

- Então vai ter que enfaixar sim senhor. – Kagome se aproximou do carro de Inuyasha. – Cadê as chaves?

- Você não tem idade para dirigir!

- Pra sua informação tenho idade sim. Não parece, mas tenho 18 aninhos! – ela falou com um sorriso. – Agora cadê as chaves?

- Mas você tinha 17!

- Sabia que as pessoas fazem aniversário? – ela falou sarcástica. – As chaves Inuyasha? – ela estendeu a mão.

- Kagome, eu estou perfeitamente bem, e consigo dirigir! - disse. Kagome estava com a mão no bolso dele e já com as chaves na mão. - Eii!

- Trate de ficar quieto e entrar aí no carro. – ela abriu a porta do carona e colocou um Inuyasha resmungão lá dentro. Foi para o outro lado abriu a porta e entrou. – Coloca o cinto.

- Você não manda em mim! - Inuyasha ainda estava emburrado.

- Não mando, mas quero seu bem. – Kagome girou a chave na ignição do carro e o painel se ascendeu. Ela olhou para Inuyasha ainda sem o cinto. – Você não colocou o cinto?

- Não.. - resmungou afundando no banco.

- Quer fazer o favor de colocar? – ela falou para ele.

- Não..

- Você quem sabe... – ela virou-se para frente, preparou o cambio e acelerou firme. Kagome podia ter tirado a carteira há pouco tempo, mas sabia dirigir como ninguém. Acelerou muito, já que as pistas estavam vazias por ser tarde da noite.

- O que está fazendo!!!??

- Dirigindo? – ela respondeu, acelerando ainda mais. Queria ver a reação dele.

- Não, você está cometendo um suicídio! - Ela estava tentando fazê-lo botar o cinto? Não ia botar o cinto.

- Não estou não... Você não disse que eu não sabia dirigir? Essa é a prova. – ela diminuiu um pouco a velocidade e olhou para ele, dando uma piscadela.

- Eu não vou botar o cinto!! - Inuyasha exclamou. Tiraram um fino na esquina.

- Não coloque... Não vou te obrigar mais... – ela respondeu.

- ... - Kagome continuou naquele ritmo estável. Não se falaram mais durante o percurso, até que Inuyasha resolveu falar.

- Pra onde a gente tá indo? - ele perguntou a ela emburrado ainda

- Para um hospital... – Kagome viu Inuyasha arregalar os olhos. – Brincadeira... para casa. Eu vou cuidar de você lá, tudo bem?

- A minha casa passou há umas 4 quadras atrás! - Inuyasha se ajeitou no banco colocando o cinto.

- Sério? – Kagome ficou surpresa. – Ahh.. não tem problema. A gente volta. – E ela girou o carro bruscamente. O carro parou e Kagome seguiu tranqüilamente, ignorando Inuyasha.

- Você é algum tipo de psicopata? - perguntou com o olhos arregalados.

- Não... Por que? – ela perguntou delicada. – Fiz alguma coisa errada?

- Eu vou botar na justiça o cara que passou a Kagome.. - Inuyasha sussurrou para ele mesmo.

- O que você disse Inu-kun? – Claro que ela tinha ouvido perfeitamente. Era muito engraçado ver a cara dele com ela dirigindo. Ele REALMENTE estava assustado.

- Nada.

Kagome deu um sorriso. E depois de alguns minutos, longos na opinião de Inuyasha, eles chegaram na casa dele.

- Pronto... Está entregue Senhor Inuyasha. – Kagome tirou o cinto, desligou o carro e entrou a chave para ele. – Vamos sair do carro agora? – Inuyasha se mantinha imóvel, por isso a pergunta.

- Eu estou bem aqui! - ele disse olhando para frente, apesar de Kagome estar ao seu lado.

- É mesmo? Vai passar a noite dentro do carro?

- Eu vou entrar... Depois.. - ele não ia conseguir sair do carro. Tinha olhado para o seu pé durante a volta e ele tinha ficado meio roxo.

- Não.. eu vou sair... e vou abrir sua porta e te ajudar, Ok? – Kagome saiu do carro, deu a volta e abrir a porta de Inuyasha. – Agora... tente colocar suas pernas para fora.

- Que saco! - ele reclamou fazendo o que ela tinha pedido carinhosamente. Seu pé direito estava sem o sapato, porque estava começando a doer.

Kagome, com toda sua força, levantou Inuyasha e apoiou ele dá mesma forma de antes. Entraram na casa, agora silenciosa. Kagome subiu as escadas vagarosamente com Inuyasha e, ao chegarem ao seu quarto, o depositou com cuidado na cama.

- Eu vou pegar uma compressa de água gelada e algumas faixas... – Kagome estava sentada ao lado de Inuyasha na cama. – Volto em um instante, ok?

- Aham... - assim que ela saiu, ele olhou para o próprio pé. Estava começando a inchar um pouco. E era vergonhosamente humilhante ele ter torcido o pé e ela, ter pulado da árvore, e não ter torcido o pé. Era para ser. no mínimo. ao contrário! Tá, não queria que ela se machucasse e tal. Mas ele torceu o pé? - Isso é coisa de mulher..

- O que é coisa de mulher, Inuyasha? – Kagome perguntou, agora trazendo uma bacia de água gelada com um pano e algumas faixas.

- Era para você ter torcido o pé, e não eu!

- Por que eu? E depois você dia que antes você do que eu.... – Kagome sentou-se na cama, molhou o pano e colocou sobre o pé de Inuyasha, que reclamou.

- Eu disse.. Mas é diferente! – ele falou tentado se explicar.

- Aham... sei... – Kagome começou a massagear o pé dele. – Está tendo alguma melhora?

- Tá doendo.. Eu não quero engessar. - ele fez uma voz tão manhosa. Kagome riu com aquilo. Ele realmente parecia uma criança fofa.

- Se não parar de inchar e doer, vamos ter que engessar sim mocinho. – Kagome estava fazendo compressa de novo. – Enquanto isso, vou ser sua enfermeira até melhorar! – ela seu um sorriso.

- Ainda bem que parou de doer! - mentiu ele. Kagome parou e olhou fixamente para ele.

- Você está mentindo.

- Não, não estou. Parou de doer! - Inuyasha disse tentando parecer convincente.

- Inuyasha... Não adianta mentir para mim... Eu sei que você está mentindo. – ela disse rindo. – Não precisa fazer isso... Se continuar assim, só amanhã vamos ao hospital...

- Eu não gosto de hospital! É tudo branco, com pessoas que usam branco e eles agem como se tudo estivesse sempre bem!

- É... E olha que era para eu trabalhar lá, hein? – Kagome riu. – Mas, pensa... Vai ser para o seu bem. E, eu tenho certeza que você não vai precisar ir amanhã ao hospital.

- Tem certeza?

- De acordo com meu olhar clínico de médica... Aham... Pode dormir tranqüilo. – Kagome retirou o pano com água. – Agora... Vamos enfaixar.

- Por que enfaixar? Você disse que estava bom!

- É para não precisar ir ao hospital amanhã e engessar... – ela estava começando a enfaixar o pé de Inuyasha, com muito cuidado. Deu algumas voltas e viu que era suficiente. – Pronto... consegue suportar?

- Ahhhhhhhhhh! Que dor insuportável!! - Inuyasha se jogou de costas na cama como se estivesse doendo horrores, mas como havia um sorriso no rosto dele, Kagome sabia que era palhaçada. - Eu vou morreeee-ee-eeer

- Ahh... meu Deus... O que eu posso fazer para parar essa dor insuportável? – Kagome também resolveu participar da encenação.

- Você podia virar minha enfermeira particular! - ria enquanto dizia.

- Pode ser... Mas você não pode abusar muito de mim... Nada de acordar de madrugada para pegar comida. – ela riu. – Que serviços vou ter que prestar?

- Você vai ter que dar comida para nimim, brincar com nimim.. - ele disse.

- Ahh... Igual a um bebê? Pode deixar.. Vou cuidar direitinho de você. – ela riu.

- Perai, eu não terminei! Você vai ter que abraçar nimim, beijar nimim.. - continuou ele.

- Uhumm... Então... – ela começou a se deitar da cama, se aproximando do rosto dele. – Posso começar meu trabalho agora? - Inuyasha passou os braços ao redor da cintura fina dela.

- Pode!

Kagome foi subindo nele devagarzinho, e foi começando a dar selinhos nele, provocando-o, sem dar chance para ele aprofundar o beijo. Até que ele a agarrou pela cintura e a puxou para um beijo de verdade. Kagome adorou a atitude dele e ele começou a passar a mão por suas costas, fazendo carinho nela. Até que eles começaram a rolar na cama e, por ironia do destino eles caíram no chão. Inuyasha por cima de Kagome.

- Você adora cair no chão né bruxa? - Inuyasha disse macio.

- Pra você ver... eu e o chão somos um só... não importa a situação, sempre somos atraídos.

- Não gostei..

- Do que você não gostou? – Kagome fez uma cara de interrogativa.

- Você é atraída pelo chão!

- Eu não... Sempre o ignoro... Ele que fica sempre colocando pedras para eu poder cair e ficar perto dele. Mas, eu já disse que tem outra pessoa por quem eu sou atraída...

- Ele é insistente heim! - Inuyasha ainda estava em cima de Kagome e nenhum dos dois parecia incomodado com isso.

- É... Eu também acho. - ela riu. - Não sei o que ele quer comigo...

- Ai dele se ele se engraçar com você!

- O que você vai fazer? – ela perguntou curiosa.

- O que você gostaria que eu fizesse? - perguntou Inuyasha rindo. Não dava para bater no chão. Ia quebrar a mão e o chão ia continuar a existir.

- Que você esquecesse o chão e me abraçasse bem forte e me desse um beijo. – ela pediu.

- Você pode pedir isso quando quiser.. - chegou bem pertinho do rosto dela. Faltando menos de um centímetro para encostar seus lábios nos dela.

- Então porque você está me provocando? – ela perguntou. – Eu pedi, então me atende...

- Porque você fez isso comigo! - sorriu travesso.

- Não vale isso... – ela também sorriu. – Sabia que vingança é uma coisa muito feia?

- Vingança é um prato que eu como frio!

- Então você não vai me abraçar forte, nem me beijar, é isso? – ela fez um bico.

- Não sei.. Eu ia sair perdendo também. Tenho que pensar! - Kagome ficou quieta, ainda com o bico esperando que ele pensasse.

- E então...?

- Não dá! - depositou um selinho nela antes de continuar. - Eu não resisto! - deitou um pouco para o lado de um jeito que desse para abraçá-la forte. - Você é viciante!

- É bom saber disso.. porque você também é... eu adoro quando você me abraça... me sinto tão protegida... parece que nada pode me machucar... – ela sorriu.

- Era o que eu pretendia.. - a apertou um pouco mais, sem machucá-la. - Bom saber que consegui!

- E com grande êxito, diga-se de passagem... – ela retribuiu o abraço.

- Te amo pequena! – Inuyasha sussurrou no ouvido de Kagome.

OoOoOoOoOoOoO

Aháá!! Por essa vocês não esperavam! huahuahuahua..! SIIM! Tmamos vergonha na cara e postamos mais um capítulo ANTES do Ano Novo! \o/ Podem considerar como presente de Natal atrasado huahuhuahuahuahua... Se bem que se vocês forem aprar para pensar, são três capítulos noviinhos! Em Caminhos, em Sonho Reais e em Doce Crepúsculo! =P

E ai gente? Como foi de Natal? Meu paizinho querido - eu amo meu pai - me deu um MP5! Eu quase tive um treco! Pra falar a verdade, eu to com MEDO de usar! Ele tá dentro da caixa ainda! huahuahuahu *retardada*.. Bem genteim, Feliz Natal atrasado e FELIZ ANO NOVO!! QUE MUITAS COISAS BOAS ACONTEÇAM COM VOCÊS!! Muita paz, alegria, churrascos, piscina e festas esse ano! xD

Bjoks!

Kaori-sann

Reviews!

Sophie-sama: Bom conselho... eu adoro reler nossas fics, porque a gente sempre esquece dos detalhes delas e quando a gente volta e lê parece que ela é toda perfeita e que a gente queria que fosse verdade. Com a gente de papel principal com o Inu, para variar... xD Inu... NÃO casa com ela! Ele é comprometido COMIGO! COMIGO! Pronto... nem adianta comparar o Inu com o... er... esse daí que você disse... ele ganha de qualquer jeito! hauhauhuahuahauha... Voz do Sesshy! Ahhh... a voz dele é... tão linda. Arrepia quando ele fala... Uhuuuu! O cara lá tem que comer muito feijão com bolinho de arroz para ganhar dos irmãos Taisho... claro! ahuahuahuahua Né? Reviews grandes? PODE escrever! Eu deixo...! hauhauhauhaua Beijooo

K-Dani: Nhaiiii! Ela gostou! *Aline pula* Todas nós queremos um Inu. O meu vai chegar essa semana por sedex... tá demorando um bocado. Que bom que você amou! Nós esperamos que você possa amar toooodos os caps que estão por vir, ok? Kissus

Agome-chan: *Sente as bochechas sendo apertadas e ri* Mais um capítulo bom? Eeee..! Todo mundo está querendo um Inu e se casar com ele. A fila está aumentando com o passar dos capítulos... hauhauauhaua. Ele vai voltar logo... ou será que a Ká...? Ahh... mistério é sempre melhor, não é? Beijo

Manda-chan Satoru: Leitora Novaa!!!!! Seja bem vinda!! *aline pula nela para as boas vindas* Que lindo que você está amando! Que ótimo que você acha que merecemos todas as reviews do mundo. Isso nos deixa muito felizes e lisonjeadas por você realmente estar acompanhando. De verdade! Gostou desse cap? Kissus

Belle Lune's: Oiee! Amou? Sério? *olhinhos brilhantes da Aline* A gente? Nós somos apenas duas pessoas perdidas que não sabem o que escrevem... mesmo. Por isso nossas fics são doidas e assim... contagiantes. Nós mesmas rimos, nos divertimos, ficamos curiosas com as nossas próprias ações. É bem incrível. A Kaori agradece por você está gostando do Inu! Todas nós gostamos dele kawaii assim! Agradecemos por tanto carinho da sua parte! Mesmo! A Kaori te manda outro beijoo... e eu também! *fica com ciúmes por NÃO ter ganhado um* *faz bico, mas logo ri* Beijoooo!