Capítulo XIV – Novas ordens para Aurores
- É, bem... – começou a justificar ela.
- Sem desculpas, por favor. – disse ele, caminhando para a saída do Ministério, seguindo Hermione. – Nunca lhe disseram que você trabalha demais?
- Uma porção de vezes, mas como você sabe disso?
- Hahaha.. você me faz rir, pense no óbvio.
Neste instante eles chegaram na rua, que estava apinhada de gente..
- Onde será que vamos encontrar algo para a Sarah?
- Que livro ela lhe pediu dessa vez? – quis saber Hermione
- Ela não me pediu livros... Acho teria a capacidade de me estuporar caso eu aparecesse com algum.. – retrucou ele, com um leve sorriso na voz. – Ela disse que também gosta de roupas e doces.
- Incrível, para mim ela sempre pede livros.
- Sempre?
- Bom, às vezes ela nem pede, eu já compro. – considerou Hermione.
- Típico de você. Onde eu posso comprar algo para aquela diabinha prender o cabelo no baile?
- Pois é , ela arrumou com quem ir no baile. Que menina voluntariosa "Nem poderia ser diferente" . Naquela loja deve ter o que ela quer. – Hermione indicou , uma loja grande multicolorida e com vestes na vitrine..
- Tem certeza?
- Claro, Severo! Vamos...- disse ela, puxando- o, até a entrada da loja.
Uma moça os atendeu e Hermione explicou o que queriam. O tal adorno estava num mostrador enorme e havia diversos modelos, tamanhos e cores. A moça, foi chamada no outro extremo da loja, deixando-os sozinhos.
- E agora? – falou Snape, franzindo as sobrancelhas num gesto bem típico.
- Bom, escolha você, afinal o presente é seu.. "Você terá mais chance de acerto."
- Sim, mas a filha é sua, ora. "Droga!"
- Tudo bem, mas não pode ficar aquela sensação de foi a minha mãe que escolheu... Se você escolher, ela vai gostar igual, afinal adora você.. "Nem poderia ser diferente.. estou pagando para ver duas figuras tão parecidas psicologicamente como eles."
- Sim, pode até ser...
Ele olhou uma das tiaras, que era fininha, com pequenas pedrinhas brancas que incrivelmente tinham um brilho gélido.
"Aposto o meu salário que ele vai escolher aquela fininha de pedrinhas brancas."
- Vou levar essa. – explicou ele, com a citada tiara na mão.. – Acho que Sarah vai gostar.
- Acredito que sim. – retrucou ela com indiferença. "Certamente iria escolher essa também".
Depois passaram no guichê e Hermione saiu da loja reclamando.
- Porque você não transfere essa maldita conta para cá?
- Porque não!
- Mas...
- Sem mas, minha cara gerente do banco.. Como está esta bem.. Vamos tomar um sorvete?
Que programa pitoresco- pensou ela.. – mas sabia que o marido tinha fascinação por sorvetes de chocolates.
- Tudo bem..
Dois minutos depois voltou ele, carregando dois enormes sorvetes, um de nozes e outro de chocolate.
- Você não perde velhos vícios.
- Isso é um elogio, minha cara?
- Pode ser.
- Faz anos que você não me elogia..
- Nem venha com suas gracinhas. Quero saber exatamente o que você tem em mente ao querer subornar a corte mágica, Severo. " Eu vou arrancar de você tudo o que quero saber."
- Na verdade, nada de muito prosaico. Apenas terminar com isso de uma vez por todas . "Já que você não desistiu dessa idéia, apenas vou fazer seus desejos, meu amor."
- Há, e eu não lhe conheço,decerto.
- Quer saber mesmo?? " Curiosa, você! porque esse interesse súbito na minha vida?"
- Claro.
- Não quero que Sarah descubra.
- Sarah, mas o que ela tem a ver com isso?
- Nada, a fora o fato que querer me arranjar uma pretendente a todo o custo. – considerou ele, com uma voz indiferente. Hermione ficou paralizada, mas é claro que realmente Sarah teria uma idéia dessas. – E como vou explicar para ela que legalmente sou casado? Ela vai fazer tudo para me arrancar todas as informações. Você a conhece muito bem.. eu adoro Sarah, mas sinceramente, tem horas que ela me dá nos nervos.
- Mas..
- Não tem o que dizer.. pense nesta cena. – mas Sarah, eu sou casado? Com quem? – me pergunta ela, sorridente. Com a sua mãe... Sinceramente.
- Você tem razão, mas de onde ela tirou essa idéia? "Sarah, eu juro que se não fosse minha filha eu te matava, sua danada"
- Sarah tem idéias absurdas, mas sempre exeqüíveis.. Você sabe sobre aquelas ervas....
E a conversa se tornou técnica a cerca da doença da Sra. Longbotton.
Depois, ambos a contra gosto, se despediram, prometendo manter contato via coruja sobre a saúde e melhoras da Sra. Longbotton.
- Basicamente o plano é esse. Vamos nos transformar em alunos das outras casas, inclusive algum grifinórios senão rapidamente eles chegam na gente.. – dissera ela, para Louise, Carl e George que estavam presentes. – E o William onde está?
- Curtindo uma dor de cotovelo daquelas. Parece que está contra o mundo. Hoje na aula de Vôo chegou a cair da vassoura. – disse Carl, sob risos dos outros.
- Ele está chateado comigo. – considerou Sarah.
- Claro, Sarah, você fica andando para cima e para baixo com o Rosier... – comentou George.
- Sinceramente, ainda somos crianças, você não acham que o Rosier iria querer namorar comigo? – perguntou Sarah incrédula.
- Pode até ser, Sarah. Mas se realmente ele não tivesse algum interesse em você, jamais iria convidá-la para o Baile, correndo o risco de levar uma ótima detenção do Snape. – explicou Carl.
- Por favor, gente. Ele só é meu amigo. – disse ela, com frieza.
- Ninguém disse o contrário, mas por algum motivo óbvio, o William se doeu.- comentou Louise, com um misto de riso e preocupação na voz.- Digamos que talvez ele nutra algum tipo de sentimento especial por você, Sarah.
Sarah fez uma expressão mordaz no rosto., enquanto os outros três riam alto.
- Ora, qual é o motivo das gargalhadas? – perguntou um Willian exultante, entrando na sala.
- Que felicidade meu amigo. – comentou George, que assim como os outros também estranhara.
- Pois é, não é sempre que coisas ruins acontecem...- retrucou ele sorrindo. – perdi alguma coisa?
- Não, William. – comentou Sarah. – estamos mesmo especulando o porque de sua demora.
- Assuntos pessoais.
Os outros quatro somente se entreolharam. E continuaram a elaborar os planos, até mesmo escolhendo quem seriam os alunos pelos quais se passariam. Como conseguiriam as vestes de cada casa... Enfim, planejamento de todos os detalhes.
Quando estavam com tudo pronto, resolveram sair a campo atrás das pessoas por quem se passariam. Sarah se comprometera a ir a seu dormitório e pegar um cabelo de uma das gêmeas Weasley, que estavam numa escova largada sobre a penteadeira. O único problema era não saber em qual delas se transformaria. William contrapôs que naquele caso especifico não faria diferença...
Louise comentou que acharia interessante que eles deixassem isso ou no dia do baile ou depois do baile, pois aí, a gama de possibilidade de pessoas envolvidas seria muito maior, uma vez que todos estariam em função do baile.
- Que engraçadinha, nem todos iremos no baile. – disse William com um sorriso maldoso.
- Ora bem por isso... poderão entrar nos salão comunais sem despertar nenhum tipo de suspeita..
- Mas e as bombas de bosta? – quis saber George.
- Podemos pré-programá-las de modo a explodirem depois de um determinado tempo... – disse Sarah, com ar de duvida... - Bom, ao menos poderíamos tentar.
- Isso, Sarah. Você que é a inventiva faça isso.- comentou Carl.
- Como é, Harry – perguntou Rony, muito surpreso, enquanto sentava-se numa confortável poltrona da casa de Harry.
- Recebemos ordens mais apuradas, Rony. Agora podemos atingir também as famílias daqueles considerados Comensais da Morte. – explicou Harry.
- Isso quer dizer que podemos matar a todos sem dó, nem piedade?
- As novas resoluções dizem que sim. Mas, tem algo que me preocupa nessa história, Rony. Para falar a verdade mais do que tudo.
- O que é Harry?
- Sarah Granger!
- Sempre aquela peste. Não podemos aproveitar e terminar com ela?
- Claro que não! Que idéia. O que me preocupa é que Sarah tem grande poder de persuasão e pode vir a formar uma grande cúpula dentro de Hogwarts.
- Harry, francamente,e ela é uma menina de 11 anos!
- Hoje ela tem 11 anos, mas não esqueça que o tempo vai passar e que ela vai ficar mais velha. E com a companhia do filho do Draco...
- Qual é a sua sugestão?
- Temos que fazer com que Hermione a mande para Drumstrang com urgência.
- Harry,duvido que isso aconteça... Todos nós sabemos que lá, Sarah somente aprofundará aquilo que já sabe..
- Não terminei.
- Harry, sinceramente não entendo onde você quer chegar.
- Muito simples. Sarah é uma das criaturas mais maléficas que já conheci... Precisamos saber quem é o pai dela.
- Hermione nunca fala desse assunto. – comentou Rony. – Acho que só com uma maldição Império para ela falar, e olhe lá... Segundo ela é um trouxa.
- Rony escute. Ninguém que não seja puro sangue vai parar na Sonserina.
- Mas ela não foi parar lá.
- Porque o chapéu se arrependeu no ultimo minuto. Isso significa que o pai da Sarah é um bruxo puro sangue, possivelmente Sonserino, mas certamente seguidor de Voldemort.
- Não fala esse nome. – silibou Rony. – Mas sinceramente ainda não entendi muito bem o que você quer dizer.
- Simplesmente eu não quero que a Hermione seja morta por aurores, simplesmente por causa da praga da Sarah, e com essa liberação de se atingir as famílias.
- Mas, Harry, considerando que você possa ter alguma razão. Quem seria o pai de Sarah?
- Realmente, não sei.. Mas...
- Mas...
- Bom, acho que sei quem pode nos contar.. Margarida Longbotton.
Severo Snape voltou ao castelo de Hogwarts, bem antes do que o Pretendido. Não tinha muita certeza das ações de Sarah, de quem se poderia esperar tudo. Na verdade ele não gostava da ligação da garota com os novos Comensais da Morte. Mas o pior era ela ser membro ativo do referido grupo. A unidade deles, já hoje era muito impressionante... Sarah...
Ele abriu a porta da masmorra, mas Sarah, sentada em sua mesa e absorta em responder as cartas não lhe ouviu. Era engraçado, de certa maneira sentia-se muito, muito responsável por ela... Quando ela ouviu o barulho da porta, logo depois, ergueu a cabeça, com os olhos negros interrogadores... E Severo Snape teve uma estranha impressão que nem ele mesmo soube definir. Como se conhecesse aquela expressão astuta e interrogativa de algum lugar.
Ela saiu correndo da mesa, e o abraçou, fazendo com que o professor derrubasse algumas encomendas que tinha na mão.
- Que saudade do senhor!
- Eu também estava com saudade de você, Sarah. – afirmou ele. – Lhe trouxe o presente que você pediu. – disse ele acariciando os cabelos negros da menina da garota...
- Mesmo? Oba, oba, oba. Mas na verdade eu só queria que o senhor voltasse... – afirmou ela... Sentando-se numa poltrona muito confortável.
- Sério, Sarah? Então da próxima vez eu não preciso me preocupar com o seu presente... – disse, ele, tirando do bolso uma caixa fina e delicada.
- Também não é assim... Eu gosto de presentes...
- Espero que você goste. – disse ele lhe alcançando a caixa.
- Que lindo! – gritou ela, extasiada ao abrir a caixa e ver a tiara.
- Não sei se era bem isso que você queria, mas...
- È linda, linda... eu adorei.. Muito obrigado!! – disse ele, corando e abraçando-o mais uma vez.
- Que bom que você gostou, Sarah! Eu não tenho muito jeito para comprar essas coisas...
- Eu adorei. Vai combinar muito com o meu vestido... E o senhor me conte. Como foi o passeio a Londres? Resolveu seus negócios?
- Sim, Sarah. Tudo esta resolvi, eu acho. Tudo muito civilizado.
- O que o senhor quer dizer com civilizado? Mas os negócios, em geral não são realizados entre pessoas civilizadas mesmo que na verdade gostaria de se matar?
- Sim, perfeitamente Sarah. Foi o que eu quis dizer. Tudo civilizado demais... Na verdade eu prefiro brigas. Ao menos mostram que as pessoas se importam umas com as outras..
- Sei como é. Pessoas frias parecem ignorar os acontecimentos.
- Exato.. E aqui na escola, tudo em ordem?
- Claro! – respondeu Sarah, com um sorriso astuto..
- Sarah, Sarah, Sarah.
O dia do baile havia chegado. Sarah estava no esconderijo preparando a poção que os garotos usariam mais tarde, durante o baile para colocar as bombas de bosta dentro dos salões comunais das casas. E num dado instante, William Malfoy apareceu, com um grande sorriso no rosto.
- Sarah, que bom encontra-la por aqui. Precisava mesmo falar com você!
- Fale, Willian. – retrucara ela, sem tirar os olhos do caldeirão.
- Você não vai olhar para mim enquanto falo?
- Não posso, preciso dar o ponto exato na poção. Mas fale que eu estou escutando.
- Acredito que você não vai poder ir no Baile.
- Porque não? – quis saber, com frieza.
- Porque o nosso salão Comunal está virado numa algazarra só.. Parece que Paul Rosier se machucou muito feio.
- O quê?
- Sim, eles esta sendo levado para a Ala Hospitalar agora... Nada de baile para você, srta. Granger! – disse ele, com um vasto sorriso.
